11 janeiro 2017

Até ao ar puro

A porta estava fechada. Era preciso passar. Hesitou. Olhou à volta e tudo estava parado. Silêncio. É agora ou nunca, ouvia na sua cabeça. Tinha que avançar. Só mais um pouco e estava lá. Do outro lado era a liberdade, aquilo que precisava.
As grades barravam a saída. Deu a volta. Mais outra porta. Fechada. Rodou a maçaneta. Abriu. Ar puro. O vento batia no rosto e ela chorava.
Eu sabia que era capaz. Repetia para ela.
Margarida Vale, 55 anos, Seixal

Desafio RS nº 45 – «Eu sabia que era capaz!»

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