20 outubro 2017

Susana Sofia Miranda Santos – escritiva 22

Esta manhã, quando temperava o hambúrguer que confeccionaria  ao almoço, o telefone tocou. Dirigi-me à sala para atender a chamada.
Quando regressei à cozinha para retomar o trabalho culinário, já não encontrei o hambúrguer, mas somente um prato vazio em cima da banca, bem como vestígios de carne picada no focinho da minha cadela.
Não fiquei zangada... até achei piada!
O drama é que este episódio provocou-lhe gastrite, carecendo de tratamento veterinário.
Felizmente, já se encontra saudável.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto
Escritiva nº 22 ― apanhado em flagrante


Isabel Lopo – desafio 120

Encarcerada neste pequeno mundo onde tudo era rotina, já nada era emoção, nem mesmo tu, parti… Percorri estradas, desertos onde o som era silêncio, respirei o cheiro do capim, perdi-me por entre as cores exóticas de terras longínquas....
Um dia acordei com o coração dorido. Bastou o sábio curandeiro olhar-me nos olhos para descobrir que o meu mal eram saudades...
Chegada a hora do regresso, caminhei entre o deslumbre de um reencontro e o medo do abandono!
Isabel Lopo, 71 anos, Lisboa
Desafio nº 120 ― reencontrar o caminho sem V nem F


Susana Sofia Miranda Santos – escritiva 4

Queridas amigas, não possuo um porte atlético impressionante nem cultivo práticas desportivas louváveis, mas a vaidade nunca me fez viver obcecada por saltos altos.
Sempre foi prazeroso o momento do encontro entre todas as amigas.
Vocês acompanhavam-me nos pés, diariamente, oferecendo-me o conforto necessário para passear pela trela a minha melhor amiga.
A nossa vida em conjunto, apenas terminou quando a vossa ficou destruída, após tantas horas nos meus pés. Obrigada pelos passos seguros, nunca vos esquecerei!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio Escritiva nº 4 – homenagem às sapatilhas

Fernando Morgado – desafio 127

Era noite. Já os pássaros se ocultavam no castrejo da vila quando o lustre caiu com grande estrondo.
A sinistra ocorrência fez estrebuchar a mestrona da astrologia; deixou-a em profundo stress, a ver as estrelas.
A biltre personagem, pouco segura no estribo das suas certezas, não destrinçou astrágalo de joanete, bistrô de casa de reza, fontanário de campanário, e ficou prostrada a olhar para o lampadário caído sobre ela.
Aí, a monstrinha gritou: socorro, salvem-me desta visão!
Fernando Morgado, 63 anos, Porto
Desafio nº 127 – stra, stre, stri e stro x 3


Susana Sofia Miranda Santos – escritiva 3

Nesta manhã invernal, o sol brilha num céu azul.
Visto o fato de treino, calço as sapatilhas, correndo imediatamente para a rua.
Vou aproveitar as tréguas climáticas para fazer ginástica.
Contudo, quando já estava longe, surgiram rajadas de vento poderosas, a chuva começou a cair como um dilúvio catalítico.
De repente, avisto o carro vermelho do meu namorado que veio buscar-me.
Obrigado, amor, sem ti não sobreviveria! Como abrigo, és mais eficiente que a Arca de Noé!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio Escritiva nº 3 – texto com: chuva, vento, amor, azul, vermelho e rua

Concha Cassiano Neves – desafio 52

Gosto dos domingos na casa velha.
Quando todos saem, sorrio por antecipação.
Tudo é silêncio, depois começam os ruídos: madeira a estalar, vento nas frestas…
Passeio devagar pelas salas e corredores.
Instalo-me voluptuosamente no cadeirão da avó.
Suspiro e fico à espera.
Lá está aquele leve raspar de unhas e o passinho rápido no sobrado.
Sacudo o pelo e aliso os bigodes, aquilo é música para os meus ouvidos.
Subo a escada num salto.
O almoço chegou…
Concha Cassiano Neves, 70 anos, Lisboa

Desafio nº 52 – uma história com música, ruído e silêncio

Escritiva nº 25

Estava eu muito entretida a corrigir uns vídeos que os alunos tinham feito, quando percebi que um deles se tinha enganado ao dizer “amar-te” em vez de “a morte”. No contexto, provocava bastante confusão porque enganou-se o tempo todo, mas pensando bem, de um ponto de vista poético, ele criou algo muito bonito.

