21 agosto 2017

Maria do Céu Ferreira ― desafio nº 123

Coimbra no coração
Ticas, de capa preta,
Ia aprumada e altiva,
Direitinha como um fuso,
Enfeitada como diva!

Acompanhava a amiga,
Leve e desembaraçada,
sua Tocas querida
Ao belo ramo abraçada!

Era um caso de amizade,
De empatia e mais ainda,
De peripécias e estudo
Na cidade de Coimbra.

Finalmente eram doutoras,
Iam à queima das fitas,
Sentiam-se umas senhoras,
Fantásticas e finalistas!

Só restava a nostalgia
Que envolvia a tradição…
Capas negras… Que magia!...
Coimbra no coração!
Maria do Céu Ferreira, 62 anos, Amarante

Desafio nº 123 – palavras com letras de justificado

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio RS nº 10

Para confeccionares batidos de gelado, necessitas somente de um copo de leite e três bolas de gelado, devendo os sabores ser escolhidos pelo cozinheiro ou destinatários.
Após reunidos os ingredientes, trituras tudo num liquidificador até o gelado ficar em bolas.
Se o preparado ficar demasiado líquido, adiciona uma bola do teu sabor preferido; se ficar demasiado espesso, acrescenta um pouco de leite.
Serve esta sobremesa em copos, carinhosamente, às pessoas que mais estimas. Certamente, elas vão adorar.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio RS nº 10 – uma receita em 77 palavras

Palmira Martins ― escritiva nº 23

O Céu azul, com névoas de algodão branco, domina a paisagem.
O mar, azul ou verde, calmo ou revolto, está sempre presente.
Os Montes verdes, recortados por hortenses e salpicados de vaquinhas, apaziguam o olhar e a alma.
As lagoas idílicas, as caldeiras, os parques naturais e as fumarolas transportam-nos para outros tempos e obrigam-nos à contemplação.
As casas, de pedra negra ou pintadas de cal, albergam gente simpática e laboriosa.
Nove ilhas, um destino irrecusável: Açores.
Palmira Martins, 61 anos, V. N. Gaia

Escritiva nº 23 – recomendar um destino, guias de viagem

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 65

Pastorisa, após um amor infeliz na adolescência, dedicou-se à vida monástica.
Actualmente é madre superiora do convento e directora do orfanato.
Um amor frustrado conduziu-a à iluminação, fazendo nascer outros sentimentos louváveis como solidariedade e misericórdia.
Contrariamente a muitos, que deixam sentimentos recalcados gelar-lhes o coração, Pastorisa colocou o seu ao serviço de Deus, da comunidade, sobretudo das crianças mais frágeis.
Nunca casou, não constituiu família nuclear, mas no orfanato possui uma família alargada, gigantesca e carinhosa.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 65 – chamavam-lhe Pastorisa

Celina Silva Pereira ― escritiva nº 23

Hortênsias
Encostas cobertas de hortênsias, ruas enfeitadas com motivos temáticos, canteiros de flores coloridas. Pão e bolos caseiros, hotéis e restaurantes de braços abertos, palácios construídos com chocolate, festa de Natal de três meses, Papai Noel, renas e trenó num desfile colorido ou na aldeia deles.
Fotos coloridas e encantadoras voando sem parar às redes, famílias esperando as luzes se acenderem às 8 da noite, rua coberta, árvores iluminadas, Lago Negro cercado de flores azuis. Estamos em Gramado.
Celina Silva Pereira, 67 anos, Brasília, DF., Brasil

Escritiva nº 23 – recomendar um destino, guias de viagem

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 123

Hoje, dia dois de junho, é feriado municipal da vila; está tudo decorado com fitas coloridas - deve ter custado uma fortuna à autarquia.
É hora do baile, enquanto a banda filarmónica toca; posteriormente será lançado fogo-de-artifício na praça.
A família deseja assistir ao espetáculo e pediram-me que cuide das crianças.
Não gostei de ter ficado de parte... não sou objecto para ser usado!
Sou a neta mais velha, mas também quero divertir-me!
Vou pugnar sempre pela justiça.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 123 – palavras com letras de justificado

Theo De Bakkere ― escritiva nº 23

A mais bela
Lisboa!
És linda hoje, mais linda que ontem, e ainda mais que anteontem. Assim como uma obra-mestre renascentista que, ao ser tirada cada desbotada camada de verniz, surgiam do vago grisalho, pouco a pouco, casas coloridas com telhados vermelhos. Mesmo teus monumentos brancos brilham de novo naquela luz peculiar, como antigamente. 
Lisboa!
Quando te visitar amanhã e depois de manhã, e todos aqueles dias seguintes, sempre ficarás como nos meus sonhos... A mais bela cidade do mundo.
Theo De Bakkere, 65 anos, Antuérpia, Bélgica

Escritiva nº 23 – recomendar um destino, guias de viagem

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 18

Quando te conheci, com essa barba e cabelo compridos, parecidas um delinquente! Lembro-me demasiado bem disso!
Naquela turma de contabilidade, foste o único que, com uma apresentação antipática e arrogante, desagradou a todos os colegas, incluindo à professora. Lembro-me demasiado bem disso!
Mas, com o passar do tempo, consegui vislumbrar a tua beleza interior e lutei por ti. Lembro-me demasiado bem disso!
Agradeço às entidades divinas terem-me concedido uma índole perseverante. Hoje estamos juntos e sou feliz!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 18 – palavras proibidas: não que mas pois como verbos: estar + ser

Natalina Marques ― escritiva nº 23

Naquele lugar,
tem um lindo pôr do sol
que adoro apreciar.

Naquele lugar,
tem fragas e montes
ribeiros e fontes
e um rio, para me banhar.

Naquele lugar,
tem a flor da amendoeira
o pão malhado na eira
e depois saboreado
no ouro da oliveira.

Naquele lugar,
lugar onde nasci
onde tudo aprendi
conjugando o verbo amar
até ao dia em que parti.

Parti para longe,
em busca de não-sei-quê,
até a saudade chegar,
saudade daquele lugar.
Natalina Marques, 58 anos, Palmela
Escritiva nº 23 – recomendar um destino, guias de viagem

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 70

Hoje, foi ao sótão buscar roupas velhas para oferecer à instituição de caridade e encontrou um álbum antigo.
Dário viu, então, a fotografia de Camila, sua namorada de juventude.
Foram felizes, mas terminaram abruptamente, pois ela emigrara para França com familiares.
Ele soube pela vizinha que ela casara, tinha dois filhos, mas ele estava só. Nunca conseguira cicatrizar as feridas daquele amor.
Levaria imediatamente a roupa à instituição.
Sentindo-se esquecido, deambulou sozinho, vereda fora, experimentando saudades reconstruídas.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias

Margarida Fonseca Santos ― escritiva nº 23

Maiorca, sim! Cá em Portugal, sim. Livra, não conhecem? É uma vila, perto da Figueira da Foz, com um paço para visitar, o Paço dos Viscondes de Maiorca, edificado no séc. XVIII, gente simpática, banda e ranchos, passeios para fazer a pé ou de bicicleta, um arroz doce que faz desmaiar qualquer um, uma biblioteca e muitos amigos. É para lá que fujo nos momentos de descanso. É lá que mais escrevo. Maiorca, sim, aqui em Portugal.
Margarida Fonseca Santos, 56 anos, Lisboa
Escritiva nº 23 – recomendar um destino, guias de viagem


20 agosto 2017

Escritiva nº 23

Não sei de vocês, mas eu podia bem trabalhar para o Turismo de Portugal, tal é a promoção turística que faço do país. Eu devia receber uma percentagem por cada amigo ou colega que já foi a Portugal depois de ouvir as minhas recomendações, juro-vos que estaria rica! Desconfio bem que às vezes até têm experiências menos positivas, mas não se atrevem a dizê-lo e eu continuo nisto a recomendar Portugal.

Ora bem, o desafio não é recomendar destinos em Portugal, que também pode ser e a gente agradece, mas sim escrever em apenas 77 palavras uma recomendação que dê mesmo vontade de visitar um determinado destino, ir comer a um determinado restaurante, assistir a uma determinada festa ou romaria, ou todo o contrário!

Eu recomendei assim:
Se não quiser ficar a cheirar a sardinha assada e com hálito de caldo verde, não pense pôr aqui os pés. Se gosta pouco de confusões, gente muito alegre munida de martelos e alhos porros, nem sequer perca tempo a fazer as malas. Se tem ouvidos sensíveis, um coração debilitado e colesterol elevado, não arrisque: o fogo de artifício é potente. E se é pouco dado a socializar, o São João não é mesmo festa para si!
Paula Cristina Pessanha Isidoro, 36 anos, Salamanca
Escritiva nº 23 – recomendar um destino, guias de viagem

18 agosto 2017

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 74

Quando te conhecemos, eras alguém bem-sucedido, integrado num núcleo familiar equilibrado, com namorada e amigos, possuidor de vínculo laboral.
Contudo, desvalorizavas e criticavas tudo e todos; tu eras um génio que superava Einstein. Ninguém deveria ousar questionar a tua inteligência!
Mas tudo mudou... o desemprego assomou no horizonte, as pessoas que te rodeavam, cansadas de maus-tratos, seguiram outro caminho.
Hoje, é o sábio que mendiga afecto de quem anteriormente desprezava, ignorando no nada em que se transformou.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 74 – nada em que se transformara

Isabel Lopo ― desafio nº 123

Tinha FICADO combinado que me levavas ao treino de JUDO. Gabavas-te de ser o melhor e, orgulhosa como TUA namorada, teria TIDO um enorme gozo em ver-te.
Não foi JUSTO. CAÍ na conversa como uma patinha e deixaste-me pendurada. Chorei de raiva ao saber que foras acompanhado. Depois falaste-me com voz de vítima dizendo que partiras um braço.
«Que pena», disse trocista. «Agora estou ocupada. DÓI-me o coração e ando à procura de quem me trate dele....»
Isabel Lopo, 71 anos, Algarve

Desafio nº 123 – palavras com letras de justificado

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 24

Duas melgas, de fisionomia distinta, encontram-se numa casa num dia solarengo.
― Amigo, já viste como engordaste?
― Tu conheces os meus instintos vampirescos... não resisto a pescoços suculentos!
― Mas redondinho atrais a atenção dos inimigos e tens menos celeridade para escapar.
Então, um cão gigantesco aparece subitamente, engolindo a melga anafada imediatamente.
A outra, cogitando, declarou:
― Eu bem que avisei...
Passado segundos, a melga escanzelada foi esborrachada por um mata-moscas.
Afinal, o perigo surge em todo o lado.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 24duas melgas à conversa, uma gorda e outra escanzelada

Roselia Bezerra ― desafio nº 122

Era só um mosquito no leite, mas…
... só não perturbou-me muito porque estou de muito bom humor ultimamente, dei-lhe um safanão e ele fugiu depressinha de perto de nós que estávamos a lanchar com amigas. Nada deixou nos abalar, porém ele, não satisfeito, voltou a tentar degustar nosso cafezinho quente em pleno inverno rigoroso daqui no Rio de Janeiro...
Unimo-nos e ele caiu fora definitivamente.
Finalmente tivemos uma ótima tarde e não é qualquer mosquito que vai nos tirar do sério.
Viva a alegria!
Roselia Bezerra, 63 anos, Rio de Janeiro, Brasil

Desafio nº 122 ― um mosquito no leite

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 66

A Belinha está deitada na sua cama a ler "Os Maias", tendo que interromper abruptamente na página 99.
A mãe pediu-lhe para ir à florista encomendar um ramo de 66 rosas vermelhas, representando todos os funcionários, para oferecer à directora do hospital onde trabalha ― hoje é o aniversário da instituição.
A directora é uma pessoa exemplar e uma profissional muito competente, capaz de motivar e unir a equipa, sendo extremamente carinhosa com os utentes... todos a adoram!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 66 – números 66 e 99

17 agosto 2017

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 34

A avó tocou-me no ombro atrapalhando a leitura da obra "O homem que sabia contar". 
O livro possui histórias entusiasmantes, frases simples, que nos consolam a alma!
Ralhou-me, dizendo que procura ser paciente com os netos, mas já percebeu que connosco, aconselhar é insuficiente; tem que passar a punir.
Que aborrecimento... sermões entediantes!
Adoro ler, viajo por sítios desconhecidos, desde esquinas vizinhas a reinos longínquos. Acontece que detesto ser interrompida, porque depois esqueço onde parei na história.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 34 – grelha de 16 palavras obrigatórias

Sandra Silvestre ― desafio nº 123

Conheci, em tempos, um rapaz chamado JustinoTinha a mania que era mau e gostava de aterrorizar os outros com os seus maus modos. Dedicava-se a expedientes pouco claros e gabava-se de intimidar o bairro com a sua fama de rufia. O que ninguém sabia é que ele tinha um segredo insuspeito. Descobriu-se tudo na noite em que faltou a luz na tasca da aldeia. Entre a confusão generalizada, alguém chorava compulsivamente. Justino tinha medo do escuro!
Sandra Silvestre, 46 anos, Carregado

Desafio nº 123 – palavras com letras de justificado

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 49

Em Dezembro, viajamos para a Suíça... os pais adoram desportos de Inverno e, após muito trabalho, merecem umas férias repousantes.
Quando chegamos, os pais foram esquiar e eu decidi patinar. Mas, acidentalmente, cortei o braço nas lâminas dos patins ao calçá-los.
A mãe pediu, então, o estojo de primeiros socorros ao pai para fazer o curativo.
Mas o pai, mal viu sangue, corou, depois empalideceu... parecia a bandeira helvética! Por fim, desmaiou.
Os homens são muito sensíveis.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 49 – história louca de férias!

Odília Baleiro ― desafio nº 123

Não é justo que tenhas ficado aborrecido porque continuámos a caminhar ao longo do rio Sado, quando nos desencontrámos. Quando chegámos àquele sítio, onde fica a fábrica de arroz, que conheces bem, esperámos por ti bastante tempo, telefonámos, não atendeste, pelo que todos deixámos uma mensagem. 
Nada justifica o teu comportamento, porque não demorámos tanto tempo que pusesse em causa o nosso compromisso à noite. E, claro, estávamos em casa a horas. 
Esperamos que nos faças justiça!  
Odília Baleiro, 62 anos, Lisboa

Desafio nº 123 – palavras com letras de justificado

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio RS nº 34

O homem que vive em espanto deixa portas abertas no sonho.
A permanente admiração, a surpresa surpreendente é instigadora de uma constante inconstância!
Meu Deus... a banalidade gera marasmo e apatia.
A fantasia concede-nos asas para voar para onde quisermos; o sonho idealiza projectos, diz-nos como transformar a vida; a criatividade desenha as armas para alcançar o que planeamos.
O sonho, quer entre pela porta ou pela janela, melhora a nossa vida e de quem nos rodeia.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio RS nº 34 – frase de Mia Couto

15 agosto 2017

Paula Castanheira ― desafio nº 123

Sentei-me no sofá e ali fiquei tarde fora a pensar na tia, teria sido justa com ela?
Mas porque fez tamanha fita, à frente de toda a família e ainda por cima à porta da casa de fados?
Que vergonha, todos ficaram a olhar para nós!
Não poupei nas palavras, quando de saco cheio, a repreendi.
Talvez tenha sido demasiado dura, talvez não tivesse passado de uma velha senhora à procura de mais atenção, de mais carinho!
Paula Castanheira, 53 anos Massamá

Desafio nº 123 – palavras com letras de justificado

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 64

Depois do fim de uma antiga história de amor, plena de sentimentos recalcados, começou uma outra que de triste nada possui.
Esta nova história pouco tem, mas detém o principal... tu existes dentro dela; és essencial para colorir dias de penumbra, para despertar melodias em ambientes insonoros e conceder inspiração ao espírito quando está em fase de austeridade criativa.
O meu amor por ti dá asas à minha imaginação; és tu que conduzes a minha caneta. Obrigado!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 64 – texto começando por “Depois do fim…”

Laura Garcez ― desafio RS nº 44

Caixas com Amor
João Henrique separava, pacientemente, as caixas dos sapatos e dos perfumes. Quando foi afrontado na sua dignidade, estes acessórios deram-lhe alento. Aquele lugar sombrio marcara-lhe a alma. A rejeição estava ali retratada. Ouvia, refletia, importava-se. Arrumava as caixas lavadas com lágrimas - lembravam-lhe a maldade.
João Henrique considerava-as uma preciosidade - tinham-lhe perfumado a amargura. Retratavam a riqueza da sua alma, a força do seu caráter. Cada caixa tinha a sua história. Segredavam-lhe a tolerância, revelavam a sua bondade. 
Laura Garcez, 44 anos, Lisboa

Desafio RS nº 44 – reflexão em 44, contrário em 33

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 62

Uma caixa de música e um gira-discos conversam tristemente numa prateleira empoeirada do armário, no sótão.
― Caixinha, a família partiu... ficamos esquecidos!
― Amigo, já fomos felizes! Antigamente, adormecia sempre o bebé com a minha música.
― E eu, alegrava o dia do casal, que adorava dançar com as músicas de rock do Elvis Presley.
― Actualmente, o casal faleceu; o filho cresceu, só ouve música funk na televisão, aparelhagem e computador.
― A música modernizou-se, mas perdeu qualidade e romantismo.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 62 – dois objectos, numa prateleira cheia de pó, conversam

Palmira Martins ― desafio nº 123

Ironia do Destino
Costa, nascido e criado num lugarejo junto ao Sado, nunca tinha viajado para além da capital, onde trabalhara nas docas.
Um ano teve a recompensa justa: uma empreitada no Brasil, na Barra da Tijuca.
Apaixonou-se pelas praias e, principalmente, pelas garotas de pele dourada.
Ele, jovem casto e fiel à namorada que deixara na terrinha, perdeu a cabeça e por lá ficou.
A namorada, farta de esperar, casou com um brasileiro rico que apareceu na terra.
Palmira Martins, 61 anos, V. N. Gaia

Desafio nº 123 – palavras com letras de justificado

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio RS nº 9

Tu foste o meu melhor presente, minha linda!
Pensamos que eras uma cadelinha pequena, ideal para apartamento, mas rapidamente descobrimos que sete quilos se transformaram em trinta.
Mal te vimos, apaixonamo-nos pelos teus olhos doces, minha Naná... baptizei-te com o epíteto que a família me atribuiu quando era criança, por seres especial!
Deste-me muita felicidade... quando morreste, um pedaço de mim morreu contigo!
Sei que me amaste até ao fim e o sentimento é recíproco, pérola negra!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio Rádio Sim nº 9 – A melhor prenda que recebemos na nossa vida (não precisa de ser material, pode ser emocional)

Carla Silva ― desafio nº 123

A notícia
Doti levou o caju à boca e observou o tio nas docas. Usava um casaco velho, que de tão usado parecia sujo. Limpou uma lágrima. Oxalá tivesse ficado! Ele precisara dela. Não devido à idade mas pelas circunstancias da vida. E ela trazia outro golpe.
Como dizer-lhe que, embora fosse
 justo com todos, a justiça não tinha sido com ele?!  Como se diz a uma pessoa que perdeu tudo, que não pode continuar onde fora tão feliz?!
Carla Silva, 43 anos, Barbacena, Elvas

Desafio nº 123 – palavras com letras de justificado