10/12/12

EXEMPLOS - desafio nº 27

Era uma partida de futebol de amadores veteranos x novatos.
Todos corriam, faziam o seu melhor.  Veio o esperado gol.
Irritado um vovô sem razão, pega o parceiro pela gola. Queria vingar uma derrota sofrida por sua culpa! O faz voar longe
. Surpreende a todos com aquele golpe inesperado.
Ele cai numa lagoa.
Correria para acodi-lo e ele corre, corre. Acorda assustado. 
Estava em Alagoas, sonhando, embalado numa rede...
Fora lindo.
Vingara-se sonhando, após anos daquele menino...
Chica, Brasil

Debaixo do sol escaldante arrastou-se até ao bar. A manhã de praia deixara-o desidratado, e a fome começava a dar sinal. Olhou o menu e, algo impaciente, esperou ser servido.
– Mas que porcaria é esta? Pedi um bife, não uma sola de sapato?
Do velho solar desceu a patroa, impelida pelos gritos do cliente.
Observou-o com cuidado, suspirou e abanando a cabeça comentou: «Toda a gente fica assim nervosa, num dia ensolarado. É sol demais na moleirinha.»
Quita Miguel, Cascais

Uma ida para a escola não se restringia a percorrer o caminho casa-escola.
Naquela idade, esses trinta minutos eram gigantes, assim como as gargalhadas e aventuras proporcionadas.
cidade pouco mudara. As ruas estavam iguais, até a sombra era oferecida pelas mesmas árvores.
Nesse dia nostálgico voltaram a percorrer aquele caminho. A amizade que os unia permanecia, mas foi com tristeza que concluíram que a capacidade de encontrarem magia no simples e essencial, essa... essa tinha desaparecido.
 Vera Viegas, 29 anos, Lisboa

De nariz colado à montra o menino imaginava o sabor que teriam aqueles bolos cobertos de nata.
Seguidamente, olhou os outros meninos, imaginando os brinquedos que teriam nesta quadra, porém este era mais um natal, sozinho no mundo no qual foi deitado ao abandono.
Sonhava… mas, fora os seus sonhos, o natural era receber um pouco de conforto de mãos solidárias.
Depois, nessa noite fria restava-lhe noctambular pela cidade na esperança de conseguir ver o pai natal.
Graça Pinto – Almada

Estava eu na sala a LER um livro, quando a minha irmã apareceu a convidar-me para ir dar um passeio. Disse-lhe que me apetecia ficar no sofá, ao que ela me respondeu: LERDA! Fiquei ofendida, até porque ela passa bastante tempo no sofá a ver filmes. Decidi investigar se havia algum motivo especial para tal… Sabem o que descobri? A minha irmã é DEALER de filmes, e vê-los faz parte do seu trabalho! Surpreendidos? É a REALIDADE…
+
Entra uma criança na urgência de pediatria a queixar-se que a ferida ARDE. De imediato, um enfermeiro grita:
– Chamem a Doutora ANDRÉ!
Erica, mais conhecida por Doutora André, vem a deslizar pelo corredor, pronta a acudir a criança. Sem hesitar, exclama:
– É preciso DRENAR esta ferida agora!
O enfermeiro que estava a auxiliar a doutora ficou boquiaberto com a perspicácia e rapidez do diagnóstico e apaixonou-se:
– Doutora, sou o enfermeiro RENARDO, aceita ir tomar um café comigo?
Rita Torres, Roterdão

Pergunta desafiante: “que é o amor?” … não serei eu a tentar responder, ainda que o limite de palavras fosse 77 x7…Nem toda a literatura de todo o mundo, de todos os tempos, conseguiu dar essa resposta: sim, Dido e Eneias namoraram e demoraram-nos numa teia de intrigas fascinante Talvez… se o mar estivesse encapelado, ele não partisse… Desarmonizar-se-ia com a pátria, e ficava. E seria “por amor”? E Dido?... não “enlouqueceria por amor”?  Por falta dele?
Graça Samora

Ama os filhos. Visceralmente. Intensidade. Intensidade de sentimento único; indescritível. Toda ela é amor por eles. Mas nunca pensou que se tornassem, quase, só, o seu projecto de vida.
 Amar, às vezes dói. Em si, as dores deles, em si, as suas dores - menores.
Na alma amarra este sentimento; bem precioso, que cuida com a sua própria vida.
Frequentemente, assim, amarrada esquece-se de si, neles. Sempre foi o que verdadeiramente valeu a pena.
Isabel Pinto, Setúbal

Tem um sonho bem guardado
fechado com um segredo
Numa caixinha de música
 Longe do mundo e do medo

Escutando levemente as notas do tempo
Num desalento profundo
Esconde dos dias a dor que o prende
à crua matéria deste mundo

As notas da partitura
São uma forma de amar
Cada tom com seu tempero
Desfolham doce  poesia no ar

Cada homem um temperamento 
Cada dia uma ilusão
De saber abrir a porta 
Para aquele  pobre coração
Alda Gonçalves, 45 anos, Porto

Assim não vale, protestou.
Tinha razão, o valete apresentado sobre a mesa era carta guardada na manga.
O outro não se incomodou com o protesto, sentiu-se valente, ganhara o jogo e isso era o mais importante. Sempre houvera batota nos jogos, desde o início, ambos sabiam disso.
Sem mais discussões, o resultado não era relevante – há muito que o perdedor fora definido -, levantaram-se e, na velha casa dos deuses, carregaram no botão vermelho que dizia: Terra Fim.
Bau Pires, Porto

Tivera eu uma boa LENTE e veria com muito mais facilidade o que se passa aí ao longe...
Seria VALENTE e correria a ajudar, para que não sofresses sem razão, eu mostrar-te-ia a solução! Mas se eu fosse ainda mais forte, seria I-VALENTE e resolveria num ápice o problema...
Mas afinal que problema há?
Não me parece nada insolucionável...
Tu não sabes, mas eu sou POLIVALENTE e posso ajudar-te em tudo, especialmente em amar-te e fazer-te feliz!!"
Marina Maia

Tinha um ar fantástico! Os estofos em pele, a condução automática, o porta-bagagens gigante... sensacional!
O preço é que não agradava a ninguém... aquilo era caro como ouro! Queria ligar para o telefone que o folheto indicava mas depois apercebi-me que era o preço do carro.
Mas... que carro! Era um sonho! Adorava poder conduzi-lo!
Infelizmente acabei por não o comprar. Apanhei um comboio que ia de Torres Vedras até Carregado, perto de Vila Franca de Xira.
Laura, 10 anos

A minha amiga Matilde partiu o , durante o jogo de ontem, pobre coitadinha.
Tenho muita pena dela, pois um pé partido deve doer muito.
Passa o dia inteiro deitada na cama com a perna esticada e deve ter muitas saudades de jogar futebol connosco lá na escola!
Mais logo à tardinha vou visitá-la com uns amigos e vou levar-lhe umas perneiras quentinhas e coloridas, como é do gosto da querida Matilde! Espero que ela se anime!
Beatriz, 9 anos, Odivelas

Preciso de ar! Sinto como se tivesse uma mão enluvada sobre a boca. A minha cabeça arde de dor. Tenho de deixar sair as lágrimas ardentes que se amontoam nos meus olhos. Um soluço e eis que elas se libertam para dar vazão à mágoa. Olho para as minhas mãos e vejo-as tão vazias. O que é que eu fiz da minha vida? Pego no copo de aguardente e bebo-o num trago. Isto há-de adormecer a dor…
Alexandra Rafael

— Que linda flor!” — exclamou D. Hortência. — Esta orquídea está muito viçosa.
Flora corou com o elogio.
— Fizeste muito bem em ser florista. Nas tuas mãos as flores ganham vida!
— Não me vejo a fazer mais nada.
— Já pensaste expandir o negócio?
— Por acaso, não.
— Se tivesses uma estufa poderias fazer muito mais do que só vender flores.
— Podia cultivar as flores! — concluiu Flora com ar sonhador.    
— Podias ter muitas floriculturas!
O olhar de Flora brilhou de entusiasmo.
Maria Jorge

Ama.
Ama a vida.
Cada dia, desde a manhãzinha, ainda que doa o sair da cama.
E se doer, ama, ama a cama, mas ama e deixa, parte para outra (não para outra cama!!).

Drama
é a história histérica da dama que não sabe amar, declama tristezas porque... porque... porque não ama… a vida, cada momento, ainda que doa...
Melodrama
é uma trama urdida pela rama acerca de quem ama quem não o ama, ainda que doa...
Luís Marrana

Um Lugar lindo
Aquele coro era maravilhoso e cantava como os pássaros...
O tronco onde poisariam teria de ser o mais belo da floresta, sem dúvida alguma!
Seria, espero eu, um fantástico ponto de encontro, dos mais variados tipos de pombinhos apaixonados...
– E pronto, querida, já está decidido, será nesta esbelta árvore, diferente de todas as outras! É, não bom, nem mais que bom, nem perfeito, é pura e simplesmente mais que perfeito para o anual reencontro da família Silva!
Rickyoescritor, 11 anos, Pedroso, VNG

Leitura gelada
Estava frio, muito frio. Resignando-se, vestiu a capa e saiu. O vento era cortante. Aconchegou a roupa ao corpo, lembrando o ditado: quem tem capa sempre escapa. Com este pensamento lá foi para a loja, tinha de pôr os livros no escaparate.
Talvez alguém se atrevesse a sair com este frio. “A  FLUORESCENTE", um título estranho! Chamou-lhe a atenção. Sentou-se, leu o prefácio, a primeira página, a segunda... fez-se noite e o vento soprava lá fora.
Carla Silva, 40 anos, Barbacena, Elvas

Reminiscências
Ressoa em mim o que calou de nós. No silêncio, esvazio pensamento e sinto som da tua falta.
Um tanto de aritmética, contas sem métrica, soma de inteiras saudades, multiplicar de tempo e ausência, dividindo carência, subtraindo um quê de solidão. Restado infinito vazio.
Sombra ou peso da sobra?
Tua imagem de ontem de sempre, fala, riso, fundo de profundo olhar, quase tão nítidos, frequente. Tão real ou tão somente? Quase meu, presente. Doce disfarçar de assombração
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

Mariana sentia-se deslumbrada, eufórica, no ar… enlevada com tudo, como era comum a todos os apaixonados. A viagem pelo mar mediterrânico foi inesquecível, memorável, de uma beleza inesperada. Conjugaram o verbo amar embalados pela brisa salgada, esquecidos do tempo, os dois, embrulhados nos mais belos nascer do sol que a memória haveria de guardar para sempre. Naquela viagem, percebeu que a trama urdida pelo amor fora, sem dúvida alguma, o maior presente que a vida lhe dera.

Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Olhou-se novamente ao espelho e ajustou o NÓ da gravata.
Pediu uma bebida, deixou uma NOTA no balcão,
sem esperar troco. Sentou-se no banco do jardim.
Consultou o relógio, pois esquecera-se de ANOTAR,
a hora marcada.
Chegaria a tempo ao NOTÁRIO, pensava sem 
saber ao certo.
Sentia-se tão pequeno, apesar do porte atlético
que possuía. Tremia de medo que ela não viesse.
Finalmente, chegou. E os dois vão realizar os seus
sonhos da adolescência: Casar em segredo.
Natalina Marques, 57 anos, Palmela

Eram, precisamente, seis horas da manhã. Estava um amontoado de gente à porta do edifício azul claro. O Zé Manuel, finalmente, havia sido encontrado são e salvo. Nunca cheguei a perceber o porquê de ele se ter magoado. Seria devido à fusão das duas empresas? Era muito estranho, mas não me admirava nada. Hoje em dia, qualquer coisinha é logo uma grandessíssima confusão
No meu tempo não havia nada disso. Não me lembro nem de uma confusãozinha!
Carolina Constância, 23 anos, S. Miguel, Açores

O meu tio trabalhou sempre como mineiro numa mina de carvão junto de casa. 
Porém, hoje recebeu a declaração de aposentadoria; a sua carreira profissional termina.
Este facto determina que terá mais disponibilidade para si e seus familiares, menos fadiga, vivendo de forma mais salutar, pois a profissão trouxe-lhe graves danos pulmonares.
A reforma indetermina, todavia, o seu estado de espírito: o tempo livre atenua o cansaço, mas fá-lo sentir o envelhecimento, encarando-se como um fardo social.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Sobreviver
Josefina todo tempo corria para colo da sua avó, cobrindo-se com suas saias quando mãe a desolhava porque era vazia, apenas
Confortavelmente nas saias da avó, menina viajava por cima do mar por baixo das estrelas. 
Conheceu Marta quando devaneava pelos mares cheios de cabelos de algas e marés de sal. Marta surgiu entre tábuas soltas. Com rocha martela-as. Nada. Constrói uma jangada. Consegue. Agarra mão de Josefina. Divagaram unidas por olfactos e aromas nunca olhados.
Eurídice Rocha, 51 anos, Coimbra



Naquele dia, o rapaz não estava com paciência
Recebera o diagnóstico de manhã e sabia que não podia voltar a usar a sua força naquela tarefa.
Ainda na semana passada, tinha conseguido fazê-lo!
Mas, naquele preciso momento, a  parecia-lhe demasiadamente pesada.
Rui deveria segurá-la e fazer mover aquele artefacto.
Movera aquela pedra dia antes!
Demoveram-no de tornar a fazer aquele esforço.
Talvez já adivinhassem o porquê do sucedido...
Conheciam-no bem, e sabiam que jamais desistia facilmente...
Ana Cristina de Campos Matias, 49 anos, Vila Nova de Gaia

João era o ente querido da Maria. Dedicado e apaixonado. Enquanto casal eram almas gémeas, incapazes de se magoarem. Crentes no amor que os unia, acreditavam ser imunes à maldade alheia. Achavam eles!
Um dia, com a mente cheia de um chorrilho de mentiras, corre desvairado ao encontro da Maria.
Cego, sem pensar, desbobina de forma veemente uma quantidade de ofensas sem lhe permitir defender-se.
Ela, olha-o veementemente, com uma expressão inocentemente destroçada, mostrando-lhe o erro cometido.
Fátima Fradique, Fundão

Já não sei que dar ao meu país. As únicas lembranças que tenho são as de mim mesmo a andar no meio da superfície marítima, a ver todos os que conheço sem cor e sem vida. Pensava que conseguia mandar, mas ao ver todas as mortes que causei, nem para isso tenho capacidade. Por isso, escrevo, nesta pequena carta de despedida, um pedido de desculpas a todas as famílias pela minha absoluta incapacidade de comandar.
O comandante,
Pedro Miguel Alegre, 18 anos, e Rita Reis, 17 anos, 12º SE1, Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões

O Rúben ama a Teresa desde o primeiro momento em que a viu. Diz até que nunca irá amar ninguém como ama a Teresa. Porém, ela desiludiu-o, e ele descreveu esse sentimento como uma dentada numa maçã amarga.
Ainda julgou haver uma possibilidade de reconciliação; contudo o sentimento já não era recíproco. Teresa teria acendido novamente a «chama» dentro de si – amava agora outra pessoa. Posto isto, Rúben viveu amargamente para o resto dos seus míseros dias.
Bruno Correia e Julian Hoffmann, 17 anos, 12º SE, Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões

 é um rapaz muito irrequieto, gosta de brincar, saltar e fazer as suas traquinices. Apesar da sua rebeldia, é um menino doce e adorável. O Avô dele jogou futebol profissional durante muitos anos, e este «rapazinho rebelde» partilha o mesmo sonho. Atualmente joga no IBIS FC, clube da sua terra, mas sonha jogar no maior palco de todos, a Liga dos Campeões e, claro, sonha tornar-se o melhor jogador do mundo, orgulhando a sua família.
Miguel Broes, 17 anos, 12º SE1, Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões

Ah, sim, porque a mãe sempre lhe dissera que o importava era SER. Já o pai defendia a pés juntos que o importante na vida era o SABER. Foi crescendo entre as duas opiniões, tentando agradar a um e a outro, mas sempre de modo a não arranjar conflitos. Com o tempo descobriu-se SABEDOR nessa arte de jogar com os dois lados, não se incompatibilizar com nenhum. Até porque nisto de vingar na vida também exige SABEDORIA.
Ana Paula Paiva, 52 anos, Porto

Estava um dia lindo à beira-mar, mas não se via uma ave no ar, pois nessa tarde ia haver o lançamento de uma nave a partir da estação espacial.
A certa altura, durante a tarde, viu-se um barco que vinha a navegar em direção à costa, a toda a velocidade. Quando chegou ao porto, saiu o navegador, apressado, para amarrar as cordas ao cais e sair do barco rapidamente para ir testemunhar o grande acontecimento daquele dia.
Diogo Roussado, 18 anos, 12º CT4, Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões

Num certo dia, num pinhal da companhia militar, caminhava o capitão-mor, encarregado daquele espaço, pelo qual sentia certo amor pessoal, quando encontrou um arbusto majestoso, verde e brilhante, com espinhos respeitáveis e pontiagudos. Mas no arbusto estava um acepipe que o oficial adorava: a amora. Utilizou o seu chapéu como cesto, recolhendo uma boa quantidade de amoras maduras e pensou que a sua namorada, que também amava aquele fruto silvestre, iria preparar um bolo para o jantar.
Francisco Miranda, 18 anos, 12º CT4, Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões

Soltou um “Ai” vindo das entranhas ao atravessar com o olhar o vidro embaciado. A chuva miudinha fazia brilhar o chão da rua ainda iluminado pelos candeeiros que tardavam em ser apagados.
Mais um dia e ela ali, prisioneira de si mesma. “Até a chuva me saberia bem.”, pensou, enquanto passava a mão pelo rosto como se pudesse sentir as gotas de chuva. Sorriu. Ou quase.
“Que vida!”
De repente, a dúvida voltara a assaltar-lhe o espírito.
Elisabete Anastácio, 56 anos, Setúbal

Abraçado à sua companheira, Miguel não adivinhava o triste fim daquela noite.
A sala de cinema estava repleta e o filme entusiasmava o público presente. Miguel só tinha olhos para Joana.
Ela nem olhava a tela. Pesava-lhe o braço de Miguel e refletia na inevitabilidade das relações falirem sem que se conseguissem recuperar os bons momentos.
Ouvia atrás de si os pais refilarem com o filho que deixara cair pipocas e pensava como a vida era estranha.

Sandra Nunes, 46 anos, Loures

Sem comentários:

Enviar um comentário