Ora eu não sei vocês, mas eu dedico-me muitas vezes a mudar as letras de sítio, a acrescentar 1 letra à palavra ou retirar, e a ver o que acontece.
Por exemplo: AMOR, ATOR, TORA, TROA, TROPA, TOPA, TIPA, TRIPA e posso estar assim até não encontrar mais:
RISO, PISO, PESO, PRESO, PRETO, PRATO, PATO, PITO, APITO ou 
RITA, FITA, FRITA, GRITA, GRUTA, GRUA, RUA, TUA, TUNA

O que é que eu vos peço? Peguem num destes exemplos que eu vos dou, ou criem um vosso, e usem as palavras no vosso texto de 77 palavras. Não se esqueçam de indicar a negrito as palavras que escolheram.
Ah, e usem-nas na mesma ordem pela qual as escreveram (do princípio para o final) ou no sentido inverso (do final para o princípio).

Eu usei aquela última sequência, ficou assim:
Rita, como é que perdeste a fita?
 Ai a fita! Se ela descobre estou frita!
 Credo, não exageres, ela grita, é só isso que ela sabe fazer: gritar para toda a gente ouvir.
 Maldita a hora em que entrei naquela gruta...
 Gruta, que gruta? Tu disseste que estavas bloqueada porque havia uma grua que não deixava ninguém atravessar a rua.
 Que ideia a tua! Eu estava era com a tuna a ensaiar a serenata para a Renata!
Paula Cristina Pessanha Isidoro, 36 anos, Salamanca
Escritiva nº 25 - palavras em sequência de mudança


18 outubro 2017

Domingos Correia ― desafio 127

Arminda Silvestre e Castro
Arminda Silvestre e Castro tinha noventa anos. Cheiinha de estrias, estragos do tempo, mas no olhar, duas estrelas, quais astros de céu noturno! 
Já vivera no estrangeiro, palmilhara já muita estrada, enfrentara muitos monstros e, no entanto, continuava ali.
Segredos? Comia, vivia, falava o estritamente necessário. Era mestre do viver. Agora restringia-se à sua casinha… pouco saía.
Tão sábia aquela sua frase que dizia tantas vezes!
― Esta vida é tão curta, mas com uma história tão comprida!...
Domingos Correia, 59 anos, Amarante

Desafio nº 127 – stra, stre, stri e stro x 3

Amélia Meireles ― desafio 122

Todos os dias, sem que a velha Genoveva desse conta, banhava-se no seu leite morno. Não era uma mosquita qualquer. Vaidosa, gostava de preservar a pele sedosa. Enquanto se banhava, bebia um pouco de leite e, no dia seguinte, entre uma colherada e outra, voltava ao mesmo. Naquele dia notou algo diferente. A pele desfez-se. Genoveva misturara água fervente ao leite condensado. Sentia-se desfalecer. Genoveva barafustou. Sentiu-se atirada para o ralo. Era apenas uma mosquita no leite…
Amélia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada

Desafio nº 122 ― um mosquito no leite

Matilde Faria ― desafio 126

Estava no meio da ponte, e o nevoeiro intensificava! Cada vez mais denso, impedia-a de observar o voo da ave branca. Aparecia, logo desaparecia, sentia-a intermitente! Trazia a mensagem da data do regresso de seu pai. Ao aperceber-se do seu desaparecimento, o medo aumentava. Conseguiria a ave transpor o nevoeiro e encontrá-la?
Até que a bruma deixou de cobrir a ponte, desvanecendo, e o recado foi surpreendentemente entregue pelo seu pai. A guerra terminara, a paz dominara!
Matilde Faria, 14 anos, Colégio Paulo VI – Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 126 – sentia-se intermitente


Amélia Meireles ― desafio 123

Nunca mais fora o mesmo, depois de ter estado entre a vida e a morte quando teve tifo. Nada fazia jus à sua capacidade de entrega, nem mesmo quem já merecera a sua total doação. Juca gostava de passear à beira rio e, por longas horas, afastar-se das gentes que o rodeavam. O rio Sado parecia entender toda a sua desilusão. Nele deixava ir toda a sua mágoa. Depois, no seu jardim, debaixo da velha sica, adormecia.
Amelia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada
Desafio nº 123 – palavras com letras de justificado


