07/06/12

EXEMPLOS - desafio nº 8

Data dos Namorados...    
Era para todos  normal...                                                                                         
Pedro e Ana ao acordar
  
Rala e rola na cama     
Esperam o marcador, o tempo mostrar... 
Sentam, pensam, para o plano para eles montar 
No encontro marcado 
Parece o de sempre
mas tanto, tanto   no ar... 
Entardecer era esperado 
pelo par, namorado, namorada...
Comes preparados 
para eles, tramados... 
Papos e namoros, só o par...
Tanto amor  para demonstrar. 
Sempre podem manter o romance
mesmo se sessenta anos possam eles ter!
Chica, Brasil, Porto Alegre

A tarde decorre lentamente. O sol espera-me. Pretendo estender-me, descansar. Toco no acelerador, o carro estremece. Paro no local deserto, (apesar de tão perto!) onde encontro calma, onde todos os contratempos, até os (aparentemente) sem desenlace, se apartam como por encantamento. O tempo está sereno e, desasado, não se apressa. Solto o pensamento. Nado compassadamente, no espaço, sem cansaço, e depressa alcanço o éden.
Calor. Ondas. Mar.
E, para completar o concerto, o soneto no areal traçado.
Ana Paula Oliveira, S. João da Madeira

A Madalena é a de todos a recreada lá de casa. Não concorda com o oposto dela. Mas em certos momentos só a calma tem o condão de a acalmar. Tenta alcançar local sereno e remoto para morar. No campo, ao som do canto e do encanto dos pássaros, passa para o papel canções. O Sol e o calor dão alento e o aroma das amoras dá paladar aos doces poemas. As ondas do mar no pensamento.
+
O caderno na mesa com a caneta ao lado toca a atenção da Marta. Senta-se, passando os dedos por ele. Recorda o momento da deserção. A perda pelo contentamento de traçar letras não era momentânea. Desolada, recosta-se tentando derrotar o desalento. Pensadora, tenta memorar cada poema. Eram às centenas de anos e anos de talento. Escondendo sempre de todos por medo de as suas sensações não serem alcançadas tal como as sente na alma. Estremece ao pensar. 
+
Às três o sono desaparece. Penso ler, mesmo escassamente, pode acalmar. Mas não tento e espero pelo cansaço. Tarde compreendo o erro, após passarem três momentos. Se esperava adormecer era desacerto. Depressa penso na perda de tempo completamente lançada pela porta. Só presentemente alcanço o ter passado tanto tempo sem sono. Não será perda, sempre se tem este conto de setenta e sete e tão escasso de letras para dar a aprender e alento à talentosa mente.
Vanda Pinheiro

Perder o medo
Ceder de repente,
Trocar restos
Pelo presente

Mandar pelos ares
Todo tormento
Poder se doar
A cada momento

Sem rodear
Sem se atormentar

Tentar ser amor
Calor total
A dor some
Alto astral

Solto pelo ar
A soar normal

Sem se apressar
Sereno se mostrar
Somar amores
Mandar o mal passear

Com toda calma
A alma tocar
Ter asas, 
Contar estrelas
Se acalentar
Entender como é doce amar
Corpo e alma
Sempre presente estar
Majoli Oliveira

A Ana e a Lena passam os dias a lerem contos de encantar! Sentam-se num tronco rodeado de rosas e dão asas ao pensamento.
Como não escondem o que lêem, passam os contos a peças e elas são o centro das atenções!
Aparecem outros actores cantantes: a rola Nonô, o pardal Dedé e o pato Patolas. Eles são o coro.  As plantas dançam na ponta dos pés. O teatro está pronto!
Todos se sentem bem e contentes!
Ana Santos

No canto da sala de estar, Marta e Dora lêem pacatamente. Está sol, nesta amena tarde de Outono, e, de repente, apetece à Dora saltar à corda (!?). Preparam-se (as cordas?) e lá estão elas aos saltos, no areal perto do mar... saltam, saltam... saltam... Saltam…
Ops!!! Têm de parar para descansar...
Retomam à sala, onde, na mesa de canto, as espera: pão, mel, compota de amêndoa e concentrado de maça.
Esta tarde está a ser... ALTAMENTE!
Carla Silva Cardoso

Retornam os pássaros aos ramos do plátano. Passos apressados ressoam nas pedras da calçada. O ladrar remoto dos cães ecoa por entre as casas. A oeste, o sol despede-se do mar.
Mas eles nem dão pelo passar do tempo. Soltaram as rédeas do coração e perderam-se no caos das emoções. Sentem apenas o tremor dos corpos, o alento do ar nos colos, a presença. Recordam a doce promessa da canção: sem rota nem mapa, o amor acontece.
Carlos Alberto Silva, Leiria

Está o amor por perto, posso soprá-lo ao leo
permanecerá latente por dentro, do coração, sempre centro
no pensamento, coerente, na pele, sede ardente...

Posso tomá-lo nas mãos, e amar,
posso mandá-lo arredar,
posso soltá-lo no mar...

O amor me detém em colo certo
concede amparo em laço esperto...
De tão apto em me manter
não me solta, não me prende...
... me tem, para sempre
sem ter como deter.

Me tome, amor, me rapte...sem me reter.
Bia Hain, Brasil

O carro parte célere e detém-se com as rodas a soar à entrada da casa cor-de-rosa.
-Mas onde está a Lola?
-Mantém a calma! – ordena Ester entrando para o ascensor.
Marta não responde. À porta de casa depara-se com penas pelo ar. Contempla os pássaros sem penas e as mãos de Lola plenas de penas amarelas, rosa e encarnadas. Então ela sopra e ao mesmo tempo esclarece de saco na mão:
-O calor ataca cá em casa."
Quita Miguel, 52 anos, Cascais

A Ana tem o cão do Pedro. O Pedro tem o trator do Manuel.
A Ema está em casa com o mano André. O André está com o rato Dedé e a Ema está a comer a sopa. O Manuel prepare-se para se deslocar ao aeroporto para se encontrar com o mano Sandro em Roma.
A Ema, o Pedro e a Ana são alemães, mas o Sandro não.
O Sandro é romeno. O Manel mora no porto.
Reguilas da Mata

André é o nome do dono do pensamento dela. A todos os momentos ela pensa nele. Cometer erros todos cometem, até mesmo ela. Com os erros apreende-se sempre. Em plena escola, em casa, em todo o local, ela mostra, não mente, ela a todo o tempo a ele se declara. Encanta-se com o doce contemplar do amado. Amam-se, está na cara, todos entendem. Ela só pretende tê-lo com ela para sempre. Ama-o realmente eternamente. Entenderá ele esse amor?
Adriana de Pinho Moreira 10ºC Escola Básica e Secundária de Fajões.

