10/03/13

EXEMPLOS - desafio nº 37

Sento em meio do verde, tudo percebendo, sentindo.
Meninos longe se divertem.
Vejo os voos no céu.
Pombos milho comendo, filhotes cheios de enfeites, com seus donos...
Tudo tem cheiro de ser feliz.
Porém dentro de mim, um pouco me entristece.
Só um enorme, mudo silêncio reveste meu ser... 
Fico como se imóvel estivesse.
Sinto-me só! Tenho o movimento de ir e vir, porém sem ele.
Onde foi se esconder meu sonho?
Quem o pode me devolver?
Chica, Brasil

O Beijo
O encontro, depois de muito tempo sem nos vermos; tempo sentido inexistente, desde que nos despedimos - momentos. Inocentemente toquei o teu corpo. Olhos nos olhos, expressei o crime. Ouviste-me sem me ouvir.
Sem perceber, senti o meu corpo junto do teu. Dois seres descobrindo-se em emoções fortes. Trememos. Quisemo-nos num contexto impossível. Permiti o beijo.
Ter-me-ei iludido? É/foi só o meu corpo? É/foi só o teu orgulho de homem? Soubemos o que vivemos?! Vivi?!
Isabel Pinto, Setúbal

Esperei por ti
É inverno e o sol é triste e frio e tu sem teres vindo
Esperei por ti como sempre e o vento soprou nos ciprestes
No escuro do céu perdi o norte e dormi por ser noite dentro de mim
O meu corpo dorido vestido de medo sonhou novos portos
Como descobrimento histórico do teu sem que tu viesses
Foste por novos mundos seduzir outros mistérios
Percorrendo entre lençóis de linho e de luz um novo querer.
Alda, Porto, 45

– Disseste-lhe?
– Dir-lhe-ei no momento em que estivermos longe. Ouviste?
Se Morfeu ouviu, só ele o soube. Contudo, foi o meu primo que me fez perceber, que um simples sítio pode definir o futuro. Desrespeitou o percurso, ditou diferentes preceitos e num tom de voz comedido disse:
– Duvido que ser sincero elimine o risco de me perder. Porém, perder-me-ei sozinho. 
Expressou um lento sorriso, como que dizendo que morrer só, no meio do breu, só se fosse burro.
Quita Miguel, 53 anos, Cascais

TEMPOS DIFÍCEIS
Este é um momento terrível! Um sufoco!
Que é feito de ti? Em que bolsos te tens detido? Onde te tens escondido?
Sempre que consigo ter um pouco, insistes em fugir-me entre os dedos, sem que sequer dê por isso.
És pouco, eu sei! Contudo, temos de comer. O que sobrou? Meu Deus!...
Tempos duros estes!... em que expões nossos desgostos…
É por isso que estes momentos surgem sempre retorcidos, feridos de orgulho,
num desespero sem fim…
Graça Pinto – Almada

Isto foi cruel: os homens contentes, porém, postos “out”: por sexo forte: MULHERES! E tudo decorreu bem: muito bem! Foliões de sorriso tímido: putos!
Pobres dos crentes, que cometem suicídio – ninguém é de ninguém! Contudo, houve quem soubesse dizer: Sim! Mulheres de porte, doce e por vezes ocre, ou simplesmente cruel: um signo dos céus! Quem pode, pode! Mulher Poder, esfregou o seu ser em ti, em mim, em nós! Sonho: ó Mulher, sois vós, em mim!
Elvira, 46 anos, Braga

Sonho em delírio menor
Sonhei fugir; correr sem limites, subir montes, romper muros, cingir nuvens.
Do términus pouco pensei, um sítio esquecido pelo mundo soou-me perfeito.
Pelo trilho, encontrei monstros sedentos de corpos, serpentes com o pior dos venenos, intempéries de nos engolir sem dó; nem mesmo vozes doces, com feitiços de nos escurecer, deixei de sentir. Todos venci, o medo morreu de esquecimento.
Despertei; no fio de um livro. É bom ser herói. Crescer e morrer no delírio dos outros.
Bau Pires, Porto

E, sem sentir que o suficiente tivesse sido o que de menos quis, dei por mim seguindo o mesmo trilho, o dele, o do costume. Que desnorte que se prendeu no meu espírito! Que jeito, sem jeito, se emoldurou no horizonte onde me encosto, perguntei eu? 
Tudo sem sentir, enormemente, o que de mim brotou, se conveio no certo que é este sentir quieto: preso e inerte e estendido, como o volúvel reviver dos tempos vividos, esquecidos. 
Carolina Cordeiro, 34 anos, Ponta Delgada

Um berlinde com cheiro de couve esteve em perigo eminente!
Pois o periquito com bigode, tonto e teimoso foi estúpido, fez o impossível, deitou-se correndo com pele de urso nos ombros feitos de pêlo. TUDO por um beijo feito de neve e riso.
É-me impossível esconder que o peixe filho teve um segundo desejo por ser como gente, e viu o jogo todo refletido no sol dentro do túnel verde.
Levo o berlinde comigo, seremos felizes, sim!
Mafalda Borges Coito, 33 anos, São Miguel de Alcainça

Desde que me conheço, lembro-me do meu enorme gosto pelo futebol. Sei que sendo mulher é difícil compreender! Foi meu progenitor que me incutiu o vício. Junto dele recordo momentos incríveis, impossíveis de compreender pelo meu grupo de condiscípulos do género feminino.
Este benfiquismo férreo trouxe-me por vezes desgostos, sobretudo depois de 90 minutos sob esse líquido celeste que decide sempre intervir nos jogos de interesse superior. Pergunto: que é isso, defronte deste imenso orgulho? SLB...
Vera Viegas, 29 anos, Lisboa

Os Sítios querem-se próximos. Todos os sítios que, longe ou perto dos indícios do norte,
do que bem se quer, dos perfumes que lhes competem, mesmo em tempo de defeso em que o fulgor do espírito diminui, eles existem no fluxo perene dos sonhos.
O reduto perto do pouso dos girinos, os jogos de ringue nos subúrbios, os piqueniques no recreio.
De novo meninice.
Esses os sítios primeiros. Depois emergem outros.
Trechos impressivos no livro do tempo.
Elisabeth Oliveira Janeiro

Entorpeci, e num momento desmedido, revelou-se o que sempre esqueço existir – o genuíno eu, que vive escondido, bem dentro de mim. Revelou-se imenso, poderoso e sem controle. Rebelde, pelos muros perpétuos, destemido e sedento de trilhos desprovidos de correntes.
Sei, que sou frequentemente, um invólucro destituído de mim. O meu eu desprende-se, sem prometer regresso.
Sei que o descobrirei vezes sem fim. Sempre que os momentos o ditem. E sei que viverei perdendo-me, em contínuo, de mim.
Sandra Évora

É imprescindível dormir. O sonho dói. Sem sono, e de olhos postos no tecto do escritório, questiono-me… Que sentimento inconsequente é este? Estremeço de desejo. Pergunto-me se é possível existirem momentos destes, momentos de sentimentos concretos de episódios futuros… O meu corpo pede o teu, reconhece o teu cheiro, o teu toque, o teu beijo. Sinto-te comigo, tenho-te presente, e em tempo nenhum te tive. E quero. Quero mesmo. Quero muito. Fecho os olhos e deito-me contigo.
Teresa Ferreira

FOI ONTEM 
O tempo hoje esteve cinzento, mesmo muito escuro. Trovejou e choveu imenso.
O vento soprou forte, do norte. O sol ficou escondido entre nuvens.
O miúdo correu com o fim de fugir do dilúvio previsto pelo boletim meteorológico.
O rio encheu, correntes fortes destruindo tudo o que surgiu em frente, inclusive o túnel que ruiu, vendo-se só montes de pedregulhos, pondo tudo em perigo.
O peixe que nasceu multicor, com olhos verdes, ficou feliz, ficou sem sede.
Rosélia Palminha

SETE É NÚMERO SOL
Sete é número sol. Cheio de fulgor. Quente. Número sentido, por vezes sem sentido. Lírico, como os sinos num concerto eufórico, corrido, só com o céu por limite.
Sete, disseste? Sete com dez vezes sete?!...
Um trompete soou nos meus ouvidos. Tímido, receoso. Insinuo-me. Ouso. O som límpido rompeu, enfim, o nevoeiro, enriqueceu-me os sentidos, limou os gestos, replicou sugestões, virou festim e voou. Solto. Ébrio. Licor de cores íris. Rubro. Eis o universo. Glorioso. Estou livre!
Edite Esteves, 67 anos, Palmela

Pedro, o religioso
 O sino repicou.
O prior, contudo, nem se mexeu.
“Que fingido!”, pensou Pedro, de joelhos, prosseguindo em prece, de rosto contorcido e o responso no miolo, em retorno do seu pressentimento: “Isso é bruxedo, homem!”
Esperou, esperou...
E só ouviu silêncio. “Desisto”, murmurou, metendo o terço no bolso.
Ergueu-se, benzeu-se e foi nesse segundo que o fusível estoirou mesmo, como previu, e o Cristo de osso tombou do crucifixo.
“Eu bem disse!”, gritou.
E o Cristo fugiu.
Rita Bertrand, 41 anos, Lisboa

És o meu nome. És o eu cheio de nós. És sempre forte e imenso. Surges em bicos de pés, intenso e cheio. Percorres o norte, sobes pelo vento e imprimes os meus momentos sorridentes.
És motivo de ir em frente, mesmo em círculos e remoinhos. Moves destinos e gostos que me dizem quem sou e como sou. És tu cheio de mim. Um entendimento de sentidos cúmplices. És critério dos meus elos invisíveis com o mundo.
Clara, 37 anos, Agualva Sinta

Gostei de te ter por perto. Sentir o teu cheiro envolvendo-me, cheio de ditosos prenúncios. Quis ser, por ti, como o sol é do universo, em todos os nervos do meu ser esse desejo. Senti esse espectro em momentos de desespero, de medo. E em todos os outros momentos os teus dedos no meu peito, em mim, no meu todo. Esse tempo morreu. De ti, um sorriso no escuro perdurou. O resto é somente pó no trilho.
Alexandra Rafael

Nesse mês de Fevereiro, choveu muito e esteve muito frio.
O Pedro ficou doente, muito doente!
Nesse mês de Fevereiro, choveu muito e esteve muito frio.
O Pedro ficou doente, muito doente!
O seu médico, o doutor Luís, veio vê-lo e deu-lhe dois conselhos: comer só coelho e repouso completo.
O Pedro pensou ir comer um bife de boi e beber um copo de vinho tinto. Desistiu… e pediu coelho cozido com couves.
Depois, estendeu-se no leito e envolveu-se no cobertor.
Dormiu como um justo e sonhou com um mundo melhor, sem coelhos!
Graça Palhares, 59 anos, Matosinhos

Ele mentiu!
Sofreu de dor e tentou sobreviver sozinho.
Conseguiu e foi feliz!
E porque mentiu?
Tentou ser visto com outros olhos. Só pelo seu ser interior...
É um outro homem, um ser feliz, sombrio, é certo!
Foi difícil sobreviver em completo desgosto, o ser feminino é insensível, pensou ele.
Estou melhor sozinho. Que bom que esqueci e fui esquecido, um desgosto, foi o que foi...
Consegui! Sou um vencedor.
Mentir? Dor? Sofrer? impossível, o desgosto findou.
Marina Maia, 44 anos Castanheira do Ribatejo

Facada!
Em ombros, por entre o grupo de homens em gritos, berros e pulos, Jorge desligou.
Vê, sem ver.
Ouve sem ouvir.
Sorri, sentindo dor.
Bebe, engole o nó. Bebe, engole o sufoco.
O sufoco detém-se, o nó robustece.
Jorge, rebelde, persiste.
No cérebro ocorre-lhe um filme. Lento, confuso, mudo, violento.
Sente-lhe o descontrolo, o fim eminente, perigoso... sedutor?
Os homens em redor num furor...
Desistir? Retroceder?
Os homens em redor num furor...
Sorri!
Hoje quero é comer!
Luís Marrana, 52 anos, Vila Nova de Gaia

Meu Tesouro
Hoje e sempre digo com orgulho
Meu filho, meu tesouro
Tu tens de entender
O mundo nem sempre é belo

Distinguir os conflitos
Conhecer os limites
Esquecer o stress

O brilho dos teus olhos
Um relógio biológico diferente
Dormes pouco, meu querido
O teu sono é muito leve

Mente e corpo em sofrimento
Que rumo queres seguir, meu filho?

Longe ou Perto
Com muito ou pouco ruído
Murmúrios ou gritos
Continuo sem saber
Como sorrir por dentro
Cristina, 47 anos, Casal de Cambra

É no infinito do horizonte que José, o pintor, como é conhecido, se perde em reflexões. Prefere seguir o tempo e o som dos ponteiros do relógio sempre com um pincel entre os dedos. Os desenhos que constrói são, sob os olhos de todos, simples bonecos que expõem os seus profundos sentimentos. Sob nuvens de um sol tímido ou luminoso de céu reluzente, desde o dilúculo e do escurecer ele percorre com rigor tudo o que vê.
Maria Jorge, Vila Franca de Xira

O suporte do meu mundo é o sol que por meus olhos recebo. É o ressurgir de um sonho miudinho que em pequeno esqueci. Obstruo todos os perigos, e encerro o que de menor me corrompe. Perco-me e reencontro-me no cubículo em que me fechei, pois só quero esquecer o remorso de tudo o que fiz. Só vivo o que de infinito tenho, porque em infinitos me cerquei. E o suporte do meu mundo é só meu.
Ana Sofia Cruz, 15 anos, Portugal 

Estou só no mundo desde ontem. Morreste-me no momento em que decidiste viver no longe. Ontem, o sol escondeu-se. Como se um míssil tivesse explodido e destruído o indestrutível.
Que vento perverso se intrometeu entre nós e rompeu o nó?
Que espero eu, neste sítio onde nos vimos e conhecemos e prometemos e decidimos e…?
O universo ficou oco. Deserto. Eu no meio. Só.
Fugi. Fechei o meu mundo e levei um enorme inverno nos olhos plúmbeos.
Ana Paula Oliveira, 52 anos, S. João da Madeira

O destino foi-nos impingido por Deus? Podemos nós fugir dele? Sim! Deus criou-nos seres livres com o poder de conscientemente seguir o que nos é permitido e, ou, proibido. Erros podem e devem ser cometidos livremente e sem ninguém interferir, corrigidos pelo próprio. O que é o destino? O destino é um mito urdido por gente sem princípios, podendo com isso impingir seus próprios erros, ou tudo o que lhes consome o espírito neste mundo, no destino.
Cândido Pinheiro, 73 anos, Póvoa do Varzim

Difícil
Vive num soberbo piso, bem no cimo do prédio, de onde pode ver o rio que corre, lento, flores, os jogos dos miúdos no recinto inferior e o sol que se reflecte no rio.
Lindo!
Chegou o tempo de comer e dormir. Recolhe-se. Dorme como um justo.
Sentiu, logo que despertou! O Inverno veio de noite!
Tudo cinzento, sem sol, o rio escuro, os miúdos, decerto, dormindo...
Um enorme silêncio!
Que dor! Quero o Outono! Vem, sol!
Arminda Montez, 75 anos, Queluz

Convido o vento
Convido, e digo vento
Sinto por ti, um sentimento
É tudo um fingimento
Vento diz que me quer
E sente-se rejuvenescer
Conto-lhe um segredo
E peço-lhe sê prudente
Prometo-lhe um brinquedo
Tu és o meu confidente
Quero-te meu cônjuge
É por ti que espero
Ele de mim foge
E digo-lhe por ti espero
Leve e sorridente
Envolve-me com um beijo
Sou benevolente
Porque o desejo, ele mente
Protege-me é tudo fingido
Que indecente, desvio-me
E fujo sorrindo
Maria Silvéria dos Mártires, 67 anos, Lisboa

O sol, e os meninos
O sol surgiu no horizonte, enchendo de luz e cor o universo.
O céu, sem nuvens, límpido e sereno, e os meninos livres dos deveres do colégio, correm e sorriem, pedindo que brinquem com eles.
É divertido ver como eles se sentem felizes. Chegou o crepúsculo, o céu escureceu, os jovens querem ver o brilho imenso cor do sol, vindo do céu, e pedem que Deus lhes dê um pouco de tempo querem ser homens do futuro
Maria Silvéria dos Mártires, 67 anos, Lisboa

Burrices
Monty, o burro, olhou o seu moinho: um pouco de cor, pensou.
Se bem pensou, melhor o fez. Depois de muito suor, terminou o serviço. Orgulhoso, olhou o moinho. Ficou bonito! Cinzento, como o céu no Inverno! 
Crispy, o ouriço, espreitou e desdenhou do gosto do vizinho.
– Cinzento!? Nem é cor de jeito. É cor dos burros – resmungou.
Monty encolhe os ombros respondendo...
– Pois é. É que ser burro tem o seu quê, nem todos podem ser.
Carla Silva, 39 anos, Barbacena, Évora

Acto de Contrição
No precipício do fim, procurou retorno do equilíbrio perdido, que ousou perder, inconsciente, por querer ser livre.
O vento soprou fresco, frio de emoções. Ele evitou refúgio, cumprindo o tormento que escolheu.
Com olhos turvos, em desespero, fitou o horizonte, reflectiu, curvou-se em torno do seu suplício, sentindo o cheiro frívolo do declínio, chorou remorsos…
O vento soprou quente, tórrido, como progenitor indulgente secou-lhe o rosto, puni-o, refrescou-lhe o espírito.
Ele retirou-se, seguro, hirto, no monociclo devolvido!
Paula Maria Inverno, 45 anos, Torres Novas

Cresci como um sonho
Vivi como um Deus
Em tudo existe sempre
Um toque de Zeus

Fiquei retido no tempo
Quis submeter os outros
Errei e chorei pelos meus erros
Sendo eles poucos?

