31 agosto 2016

Programa Rádio Miúdos 96 – 31 agosto 2016

Esta foi a história que lemos na Rádio Miúdos neste dia!
É a rádio mais fantástica que há!

Eu, palerma!
Em casa do Manuel fiz um furo numa porta (não tenho juízo!) e estraguei-lhe a maçaneta. Foi um problema! A mãe dele massacrou-nos e nós a rir… Jogámos xadrez e parti a cabeça do bispo. No jardim, quebrei o vidro da vizinha com o peso de uma pedra que mandei. Era pesadíssima!… O meu dedo ficou torcido! Fui ao médico. Ele deu-me o conteúdo dum xarope e eu, palerma, entornei-o para cima do livro que estava escondido!
Leonor Terré, 6º A, Torres Novas, prof. Maria Nicolau
Desafio RS nº 31 – 14 palavras com ordem imposta

Ou eu ou ele

Caminhava por entre o cinzento e o verde com a rosa junto ao peito e os espinhos cravados nas mãos. O coração batia sempre tão acelerado que mais parecia um martelo pneumático.
Era lá, junto à lápide, sempre tão bem tratada, que encontrava o meu refúgio. Não vislumbrava problema, não via que, aos poucos, também o meu corpo ia ficando desmembrado.
Aquela frase resgatou-me do abismo: “Ou eu ou ele.” Esta foi a solução para o Amor.
Mireille Amaral, 41 anos, Gondomar

Desafio nº 110 – 8 palavras obrigatórias

O refúgio

Rosa teve um núcleo familiar desmembrado, a mãe cedo abandonou o lar.
Ficou com o pai, carpinteiro que cedo pegava no martelo para que nada lhe faltasse.
Tudo fazia crer que o problema familiar seria um espinho na vida da menina, mas muito novinha começou a gostar de ler e escrever, nos livros procurava solução para tudo, a escrita foi o seu refúgio.
O pai viveu com ela até ao fim sendo sempre tratado com muito carinho.
Natália Fera, 59 anos, Moita 

Desafio nº 110 – 8 palavras obrigatórias

A tempestade

A tempestade ergueu-se, malquista, parindo o susto. Avançou tenebrosa em morosa, plúmbea, ostentação sonora. As telhas escorregaram molhadas, por ordem, silenciosamente. Aranhas, teias, escadas, mangueiras, perigosamente, oscilaram suspensas. A tenra erva murchou perplexa, oliveiras sufocaram.
A tutinegra encharcada manifestou, piando, obcecado sacudir. Aterrorizada, tentou ensaiar motivos para o salto. Abalançou-se tremendo, esticou-se, movimentou penas, olhou, soltou-se.
Acordou tonta, estendida, machucada por outros solos. Alegrou-se, tinha escapado! Maravilhou-se por ousar superar-se. A tormenta esvaiu-se, marchando para outros sossegos.
Isabel Sousa, 64 anos, Lisboa.

Desafio nº 104 – letras obrigatórias: A T E M P O S

Sem sonhos

Viu-o pegar no MARTELO, adivinhou o que ia acontecer ao seu REFÚGIO.
Lugar favorito de ROSA, onde lia, sonhava, como todas as adolescentes.
Onde tentava arrancar o ESPINHO de um amor não correspondido.
Ali ninguém a via, ninguém ousava julgá-la, porque ninguém a compreendia,
e morria de medo de não ser amada.
Hoje, de cabeça esbranquiçada, e coração bem TRATADO,
mas sem SOLUÇÃO para o PROBLEMA.
Será um dia amada?
Porque os seus sonhos foram também DESMENBRADOS.
Natalina Marques, 57, anos, Palmela

Desafio nº 110 – 8 palavras obrigatórias

Espinhos

Pedro parecia haver nascido para criar, ter, trazer problemas.
A cada um, esperava que por ele achassem a solução.
Buscava nessa hora, a família como refúgio, mas impunha suas vontades como se um martelo batesse!  Não havia humildade. Não pedia, exigia!
A vida da família não estava nada rosa e os espinhos pareciam a cada retirado, novos outros a surgir.
Ou Pedro aceitava ser tratado por médicos especialistas, ou da família cada vez mais seria desmembrado. Triste!
Chica, 67 anos, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Desafio nº 110 – 8 palavras obrigatórias

