30 junho 2017

Antonio Tomaz ― desafio nº 120

 João valentão
João é recolhido numa casa de detenção por homicídios. Lila a assistente social o gerenciou na ala dos mecânicos. Sem dados dos pais era um sem teto. Agora sai na condicional para trabalhar. Abre a porta, sorri para Lila, acena com a mão direita.  À noite Lila ansiosa olha para o caminho, para o relógio, eis que João surge na esquina sorrindo com um bonito arranjo de rosas brancas nas mãos. Seria mais uma arte do João?
Antonio Tomaz, 61 anos, Salvador.Ba, Brasil 

Desafio nº 120 ― reencontrar o caminho sem V nem F

Emília Lopes de Matos Vieira Simões ― desafio nº 120

Tinha sido extramente penoso conseguir aquele emprego. Batera a todas as portas e nenhuma se abrira, até que naquele dia, por anúncio no jornal, conseguiu o que tanto ambicionara: o lugar de secretária numa empresa multinacional. Sentia-se exuberante. Só que não sabia que as pessoas eram tão ignóbeis. O ambiente era péssimo e uma das colegas que desejara o lugar persegui-a constantemente. Não se deixou aniquilar e passado algum tempo era nomeada para coordenadora de departamento. Ganhara!
Emília Lopes de Matos Vieira Simões, 65 anos, Mem-Martins (Algueirão)
Desafio nº 120 ― reencontrar o caminho sem V nem F

Sérgio Felício ― desafio nº 3

Miséria
1 mãe todos 7 dias lutava pela sua filha… tinha dificuldades! Carregava-a sobre suas vértebras lombares. Eram muito pobres e a filha tinha uma deficiência – não andava sobre as 2 pernas. Nem 10 dinheiros tinham para cadeira de rodas. Sentava a menina numa bacia sobre 4 pedras. Tinha que lhe dar banho despejando 9 jarras de água. 6 e 3 bem juntinhos é a idade da mãe, que já merecia estar sentada num 8 de justiça.
Sérgio Felício, 36 anos, Coimbra

Desafio nº 3 – números de 1 a 10

Maria Silvéria dos Mártires ― desafio nº 120

Haja Alegria
Ainda bem, que depois de alguns dissabores e mal-entendidos, Laura, avançou.
Conseguiu ultrapassar o mau tempo. Dias sombrios são agora matizados de bonitas cores, que alegram o coração e o olhar. É um grande contentamento. E Laura caminha com uma maior certeza de conseguir suportar as tempestades que possam surgir quer interiores ou exteriores a si ou inseridas no ambiente e natureza. Haja alegria com poesia tudo resplandece, é belo o céu azul e o sol doirado.
Maria Silvéria dos Mártires, 70 anos, Lisboa

Desafio nº 120 ― reencontrar o caminho sem V nem F

António Matos ― desafio nº 113

O Pedro sonha com carreira artística.
Ser actor será fuga e orgulho.
Agradece a rota de saída dali.
De si, rato de carácter frágil.
Sempre sem encarar-se, podre na emoção.
Agradece o seu poder de interpretar.
Se puder deixar obra, fica contente.
Contudo, cada broa nocturna lhe chega.
Optar por essa fuga é característica.
A única porta que quer ver.
Mexer o rabo em direcção diferente?
«Parto tarde demais para outro olhar.»
É o hábito de sofrer.
António Matos, 31 anos, Lisboa

Desafio nº 113 – anagramas em frases de 6 palavras

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio RS nº 19

Nada mais fácil que começar o dia bem cedo com o sol a entrar pela nossa janela, ao lado de quem amamos. Este é o momento e ambiente propícios para quem gosta de descrever e dedicar-se a esta actividade.
Pelo contrário, as horas tardias, o cansaço, a poluição sonora, em nada facilitam a mente criativa de quem deseja entrar no mundo da escrita.
Contudo, para mim, estar afastada da minha principal fonte de inspiração... nada mais difícil!
Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto

Desafio RS nº 19 – começando em Nada mais fácil e terminando em Nada mais difícil

