15 janeiro 2017

Emocionalmente pobre

Clara retocou a maquilhagem, o espelho devolveu-lhe a imagem de uma mulher que ela não reconhecia mais.
Treinou o sorriso e voltou para a festa, para junto do marido. Viveu sempre em função dos demais, primeiro os pais, depois os filhos, o marido, que deixara de amar há muito devido às constantes discussões. Mas ficou pelos filhos.
Hoje sentia-se uma mulher vazia, sem nada que acrescentar à vida, pior, sentia-se emocionalmente pobre.
E acreditem, o sofrimento empobrece.
Carla Silva, 43 anos, Barbacena, Elvas

Desafio nº 114 - trocar as voltas ao ditado popular

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