Programa Rádio Sim 831 – 31 Agosto 2016

o programa em podcast na Rádio Sim

O Namorado Jornalista
Pérola e Priscila arte apreciavam.
Em uma das suas visitas ao Museu por 
temporal foram surpreendidas.
Relâmpagos e trovões sem palavras as fizeram ficar...
Ao sair, a água já a escadaria cobria...
Para o táxi fizeram sinal.
O 
palerma do motorista numa poça parou.
O sapato encharcado ficou.
Isto para a saúde seria 
prejudicial.
Priscila escorregou, pareceu 
"planar"
O seu nariz esfolado ficou...
Seu namorado  jornalista
Queda no jornal fez 
publicar.
Priscila enorme 
repulsa por ele sentiu.
Verena Niederberger, 65 anos, Rio de Janeiro
, Brasil
Desafio nº 107 - 10 palavras com PLR

30 agosto 2016

EXEMPLOS - desafio nº 110

Agarrou no martelo, decidido em arranjar solução para o problema.
Avançou sem medo pelo matagal, derrubando os obstáculos que surgiam, para que nada o impedisse de chegar ao destino, seu refúgio.
Deixou para trás um campo completamente desmembrado pela perseverança… e o jardim, muito bem tratado, apareceu finalmente à sua frente!
Preparado para reparar a cerca que o protegia, avançou. Foi quando sentiu uma dor profunda: um espinho minúsculo, de uma rosa vermelha, espetara-se-lhe a mão.
Desmaiou!
Malvina Sousa, 37 anos, Ponta Delgada

Meu Amigo!
Para cada problema há sempre uma solução! Ditado velho mas sábio!
Sentada, com as ideias em riste, ali estava Rosa de martelo na mão.
Com a clarividência de quem já tem um plano, olhava o velho cadeirão, outrora refúgio dos seus enredos.
Desmembrado, esfarrapado, tão cabisbaixo! Num rasgo de saudade que lhe causou calafrios, refreou a vontade. “Meu amigo!” Sentiu um espinho cravado no peito.
Desembaraçou as mágoas, desmontou, reformou e cuidou.
Ali estava, tratado! Sentou-se, aconchegou-se... 
Goretti Pina, 54 anos, Odivelas

A praia é o seu refúgio. É lá que encontra solução para os seus problemas. E hoje em especial que se sente como um animal desmembrado.  Poderia fazer um tratado sobre os espinhos da vida. Em vão. Em todos os jardins há rosas despidas de interesse. Até neste que dizem ser plantado "à beira-mar". As ondas rebentam na areia, fortes, desfazendo-se em espuma branca. Mas o som do martelo continua a ecoar dentro de si. O mar!
Alda Gonçalves, 48 anos, Porto

Roseiral
O meu tio comia pipocas como se não houvesse amanhã. Escondia-se no refúgio, no meio das rosas, apesar dos espinhos, e saciava-se. 
O problema foi que, naquele dia, uma pipoca se lhe atravessou no gorgomilo e a solução foi carregá-lo para o hospital. E se ele era pesado, quando se debatia. Foi tratado por um médico jovenzinho, que o fez sofrer. 
Enraivecido e dolorido, chegou a casa, pegou no martelo e o roseiral tornou-se num ser desmembrado.
Quita Miguel, 56 anos, Cascais

Aprendi
Aprendi com meu pai, que todo problema tem pelo menos uma solução clássica e honrosa. Que nesta longa jornada da vida não devo ser martelo tão pouco espinho encravado no coração das pessoas que amamos. Aprendi que Deus sempre será o único refugio que o pobre pode buscar, já que pela sociedade se sente desmembrado. Aprendi que todo e qualquer relacionamento, quando bem tratado pela cumplicidade deixa tudo suavemente perfumado como um botão de rosa numa jarra.
Toninhobira (António Tomaz dos Reis), ​60 anos, Salvador Bahia​, Brasil