Se tudo existe
É porque tudo é diferente
Serei eu rigoroso
Ou serei independente?

Sinto que sou, o que nem sempre quis
Por vezes correto, por vezes feliz

E tu que me ouves, sentes e vês
Compreendes-me sempre
Diz-me: sou eu um ser contente?
Elsa Silva, 32 anos, Arco da Calheta, Madeira

No fundo dos teus olhos,
Ternos e doces
Semeio sons no vento
Tom sobre tom,
De silêncio em silêncio
Escrevo os versos soltos.
Posso ir longe,
E estou perto.
Sinto-te em mim.
Sem ti, sou medo
Contigo, sou eterno
Nos olhos do mundo.
Existo em ti…
Sou reflexo do toque
Dos teus dedos
Eu e tu perdidos num sonho.
E neste momento,
Simplesmente
O Sonho perdeu-se no silêncio
Perdeu-se o momento
Vê… sou luz…
Preciso de ti!
Susana Baltazar, Figueira da Foz, 37 anos

Hugo correu muito. Escorregou e torceu o tornozelo. Sem queixume, ergueu-se. Enfiou os pertences no colete e seguiu o seu destino. No comboio, encolheu os ombros e sentou-se entristecido. Teve de se conter. «Que ódio!». Contudo, portou-se bem. Com o ritmo do movimento, deixou-se ir e sonhou. Sonhou com o sorriso sincero e o colo quente do tio Domingos. Sonhou com o cheiro do homem que povoou o seu íntimo por muito tempo. Nesse momento, sentiu-se feliz.
Amélia Magalhães, 50 anos, Sesimbra

Textos de luto
O Crispim foi ter com o Rui e disse:
– Hello!
E o Rui perguntou:
– O que é isso?
O Crispim esclareceu logo:
– É um cumprimento em inglês!
E o Rui disse:
– MMM! Giro!
– Pois, muito giro – disse o Crispim, e o Rui respondeu:
– Oi! Crispim, tenho de ir! Goodbye!
– Ei, disseste isso em inglês! – comentou o Crispim.
O Rui ficou muito surpreendido.
– Foi? Bom!
E foi, o Rui fez um grande sorriso para o Crispim e despediu-se!
Rúben Crispim, 11 anos, Torres Vedras

Sonho
Sonhei com um bote verde. Porquê verde? Perguntei eu. Fosse verde, roxo ou cinzento, só sei que sonhei com um bote. Quis compreender o sentido do sonho e procurei um individuo que me soubesse dizer. Corri o Norte, o Centro e o Sul. Estou num enorme stress, sem desistir corro e procuro quem ouse dizer-me o que eu quero ouvir. O céu escurece, chove e eu corro. Sem folego pergunto pelo intérprete, todos riem bem forte… desperto.
Isabel Branco, 53 anos, Charneca da Caparica

Hoje tive um sonho muito horrível. Sonhei que o mundo morreu, que fomos destruídos por gente de um outro mundo. Foi muito confuso, fomos destruídos em menos de vinte minutos. Consegui sobreviver porque estive muito bem escondido. Escondi-me sob o sítio onde vivo. Depois de cem minutos, estava um silêncio incrível. Vi um sítio em que um homem morreu porque o teto destruiu-se e morreu de dores. Estive com muito medo e nesse momento mudei de sonho.
Ruben Brandão Oliveira, 16 anos, aluno do Curso de Língua e Cultura Portuguesas de Petit-Vennes (Lausanne, Suíça) – prof. Paula Matos Santos

Hoje, eu vi um homem com o nome Kevin. Ele é médico no CHUV. Kevin tem um peixe de cor verde com o nome Nemo. Kevin é inglês. Ele tem dois filhos com o nome Victor e Filipe. Os seus filhos têm os olhos de cor verde. Eles querem dois outros peixes porque o Nemo é velho. Ele foi comer um bolo e beber um sumo delicioso no hotel Tivoli. Ele gostou muito. Ele é muito feliz!
Vanessa Farinha, 12 anos, aluna do Curso de Língua e Cultura Portuguesas de Petit-Vennes (Lausanne, Suíça) – prof. Paula Matos Santos

Reconheço que sou um indivíduo irrisório. Posso fornecer pormenores, se for imprescindível. Desde que me lembro do meu ser, temo o tédio do presente (sem horror, temor, somente), esqueço o tempo decorrido (o ontem inexistente) e desprezo o conceito de um possível futuro (de noite, vou somente dormir). Esquisito desequilíbrio, este, que hostilmente tomou posse de mim. Deito-me, espero, e extingo-me noite dentro, percebendo que só existe escuro e silêncio. Dormir é, em definitivo, morrer um pouco.
Carlos Caires, 45 anos, Caxias

Sim, tenho tudo o que quero.
Tivesses tu tido poder de ver, do fundo do poço, o brilho dos meus olhos sorrirem com os teus.
Porque te ris de mim?
Tens muito que descobrir e crescer; enfim, seres gente – gente como todos nós.
Gente que é feliz por reconhecer nos timbres dos sons, sentimentos esquecidos, como flores verdes que crescem de sementes de lírios.
Lembro-me do momento em que te dei um trevo e te fiz sorrir.
Ana Paula Ferreira, 54 anos, Seixal

Observando melros
Deitou-se junto do rio e ouviu um som vindo do céu. Olhou, olhou e pouco viu. Um som triste chegou-lhe de perto. Olhou melhor e viu no seu ninho, um melro feliz e contente, sobre o choupo, junto do rio, com os melrinhos de bico verde. O melro voou longe e logo regressou com um bichinho no bico. Os filhotes com fome, comem do bico do progenitor melro. Lindo de se ver! O céu brilhou de contente.
Zuzu Baleiro, 65 anos, Casa Branca, Sousel

Enfrentou o tormento e o frio sem fim. Berrou e pediu sem ser ouvido. Oh! Triste e pobre mendigo. Com o peito cheio de remorsos, decidiu fugir do mundo. Refugiou-se num imenso poço sem fundo, mergulhou num torpor sem fim. Os céus envoltos e revoltos só oferecem choro como presentes. Presentes que nem ele, nem ninguém quer receber. Deixou tudo dentro de um embrulho desfeito, voltou suprimido. Oh, mundo sombrio, desprovido de fé. Remitindo delitos por descuido.
Celeste Hazeleger

O tempo que esperei por ti!
Creio que esqueceste o mundo em teu redor e fugiste. Escondeste teus vislumbres no fundo do céu nublado, cheio de cumulus e queres que todos fiquemos no escuro do teu remorso. Vem! Os frutos impelem pelo teu esplendor e eu quero e preciso do teu brilho que destine o meu trilho. Vem e socorre os rebentos sedentos. Vem e diz-me que queres subsistir, persistir e prescindes do teu esconderijo. Vem SOL!
Arménia Madail, 56 anos, Celorico de Basto

O pimento é bom porque verde ou vermelho, cru ou depois de cozer, fez veloz o coelho. Ele só come outro legume nos contos inocentes, contudo pulou feliz por entre o vento e disse que o que o fez belo foi um delicioso pimento. Depois de dormir, sempre que ele vê no espelho o brilho dos seus olhos enormes, com luz que veio do Sol, sente que de longe ou de perto, ele é bonito por certo.
Ana Rita, 23 anos, Porto

No meio de mil motivos que tiveste, decidiste ir como se tudo o que vivemos fosse invisível e inexistente. Sinto que lutei pelos dois, porém sei que nos teus olhos se vê o sofrimento que descreves sentir e creio que o motivo que te fez querer esquecer isto tudo deve ser forte, porque deve ser difícil querer excluir do teu íntimo tudo o que disseste, o que conseguimos obter juntos e o bem que me fizeste sentir.
Maria Luísa Barros, 15 anos, Porto

Sem te dizer tudo, digo-te muito
Sem o primeiro do conjunto que tem fim em «Z», um texto sugeriu sensível mulher, que se escrevesse. Ui! Difícil. Terrível mesmo. Novelinhos e novos novelinhos no entendimento e tudo fugidio. Por fim:
Tu sempre longínquo de mim. Eu invoco-te com um grito silencioso e inocente, profundo, sem fim, pois o eco devolve-me o teu silêncio e o meu tormento… (persiste).
Entendi tudo. Como resistir e sorrir? Sinto-me infeliz, como seguir? Sem te dizer tudo, digo-te muito.
Rosa Maria Pocinho dos Santos Alves, 51 anos, Coimbra

Vénus de Belo Horizonte
Oliver de Bruges revelou-se como o melhor discípulo do português. Foi o Cupido que estimulou o seu zelo, pois o jovem gozou com um vício novo, “Vénus” de Belo Horizonte. Só, sem fortúnio idílico, Cupido encenou erros pérfidos, houve quilómetros de besugos e outros peixinhos entre eles, e Oliver fugiu em desespero.
Encontrei-o um tempo depois. Tudo corre bem. Neste momento, Oliver meteu-se com zelo em signos chineses.
Ó Cupido, porque se diverte com sentimentos de queridos?
Theo De Bakkere, 61 anos, Antuérpia, Bélgica

Depois do fim, veio tudo: num giro, num golo, num sorvo, tudo se desfez. Efectuou dois ou três morticínios; o resto foi no enxurro do egoísmo que desfez tudo: morte ou torvelinhos de feitos insólitos.
Que existir este… um tropel de sonhos, ilusões fúnebres, olhos prisioneiros de luzes que quis refulgentes, longe dos trilhos comprimidos pelos seus pés, engodos de um excesso de furor que desejou esquecido.
Depois do fim, veio tudo… o píton mordeu-se: tudo principiou…
Jaime A., 50 anos (agora de férias em Mortágua)

Querer bem, bem-querer
Quis dizer-te do meu sentir, mesmo presumindo do suceder impossível. Meu interior, inquieto em rebuliço requerendo, me fez réu confesso.
Gosto-te, mesmo sem conhecer bem, de longe, no oposto que somos, vivemos, eu pelo Norte Extremo, tu entre Rios, montes.   Querer bem é sem pedir, vem, ocorre livremente.
Por isso, nem um quê de triste!
Sem pedir troco de teus sentimentos, peço que deixes que te goste, deste jeito meu, de dizer escrevendo, meus versos só teus!
Roseane Ferreira, Macapá, Estado de Amapá, Brasil

O Rogério ficou feliz. O seu filho fez 9 meses. Pode ver com os seus olhos, um menino cheio, de nome Rui. Recordou-se do que fez, como foi difícil o divórcio. - Como tudo foi injusto. O Rui! Como progenitor lutou pelos seus direitos, demorou muito tempo e nem conseguiu o melhor em seu benefício nem o convívio do seu próprio filho. Rogério pisou mesmo o risco. Sim o que fez foi terrível. Perdeu o respeito de todos.
Constantino Mendes Alves, 56 anos, Leiria

José sempre foi um rico homem, porém pobre, por isso, comer muito, só em sonhos. Sempre comeu pouco, tendo ossos estreitos, ventre rechonchudo, rosto redondo, repleto de pelo hirto e duro, um bronze do sol do deserto e sempre muito triste com fome.
Junto dos contentores, fixou-se no piso, seu olho brilhou vendo um pouco de chouriço tenro e fresco. Encontrou um copo e encheu-o no rio com o líquido fresco que contém. Feliz, dormiu e serenou.
Fátima Fradique, 40 anos, Fundão

Um pigmeu encontrou dois pinguins no Porto e o Miguel que jogou bólingue no Minho, torceu os três dedos. Jorge, que convive com Miguel, foi um pobre jovem que escreveu onze textos, treze contos e dezoito versos sobre gnus e que sempre comeu ovos com queijo. Dez meses depois o homem emigrou e beijou mulher de seus sonhos – que poderoso este momento! Tem sete filhos e cinco coelhos. Com o tempo tudo se descontrolou e perdeu dinheiro.
Ana Cristina Jorge, nº2, do 12ºLH2, 17 anos, Escola Secundária José Saramago, Mafra, prof. Maria Teresa Simões

Tento perceber sem entender se o tempo e o vento vêm florir tudo o que necessito de mover no meu cérebro.
Detesto segredos sem senso, por isso invento e protesto neste silêncio que se ouve demolir o meu interior.
Que terror e horror sem objecto. O que vejo no espelho demolidor de interiores é triste.
Descubro o que nem eu sei; sei distinguir o único movimento dentro de mim; mudo o sol que observo no inverno.
Mariana Correia, nº18, do 12ºLH2, 17 anos, Escola Secundária José Saramago, Mafra, prof. Maria Teresa Simões

No último domingo do mês, um pintor pobre, sem dinheiro nem comer, decide vender três desenhos seus, perto de um templo.
Muito cedo, um senhor rico vê os desenhos dele e propõe:
– Vem comigo. Quero que um homem como tu pinte e decore o interior do sítio onde moro.
– Que sorte! O senhor acabou de mudar o meu destino!
– Penso que foi o inverso…
Depois de um certo tempo, o encontro destes homens resultou num perfeito duo.
Alina Gulica, 18 anos, Mafra, prof. Teresa Simões

Entrei no Templo, sem sequer ter definido bem certo, o meu pedido. 
Pedirei em prece, o que pretendo. Luz no meu espírito.  Neste momento 
é disso que necessito. 
Existem tempos menos bons, estou num deles.  Fé...  foi o que me guiou.  
Orei, roguei pedi... Deus no seu divino Ser ouviu-me e de repente, senti 
um conforto enorme, como se tudo fosse ser diferente no futuro. 
Ergui-me...  deixei o Templo, crente que tudo o que pedi foi ouvido. 
Maria Cabral - Azeitão 

Céus celestes
Céu negro. Entrou sem medo. Fim de receios, fim de questões, fim de demónios.
Céu negro. Continuou mudo, quedo, em tenebroso silêncio. Início de quereres, início de louvores, início de terríficos deleites.
Céu negro. Novo rumo, fluido líquido em seus sentimentos. 
Céu negro de seus temores, que no momento se foi construindo. Sonolento, seguro, direito.
Céu negro, céu cinzento, em fundos verdes de muitos tons. Céus celestes, em cortiços de mel quente e existires de gozo divino.
Fernanda Elisabete Gomes, 58 anos, Vila Franca de Xira  

José Pires é merceeiro e quis ser escritor. No momento de dormir o seu desejo é ler um livro divertido. Começou por ver exercícios, de escrever resumos dos livros lidos.
Depois com desenhos, preencheu os seus resumos, foi conseguindo perceber bem o que escreveu e, sorrindo, com um sopro, constrói um texto.
O merceeiro pegou no texto, leu o que escreveu e mencionou:
– Fenómeno! É giro o que escrevi…
Feliz gritou:
– Escrevi.
– Que bom, escrever um livro.
Lídia Ferreira Mendes

Chegou lento e breve, o vento. Empurrou nuvens, correu muros, descobriu e selou medos imensos. Moveu-se por entre flores e moinhos, duvidou, emendou, sombrio e sóbrio. O vento inspirou e respirou o próprio choro e devolveu-o depois em segredo, num suspiro intenso. O vento é doce ou rude, impetuoso ou meigo. Ouvi dizer que o vento foi homem que Deus tornou invisível por persistir em ser incómodo. O vento vive isento de medo, ser sempre em movimento.
Maria Teresa Meireles, 53 anos, Vila Nogueira de Azeitão

O rei e o pobre
Num tempo muito longínquo,
Houve um rei inteligente,
Que lutou pelo seu povo,
Quis tê-lo bem e contente!