 

Escola St. Helen - Toronto:

O Pedro está em casa. Ele tem o cão "Do". Certa tarde, ao correr, o cão é atropelado pelo carro preto e amarelo, mas não morre. Então, o Pedro come pêras. O "Do" ladra ao dono e salta com dores. O Pedro, com pena do cão, toma conta dele e manda-o para a casota para descansar. Entretanto, o cão está contente por ter tanta atenção do dono. O "Do" recompõe-se e está pronto para correr.

São os anos da Lara. Todos estão contentes. Correm, cantam, saltam e dançam.
Sem sorte, a Lara adoece. A casa entra em descontentamento e todos estão desconsolados.
Então, a mãe pede ao Marco para socorrer a Lara. Ela é transportada ao colo para a sala, onde descansa e dorme. Ao acordar, sente-se mal e lamenta por estar doente.
A mãe consola-a e começa a tratá-la com enorme amor. Para a contentar, promete amá-la para sempre. Sempre mesmo!...
Ana Viveiros, 11 anos, 6E, Agrup de Escolas S. Pedro do Sul nº 2 – professor José Soares

A tarde está calorenta. Carlota, descansada, estende-se no enorme areão, ao pé do mar, e adormece calmamente com o som das ondas e o calor do sol.
Desperta com o sereno pôr-do-sol e, lentamente, senta-se no areal. Está toda contente por estar acordada e por poder alcançar totalmente o espaço estrelado.
O mar, embora negro, mostra restos do tempo passado. Estremece.
Carlota pede com o coração, à estrela cadente, toda a sorte e amor para a terra.
Joana Figueiredo, 6D, do Agrupamento de Escola de S. Pedro do Sul, EB n.º 2, prof José Soares

O Orlando Mota é moreno, alto e tem sete anos. O cão dele é o Resmo. O papá dele é o Carlos e a mamã é a Ana.
Eles estão a acampar e comem a comida enlatada. O Orlando adora. Estão a nadar no mar, mas param por ser tarde. São 18:00. Apesar de não poderem nadar, estão contentes.
Preparam-se para adormecer nos sacos-cama. Às sete, partem para casa.
Acampar é “cool”!... – pensou Orlando, já em casa.
Henrique Azevedo, 6A, Agrupamento de Escola de S. Pedro do Sul, EB n.º 2, 11 anos, Prof. Susana Palma

Estar na escola do Leandro é encantador. Cantam e dançam pelo corredor. Não podem parar, é sempre a somar.
Como é tarde, têm de se preparar para, na sala, encantar. Mas antes de se prepararem, têm de almoçar para o corpo consertar.
Cada semana é passada com calma, mas não podem descansar, para nos testes não reprovar. No tempo de comer, Leandro é lento mas atento. Às três em ponto, tempo de não aprender nem ler nada…
Camila Alves, 6A, Agrupamento de Escola de S. Pedro do Sul, EB n.º 2, 11 anos, Prof. Susana Palma

Pedro e a mãe estão no metro. Ele tem, na mala de pano transparente, trapos, setas, potes e tampas. A mala é de seda amarela.
A mãe do Pedro transporta tomates, coentros, porco, salsa, sal e torresmos, no cesto cor-de-rosa.
Passam pela tasca do aeródromo do Porto para comer o prato da casa. Esse prato é preparado com ananás assado e pato do campo. Após comerem, descansam no carro preto e amarelo do tropa Tó de Tondela.
Nuno Dias, 6A, Agrupamento de Escola de S. Pedro do Sul, EB n.º 2, 11 anos, Prof. Susana Palma

A Ema adora cantar com a Mara, a mana dela, no palco do salão da escola. Mas, ontem, elas cantaram no teatro para alemães e polacos.
Elas adoram recordar todos os espetáculos.
A Mara, para além de cantar, adora o mar e nadar nas ondas, mas a Ema detesta o mar; ela adora passear nos campos, tocar na terra e cantar com os pássaros.
A mãe delas é modelo em Londres. Apesar de não estar presente, adora-as!
Francisca Regueira, 6A, Agrupamento de Escola de S. Pedro do Sul, EB n.º 2, 11 anos, Prof. Susana Palma

O cão Asas é malandro, portanto é ladrão.
Ele adora a Marta; ela é totalmente o oposto de Asas: calma e parada como as pedras.
De semana em semana, Asas e Marta reclamaram, lado a lado, em todos os cantos da casa, tentando entender-se.
Como não descansaram, tentaram esquecer…
– Zzzzzzzzzz…
Asas planeou não ser tão malandro, ladrão… Portar-se como cão amoroso; saltar, nadar, comer, rolar... Ladrar alto, não!
E acaba o conto, contente, comtemplado e sempre amado.
Gonçalo Ferreira, 6D, n.º 11, 11 anos, AESPS – EB n.º 2 S. Pedro do Sul, prof. José Soares

O pomar, de maçãs, mostra as cores rosadas pelo sol e as amarelas são tão boas!
Mamão e pera, dão-nos pensamentos de pecado, só pensando, como será a salada, com todos estes pomos! 
Temos salsa e coentros, tomate está a descascar. E as rosas...!!!
Os potros, descansam e comem a ração. Os porcos emporcam-se na lama.
Nos ramos, os pássaros estão calmos. É do calor!
Patos e patas são encantadores, a andar.
Mais além, podam os ramos...
Arminda Montez, 75 anos,  Queluz

Dá-me amor as mãos, toca-me o peito, sem demora,
É tarde, põe a rosa ao seio e lá
Onde não conta a era
Pé ante pé de tarde
A rota é o mar, e amor
Pode o sol nascer, toca-o
O medo rompe por nós
Lato e calmo sem pena
Ora ao santo, para ter
Sorte, mas o tempo não
Tem dó e com pena,
Está a dar-te doce de mel e melão
Toma-o, dá-mo na mão
Maria Silvéria dos Mártires, 67 anos, Lisboa