Espinhos
Pedro parecia haver nascido para criar, ter, trazer problemas.
A cada um, esperava que por ele achassem a solução.
Buscava nessa hora, a família como refúgio, mas impunha suas vontades como se um martelo batesse!  Não havia humildade. Não pedia, exigia!
A vida da família não estava nada rosa e os espinhos pareciam a cada retirado, novos outros a surgir.
Ou Pedro aceitava ser tratado por médicos especialistas, ou da família cada vez mais seria desmembrado. Triste!
Chica, 67 anos, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Viu-o pegar no MARTELO, adivinhou o que ia acontecer ao seu REFÚGIO.
Lugar favorito de ROSA, onde lia, sonhava, como todas as adolescentes.
Onde tentava arrancar o ESPINHO de um amor não correspondido.
Ali ninguém a via, ninguém ousava julgá-la, porque ninguém a compreendia,
e morria de medo de não ser amada.
Hoje, de cabeça esbranquiçada, e coração bem TRATADO,
mas sem SOLUÇÃO para o PROBLEMA.
Será um dia amada?
Porque os seus sonhos foram também DESMENBRADOS.
Natalina Marques, 57, anos, Palmela

Rosa teve um núcleo familiar desmembrado, a mãe cedo abandonou o lar.
Ficou com o pai, carpinteiro que cedo pegava no martelo para que nada lhe faltasse.
Tudo fazia crer que o problema familiar seria um espinho na vida da menina, mas muito novinha começou a gostar de ler e escrever, nos livros procurava solução para tudo, a escrita foi o seu refúgio.
O pai viveu com ela até ao fim sendo sempre tratado com muito carinho.
Natália Fera, 59 anos, Moita

Caminhava por entre o cinzento e o verde com a rosa junto ao peito e os espinhos cravados nas mãos. O coração batia sempre tão acelerado que mais parecia um martelo pneumático.
Era lá, junto à lápide, sempre tão bem tratada, que encontrava o meu refúgio. Não vislumbrava problema, não via que, aos poucos, também o meu corpo ia ficando desmembrado.
Aquela frase resgatou-me do abismo: “Ou eu ou ele.” Esta foi a solução para o Amor.
Mireille Amaral, 41 anos, Gondomar

Rosa sóbria
Falsidade deslumbrante, desmembrada, oposta ao caráter honesto e correto.
Fé pura, zelosa, bem tratada. Temor, conheçamos somente o de Deus.
Disciplina em meio às agruras, problemas, prepara-nos com infinita sabedoria.
História maravilhosa, oposta ao supersticioso que martela vícios.
Não imputar isso à causa certa gera febre e espinho.
O amor que refugia, vem de dentro do coração.
Viciados no estilo de vida deste mundo não amam a solução.
Rosa sóbria, nem se desgasta com coisas sem importância.
Renata Diniz, 40 anos - Itaúna/Brasil

O PROBLEMA era nunca ter mostrado as suas emoções. Fechava-se no seu REFÚGIO, deixando as palavras rasgar o fundo do seu coração, como se fossem ESPINHOS de uma ROSA.
Ele conseguira desarrumar-lhe a vida e DESMEMBRAR todos os sonhos com a força de um MARTELO.
Até que resolveu espantar os males. Arrumou as tralhas, alguma esperança e a força que lhe restava. E, depois de tudo TRATADO, partiu separando-se da sua própria sombra. Tinha encontrado a SOLUÇÃO.
Isabel Lopo,70 anos, Lisboa

Gorda? Eu?
– Não era um tratado de Filosofia, era uma revista cor de rosa. Não percebeste o problema? Desculpa, aquele monte de palavras – era o que ali estava: um texto desmembrado! – continua a atormentar-me como um martelo! Como puderam dizer que sou gorda? Eu, que descobri a solução ideal para manter a forma: uma maçã por dia! Isto é um espinho espetado na celulite – que não tenho, claro!
A praia será o meu refúgio: passarei um dia sem comer!
Maria José Castro, 56 anos, Azeitão

Deitada na cama à espera do fim, Adriana ralhava com a vida por não ter cumprido o TRATADO: viver até aos 100. Cabeça e tronco doíam-lhe como se um MARTELO a espancasse, mas o PROBLEMA não tinha SOLUÇÃO. Queria encontrar um REFÚGIO onde não a encontrassem ou a deixassem, pelo menos, pensar. Sempre contornou os ESPINHOS das ROSAS com que compôs os ramos que fazia. O que não contornava, agora, era a doença e a família DESMEMBRADA.
Ana Paula Oliveira, 56 anos, S. João da Madeira

Alma vendida
O mundo é maravilhoso cheio de promessas
A vida, um encanto, mas nunca prometeu mar de rosas
Traz infinitos problemas, uma perfeita matemática
Faz e desfaz em suas operações cuja solução é sempre exata
Mas é o espinho, a maldade humana que impera
Age como se fosse desmembrado da divindade
Apesar de viver demagogicamente, bate o martelo no vento
Faz um tratado com o poder, sem medo do desconhecido
Leva a vida no luxo, refúgio dos corruptos
Ângela Maria Green, 58 anos, Novo Horizonte - SP - Brasil

Difícil Solução
O PROBLEMA parecia de difícil SOLUÇÃO.
Maroca era tia respeitada e querida.
Vivia naquela casa fazia tempo...
Do seu REFÚGIO seria cruelmente arrancada.
Os sobrinhos haviam feito triste TRATADO.
Bateram o MARTELO.
A casa seria alugada.
Tudo ali seria DESMEMBRADO.
Linda ROSA no jardim não mais veria.
Tudo agora se tornara um pesadelo.
Profundamente ferida estava.
A razão de tanta ingratidão não compreendia.
Pela velhice já tão castigada.
Um ESPINHO oculto e insuportável, Maroca atormentava.
Silenciosamente chorava...
Verena Niederberger, 65 anos, Rio de Janeiro – Brasil

A dor da solidão fazia-o sentir desmembrado. Percebia-se sem solução para o seu problema. Haveria resposta, num qualquer tratado de enigmas? No seu refúgio, com a ajuda de um martelo e escopro, dava vida a um pedaço de mármore. Tentava enganar o vazio do tempo. Repentinamente, o rosto que cinzelava caiu. No âmago da peça partida… uma rosa petrificada, com um único espinho. Afinal a solidão não existia se nos permitirmos olhar a magnificente beleza da natureza.
Amélia Meireles, 63 anos, Ponta Delgada

Pobre martelo 
problema do martelo não tinha solução. Estava tão carcomido pela ferrugem, que já não ousava dar uma martelada por mais suave e lenta que fosse. Passava o tempo todo no seu refúgio escuro e, quase sempre, malcheiroso. Só pensava na sua querida Ana Rosa e no quanto ela devia sofrer… e isso era um autêntico espinho espetado na sua alma. Bem tratado, sempre cumprira, com rigor e mestria, as suas funções. Agora, sentia-se desmembrado, pobre martelo!
Domingos Correia, 58 anos, Amarante

Embora fosse filho das malvas, na mansão "o refúgio", o armador setubalense, um homem cultivado, organiza uma festa em honra duma rosa, uma cantadora conhecida por toda a Europa.
Consternação na sala de música. Um lustre caiu desmembrado no teclado do piano, um espinho bloqueou-o. Uma solução do problema impôs-se, porque também um martelo deveria ser tratado por um afinador. Se não encontrar urgentemente alguém para consertar, a laureada Luísa Todi deverá cantar as árias sem acompanhamento.
Theo De Bakkere, 64 anos, Antuérpia, Bélgica

Minha doce Rosa
Olho a folha sem saber que escrever...
Como um espinho cravado no meu coração, assim é esta tristeza, ameaçando vencer a batalha interior que travo diariamente. 
Minha doce Rosa... Partiste... procuras refúgio... Deixaste-me procurando solução para este problema que, qual martelo, insiste em martelar na minha cabeça.
Sinto-me desmembrado sem ti... se tu voltasses...
Alimento esta ilusão... que nossas famílias façam algum tipo de tratado...
Como queria ter-te aqui, junto a mim...
Olho a folha e escrevo...
Carla Silva, 42 anos, Barbacena, Elvas

problema? Qual martelo agigantado na minha cabeça!
Desgostosa, despida de afeto, corri descalça ao jardim (refúgio sedativo!), para no infinito desmaiar!
As lágrimas regaram uma rosa solitária… desfolhei-a pranteando a solução. Um malvado espinho aguçado prensava-me a alma. Arranquei-o com as forças que restavam. Desmembrado, teimou em espetar-se no gélido corpo.
Lutei – não foi em vão! Venci-o, em analogia, descobri a resolução.
Tudo resolvido e tratado com a dignidade com que me vesti daí em diante!
Andrea Ramos, 39 anos, Torres Vedras

Tratado
Problema imenso, dividia a família em duas bandas sem se encontrar solução. Pensou-se no martelo do juiz.
Pretendiam armar uma ponte que unisse dois lados que não podiam se encontrar. O espinho da saudade ferroava. Por que não se verem? Ninguém entendia, enquanto justificativas cresciam sem medida, e não se encontrava fundamento para elas.
Um refúgio foram as orações. Depois o magistrado construiu um tratado de paz desmembrado de uma sentença. Uma rosa marcou o primeiro encontro.
Celina Silva Pereira, 65 anos, Brasília, Brasil.

Quando o Pedro me respondeu torto pela manhã, a minha cabeça só pensava ”Martelo...”.... queria vê-lo desmembrado...
A Sónia, da Recepção, aquela voz... .irrita-me! E a Rosa??? Parece ter criado um Tratado unilateral a que todos temos de obedecer!!!
Qual o problema de todos ultimamente?
Preciso encontrar um refúgio longe daqui......
Acabo diariamente irritada comigo própria, mas hoje, como que um espinho perfurou minha consciência: a solução tem que estar por aqui porque o problema sou eu!!!!!
Vera Viegas, 32 anos, Penela da Beira

Rosa estava desesperada. Pensara que o problema ficara tratado. “Estamos entendidos: amanhã barulho só a partir das dez”. Então, como é que o som daquele martelo já a tinha acordado, tão cedo!? Imaginou as gordas de um jornal americano “DESMEMBRADO POR CAUSA DO BARULHO”. O seu sentido de humor levou avante. Riu-se. Sabia que a solução era por uns tampões nos ouvidos e procurar refúgio no livro comprado na véspera, intitulado “Como um espinho dourado no nariz”.
Silvina, 45 anos, Sintra

Uns consideravam que a rosa devia ter um espinho assim aguçado. Outros afirmavam que não. Seria demasiado arriscado para quem lhe tocasse. A questão era então saber se o espinho devia ser tratado como um problema ou uma solução. Mas se o espinho era protetor ou indesejável, era um debate desmembrado de emoção. Um refúgio de pontos de vista a dar abrigo à mais ridícula das argumentações. Como tentar fixar um prego com um martelo de plástico.
Clara Lopes, 40 anos, Agualva, Sintra

Espinho encravado
Tinha em mãos um problema,
Não teria solução?...
Era um espinho encravado
No coração do João!

Na cabeça, um martelo
A martelar noite e dia,
Sem a sua bela Rosa,
Jamais teria alegria!

Ela fora o seu refúgio
Durante anos de partilha…
E desse tratado feito,
Possuíam uma filha!

Foram momentos felizes,
Muitas etapas vencidas
E neste ponto da história,
Separavam suas vidas?

Não!... Partiria de avião,
Correria todo o lado,
Pedir-lhe-ia perdão…
Não se queria desmembrado!
Maria do Céu Ferreira, 61 anos, Amarante

Dizem que rosas abalam, e do amor são o próprio traduzir...
Mas...
para que falar da Rosa, se já me feriu espinho?
As rosas não falam, mas seu aroma é refúgio, quase um ninho...
Como martelo, a mente roga a solução ao pobre coração, quase ausente, mutilado,
E o que seria do amor derrotado, repartido, desmembrado?
Problema sem resposta, tratado sem fim...
Páginas arrancadas de mim.
Pétalas desfolhadas, perfume que ainda sangra,
Quase secas, pedaços de nós...
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

Fora desmembrado! Rosa ficou escandalizada quando o viu ali, completamente desmembrado. Ia desmaiando, tamanho foi o susto que passou quando viu aquela morte inesperada. Pelos cortes, calculava que fora com um martelo grande, o que era ainda mais estranho. Mas agora já estava, era já um problema sem solução. O seu antigo amor, um refúgio que ela tão bem tinha tratado, estava agora completamente desmembrado. Do seu belo roseiral não sobrara um espinho para contar a história!
Anabela Risso, 24 anos, Évora

Era uma vez um refúgio muito espinhoso que tinha um tratado estabelecido: quem libertasse os espinhos, tinha direito a um tesouro, que era um martelo cor de rosa completamente desmembrado. Era um problema muito grande, porque os espinhos eram grossos. Mas havia uma solução: cortar os espinhos com uma serra elétrica. Quando estavam prestes a cortá-los, começou a chover muito e não foi possível. Por isso desistiram e ficaram muito tristes por não poderem descobrir o tesouro.
Simão Formigo, Torres Novas, Liceu Técnico Navegantes, prof Maria Nicolau

O carro cor de rosa
Era uma vez um rapaz que gostava de oficinas. Ele brincava muito com ferramentas. Mas, a ferramenta de que gostava mais era o martelo porque gostava de martelar ferro. Um dia, ele arranjou um problema muito grave. Ele viu um carro cor de rosa e, como não gostava da cor, martelou-o. O carro ficou muito mal tratado. Mas o pai do rapaz, com paciência, logo arranjou uma solução: arranjou-o com peças de outro carro que estava desmembrado.
Leandro Manuel Santos, 16 anos, Torres Novas, Liceu Técnico Navegantes, prof Maria Nicolau

O simpático refúgio
Era uma vez um rapaz quase desmembrado que procurava refúgio em algum sítio abrigado. Mas havia um problema que parecia não ter solução à vista: encontrar um local onde pudesse ser bem tratado. Acabou por encontrá-lo. Mas estava ocupado por uma senhora. A sorte é que ela o aceitou. No dia seguinte, avistou umas rosas lindas, mas estavam cheias de espinhos e o rapaz picou-se. Mas nada de grave. Entregou as rosas à senhora e ela agradeceu.
Filipe, 17 anos, Torres Novas, Liceu Técnico Navegantes, prof Maria Nicolau

Azar com a mota
Certo dia tive um problema na mota. Levei-a para a garagem e desmontei-a para arranjar solução. Tinha uma amolgadela e precisava urgentemente de um martelo de bate-chapas. Fui pedir ao marido da vizinha Rosa. Fui à sua garagem, que mais parecia um refúgio... Ele disse que tinha lá uma peça boa, mas estava tudo desarrumado! Fiquei como se estivesse desmembrado!! Fui rapidamente à loja do Senhor Espinho que me emprestou o martelo e, felizmente, ficou tudo tratado.
Bernardo Raposo, 16 anos, Torres Novas, Liceu Técnico Navegantes, prof Maria Nicolau

Acidente de trabalho
Eu hoje tive um problema e não sei como vou arranjar solução para ele. Eu estava no meu refúgio a trabalhar muito e estava a segurar um martelo, mas quando estava para martelar, acertei no dedo. Pensei que tinha o dedo todo desmembrado e fui ao hospital, onde me deram uma injeção. O dedo estava todo rosa, e sentia uma dor que parecia um espinho. Mas, passado algum tempo, fiquei tratado. E agora já estou melhor... Acho…
Sérgio Gabado, 17 anos e Lucas, 16 anos, Torres Novas, Liceu Técnico Navegantes, prof Maria Nicolau

Há dias que não nos deveríamos levantar da cama. Eu queria pendurar um quadro na parede, fui buscar o Martelo, preguei o prego, coisa normal diriam vocês. Pois aí começou o meu problema. O prego entrou todo de uma martelada só, achei estranho, bati uma vez mais e fiz um grande buraco. Havia um refúgio refundido na minha casa. Estranho! – pensei! Lá dentro havia uma rosa desmembrada e imensos espinhos.  A solução era tapar a parede. Assunto tratado!
Isabel Pinela Fortunato, 43 anos, Amadora

A cada problema uma solução
Para cada problema há sempre uma solução, quando não, várias! Mas para o dia de hoje um refúgio, isolado, no meio da natureza, teria evitado que a decisão lhe caísse com a força de um martelo. Pensava assim durante a viagem de Espinho ao Porto. Dando voltas ao texto que o computador teimara em lhe esconder e fazendo deste assunto, um tratado. Olhou pela janela e do jardim desmembrado viu uma rosa linda, parecendo que lhe sorria...
Alda Gonçalves, 48 anos, Porto

Alegria final
Ele era feliz. Vivia na alegria.
Um dia tudo isso acabou. Eram as dores, a morte vinha atrapalhar.
Depois de tantas rosas de alegria, agora eram os espinhos de tristeza, era martelo de problemas.
Agora, ele precisava de refúgiosolução.
Mas... ele era muuuito desmembrado com a família.
Ele precisava ser tratado.
Quem poderia ajudá-lo?
Era sorte:  ele tinha uma amiga cristã.
Esta amiga, orou por ele e ajudou.
Deus o curou de toda sorte de dores.
Laura, 7 anos - Itaúna/Brasil

Era um problema desmembrado, sem solução.
Era o refúgio dos ideais bem tratados, daqueles de que cuidamos em silêncio e com desvelo, não com ruídos de batuque ou martelo.
Era uma solução aquosa, com cheiro a água de rosas sem espinhos, uma água sem picos - nada de «Água das Pedras».
Era um problema desmesurado, sem aplicação corrente de escala, uma solução sem problema, um tratado sobre espinhos sem rosa - o protótipo de uma desilusão amorosa.
Maria Teresa Meireles, 53 anos, Vila Nogueira de Azeitão

Rosa vive em Espinho, sozinha, numa casa a que chama refúgio.
Um terreno bem tratado, e generoso, que lhe dá boas colheitas. Mesmo assim, Rosa vive um problema para o qual diz não haver solução.
Guarda ainda o martelo que encontrou, um dia, dentro de casa, mesmo antes de olhar a casota desfeita e o cão desmembrado.
Boby era um cão de guarda; por isso, nunca passou uma noite, sequer, dentro de casa.
Foi ciúmes, diz ela.
Fernando Morgado, 61 anos, Porto

Somehow the rosebush survived the ruthless bombings. Naomi survived too. The problem is in the hands of talking heads of state and soulless drones.  Dismembered bodies were as common as the ashy clouds in the sky. Naomi spotted a red rose growing from the rubble, reaching for light. The thorn entered her finger like a hammer, drawing blood. She licked her finger and took refuge in healing herself. She found the solution amid the wreckages of Aleppo.  
Megan Hilton Saraiva, Lisboa

Tinha um problema. Procurava uma solução. O pensamento era o meu refúgio. Mas havia sempre um espinho: o que escolher?
Devaneando o pensamento logo faz um tratado.
Despertei. Peguei no martelo e bati.
Logo o problema ficou desmembrado deixando um odor a rosa.
Senti-me feliz! Afinal até era fácil: pensar, focar, comparar, ponderar, antecipar e… pegar no martelo e… bater até o desmembrar.
E assim, na vez dum grande problema teremos alguns pequenos, minúsculos transtornos bem fáceis.
Cândida Vieira, 53 anos, Olhão

Comprei uma rosa para oferecer à minha mãe. Mas tive de arranjar uma solução para um grande problema: não queria que ela se picasse nos espinhos. Sem dó nem piedade arranquei-os. Mas depois do assunto tratado, ficou como um corpo desmembrado. Que raiva! Fui buscar o martelo do meu pai e arrumei-a de vez. Entretanto, ouvi-a ao longe a chamar-me: MIGUEEEL ÂÂANGELO. Já sabia que ia haver bronca! Tive de procurar rapidamente um refúgio para me esconder.
Paula Fialho Silva, 37 anos, Badajoz

Sinto-me desmembrado, num problema que ninguém me pode ajudar a ultrapassar, onde eu criei um refúgio e de onde não quero sair. Mas alguém me arranja uma solução? Já tinha tratado de tudo. Levei um martelo para me proteger de todo o mal que me pudesse acontecer ali. Mas, mesmo ao lado, tenho sempre uma rosa que tem um espinho em que um dia me piquei e me magoei, mas, àquela rosa, deixei-a eu secar para sempre.
Sabrina, 17 anos, Pombal

Sentia-me com um grave PROBLEMA, algo que não sei se conseguiria resolver. Tudo na minha vida estava DESMEMBRADO, parecia que nada fora TRATADO.  Fui para o meu REFÚGIO, que ninguém sabe onde se encontra. No caminho vi uma ROSA e só tinha um único ESPINHO, e aí encontrei a SOLUÇÃO, se uma rosa costuma ter muitos espinhos e esta só tem um espinho, então com um “MARTELO” vou tentar desmembrar tudo o que provoca os meus problemas.
Rita Afonso Botelho, 35 anos, Moita

Rosa procurava um refúgio entre as árvores, numa zona tranquila, quando, sem querer, se picou num espinho aguçado. Ainda não tinha tratado o arranhão do dia anterior e já tinha uma nova ferida no braço. Depois de muito procurar, finalmente encontrou a solução para o seu problema, era o sítio ideal, apesar de um pouco desmembrado. Decidiu que com um pouco de trabalho e com a ajuda do seu martelo, aquele seria o refúgio perfeito para ela.
Vera Saraiva, 37 anos, Redondo

Uma casa na árvore
Lembro-me de que, no ano passado, tinha construído um pequeno refúgio com o meu avô. Hoje visitei-o.
Mal cheguei, reparei que a nossa criação estava desmembrada, necessitando de ser tratada, devido à intempérie.
Trepei até à casa da árvore, qual não foi o meu espanto, um manto de ervas daninhas cheias de espinhos revestiam-na.
Peguei num martelo e pus mãos à obra. Comprei rosas para a decorar, renovei tapetes. Arranjei, finalmente, uma solução para este problema!
Maria Afonso Tavares e Maria Catarina Camanho, 11 anos -  Colégio Paulo VI, Gondomar, prof. Raquel Almeida e Silva

– O martelo foi a arma do crime? – indagou o juiz, depois da confissão.
– Foi a solução – esclareceu Maria – para o meu problema, Meritíssimo. O refúgio para o qual me atirei, já com a alma desmembrada.
– Essa resposta dá um tratado – permitiu-se o juiz, num elogio disfarçado.
O julgamento seguiu, e cada espinho cravado naquela existência foi vingado sem pudor. A dignidade daquele testemunho detectava-se na serenidade e frieza daquela expressão elegante que o gancho rosa assinalava discretamente
António Matos, 31 anos, Lisboa

Qualquer problema tem sempre solução se tivermos amigos verdadeiros.
Quando éramos crianças, assinámos um tratado de amizade, constituímos um clube secreto, encontrámos um refúgio onde realizávamos as reuniões e partilhávamos segredos.
Estávamos sempre juntas... apoiavas-me na escolha da rosa a oferecer à mãe e na retirada do espinho doloroso do dedo. Eu emprestava-te o martelo para reparares o banco desmembrado.
Actualmente, empresto-te o meu namorado para te mudar os pneus furados do carro.
A amizade é fantástica!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto