23/04/12

EXEMPLOS desafio nº 1

Desafio nº 1 – palavras impostas: pena, sorriso, fogo

Que pena por um sorriso em fogo, pensa. No entanto, é com sorriso que ele vê uma pena em fogo. Mas fogo, para um sorriso de pena, recorda com tristeza. Foi neste devaneio inicial que se propôs efectuar a viagem da sua vida. Viagem essa,
tantas vezes adiada mas com os 77 superados, não mais irá parar. Assim esperamos. Foi assim que desafiou o desafio. Com uma gargalhada sem piedade nem chama. Foi assim que tudo começou.
Pedro Nunes, 44 anos Lisboa

Um enorme sorriso pairava na sua boca enquanto espreitava por entre as cortinas. Será que hoje ela ia aparecer à janela? Esperava ansiosamente, horas, por vezes… só para a ver espreguiçar-se ao sol!
Quando a via, sentia um fogo dentro de si. Uma alegria enorme e só lhe apetecia saltar pela janela para se aninhar junto a ela! Esperava... e seu coração palpitava…
– Gatolas… outra vez à  janela! – disse-lhe  a dona.
– Miau! (que pena… hoje não apareceu)…
Sandra Lopes

Um menino conheceu uma menina e convidou-a para jogar à bola.
Um chuto e ela balança pelo quintal do vizinho! Atropela uma galinha que quase voa.
Riram. O vizinho protestou. Riram mais e ficaram amigos.
Passaram a brincar todas as tardes, até as mães os chamarem.
Cresceram juntos até cada um seguir o seu caminho.
Mais tarde reencontraram-se. Já crescidos. Ele convidou-a para jogar à bola. Não havia galinha para quase voar… mesmo assim, riram os dois.
Marta Almeida, 34 anos, Lisboa

"O pastor que sonhava voar"
"O fogo varria a planície. Francisco estava em perigo, ele e as ovelhas que tinha levado a pastar. Subiu a uma azinheira, o mais rápido que pode, pois as chamas já lhe mordiscavam os calcanhares. Ao longe avistou um monte, verde, livre de chamas. – Se ao menos o pudesse alcançar! – Sentiu-se leve, leve como uma pena! Deu por si a voar, em direcção ao monte. Acordou com um sorriso: afinal, estava só a sonhar."
fogo que lhe incendiava o coração escapava-se-lhe ao controlo, iluminando um sorriso puro e envergonhado.
Ana Reis Felizardo, Lisboa, 46 anos

Como podia algo, que acabara de enxergar, despertar nela aquela sensação de ausência de arestas, aquela certeza de quebra-cabeças resolvido, aquele sentimento de completude?
Era um amor inexplicável que sentia no perfume suave das rosas, no solo quente debaixo dos pés, na pena que esvoaçava em direcção ao lago.
Era a união com a terra e a certeza de lhe pertencer.
Quita Miguel, 52 anos, Cascais

Se for pequeno é amigo
Se for grande pode ser perigoso,
Agora está sempre comigo
É grande, mas amistoso!

Podia ser nocivo, até fatal,
Ou servir apenas para produzir calor,
Mas este fogo dentro de mim
Tem apenas um nome: Amor.

Agora não consigo fugir
Já nem o consigo evitar.
Sinto-me leve, solta, livre,
Tal qual pena a esvoaçar.

sorriso que tenho no rosto?
Nem dá para esconder,
Este amor, esta paixão,
Esta vontade de escrever!
Sandra Lopes

Após doze anos, ainda desencadeias o meu sorriso, genuíno e profundo! Continuas a enriquecer os meus dias!
Na tua ausência, não há pena. Há boas lembranças do encanto que nos une. Intensas! Anseio pelo reencontro e, muitas vezes, a espera não se aquieta. Cá dentro, tudo oscila num vaivém de forças que dialogam e se entrecruzam entre si, sempre num mesmo percurso, numa mesma imagem: tu e eu, envoltos no fogo da paixão ardente. Amo-te, meu amor!
São Almeirim, 49 anos, Montijo

SORRISO
Quando virei o rosto e vi aquele sorriso lindo e exuberante meu coração foi atingido por um raio fulminante qual fogo impiedoso e cruel queimando uma floresta numa noite quente de verão. Aquele sorriso invadiu o meu Ser. Um desejo incontrolável me invadiu. Desejava-o só para mim. Guardá-lo, escondê-lo onde só eu o poderia ouvir. Impossível, jamais seria meu! Pertencia a alguém que chegou antes de mim. Pena?! Sim, talvez estivesse ali o oásis da minha felicidade.
Arlete Leitão, 47 anos São João da Madeira

AMIZADE
sorriso no rosto de Xavier desfez-se, no momento em que olhou pela janela e viu o fogo que deflagrava na floresta. Como era possível?!?! A sua floresta encantada…
Precisava de ajuda!
– Vem comigo mamã. Precisamos salvar o pardalito Jerónimo, a lebre castanha, …
Não acabou a frase. Lá vinha o Jerónimo a grande velocidade em busca de auxílio.
– Já vamos amigo – disse o Xavier, determinado –, nem uma das tuas penas se há-de queimar.
Carla Cardoso, 38 anos, Maia

Histórias de Vanda Pinheiro, 35 anos, Póvoa Santa Iria
O GATO
Enquanto a casa dormia, Pedro espreitava a Lua pela janela. Estava triste e com pena recordava o gato tigrês que não resistira a dias de agonia. Convivera com ele desde pequenino e mais do que um animal de estimação, tinha sido um amigo. Acordava-o para ir para a escola. Nunca mais teria esse carinho que tanta alegria lhe dava. Mas uns toques no vidro trouxeram-lhe uma surpresa. E com um sorriso, recebeu o gatinho cor de fogo.


O RELÓGIO
A Marta e o Tiago quiseram visitar os avós. Mas quando chegaram encontraram o senhor Anastácio a lançar fogo pelas ventas. Era uma pena o avô estar tão furioso, e com um sorrisotriste perceberam que não iriam ter a diversão que desejavam. Quando perguntaram à avó o que se passava, ficaram a saber que ele tinha perdido o antigo relógio que pertencera ao seu bisavô. Tentaram ajudar e descobriram-no dentro do livro favorito do senhor Anastácio.

O NEVÃO
A viagem até às montanhas para esquiar estava planeada há semanas, mas quando o dia chegou, a Filipa e o Bernardo depararam-se com o manto branco de neve que tinha caído durante a noite e os pais já não quiseram ir. Era uma pena perderem a diversão, mas se passassem o dia junto dofogo à lareira com jogos e brincadeiras, iria ser igualmente divertido. Entusiasmados e com um enorme sorriso nos rostos, reuniram todos os amigos.


O CAMPISMO
Com um fim de semana grande a agenda foi programada para umas miniférias em família. Como o campo era o lugar preferido na primavera, a Marta e o Miguel ajudaram os pais a carregar o jipe com tendas e sacos de cama. Era uma pena os primos não poderem ir, mas livros e jogos não iriam faltar, nem as lanternas e a viola para as noites à fogueira. Com um sorriso, recordaram a canções junto ao fogo.


AS SOLAS DOS SAPATOS
Enquanto a Sara e o Sérgio aceitaram o conselho da mãe para dormirem a sesta até poderem voltar à praia ao fim do dia, o pai decidiu ir dar um passeio. O Sol estava tórrido, mas ele prolongou a caminhada pela tarde toda. Quando regressou, mostrou com um sorriso aos filhos, as solas derretidas e a exalarem fogo. Era uma pena ter ficado sem os ténis, mas tinha criado motivo de risota para o resto das férias!


O PNEU
A viagem de regresso a casa corria tranquila até que se ouviu um estouro. O pai parou o carro e a mãe ficou preocupada. Enquanto o pai foi inspecionar o veículo para detetar o problema, o Manel saltou para a rua munido com um extintor.
— Onde é o fogo?!
— Não há. É só um pneu furado.
Manel desfez o sorriso.
— Que pena. Queria ser um heroi.
— Ajudas-me com o pneu e já serás um! — respondeu o pai.

*P.S.: A história AS SOLAS DOS SAPATOS foi tirada de acontecimentos verdadeiros.


O meu coração ardia como o fogo. Sentia revolta, tristeza e, sobretudo, saudade. Tinha perdido alguém muito importante.
Estava a chover, intensamente. Encontrava-me num beco, sentada num velho degrau. Ouvi passos! Fosse quem fosse estava perto. Era uma mulher que, talvez por pena, se tivesse aproximado. Pousou a mão sobre a minha perna, que tremia como uma vara, e disse:
- Não chores! Levanta-te e limpa essas lágrimas, pequena!
Fiquei boquiaberta e, como agradecimento, mostrei um magnífico sorriso.
Margarida João, 13 anos, Escola Secundária Jorge Peixinho, Montijo.

Quando era pequenina, o meu avô deu-me um presente muito especial e inesquecível: uma pena, bastante diferente! Era vermelha como o fogo e lindíssima. Pediu-me que a estimasse, pois ela escondia um segredo e, um dia, partiria. Assim o fiz. Guardava-a cuidadosamente no meu casaco e brincava com ela, tentando descobrir o seu segredo.
Uma manhã, acordei e… lá estava ela a voar, pronta para partir!
Com um sorriso na cara, exclamei deslumbrada:
— Ah! És mesmo mágica!!!!
 Ana Agostinho, 12 anos, Escola Secundária Jorge Peixinho, Montijo

Capitão Jota, forte e robusto homem, mais uma vez, partia da sua cidade com um sorriso no rosto. Dirigia-se para uma aventura que lhe podia custar a vida, mas ele, com a sua famosa pena da sorte, que pousava no chapéu, erguia o peito de coragem.
Já no mar, os seus olhos iluminaram-se como o fogo. Avistara algo que jamais algum homem teria visto... Houve uma agitação total no mar, surgiram caudas radiosas, resplandecentes e douradas... Sereias!
Leonor Ramiro, 13 anos. Escola Secundária Jorge Peixinho Montijo

Estava um dia chuvoso, na opinião da Fénix do Fogo um dos piores do ano! Não se via um único sorriso no seu lindo bico. No entanto, isto não era o pior. Pouco tempo depois, a água começou a infiltrar-se na sua gruta!
Ela como habitualmente, tirou uma pena da sua cauda, atirando-a para os galhos que guardara de forma que a água se evaporasse. Nesse instante, a gruta parecia uma sauna e relaxadíssima, deixou-se adormecer profundamente.
Catarina Bilro, 12 anos, Escola secundaria Jorge Peixinho

Limitei-me a olhar à minha volta, como se visse aquele céu azul e aquela paisagem exótica pela primeira vez. Caminhei hesitante, com medo do desconhecido, com o meu estômago a embrulhar-se, desesperado. Os meus pensamentos pareciam embriagados e toldados pelo fogo.
A ideia de fugir de casa tentara-me no momento, mas agora sentia falta do sorriso dos meus pais. Enquanto tentava ignorar os olhares de pena que me dirigiam, tive uma ideia. Agora sabia o que fazer!
Inês Miranda, 12 anos, Escola Secundária Jorge Peixinho

Turma do 7º ano da professora Teresa Correia
O Januário era um menino pobre que vivia num beco. Fogo, que pena!
Um dia encontrou uma moeda no chão e juntou-a à sua coleção. Contou o dinheiro e viu que tinha o suficiente para jogar no Euromilhões. Esperou pela sexta feira e viu que tinha ganho o primeiro prémio, soltou um sorriso!
Recebeu os cinquenta milhões de euros e, em vez de comprar uma casa para viver, doou a uma instituição e melhorou o seu beco.
Pedro Jerónimo, Flávio Amaral, Simão Brito

Era uma vez um casal que vivia muito feliz. Mas certo dia, inexplicavelmente, um incêndio deflagrou.
O casal ficou muito triste já que o fogo lhes destruiu a casa. Os vizinhos, com pena deles, ao vê-los tão tristes, juntaram-se e construíram-lhes uma casa nova.
Eles foram visitar a nova casa e era maior do que a que tinham antes. Tinha piscina, um campo de ténis e uma estufa de flores.
Eles ficaram contentes e com um sorriso.
João Pedro Silva, Samuel 

Era uma vez o João e a Joana. Eles gostavam um do outro.
O João convidou a Joana para irem dar um passeio pela floresta, de mãos dadas. O seu SORRISO era apaixonado e ia de orelha a orelha, era enorme. Continuavam a passear e avistaram um FOGO ao longe. Parecia uma PENA enorme de pavão. Ficaram maravilhados por verem a chama às cores, tal como a pena brilhante.
O sorriso desapareceu com a dor da destruição.
Beatriz Figueira, Vanessa Abrantes

A família Ramos vivia no campo, onde o pai trabalhava numa grande quinta.
Certa noite, os cavalos estavam a relinchar muito e o Sr. Manuel decidiu ir acalmá-los. Mas a lanterna que tinha na mão escorregou-lhe. Logo o estábulo pegou fogo.
Todos ficaram cheios de pena.
Mas a sua filha, Lisa, participou num concurso onde ganhou 10000€. Com o dinheiro do prémio decidiu comprar um estábulo novo e ficaram todos com um grande sorriso estampado na cara.
António Castelo Branco, Margarida Nunes, Ana Filipa

Chega à escola com um sorriso de orelha a orelha.
Corre para o corredor que o conduz à sala de aula e de repente ouve:
— “Deficiente! Vai para a CERCI, que é lá o teu lugar!”
O rapaz fica assustado.
Tenta avançar, mas um grupo corre para junto dele e grita as mesmas palavras com ódio no coração.
Aterrorizado procura ajuda.
— Fogo! Tenho pena destas criaturas! — proferiu a Sofia num tom magoado.
Trabalho coletivo – Reguilas da Mata

Reencontro
O pôr-do-sol era fogo no horizonte, pareceu queimar o mar assim que lhe tocou naquele instante perfeito. Deitado na areia da praia, pensava regressar ao passado, aos momentos vividos junto da mulher que permanecia no seu coração. Valeria a pena tentar? Agora que Montsé deixara de lhe escrever? Agora, depois de tantos anos sem a ver? Sabia que tinha casado, tinha filhos, tinha uma vida sem si. Feliz? Com um sorriso, sonhou com o abraço do reencontro.
Sandra Paulino

A Princesa da pena
Esta é a lenda da princesa da pena. Era uma princesa que certo dia passeava perto do rio, quando avistou um lindo e majestoso pavão, passou a tarde a brincar com ele, mas essa tarde se repetia todos os dias. Certo dia aquela floresta ardeu.
Fogo, Fogo – gritava a princesa, desolada.
Ela estava, muito preocupada com o seu pavão. Quando finalmente viu que ele estava salvo, um sorriso se formou!
Raquel, 14 anos, Portugal

O JARDIM
Era uma vez um menino e uma menina. Brincavam no jardim, com um sorriso inconfundível.
O jardim era grande, tinha muitas flores e muitas árvores. Só era pena que fosse tão pequeno!...
Fogo! Por que é que estamos a brincar num jardim tão pequeno, se temos o jardim da tia que é grande? — perguntou a Carolina.
Lá foram, então, brincar para o jardim da tia.
O seu sorriso, agora, não se podia gravar. Estavam mesmo muito contentes!,,,
Ana Margarida Paiva, 6.º C, n.º 1, 11 anos, ESPS – Escola Básica N.º 2 de S. Pedro do Sul – Prof. José Soares

Mas que grande descoberta!
O miúdo entrara em casa com um sorriso de orelha a orelha porque finalmente tinha conseguido aquilo que queria: uma pena de um vermelho tão forte e garrido como o fogo!
– É perfeito para apresentar amanhã na aula de Ciências! A professora Irene vai adorar e vai dar-me a melhor nota!
João não perdeu tempo. Dirigiu-se para o quarto para a analisar ao microscópio, ficando impressionado: que grande descoberta tinha feito!
A descoberta correu mundo... foi fantástico!
Rickyoescritor, 11 anos, Pedroso, VNG

Mais um dia
As vagas oceânicas desfazem-se em branca espuma, ao embater na escarpa rochosa. Estamos num lindo dia de Inverno! O mar, mostra a beleza e transmite paz, quer esteja calmo ou enraivecido! Mentalmente, associo o que vejo, com o que me liga a ti. Quero-te demais, mas não desejo uma relação turbulenta. O sorriso duma criança, ali perto, enternece-me. Saboreio a refeição e admiro o fogo do sol a querer esconder-se. Com muita pena, vejo o dia terminando!
Arminda Canteiro Jorge Montez, 75 anos, Queluz

A recomeçar

Fogo,                           
pena,                   
sorriso:
três objectos-sentimento
que a assaltavam
hora a hora,
minuto a minuto,
tiquetateando,
forçando-a ao sorriso,
à pena,
depositando-a no fogo.
E tudo a recomeçar,
mecanicamente,
melhor, digitalmente,
com a certeza
de um programa pavoroso
criado pelo absurdo.
Já não eram só as mãos,
que tremiam,
ou os joelhos que chocalhavam
num tango bizarro;
toda ela era um estorvo
para si mesma.
Aquele ciclo:
fogo,
pena,
sorriso,
era a mortalha,
o regresso
a caminhos extintos...
Jaime A., 49 anos, Lisboa

Sofia desceu as escadas do prédio para a rua. A pressão da proximidade dos testes psico-técnicos toldou-lhe a atenção. “Tenho de pontuar o máximo!”
Sem dar conta, Miguel aproximou-se, tocou-lhe ao de leve com os dedos no ombro e sussurrou:
“Tenho a certeza de que te vais sair bem desta prova de fogo, Princesa! Vai valer a pena!”
Absorta nos seus pensamentos, ela assustou-se, mas ao ver quem era, rasgou um sorriso, abraçou-o e beijou-lhe a face.
Carla Neves, 32 anos, Coimbra

O grito
Fogo! – ouviu-se na floresta.
Flip o esquilo subiu à árvore descendo rapidamente.
– Não vejo nada, nem há fumo!?
– Não pode, impossível! – disse Trovão, o alce.
– Fogo – ouviu-se novamente.
Assustados, decidiram seguir os gritos que se repetiam.
Numa clareira, um grupo de crianças brincava de sorriso no rosto. Um deles tinha uma pena na cabeça, era quem gritava fogo!
Flip olhou para Trovão. Passaram tantos anos, que  tinham esquecido o tempo em que as crianças brincavam na floresta.
Carla Silva, 39 anos, Barbacena, Elvas

É uma pena
Era uma vez um menino chamado Luís que gostava muito de fazer sorrisos para o espelho ao acordar. Dizia ele que era para começar melhor o dia. No verão passava férias em casa da avó e gostava de ver o fogo na lareira. Mas às vezes havia incêndios na floresta e ele ficava com muita pena, porque os animais morriam e as árvores ficavam secas e as florestas ficavam muito tristes. Era uma pena haver pessoas más.
Manuel, 7 anos, Porto

Natal
Era Natal,
Algo especial.
Estávamos em família,
Em harmonia.
Havia um grande sorriso
De grande alegria.

É Natal,
Muito especial.
Pensávamos no sorriso
Da grande família.

O fogo da lareira
Aquecia as mãos
Com muita paixão,
Carregada de emoção.

A pena das crianças
Era muita,
Pois sentiam-se pobres
Sem alegria.

Seja sempre Natal!

O fogo da lareira,
A pena das crianças,
O sorriso da família.

Com carinho!
Carolina, Mariana, Leonor e Teresa com muito amor e carinho, 9 anos; Torres Novas, Colégio Andrade Corvo, prof. Carla Veríssimo

Sempre Natal…
Dia 25 de dezembro, dia de Natal!
Havia fogo, na lareira… já tinha passado a altura do verão…
Nesta altura, todos tinham um sorriso estampado na cara.
Vimos um pobre homem, com filhos, sem nada para lhes dar… que pena sentimos.
Nesta cidade havia uma grande árvore de Natal, com muitas bolas e luzes coloridas. Por cima, uma estrela que resplandecia. 
Desejamos que todos os dias sejam Natal e que a Estrela brilhe em cada um…
Francisca Café, 9 anos, Ricardo Branco, 9 anos, Ruben Shan, 11 anos, João Mendes, 9 anos, Torres Novas, Colégio Andrade Corvo, prof. Carla Veríssimo

Um dia especial
Um menino gostava passear no parque, com o seu cão Suver. Adoravam jogar brincar à bola, com os seus outros amigos do parque. Ficaram toda a tarde a partilhar um belo sorriso.
A meio da noite, viram uma águia de fogo. Era uma deslumbrante Fénix que, ao raspar numa árvore, deixou cair uma pena. Era grande, laranja e vermelha, e trazia um colar. Seguimo-la e esta levou-nos para junto de um grande ninho. Foi um dia incrível!
Pedro Vilas, 8 anos, Torres Novas, Colégio Andrade Corvo, prof. Carla Veríssimo

Luísa levantou-se cedo. Abriu a janela. O sol, uma enorme bola de fogo, subindo no céu. Estava muito entusiasmada, feliz mesmo!
Naquela manhã iam ler a sua história na Rádio Sim!!! Tinha pena que Pedro não estivesse ali!
Foi para a cozinha, ligou o rádio e começou a preparar o pequeno-almoço.
Música alegre, palavras da locutora... anúncios... música...
Nisto ouviu:  Cá estamos... que história nos traz hoje, Margarida?...  
Um largo sorriso estava estampado no seu rosto.   
Zulmira Baleiro, 65 anos, Casa Branca, Sousel

Tenho pena que tudo isto tenha acontecido. Os olhares, as palavras enfurecidas que pareciam fogo ao intercetar o meu pensamento. Mas tudo passou. Espero eu. Apesar de ainda tocar nas feridas desta amizade, agora sei que sou a amiga que te prometi ser; sei que, apesar de já não seres o que prometeste ser, estás a fazer um esforço para que tudo resulte. Tudo se começa a resolver e a melhor prova disso é o teu sorriso.
Maria Luísa Barros, 15 anos, Porto

Fogo!!! – gritou o Miguel. A bola pontapeada bateu-lhe na cabeça. Esfregou... esfregou... agarrou na bola deu-lhe tamanho pontapé, que a dita, disparada sem direção, saltou a vedação do campo, aterrando literalmente no carro do senhor Presidente que repentinamente deu um salto na cadeira, gritando:
– Se o carro tiver mossa, alguém vai pagar.
O jogo foi interrompido para se avaliarem os danos no carro...
Com um sorriso o treinador disse:
Temos pena, Presidente, naquele lugar é proibido estacionar.
Maria Manuela Fidalgo Marques, 71 anos, Estremoz, Academia Sénior, professora Zuzu Baleiro

O SORRISO de Tatiana iluminava a sala.
Nem as luzes da festa conseguiam apagar o seu brilho.
A sua entrada foi triunfal, atraiu para si todas as atenções.
Parecia saída de um filme, com os seus longos cabelos loiros caindo-lhe sobre o seu vestido vermelho, como o FOGO, olhos claros e provocadores e o andar subtil e leve como uma PENA, digno de uma princesa.
Nunca ninguém imaginou que o patinho feio se transformasse num lindo cisne.
Ana Santos, 25 anos, Seixal

Sim, é paixão...        
É paixão.
Apimenta pensamento.
Arde, acalora.
É fogo que urge,
Quer, quer sem demora,
Se vens, então há que ficar,
Longa, profundamente,
Profuso apetecer,
Intenso consentimento...

Sim, é paixão.
Sorriso interminável
Vontade, jamais cansar,
Desejar teu possível,
E o tempo olvidar...

Então não há o que temer
Tão pouco esperar
Efêmera? -é a vida!
Não o apaixonar...

Sem pena, pesar,
Quando enfim ela se for
E em nós restar
Só o fugaz,

Sorri:
É doce o lembrar...
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

Dança de fogo da vida
Corria alegre pelos campos, de braços abertos, o vento a enovelar-lhe ainda mais os cabelos encaracolados e a fustigar-lhe com suavidade o rosto voltado para as belas aves. Fica a olhar um sorriso nos lábios. No céu muito azul, voavam harmoniosamente cegonhas num bando enorme. de repente, de lá, em rodopio, cai uma pena comprida. Fica a olhar. Vem na sua direcção. Cai-lhe espetada no cabelo.  Ri às gargalhadas e roda numa dança de fogo da vida.
Rosa Maria Pocinho dos Santos Alves, 52 anos, Coimbra/Ovar

Era bem verdade… Amor é fogo que arde! Não sabia explicar a catadupa de emoções que experimentava ao vê-lo. A sintonia era tamanha que, por vezes, receava estar a viver um sonho. Sim, amava-o mais que à própria vida. Não hesitou quando lhe pediu para sair do país. Tinha pena, pois iria ter saudades da sua casa. Estava decidida. Iria com ele. Tinha a certeza que, a cada triste lembrança, ele arrancaria um sorriso dos seus lábios. 
Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Viagens na lareira
O fogo da lareira arde incessante. Nas entranhas do calor aparecem personagens, sombras e cenas que nos encantam os sentidos. Paralelamente ao deleite do corpo, surge uma alma animada, não só pelas chamas vacilantes, mas também pelas viagens que se revelam. Desenham-se avenidas até ao passado longínquo, cheio de amor, de luz, de calor, rasgando no rosto um infinito sorriso. É uma pena que, num subtil toque de magia, elas não se materializem num cantinho desta sala. 
Fernanda Costa, 54 anos, Alcobaça 

A tristeza e a alegria
A tristeza vivia na sombra e detestava o sorriso que iluminava o coração dos homens. Então, pediu ao fogo, que ensombrava o sol, para destruir o que encontrasse.
O fogo veio espalhando os seus dedos de chamas. Mas no céu, a nuvem ouviu o lamento das ervas e teve pena. Chorou lágrimas de chuva, apagando o fogo. As ervas voltaram a ser verdes e os homens voltaram a sorrir. A tristeza, vencida, dissolveu-se no sorriso e desapareceu.
Isabel Sousa, 64 anos, Lisboa.

Usei uma pena para escrever histórias de princesas, pareceu-me
poético. Mas não resultou… a memória da pena eclipsara-se.
Desiludida, fitei o fogo da lareira e adormeci. Um sorriso acordou-me a alma.
– Uma pena bolorenta, francamente? – uma criança desafiou-me.
– Adultos parvos! – escarneceu um gato.
– Cala-te barrigudo, aquela sou eu!
Uma nuvem cinzenta pairou, enquanto a pena caia na lareira.
– Só existes porque eu quero, gato!
Num piscar de olhos, o gato transformara-se na gaivota que povoou a
minha infância.
Lourença Oliveira, 44 anos, S. João do Estoril

Era uma vez uma família de homens das cavernas que vivia com diversos problemas na sua caverna. Era muito fria e escura. Todos tinham pena deles.
Um dia fartou-se disso e ao ver os vizinhos sem problemas, espiou-os mas eles descobriram logo e frustrados descarregaram uns paus à porta da caverna.
De repente, viu-se uma labareda enorme: eles tinham descoberto o fogo! O que facilitou muito as suas vidas e ficaram todos com um sorriso na cara. 
Alberto Ramos, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Certo dia, um rapaz chamado Manuel pediu à mãe um pássaro, com um sorriso. A mãe, ouvindo o pedido dele, comprou-lho.
Chegaram à loja e Manuel ficou espantado com tanta variedade de pássaros! Mas houve um que lhe chamou a atenção: tinha penas cinzentas, bico laranja e era grande.
Levaram-no para casa. Deixaram-no perto da caldeira, e aquilo pegou fogo. Manuel chegou a casa, e viu que só sobrava uma pena do pássaro. Ele ficou muito triste!
Tiago Pereira, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Como eu tenho pena
Que o teu sorriso não volte a brilhar.
Hoje o dia está alegre
Anda, vamos brincar!

Vamos brincar,
Por cima do fogo saltar
O S. Martinho festejar
e uma castanha provar.

fogo é uma chama
sorriso é uma alegria
pena é um perdão
Que eu levo no meu coração.

sorriso é uma chama
A chama é do fogo
Fogo que arde
Arde de amor e ilusão.

O Sorriso precioso!
Sofia Alves, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Num dia de calor, na cidade de Beja, houve fogo num bairro. Foi uma desgraça: só se ouvia os gritos das pessoas a chamarem umas pelas outras; parecia o fim do mundo!
Entretanto os bombeiros chegaram com grandes mangueiras e começaram a apagar o fogo. Muitas casas ficaram queimadas e os bombeiros tiveram pena das pobres pessoas. Havia uma criança no meio do fogo, mas os bombeiros conseguiram salvá-la e ela ficou com um enorme sorriso agradecido.
Inês Oliveira, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

 Um dia na cidade do Porto houve um grande incêndio no jardim de um prédio. Uma pessoa que tinha vindo fazer uma visita à cidade e se preocupava muito com ela, passeando por ali viu o fogo e, tendo pena, chamou os bombeiros. Sabendo da notícia do tanto de fogo que ali existia, os bombeiros despacharam-se logo. Quando apagaram o fogo, os bombeiros e as pessoas que ali estavam a assistir ficaram com um sorriso na cara.
Miguel Costa, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Era uma vez um senhor chamado António, que vivia no meio de uma linda floresta com dez vizinhos. Certo dia houve um incêndio na floresta que chegou a casa dele. Havia FOGO por todo o lado. Depois de apagarem o fogo toda a gente teve PENA dele e da sua casa. O presidente da república, Marcelo Rebelo de Sousa, decidiu fazer-lhe uma nova casa. Quando António descobriu, ficou muito contente e com um SORRISO alegre na cara! 
Tomás Carvalho, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
 
Um dia à tarde uma menina recebeu uma chamada da mãe a dizer que a cadela Kikas tinha morrido e nesse preciso momento estava com o Óscar, o seu melhor amigo.
Quando a menina desligou a chamada, o Óscar perguntou-lhe o que tinha acontecido.
Ela respondeu que a sua cadela tinha morrido.
Óscar, como também ficou triste, disse:
– Fogo, tenho pena de não te ver com o sorriso lindo que tens!
– Eu vou melhorar, acredita! – respondeu ela.
Marta Neves, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Era verão. Bob e Marley foram passear para o campo. Mal lá chegaram, Bob decidiu fazer uma casa com folhas de palmeira. Marley pegou nas malas e não reparou que tinha deixado cair uma garrafa de vidro, que rolou até à árvore onde Bob já habitava.
Bob estava com uma folha de papel na mão a fazer o plano da casa mas deixou-a cair.
A casinha pegou logo fogo.
– Oh, não, que pena, já fiquei sem sorriso!
Gonçalo Santos, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia

Olá, sou a Beatriz e vou contar-vos uma das minhas histórias.
Era uma vez um dia de sol lindo. Eu decidi ir passear para um jardim perto de minha casa.
De repente, ao longe, vejo uma casa a arder e começo a correr, tentando apagar o fogo com água.
Os bombeiros felizmente conseguiram apagar o fogo, mas tenho pena das pessoas que viviam lá.
De seguida veem-me no bar a festejar e a dar sorrisos aos bombeiros.
Beatriz Lima, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Amor sem fim
O teu beijo é tão leve como a pena que cai da ave mais delicada do mundo.  Sempre que estou triste, lembro-me do teu doce sorriso para me confortar e sei que, mesmo que não estejas perto de mim, estás sempre no meu coração para me proteger. E, como Luís de Camões dizia, "Amor é fogo que arde sem se ver". Posso não o demonstrar, mas eu AMO-TE como nunca amei ninguém e nunca te vou esquecer.
Mafalda Serra, 14 anos, Montijo, Escola Secundária Jorge Peixinho, prof. São Almeirim
O bosque encantado
Era uma noite quente de verão quando Sofia e Afonso foram ao bosque perto da sua casa. Ouviam-se histórias fantásticas sobre aquele bosque. Pelo que diziam, um fogo azul invadia-o diariamente à meia-noite…
Mal o relógio marcou a meia-noite, um pássaro voou sobre eles e, tendo uma pena caído no chão, a mesma se transformou num lindo fogo azul. Depois disto, foram para casa com um grande sorriso, esperando poder voltar àquele lugar mágico e absolutamente fascinante!
Ana Martins, 13 anos, Montijo, Escola Secundária Jorge Peixinho, prof. São Almeirim

Eram as festas das vindimas em Palmela.
Festas de uma beleza invejável,
com carros alegóricos, puxados por cavalos
também enfeitados, levando no dorso,
os respetivos donos cheios de orgulho
por mostrar ás suas gentes o bom vinho 
que aqui se faz.
Mas não é pelo vinho nem pelo delicioso moscatel
que ali se prova. 
Nessa noite, saí de casa com um belo SORRISO nos lábios.
Mas com muita PENA minha cancelaram o FOGO de artifício.
Estava nevoeiro.
Natalina Marques, 57 anos, Palmela

Um suave sorriso ameniza penas, abranda qualquer tipo de fogo que nos venha pela vida afora...
Tenho visto que derrete corações amargurados, tristonhos, sem condições alguma de sorrir, muitas vezes...
Os caminhos da vida saem pela culatra, em certas circunstâncias, precisamos sorrir e alegrar nosso coração...
Venha fogo abrasador para destruir, minar nossa alegria interna que estaremos de sorriso postos a edificar os demais e a alegrar nosso Bom Deus que nos criou para a felicidade...
Sorria!
Roselia Bezerra - 61 anos, Rio de Janeiro, Brasil

A Dona Ermelinda é uma querida um pouco chata com  sua mania de ter sempre pena disto e daquilo. Daí ter por alcunha: “Dona Galinha”. Por saber que nunca teve muita sorte na vida, certa vez, decidimos fazer-lhe uma surpresa: “É noite de São João, vai connosco ver o fogo-de-artifício.  A senhora adorou tanto que, agora, quem tem pena sou eu! Acreditam!? Acabou-se a brincadeira, a “Dona Galinha” desapareceu! Nessa noite, ficou com nova alcunha: “Dona Sorriso”.
Silvina, 45 anos, Sintra

Com amor, Daniel!
Daniel corria campo aberto. Passava perna a quem o tentasse ultrapassar. Nos balneários agarrava na toalha e chibatava os colegas... Na sala de aula, escondia-se nas carteiras de trás. Menino travesso ainda tinha coração de oiro. Com conversas e sorriso de fogo brando, o coração de Daniel deixou voar a dor ― sem pena ― e mais um menino confiante se revelou... Traiçoeiro cancro invadiu-lhe a alma. Fogo bravo no amor. Pena densa no peito. Sorriso eterno na memória.
Eurídice Rocha, 50 anos, Coimbra

Sem rumo certo navega
entre incertas e revoltas marés
abrigando, como ardente fogo, no peito
a pesada triste ausência
da sua amada terra.

Não lhe bastam as douradas praias
nem as espumosas ondas prateadas,
nem o sorriso das doces meninas
para apagar a ferente candeia
da pena que brota no seu coração.

E estando os seus olhos
tão longínquos da pátria querida,
ao mar lança este lamento:
“Quem me dera, algum dia,
eu poder tornar lá novamente?”
Mónica Marcos Celestino, 43 anos, Escuela Oficial de Idiomas, Salamanca (Espanha)

A pena, invenção inestimável! O que seria de nós, escribas, sem pena? Tem a provecta idade de 2000 anos; já era usada cinco séculos antes de Cristo….
Uma ordem do Rei proibiu o seu uso. Não consegui evitar as lágrimas.
Pensei:
― Se não posso usar a pena, não preciso de papel.
Lancei-o na lareira. Em breves segundos foi destruído pelo fogo. As chamas iluminaram a sala. Acordei. Primeiro um sorriso, depois uma gargalhada. Fora um pesadelo.
Regina Gouveia, 71 anos, Porto

Ligados!
Sábado, estive num concerto dos ligados às máquinas – eu e meus amigos. Pena tive do António Abreu não ir – motivos de saúde. Ligados às Máquinas é um grupo com nove músicos. Através de “samples” de vários estilos musicais, criamos conjuntamente canções. Cada canção tem misturas: desde o pop ao rock, fado…
O concerto soube a pouco “fogo! Só?”, pensei, “no próximo tocamos mais”... Apesar disso, vimos um sorriso nas caras das pessoas. Mais uma vez senti-me realizado!
Sérgio Felício, 36 anos, Coimbra

É pena termos fugido antes de o fogo se espalhar pela casa. Nem penses que digo isto porque tivesse gostado de o ver morrer. Confesso que naquela altura pensei: “Oxalá não houvesse mais um sorriso nesse rosto por causa do incêndio! Oxalá também essa felicidade fosse devorada pelas chamas!”. Porém, ainda que já não me ame, não é ele que odeio. Eras só tu que eu queria ver desaparecer. Só tu, lembrança traidora. Só tu, ó fotografia!
Alberto, 22 anos Salamanca, Espanha

Discussão entre namorados
– Sentes-te bem, meu querido? Tens andado tenso... – disse a Joana.
– Tu achavas que eu não ia descobrir?
– Amor, tu sabes que não consigo resistir à cobertura suave como uma pena e doce como um sorriso. Sabes que não consigo resistir aos sabores tropicais. E para não faltar nada, aquela cereja da cor do fogo. Nunca tal irei esquecer!
– O quê? – perguntou ele. – Não era para um rapaz que estavas a olhar?
– Não! Era apenas para um bolo.
Mariana Faria, 12 anos, Montijo, Escola Secundária Jorge Peixinho, prof São Almeirim

Os nossos olhares
Os nossos olhares estavam entrelaçados e sentíamos pura magia. O seu sorriso encantava-me e os seus olhos olhavam-me como se fosse uma flor.
Passeávamos no parque e vimos um lindo pássaro de cor vermelha como a cor do fogo. Virámo-nos um para o outro e beijámo-nos. Aquele beijo foi tão leve como o de uma penaesvoaçando pelo céu. Aquele momento foi mágico e durou séculos. Continuámos a caminhar, acreditando que o destino estava do nosso lado.
Carolina Mendes13 anos, Montijo, Escola Secundária Jorge Peixinho, prof São Almeirim

Momentos
pena que me dava ver aquele sorriso tão belo a desvanecer-se por entre as chamas que ardiam sem se ver! Aquele fogo tão denso penetrava dentro do seu olhar, percorrendo todo o caminho até ao seu coração.
Do seu rosto caía apenas uma doce e pura lágrima. Tão doce quanto a chuva de verão que purificava a sua alma, sem deixar qualquer marca. Ele era livre e determinado. Porém, apenas o afetava o sentimento da solidão.
Catarina Cordeiro, 12 anos, Montijo, Escola Secundária Jorge Peixinho, prof São Almeirim

Saiu... caminhou... e eis que, à distância do olhar, no horizonte, lhe surgiu o Palácio... da Pena...
Nome simbólico, pensou...
Sacudindo esse triste sentimento, olhou-se dentro e percebeu que desejava tornar aquele simbolismo noutro mais positivo: o de escrever a vida ao sabor da pena... isso, sim, era parte de si...
Num suspiro, trocou a angústia pelo sorriso...
Seguiu... com saudade... mas com vontade dum futuro que lhe alimente o fogo da inspiração que lhe vai dentro...
Paula Tomé, 45 anos, Sintra

A Celeste ofereceu-me o livro "O feitiço da Ilha do Pavão" e um colar adornado com uma pena dessa ave. Este presente gerou o meu sorriso, pois sei que foi um acto provocatório.
Nós passamos juntas a infância e ela sempre sentiu ciúmes do carinho que a avó me dedicava e invejava profundamente a minha beleza.
Eu não sou vaidosa... é uma mera opinião errada.
Vou já ler o livro novo, enquanto o fogo crepita na lareira.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Acho que vale a pena fazer tudo por um sorriso!
Quando faço algo de bom e me sorriem, não precisam de me dizer mais nada!
Fogo, que pena que tenho de quem nunca sorriu ou pior... de quem nunca recebeu um sorriso!
Às vezes, acho que não realizo boas ações, portanto simplesmente dou uma moeda a um sem-abrigo e sorrio (o que me é devolvido).
Fica uma nota para quem nunca sorriu, mas viu este texto, simplesmente sorriam!
Mariana Neves G. S. Martins, 12 anos, Barcelos


Conversar vida
A minha mãe gosta do meu irmão. O meu irmão gosta da minha mãe. 
A mãe ganha o pão para vivermos - termos comida, termos bebida e termos casa. O meu irmão não trabalha.
A minha mãe vê televisão comigo. Nós vimos o fogo na televisão.
Eu tenho pena de não dormir com os meus amigos e sinto pena do meu pai.
A Joana sorri para mim. Ela tem um sorriso feliz. Gosto de chamar "mãe" à Susana.
Susana Cascalheira, 35 anos, Coimbra

Amor
eu amo a Joana
tenho pena de ela não estar na minha sala, aqui na quinta da Conraria. Se ela estivesse aqui sentia sempre fogo no coração. A minha amada é divertida e é bonita. Quando a vejo, na minha boca, abre-se um sorriso. Eu gosto de falar com ela, sinto que vivo, como o vermelho do coração.
Sonho que um dia vou casar com a minha Joaninha... gostava tanto de ter joaninhas pequeninhas à nossa volta!
Luís Capela, 33 anos, Mealhada, elaborado com apoio do Sérgio Felício

Conversar vida
A minha mãe gosta do meu irmão. O meu irmão gosta da minha mãe. 
A mãe ganha o pão para vivermos - termos comida, termos bebida e termos casa. O meu irmão não trabalha.
A minha mãe vê televisão comigo. Nós vimos o fogo na televisão.
Eu tenho pena de não dormir com os meus amigos e sinto pena do meu pai.
A Joana sorri para mim. Ela tem um sorriso feliz. Gosto de chamar "mãe" à Susana.
Susana Cascalheira, 35 anos, Coimbra

Amor
eu amo a Joana
tenho pena de ela não estar na minha sala, aqui na quinta da Conraria. Se ela estivesse aqui sentia sempre fogo no coração. A minha amada é divertida e é bonita. Quando a vejo, na minha boca, abre-se um sorriso. Eu gosto de falar com ela, sinto que vivo, como o vermelho do coração.
Sonho que um dia vou casar com a minha Joaninha... gostava tanto de ter joaninhas pequeninhas à nossa volta!
Luís Capela, 33 anos, Mealhada, elaborado com apoio do Sérgio Felício

Certa noite, numa mansão, um rapaz estava a dormir até que um barulho acordou-o. Ele levantou-se devagar, para não acordar ninguém. Quando ele chegou ao sótão, encontrou uma pena de ouro. Quando voltou à sala de estar, ele encontrou várias velas a pegarem fogo e uma caixa com uma fechadura em forma de pena, ele colocou a pena de ouro na fechadura e abriu-a. Encontrou um tesouro.
No fim, ele deitou-se com um grande sorriso na cara.
Gustavo Ponte, 6.º ano, EBI Francisco Ferreira Drummond, Açores, Terceira, prof Paula Magalhães

Num dia escaldante, João e os amigos foram para a floresta brincar. Quando chegaram estava tudo em chamas, havia fogo por todo lado.
Aquelas chamas todas pareciam o meu pai quando estava furioso. Aquela florestação destruída. João e os amigos ficaram com tanta pena que decidiram reconstrui-la, demoraram dois anos a plantar todas as árvores, mas conseguiram.
Depois desse dia, João ficou com um grande sorriso na cara e nunca mais abandonou aquela enorme e bonita floresta.
Tiago Oliveira, 6.º ano, EBI Francisco Ferreira Drummond, Açores, Terceira, prof Paula Magalhães

Num dia caloroso, uma menina estava em casa e decidiu sair. Quando se preparava para sair, olhou para a janela e observou que havia fogo numa casa. Largou as suas coisas e lembrou-se de chamar os bombeiros.
Entretanto, reparou que tinha uma senhora lá dentro. A certa altura, a ajuda chegou, conseguiram apagar as grandes chamas e o senhor conseguiu salvar a idosa. Ela chorava muito com pena da senhora e ela agradeceu-lhe com um grande sorriso
Verónica Cunha, 6.º ano, EBI Francisco Ferreira Drummond, Açores, Terceira, prof Paula Magalhães

Num belo dia ensolarado, uma menina delicada andava pela praia. Os seus pés tocavam a areia que parecia fogo. Os seus olhos refletiam-se na água e o seu cabelo loiro como o sol encantava qualquer um. Até que num certo momento encontrou uma estrela. A menina ficou com um sorriso de orelha a orelha, mas ficou com pena de a deixar ir. Levou-a para casa e tornaram-se inseparáveis. Assim compreendeu que estaria ligada ao mar para sempre.
Beatriz Mendonça, 6.º ano, EBI Francisco Ferreira Drummond, Açores, Terceira, prof Paula Magalhães

Numa velha casa abandonada, havia fogo por todo o lado. A casa era muito pobre, era suja e não tinha janelas. Minutos depois, uma menina com um sorriso lindo, ao andar pelos campos a apanhar rosas, passou pela casa e assustou-se. Então pensou que iria salvar essa casa, sem medo. Até que uma pena pousou no braço dela. Ela entrou na casa decidida. Tentou salvar o que viu! Por fim, a menina conseguiu salvar a velha casa sozinha.
Daniela Pimentel, 6.º ano, EBI Francisco Ferreira Drummond, Açores, Terceira, prof Paula Magalhães

Num dia solarengo, uma menina alegre estava a brincar na floresta, quando viu o fogo a queimar as árvores. Caiu uma pena à sua frente. Pegou na pena distraída, o fogo aproximava-se. Quando levantou a cabeça, assustou-se, os seus olhos só viam chamas. Foi então que correu com velocidade, o mais rápido que conseguiu, e ligou para os bombeiros.
Demoraram, mas chegaram!
Por fim, a menina abriu um branco sorriso e foi brincar para a floresta feliz.
Luna Martins, 6.º ano, EBI Francisco Ferreira Drummond, Açores, Terceira, prof Paula Magalhães

Numa bela noite de outono, com o céu coberto de estrelas brilhantes, eu brincava junta à fogueira. Enquanto brincava, encontrei uma pena gigante. Pensei, deve ser muito rara. Então fui perguntar ao meu avô. Ele disse o nome de um pássaro raro, mas eu não sei qual é, era um nome muito esquisito.
Enquanto brincava junto à fogueira, caí e a pena caiu no fogo. Fiquei muito triste, mas, do nada, um sorriso. Era do meu avô.
Pedro Sousa, 6.º ano, EBI Francisco Ferreira Drummond, Açores, Terceira, prof Paula Magalhães

Uma vez, uma menina que vivia numa aldeia, chamava-se Alice. Ela dançava como uma pena, o cabelo da cor do fogo, o seu sorriso brilhava como uma constelação.
Os seus pais tinham muito orgulho nela, pois ela era especial, ela era diferente, parecia uma princesa saída de um conto de fadas. Ela era uma fada. Numa certa noite, ela sonhou que os seus pais descobririam o seu segredo, num pesadelo. Quando amanheceu, decidiu-lhes contar o seu segredo.
Matilde Tavares, 6.º ano, EBI Francisco Ferreira Drummond, Açores, Terceira, prof Paula Magalhães


Foi no “Cavaleiro Andante” que a conheci.
Amor à primeira vista, daqueles que guardamos no coração Vida fora. Um dia, fui ao seu encontro.
Manhã enevoada, quando comecei a subir a Serra, que tem um nome curioso – Água de Pau.
As voltas sucediam-se, a neblina ia cedendo à pressão da Grande Estrela. Em breve esta brilhava em todo o seu esplendor.
Parei, olhando-a num SORRISO feliz. Senti que tinha valido a PENA.
Finalmente, a Lagoa do FOGO…
Margarida Freire, 75 anos, Moita

Num dia de sol, em pleno oceano, havia uma tripulação com seu navio: procuravam uma ilha para viverem. O capitão andava muito mal disposto, sem um sorriso, porque não encontrava nenhuma ilha. Com todos os problemas e armadilhas que tinham de enfrentar, o capitão pegava numa pena que usava para escrever e escrevia o que se tinha passado.
Finalmente avistaram uma ilha, pararam o barco junto à praia, esconderam o tesouro e foram aquecer-se junto ao fogo.
Arnaldo Carvalho, 7ºD, Escola Dr. Costa Matos, Gaia

Fui ao café
Era longe
E fui a pé
O sol veio hoje
Encheu-me o coração
Abriu-me o apetite
Comi sopa de grão
Olhei para o lado e vi-te
Fiquei toda contente
Ofereci-te um copo
Ficaste indiferente
Esse olhar de louco
Fez tremer toda a gente
Muito envergonhada
Derrubei o copo
Fiquei toda molhada
Saí fechei a porta
Para ti já estou morta
Não te quero ver mais
Vai dar uma volta
Para casa dos teus pais
Ana Troncho, 67 anos, Academia Sénior de Estremoz, prof Zuzu Baleiro

Ao longe o céu está negro, o vento traz o cheiro que oprime o peito, mas eles resistem agarrados à esperança das sirenes que tardam. Gritos presos em gargantas cansadas deixam para trás segredos e memórias, risos e prantos… e assim, de repente, o fogo chegou impiedoso, lambeu tudo à sua volta deixou apenas os rastos de vidas fugidas… o sorriso de uma criança agarrado ao triciclo retorcido e uma pena chamuscada, caída dentro da gaiola aberta…
Albertina Albuquerque, 55 anos, Coimbra


Olá! Eu sou a ursinha fofinha. Adoro dar abraços e ver sorrisos na cara das minhas amigas.
Eu habito numa floresta longe da delas. Tenho tanta pena de não as ver!
………
Um dia, a ursinha fofinha sentiu um cheiro a fumo e foi ver o que é que se passava.
Na floresta das amigas dela, havia um incêndio e elas disseram aflitas:
Fogo, ajuda!
Como uma heroína, a ursinha fofinha ajudou-as e viveram felizes para sempre.
Mariana Rocha Afonso, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Na semana passada, houve um incêndio em Aveiro. Nesse incêndio, morreu um amigo meu. Fiquei muito triste e com muita pena dele. 
As últimas palavras dele foram: "FOGO, FOGO, saiam daqui, é perigoso". Mas ao tirar toda a gente daquele recinto, ele é que foi apanhado pelo fogo. O fogo destruiu muitas casas, matou muitas plantas e animais, mas graças ao meu amigo, muitas pessoas foram salvas.
Nunca me vou esquecer do seu sorriso bondoso e engraçado.
Leonor Rocha Afonso, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Numa floresta muito distante, viviam dezenas de animais. Mas eram diferentes: um elefante tinha penas, uma girafa tinha carapaça, uma cegonha tinha pele nua. Eram todos muito diferentes.
Numa manhã de sol, pela primeira vez, a cegonha pôs um sorriso na cara. Estava uma manhã de calor. Nessa mesma manhã o elefante tinha reparado numa coisa…fogo, tinha visto fogo numa pena! O fogo aproximou-se e atingiu a linda e grande floresta. Só a pobre cegonha se salvou. 
Beatriz Moura, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

O carro mais rápido do mundo chama-se Devel Sixteen. É um carro fabricado pela marca árabe Devel. O carro tem cinco mil cavalos, acelera dos zero aos cem quilómetros em 1,8 segundos e atinge uma velocidade máxima de quinhentos e sessenta quilómetros horaEste carro é leve como uma penae rápido como o fogo
Infelizmente tanta potência custa dois milhões de euros!
Mas quem o vê passar, fica sempre com um sorriso de satisfação na cara.
Pedro Mesquita, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Dia 24 de junho,
Dia de S. João,
Dia de comer sardinhas,
Assadas no fogo da brasa,
Pimentos e batata cozida,
Broa e azeitonas:
Um menu delicioso!
Lá vou eu com um sorriso
Dar marteladas a todos!
É pena não haver balões
A iluminar o céu escuro.

É meia-noite!
Um mar de gente espera.
Rebenta o primeiro foguete!
Fogo de artifício!
Cores e som!
Calor e muita folia!
É Dia de S. João
É dia de alegria!
Rita Rocha, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

É uma pena que sejas uma pessoa tão fria. Eras muito mais feliz se expusesses os teus sentimentos e, de vez em quando, soltasses um sorriso.
Ontem, enquanto lanchávamos no café ao lado da nossa humilde casa, não parei de te olhar. O teu rosto é tão belo, o teu colo é tão caloroso, a tua companhia é tão reconfortante que parece que o meu coração e o meu corpo ficam em fogo sempre que te olho.
Bruna Lemos, 17 anos, 12ºG, Escola Secundária Inês de Castro, Vila Nova de Gaia, prof Carla Rosário

As minhas férias...
Decidi ir passar férias a um local diferente e ao mesmo tempo fazer uma boa ação, escolhi ir ao Irão... conclusão... mal lá cheguei, fiquei com o coração despedaçado por ver em todo o lado aquele fogo e guerra constante.
O que mais me chocou foi o sofrimento daquelas crianças. Sós, abandonadas, sem ajuda... Sofri muito, tive muita pena... 
Com o coração despedaçado, dei-lhes o que me era possível, o meu mais puro sorriso.
Marta Vilela, 17 anos, 12ºG, Escola Secundária Inês de Castro, Vila Nova de Gaia, prof Carla Rosário

Era uma vez uma preguiça chamada Kika e outra chamada Pipa, que estavam penduradas numa árvore na Floresta Amazónia. De repente, uma disse à outra:
Fogo Pipa, tens uns dentes tão bonitos!
A Pipa respondeu:
― Achas? Não concordo nada …
― E o teu sorriso? Tão simples e encantador… ― retornou a Kika.
― Só tenho pena é de ter três dentes … ― acrescentou a Pipa entristecida.
Por fim, concluiu a Kika:
― Olha, tens mais sorte que eu, que nem dentes tenho.
Sara Costa, 17 anos, 12ºG, Escola Secundária Inês de Castro, Vila Nova de Gaia, prof Carla Rosário

Num dia de verão, o Miguel e a Rita, dois namorados, decidiram festejar o seu aniversário de namoro fazendo um piquenique no meio da floresta.
Inesperadamente, ele esqueceu-se da prenda dela. Que pena!! O sorriso da Rita desvaneceu…
Porém, o Miguel tinha um plano B: muitas velas para criar um ambiente propício ao momento!
Com todo o calor, a vegetação seca e a distração de ambos, o pior aconteceu. A última palavra que se ouviu foi “FOGO!!”
Sofia Campos, 18 anos, 12ºG, Escola Secundária Inês de Castro, Vila Nova de Gaia, prof Carla Rosário