Foi nobre e muito bondoso,
Com jeito de bem querer,
Sendo um rei honesto e reto
Mesmo detendo o poder.

Encontrou um pobre idoso,
Que em perigo, perto do rio
Lhe pediu um cobertor,
Por ser velho e ter frio!

O rei respondeu que sim,
Pedisse o que sempre quis,
Pôs-lhe um tecido nos ombros,
Dizendo-lhe que fosse Feliz!
Maria do Céu Ferreira, 60 anos, Amarante

Corpo, um pequeno corpo revelou o que no futuro urge escrever em todos nós. O pequeno corpo, cerzido pelo desespero de quem foge do conflito, tombou no egoísmo do homem. Símbolo do grito, de dor, mergulhou no desejo de um viver melhor. Fugiu do horror, porém, foi engolido num mundo surdo. Um mundo envolto no egoísmo que o fez perecer sem ser, sem ter direitos. O seu existir cumpriu-se num destino curto, num exemplo que ninguém olvidou.
Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Como é possível obter o seu endereço de correio electrónico ou pelo menos o número de telemóvel? Desejo imenso poder responder de modo célere pois, pelos ctt, recebi os seus votos de feliz evento, contudo veio sem endereço.  Sim, percebi quem foi o remetente. Fiquei feliz. Imenso.  Porém é difícil o silêncio e o desconhecer onde o descortinar.  Pediu-me muito tempo.  Pois bem, dei-lho. E eu? É impossível um tempo lento. Imperioso é revê-lo meu muito querido.
Rosa Maria pocinho dos Santos Alves, 52 anos, Vila Nova de Ancos

O Zezinho, miúdo medroso,
indeciso, sem gozo
no sentir, no viver,
Quis num momento ser o primeiro,
no vestíbulo foi de repente correr,
tropeçou,
esmurrou o joelho.
Gritou-lhe o primo intrépido: «Seu estúpido, seu fedelho!»
O perro vozeou, o bicho no fundo do corredor entoou…
O Zezinho, ergueu-se impetuoso,
replicou, colérico, com tremente voz:
«Fui destemido, vês?
Infeliz sou…
O sonho é preciso! Crês?
Primo cruel, tens olhos de fel.
Posso ter receio, nego-te o segredo!
Erguer-me-ei!»
Andrea Ramos, 39 anos, Torres Vedras

Hirto como um tronco, Rui correu, fugindo de todo o terror nocturno, sentido como um enorme sismo no seu próprio corpo. Esse corpo irrompeu pelos rios vermelhos e febris. 
Sinto medo, muito medo. Muito frio. Disse.
E junto de um muro verde, velho e crespo, encostou o corpo.
É tempo de dizer STOP! Pensou.
É possível, sim! Quero que todos os espelhos se quebrem e hei-de conseguir ver-me sem medo. Porque sou um homem. E sei sorrir!
Carla Augusto, Alenquer

Destino cruel.
Lúcio noivou Luci, que sempre flertou Domingos, que deixou Rute no momento de unir no templo. Rute sofreu horrores de decepções e jurou ódio de puro veneno por Domingos. Um rio venenoso indefinido no seu destino. Foi deste ódio sofrido, que o em tempo muito curto suicidou-se.
Depois o que se soube, foi que Lúcio juntou com Rute e Luci, formou-se um polígono conhecido, donde veio três filhos lindos. Dizem que foi feito num terreiro de Ogum.
Antonio Tomaz, 59 anos, Salvador, Bahia, Brasil

Trilho
Este é o sonho que temi perder. O que lutei por isto é impossível de escrever. Revolvo o tempo e o esquecimento. Coloco o choro no cesto dos desperdícios. Busco o compromisso que me devolve o riso. E escrevo tudo neste bloco que embebeu o tempo e o nevoeiro, sentindo o frio que foge de mim num rumo novo e sem retorno. Cheguei por fim. Reconheço o trilho. Olho em redor, tremendo. Sinto tudo. Sorrio. Sou feliz!
Paula Coelho Pais, Lisboa, 54 anos

O telefone tocou estridente interrompendo-lhe reflexões.
Primeiro, ficou curioso, depois o rosto entristeceu de repente.
Olhou o relógio, e pensou: É impossível.
Ontem foi bom, muito bom.
Lemos juntos os contos do livro que te ofereci.
Hoje estou de bom humor, vou escrever o próximo.
E tu com esse teu vício que remove os sentimentos,
profundos num mundo que é só teu,
sem o dividires comigo.
Se soubesses como me entristece
esse teu feitio estúpido e fútil.
Natalina Marques, 56 anos, Palmela

Objectos e seres
O espelho disse: «Sou liso, belo e esguio»
O leque explicou: «Sou leve e fresco; sou lindo!»                                     
O livro sussurrou: «Eu sou um segredo imenso!»
No bosque em frente, o coelho espreguiçou-se e correu sem medo sobre o verde seco.
O menino escreveu com o dedo no vidro húmido: «Gosto de ti.»
Cheio de si, o espelho continuou: «Sou livre, louco; sou um rebelde. Nem espelho o mundo, nem
reflicto ninguém. Sou só e único. Eu mesmo.»
Maria Teresa Meireles, 53 anos, Vila Nogueira de Azeitão

Desci o poço esguio e profundo, toquei com o pé o frio escuro. 
Pensei: «O centro é um zero, um negro curvo». 
Senti escorrer um suor quente, espesso, como se tivesse febre. 
«O centro é um delírio vertiginoso - é isso! - um redemoinho que nos impede de ser fio-de-prumo». Que susto! 
Subi o poço com custo, suei, gritei, ouvi o eco repetir-me o medo. Respirei fundo. Esforcei-me. Toquei o cimo, o bordo; senti-me forte, de novo.
Maria Teresa Meireles, 53 anos, Vila Nogueira de Azeitão

Sou um piolho
Sou um piolho. Boné verde, ténis vermelhos, lenço cinzento – todo eu pequeno e vistoso, podem crer. Exercito o estilo. O meu defeito? Sou tímido, preciso viver sozinho. Pêlo louro, ruivo, negro, só quero mesmo ter onde viver. E encontrei. Perdi-me por entre esses fios espessos, rebeldes, em crescimento. Difícil bosque de medos, muito produtos mortíferos, eu meio perdido e nervoso. Sobrevivi. O miúdo passou o pente e disse, contente: «Bem limpo, sem um piolho!» – e eu sorri.
Maria Teresa Meireles, 53 anos, Vila Nogueira de Azeitão

Pedro e o Lobo
Conheces «Pedro e o Lobo?» Um livro sobre um menino teimoso e muito mentiroso, que repete o susto e depois ri com desprezo do medo dos outros. O lobo é esperto e sente pelo cheiro se o momento é certo ou se deve recolher-se.
Gosto de ler em silêncio, no sossego do meu beliche e por vezes penso que estou num bote: flutuo primeiro pelo rio Tejo; depois mergulho no rio Douro - e sinto-me bem feliz!
Maria Teresa Meireles, 53 anos, Vila Nogueira de Azeitão

Para ti
Quero te oferecer um presente,
Bem diferente,
Se for excelente.

Um boneco como tu,
Forte, veloz e resistente como um tigre,
E bonito como o pôr-do-sol.

Ou um enorme e luxuoso veículo,
Com pneus luminosos,
E, evidentemente,
Encostos esplendorosos.

Inclusive, posso oferecer-te,
Um roteiro pelo Chile,
Por montes lindíssimos,
Com horizontes sem fim.

Porém, o dinheiro é inexistente,
Por isso, e muito simplesmente,
O meu único presente,
É todo este sentimento,
Que eu posso sentir por ti.
Leonor Salgueiro, 6ºJ, EB 23 Pinhal Novo, prof Teresa Meireles

No mês de setembro o Hugo foi com os seus tios beber um sumo de mirtilo. Este mês de setembro foi chuvoso, logo o Hugo ficou triste. Como os seus tios só querem o seu bem e vê-lo sorrir, Miguel, o seu tio, com os seus poderes levou-o num voo inesquecível por todo o continente Europeu, de modo que o Hugo pudesse ver o sol. Depois de ver o sol o Hugo ficou de novo muito contente.
Joana Galrito, 6ºJ, Escola Básica José Maria dos Santos, Pinhal Novo, prof Teresa Meireles

Todos os meses o meu tio me oferece um CD com que eu me vou entretendo no decorrer do meu tempo. Só que hoje isso mudou: ele ofereceu-me um livro. Um livro muito giro. E, no decorrer dos meses, ele só me deu livros muito giros e, um tempo depois, ele só me deu Legos e no seguimento do tempo tive sempre presentes diferentes. Como livros, xilofones, peluches, legos, estojos, filmes, ténis, portfolios de fotos e flores.                                                                                                              
Matilde Figueiras, 6ºJ, Escola Básica José Maria dos Santos, Pinhal Novo, prof Teresa Meireles

O desconhecido é sempre temeroso. Tudo o que nos é difícil compreender, tudo o que nos é estranho, tudo o que só existe em mundos longínquos. Tudo o que cremos ser impossível ocorrer. E o medo vence-nos. Impede-nos de ver sobre o céu. Impede-nos de ouvir, mesmo os sons fortes. Impede-nos de ser livres, vivendo prisioneiros dentro de nós. Sem descobrir que o desconhecido só o é se quisermos. E conhecer o desconhecido só depende de nós.
Carolina Constância, 23 anos, S. Miguel, Açores

O Poço dos desejos
Um coelhinho preto,
Peludo e fofinho,
No seu rumo,
O poço dos desejos encontrou

E o coelhinho desejou
Ter legumes verdes e deliciosos
Nesse preciso momento

E comeu-os todos
“Que delicioso”, pensou ele
O coelho preto, peludo
E fofinho, quero dizer,
O coelho bem gordinho
Foi um guloso!

E o coelho lembrou-se:
“Pró meu refúgio vou
Ou o Lobo come-me inteiro!”

E o imprevisto sucedeu-se:
Infelizmente, no seu último pulo,
deu nos dentes do Lobo
Pobre coelho!
Pedro Meira, 6ºJ, EB José Maria dos Santos, Pinhal Novo, prof. Teresa Meireles

O Luís, um menino sem juízo
O menino Luís viveu feliz num monte, junto do rio Tejo.
Corre contente por todos os sítios do seu monte.
Subiu os muros do forte do rio e jogou-se direto no rio.
Chocou no fundo do rio e ficou tonto.
Depois disse tudo sem sentido. Foi ter com um médico.
O médico disse-lhe que ficou sem juízo.
O Luís ficou triste.
Desde esse momento, mete peixe no copo e bebe, come sumo de peixe frito com molho.
António Faria, 6ºJ, EB 23 Pinhal Novo, prof Teresa Meireles

Rúben o robô foi construído sem sentimentos. É muito inteligente como nenhum outro robô. Porém o seu único desejo é poder ser feliz. Ninguém consegue pô-lo sorridente, nem o sol, nem o céu, nem os rios e nem mesmo o pôr-do-sol. Que futuro triste viver sem sentimentos. Contudo nos seus sonhos, Rúben tem todos os sentimentos e emoções, pois nos seus sonhos Rúben é um menino feliz em vez de um robô sem sentimentos.
Sofia Coelho, 6ºJ, EB José Maria dos Santos, Pinhal Novo, prof. Teresa Meireles

O Unicórnio
O Unicórnio é um ser como todos os outros seres.
Existe? Sim, encontro-o sempre nos meus sonhos cheios de estilo.
Lindo, é como o descrevo: o pelo creme e limpo, os olhos verdes, o chifre colorido e resistente...
Enfim, eu gosto muito deste unicórnio, porque produz mel, depois coloco o mel em potes e levo-os no cesto! Por fim, entrego-os no colégio do senhor Pedro e os miúdos consomem-no felizes e contentes.
No fim recebo muitos beijinhos.
Leonor Bichinho, 6ºJ, EB José Maria dos Santos, Pinhal Novo, prof. Teresa Meireles

O Burro do meu vizinho é feio. O coelho do meu vizinho é muito bonito. O burro do meu vizinho é cinzento escuro. O coelho do meu vizinho é fofo. Sempre que vou ver o coelho e o burro do meu vizinho eu dou-lhe um brinquedo. O burro do meu vizinho tem dois filhos. O coelho do meu vizinho tem vinte e três filhos. No próximo domingo vou ver os lindos filhos do coelho e o burro.
Ana Rangel, 6ºJ, EB José Maria dos Santos, Pinhal Novo, prof. Teresa Meireles

O bolo e o cozinheiro
O cozinheiro Rui fez um bolo de coco. Colocou todos os ingredientes e mexeu tudo muito bem.  Depois de um tempo, o bolo ficou pronto e foi posto num expositor de vidro, onde sempre exibiu os seus bolos. O Rui sempre gostou de doces e de coelhos, por isso o tio ofereceu-lhe um desses peludinhos. O esperto e guloso coelhinho cheirou o doce e, sem que o dono visse, devorou-o num segundo com os seus pequenos dentinhos.     
Inês Ferreira, 6ºJ, EB José Maria dos Santos, Pinhal Novo, prof. Teresa Meireles

O sonho de um escritor
O escritor deste texto tem um sonho que é ser o melhor escritor do mundo.
Por isso tem de escrever diversos livros com títulos e textos lindos! Escreveu livros pr’ós pequenos e pr’ós jovens. Recebeu diversos prémios.
O último livro que o escritor escreveu foi um livro pequeno em que descreveu o processo de como fez os seus livros - e colocou-o no bolso. Este escritor tornou-se o melhor escritor do mundo e concretizou o seu sonho.
Beatriz Meira, EB José Maria dos Santos, Pinhal Novo, prof. Teresa Meireles

O Coelho
Vi o coelho e segui-o prudentemente. Sem conhecer o sítio onde me encontro, procuro um coelho cor-de-neve. Ele diz eu sou um ser esquisito. Ele veste-se com um colete muito fino e tem sempre consigo um relógio de bolso.
Pergunto-me se ele tem medo de mim!?
Onde estou, ninguém tem o mínimo juízo, ninguém é (nem um pouco) sério e todos me dizem o mesmo: que sou um ser esquisito. Esquisito? Eu?
Socorro, estou com muito medo!
Matilde Taleço, 6ºJ, EB José Maria dos Santos, Pinhal Novo, prof. Teresa Meireles

O Pedro é um miúdo do terceiro ciclo. Ele é muito preguiçoso, por isso tem sempre muito sono.
O Pedro bebe leite e sumo de pêssego como um bisonte. Comeu um bife com brócolos e puré.
Hoje ele brincou no recreio com os seus inimigos, conhecidos e com o Rui.
De noite teve um sonho ruim e despertou com dor de cotovelo e de ouvidos.
O Rodrigo, primo do Pedro, vive no mesmo prédio junto do shopping.
Tomás Oliveira, 6ºJ, EB José Maria dos Santos, prof Teresa Meireles

Vi o coelho e segui-o discretamente. Sem conhecer o sítio onde me encontro, procuro um coelho cor-de-neve. Ele diz eu sou um ser esquisito. Ele veste-se com um colete muito fino e tem sempre consigo um relógio de bolso.
Pergunto-me se ele tem medo de mim!?
Onde estou ninguém tem o mínimo juízo, ninguém é (nem um pouco) sério e todos me dizem o mesmo: que sou um ser esquisito.
Socorro, estou com muito, mesmo muito medo!
Matilde Taleço, 6ºJ, EB José Maria dos Santos, prof Teresa Meireles

O Hotel dos deuses
Senhor Tot, deus dos céus,
Venho por este meio dizer que o negócio do hotel ficou pior do que pensei. Como sou o deus dos bichos, tenho o meu pinguim de três olhos e três pés. Dos homens, nem sei o que lhes deu, nem oferecendo três noites no hotel…!
Como pode ver (do céu) fiquei logo com zero clientes.
Preciso de si, estou sem dinheiro, ou melhor, no fundo!!!
Do seu fiel sobrinho preferido,
Segmet Terceiro.                                                                              
Tomás Silva, 6ºJ, EB José Maria dos Santos, prof Teresa Meireles

