26 janeiro 2017

Sweat

Entro no metro em hora de ponta. Uma amálgama de corpos, carteiras, mochilas e uma bicicleta intrometida.
De costas para mim, a sweat daquele jovem diz “…mas tu fugiste!”
Tento ver-lhe o rosto para encontrar nele uma razão. O capucho não ajuda a minha curiosidade. Cheiro-lhe a pele e carrego-me de endorfinas. Vou sair na sua estação, seja qual for.
O metro para na Trindade. Saímos. Olho-o nos olhos. Leio a sweat, “Eu sabia que era capaz…”
Fernando Morgado, 61 anos, Porto

Desafio RS nº 45 – «Eu sabia que era capaz!»

Sem comentários:

Enviar um comentário