01 julho 2017

Carolina Constância ― desafio nº 115

Tudo o que desejo não me deseja a mim. Os sonhos escorrem-me por entre os dedos, como a água salgada que me cobre o rosto. Mas eu não corro para os apanhar. Deixo-os fugir, assim, ao de leve. E choro, à espera que regressem, outra vez, para dentro de mim. Enrosco-me, no meio da escuridão, fechada do mundo, na esperança que o sono me leve para o amanhã, e que este me devolva tudo aquilo que perdi.
Carolina Constância, 24 anos, S. Miguel - Açores

Desafio nº 115 – frase de Valter Hugo Mãe

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