Quero ser pintor como o meu tio
O meu nome é Diogo, sou do 5G, o número sete.
Ontem visitei o Zoo. Hoje estudei português e fui correr junto do rio. No Domingo fui ver o meu sobrinho e brinquei com ele.
Ontem vi um filme no fórum Montijo – tive um super desconto!
Gosto de golfinhos e vou vê-los no rio.
E o meu tio é pintor em Sines. Quero ser pintor como o meu tio – ele tem um estúdio no centro do Porto.
Inês Lourenço, EB José Maria dos Santos, 6ºJ, prof Teresa Meireles

Evento no bosque
No mês de Julho, li um livro muito divertido sobre um coelho e dois gémeos (o Diogo e o Miguel), um urso cinzento e o professor Mocho. Houve um evento no bosque: o urso levou um enorme bolo de mel, o coelho fez queques de coco, o Diogo correu no bosque com o seu gémeo e o mocho ensinou Português e Inglês. Choveu muito, destruiu-se o evento e o mocho tentou construir outro evento com todos eles.
Diana Ribeiro, EB José Maria dos Santos, 6ºJ, prof Teresa Meireles

Em tempos idos, o destino dos Homens no mundo existiu por intermédio dos Deuses. Zeus governou nos céus e o seu querer moldou todo o universo. Porém, Prometeu roubou o fogo dos Deuses e com ele presenteou o Homem. O Homem livre dos Deuses do Olimpo, semideuses e heróis, dono do seu próprio destino, do seu senso, é um presente de Prometeu. Lembremos o herói que nos livrou do pior do mundo: ser um joguete do destino.
Rita Teresa Oliveira, 16 anos, 11º CT3, Escola Secundária José Saramago, Mafra, prof Teresa Simões

Eu vim de longe, de muito longe e penei muito pelo desejo de ver um filme: “O filho pródigo”.
O miúdo resolveu seguir em frente e ir descobrir novos mundos diferentes do seu.
Depois de tempos idos e muito sofrimento, pensou nos seus e regressou com muito desejo que o recebessem de novo.
Houve um belo festejo pelo regresso do filho pródigo.
O filme ensinou-nos como nós devemos viver felizes e próximos dos que nos querem bem.
Adélia Alves, 81 anos, Estremoz, Academia Sénior de Estremoz, prof Zuzu Baleiro

Pôr do Sol
Como é belo o pôr do sol! Elevo o meu espírito e louvo este belo momento.
Todo o universo se envolve em quietude e silêncio.
O sol se esconde, contemplo o crepúsculo, e, por longo tempo, deixo-me envolver por este doce mistério.
É de pequenos momentos como este, que procuro o que de belo o mundo nos oferece.
E é no que é simples que me descubro... que me encontro comigo mesmo!
Como foi belo este momento!
Antónia Maria Ferrão Vidal, 75 anos, Estremoz, Academia Sénior, Estremoz, prof Zuzu Baleiro

Um triste queixume
Brotou do seu triste peito um queixume
como o gélido vento do frio inverno,
e de preto véu cobriu-se o céu.
Fugiu dentre os dentes o ronco som
e, percorrendo nebulosos confins
com chirrio ferrugento, quebrou,
como ferente bisturi, o silêncio emudecido.

Com forte estrondo retumbou o seu choro
e, como mocho em noite de estio,
ecoou entre terríveis nuvens e cinzentos nevoeiros.
Errou entre tortuosos sendeiros sem rumo certo
e, no fim, refulgiu como luminoso corisco.
Mónica Marcos Celestino, 43 anos. Escuela Oficial de Idiomas, Salamanca (Espanha)

Num monte colorido com flores de muitos tons, o vento é um conto de um livro belo como o sol, que surgiu e floriu.
De noite, os lobos dormem em neve que reflete um espelho de segredos e frutos de inverno gostosos.
No outono, os insectos preferem comer restos de milho e mirtilo em conjunto com outros frutos secos: nozes, pevides e pinhões bem doces.
E neste mundo incrível, existem sempre muitos e muitos momentos deliciosos, coloridos.
Isaura Beijinha Pronto, 9 anos, Caldas da Rainha

Quis o desvelo oferecer meu colo.
Um conto escrito com termos excluindo o uso de um som frequente, muito útil com efeito?
Esquisito!
Que mote presumido!
Perguntei-me: quereis ser humilde, desistir? Nem pensei e logo decidi: juízo! Foco! E ousei o texto. Tudo um jogo deve ser!
Gostoso o desfio, gérmen do meu querer… tímido. O som definido teimou surgir, persistente. Resisto! Ouso! Fi-lo esquecido e ele pulou.
Sonho defendido. Embrulho de mimo, sorriso de menino.
Ana Cris Almeida, 51 anos, Coimbra

O menino Rui despertou doente e ficou no leito. O tio levou-lhe leite quentinho, esteve sempre junto dele, construindo puzzles e edifícios com o dominó. De noite, o menino Rui sentiu-se melhor com os miminhos que o tio lhe dedicou.
Se um destino cruel surgir no nosso futuro, o melhor modo de vencer desilusões, dores e oposições é termos junto de nós um ombro de consolo... conseguiremos ver luzes no escuro e sentir um sólido porto seguro.
Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto 

Eu sou como sou
Tu és como és
Dentro do meu ventre
Somos um só!

Noites sem fim
Tudo o que desejo
Ter te junto de mim
Envolto no meu colo.

Um beijo sentido
Num rosto dorido
Um sentimento único
De quem tem um filho!

O teu riso sincero,
O teu toque etéreo,
Definem que o que sinto por ti
É o infinito!

Tu e eu somos um só!
Concebidos num sonho,
De sentimentos puros e eternos.
Cristina Soares, 38 anos, Vila Nova de Gaia

Sorrir é bonito
Sorrir é bonito. O Guilherme teve um gesto bonito cujo intuito deliciou todos os médicos e enfermeiros do Porto. No primeiro mês de frio descobriu que o Pedro, o seu primo, um menino doente, se empenhou muito nos deveres do colégio. Soube, depois de o ver, que o professor o distinguiu por ter lido um difícil livro escrito por Rui Zink. Foi o prémio por ter conseguido e o Guilherme, orgulhoso, festejou e presenteou-o com um sorriso.
Vilma Martelo, 24 anos, Vila Nova de Gaia

O jogo do Rui
Ontem, o Rui foi sozinho de comboio, sem medo, para um jogo de ténis no Porto. O Ivo foi de elétrico!
O Rui fez dez jogos e perdeu um, ficou com nove pontos. É um génio, ficou muito feliz! O Ivo perdeu todos, ficou em último!
O Filipe, primo do Rui, felicitou-o pelo incrível jogo.
Hoje, o Rui, o Filipe e o Ivo têm como destino o Porto, outro jogo de ténis. Nenhum perde, todos se divertem!
Rita Martins, 3º B, Escola São Miguel de Nevogilde, Porto

MD Pollo
Este é um grupo de jovens que põem vídeos no Youtube e têm muitos seguidores pelo seu conteúdo divertido e cómico, têm um estilo muito diferente dos outros Youtubers, todos vivem em Tenerife. Um dos vídeos foi visto por quinhentos mil seguidores, foi o “Seven Sweets”. Todos os meses eles têm concertos por todo o mundo, vivem deste seu conteúdo, têm muito dinheiro e o número de seguidores cresce velozmente. Um dos jovens é um novo youtuber.
Alejandro Díaz, Arturo Delgado, Hugo Calderón, 14 anos, Escola Secundária Zurbarán, Badajoz, prof Catarina Lages

O homem do vinho
Ernesto foi um homem muito sério. Ninguém soube porque ele trouxe um sorriso nesse momento. Entrou no hotel e pediu um copo de vinho. Depois subiu.
O homem do hotel quis perceber o porquê, contudo, nem sequer perguntou.
Uns minutos depois, o nosso homem desceu e cruzou o hotel inteiro. Deixou o edifício.
Nesse momento um menino disse: “Um morto” Um morto no corredor! Todos os homens e mulheres do povo dormem com temor desde esse momento.
Alba Molina, Jorge Reina, 14 anos, Escola Secundária Zurbarán, Badajoz, prof Catarina Lages

O bombeiro curioso
Houve um mês em que o bombeiro Diogo seguiu o leito do rio e foi ter com um senhor que se diz Diogo Borges.
― Eu sou o Diogo... ―  disse o bombeiro. ― Queres ser meu friend???
O senhorzinho nem tentou responder-lhe.
― És surdo ou mudo, senhorzinho?
― Este senhor é mudo. Por isso é que nem te respondeu ― disse um menino.
― Estou triste... Never give up.
― Sim!!! Never give up ― repetiu o menino.
O menino ficou no hotel.
Bruna Gonçalves, 11 anos, Maia

O Miguel foi ver o rio e gostou muito de ver os peixes e o crocodilo. O crocodilo comeu os peixes todos e, depois, como continuou com fome, comeu o Miguel! Oh, que triste!
O seu fiel Rotweiller, Feroz, veio correndo em seu socorro e rosnou temivelmente. Depois mordeu o crocodilo e dos furos dos dentes o Miguel conseguiu ver luz. Rompeu o resto de pele do crocodilo e fugiu, seguindo o trilho do Feroz. Que heróis!  
Bernardo Souto Leitão, 8 anos, Porto

O nosso peixe Rei, o nosso querido ídolo, é muito rico em miminhos. Todos nós tivemos gosto em revê-lo. Em princípio, ele gostou de nos ver de novo contentes e sorridentes! Foi um excelente reencontro em treze de setembro. O Rei e mulher têm muito gosto em receber os meninos irrequietos, os novos filhotes e todos os professores. Juntos iremos construir elos bem fortes e permitir desenvolver novos sonhos. Um ninho bem quentinho cheio de peixinhos felizes!
4ºA, Escola da Ermida, São Mamede, de Infesta-Matosinhos, prof Liliana Mendes

O mundo
Num mundo cheio, enorme, vejo um pónei vermelho e orelhudo com um relógio...
“Ele é perfeito, sim, super primoroso”, penso eu, sem me rir.
É outono, fico com fome, o tempo é pouco, como nozes e um belo dióspiro.
Depois pego num livro e noto logo o sentido ― vídeos de entretenimento com esquilos pequenos e gordos como eu.
“Momentos de ouro!”, disse eu.
Quero ver o YouTube, quero dormir, quero me sumir, quero conhecer o mundo melhor!
Renato, 4° B, EB Galveias, professora Carmo Silva

Hoje sinto-me muito triste. Que estupidez enorme este sentimento! O mundo ė lindo e o futuro pode muito bem ser risonho. Tenho este desejo profundo, íntimo: o futuro pertence-nos se virmos nele sonhos belos.
Isso só depende do que fizermos neste nosso presente. Discordo do filósofo grego que disse: "Infeliz é o espírito desejoso pelo futuro." Concordo que ele é incerto, como que escondido por um nevoeiro. Contudo, é bom, só por ser futuro. É o suficiente...
Elsa Alves, 69 anos, Vila Franca Xira

― Quero um molhinho de grelos. Hoje o meu desejo é peixinho cozido com grelos...
― Com este tempo? Tudo seco e quer grelos? Sem chover como pode isso ser?
― E couve? Só um olhinho de couve?
― Só... diz ele... O verde é impossível sem chover. Olhe, verde só o vinho. Esse tenho-o e bem bom.
― Pode ser um copito.
― Dois: um seu, outro meu. Verdinho e fresquinho. Nem é preciso chover. Pode ser mesmo com o tempo seco...
Elsa Alves, 69 anos, Vila Franca Xira

D. Kiki II
Um monte de pó cobre os óculos de sol do D. Kiki II.
Ele é um fofo e come muitos bombons. É um pouco gordo, tem muitos pneus, é sorridente, tem um robô como mordomo e é rico.
Com o pó que tem nos óculos vê tudo escuro.
Colocou um produto nos óculos e logo viu tudo.
― Ó meu Deus! Estou obeso como um porquinho! Tenho de comer frutos, legumes, muito chuchu e... muito, muito exercício físico.
3°/4°B, EB Galveias, professora Carmo Silva

Estou muito orgulhoso com o sucesso do meu clube. O meu clube só pode ser o Porto. Tem desenvolvido um bom desempenho no solo. Penso que é sintético. Porém visto de longe é verde puro em vez do colorido do boxe. Porém nem só o futebol é o único desporto que me seduz, pois gosto muito de ciclismo. No futuro, o cicloturismo é um sonho que penso poder desenvolver.
De momento é tudo que me ocorre escrever.
João Torres, 6ºA, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Eu, como tio de um menino muito lindo, prometo protegê-lo de seres vivos cruéis e perversos.
Como tio vou substituir os tecidos que se põem num bebé com depósitos nojentos que ele depositou.
No futuro eu quero que ele fosse um bom menino, que fosse bom com os outros seres vivos, que lhes tivesse respeito, com o deficiente e com o inteligente.
E deste modo o meu sobrinho pode ser um bom indivíduo e um bom homem.
Francisco Santos, 6ºA, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Meu nome é Lurdes.
Tenho um filho cujo nome é Luís e outro Filipe
Um é médico e o outro é engenheiro. Bem cedo corremos como loucos em redor do nosso condomínio. É simples. Queremos correr sem sermos vistos.
Depois seguimos pelo leito do rio, no bote bem juntinhos.
O Filipe como médico é o primeiro que desce. O Luís tem o percurso um pouco comprido. O meu é bem melhor. Estudo os movimentos do rio dentro do bote.
Guilhermina, 73 anos, Alhandra


Em tempos recentes, um jovem, desejoso de correr mundo, entrou no seu jipe preto e descobriu um templo misterioso. Iniciou um longo percurso pelo seu interior. Ouviu um guincho estridente! Curioso, pôs os seus óculos detetores e, sem receio, chegou perto de um monstruoso verme verde com vinte olhos, três espessos bigodes e sete dentes podres. Escondeu-se e viu o verme retorcer-se de dores por ter comido croquetes de ossos de T-Rex.
O jovem deu-lhe um comprimido!
Alunos do 4ºano C - EB Ermida - S. Mamede de Infesta, Profª Luísa Gonçalves

Eu sou o Miguel. Durmo no duche, gosto de futebol, estudo muito instrumento e toco bem. Por vezes, no recreio, porto-me bem. Sou um menino inteligente. Tenho dez mil neurónios que se sentem felizes por serem meus vizinhos.
Os dedos mexem muito no violino e por isso toco bem. O Minueto II é difícil. O Moto Prefeto é muito menos difícil.
No estúdio, brinco com o violino. O som corre como um longo rio que sussurrou segredos. 
Micael Tavares, 6º M Casa Pia de Lisboa – CED Nuno Álvares Pereira – prof. Teresa Monteiro

O Rui foi o melhor num concurso de comer crepes.
No mês seguinte ficou com muito colesterol o que nem o deixou ir ver televisão. O Rui pediu um brinquedo em ferro. O brinquedo era fino e o Rui disse:
― Como eu quero ser fino como tu!
O Rui foi comer strogonoff. No mês seguinte o Rui ficou doente num hotel no Porto.
No Porto ele comeu muitos doces e o colesterol ficou muito pior.
Gonçalo Moreira, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

No melhor colégio de futebol do mundo entrou o Jorge, um menino muito divertido e meigo.
O ringue de futebol é o melhor do mundo. Ele gostou muito e formou um grupo de futebol e jogou em muitos torneios. 
Depois do treino, foi ter com o professor de Português. Perguntou-lhe porque é que o professor lhe deu “três” no fim do segundo período. 
No terceiro esforçou-se: tirou cinco no fim do período.
Foi um percurso muito longo.
Mariana Afonso, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

No Outono, o Diogo decidiu percorrer o mundo. Primeiro ficou em Londres. Foi ver o Big Ben e diversos museus. Num deles, viu um besouro e pisou-o com o pé. Entrou num hotel comendo um pêssego, e foi-se divertir com os seus brinquedos. Depois, seguindo o seu percurso, ficou no Porto e subiu o Rio Douro. Comeu os doces típicos e observou os pormenores dos monumentos. Tirou fotos em diferentes pontos, que publicou no livro do Mundo. 
André Fernandes, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

O Rui foi ver um concerto de rock. Nesse concerto bebeu Sumol e comeu um pudim. Como ficou com fome decidiu ir comer Sushi. Depois do concerto esteve com miúdos divertidos, brincou com o jogo do telemóvel e perdeu.
Depois o Rui foi com eles ver o rio e encontrou peixes coloridos de espécies diferentes e exóticos, peixes lindos, vermelhos, verdes, roxos, muito diferentes.
Depois o Rui resolveu ir ver um filme muito giro com os miúdos.
Mafalda Domingues, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

O José, o Miguel e o Júnior querem ser bombeiros, pintores e professores. Um foi ter com o feiticeiro que lhe disse “Tens de ler”. O outro, ouviu o feiticeiro dizer-lhe: “Tens de escrever!”. Por fim, o último ouviu: Tens de ser livre, ter o poder de escrever sempre, de sentir dor e medo. Tudo é possível, se quisermos escolher e sentir as emoções fortes e o seu poder. Só é preciso escrever. Escrever é ser feliz. 
Flávia Cruz, 6º M Casa Pia de Lisboa – CED Nuno Álvares Pereira – prof. Teresa Monteiro

Eu e o meu tio temos um boné que é verde e verde. O meu tio tocou trompete eu toquei violino. Toquei com ele o minueto I e o minueto III. Fizemos concertos e o último foi lindo. Sem conflitos ou erros.
No fim do concerto o público reconheceu o nosso desempenho e pediu outro concerto. Só que um concerto diferente. Como tivemos muito sucesso decidimos ir em tournée. Seguimos pelo rumo decidido e tivemos momentos surpreendentes. 
Ricardo Neves, 6º M Casa Pia de Lisboa – CED Nuno Álvares Pereira – prof. Teresa Monteiro

O inverno
O Hugo sente o vento frio de inverno. Os dedos roxos e frios, os olhos secos, os joelhos tremem. Veste o gorro, sente o cheiro delicioso dos biscoitos de gengibre que come com leite quente. O bonito pinheiro tem enfeites vermelhos e verdes e reluz muito. Chegou o seu tempo preferido: o dos presentes! Oferecer e receber. Convívio com os entes-queridos. Ler contos, ver filmes e os crescidos bebem Vinho do Porto. Que tempo bom!
Rita Rocha, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Um inglês do Futebol Clube do Porto sonhou ser médio. O mister dele disse-lhe: se queres muito ser médio tens de viver com o Futebol. O seu nome é Sterling. Em breve, sonho ser como ele. Como ele eu jogo no Futebol Clube do Porto. O meu professor é o Mister Henrique e diz-me que depende só de mim, do meu esforço e do meu empenho o meu sucesso.
Só que primeiro o estudo, depois o futebol. 
João Torres, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

O grande esquecimento dos óculos do Pedro
Eu, o Filipe, o Júlio, o Rui, o Pedro, o Tozé, o Diogo, o Ribeiro e o Diego, fomos todos ver um jogo entre o Porto e o Sporting. O Pedro deixou os óculos dentro do estojo do Júlio ou do Diego. Por isso, perdeu os melhores golos.
― CREDO! ― disse o Rui. ― Perdeste os melhores golos sofridos pelo Sporting. Um do Tiquinho e o outro do Rodrigo Telles.
Maria Ribeiro, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

O Frederico sempre sonhou ser médico.
Esse sonho concretizou-se.
Ele foi o melhor. No seu primeiro mês, como foi o melhor, recebeu um prémio, que foi um novo veículo, um Mercedes-Benz.
Seis meses depois ficou doente. Teve um vírus muito forte. No tempo em que esteve doente, criou um helicóptero.
Um tempo depois teve um filho. O filho dele, no último mês do seu curso de Medicina, decidiu ir viver sozinho. Comprou um lindo terreno no Perú.
Leonor Afonso, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Um texto para a letra proibida…
É difícil construir um texto sem ti, tens muito poder.
Porém, sem nós, só, tu és… ninguém!
Somos um todo, construímos mundos de fingimento.
Juntos escrevemos o sonho, o mito, o descobrimento e concebemos um mundo melhor.
O Universo deve-nos muito!
Vem ter connosco!...
Em conjunto pomos o texto em movimento.
Contigo crescemos e somos felizes.
Temos um compromisso poderoso: unidos redigimos o texto, o conto, o rumo…
Nós dependemos de ti…
E tu dependes de nós!
Tomás Pereira, 13 anos, Agrupamento de Escolas João da Silva Correia, S. João da Madeira, prof Ana Paula Oliveira

― Ouvi um sussurro! ― disse Miguel.
― Foi o meu peixe! Tens de ser sereno… ― respondeu Zoey.
― É difícil!...
― Porquê?
― Porque neste mundo posso morrer nos momentos felizes.
― É o melhor pretexto que tens?
― Sim… queres ir ter com o José?
― Pode ser! Podemos ler um livro com ele depois do concerto no porto?
― Como é óbvio!
No porto, eles leem um belo livro, e veem o pôr-do-sol. Deste modo, concluem o domingo deles: com um bonito e feliz momento!
Sofia Lopes, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

José
Eu conheço um menino cujo nome é José. Ele tem um pé enorme! Enorme como um besouro venenoso! Eu costumo dizer-lhe isto:
― Ó José! Porque tens o pé enorme?
― Porque o meu tio me fez viver com o futebol desde pequenino e desde esse tempo o meu pé cresceu! ― responde-me ele, sempre que eu pergunto.
Ele sempre jogou futebol muito bem, é um ótimo médio direito! Ele corre como um leopardo com fome!
Leonor Pedrosa, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

O Homem
Um Homem conhecido por Hugo ficou muito feliz por ter conhecido um Engenheiro muito inteligente que desenvolveu um projeto: um robô que se controlou dentro do “The Test Room’’. Esse Engenheiro venceu outros engenheiros com muitos projetos bons como o ‘’Remote Control’’ e o telefone incrível que tem muitas funções. De noite, o Senhor Engenheiro sentiu-se horrível pois bebeu muito vinho. Bebeu, bebeu e morreu. Então o Hugo ficou triste por o Engenheiro ter morrido.
Simão Pinto, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Um menino correu, correu, correu e de repente tropeçou no pé do seu tio. Como o menino ficou muito triste, o seu tio deu-lhe um bolo com muito creme, coco e nozes. Depois de comer foi com o Rodrigo ver um filme cujo título é "O monstro e o tigre", um filme de terror muito feio e violento que eu vi no último inverno. Depois de o ver fomos comer um bife com ovo e muito molho. 
Beatriz Lourenço, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Em pleno mês de novembro, o Luís resolveu, com o seu fiel e peludo Scott, descobrir novos trilhos no bosque. Esse bosque é misterioso e sem luz e contém um segredo muito bem escondido cujo conteúdo somente um miúdo de espírito puro e inocente pode descobrir.
O Luís usou os seus poderes únicos e, sob um céu encoberto, descobriu o mistério resumido num código de três dígitos.
Três dígitos? Que dígitos? Descobre-os tu! O poder é teu!
Sofia Costa, 13 anos, Agrupamento de Escolas João da Silva Correia, S. João da Madeira, prof Ana Paula Oliveira

O youtuber Greg Johnson 
Num domingo, o Greg Johnson quis ser youtuber e pensou muito sobre o nome do Youtube. Primeiro pensou “LITTLE O RICO”; em segundo pensou em “VENOM EXTREME”; e em terceiro pensou em “BERNY SHOT”. Ele nem sequer pensou e disse:
― Eu quero LITTLE O RICO.
Começou por um print screen e depois fez um vídeo de CS GO e de LOL.
Depois foi sempre como isto. E depois tornou-se o melhor youtuber Inglês.
António Guedes, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

O menino com nome Nuno foi com o pai divertir-se perto do rio, onde o Nuno escorregou e entrou dentro do rio e o pai fez o mesmo. Dentro do rio o Nuno divertiu-se. Ele viu um peixe e descobriu um pote, um tesouro cheio de dinheiro e no tesouro uns cem milhões de euros. O Nuno pegou no dinheiro e levou o dinheiro todo. No exterior o Nuno foi comer um bife com um brócolo cozido.
Hugo Sousa, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Vivemos num mundo onde o preconceito existe!
Tem-se feito um longo percurso pelos direitos do sexo feminino, porém vivemos num mundo em que o homem detém o poder.
Poderemos ter crescido com esse estereótipo, contudo temos todos, em conjunto, de nos opor e de repreender o preconceito que persiste.
Tudo depende de nós, tudo nos é permitido! Temos de vencer o impossível. Temos de crer num mundo melhor!
Eu sou mulher, eu quero, eu posso, eu consigo!
Beatriz Reis, 13 anos, 8ºB, Agrupamento de Escolas João da Silva Correia, S. João da Madeira, prof Ana Paula Oliveira

Um tesouro bem escondido
Um peixe curioso percorreu feliz no seu enorme rio. Num segundo olhou e viu um belo tesouro que reluziu seus olhos. Fechou-os de novo e pensou que fora só um sonho.
Chegou perto e disse:
― Estou rico!!!
No interior foi muito o dinheiro que encontrou. Depois pegou no dinheiro e levou-o por um trilho muito fundo, percorreu o trilho todo e no fim escondeu o dinheiro num cofre debaixo de um enorme rochedo. 
Joana Beleza, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Num rio perto de um colégio, existe um tesouro. Foi de noite que o Fred investigou o sítio do tesouro. Fred ouviu uns sons e foi direto para o seu prédio. Chegou ao prédio e viu um homem que lhe berrou e ele ligou ao Luís, um velho colega. Esse velho colega tem um triciclo. Depois Fred foi para o colégio: começou por ver um filme de terror, depois leu um livro sobre o sítio do tesouro.
Beatriz Moura, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Neste momento fui ver o sol, quente, protector, senhor de nós.
Fiquei sentindo o seu conchego morno e bom. Pensei em ti, com dor, por tudo o que o destino nos fez.
Fechei os olhos e sofri. Só como sempre.
Chorei.
O brilho dos teus olhos persegue-me sempre, sempre. O teu sorriso que me deu sossego, que me fez rir...
Digo-te meu bem, eu tenho e conto com um porto, que é o tempo, onde te espero.
Celeste Bexiga, 68 anos, Alhandra

No fundo de um rio, vejo um peixinho vermelho que com medo foge…
― De que foge este peixinho? ― pensei eu.
Olhei e de repente vi um urso com olhos enormes… Logo pensei no medo do peixinho!
Fui correndo e encontrei um lençol e pensei, sem receios, socorrer o peixinho.
Voltei e o que vi deixou-me triste: o urso chegou primeiro e cheio de fome engoliu o peixinho…
E eu como fiquei?
Triste, porque percebi o engenho dele…
Bernardo Ramirez, 6ºB,11 anos, Olhão, Escola Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

O Pedro, como sempre, quis ser um homem! Sempre gostou muito de futebol! De noite viu um velho homem cego e sem dentes nenhuns e roubou-o.
Muito depois, um bombeiro pôs-se escondido num prédio com medo que uns homens lhe dessem enormes e dolorosos murros.
De repente, o Pedro fez uns golpes, muito perfeitos, de Ninjútsu.
Minutos depois, o Pedro foi ter com um homem que sempre foi muito inteligente, bonito e foi correndo com o filho.
Nelson Barroso, 6ºC, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Profª Cândida Vieira

Foi de noite que eu sonhei com um unicórnio num mundo perfeito e mítico, onde tudo revelou ser diferente. O seu chifre reluziu no momento em que me viu e, sorrindo, eu fui com ele. Consegui ver os rios repletos de peixes coloridos e o sol escondido entre os prédios feitos de nuvens.
Diverti-me imenso com este sonho inesquecível que ficou presente no meu cérebro, por muito tempo! Depois despertei… e dei-lhe o nome de «nuvem doce».
Leonor Coelho, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Um pequeno coelho de nome Miguel encontrou um tigre no bosque e disse-lhe:
― Eu sou o vencedor número 1 em prémios de correr velozmente. Comigo tens zero hipóteses de vencer. Vem correr comigo e vê como perdes. O primeiro que puser o pé no rio vence.
Quem venceu foi o tigre e o Miguel deixou de dizer: "Eu sou o vencedor número um".
Hoje é o tigre que diz: "Eu sou muito veloz, melhor que todos vós".
João Mendonça, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

De noite com luz do céu, encontrei um bebé, num beco em frente de um muro de cimento. Dentro de um cesto redondo e cinzento, feito de vime.
O bebé mesmo muito triste, cheio de fome e com frio, viu-me e olhou-me nos olhos sorrindo. Com muito jeitinho peguei no cesto e embrulhei o bebé num cobertor roxo. Levei-o comigo, comprei-lhe leite próprio, que ele bebeu num breve momento. Dei-lhe um duche e coloquei-o num berço creme.
Beatriz Ferreira, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

No seu sítio preferido, o menino Bruno Jesus, do Porto, decidiu ler um livro.
Foi perto do móvel, viu um e ficou muito contente.
Leu-o, depois percebeu que o livro revelou um feitiço: depois que ele terminou de o ler, o livro tremeu muito e ficou preto.
Ele jogou-o e fugiu, sem volver nenhum outro livro: pôs todos no lixo.
O tempo foi decorrendo, ele que foi crescendo, teve filhos e foi lendo livros pr’ós seus filhos.
Ana Viegas, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Eu vivo bem, poderei viver melhor?
Sim, eu posso!
E tento perceber o que é o tempo, entender o que é viver e conseguir ir e vir de um mundo de objetivos diversos. Viver feliz, todos nós queremos isso, sermos felizes.
Bolos só podem comer reis que os conseguem merecer. Rios de livros lidos no silêncio de um bruto, prestes florido. Dentro de mim procuro ser melhor e distinguir-me dos outros e conseguir os meus objetivos simples.
Afonso Santos, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Um menino foi ver um escritor pouco conhecido e com o nome de Miguel. Ele foi comer com ele e citou muitos versos cómicos e os dois enlouquecidos com muitos risos.
Miguel, o escritor, viu o riso dos dois meninos pelo eco que se fez no refeitório, onde um dos meninos ingeriu um bife com legumes muito quente e nutritivo.
Miguel ficou surpreso com os risos enlouquecidos pois verificou que um simples verso provocou esse efeito curioso.
Ana Maria Silva, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Foi de noite que tudo se decorreu.
Vítor, um pequeno miúdo, pegou no seu livro de contos e começou. Leu e leu sem interrupções… Foi nesse momento que ele percebeu que tudo pode ser escrito e reescrito de todos os jeitos e gostos.
 E Vítor mergulhou no livro como se fosse um profundo rio cheio de lindos contos.
Nesse minuto ele despertou, pensou e decidiu que no futuro, ele mesmo pode ser o escritor de novos contos.
Bianca Argel, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Sempre te procurei nos sonhos, no céu, com todo o meu querer.
Em modo infinito, interrogo o silêncio em que me envolvi.
Onde dormes? Quem ouve os teus profundos suspiros?
O frio impõe-se num ponto luminoso em noites de luz muito forte. Busco o teu ser e sonho-te.
Quero ver-te dizer tudo num forte e no meio do rio entre cerdos sozinhos por muito tempo.
Nesse sítio oculto, fugiremos no tempo e verteremos pingos dos nossos olhos.
Carolina Teixeira, 6ºA,11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

O mundo hoje é horrível e violento,
Seres de mentes de fogo,
De povo desejoso, ressentido,
De ótimos momentos,
e sempre vivendo o incerto.

O ser é fogoso,
Descontente,
Desejoso,
Cheio de sonhos,
Sem jeito,
Sem objetivo.

Rostos sem sentido,
Olhos fogosos,
Sorrisos cheios de orgulho,
O tempo levou tudo,
Um horror imperioso.

Um desejo de poder possuir tudo,
O desejo de ter brilho,
Muitos medos ocultos.
Escondem-se nos seus olhos,
Muitos orgulhos,
Misteriosos,
Silenciosos,
Medrosos,
Segredos.
Diana Glória, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

O Guilherme pensou em ir ver o shopping por querer investir num peixe. Fomos todos juntos, eu, o Bruno, o Miguel, e o Hélio. Todos com opiniões diferentes, o que dificultou o cumprimento do objetivo. Porém no corredor vimos o nosso querido e velho professor de português. Ele gostou de nos ver felizes e contentes, nós tivemos gosto em revê-lo. Foi um excelente reencontro! Desde que ele se foi, tudo mudou… Contudo, mesmo sem ele conseguimos vencer!!!
Diogo Seixal, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Um homem escreveu um livro sobre um menino horrível. Num mês, experimentou e contou-lhe o seguinte conto:
Num inverno, um terrível menino disse muitos nomes feios e depois foi rir e comer.
Esse menino tem um dente de ouro e um pescoço de ferro!
Nisto, surgiu um super-homem que explodiu com os mordomos horríveis dum colégio.
Hoje o presidente fugiu, contudo o menino viu tudo. Ele disse que foi incrível e épico!
O menino quis o livro. 
Gonçalo Patrício, 6ºA, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Um morcego voou de certo sítio, chocou no cofre do senhor Miguel.
Este procurou ver de onde surgiu o ruído. Encontrou o bicho morto e enterrou-o no terreno do vizinho Bruno.
O senhor Bruno teve um desgosto muito profundo e decidiu oferecer-lhe um coelho preto. O seu nome foi logo escolhido: Morcego!
O coelho Morcego, um preguiçoso e teimoso, prejudicou o seu novo dono.
Dormiu dentro do frigorífico e desobedeceu muito, porém é um coelho muito fofinho.
Leandro Lopes, 6ºA, 14 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

O unicórnio Rodrigo é um bicho misterioso tipo um equídeo, que tem um corno comprido e retorcido, com quem o Miguel se diverte nos sonhos.
É um unicórnio meigo, divertido, veloz e cusco, que quer descobrir todos os segredos do Miguel.
O Miguel encontrou o tio e contou-lhe que tem sonhos com um unicórnio que quer descobrir os seus segredos.
O tio sorriu, pois o menino soube reproduzir um resumo do sonho que teve…
Que lindo sonho!!!
Maria de Jesus, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Num sítio muito bonito viveu um jovem que conseguiu um feito muito difícil!
Ele conseguiu construir um celeiro, feito de tijolo e cimento, com o dinheiro que o seu tio lhe deixou.
Foi esse tio que o criou, desde pequeno, como se fosse seu filho.
No celeiro colocou todo o trigo que o povo colheu.
Nesse sítio houve um sismo que destruiu o último celeiro e este jovem decidiu construir um novo.
O povo ficou muito feliz!
Maria Luísa Santos, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Olhei o espelho e vi o reflexo dum príncipe bonito e sorridente. Ele perguntou o meu nome, eu tremi de medo e fugi. Ele seguiu-me, sustive o movimento e fui com ele ver o céu refletido no espelho.
Senti-me muito leve e suspirei sem estremecer e perguntei-lhe o seu nome. Ele respondeu:
― O meu nome é Filipe e sou o príncipe do reino dos espelhos.
De repente ele sumiu e eu percebi que tive um só sonho…
Maria Ribeiro, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Num momento misterioso, o meu tio disse-me que tudo foi com o vento.
Sim, o vento levou-nos tudo: os porcos, os bois e os coelhos.
Nós morremos de desgosto, porém num certo momento fez-se luz: o meu tio lembrou-se que os viu fugir de um crocodilo.
Nem pensei que pudesse ver um crocodilo perto de mim ou que eles existissem perto de nós! Foi um momento misterioso que nós vivemos e que ninguém gostou muito de viver…
Mariana Graça, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Em setembro, num domingo, o menino Vicente telefonou dizendo: “Ó tio Jorge, levei no colo um bebé muito divertido de nome Miguel. Depois vi um lobo e gritei. Deixei os instrumentos pretos que pediste no rio Tejo, no sítio do costume. Escrevi um bilhete e fui resolver o ocorrido.
Beijos do teu querido sobrinho! Ligo-te depois.”
Fizeste muito bem Vicente! Espero mesmo que ligues! 
Um GNR veio resolver o ocorrido e com um tiro imobilizou o lobo.
Mariana Marto, Nº 18, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Os meus tios vivem num monte perto do rio. O monte tem o nome de Monte dos Sorrisos.
No outro domingo fui vê-los. Comemos, todos juntos, e depois de comer fomos ver o rio!
Os meus tios conhecem um senhor que vende donuts num sítio muito bonito perto do rio. Comemos donuts e soube-nos muito bem!
Depois de comermos os donuts fomos ver os peixes do rio. Vimos peixes vermelhos, roxos e verdes.
Vivemos momentos muito divertidos!
Matilde Mendonça, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Um relógio despertou o rei Pedro que logo se enervou pois queria dormir.
Só o seu filho pôde resolver tudo. Fez com que os seus súbditos o fizessem beber um copo de vinho tinto e logo ficou dormindo…
Depois, Luís, filho do rei Pedro, comprou bichos do sono em ouro num shopping perto deles e ofereceu-os no bosque pelos duendes do sono, de modo que o rei ficou dormindo em sossego e despertou com muito bom humor.
Miguel Gonçalves, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Pobre senhor porquinho Rodolfo que levou com um telemóvel no pé! Ferido, gritou de dor e entrou coxo no seu prédio.
Depois, o senhor porquinho Rodolfo dormiu imenso! Nesse meio-tempo, um bombeiro teve de socorrer o seu vizinho que queimou o dedo, o seu dedinho…
O vizinho ficou bem e o senhor Rodolfo deu o melhor no seu emprego superdivertido, prestigioso e imprescindível.
O porquinho Rodolfo escreveu um livro. Foi um sucesso! Por isso, tornou-se, inclusive, escritor.
Tiago Dias, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

O Nuno é um menino bondoso, inteligente e muito culto. O seu gosto por livros é enorme.
No outono de dois mil e quinze leu um livro sobre o universo e foi surpreendente.
Descobriu muitos segredos do universo e ficou curioso. Terminou o livro no mês seguinte.
Contou tudo no colégio, curiosos os professores pedem-lhe o livro. Orgulhoso o Nuno comprou cinco livros e ofereceu-lhes.
Felizes com este gesto do seu discente, os professores recebem-no com beijos.
Beatriz Leandro, 6ºB, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Profª Cândida Vieira

Ivo foi ter com o seu filho menor, o José, que brincou no seu pequeno triciclo. De repente, ouve-se um estrondo no telheiro de vidro do seu prédio.
Ivo viu que seu filho José deixou romper o pneu. Nesse instante riu-se e seu progenitor repreendeu-lhe por isso.
Pouco depois Ivo teve de ir com o José encher o pneu no telheiro. Por sorte só depois quebrou!
Com os pneus cheios o pequeno José divertiu-se no seu triciclo.
Bernardo Salas, 6ºB,11 anos, Olhão, Escola Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Um homem muito gordo, dono de um terreno sem luz, concebendo fogo com os seus fósforos.
O seu filho Júlio viveu consigo desde bebé. Teve um coelho muito gordo e peludo – o fofinho.
O seu vizinho montou-lhe luz, foi um momento muito feliz. Porém demorou pouco tempo porque choveu e com isso molhou o processo elétrico e destrui-o, o que fez o homem correr do domicílio com o seu coelho (o fofinho) e o seu filho Júlio.
Diogo Linhan, 6ºB,11 anos, Olhão, Escola Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Desde que eu comi brócolos que sinto um vigor diferente dos outros.
Nesse momento senti que o exercício de comer legumes verdes, frutos secos e outros petiscos biológicos que possuem um poder sobre o meu ser.
Em certo momento decidi obter um terreno e construir um edifício bonito onde os meus ossos pudessem render-se e eu dormir bem.
Este momento, levou-me num percurso difícil de esforço em que senti o meu ser tremer de orgulho. Suei feliz!
Érica Augusto, 6ºB,11 anos, Olhão, Escola Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Num trono, muito longe deste povo, existe um príncipe um pouco estúpido e sem jeito.
Num domingo recebeu um envelope muito sinistro, cheio de um pó com brilho. No querer ver o conteúdo do envelope, levou com o dito pó sobre o rosto perdendo o feitio estúpido.
Tentou descobrir quem lhe enviou o envelope, ficou perplexo em descobrir que foi o seu conhecido Zé Pedro.
Ele decidiu no momento o envio de um enorme presente como reconhecimento.
Gabriel Guerreiro, 6ºB,11 anos, Olhão, Escola Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Miguel no Hotel Dom Pedro Quinto bebeu muitos sumos e ficou doente, por isso ficou com dor nos intestinos, com vómitos e tosse. Tendo de beber oito mililitros de um líquido que comprou no Shopping Porto Center.
O seu Progenitor foi com ele no médico e solicitou um muito forte, tempo depois melhorou.
O Miguel foi com os primos Jorge e Filipe ver o jogo de futebol Porto / Sporting sendo que o vencedor foi o Sporting.
João Silva, 6ºB,11 anos, Olhão, Escola Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Num domingo de noite, um senhor leu um livro muito divertido, que sempre quis ler, e por isso ele ficou muito feliz, ficou mesmo contentíssimo.
Depois, ele decidiu escrever um livro seu sobre o que ele leu.
Demorou muito e muito tempo e conseguiu escrever um enorme livro. Ótimo!
Posteriormente, escreveu muitos e muitos outros livros e ficou muito conhecido como um escritor português.
Ele ficou muito feliz com o seu sucesso e continuou lendo e escrevendo.
Mariana Gomes, 6ºB,11 anos, Olhão, Escola Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Eu fui surpreendido por besouros 4K, isto é, besouros robôs com treinos de primeiro nível. Estes besouros vermelhos têm um único ponto onde explodem, que é o chifre. Venci-os! Cheguei pelo túnel de escorpiões W3000 e derrotei-os. Depois escorreguei e deslizei sobre um Zombie que se suicidou no torneio WX7. O torneio de nível superior, em que eu fui um membro. Killzones, por fim os últimos guerreiros demolidores supremos de nível tremendo, derrotei-os depois de um milénio.
Mário Madeira, 6ºB,11 anos, Olhão, Escola Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Que título vou escolher?
O texto pode ser sobre jovens, idosos, pequenos homens e mulheres ou de um peixe que é muito feio e muito teimoso, ou de um boi que ficou torto depois de ter perdido um corno, ou de um menino muito bonito que, junto do professor, ofereceu bombons.
Quero ser sincero, tudo, pouco me interessou, pouco é o jeito de isto tudo.
O erro foi do professor que pouco nos motivou, o texto escrever!
Marta Gago, nº15, 6ºB, 11 anos, escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Ontem de noite, o meu sobrinho e eu fizemos um bolo.
O bolo ficou delicioso, com um incrível e estupendo cheiro de pêssego!
Nós comemo-lo ferozmente e, infelizmente, ele terminou...
Rimos, divertimo-nos e sobretudo convivemos um com o outro. Foi um momento intenso, porém inesquecível!
Este pequeno momento foi suficientemente bondoso e rico em sentimentos…
Ontem de noite foi impossível sentir medo, visto que todo o sentimento vivido foi positivo.
Contudo, espero poder repetir este momento vivido…
Patrícia Carvalho, 6ºB, 11 anos, escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Ontem fui ver o pôr-do-sol. Ele despertou-me um imenso desejo de ver o meu tio!
Esse mistério nem eu consigo compreender…
Hoje no estudo de Português fiz este belo exercício de sinónimos sem nenhum erro.
Brinquei com os objetos, dei-lhes nomes e escondi-os entre os troncos de um velho pinheiro com o murmúrio do vento entre os bosques verdes, sombrios e infinitos.
O lobo uivou sem motivo nenhum, e sem temor pelo que escutou, viu e terminou.
Pedro Pereira, 6ºB, 11 anos, escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Nuno é um menino tímido. Tem medo de Robinson pois ele é conflituoso com todos os miúdos do colégio. Nuno defendeu-se de Robinson e deu-lhe um murro no rosto.
Robinson enfurecido gritou bem estridentemente:
― I!! O QUE FOI ISSO?
Nuno gelou de medo com o grito de Robinson e todo o colégio parou como todos os professores.
O Diretor do colégio gritou:
― NÃO QUERO ISTO NO MEU COLÉGIO!
E todo o colégio obedeceu e voltou como criou.
Rania Sequeira, nº15, 6ºB, 11 anos, escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, professora Cândida Vieira

Digo que escrever este texto que me pede é difícil. Requer um conjunto específico de termos que substituem o proibido. Porém, mesmo sem o uso desse termo irei construir um! 
Neste texto sem sentido, utilizo o nosso doce e belo português. 
Com um estilo forte, sem oprimir, este texto tem equilíbrio! 
Sinto que existe um termo escondido, que é um impedimento. E pergunto: existe um belo verso que omite o proibido? 
Existe sim, este feito por mim!
Rodrigo Peres, 6ºB,11 anos, Olhão, Escola Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Sonhei com um mundo diferente: seres enormes, redondos, horrorosos, monstruosos, sem olhos, sem tronco, enfim mesmo muito esquisitos!
O objetivo destes seres foi destruir o mundo tecnológico todo, com o intuito de proteger-nos: nossos cérebros consumidos e dependentes deste vício, muito destrutivo.
Seres horrorosos e inteligentes, pois tendo eles esse poder, o mundo ficou melhor, comprometendo os seres vivos num enorme compromisso.
Sonho esquisito que teve um bom fim, só que no mundo de hoje é impossível.
Vasco Barros, 6ºB,11 anos, Olhão, Escola Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

― Bom jogo, jovem! Tens que ter muitos treinos esquisitos! Se comeres muitos figos, podes ter poder no pé e depois podes dizer “goloooooooooooo” no jogo!
― Sim, quero muito dizê-lo! E tu queres?
― Sim quero, meu primo!
― Vens ver o meu próximo dérbi?
― Sim, se puder vir… venho logo!
― É o que eu sempre desejo, primo!
― E terei todo o tempo do mundo, no fim do meu negócio…
― Iupi, estou feliz! Mesmo muito feliz, super, super, super feliz!
Eduardo Campôa, 6ºC, 13 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Profª Cândida Vieira

Diogo, um menino loiro com olhos verdes e óculos redondos...
O seu professor de português, Frederico, diz:
― Nomes? Verbos? Preposições? Diogo!
― Eu, senhor professor.
― Sou invisível?
― Fez-me rir... ― disse Diogo.
Depois ele continuou (mexendo no seu bebedor preto):
― PROFESSOR???
De repente… Ups! O professor observou que o Diogo deixou o sumo explodir no desenho. De frequente sorriso, começou:
― Desculpe... foi sem querer!
― É sempre. SEMPRE…
Desiludido e triste com o que fez disse:
― Prometo, que vou ser inteligente... 
Nicole Teixeira, 6ºC, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Profª Cândida Vieira

O Nelson sempre fez movimentos muito complexos nos treinos de futebol, como sempre fintou os homens todos.
Logo depois de correr muito nos treinos, ele quis ir ter com o seu tio que lhe ofereceu uns ténis de futebol. O Nelson, velozmente, responde-lhe:
― Vou prometer-te um jogo vitorioso, meu querido tio!
O seu tio foi ter com o filho logo depois de ir ter com o seu primo Jorge!
O Jorge quis ir ver o primo Nelson! 
Pedro Simão, 6ºC, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Profª Cândida Vieira

O Pedro viu um homem que roubou curgetes e foi logo vender. Isso é crime!
Depois o idoso sentiu-se indisposto.
O Pedro viu o 112 e lembrou-se de socorrer o idoso que se sentiu muito tonto porque tomou os remédios incorretos, pois teve um enorme descuido.
Depois ele ficou sozinho e triste. O médico disse que ele morreu. Ele foi ver o enterro tristemente…
Depois, ele jogou futebol e recebeu o prémio divertindo-se imenso. Regressou muito feliz!
Rodrigo Lemos, 6ºC, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Profª Cândida Vieira

Um coelho muito esperto disse:
― Estou muito orgulhoso porque recebi um presente enorme!
Depois pegou no presente e foi comer muito Sushi.
De repente ele viu um homem comendo pêssegos de um enorme pessegueiro.
Depois o senhor coelho foi dormir no hotel cujo dono é o excelentíssimo senhor doutor Juiz Luís, que exerce funções no edifício do sol poente junto dum enorme colégio, sempre cheio de jovens, onde o filho do senhor coelho estudou português e inglês.
Tiago Gomes, 6ºC, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Profª Cândida Vieira

Muitos meses depois de eu subir de nível num jogo de Zômbis, no meu telemóvel, vi um pombo dentro dum rio seco, esquisito, cheio de mosquitos pretos.
Com o medo, ele bem tentou fugir e disse: Cru! Cru! Cru! Cru! Socorro! - gritou ele com medo. - Quero ir que sou medroso! Tirem-me deste túnel fundo e esquisito!
Bziiziiiiiiii!! - os terríveis mosquitos negros e sérios.
Pobrezinho do pombo com fome, com frio e com muito sono!...
Valdir Fernandes, 6ºC, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Profª Cândida Vieira

Certo domingo de outono o professor veio de helicóptero e, sem querer, colocou o dedo no sumo do meu primo, que nesse mês teve de ir viver no cimo do meu prédio, porque fugindo do mestre e professor, ele lhe deu nos dentes por ter dito “tu és um bimbo!”. Tudo porque o meu primo se esqueceu de lhe dizer que o seu coelho fugiu com o touro de comboio.
Samuel Cunha, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

