11 março 2017

Fernando Morgado ― desafio RS nº 47

Josefa saiu para a rua alarmada pelo clamor desesperado que saía do fundo da Rua do Prior. Sem saber o que fazer, e como agir, a benzedeira dos sonos maldormidos – esposa do Zé Júlio, merceeiro
da aldeia – convocou as almas e seus guias para exorcizar aquele desespero nunca vivido em povoado de paz.
Era o seu Zé, a quem roubaram mercadoria, que clamava aflições.
― Foi o demónio!
Os círios e as velas desaparecem sem deixar indícios.  
Fernando Morgado, 61 anos, Porto

Desafio nº 116 – Zé Júlio sem T nem H

3 comentários:

  1. Aqui está um casal interessante,,, ela afasta os maus olhados e ele exclama demónio... é o equilíbrio? gostei da sua história. Parabéns

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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