O sapo Paco de coração malandro salta para a planta. Nala, a sapa aparece atrás do monte. Com calma aparente ele saca da manta e estende-a. Ela senta-se. Paco declama a prosa para a amada. Nada o cala, parece demente! Tal é o amor. De repente, de pão nos dentes aparece Teco o rato e pára pasmado com a cena. No calor do momento Paco, aéreo, saca do talo e trás... Acaba com a lata do Teco.
Carla Silva, 39 anos, Barbacena, Elvas

A Sara treme sem parar. Treme tanto, mas tanto… Alerta o mestre do transporte e mostra medo. Não tem sorte mesmo. Pede para não acontecer. O mestre recomenda calma. Come a sopa e tem calma, pede. São tremores constantes, permanentes. Não come nada. Parece sentir dor ao meter o prato nos trapos amarelos entre as pernas tortas. É a peste, é a peste... E estremece. E acalma-se. E lamenta. A morte põe-se de pé. Não se atrasa.
Sandra Pilar Paulino, 44 anos, Barreiro

Acordar e te ter por perto é doce. Tens mel. Acendes o amar. Põe amor no ar.
E é sempre deste modo. Mesmo ao correr do tempo.
Nossa pele corta de tesão.
Não penso ser real. Não pareces ser deste plano. E do nada troco de plano.
Do certo para o de repente, para o dançar das ondas...
por todo esse amar.
Completo.
Pleno.
E para te dar esse amor, todo e tão somente, sempre, eternamente...
Será...
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

Esta tarde, o Leonardo come o melão na sala de estar. Está calor! A mãe rala-se: "Não podes entornar nada!..." O cão morde o pé do Leonardo e ele, com medo, entorna a polpa do melão. A mãe entra na sala e ele salta para se esconder, mas não tem tempo. A mãe começa a correr atrás dele, tropeça e estatela-se no tapete. Não parte a perna, ao acertar no melão.
Perdoa ao Leonardo e permanecem contentes!
Alunos da turma 5 do 4º ano da EB de São Domingos, Agrupamento Alexandre Herculano de Santarém, prof M do Céu Ferro

Eram três da tarde. Ana nada no mar calmo e sereno. No areal, Ema lê em papel amarelo. Nem dá pelo tempo passar. Rosa, rosto ao sol, cantarola. O sol põe-se calmamente, descendo até ao mar. Ana apressa-se até ao areal. Ema permanece a ler. O tal papel amarelo parece poderoso: Ema não o põe de parte. E Rosa cantarola.
– Ema, não comes nada? É tarde e o sol desce no mar.
Mas Ema nem dá conta.
Sandra Fonseca, 41 anos, Odivelas

Lara acorda cedo. Demora a tratar dela: a doença atrasa-a mas adora a escola. Come a maçã, saca a mala e cerra a porta perra da casa. Na estrada, encontra Sara contente. Percorrem a estrada até à escola, contando as portas. Encontram a Nora e a Dora. À porta da escola a D. Noela, morena doce e asseada, sacode o pó e canta à moda da terra. A escola é de todos e todos se sentem amados.
Rosa Duarte, 60 anos, Setúbal

Teresa, penso sempre nela, rola a mente e torno a pensar. Onde estás? Solta-me, és má! Nada. Adormeço de cansaço. Mas ela acorda-me! É mesmo má. Não me amas? Então? Descanso, santo descanso onde andas, onde estás? Aparece! Ela prende-me, não a tolero. Não posso, amo-a de coração. Mas este coração não tolera tanta dor. Desperto, será desespero? Troco parco por nada, mas para este amor é sempre tão parco, é mesmo nada. Solta-me para poder crescer.
Maria João, 44 anos, Lisboa

Mara, repara no Sol rente ao oceano. Sopra o «a» da ponta e o nome é Mar de amar, mar de sal. Dorme nas ondas calmas, pleno sono sentido. Encontra nas mãos entrelaçadas da mãe os tons das estrelas. Em cada momento mantém sereno o coração. O tempo passa e dentro de nós, o recomeço desperta.
Espera, não desesperes! Compõe poemas ao mar sempre cadente nas ondas! Renasce! Compõe com asas que sopram no ar, no mar.
Isabel Laranjeira, Viseu

Apesar de até ser cedo,
O Carlos e a Carlota
Estão sempre a namorar
Na escola atrás da porta!

Até a Carla e o Pedro,
Com o ar tão recatado,
Tão doces e tanto a medo,
Saem de lá com mestrado!

Como pássaros em março
Correndo em todos os lados,
Apenas param nos cantos
Por estarem enamorados!

A pares e de mão na mão,
Tendo o encontro na mente,
O amor anda no ar
Na escola certamente!
Maria do Céu Ferreira, 60 anos, Amarante

Conto de Natal
O passante transpõe o alto arco na entrada, entra e para ao lado das rosas, perto de Ana. A moça espanta-se. Na sala tem com ela o mano doente. Está orando e a estrela parece tremer. Nada vê.                                                                                                                  
Passa o tempo e André cora, senta-se. Encara desperto a estrela e a lapa.
Ana anda e para à porta. É o nascer do sol do Natal – Natal da prece, da crença, da adoração, da doce presença d’Ele conosco.
Celina Silva Pereira, 65 anos, Brasília, Distrito Federal, Brasil

A tarde entardeceu clara e lenta, como se clamasse por perdão. O ar morno transporta dores da mãe e sons plasmados no seu corpo. Dentro do coração, a sede de amor atormenta-a e condena a alma ao som do medo. Se sente tanto medo é por ter amado tanto esse traste. Parcos momentos têm para estar em amor se ele nem a tem no coração. Asno! Tem na alma podre cara de monstro. Não tem coração, pronto!
Filomena Mourinho, 42 anos, Serpa

Amanda parece ser de trapo. Não se cansa de todas as pancadas tomadas. O lema dela passa por ser apenas amada e amar. Parece claro? Não, não é! Dar sempre, sem espaço para a espera, é a meta de Amanda. Adotar o alcance do acordo transporta- a sempre para perto do amor pleno. E o amor dá-nos o pleno estar no planeta terra. Como é certo o recado dado pela Amanda. Amanda até pode ser Ama e anda!
Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Perto da estrada onde passam as moças, late um cão pastor assustador.
Anda, corre. Tenho medo. E se nos ataca?
Calma! Não corras. Pode ladrar e não morder. Até no encarar doce dá para notar.
Respondes com pressa sem pensar. Se rosna, claro, morde.
Cala-te! Sonsa de todo. Onde leste tal?
Ora repara, ter dentes é para comer.
Arre, se come tem de morder, esperta!
Rosna e poderá morder se o maltratares ou por posse de espaço.
Rosa Maria Pocinho dos Santos Alves, 52 anos, Coimbra

No acampamento
Ontem o Carlos correra para o acampamento com o cão na mão. Eram sete da tarde em ponto! Adormeceram calmamente e ao nascer do sol acordaram, belas. Todas as plantas do acampamento eram como rosas amarelas.
O cão do Carlos ladra com a pata e a pata com o porco, o porco ladra ao leão e o macaco dança para todas as pessoas. Ao acordar, as pessoas patetas dançam antes de calçar os sapatos. São mesmo tontas.
Francisca, 4º ano, Jardim-Escola João de Deus Porto

O conto pateta
O pato corre atrás do carro do Pedro. O leão come o pateta do sapo. O sapato roto corre com o carro do Carlos. A Leonor atropela o carro contra o banco. O tonto come a papa toda e dorme à mesa, antes do doce de pera acampar no prato. No teatro, o palco é no aeroporto e o ator é atropelado pelo pato ao lado da plantação de tomate. O conto pateta do setenta e sete.
Manuel, 4º ano, Jardim-Escola João de Deus Porto

Maratona de carros
Era a maratona tonta de carros e lá está a mãe a correr pela recompensa. A mãe estava a dar corda, atrás do leão. Atrás da macaca estavam os corredores. O espantoso era a macaca e o leão a correr. Os corredores pararam na estrada amarela com a recompensa na mão. Não deram pelo atropelamento. O lenço tapa o pescoço da Ana e a ponta tapa a cara cansada. Corre no planeta terra com o carro pateta.
Pedro, 4º ano, Jardim-Escola João de Deus Porto

Ela some-se no monte, para
ler nas estrelas a sorte.
Pensa, tê-lo no coração.
Mas não. As estrela mentem,
crê compreendê-las, para não cometer 
os erros do passado e
emendar os do presente.
Amedrontada, estende-se na rede,
e tenta adormecer. 
Leonel repara nela, e tenta mostrar 
o comportamento do passado.
Transtornada por não tentar compreendê-lo.
Acorda lentamente do sono, e pensa,
estará perto o tempo do remorso?
Até da recompensa? Não sabe,
mas tem medo de perdê-lo.
Natalina Marques, 57 anos, Palmela

Adoro os carros desde sempre. Penso neles a todo o momento. Andam depressa sem parar. Penso nas estrelas, nas tardes... adoro os carros. Se não tens carros, não és nada, nem pessoa. Trata-os com amor, não os trates mal. Adoro os carros. Sempre penso neles. Compra três, sete... Adoro os carros desde sempre. Sempre penso neles a todo o momento. Os carros são peças? Não, não são. Podem ser uma casa andante, com cor: preto, amarelo, prata…
Enrique Ruis Martínez, 16 anos, Escola Secundária IES Zurbarán, Badajoz, prof Catarina Lages

O Natal é uma época do ano e eu adoro. No Natal, as pessoas estão em casa com as pessoas do nosso entorno. Comem pão com salada, doces, camarões, carne de porco. A mãe adora o Natal perto do castelo das rosas. Os namorados dão presentes às namoradas: corações, rosas, CD´s para o carro, sonetos dos namorados e elas dão a eles cartas, calças… os estudantes pedem peças para ler na escola. O Natal é claro, estonteante.
Sara Teodoro Martínez, 16 anos, Escola Secundária IES Zurbarán, Badajoz, prof Catarina Lages

O cão está cansado e até parece morto. O amor dele não o ama. O cão perde a esperança, o cão não pára de pensar, o cão não pára de ladrar. O cão está descontente, o cão está morto por dentro.
A cadela ama-o mas não está atenta. O cão não conta com nada e não pára de pensar nela. A cadela ladra, corre, come, salta e está completamente certa, ama-o e não pára de pensar nele.
Mario Ardila López, 16 anos, Escola Secundária IES Zurbarán, Badajoz, prof Catarina Lages

O Natal é encantador
O Natal é uma data para passar tempo com as pessoas. Dão-se presentes e todas as terras estão sempre decoradas. Adoro esta época para passear, adoro a sensação de comemorar. Recordo do ano passado o cão Sol, compraram-mo e amo-o para sempre.
Nesta época adoro comer saladas, pão com paté de pato, como carne de porco e, claro, os doces, as tartes e as tortas.
No Natal as pessoas saem para passear e comemoram esta época encantadora!
Lucía Franco, 15 anos, Escola Secundária IES Zurbarán, Badajoz, prof Catarina Lages

O amor é a sensação de estar todo o tempo a pensar na pessoa amada. O Marcos ama a Rosa, mas ela namora com o Carlos. Eles andam na escola com ela. Os três são adolescentes e encantadores. Reparo nos namorados e eles dão rosas encarnadas e presentes em prata. Mas esta sensação é má e dói. Penso neles e detesto a sensação de amar. Sente-se amor, enamoramento, dor e desconsolo no coração ao contemplar essa pessoa.
Andrea Salgado Rodríguez, 16 anos, Escola Secundária IES Zurbarán, Badajoz, prof Catarina Lages

Encarcerado reclama coração repleto de poemas.
Rotação dolorosa pelo espaço do ser e do não ser. Canção resplendorosa, neste campo demente, da sedenta nação. No parecer transparece o momento de terror esparso, semeado pelas demandas do poder. Pessoas acordam medos, consomem tenção, arrecadam terrores. Dormentes aderem aos déspotas, dão-se mortas, remortas, matando conterrâneos. Acarretam danos sem os transpor… comportamentos são do nada, mordem erros de corações secos. Derramam sal em terra aparatosa.
Ocos restam rompendo em dor.
Eurídice Rocha, 50 anos, Coimbra

Entardecer
Calaram-se, pesarosos, ao entardecer,
os canoros cantos dos pássaros
e de preto coraram-se os páramos.

Amorteceram-se com maçador cansaço
os acordes sons dos remos
e desertos tornaram-se os amplos mares.

Adormeceram-se, calmas, as cansadas ondas
com odorantes aromas de sal
e ressoaram com monótono compasso atempado.

As redes de corda tornaram ao porto
e nos lares acenderam-se as lanternas.
As ásperas mãos descansaram nas pesadas nassas
enormemente repletas de pescadas.
E despertaram-se, então, as sonolentas estrelas.
Mónica Marcos Celestino, 43 anos, Escuela Oficial de Idiomas, Salamanca (Espanha)

Empresa alemã pretende contratar pessoa competente para tratar de três Pastores alemães.
Leopoldo, mãos nodosas, pele mal tratada pelo tempo, de sapatos emprestados (os dele romperam-se), espera, ora sentado, ora em pé, tentando não demonstrar stress.
Ao entrar na sala, não compreende o dono da empresa.
― Entende alemão?
― Não ― responde.
― Como pode então tratar dos Pastores? São alemães. Protestantes.
Leopoldo não entende. Sempre tratou de cães. Os pastores alemães são como todos os cães. Protestam ladrando.
Regina Gouveia, 71 anos, Porto

A Renata está em casa, desolada, doente com sarampo.
Só pode ler na cama... é aterrador! É tão penoso passar tanto tempo na cama sem ter sono. Parece a morte a entrar lentamente pela porta!
A mãe está sempre com ela para estar certa que permanece, calma, na cama.
Para a semana, a doença cessará, poderá passear e retornar à escola. A Renata estará contente.
O amor de mãe é o poderoso tratamento para todos os males!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Credo! Este é danado! Socorro!
Pena não ter letras para mapear o coração… É o motor do amor.
É apenas naco de carne, e é tão poderoso!
Mas perde todo o senso perante o parente… não posso apresentá-lo… Estou com desacerto de letras… É ardor! Compreendes?
Olá, acorda senso! Pensa, antes do amor está o… esse, esse mesmo… Então?!? Poça! Nem posso crer…
Ora… por partes… amor, topas? Pronto… o parente do amor é o… encantamento, pá!!!

Mireille Amaral, 42 anos, Gondomar


Cantora da moda

A mãe da Rosa está no TOP.

É a cantora da moda, tal como a Popota.
Neste Natal desloca-se ao Porto.
A Teresa e a Rosa transportam o cão, o pato, o rato e o porco, eles são as mascotes do ano.
Entram no palco e começam a saltar de emoção. São as estrelas deste Natal!
Têm o dom de cantar. Cantam e encantam por onde passam.
― STOP! Está a passar a dama com uma mala espantosa!!!!!!!
3°/4° B, EB Galveias, professora Carmo Silva

Os manos Sol são três manos sem casa nem carro. Os manos dormem em camas de canas e pedras com o cão Adamastor. Para comer, o Sol Rosa encontra nos campos, Cocos, Tomates, Peras, Maçãs, Melões e Mel. O Sol Panda cata Camarão no Mar. E o Sol Leão pesca no Mar com a cana e o cordel.
Dormem e levantam-se cedo. Adoram correr e saltar nos Campos e no Mar. Os manos crescem prósperos ao Sol.
Miguel Maia Gonçalves, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Era Natal e a Ana estava contente. A mãe da Ana estava na sala a preparar a decoração para o Natal.
― Cheira tanto a canela, mãe!
― É da tarte de maçã, Ana!
― Posso comer só a…
― Nem penses, Ana, a tarte é para o almoço!
De repente o cão Tomás ladra. A Ana corre para a porta: era a Teresa. Elas planearam encontrar-se em casa da Ana para com bolas de Natal, a mãe acabar a decoração.
Matilde Mendonça, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Os cães Teco, Totó e Nené moram na mansão com os donos Sara e Leandro.
Eles adoram correr, saltar e até ladrar! Eles dormem no tapete de pelo alto à entrada da mansão, perto da estrada de Londres.
O Teco adora ação, como o Nené, e o Totó adora romance.
Eles são cães com pelo sempre seco e no Natal comem carne à mesa com os donos! 
À tarde deslocam-se de carro a passear com os donos.
Mariana Marto, 6ºA, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Até parece ser Natal! Esta época é tão encantadora! Será mesmo? É sono? Não, é real. Todos estão contentes, mas serão mesmo todos?
A Ana parece não estar a adorar, mas a época não engana nada. Deste modo, ela prepara-se para o Natal.
A Ana e a Carla, sempre a pensarem nas prendas, preparam-se e esperam-nas sempre contentes.
Tanto a Ana como a Carla, permaneceram perto da sala com os parentes prontos para atacarem os enormes presentes.
Mariana Graça, 6ºA, 10 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Leo adora menta, mas detesta mel. O mesmo é com a maçã. Ele detesta testes de ET, mas adora os de EM!
Certo tarde, ele troca a pasta e parte as canetas todas. Após certo tempo, come tâmaras e peras.
Na terça, o Leo e o Pedro, à tarde, plantaram os tomates, salsa e os coentros no campo da escola.
Na tarde, a Ana, o Leo e o Pedro nadaram no mar e comeram pão e melão.
Rodrigo Lemos, 6ºC, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Profª Cândida Vieira

A Ana está com o namorado no local acordado.
A pronta mãe da Ana aparece em casa para tratar cedo do almoço e a Ana com o namorado tropa tomaram o almoço na mesma casa.
Passadas três semanas, a Ana esconde salsa e torresmos no cesto amarelo.
De repente aparece o rato da mãe da Ana dentro do cesto onde era plantada a salsa.
A Ana e a mãe dela tropeçam nos torresmos, tão desastradas elas eram...
Tiago Gomes, 6.ºC, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Ter de passear sempre na mesma pessoa, crescer sempre na mesma terra e morrer na mesma casa. Começamos a moer-nos por dentro e a morrer, nesta estrada com altos de onde podemos saltar e descansar. Na nossa casa, o sol não entra. Na casa encontro passarões pretos. 
Não amo nem desamo esta casa tão pacata. De acordo com os apontamentos da mãe Leonarda, ela esconde no caderno de anedotas raras, ela adora compô-las e lê-las para nós.
Afonso Santos, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

O macaco está no ramo a comer pesado côco, mas encontra a macaca dos raros pensamentos com o nome de Mena.
O macaco sente-se encantado por ela, e ela está encantada por ele.
Trás! Ela repara nele após os corações começarem a saltar compassadamente.
Passado certo tempo, começaram a namorar. Após o namoro de sete anos, casaram-se serenamente.
Despedem-se da terra deles e planam para certo espaço.
Começa este amor lindo e terno, para todo o sempre.
Ana Catarina Viegas, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Tento apontar, mas a mente escapa. Penso em dar à sola, dar asas, raspar-me até escapar-me, mas não é opção. A carola está às rodas com pensamentos e não para! Apetece-me desaparecer…
Tento ser sensata para apresentar este relato a tempo, até lá tem de ter setenta e sete termos completos e certos.
O sono aparece, tento não adormecer. Peço para encerrar e até desaparecer.
Nada acontece. Está parado sem pensamento. Nada resta a não ser parar…
Ana Maria Silva, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Marco passa o tempo todo a pensar na Leonor. Ela é a dona dos seus pensamentos. Constantemente, em todos os momentos ele pensa nela, mas ela também pensa nele. O Marco declara-se sempre à Leonor, a todo o momento, em plena escola, na floresta e em todo o lado. Ela não mente e também demonstra que o ama realmente. Amam-se e está na cara de todos. Ele pretende tê-la com ele para sempre e poder amá-la eternamente!
Beatriz Ferreira, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Madalena ama-o, não para de pensar nele. Todo o tempo, ela não para, mas ele não sente o mesmo.
Descontente, ela pensa: não dá!! E ao mesmo tempo ela pensa o oposto: Mas se tentar...
Nesta tarde Madalena altera nela o correspondente modo de ser, para ele começar a amá-la. Mas com este método ela para de ser ela mesma.
Não podemos parar de sermos nós mesmos por pessoas opostas. Passados meses o pensamento compôs a ponderação.
Bianca Argel, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Certa tarde, o anão encontra a pata de leão em casa. Não tem dedos.
Na sala de estar está o caracol com sete anos a saltar. Dá para contar, mas o anão tem pressa em dar a proposta.
Então, posso calçar o sapato?
A leoa berra para a parede, os canos tremem, os anões saltam. 
A estrela polar está sempre a acender, e nós não paramos de tremer.
Até o menino a ler não para de comer. 
Bruno Jesus, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Ana e Tomás parecem tão cansados após a escola! Mas não. Apenas preparam-se para decorar a casa. Com cores e estrelas decoram a sala. Com cordas e sedas decoram a despensa. Com tampas decoram os copos. Com paletes decoram a mesa.
Após acabarem, descansam sobre a cama com panos de macacos.
Permanecem acordados com a canção de Natal do Pedro.
Cantaram todos em coro na sala decorada com cães e pães na parede.
Contentes passaram o Natal.
Carolina Teixeira, 6ºA, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Perdes os medos,
Ação perdedora,
Trocas os restos,
Por presentes.
Sem te armares,
E sem atores.

Mandar todos pelos ares,
Todos atormentados.
Poderes prestar enormes ações,
A todo momento.
Tentar semear amor,
Calor total,
A dor desaparece,
Alto astral.
Soltas-te pelo ar,
A soar normal.

Sem me apressar,
Serena ao mostrar,
Somar os amores.
Com toda a calma,
A alma a clamar,
Poder ter asas,
Contar as estrelas,
E acalmar-me,
Entender como é amar,
Sempre estar presente!
Diana Glória, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Está prestes o Natal!!!
Esta é uma época de amor e de perdão. O coração salta de emoção.
No Natal adoro a sensação de encantamento! Sempre com emoção preparo a decoração da nossa enorme casa.
Nesta época adoro comer doces e passar tempo à mesa com as pessoas…
Adormecer a pensar nos presentes, é desde sempre encantador!
Pode ser a casa menos dotada de posses, mas é enorme em amor. E é o que é bem marcante.
Diogo Seixal, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

A casa dos sonos é onde posso andar no teto e ter o sol.
Lá perto canta o anão rosé e a pata rede na sala.
Nas estrelas e rosas no espaço da terra.
A porta é da cor sol e nas arcas de caramelo preto na sala de estar nem encontra ostras para comer e potes de doces pretos.
O caracol tem pressa para dar alerta do ar rosado atrás tornado o moço com o canto. 
Gonçalo Patrício, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Certo mês, no deserto, a serpente, encontra o almoço para comer, encontra o rato.
O rato declara: "O enorme almoço!"
A serpente, com medo, corre "a sete pés", mas depressa se recorda: "Os ratos têm medo das serpentes."
O rato reaparece, começa aos saltos e declara: "Tens medo, tens medo, tens medo, tens..."
A serpente responde: "Medo, têm todos os ratos" e corre atrás do rato até se cansar, dando tempo para o rato desaparecer e esconder-se.
João Mendonça, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

No Porto, podemos encontrar o castelo encantado, perto do mar, onde mora a Marta. Ela adora pensar nas ondas do mar tocando nas pedras e nadar ao entardecer. O sol redondo e amarelo esconde-se lentamente. Marta contempla-o espantada e adormece cansada.
O tempo passa e o despertador toca. Marta não acorda! O sono é pesado. Toca, toca e ela lá salta da cama. A escola é perto, mas já está atrasada… o encanto é só nos contos!
Leonor Coelho, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Na casa da Marta mora o cão Caco, o pato Tonto, o rato Nemo, o sapo Tatá, o macaco Totó e o porco Ronrom. Eles portam-se sempre mal!
O mano da Marta não trata deles, apenas ela. Todos dormem na casota ao lado da casa da Marta e do mano.
A Marta sente-se cansada só de os ver correr e saltar… Mas ela adora-os… Sente-se completa… Pensa neles em todos os momentos em que se sente só…
Maria Jesus, 6.º A, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

