01 fevereiro 2017

Mãos frias

“Mãos frias, amores todos os dias”, ouvia, durante a infância. E lá fui crescendo, adolescência fora, orgulhosa do ártico nos meus dedos, esperançosa de uma vida de ventura e aventuras, anunciada pela palma polar da minha mão. Cresci. E a vida foi-se vivendo. Vi amiúde a ventura desabar em desventura. E, afinal, polares não eram as mãos, mas os corações dos meus (des)amores. Escondo, agora, desgostosa, as mãos nas mangas de lã.
“Mãos frias, amores de arrelias!”
Susana Ribeiro, Castelo Branco

Desafio nº 90 – com provérbios contraditórios

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