A avó da minha filha subiu ao céu num dia abrasador, o sol do meio-dia em fogo.
A avó da minha filha foi também minha segunda mãe, mãe muito carinhosa, apaziguadora, atenta a todos os que a rodeavam, família, amigos e desfavorecidos.
Deixou uma saudade imensa, que pena ter partido tão cedo! Fica na nossa memória o sorriso discreto e um enorme rasto de luz.
Por vezes vejo esses sinais no rosto e gestos da minha filha…
Maria João Barradas, Faro

Conheci-a por acaso, bonita, sedutora.
Sempre quisera fazer nascer NELA sorrisos!
Pensei, planeei e tentei mil maneiras mas ela sabia do objectivo, estava sempre preparada, fazia cara feia.
Finalmente, pensei: vou aproveitar esta pena e, enquanto ELA dorme, traçar-lho na cara ao de leve e vai acordar e sorrir de surpresa.
Dito e feito!
MAS… 'Fogo, que pena! Não resultou, ela acordou no exacto momento em que eu ia começar o traço', desabafei!
Ela ouviu e sorriu!
Zé Maria, 37 anos, Sintra

O professor lia e exultava, transfigurava-se, Amor é fogo… Lianor pela verdura... Eu, Bárbara, cativa, ouvindo sonhava. Na minha frente, agiganta-se o Poeta: coroa de louros, rosto angustiado, o olhar seguindo as letras, que a pena laboriosamente desenha. Um sorriso e sou Viol’antes que lírio; apartam-nos as ondas e choras por mim, tua Dinamene; num verde campo, já sou Natércia, crua ninfa, que buscas suspirando.
Mudam-se os tempos… Nada perdura. Resistem os poemas, a que sempre regresso.
Helena Rosinha, 65 anos, Vila Franca de Xira

Com PENA fecho o livro que ando a ler "O significado da filosofia Zen". A minha gata olha-me com um FOGO intenso a brilhar lá dentro. Lambe, cuidadosamente, o pelo negro e brilhante, com a sua língua cor-de-rosa e áspera. Um leve SORRISO espalha-se-lhe nos olhos esverdeados. "Sabes, gata, gostava de te emprestar este livro mas... parece-me que já o leste...", brinco eu. Roça-se-me nas pernas e ronrona baixinho: "Não sejas ridícula. Fui eu que o escrevi."
Elsa Alves, 70 anos, Vila Franca de Xira

Tinha oitenta anos.
Como sempre saiu cedo, para comprar pão.
Hábitos...
Direita, elegante, cheia de vida.
Quase a chegar à padaria, a mota aproximou-se devagar, o jovem arrancou-lhe a mala da mão, acelerando rapidamente.
Amélia, no momento, assustou-se, seguidamente o seu rosto esboçou um
SORRISO....
Oitenta anos de sabedoria.
O importante que levava, ia no bolso interior do casaco. A mala fazia parte do
conjunto que vestia.
Teve PENA do jovem, do FOGO mau que lhe ardia no peito.
Sentada na esplanada sentiu a mala cair-lhe aos pés.
Celeste Bexiga, 68 anos, Alhandra

Naquele Natal, aconteceu um fenómeno inusitado, o calor de verão permaneceu com um sol que parecia fogo.
Todos os cidadãos andavam cabisbaixos, aquela aldeia não era a mesma, ninguém sentia a verdadeira magia do Natal.
Todos desejavam que a neve começasse a cair do céu e preenchesse os seus jardins de branco.
Até que uma menina, com pena, decidiu demonstrar aos habitantes daquela aldeia que não eram as futilidades que os deviam fazer felizes... apenas um SORRISO.
Inês Faria e Catarina Pereira, 7°C, Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof Raquel Almeida Silva

Era uma vez uma menina chamada Ivone que vivia na quinta com os avós. Certo dia, estava a transportar uma botija de gás e, sem querer, pegou fogo à quinta.
No dia seguinte, os amigos: Francisco Bateira, João Agrião e Vitor Sousa perguntaram-lhe o que se passava. Após saberem do incidente, os amigos, com pena, decidiram juntar dinheiro para a ajudar.
Enquanto a quantia crescia, o sorriso dela também, até que tiveram dinheiro para recuperar a quinta!
Gabriela Araújo, Henrique Martins e Leonor Bessa, 7.°C, Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof Raquel Almeida Silva

Numa tarde de verão, um terrível fogo deflagrou perto de uma aldeia.
O incêndio era cada vez mais intenso, chegando, mesmo, a arder casas. Uma delas era da avó de uma amiga que conheci nas férias, cuja família era pobre. Elas viram a sua casa a arder, ficando desoladas.
Infelizmente, o incêndio dominou toda aquela zona, resumida a cinzas. E fiquei com imensa pena. Então, decidi acolher a família dela em minha casa. Agradeceu-me com um sorriso.
Ana Francisca Martins, 7.°C, Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof Raquel Almeida Silva

Jantar arruinado 
Um dia, o senhor Manel foi ver como estavam as suas galinhas. Verificou que, estranhamente, algumas delas estavam a libertar as suas penas.
Ignorou e foi tirar-lhes os ovos para fazer um "soufflé" para o jantar.
Na verdade, todos os familiares estavam a aprender como fazer um "soufflé". Tinham um sorriso estampado na cara, até perceberem que o forno estava a pegar fogo.
Deitaram água e tudo se resolveu, mas o jantar foi por água abaixo, literalmente!
Guilherme Coutinho e Eduardo Neves, 7.°C, Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof Raquel Almeida Silva

Corria o ano de 2017 e, no dia 18 de agosto, estavam 45º graus em Leiria. Um desastre aconteceu!
Na Quinta do Palhaço, todas as árvores, arbustos, casas de madeira e flores começaram a arder.
Então, chegaram lá cinquenta bombeiros, que foram tentar apagar o fogo.
Infelizmente, parte das chamas foi-se alastrando e destruiu algumas casas. Atarefados, os bombeiros viam os habitantes tristes e desanimados, por isso, procuravam animá-los com um sorriso, mas continuavam destroçados. Que pena!!
Carolina Silva e Letícia Costa, 7º C, Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof Raquel Almeida Silva

Tinha pena da minha vizinha da frente, que todos os dias passava à porta da minha casa, cumprimentando-me, sempre com um sorriso contagiante. 
Nos seus olhos, via um certo brilho interior que, estranhamente, iluminava o passado. Um passado para esquecer. A sua casa havia ardido há já alguns anos, memórias dissolvidas no fogo. Um fogo que ainda assombrava a pobre senhora. Restara-lhe apenas um pequeno canto da casa onde fazia agora a sua vida.
Dia após dia! 
Margarida Gandra e Mariana Santos, 7.ºC Colégio Paulo VI, Gondomar - Professora Raquel Almeida Silva

O renascer das cinzas
fogo fora devastador e a tristeza habitara naquela incrível aldeia outrora repleta de natureza. Contudo, as pessoas de Portugal meteram mãos ao trabalho. Em pouco tempo, a aldeia mudara completamente. O povo, embora sentisse penade quem perdera tudo, já tinha um lar harmonioso e, por isso, já se via gente a passear com um sorriso na cara.
O passado não podia atormentar as pessoas. O futuro é que importava e esse trazia esperança e felicidade.
Leonor Gonçalves, 12 anos, Montijo, prof Aurora Almeirim

A luz
Com o sol a levantar-se, a vila acordava. Ali, toda a gente sabia o que tinha de fazer. Ninguém tinha pena de ninguém, porque todos sabiam que estavam a ajudar a vila de uma maneira ou de outra. No fim do dia, organizavam uma festa, com tudo embelezado e todos com um grande sorriso. Os jovens, satisfeitos, faziam uma fogueira e observavam o fogoa iluminar tudo e todos como uma nova esperança na escuridão da noite.

André Gomes, 12 anos, Montijo, prof Aurora Almeirim

Sem comentários:

Enviar um comentário