Eurídice Rocha ― sem desafio

vergonha
uma solidão desgarradora
uma fragilidade intrínseca
que tinha diante dos olhos
vagamundos
buscou forças aonde já as não havia
levantem-se que já é hora
nem ele nos entende a nós
expresse o meu pensamento
nem nós o entendemos a ele
caiu ali um meteorito
filhos, sem saber porquê nem para quê
sem consciência
sem responsabilidade
sem culpa

culpa
desgarradora fragilidade
vagamundos dos olhos
meteorito sem responsabilidade
pensamento sem saber hora
levantem-se vergonha
intrínseca consciência
solidão ali

Eurídice Rocha, 51 anos, Coimbra

Amélia Meireles – escritiva 22

Conseguira! Apressadamente escondeu a foto do seu amigo colorido. Por pouco não fora apanhada pelo namorado. Gostava mesmo da dedicatória: “Sou o teu amor para a vida”. Agora só desejava chegar a casa sem que Hugo descobrisse. Apressou-se a sair da biblioteca mas, sem dar conta, pegara no livro de matemática do namorado. Ao devolvê-lo, percebeu que fora ali que escondera a foto da sua nova paixão. Apanhada! Como explicar o inexplicável? Uma história que acabou mal...
Amélia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada

Escritiva nº 22 ― apanhado em flagrante

Luís Capela – sem desafio

Vida
Minha mãe está longe. Estou longe da minha casa... vivo no lar. Minha mãe já não consegue apoiar-me. Sinto saudades do meu pai. Quero morrer.
No lar ninguém tem tempo para estar. Sinto-me só. Não gosto. Penso muito na morte, nesta vontade... morrer!
No dia seguinte acordo, venho para a quinta e cá gosto de trabalhar, gosto de jogar boccia, gosto de tocar nos "Ligados às Máquinas".
e pudesse escrevia à minha mãe "gosto muito de ti".

Luís Capela, 33 anos, Mealhada

Eurídice Rocha – sem desafio

Meu amor
Entre a miséria exaltam-se tesouros que aliviam os dias e os tornam prováveis. Mil cores de mil tecidos ágeis balanceiam-se nos corpos torneados das gentes dóceis, onde guerra não se espelhou.
Sorrisos resplandecentes esculpidos na dor de um povo feito de almas suaves – sentenças correm no desenrodilhar do tempo amamentando elos. Povo dócil esculpido na dor!
Terra pó assalta-nos corpo, talha-nos esculturas da leveza branda do ser.
Odores distintos enlaçam-nos paisagem inebriante.
Quero-me tu, só tu, Angola! 

Eurídice Rocha, 51 anos, Coimbra

17 outubro 2017

Joana Silva ― desafio 126

Olhas-te ao espelho e já não és o mesmo. Vês o teu mundo a desmoronar diante dos teus olhos. Tu mudaste, eles mudaram, tudo mudou. Sentes-te intermitente. Ora vives, ora sobrevives. De um momento para o outro, escorregas em memórias e em possíveis cenários de tragédias psicológicas. Choras, tremes, passas as mãos pelo cabelo vezes e vezes sem conta. Limpas as lágrimas e um sorriso aparece no teu rosto. Ninguém precisa de saber como realmente te sentes.
Joana Silva, 14 anos, Colégio Paulo VI – Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva

Desafio nº 126 – sentia-se intermitente

Isabel Sousa – desafio 115

Os homens são rios iludidos
Na contínua rotação das noites, os homens esperam futuros por acontecer. Nessa espera, são rios iludidos que querem ser lagos. Ávidos, retêm as águas nas pedras e constroem barragens, esquecendo a sua verdadeira natureza que é serem rios e passarem. Difícil convencê-los a soltarem-se, perderem o medo e cavalgarem os leitos de mil escombros, como cascatas caindo em plena liberdade. Nesta retida condição, muitas vezes, acordam quando finalmente atingem o mar e se dissolvem nas salgadas águas.
Isabel Sousa, 65 anos, Lisboa
Desafio nº 115 – frase de Valter Hugo Mãe

Gonçalo Gonçalves ― desafio 126

Desde a festa do João que me sinto intermitente. Já não é só a cabeça que se afasta. Agora é a minha alma, o meu ser. Eu sabia que não devia ter experienciado… De tantos avisos que me deram e que sempre achei sem importância, fui, mesmo assim, experimentar. Porque é que lhes dei ouvidos? Devia ter ficado em casa naquele dia. Imagino a mácula que será quando falar com os meus pais. Acho que vou desligar…
Gonçalo Gonçalves, 14 anos, Colégio Paulo VI – Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 126 – sentia-se intermitente

Zelinda Baião – desafio 127

O lugar era estranho. A estrada, fio de nastro a serpentear por entre colinas, conduziu-a a nenhures. Apenas um céu, imenso, estrelado, esperava por ela. Que importava? Sempre vivera sem qualquer restrição, com o estritamente necessário. Era livre!
Aspirou o ar e estremeceu. Um som, cavernoso, estridente, qual monstro saído das entranhas agrestes, ecoou. Uma orquestra? Ali? Inusitado. Ou não. Desafinava. Não havia maestro. Apenas homens e mulheres que rodopiavam, loucos.
Estremunhada, abriu os olhos. Que sonho!
Zelinda Baião, 55 anos, Linda-a-Velha
Desafio nº 127 – stra, stre, stri e stro x 3

António Vaz ― desafio 126

Estava um dia soalheiro e quente. Toda a gente tinha um enorme sorriso no rosto. O ambiente era alegre e divertido! Só eu estava triste, embora não soubesse porquê.
Ora me sentia pesaroso ora me deixava contagiar por tal contentamento. Sentia-me… intermitente. Como costumava andar animado, toda a gente na escola estranhava o facto de eu estar assim e comentava-o pelos corredores, até mesmo os professores.
O que se passava, afinal, que nem eu percebia? Ai, adolescência!... 
António Vaz, 14 anos, Colégio Paulo VI – Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 126 – sentia-se intermitente


Amélia Meireles – escritiva 23

Cansado do bulício da cidade? Gosta do cheiro a maresia, de adormecer ao som do marejar do mar? Quer calcorrear as negras areias vulcânicas que ladeiam as mais belas praias duma ilha perdida no Atlântico? Quer ouvir o verdejante dos campos numa toada de verdes nunca vista? Deseja alargar o olhar pelas mais belas paisagens? Curioso para degustar os sabores tão diversos e característicos destes ilhéus? Marque viagem para a bela ilha de São Miguel! Venha daí!
Amélia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada
Escritiva nº 23 – recomendar um destino, guias de viagem


Elisabeth Oliveira Janeiro – desafio 127

Manha e Cobardia
estrada apresentava-se longa e estreitaestrictamente de acentuado grau de inclinação. Difícil a subida, cautelosa a descida. Tolhida pela noite, produzia ainda maiores estremecimentos.
Passava um bando de estroinas, fazendo estrondo, acicatando um coelho bravo que, medroso, fugia aos destravados.
Brilhavam estrelas, mas o escuro da floresta ajudava à estratégia da matilha. Numa estridência, surgiram caçadores de fuzil e sem estrombo, à porfia de caça. Os valentões, de repente, cobardolas, distribuíram salamaleques e, de pianinho, desapareceram.
Elisabeth Oliveira Janeiro, 73 anos, Lisboa
Desafio nº 127 – stra, stre, stri e stro x 3


Susana Cascalheira – sem desafio

Os amigos são pão para o amor. Gosto dos amigos como música.
A mãe gosta da casa triste… está sempre a cozinhar. É uma m…, sempre a discutir, é uma m…. Ó mãe, tenho medo que morras. Tenho medo de ficar só. Mãe, gostas da rua, de passear.
Eu gosto de namorar. Ele é comida para o meu coração, como banana que gosto de sentir. É um sofá que me abraça. É hortense que gosto de cheirar.

Susana Cascalheira, 35 anos, Coimbra

Amélia Meireles – desafio 124

Anunciada a boda, ela não conseguiu conter o seu desagrado.
Tragédia! Era desse modo que via o casamento do filho.
Uma raiva surda encheu-lhe a alma, incapacitando-a de ver para além de si.
“Parece uma super-lula, tão possessiva!”, comentavam os amigos.
Acreditava ter sempre razão e julgava-se dona da verdade.
Parecia zangada com o mundo inteiro.
Tudo tinha de girar à sua volta. Em nada cedia, nem na possibilidade de deixar o filho ser feliz! São sortes…
Amélia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada

Desafio nº 124 ― és uma super-lula!