O nosso planeta é a Terra. Ela é enorme e nela moram seres como nós e as plantas.
Este planeta é às cores e todas elas estão presentes.
As serpentes, rãs, cães, leões, ratos, macacos, pássaros, moscas, sapos, camelos, patos, camarões, lapas e salmões, são seres a morar na nossa serena Terra.
As plantas estão presentes na Terra, tal como as rosas cor-de-rosa, amarelas e às cores.
Este planeta tem de ser adorado por todas as pessoas.
Maria Luísa Santos, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

No Natal, a Teresa, a Carlota e a Marta contaram lentamente contos de encantar de pássaros a cantar e cães a ladrar.
Na Páscoa, o André, o Marco e o Carlos andaram no campo a saltar de pedra em pedra até a mãe os mandar para casa.
Na escola apressaram-se a contar acerca do Natal e da Páscoa.
Em casa, contaram certos momentos aos manos e às manas, tendo estes mostrado encantamento e ar sereno a todos.
Maria Rosado Ribeiro, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

O Pedro come e pensa.
O Pedro pensa e come.
Ele não para.
O Pedro come e pensa.
O Pedro pensa e come.
 Come, come, come não para nem parando.
O Pedro come e pensa.
O Pedro pensa e come.
Ele come sem parar e pensa sem pensar.
O Pedro pensa, pensa, pensa, sem pensar.
Ele pode, ele pensa sem pensar?
Pedro pensando não pensa nem pensando.
O Pedro para de pensar.
O Pedro é o pensamento.
Tiago Dias, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Ana adora passear perto da nascente ao pé da alta casa onde mora.
Certa tarde encontra lá o cão do Leo, o Mateo, com ele está a cadela do Carlos, a Mena.
Os cães saltaram alto, correram, nadaram e descansaram.
 A Ana adora este modo de ser! Ela leva-os para casa deles.
Leo permanece espantado com o modo do cão, ele em casa era tão parado…
Desde esse momento os cães passaram todas as tardes na nascente.
Beatriz Leandro, 6ºB,11anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professore Paula Nogueira, Profª Cândida Vieira

Certo pescador, com tremendo medo de morrer no mar e no barco, corre até à enorme casa do padre perto do mercado.
Entra e pede caldo de tomate, com salada ralada, sal e canela, no prato de prata.
O padre doente dorme a soneca na rede de seda e nem repara nele… Sorte a dele!
Pasmado corre pelo campo ao lado da escola e sobe ao plátano… Treme… O medo!
O dedo colado no sapo parte… Medo!!!
Bernardo Ramirez, 6.ºB, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Na Terra o E.T. pode-se dançar com as pessoas, as letras e sons da canção.
O E.T. ama os sons e as canções do planeta Terra, para ser como as pessoas.
Mas todos os seres terrestres prestam atenção aos sons do E.T com as palmas das mãos e pés.
 Na Terra as pessoas adoram o E.T e elas repetem as letras da canção, todos menos o E.T. Ele não entende as letras da canção, só os sons.
Bernardo Salas, 6.ºB, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

A arara só palra por todo o lado. Tratam-na pelo nome a enorme e doente palradora. O dono do cão dela morrera com o tronco.
Passadas três semanas, a palerma arara começa a ameaçar o caracol, pois só comia canas estragadas e porcas.
A arara repara na dama ameaçadora:
― Só resta comer-te! E ao cão.
Mas a arara escapa e cedo responde:
― Come o caracol das canas estragadas e porcas.
Então a mamã arara começa a ameaçar.
Cristiano Maia, 6.ºB, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

O Monstro do Aeroplano morava no aeroporto com o colega, Monstro do Planador. Eles estão a planar pelo ar tão alto, até ao espaço e tocaram na estrela Polar. Por sorte encontraram o E.T. e eles correram lentamente para Marte. Lá, estavam montes de Monstros de carros concorrentes. Saltaram então para a Terra passados setenta anos. Após o salto, os monstros trocaram o metal dos seus planadores por corpos de carne para não meter medo aos terrestres.
Diogo Linhan, 6ºB,11 anos, Olhão, Escola Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

A cadela Rosa, o cão Pedro e o cão sem nome, são totós. A Rosa adora saltar em tapetes e o sem nome e o Pedro não.
― Pedro, podes dar-me o osso? Please!
― Não, sem nome.
― Como é então! É não?
― Só... Só... Só...
― Só, nada! Só, nada! Estás a compreender.
― Certo.
― Dá-me o osso.
― Toma.
O sem nome propôs dar ao Pedro o dado para ele roer.
A Rosa salta no tapete de cordel de CD’S.
Mário Madeira, 6.ºB, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

A Teresa, a Leonor e o André são manos. Adoram escalar o cerro ao pé da casa deles. Mas certa tarde, a Teresa não se controla e dá um remate na mesa, torce o pé, todos os pratos em cacos… O enorme caos!
Os manos, com pena dela, deram o colar da mãe para ela estar contente.
Passada a semana de desespero, esta calma e serena Teresa torna a escalar o alto cerro com os manos marotos.
Marta Gago, 6ºB, 11 anos, Olhão, Escola Professor Paula Nogueira, Professora Cândida Vieira

É época da Páscoa. Todos correram para encontrar as amêndoas da Páscoa.
Os parentes da Telma, mas não todos, adormeceram na cama, mas Telma não tem sono. Então come-as lentamente, até adormecer também.
No momento certo, acordaram-na, e no colo de Telma encontra-se apenas a amostra do que resta das sete amêndoas.
Os parentes dela não responderam, mas Telma repara no mal que cometera... Mas passados certo tempo, eles presentearam-na com o enorme cão.
Ela está contente!
Patrícia Carvalho, 6ºB, 11 anos, Olhão, Escola Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Na escola Pedro e Teresa empataram, o marcador está parado.
Era normal para todos. Eles ao acordar perdem o medo e a cada momento o sono desaparece, sem se apressar Pedro espera a tarde a decorrer lentamente. No canto da sala eles leem, saltam e param para descansar. Todos se sentem bem e contentes, não dão pelo passar do tempo.
Cá em casa está calor, são os anos da Carol, todos cantam, dançam e ela come melão.
Pedro Pereira, 6ºB, 11 anos, Olhão, Escola Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Teresa, rosa tonta, entra na sala, para o cérebro e… A, E, O, T, R, S, P ,L ,M, N, D, C, são letras para a morte.
No seu sono dorme na letra E pois não é Rosa tonta.
Sono tonto de rosa, Teresa entra no A, O e T sendo que pensa nela para estar no momento anormal da sala.
Não entra, descansa e não fala.
Pensa no R e não se cala de rosa, para, descansa.
Rania Sequeira, 6ºB, Olhão, Escola Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Esta é má, má de tratar, nem mesmo a mãe, a mana, o papá me podem amparar.
Sem estas pessoas prometo tentar, mas não posso prometer que bem pode estar.
Lá está, tentar, eu tento, mas sem essas letras nem a net, me pode assessorar, para tanto não pensar.
O pensamento passa e perpassa, anda e desanda e nada se mantém no ponto.
É a roda das letras que me tem estado a preparar para este rap.
Rodrigo Peres, 6.ºB, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

No ano passado, a mãe do Tomás estava a passear, entretanto encontra três estrelas cadentes, e pensa em sorte. Entretanto encontra sete moedas. De repente tropeça, bate com a cara no ramo e saltam as sete moedas para a estrada. Aparece a mota amarela, rebenta a roda e o senhor é mandado pela mota sobre o alcatrão, mas aterra em pé. Passado certo tempo, eles trataram do caso. Tomás repara: o moço da mota era o Ronaldo.
Vasco Barros, 6.ºB, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

A Rosa e a mãe adoram compras! No Natal, elas compram as prendas, os doces e preparam a casa para esperar os parentes com amor.
Este Natal é encantador para a Rosa, o mano dela está prestes a nascer e ela está apressada para o apertar. A prenda do mano é enorme e pesada.
O Nome do mano é Ronaldo e todos os parentes estão preparados para o amar e presentear.
Santo e doce Natal para todos!!
Érica Augusto, 6.ºB, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

A Ana ama o panda; toda a casa dela é do panda. Ela ama-o tanto!
Raramente ela aparece na casa da madrasta.
Os cadernos da escola são tão atraentes! Até me apetece comprar…
O amor dela pelo panda é tanto! Até certo ponto, os parentes dela já começam a estar atormentados com a presença dele.
Mas os compadres dela também amam o panda, então está bem com o opção de aprovar o panda dela, menos os parentes.
Mariana Gomes, 6.ºB, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Nos anos da Carla estão todos calmos. Carla, de repente, sente-se com começo de sarampo.
A mãe da Carla mantém a calma, mas eles estão todos desesperados: não podem ter sarampo.
O Dr. pôs a Carla de cama para não terem a doença. A Mara e as manas estão com pena dos anos da Carla.
O resto das pessoas sente pena, mas comem os Oréos para não restarem, mesmo como os restantes pratos no topo da mesa.
Gonçalo Pacheco, 6.ºC, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Correndo, montes e estradas, Ana alcança o papel amarelo. Todos começam a dançar em torno dela com amor.
De repente, as pessoas começam a correr. Ana não sente o papel, não era o CONTRATO DE DANÇA. Esse tal contrato era a opção de as pessoas poderem escapar das celas.
Os Ets, pondo as pessoas presas em celas, era de tremer de medo! Desta, não escapam... Têm de operar descascando tomates encarnados e cortando coentros secos e salsa.
Nicole Teixeira, 6.ºC, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

A lontra acorda espantada. Pensa arrastar-se até ao Mar, mas adormece antes, sem entender onde está.
A serpente, toda enroscada, sente-se com sede. Como matá-la? O mar… “Tem sal!”
Na mata, o açor montado no alce, tremendo, tenta dar ordens:
“Não entres por essa porta, desastrado…”. Pás-Catrapás… “Enorme palerma!”
Marta, sentada ao sol no terraço do castelo, não compreende mesmo nada:
“A lontra, a serpente, o açor e o alce, todos esparramados ao pé do poço…. Credo!!!”
Margarida Freire, 75 anos, Moita

Os tomates do campo
Ao passar pelo campo para plantar tomates, Mara repara na terra e esta não está preparada para a plantação. Então, Mara pensa em passear pelo mercado e comprar os tomates para preparar salada para comer. Ela crê, no entanto, o paladar não é o mesmo dos tomates do campo. O esposo ao comer pensa:
– Esta salada está má, este tomate não é da nossa terra, é do mercado! Então Mara come a salada e concorda com ele.
Curso de Técnico Auxiliar de Saúde de Torre de Moncorvo, Andreia Pinho

Liberto
Leonardo parado de compor letras após três meses, sente aperto de parar o sossego de tocar teclado do ordenador…
como se sente prestador ao compor!
Apesar de parado, dado processo decente, pôs-se contando contos.
Alcançaram cooperação para comprar ordenador para o “people”… as pessoas.
Compor letras é marcante, mas nem sempre pode. Leonardo carece de amparo e nem sempre o tem por lapso de pessoal. Leonardo tenta compreender… sente cólera… tem de se adaptar…
A compor solta-se.

Sérgio Felício, 37 anos, Coimbra

As mães contam a Ana, Teresa, Marta e Pedro como se preparam para o parto. Todos prestam atenção. Prontos para adormecer repararam nas mães contentes por contar. Contam: Ser mãe é entrar para o amor eterno. Ter os presentes do amor. Ter e amar. Acordar para dar constantemente. Preparar, ceder demandas, tomar conta. Acordar sempre a cantar. Dar de comer e sempre contentar. Tomar a atenção e prestar atenção. Ser a pessoa certa. Estar no momento certo.

Marta Sousa, 32 anos, Barreiro 

A promoção
No páteo, cantam pássaros e patos, acertam o tom pró concerto. Do estendal, panos de todas as cores pendem ao sol; sol doce, este de março. Em casa, ora sentados, ora de pé, os parentes esperam; o padre, de colar desapertado, espera, desespera; pratos e copos, colocados na mesa, esperam serenamente por entrar em ação. No momento certo, Cleo corre a escancarar a porta, dando entrada a Marco. O posto de mandarete, na Câmara, merece ser comemorado!

Helena Rosinha, 65 anos, Vila Franca de Xira

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