19 janeiro 2017

Terras desconhecidas

Esfregava o soalho, como se esfregasse a sua vida. Em troca, uma malga de sopa e uma enxerga para dormir.
«Sê fiel e agradecida», dissera-lhe a Mãe antes de morrer. Mas sonhava conhecer o Mundo para além do que avistava da janela.
Uma madrugada partiu, o coração carregado de sonhos quase impossíveis. Foi quando alcançou a cidade que gritou: «Eu sabia que era capaz!»
Embrulhando o medo, deixou que o destino a guiasse por entre ruas desconhecidas...
Isabel Lopo, 70 anos, Lisboa

Desafio RS nº 45 – «Eu sabia que era capaz!»

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