Iara Pedro – desafio 3

Número Um
Come o atum
Número Dois
Encontras-me depois 
Número Três
vi um chinês 
Número Quatro
Calca o sapato 
Número Cinco
Fecha o cinto
Número seis
Rasga os papéis
Número sete
Vamos ver a cassete
Número oito
Comi um biscoito
Número nove 
olha que chove
Número dez
olha os dedos dos pés
Iara Pedro, 6º M Casa Pia de Lisboa – CED Nuno Álvares Pereira – prof. Teresa Monteiro
Desafio nº 3 – números de 1 a 10


Amélia Meireles – desafio 125

A ameaça da chuva ganhava força. Repentinamente, o vento começa a aconchegar-se. Enrolando-se, desenhou ou perfeito funil. O ar quente sufocava o medo que as roseiras sentiam. Não, não podia ser, o seu jardim teria que ficar incólume. Dali a dez dias seria o seu casamento, bem no meio do roseiral. Adivinhando a sua angústia, o tornado lavrou toda a zona de erva que desfeava o jardim. Estava feito o trabalho do jardineiro… Uma noiva com sorte?!
Amélia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada

Desafio nº 125 – tornado no jardim

16 outubro 2017

Rodrigo Oliveira ― desafio 23

Era uma vez um leitão casado com uma rolha. Um dia estava a esmagar nozes com o almofariz para comer, pois era hora de jantar. Foram dormir, e de manhã toca o despertador e lá foram jogar com a sua bola de ténis. Quando estavam a chegar a casa viram uma vespa que a picou. A rolha ficou triste por o leitão não a ter protegido. Então ele resolveu escrever um papel de amor para a rolha.
Rodrigo Oliveira, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix
Desafio nº 23 – percurso de palavras obrigatório: leitão + rolha + almofariz + despertador + bola de ténis + vespa + papel


Leonor Pedrosa ― desafio 23

Em um dia bonito,
O leitão não pode faltar!
Eu ainda nem lá cheguei
E já se ouve a rolha do vinho a saltar!

No almofariz a broa moída,
O despertador já calado.
A bola de ténis do meu amigo
Fez uma vespa cair para o lado!

Eu já voando como um papel ao vento,
Saboreando a minha bela refeição,
Ficando assim marcado
Como o dia do leitão.

O melhor alimento
Para saberem
O que é suculento!
Leonor Pedrosa, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Desafio nº 23 – percurso de palavras obrigatório: leitão + rolha + almofariz + despertador + bola de ténis + vespa + papel

Paula Castanheira ― desafio 127

Dona Estrela era mestre na arte de contar histórias
Estrada fora, corria as aldeias do distrito, sem estratégia, mas com enorme destreza, misturava vidas de ilustres guerreiros, astros do cinema, estripadoresestranhos desconhecidos e lá ia distribuindo felicidade a quem a ouvia.
Todos ansiavam pela sua visita, escutá-la era bálsamo para qualquer alma dorida.
Naquela manhã o famoso Castro telefonou-lhe, queria-a no seu programa de televisão.
Atirou o telefone com estrondo e correu a contar a novidade!
Paula Castanheira, 53 anos, Massamá
Desafio nº 127 – stra, stre, stri e stro x 3

Beatriz Lourenço ― desafio 23

Era uma vez um leitão que queria beber, mas havia uma rolha que não o deixava. Entretanto começou a ficar com dores de garganta e foi buscar um comprimido. Como não consegue engolir o comprimido inteiro, pegou no almofariz e esmagou-o. Entretanto foi descansar e passando algum tempo o despertador tocou e ele acordou e viu que estava em cima dele uma bola de ténis que foi a vespa que trouxe com o seu avião de papel.
Beatriz Lourenço, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Desafio nº 23 – percurso de palavras obrigatório: leitão + rolha + almofariz + despertador + bola de ténis + vespa + papel

Amélia Meireles ― escritiva 24

Era uma vez uma carochinha a quem tinha saído o totoloto. Rica, mas desamparada, colocou anúncio no facebook. Teve muitos likes, mas ninguém se apaixonou. A foto não revelava a riqueza que possuía. Desesperada, pôs-se à janela, gritando que era rica. João, amigo de boa comida, apareceu! Até se apaixonaram de verdade, ainda que houvesse algumas dúvidas. Naquele dia, João mais amigo da comida que do dinheiro, deixou-se ficar no restaurante, esquecendo-se da sua amada no altar.
Amélia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada
Escritiva nº 24 - mini histórias da infância


João Torres ― desafio 23

A minha avó faz um leitão delicioso.
Numa garrafa com rolha guarda um tempero que mistura com umas ervas que tritura num almofariz. Ela usa o despertador para controlar o tempo que o leitão está no forno.
Este domingo fui almoçar a sua casa. No quintal brincava com uma bola de ténis quando ela me chamou para a mesa. Fui mais rápido que uma vespa a sentar-me. E usei um guardanapo de papel para não me sujar.
João Torres, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix
Desafio nº 23 – percurso de palavras obrigatório: leitão + rolha + almofariz + despertador + bola de ténis + vespa + papel



Amélia Meireles ― desafio 126

Amava-o desmesuradamente e talvez isso justificasse o seu viver descontínuo. Sentia-se intermitente. Sentia-se dona do mundo quando Gil estava no seu melhor. O quotidiano era de uma inquietante harmonia que a fazia acreditar ter encontrado a sua alma gémea. Porém, quando bebia, por razões que nunca entendeu, era a pessoa mais aterrorizante que conhecera. O terror, pintado pela raiva e pelo incerto venceu e, apesar de ter períodos de magia e plenitude, separou-se de quem tanto amava.
Amélia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada
Desafio nº 126 – sentia-se intermitente


Gonçalo Moreira ― desafio 23

O José tem um leitão que adora brincar com uma rolha. A Paula está na cozinha a esmagar cebolas num almofariz. De repente o despertador toca!
― É hora de jogar! ― disse o João.
― Já trouxe a bola de ténis ― disse o irmão do José.
Já tinham chegado ao campo, estava um calor desgraçado e lá no fundo do campo havia uma vespa.
A vespa chocou contra o José e ele disse:
― A vespa afinal era feita de papel!
Gonçalo Moreira, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Desafio nº 23 – percurso de palavras obrigatório: leitão + rolha + almofariz + despertador + bola de ténis + vespa + papel

Amélia Meireles ― desafio 127

A vida tinha-lhe castrado todos os sonhos. A sua cabeça era um estrilho de imagens sem sentido. Naquele ambiente campestre, viu-se desejando reerguer-se. Atrás de si havia um lastro de infelicidade. No seu cadastro sobressaíam tragédias. Olhou para o astro rei e invejou-lhe o brilho. A esperança restrita parecia anunciar a estrada da libertação. Ainda que prostrada, usando a frustre vontade de se erguer, fincou-se no estribo e fez-se mestre do seu destino. Desejava tanto ser feliz…
Amélia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada

Desafio nº 127 – stra, stre, stri e stro x 3

André Fernandes ― desafio 23

O Miguel tem uma quinta no campo.
Nessa quinta existe um pequeno leitão chamado Rolhas. 
Certa madrugada fria, o Miguel acordou com um som estranho.
Furioso por ser tão cedo, pegou no almofariz e esmagou o despertador que o acordou.
Tomou café e abriu a porta.
O Rolhas aproximou-se dele e o Miguel lançou-lhe uma bola de ténis e ele correu atrás dela.
De repente, uma vespa entrou em casa e o Miguel matou-a com um papel.
André Fernandes, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix
Desafio nº 23 – percurso de palavras obrigatório: leitão + rolha + almofariz + despertador + bola de ténis + vespa + papel


Programas Rádio Sim - semana 16 Outubro 2017

Todos os programas, sempre com Helena Almeida e Inês Carneiro, 

nas Giras e Discos, podem ouvir-se aqui (ou pelos links que estão em baixo).


Indicativo do programa:








- Música e letra: Margarida Fonseca Santos; 
Arranjos, direcção musical, piano e voz: Francisco Cardoso
- Histórias de Cantar CD - Conta Reconta

Horário na Rádio Sim - 17h45, todos os dias

Quer saber que histórias foram lidas? Vá por aqui: