31 outubro 2016

Programa Rádio Miúdos 122 – 31 Outubro 2016

Esta foi a história que lemos na Rádio Miúdos 
Para ouvir, abram o link da rádio, carreguem em «Desafios» e procurem o vosso dia!

O Unicórnio
O Unicórnio é um ser como todos os outros seres.
Existe? Sim, encontro-o sempre nos meus sonhos cheios de estilo.
Lindo, é como o descrevo: o pelo creme e limpo, os olhos verdes, o chifre colorido e resistente...
Enfim, eu gosto muito deste unicórnio, porque produz mel, depois coloco o mel em potes e levo-os no cesto! Por fim, entrego-os no colégio do senhor Pedro e os miúdos consomem-no felizes e contentes.
No fim recebo muitos beijinhos.
Leonor Bichinho, 6ºJ, EB José Maria dos Santos, Pinhal Novo, prof. Teresa Meireles
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

A caminho de casa

 Mexe-te, estúpido!
– Isso são modos de tratar um amigo? – perguntou com raiva.
 Claro! Achas-te tão esperto e não percebes que a escuridão se aproxima. Que estupidez a minha ter confiado que conseguias mexer essas patas.
– O estúpido fui eu, claro. Não é preciso ser muito esperto para concluir isso.
A claridade desaparecia, tornando o lugar terrivelmente escuro. Agora, cada um mexia-se a medo, procurando dentro de si a esperteza que, apesar da escuridão, o conduzisse a casa.
Quita Miguel, 56 anos, Cascais
Faça aqui o download do livro infantil «O Chapéu-de-chuva às Bolinhas» http://ow.ly/ZtAG0
Desafio nº 112 – 3x5 palavras no texto


Rompendo o escuro

Claro, meu amigo, depois do dia escuro de ontem, o alvorar hoje parece-nos mais claro e luminoso. Estúpido foi teres ficado em casa sem te mexeres, a cabeça sob a almofada para não enfrentares o escuro. Nunca imaginei que fosses estúpido e, claro, de ficares inerte. Mexe-te. Pensei que fosses um rapaz esperto, que caminharias rompendo o escuro para vires ao meu encontro. Estúpido mas esperto, se não te mexeres e não disseres nada passas por esperto.
Maria Silvéria dos Mártires, 70 anos, Lisboa

Desafio nº 112 – 3x5 palavras no texto

Que mania!

– O dia está escuro.
como escuro o teu coração está.
– Lá vens tu, com estúpidas teorias,
claro, achando-te mais esperta que os outros.
Mexe-te, chega-me essa manta.
– A mais clara, ou a mais escura?
– Não sejas estúpido, é claro,
que é uma qualquer.
Mexe-te, mexe-te, só sabes mandar,
és uma chata.
– Eu não sou chata, sou redonda e inteligente,
que não é sinonimo de esperteza.
E tu és um grandessíssimo estúpido, com a mania
que és esperto.
Natalina Marques, 57 anos, Palmela

Desafio nº 112 – 3x5 palavras no texto

Linha 111

– Fala do atendimento?
– Daqui é caso bicudo…
É o meu convencimento
Da minha falta de tudo!

Que me pode sugerir?
Só consigo ver problemas…
O cento e onze pode vir
Resolver os meus dilemas?

– Domicílios não fazemos,
Mas há sempre solução…
Ora, então, analisemos
A verdadeira questão!

– A sua falta é dinheiro?
Problemas psicológicos?...
Ainda tem mealheiro?
Seus casos são patológicos?

Então vai ficar curada!

Das suas economias
Mande quantia avultada,
Seremos sempre seus guias,
Ficará «aliviada!...»
Maria do Céu Ferreira, 61 anos, Amarante

Desafio nº 111 – linha de atendimento 111

Esconder coisas de mim?

Oh, que escuro!  Você foi estúpido,
Como pôde fazer isso comigo!
Claro...  usou o dinheiro!
Estupidamente desligaram a energia, 
Deixando-me em plena escuridão
Acreditando que eu não ia me mexer
Você se acha esperto...
É um bobalhão esperto mesmo!
Passei uma noite no escuro
Assim que clareou o dia 
Usei minha esperteza
Mexi nas suas coisas
Ah, quanta estupidez!
Esconder coisas de mim...
Vendi uma barra de ouro
Tudo ficou claro!
Mexeu comigo, agora ficou no prejuízo!
Ângela Maria Green, 58 anos, Novo Horizonte – SP, Brasil

Desafio nº 112 – 3x5 palavras no texto

Escreve!

Estúpido torpor, escuro criativo? Nada que esperto correr de teclado não resolva. É claro que o resultado pode ser tudo menos esperto… Mexe-teescreve estúpido! Escuroclaro, o texto será o que atento leitor entender! Lente esperto saberá que queres dizer. Conhecer-te-á desde o inicial escuro, desde o primeiro ‘mexe-te’ que, imperioso, te ditou o claro texto. Ficarás sempre na dúvida sobre a qualidade, é certo. Mas uma certeza terás: o leitor não é estúpidoMexe-te, escreve!  
Celeste Gregório Lopes, 55 anos, Santarém

Desafio nº 112 – 3x5 palavras no texto

30 outubro 2016

Do primeiro ao último

A Biblioteca Infantil ficava atrás da Biblioteca Pública, na esquina da chamada Rua da Ladeira. Amava ir ali com minha irmã para ler ou tomar emprestados alguns livros.
Devorei coleções infantis e juvenis, do primeiro ao último livro. Eram aventuras que davam vontade de continuar lendo. As tias da Biblioteca já nos conheciam.
Um dia – uma surpresa! Procurei bastante, mas não achava mais livros que pudesse ler. Meu recorde foi ler todos os livros da Biblioteca Infantil.
Celina Silva Pereira, 66 anos, Brasília, Brasil

Desafio Escritiva nº 13 – recordes pessoais

A esperta no baile

Tão estúpida que se esqueceu do casaco escuro para combinar com o vestido claro. Tem a mania que é esperta e não há meio de mexer-se
– Mexe-te, mulher, senão perdes o metro, claro. O guarda-chuva vai, o céu está tão escuro...
– Até pareço adivinha do tempo, tão esperta, me saio! Sou é prevenida, claro!
Prevenida, esperta, estúpida, tudo um pouco como qualquer ser humano.
No baile mexer-se-à, nada de escurecer a vista, perante a estupidez dos outros.
Alda Gonçalves, 48 anos, Porto

Desafio nº 112 – 3x5 palavras no texto

Experiência

Aprender com as experiências requer introspecção no escuro. Pede por uma rotina, claro.
Mexer-se, treinamento, habilidade, não tem forma mágica, mas exige esforço, esperteza.
Colérico, fleumático, melancólico, mexa-se, estúpido.
É preciso impor ritmo ao displicente ou apático, clareando-o, mexendo-o.
Sério, tranquilo, eclético, pensado, zeloso, claro.
Indiferença, descuido, escuridão, são dele; estúpido.
Todavia, esperto e destemido é o firme defensor da verdade.
Esperteza é ser sensível à nobreza experiente.
Sinceros não se apegam às teorias escuras e estúpidas.
Renata Diniz, 40 anos - Itaúna/Brasil

Desafio nº 112 – 3x5 palavras no texto

30 segundos...

Mexe-te!
– O quê? Não oiço nada, está escuro.
– Está escuro? És estúpido ou fazes-te? Mexe-te, já te disse!
– Disseste estúpido?
– Não, disse esperto que é isso que tu és, claro!
EstúpidoEsperto? Eu sou é experto!
Esperto ou experto o certo é que continua escuro e não podemos fazer nada!
Claro... 
Claro o quê?
– Problema resolvido! Temos o código, temos os sacos e temos dois minutos e trinta segundos até chegar a polícia. Mexe-te: pega no dinheiro!
Paula Cristina Pessanha Isidoro, 35 anos, Salamanca
Desafio nº 112 – 3x5 palavras no texto

Mexe-te, vá!

– Podes  alcançar a saia azul claro da vitrine? Mexe-te, por favor. Tenho pressa!
Claro, mas só encontrei a azul escuro.
Claro como? Ela esta lá ao lado da verde escuro.
– Nada vi lá!
– Que vendedor “esperto”, és! Mexe-te!
– Minha esperteza te fará corar!
– Tua estupidez fez teu pensamento escuro, falta-te luz...
Estúpido, eu?
Estúpida eu!
Sai, só de calcinhas. Busca a saia desejada.
– Não disse que era esperto? Belo desfile!
Mexe-te, agora! Arranja novo emprego! Serás demitido!
Chica, 67 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Desafio nº 112 – 3x5 palavras no texto

Filatelia e 77 palavras - três textos

Ao chegar ao fosso do castelo, o cavaleiro estacou. Embora tivesse a certeza de que era ali que deveria entrar e pedir ajuda para a demanda, um arrepio agitara-lhe a coluna vertebral e os receios. E se não o quisessem ajudar? Se tudo não passasse de uma ideia pouco realista? Pior… E se ele, cavaleiro do Rei, não fosse suficientemente experiente ou corajoso para cumprir o que Sua Majestade lhe confiara? Um cansaço doentio abateu-se sobre ele.
Margarida Fonseca Santos, 55 anos, Lisboa

Para o segundo excerto, era necessário incluir isto: (aquele/o/um) rosto não era preciso. Quem seria?

O ranger sombrio dos pesados portões invadiu-o de maus pressentimentos. Agarrou as rédeas com garra – mantendo-as curtas –, tocou o cavalo, incitando-o a caminhar, e lançou um último olhar aos arredores submersos em neblina e mistério. Quando os portões se fecharam atrás dele e o pajem segurou as rédeas do animal voltou a sentir um frio na nuca ao reparar numa figura sinistra que, apesar do elmo, sabia que conhecia: o rosto não era preciso. Quem seria?
Maria José Castro, 56 anos, Azeitão 

Para o terceiro excerto, era necessário incluir isto: E nada mais poderia fazer, precisava de o enfrentar.

Não haveria outra chance, restava-lhe apenas prosseguir, ainda que totalmente tomado pela sensação de pânico, e, tendo a nítida impressão de conhecer a figura que se escondia por de trás das ferraduras, seu sexto sentido não o traíra jamais. Respirou longamente.  Com esforço sobrenatural tentou descer do cavalo, mas sentia-se completamente paralisado. As pernas pareciam congeladas. De súbito já não sentia as mãos. Travara inteiramente. Seria um desmaio? E nada mais poderia fazer, precisava de o enfrentar.
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

O próximo texto, de 77 palavras, claro, terá de incluir (no fim) isto: 
... Era uma fraqueza sua ou do atacante?

77x77 - João Morgado

Andava de jardim em jardim, em calções porque era Verão, de luvas porque era louco! Por vezes pedia moedas, noutras era um perigo. De tanto baixar os calções à frente das senhoras, foi preso por
tanto mostrar o que aqui não digo. “Sendo virgem, mostro o que tenho de mais puro. Não mostro as mãos porque matei duas viúvas.” Decretou o tribunal que pode agora andar de jardim em jardim, mas está proibido de tirar as luvas.

Desafio nº 112

Não sei se vou sobreviver depois de propor isto, mas acreditem que é divertido!!!

No vosso texto, há 15 palavras que vos dou. No fundo, só precisam de escrever 62…
São elas:
Claro – três vezes
Escuro – três vezes
Estúpido – três vezes
Esperto – três vezes
Mexe-te – três vezes
(podem adaptar as palavras, claro)

Eu experimentei e, dando voltas e voltas, consegui assim:
Claro que estou a gritar, estúpido! E estou cheia de razão! Mexe-te! Liga isso, não suporto o escuro. Deixar-me às escuras, com um temporal destes, só mesmo tu, esperto de trazer por casa. Não vês que é estúpido ligar tudo ao mesmo tempo? Ou és tão esperto que nem às claras atinas com a eletricidade? Mexe-te! Que escuridão mais estúpidaClaridade, volta! Mexe-te!!! Não vês que os clarões dos relâmpagos me assustam?! Esperto de trazer por casa…
Margarida Fonseca Santos, 55 anos, Lisboa
Desafio nº 112 – 3x5 palavras no texto

28 outubro 2016

Programa Rádio Miúdos 121 – 28 Outubro 2016

Esta foi a história que lemos na Rádio Miúdos neste dia!

É a rádio mais fantástica que há!

Novamente setembro
Chegou novamente o mês de Setembro
Regresso às aulas marcado
Agora todos os dias devo acordar cedo:
É uma tarefa a cumprir.
É bom regressar às aulas
Mas é tão bom preguiçar!
É bom aprender coisas novas
Mas é tão bom dormir até tarde!
É bom encontrar os nossos colegas
Mas é tão bom passear com a família!
É bom ler livros
Mas é tão bom desenhar livremente…
Regresso às aulas: traz alegria, trabalho, brincadeiras e testes.
Sofia Graça, 6ºD, EB dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio Escritiva nº 12 – a escola…

Programa Rádio Sim 871 – 28 Outubro 2016

o programa em podcast na Rádio Sim

Alma vendida
O mundo é maravilhoso cheio de promessas
A vida, um encanto, mas nunca prometeu mar de rosas
Traz infinitos problemas, uma perfeita matemática
Faz e desfaz em suas operações cuja solução é sempre exata
Mas é o espinho, a maldade humana que impera
Age como se fosse desmembrado da divindade
Apesar de viver demagogicamente, bate o martelo no vento
Faz um tratado com o poder, sem medo do desconhecido
Leva a vida no luxo, refúgio dos corruptos
Ângela Maria Green, 58 anos, Novo Horizonte - SP - Brasil
Desafio nº 110 – 8 palavras obrigatórias

27 outubro 2016

Obrigada, avô

“Mais vale prevenir do que remediar!”
Uma das frases preferidas do avô. Um dia, pedi-lhe que me ensinasse a montar o seu cavalo, queria participar numa corrida de jovens.
Nem pensar! Tens problemas de ossos, ainda arranjas um trinta e um!
Avô! Serei cuidadosa. E falta um mês.
Oxalá não me arrependa… disse entre dentes.
Fiz tudo direitinho nos treinos. Chegado o dia… ganhei a corrida!
Agradeci ao avô e disse: Vês? “Quem não arrisca, não petisca!”
Carla Augusto, 48 anos, Alenquer

Desafio nº 90 – com provérbios contraditórios