04 janeiro 2017

O banco do amor

De tanto esperar o amor, cansaram-se. Ele e ela puseram-se à janela. Cada um na sua.
«Início da novela» comentaram os vizinhos.
Para se alcançarem foram para a rua. Sentados num banco do jardim, aproximaram-se, por fim. Segredou-lhe ele:
― Gosto de ti desde que te vi.
Ela sorriu. Fugiram-lhe as palavras pela rua fora.
Abraçaram-se. Na rua tudo parou, exceto o pintor.
O solitário banco fora escolhido pelo amor grandioso. Foram quase felizes, num sempre muito pequeno.
Andrea Ramos, 40 anos, Torres Vedras

Desafio nº 79quase felizes, num sempre muito pequeno

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