Natalina Marques ― desafio nº 120

― Que é isto?
― É meu jeito de pedir-te desculpa.
― Para quê! Amanhã repetes as mesmas coisas.
Estou cansada, a pensar seriamente na separação.
É a última gota que suporto.
― Não, dá-me outra oportunidade, mais uma, prometo mudar.
― As tuas promessas, são ilusões que alimentam o amor que ainda te tenho.
― Eu sei, só queria que sorrisses.
― Que amanhã posso almejar, se em ti acreditar?
― Não sei, mas, amanhã é outro amanhã
e eu continuarei a pedir-te perdão.
Natalina Marques, 58 anos, Palmela
Desafio nº 120 ― reencontrar o caminho sem V nem F


Susana Sofia Miranda Santos ― desafio RS nº 5

Esta tarde está calor, até estou a transpirar. Vou apanhar o transporte e passear junto do lago.
A água está translúcida e as margens estão repletas de patos. 
A minha amiga chegou... parece que tivemos uma transmissão de pensamentos, porque não combinamos nada. Ela está muito bonita, com um vestido azul, algo transparente.
Hoje acordei um pouco transtornada e triste, mas quando o dia está bonito transforma o nosso estado de espírito. Já me sinto mais alegre!
Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto

Desafio Rádio Sim nº 5 – 7 palavras com TRANS–– (no início, não necessariamente prefixo)

António Matos ― desafio nº 110

– O martelo foi a arma do crime? – indagou o juiz, depois da confissão.
– Foi a solução – esclareceu Maria – para o meu problema, Meritíssimo. O refúgio para o qual me atirei, já com a alma desmembrada.
– Essa resposta dá um tratado – permitiu-se o juiz, num elogio disfarçado.
O julgamento seguiu, e cada espinho cravado naquela existência foi vingado sem pudor. A dignidade daquele testemunho detectava-se na serenidade e frieza daquela expressão elegante que o gancho rosa assinalava discretamente
António Matos, 31 anos, Lisboa

Desafio nº 110 – 8 palavras obrigatórias

Chica - desafio nº 120

Até quando
Uma pessoa que aos outros parecia sempre estar na maior alegria e cordialidade.
Porém os de casa sabiam como era realmente.
Era trapalhão, presa boa para se deixar enrolar por amigos e "amigos", que nem sempre o seu bem pretendiam.
O patriarca e seus conselhos eram por ele ignorados. A cada aprontada, outras promessas.
Todos ali sabiam que a trégua pouco resistia.
Logo, o chamado dos amigos soaria como uma isca.
Até quando resistiria?
Tomara se regenerasse!
Chica, 67 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Desafio nº 120 ― reencontrar o caminho sem V nem F

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 7

Hoje acordei com um lindo arco-íris: as suas sete cores brilhavam no céu.
Cheguei à Rua 7, em Espinho, para visitar a minha amiga Catarina, que mora sensivelmente a sete quilómetros de minha casa.
Ao passar junto da casa número sete, vi uma caixa de cartão com sete cãezinhos abandonados. Tão fofinhos e tão frágeis!
Imediatamente, alimentei e dei água aos sete cachorros. Depois, contactei vizinhos, amigos e, felizmente, consegui encontrar sete famílias para acolher os cãezinhos.
Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto

Desafio nº 7 – história onde entre 7 vezes o número 7

António Matos ― desafio nº 115

Terminavam cada dia das férias de Verão ansiosos pelo amanhecer. Dormir impunha-se apenas quando o sono chegava e o corpo cedia à excitação das combinações infantis próprias de irmãos. O quarto em que dormiam naquelas semanas de calor algarvio, no apartamento construído durante a vaga de betão, separava-se da sala por uma cortina esvoaçante que deixava a brisa nocturna, vinda da janela aberta, arrefecer-lhes a noite. Quando o sono partia e acordavam, mudavam de capítulo sem cerimónia.
António Matos, 31 anos, Lisboa

Desafio nº 115 – frase de Valter Hugo Mãe

Desafio nº 120

Hoje é dia de grande maldade.
Vou dar-vos uma ideia (não precisa de aparecer, é só o empurrão de início):
Reencontrou o seu caminho. Saberia segui-lo até à próxima tempestade?

Pegando neste tema, contem-me uma história em 77 palavras sem usar duas letras…
As letras proibidas são F e V ― que tal?

Perdera-se, isso era claro. Uma existência deitada à rua, e tudo por causa daquela mania de jogar na net. Perdera a mulher, o dinheiro, a saúde e o emprego. Agora, a sós com as suas angústias, ia cheirando o ar em busca de um sentido que se parecesse com algo importante. Foi então que descobriu um saco de dinheiro. Tudo lhe sorria! Era só recomeçar, até a ex-mulher gostaria de si naquele momento.
Seria assim tão simples…?
Margarida Fonseca Santos, 56 anos, Lisboa
Desafio nº 120 ― reencontrar o caminho sem V nem F

28 junho 2017

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 93

De manhã, decidi ir passear a minha cadela para a praia. Ela ama saltar atrás das aves, escavar a areia e brincar a desfazer algas esverdeadas.
A beleza marítima encanta-me... é agradável ver a magnificência deste ambiente!
É indescritível ver a felicidade das crianças a brincar, sentir a areia fresca, ver vagas encarpadas, sentir a ventania agreste e aspirar a maresia salgada: devem ser dádivas da existência!
Realmente, a praia é a casa principal da minha vida!
Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto

Desafio nº 93 – escrever sem O nem U

Amélia Meireles ― desafio RS nº 50

A sua vida fora sempre um desacerto. O seu nascimento, uma desventura para os pais que viveram em desencontro com o seu destino. Chegou para desfazer sonhos. Cedo aprendeu o que era o desamparo. A avó, com mais tino, ofereceu-lhe o amparo que a faria sobreviver a tão cruel desígnio. Aprendeu a carregar o fardo. A vida ofereceu-lhe ventura. Fez o acerto e, no encontro com o acaso, soube fazer do seu destino a mais nobre caminhada.
Amélia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada

Desafio RS nº 50 ― palavras com prefixo des

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 59

Não queria amar... não acreditava no amor.
Não queria chorar, não desejava sofrer, não pensava que me fizesses sorrir!
Não gostava de homens com cabelos compridos, não apreciava tatuagens, não gostava de barbas, não acreditava na sensibilidade masculina... até te conhecer!
Não gosto de contabilidade, porque não consigo contar as estrelas.
Não aprecio chuva, mas por ti enfrento uma inundação!
Não gosto do campo, mas contigo vou para qualquer lugar!
Não há obstáculos para o verdadeiro amor!
Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto

Desafio nº 59 – 14 vezes a palavra não

Vera Viegas ― desafio RS nº 50

Desemburrecer
Depois de dez anos Ana sentia-se emburrecer diariamente naquele emprego. Vivia num constante descrédito sobre si. Acreditar que tinha capacidade para mais era-lhe porém difícil.
Sem contar a ninguém, um dia ligou o botão da confiança, candidatando-se para uma vaga, que, caso conseguisse, nunca mais se podia desacreditar. Desligou os pessimismos, deu um crédito a si mesma e começou a descontar as inferioridades.
Independentemente do resultado, amanhã será o dia em que Ana vai desemburrecer para sempre.
Vera Viegas, 33 anos, Penela da Beira

Desafio RS nº 50 ― palavras com prefixo des

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 67

Hoje acordei com o sol a entrar pela janela do quarto. Saí do leito, tomei banho, bebi leite quentinho, arranjei-me e, após ter feito a cama, fui ao supermercado comprar azeite. Em seguida, caminhei até à praia.
Enchi o peito de ar e senti o aroma da maresia.
O vasto areal estava repleto de crianças... pareciam uma tribo de índios, brincando com trejeitos próprios da idade. A praia era estreita para tantos...
Assim, o dia é perfeito!
Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto

Desafio nº 67 – 8 palavras com EIT

Amélia Meireles ― desafio RS nº 49

Aquilo foi uma operação complicada, desabafava Eduardo. Mas ele estava muito doente? Não, não teve nada a ver com saúde. Foi o Barnabé que desatinou com a situação. Que raio de operação fez o Barnabé?­ ― perguntou Isidoro. ― Foi apanhado em alguma operação STOP? Espera aí, já percebi. Não falo do meu cunhado, mas do cão do meu vizinho. Caiu num poço. O salvamento teve cálculo matemático até finalizar a operação com sucesso. Difícil o nosso Português, não?
Amélia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada
Desafio Rádio Sim nº 49 ― operação


Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 50

O amor raiou quando o Verão despontou. Depois, a contragosto, o mês de Agosto atingiu o calendário. Ironicamente, a vida ficou nebulosa no mês mais soalheiro.
O areal da praia era tão extenso como as saudades que eu tinha de ti; o perfume salgado da maresia confundia-se com o sabor das minhas lágrimas... as férias eram sinónimo de desgosto.
Mas, a gosto, Setembro voltou a trazer-te para mim, bem como a felicidade que representas na minha vida.
Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto

Desafio nº 50 – Com as palavras AGOSTO; A GOSTO; A CONTRAGOSTO; DESGOSTO

Amélia Meireles ― escritiva nº 21

O rosto denunciava a aflição que ninguém adivinhava. A amiga preocupada questiona se está bem. A resposta pouco esclarece e apenas confunde mais. Estava bem, sim, mas precisava de ir à casinha. A casa de quem queria ela ir? Numa excursão, em regra, visitam-se monumentos e não casinhas… A insistência para clarificar potenciou o desatino da amiga. Qual é o teu problema, preciso de ir à casinha! Rápido ou urino-me toda! Percebi, casinha é quarto de banho!
Amélia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada

Escritiva nº 21 ― falsos amigos (palavras com vários significados)

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio RS nº 20

O amor, ocasionalmente, afigura-se um caminho tortuoso, doloroso e penoso para a felicidade, mas deves lutar por um destino auspicioso junto de uma pessoa amorosa, que te propicie um futuro melodioso.
Hoje o dia amanheceu chuvoso, mas amanhã o sol radioso assomará no horizonte.
Tens de ser teimoso, corajoso e não podes desistir de uma existência luminosa, plena de sonhos cor-de-rosa.
A persistência transforma qualquer pesadelo pavoroso numa fantasia maravilhosa.
Foi assim que conheci o meu namorado!
Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto

Desafio RS nº 20 – 14 palavras acabadas em -oso, -osa

Mónica Marcos Celestino ― desafio nº 5

Doces sons à beira do tranquilo mar
Doces e rítmicos compassos
ecoados pelo bater dos remos vigorosos.
Sons calmos de ondas sinuosas
que baloiçam prazenteiras e risonhas
à procura de almas marinheiras
que, saudosas, desejam com ardor,
beira onde algum dia, esgotadas,
poder voltar a arribar fecundas
do morno e saudoso rebolar
das paixões e das lembranças.
Tranquilo prossegue o monótono canto
pelas cordas do vento atemperado.
Mar de espumas prateadas
que deixa ouvir o seu lamento.
Mónica Marcos Celestino, 43 anos, Escuela Oficial de Idiomas, Salamanca, Espanha
Desafio nº 5frase de sete palavras, cada palavra está depois de 10 em 10 palavras

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio RS nº 11

Quando te conheci, percebi que eras o homem da minha vida.
Quando estás comigo nunca temo nada ― tu dás-me a coragem necessária!
Quando a estrada é sinuosa temos de contornar cautelosamente os obstáculos.
Quando escalo uma montanha és tu que me carregas nos ombros.
Quando me dás a mão tenho todo o carinho do mundo.
Quando ouço violinos és tu, amor, que tocas no meu coração!
Quando te conheci comecei a ser feliz... obrigado por seres assim!
Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto

Desafio RS nº 11 – 7 frases de 11 palavras, sempre com uma palavra repetida

27 junho 2017

Paula Tomé - desafio nº 1

Saiu... caminhou... e eis que, à distância do olhar, no horizonte, lhe surgiu o Palácio... da Pena...
Nome simbólico, pensou...
Sacudindo esse triste sentimento, olhou-se dentro e percebeu que desejava tornar aquele simbolismo noutro mais positivo: o de escrever a vida ao sabor da pena... isso, sim, era parte de si...
Num suspiro, trocou a angústia pelo sorriso...
Seguiu... com saudade... mas com vontade dum futuro que lhe alimente o fogo da inspiração que lhe vai dentro...
Paula Tomé, 45 anos, Sintra

Desafio nº 1 – palavras impostas: pena, sorriso, fogo

Vera Campos ― desafio RS nº 50

Desculpa se te desiludi. Sinto culpa, porque em mim te iludiste. Desejei voltar atrás. Desfazer e volta a fazer. Construir um novo começo. Hoje, sonho com um novo desfecho. Contigo sei: vou destruir o preconceito. Vamos ser fortes e vencer as desconfianças. Juntos seremos força e confiança. De mãos dadas desbravamos terras desconhecidas. Destemidos não deixaremos que ninguém destrua o nosso amor. Aceita o meu pedido e parte comigo nesta descoberta. Eu, tu e para sempre nós!
Vera Campos, 38 anos, Santa Maria da Feira
Desafio RS nº 50 ― palavras com prefixo des

Paula Castanheira ― desafio nº 115

A notícia tinha-lhe caído assim, naquela noite, sem se fazer anunciar! Tentava apanhar as pontas, mas sentia o coração na boca, as pernas bambas, no peito, um aperto imenso, um misto de raiva, desgosto, desilusão.
Tentar perceber as razões daquela traição, era tarefa impossível por agora, queria desabafar nas suas lágrimas, mas nem isso conseguia, por isso abraçou a Martinha e tentou fechar os olhos, na esperança que o sono a levasse dali, para um lugar melhor…
Paula Castanheira, 53 anos, Massamá

Desafio nº 115 – frase de Valter Hugo Mãe

Theo De Bakkere ― desafio RS nº 50

Nem Italiano nem Belga
Era para mim um facto desconhecido que Santo António nasceu em Lisboa. Ora, não se chama António de Pádua, como eu tinha feito numa conversa com amigos, porque cada lisboeta considera isto como uma desfeita que deslustra sua terra natal. Porém desconsideram ou não conhecem seu lustroso nome familiar, Fernando do Martim de Bulhões, ou Boullion, uma vila belga. Então visto sua origem também é um pouco belga. Os amigos ripostaram "Santo António é só o nosso".
Theo De Bakkere, 65 anos, Antuérpia, Bélgica

Desafio RS nº 50 ― palavras com prefixo des

25 junho 2017

Sofia Martins ― desafio nº 74

Romeu e Julieta nas “Montanhas da Cabra”
Era uma vez duas montanhas longínquas, as “Montanhas da Cabra”. No vale por elas formado, corria um rio de água transparente, no qual as cabras costumavam ir beber água.
Lá, morava um gato preto que adorava passear à noite. Num dos seus passeios noturnos perto do rio, avistou uma gatinha branca na outra margem. Ao olharem um para o outro, apaixonaram-se. Porém, não se podiam tocar, pois não havia uma 
ponte para atravessarem. Então, ficaram ali... tristes!"
Sofia Martins, 13 anos, Montijo, Escola Secundária Jorge Peixinho, prof São Almeirim

Desafio nº 74 – nada em que se transformara

Alba Molina, Jorge Reina ― desafio nº 37

O homem do vinho
Ernesto foi um homem muito sério. Ninguém soube porque ele trouxe um sorriso nesse momento. Entrou no hotel e pediu um copo de vinho. Depois subiu.
O homem do hotel quis perceber o porquê, contudo, nem sequer perguntou.
Uns minutos depois, o nosso homem desceu e cruzou o hotel inteiro. Deixou o edifício.
Nesse momento um menino disse: “Um morto” Um morto no corredor! Todos os homens e mulheres do povo dormem com temor desde esse momento.
Alba Molina, Jorge Reina, 14 anos, Escola Secundária Zurbarán, Badajoz, prof Catarina Lages

Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Rita Rodrigues ― desafio nº 3

Inúmeras coisas para fazer 
Era dia um de fevereiro. Levantei-me às sete e calcei as minhas duas pantufas. Seguidamente, dirigi-me à cozinha e preparei um leite quentinho que acompanhei com três bolachas.
Depois, fui arranjar-me. Às oito nove, estava pronta e, então, dirigi-me para a rua para passear o meu cão. Demorei seis minutos. De seguida, começou a correria: cinco minutos para preparar a mochila, quatro para o lanche…
Finalmente, fui para a escola e lá cheguei à sala A1.10.
Rita Rodrigues, 12 anos, Montijo, Escola Secundária Jorge Peixinho, prof São Almeirim

Desafio nº 3 – números de 1 a 10