No momento em que eu e o meu tio conhecemos o continente do sol negro, descobrimos que o sol de ouro virou negro, porque os meninos morrem de fome. Os meninos morrem de fome?
No momento em que sol ficou esquisito, o meu tio ficou com medo e fugiu.
Porém eu fiquei e encontrei o ninho dos bondosos e o ninho dos demónios… e depois… fugi.
E vocês? Conseguem socorrer os meninos do continente do sol negro?
Marta Alexandra Pinto, 6º B – 10 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves

O coelho bondoso comeu um céu cheio de cores.
Cheio de cores tornou-se um super-homem com poderes poderosos.
O coelho tem o poder de colorir o universo.
Com este poder ele primeiro pintou o céu de cores muito fortes.
Depois pintou o sol com cores diferentes e o sol ficou feliz.
E pintou frutos de verde, que crescem enormes e fortes.
O coelho sentiu-se colorido e feliz. Feliz!
Somos como o coelho e podemos colorir o universo.
Evandro Cardas Corneta, 6º B – 13 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves

Recuei no tempo e encontrei o primeiro idoso que leu o primeiro livro.
O primeiro idoso encontrou o primeiro livro no Templo dos Livros.
O primeiro livro do Templo dos Livros foi escrito pelo escritor Luís.
O escritor Luís leu o primeiro livro com Deus.
O escritor Luís escreveu o primeiro livro do Templo dos Livros com Deus.
O escritor Luís escreveu o primeiro livro que Deus escreveu.
Todos os que o leem …. leem sem fim.
Marco Gabriel Abrantes, 6º B – 11 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves

Eu sou o super futebol
Tenho pés super fortes e um super músculo.
O meu corpo tem super poderes.
Os meus poderes? Enormes!
Eu defendo golos que vencem todos os homens pérfidos.
Invento jogos que vencem todos os injustos.
Crio brinquedos que vencem todos os outros brinquedos.
E depois descubro nomes de jogos que vencem sempre os piores.
É isto! Eu sou o super futebol, que vence sempre todos os vilões.
Eu sou o homem super destemido!
Tiago Filipe Salgueiro Campos, 5º B – 11 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves

Existe um menino que tem medo.
O menino que tem medo cresceu com medo do escuro.
No escuro o medo cresce, cresce, cresce…
E o menino que tem medo diminui, diminui, diminui….
Existe um menino que tem medo e esse menino sofre, sofre, sofre…
Escurece e o menino tem medo. Ele vê monstros!
Escurece e o menino sofre.
Escurece e o menino existe sozinho.
O menino tem medo do escuro. Escurece e o medo vem.
Só medo.
Josefa Guimarães Barros, 5º B – 11 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves

Os meninos correm no rio felizes.
O rio tem meninos que correm felizes.
Este rio é diferente, porque tem muitos percursos bons…
Os meninos correm e veem peixes com flores, montes com flores, golfinhos com flores e leões com flores…
Os meninos sentem-se felizes.
O rio sente-se feliz.
O rio sente-se muito feliz, porque tem flores sem fim.
O rio sente-se muito feliz, porque tem muitos meninos bons e felizes.
No fim do rio existem príncipes divertidos.
Lara Fabiana Campos Salgueiro, 5º B – 10 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves

Um helicóptero chegou e retirou o Diogo do gelo. Foi um instrumento preciso, que puxou o Diogo do sítio misterioso.
No mundo do Diogo tudo é frio menos o minúsculo dedo mindinho.
― Quem és tu?
― Sou um excelente inventor dos brinquedos de gelo. E envio os brinquedos de gelo do Monte Destino Misterioso, todos os meses.
O sítio misterioso dos brinquedos de gelo tem um cofre cheio de bonecos, brinquedos e um professor diferente, feiticeiro…
Diogo Alexandre Gaspar Nine Barros, 5º A – 11 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves

O primeiro erro é esquisito e difícil de entender.
O segundo erro é triste e ouve monstros.
O terceiro erro é feliz e tem sonhos.
O erro seguinte é rei de preguiçosos.
O quinto erro é um mentiroso no reino dos impostores.
O sexto erro é um sítio onde ninguém é bom.
O sétimo erro vive de noite e só dorme.
O erro que vem depois vê um mundo oposto.
O nono erro lê livros…é esperto.
Maria da Graça Limas, 5º A – 12 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves

Existe um menino que vive num mundo perdido.
O menino que vive num mundo perdido sente-se triste, muito triste.
Ele sente-se muito, muito triste porque todos discutem.
Todos discutem sem motivo.
O menino sente-se triste e só no mundo.
No inverno, ele encontrou o Kiko.
O Kiko é um menino que vive num sítio sereno, cheio de sorrisos.
Ele é sereno como o sítio onde vive e com ele o nosso menino triste, que vive perdido, sorri!
Sandro Soares Kingani, 6º B – 13 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves

Hoje vi um herói num hotel. O meu herói é humilde, lindo, minúsculo, o melhor do mundo.
Ontem o meu herói viu um lobo e o rei Joel.
O rei Joel pediu que o lobo que lhe trouxesse um livro bom, porque existem meninos sem livros, com sonhos de ler.
O lobo procurou o livro bom, no sítio dos príncipes coloridos, onde existe um livro com um código misterioso… quem o lê descobre o código dos sonhos.
Liliana Fernandes Graça, 6º B – 12 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves

O meu sonho? O meu sonho é diferente.
Eu sonhei com um esqueleto. O esqueleto esquisito vive com o sonho de comer-me. Porém, eu fujo do meu sonho esquisito e deixo o esqueleto esquisito comer-me?
O esqueleto esquisito corre comigo sempre que me vê. Ele vê-me dormir e depois sorrimos …existem risos, risos e risos sem fim.
Em vez de comer-me, o esqueleto esquisito fez-se luz e sorriso.
O meu sonho? O meu sonho é diferente.
Sónia Patrícia da Cruz Alves, 6º C – 13 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves

O meu objetivo é ser melhor. Melhor que tudo, melhor que todos.
O meu objetivo é ser sol no inverno, instrumento misterioso, escondido no bolso de Júpiter.
Tenho em mim sonhos… o sonho de possuir o mundo sob os meus pés.
Tudo fruto do herói que só fui e serei.
O meu objetivo é ser o melhor do universo. Eu quero ser o inventor de um mundo novo,
Um mundo novo que vem do melhor de mim.
Tiago Avies, 5º A – 11 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves

O Guilherme quer percorrer o mundo, descobrir costumes e conhecer gente diferente.
Esteve em Londres, onde foi muito bem recebido. Visitou muitos museus, o seu monumento preferido foi o incrível Big Ben.
Depois visitou o México, um sítio lindo, com muito que comer e ver.
Esteve depois no Porto, onde deu um mergulho no rio Douro, bebeu vinho do Porto, conheceu os Clérigos.
Feliz, Guilherme tirou fotos incríveis que postou no seu livro “Percorrer o mundo “.
Ana Fulé Pereira, 5ºC
, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Eu, hoje, entrei no meu colégio e vi dois monstros, um vermelho e um verde. Eu disse-lhes:
― Oi! Porque é que têm um pinheiro no pé?
― Nós temos um pinheiro no pé, porque é isto que comemos.
Eu ri-me e diverti-me muito com os monstros!
Depois tive de ir ter com o meu tio que é o diretor do colégio. Ele pediu que desse um bilhete muito complexo e urgente.
Por fim despedi-me de todos com beijinhos. 
Sara Mendes, 5ºC, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

É difícil, é muito difícil entender os motivos, o porquê. Decidiste ir-te sem sequer te despedires.
E, hoje, vinte e sete invernos depois revivo tudo: somos jovens, perdidos, chorosos. Que tormento ver os teus progenitores num desespero…
Fiquei entrementes muito tempo sem rumo, (in)consciente, sem querer dormir.
O cosmos foi-nos cruel e o destino imprudente.
Fiquei sem fotos, sem os escritos, só com um ténue vislumbre do teu sorriso.
Suspiro sempre porque posso nem tudo ter feito.
Mireille Amaral, 42 anos, Gondomar

Liberto
Leonardo parado de compor letras após três meses, sente aperto de parar o sossego de tocar teclado do ordenador…
… como se sente prestador ao compor!
Apesar de parado, dado processo decente, pôs-se contando contos.
Alcançaram cooperação para comprar ordenador para o “people”… as pessoas.
Compor letras é marcante, mas nem sempre pode. Leonardo carece de amparo e nem sempre o tem por lapso de pessoal. Leonardo tenta compreender… sente cólera… tem de se adaptar…
A compor solta-se.
Sérgio Felício, 37 anos, Coimbra


Sentidos
Busco o quente… Pincel vermelho-escuro que toque o íntimo do pôr-do-sol num simples sorriso tímido. É o seco nevoeiro sem cor. Observo o som do rio e conto os minutos num lento relógio que dorme no meu ser. Movimento; corro livremente no sereno erguer; esse poder de ser quem sou…. Descubro-me e perco-me no mesmo horizonte em que me encontrei. Sou o início e o fim de mim próprio.
E durmo… Como é bom sonhos ter.
Mariana Cascais, 17 anos, Miguel Tavares, 18 anos, e Sérgio Gonçalves, 17 anos, 12º CT4, da Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões

Eu e o poente
Observo o poente e penso.
Longe, muito longe, um rio.
Perto de mim, um melro.
Observo isto, com todos os meus sentidos e, sozinho, reflito sobre como é bom ser livre e puro num mundo cheio de controlo e rigor, onde ser diferente é ser louco.
Como viver com isto? Viver, simplesmente, como os outros. Viver dos clichés. Viver dos estereótipos. Viver um «hoje» rotineiro.
Neste poente penso como invejo o mundo inconsciente.
Ana Cabeça, 17 anos, Gonçalo Costa, 17 anos, e Rebeca Miguens, 18 anos, 12º CT4, da Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões

Nem sei que introduzir, tudo é difícil no início, porém vem como quem segue sem suplício. Escrever no sol reflete-se no escuro, como o progresso se consegue no futuro.
No fim, tudo é possível, construindo-se um rumo sem que ninguém me estorve de ser indestrutível. Só é preciso ser destemido, com o objetivo do escrito ser concebido.
Redigir o que sinto, perseguir o que pinto. Quem consegue entender é pior que eu, inteligente, percebe o que sucedeu.
Elisabete Domingos e Simone Roca, 18 anos, 12º CT4, da Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões

Nos últimos tempos, o tempo esteve muito chuvoso. O nosso recreio ficou só e triste. Nós tivemos de escrever jogos divertidos no telemóvel do professor Hugo, porque ficou tudo tolo. O monopólio ficou sem sentido, um livro ficou incolor, o bowling fechou, tudo ficou infeliz. O professor resolveu tudo com um vídeo do futuro, colocou todos em movimento e o tempo fez esquecer. O sol ouviu o som do riso dos jovens e foi florir o recreio.
Alunos do 2º A – EB Ermida – AE Abel Salazar – Matosinhos, prof. Alexandra e Joana Guimarães

Imerso num bosque, sob o sol de outono, trinquei um fruto verde que me lembrou dos meus tempos coloridos de juventude… Tempos inesquecíveis.
Espero que no futuro o universo me recompense com belos versos e momentos, em que, sendo os relógios inexistentes, o rio flui com o vento e com o crescimento dos peixes.
No sítio onde os seixos florescem como flores, encontro o meu destino – é ele que me surpreende com os sons de mentirosos segredos.
Ana Vieira e Simão Guedes, 17 anos, Joana Moreno e Luana Borges, 18 anos, 12º CT4 da Escola Secundária José Saramago, Mafra, prof Teresa Simões

Neste mundo colorido, existe pelo menos um indivíduo cujo destino não lhe concede sorte. Eu digo um entre dois ou, em melhor hipótese, entre três… Estes pobres seres que dormem todo o crepúsculo!
Eles, que no mundo ninguém quer conhecer, possuem mesmo um poder incrível. Seguindo o princípio de que conseguem ser úteis, podem fornecer um contributo inesquecível e, deste modo, serem inseridos em grupos que, com extenso esforço, presentemente, conduzem projetos em prol do bem comum.
Simão Santos, 12º CT3 da Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões

Objetos sem fim, sem ordem, nem sentido. Observo o pintor com o seu pincel num movimento sem fim, tento pressupor o desfecho, porém é-me impossível. Desisto. Isto é o esplendor do futuro. O futuro é composto de condições e surpreendentes episódios que ninguém pode prever. Por isso, observo. Deixo o que julgo, o que espero. Vivo o momento e deixo de me iludir. Quietude contente que revolve o interior. O prenúncio de um tumulto secreto e indolor.

Marta Sousa, 32 anos, Barreiro 

Novo rumo
Vivo dormente, sempre me diminuindo sem sentido, por ser nenhum sem trilho.
Este sentimento de existir sem existir, é somente espelho do inconformismo com este colectivo. De que serve viver somente querendo o ter?
Embebo ímpeto defensivo de sobreviver. Chegou momento de volver corpo e dirigir-me por diferente porto. Nem é melhor nem pior, é distinto e poderei dizer-me que tentei.
Não vou viver noutro mundo. Fico neste, porém quid novi. Novo costume, novo movimento, novo sol.
Eurídice Rocha, 52 anos, Coimbra

Gisele, de vestido preto, viu-se no espelho e retocou o rímel, olhou nos seus olhos, de íris verde, e viu neles o seu desmedido e triste desejo.
No seu cômodo, viu pelo vidro, com enorme dor, o reflexo do seu esposo, que reside longe de si, por muito tempo. Prefere o seu desvelo obscuro. Fé reside em si, no peito, que o seu querido retorne e se delicie com o vinho vermelho no belo copo de vidro.
Melissa A, Escola Secundária José Saramago – Mafra, prof Teresa Simões

Eu sou o Rodrigo e gosto muito de jogos de Lego. O meu tio Pedro quer-me oferecer um jogo novo. Estou muito contente! Eu pergunto-lhe se é divertido e ele diz sempre que sim, por isso sei que é divertido e quero ver esse jogo... Depois de dois meses, o meu tio ofereceu-me o jogo e eu estou muito, muito, muito, muitíssimo contente! Ó meu Deus do céu, é um jogo de Lego. Vou construir. Depois volto.
Beatriz Rocha, 5º B, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

De noite vi o Humberto receoso, com medo pelo conto que leu.
Pobre Humberto, ficou cheio de medo e ninguém soube! Leu sem que ninguém descobrisse…
Pois com medo do livro, colocou um cesto com… figos, mel, queijo e um livro de contos com construções.
Depois deixou-se dormir. Teve um sonho horrível: pensou que os zombies o viessem comer.
De súbito despertou cheio de medo! Com muito medo pulou e percebeu que o que sonhou foi embuste.
Carolina Brandão, 5º B, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

De noite é perigoso.
Logo que o meu tio me diz que tenho de ir pôr o lixo no contentor, eu digo-lhe:
― Tio, é perigoso e tenho medo. Existem, nesse sítio muitos livros!
O tio responde:
― O que tem?
― Tu ouviste o conto?
― Que conto?
― Ler é perigoso! ― disse eu cheio de medo!
― Ler é perigoso? Quem te disse isso?
― Ninguém. Existe um livro perigoso...
― Onde o puseste?
― No contentor.
― Pronto! Eu jogo o lixo.
― Obrigado!
Carolina Morais, 5º B, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

O cuco do Ulisses come milho frito, o lince do Ulisses come peixe e o Ulisses? O que come? Come um pouco de tudo... frutos vermelhos, milho frito, peixe...
Ele prefere viver no bosque, tem lindos bichinhos! Ele tem um sítio secreto muito bonito no meio do bosque florido perto do ribeirinho florido. Ele vive feliz no bosque com os seus bichos que comem muito... O Ulisses é o menino do bosque florido! O Ulisses é muito feliz!
Carolina Mendes, 5º B, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

De noite eu vi um monstro muito feio! Ele é muito horroroso.
Ele mete muito medo, é sombrio. Ele é muito pobre e louco. Ele quer comer o meu telemóvel, simplesmente porque sim! Ele é muito burro e nojento. Ele quer comer o meu tio e os meus peixes. É muito piolhoso e quer comer os meus óculos e o meu PC. É menos esperto do que um burro! É mesmo sujo como um porco no chiqueiro.
Cristiano Freitas Estevam, 5º B, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

Estive no Zoo e fui de comboio. Visitei os golfinhos, rinocerontes, tigres, crocodilos, esquilos e muitos outros.
Joguei frutos secos no recinto dos esquilos e brinquei muito com os golfinhos… eles emitem sons muito giros! Dos crocodilos tive muito medo, estive bem perto deles e gritei:
― Ui! Ui!... que medo eu tenho!
Tive sorte em conseguir fugir! De teleférico consegui ver todo o Zoo. Muito lindo!
Fiquei com fome. Comi um belo bife e logo ficou noite.
Guilherme Guerreiro, 5º B, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

Num mês de inverno fui ver um filme de terror no fórum com o meu primo Miguel. Sem ninguém ver tirei dinheiro do cofre do meu tio com fé de ninguém descobrir. Fomos ver o filme com um sumo de pêssego e um doce. O filme terminou e fomos percorrendo o trilho e quem é que surgiu no fim do beco? O meu tio. Ele furioso repreendeu-nos com o chinelo e nós prometemos devolver-lhe o seu dinheiro.
Inês da Silva Pimenta, 5º B, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

Tito é coelho gorducho, fofinho e irrequieto. O Tito, de noite, fugiu de trotinete. Ele foi ter com o grupo, onde tem outros coelhos. Esse grupo vive perto do rio. O Tito foi o único que tomou duche. Depois o Tito voltou de trotinete.
O Tito foi comer, viu TV e pensou de repente “como eu tenho bons donos, como eu sou um coelho cheio de sorte”.
Ele sonhou com o seu lindo mundo: «Mundo do Tito».
Isabel Pereira, 5º B, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

Um menino de nome Miguel, fugiu do seu edifício e foi ver um concerto do Diogo Mendes. Depois do concerto foi beber um sumo no continente, e ouviu… um ruído… de um jogo que estourou. Ele foi ver e viu um menino com o jogo destruído. O menino diz:
― Estou muito triste.
O Miguel respondeu:
― Queres que eu te compre um jogo novo?
O menino responde:
― Sim, quero.
Miguel ofereceu-lhe um superdivertido. O menino ficou muito feliz!
Joana Leandro, 5º B, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

O urso de peluche, cujo nome é Ted, tem o pelo cinzento, liso, olhos verdes, boné roxo e um cheiro muito forte de perfume de lírio.
O dono do ursinho de peluche Ted é um menino e seu nome é Rodrigo, um menino pequeno, de pezinhos fofinhos.
Esse menino vive em Pegões junto com o seu urso Ted.
No futuro ele quer oferecer o urso. Seu irmão Tomé… Eu gosto muito o meu ursinho de peluche Ted!
Letícia Araújo, 5º B, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

Em fevereiro de 2018, fui ver um sítio lindo, no Norte, de nome Torre. É um sítio onde se vê neve no inverno e onde podemos divertir-nos com trenós.
Fiz um boneco de neve e escorreguei no trenó. Estive muito tempo entretido. Foi bem divertido! Quero repetir o trilho. Todos rimos imenso e ficou o gosto de irmos no próximo inverno.
Fomos no nosso veículo e dormimos num hotel pequeno e giro. Correu tudo muito bem e foi fixe!
Luís Costa, 5º B, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

Ontem, o Igor foi correr com o seu tio e levou o seu brinquedo preferido: um minicubo, um cubo muito pequeno e colorido.
Depois, veio o seu professor Jorge que lhe perguntou:
― Posso correr convosco?
― Sim!
Logo, o Igor se sentou e quis beber um sumo de mirtilo.
O tio perguntou-lhe:
― Bebeste todo, Igor?
― Só sobrou um pouco ― respondeu o Igor.
O Igor gostou de correr com o professor e o tio.
O professor despediu-se deles, sorriu!
Matilde Correia, 5º B, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

O meu nome é Crispim, sou um peixe que vive no rio. Estou sempre doente, nem sei porquê! Presumo que é do lodo. Gosto muito de comer e sou enorme!
­­― Tem de comer menos! ― disse-me o médico.
― Senhor doutor, é um vício! ― respondi eu.
Uso óculos e gosto muito de ler. Hoje estou com conjuntivite e tenho otites. Gosto de ver TV, filmes e séries. Isto é muito divertido e giro! E tudo é bom no rio.
Miguel Tomás, 5º B, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

O professor de português chegou e pensou num texto. Depois pensou melhor e disse:
― Hoje quero o texto do nº 28, sem o “P”, como T.P.C. ― gritou o professor, porque ouviu um imenso estrondo.
Posteriormente, o professor perguntou pelo T.P.C. Primeiro ninguém, depois perguntou de novo e um terço deles respondeu que sim. O professor ficou super-triste e deu o dobro dos T.P.Cs. (exceto os outros meninos do sim).
Por fim, todos fizemos o imenso T.P.C.
― YUPY!
Romeu Januário, 5º B, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

Eu fui ler um livro velho e encontrei um desenho de um tesouro dentro. O livro encontrei-o de onde vivo. Desenho reflete um cofre com um código inscrito. Que depois de resolvido indico o fim do livro, no fim do livro um mistério por resolver!
No topo estou
No cimo toco
Ritmo é o meu dom
Certo é o meu tom!
Descobri o segredo: o sino!
Muito simples!
― Esplêndido! Muito ouro encontrei e feliz muito fiquei!
Tiago Correia, 5º B, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

O Guilherme, foi ver TV depois viu um homem que foi ver os seus filhos. Os nomes deles: Pedro e Luís.
― Oi! ― diz o Guilherme. ― Como é o vosso nome?
― Os nossos nomes, o meu é Pedro e o dele é Luís.
― Bem, pelo que noto o vosso filme é muito de terror ― diz o Guilherme
― É o nosso vizinho é bem terrível! – dizem os primos.
Momentos depois, o Guilherme enviou um sms com conhecimento dos vizinhos.
Tiago Viegas, 5º B, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira
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Eu sou o Vicente, tenho 5 coelhos: o Zézinho, o Pedrinho, o Luisinho, o Verdinho e o Pretinho. Todos gémeos. Tenho 10 peixes: 5 enormes, o Nélio, o Té, o Zé, o Titi e o Pel, e 5 pequenos, o Timi, o Momó, Zezé, o Dormi e o Lili. Tenho um espelho enorme! Sendo enorme, conseguimos todos ver-nos no espelho, os coelhos, os peixes e eu. E vocês? Se o meu texto vos surpreendeu, mostrem que sim.
Alexandra Costa, 5º C, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

Jesus ofereceu-nos um mundo bonito e multicolorido! Eu explico: num momento certo, José teve um filho muito lindo: é o nosso príncipe novo, é Jesus. E ele teve um irmão, que é o Josézinho. Conhecem? Decerto que sim!
Nisto o meu telemóvel tocou. E o toque do meu novo telemóvel é o do Pokémon!!! Ele mesmo sendo preto, reluz sempre.
O meu telemóvel é lento e misterioso. Sempre que o ligo, ele põe-me no centro do mundo.
Ana Luísa Lopes, 5º C, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

O meu vizinho Vítor tem um Porsche vermelho muito bonito. Ele tem um boné preto e verde.
Ontem fui comer sushi com meu primo Pedro e depois fomos de comboio ver os bosques no Gerês. O menino chorou porque quer os berlindes do seu tio. Eu foi ver um filme no televisor. O nome do filme é “Os Mínimos”, muito conhecido pelos bonecos coloridos.
No mês de dezembro irei comer doces e fritos, feitos pelos meus tios.
Beatriz Vicente, 5º C, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

O Jogo
Estou no nível cem. Foi difícil conseguir este momento! Estive no telemóvel muito tempo! Fiquei em pé, todo vermelho. Tive um choque térmico, porque o telemóvel explodiu! Recomecei tudo num livro. O jogo ficou muito fixe, porque ficou “online” e com “primeiros socorros” dos meus tios. Diverti-me muito! De repente, vi que ficou no nível cem. Ontem o meu recorde foi de cento e vinte. Hoje fez-me perder o meu peixe, molhou o livro todo…
Clara Claro, 5º C, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

Viver é um presente de Deus!
Por isso vou sorrir e ser feliz!
Vou oferecer beijos sinceros e miminhos sem fim!
Porque ser feliz, é dividir com os outros o que temos de melhor... e no fim ouvir um gosto de ti!
É poder sentir o vento no rosto e ver o sol que se põe!
O tempo corre, por isso é urgente viver sem medo de ser feliz!
Gosto muito do presente que Deus me deu!
Érica Anacleto, 5º C, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

Num certo momento, encontrei um coelhinho cheio de fome, tremendo de frio. Eu peguei nele e levei-o no médico dos seres vivos. Ele foi visto. Depois, trouxe-o comigo e tornou-se o meu melhor coelhinho de sempre! De noite, fui, eu e o meu coelhinho, num bosque lindo e florido! Divertimo-nos imenso! Depois fizemos um piquenique. Trouxemos: sushi, sumos, bolinhos de iogurte, pudins e frutos. O coelhinho comeu muito, muito. Esse foi o meu melhor momento de sempre.
Fátima Zahra, 5º C, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

Oi! Eu sou o Miguel. Tenho um livro muito fixe que é o do youtuber Reezendivel. O livro é de um herói de dois mundos. Eu gosto de ler. Gosto mesmo de um jogo que é o Free Fire. Gosto de pôr fotos no meu perfil e gosto de dormir no outono, ler, comer, mexer no telefone, ver vídeos, gosto do tempo, e ouvir funk. Eu sou muito feliz com o meu nome e gosto de escrever.
Gabriel Mendes, 5º C, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

Num momento, o Rui foi no shopping dizer que o professor dele foi de comboio ver o seu primo. O Rui, depois, foi ler um livro com o seu primo. Depois deles terem lido o livro, o Rui viu um ouriço no espelho e riu muito, com o seu primo. O primo do Rui viu o shopping, entrou e comeu sushi. De repente lembrou-se de comer o resto do sushi do primo, visto que ele detestou sushi.
Luana Fernandes, 5º C, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

Eu quero entender português, quero escrever, quero ler com poder de querer e o poder de ser. Eu sei português!!! 
Eu quero entender inglês, quero perceber inglês, quero escrever, quero ler, quero ser!!!
Eu gosto muito de TIC. Ver e ser, mexer no telemóvel. Entender o mistério do telemóvel... oh...
Eu gosto de EV. EV é constituído por HGP, PORT... etc... EV é um misto de conselhos sobre o mundo. Conselhos que recebo neste sítio: é fixe.
Manuela Sousa, 5º C, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

Oi! Eu sou o Rui. Tenho cinco belos coelhos: o Rody que é preto, o Nody que tem olhos vermelhos, o Rufi, o luri e o Clui, que têm olhos verdes. De noite os meus coelhos roem tudo e fico nervoso com o ruído. Desperto cheio de sono e tenho que ir de comboio. Eu demoro sempre muito tempo e perco o comboio. O meu Tio diz frequentemente que eu sou muito preguiçoso e que estou gordinho.
Maria Leonor Minga, 5º C, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

O menino infeliz
Este conto é sobre um menino muito bonito, fofinho e inteligente. Ele sofre de bullying e todos os meses sofre muito e sente-se muito infeliz.
Em todos os recreios, ele come sozinho, tem muitos inimigos e os livros …oh sobre esses nem comento.
Ele lê muitos livros em inglês sobre insetos.
Houve um momento em que conheceu um menino idêntico. Ele começou lendo frequentemente, em conjunto com esse menino.
Eles leem juntos com interesse.
Miriam Fernandes, 5º C, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

O Romeu encontrou o Rodrigo e o Plínio no shopping. Levou-os de Metro e deixou-os no hotel. Depois foi com eles ver o jogo de futebol Sporting/ Estoril. No jogo, o Romeu foi com eles comer porco no espeto e bebeu um sumo de pêssego. O Plínio escolheu beber um copo de vinho tinto e o Rodrigo bebeu um sumo de dióspiro. No fim, o jogo terminou com o Estoril vitorioso e o José Peseiro foi despedido.
Tiago Quitério, 5º C, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

Ontem estive no zoo e conheci um tigre lindo e muito feliz com o seu pelo fofo e bege. O tigre Miguel foi num jipe verde e viu o felino Jorge. Nesse momento disse:
― Estou cheio de fome!
O felino Jorge lembrou-se que do bife cru com nozes e mel que o seu tio velhote comeu e mostrou o desenho que fez do bife com o seu telemóvel novo. O Jorge ficou doido e quis um bife.
Afonso Rodrigues, 5º D, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

Tudo requer muito equilíbrio psicológico pois o nosso viver, o nosso mundo, tudo o que se move, se bebe, se come, se dorme requer o devido equilíbrio. É sempre um mesmo jeito de ser, um ótimo propósito moderno deste novo século, é o que é mesmo preciso "ser".
Eu pergunto-me: "Eu sou? Eu existo? Eu quero? Eu vivo?”
E respondo:
― Sim! Eu vivo!
É só o que sinto, vivo num mundo sofrido, pobre de espírito e poderoso.
Ariana Santos, 5º D, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

No inverno de noite o coelho come muitos legumes e frutos silvestres com o esquilo que vive no fundo do bosque escuro e escondido.
Com o frio, neve, gelo e vento o coelho convidou o esquilo que logo perguntou se o urso pode ir com ele porque vive no mesmo sítio.
Um lobo quis ver o reboliço no bosque, juntou-se com eles.
No meio do reboliço comem todo o que o coelho oferece: brócolos, couves e curgetes.
Ariana Serôdio, 5º D, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

Mundo de hoje
O mundo de hoje é violento, cruel e destruidor.
Viver nele é difícil, pois existem conflitos frequentes em tudo. Os governos corruptos, o desemprego, os vencimentos pequenos, o excesso de funções, os pobres sem objetivos de futuro exibem o mundo cruel e sofredor em que vivemos.
Viver nele requer equilíbrio, pois no nosso mundo tudo que se move, que se come, que se bebe requer equilíbrio. O equilíbrio é o segredo do bom viver.
Carolina Rodrigues, 5º D, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

O Filipe é um homem giro, tem dentes muito limpos, e é tio do Luís. Sem nenhum tropeço, escreve em rico Português. O brilho do bom vinho permite que o tempo do relógio negro do sobrinho do Filipe dê luz forte. Os olhos do Luís verdes e giros como os do seu tio. O Filipe tem um telemóvel preto, ele tem um primo que oferece muitos doces, e hoje deu imensos!!! O Filipe ficou feliz e bem-disposto. 
Jénifer Shary, 5º D, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

É domingo e o menino Luís resolve ir ver o filme do SUPER-HOMEM com o seu primo Nelson.
O tio do Luís trouxe-lhes sumos e uns biscoitos. Seguiu-se depois um jogo de futebol num terreno perto do shopping.
Logo se fez noite e no regresso o Luís sente-se feliz e desejoso de que chegue logo outro momento destes.
O Nelson sente-se com sono. Pede que todos voltem e despede-se do tio com um imenso obrigado por tudo.
Márcio Melo, 5º D, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

O bosque no escuro
No bosque, que todos os mitos dizem conhecer, os seres vivos correm e divertem-se. Este é simplesmente esplêndido!
Só que de noite, tudo somente se extingue: os seres vivos correm no sentido dos esconderijos. Divertem-se? Nem visto!
E isto, porque todos eles têm um terrível medo do escuro, mesmo que este englobe bens simplesmente estupendos, por exemplo luzes que luzem por todo o bosque, conforme o Sol reluz no momento em que surge.
Pedro Santos, 5º D, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

O Filipe e seus frutos velozes.
O Filipe colheu frutos em conjunto com dois fiéis corredores. Foi breve o tempo perdido colhendo os frutos. Que corredores velozes!
Os frutos esses sim, é lento o seu processo de envelhecer.
Ser velho é motivo de ser vivido, longos momentos de viver e conhecer o mundo.
Eu, de noite, em silêncio, recordo e penso como serei no envelhecimento do meu ser.
Penso e expresso um sorriso pois espero ser feliz.
Tatiana Santos, 5º D, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira

Ver chover exerce em mim um bloqueio de sentimentos que consegue converter-me num espírito leve, podendo ver o sentido de tudo sem os meus próprios limites. É difícil descobrir o meu propósito num mundo onde persiste o desequilíbrio, em que os distintos modos de viver intervêm, podendo impedir o meu consenso interior. Comigo nenhum compromisso é feito. O medo de escolher e de perder oprime-me. Só consigo, conscientemente, fugir deste tormento contínuo no momento em que chove.
Sofia P., 18 anos, Escola Secundária José Saramago, prof Teresa Simões


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