20/03/13

EXEMPLOS - desafio nº 38

Quero...
Quero moldar as palavras a meu jeito. QUero vivER sem saber cOMo viver. Quero ser como um romance, onde cada sOL tem um raio de verDAde. Quero ser RAra como o arco-íris que atravessa a minha cidade. Quero ser ríSPida,
especiAL com quem não compreende a minha AVareza. Quero admirAR o que de mais pobre há para SAber como o mundo é cruel. Vou coMEmorar o cUJo dito indesejável, e esperarEI perTO de ti somente por mim.
Ana Sofia Cruz, 15 anos

Se soubesses como seria, fugias. Começarias primeiro por avaliar uma saída SEgura e bria, à qual te irias sUBmeter, porque reagirias devagar, lentamente. ESsa partida SEria calculada e eSCrita em tom cÓModo, como se não importasse. Mas OS dias e os momentos acabariam por chocar, a apodrecer. Começarias subitamente a ERguer-te em agonIA, mas depressa. A urgência da FUga iria GIrar mais forte dentro de ti e só aí iriAS rapidamente escolher correr sem olhar para trás.
Clara, 37 anos, Agualva, Sintra

O sol bate-me na cara. Levanto OS Olhos devagar, procurando-te na imensidade da praia. Não estás. 
Deixo que o rumor das ondas me emBAle enquanto TE espero. 
De novo, olho em volta. Acreditei que virias. Sim, desta vez virias, mas foi mais uma MEntira. 
o tomo jeito. Fazer o quê? 
Sinto o CAlor na caRA, mas nem isso me alivia este frio que me devora por dentro. 
Sei que não virás, mas permaneço ali numa eterna espera.
Quita Miguel, 53 anos, Cascais

Associo sempre momentos com odores. AS pesSOas em geral fazem-no com músicas. Como apreCIo muito aromas talvez OS procure para mEMorizar momentos importantes. É com PRazer que lEMbro  cOMo a Páscoa está próxima ENtre  a fragrância das mimosas que sinTO no ar. Do mesmo modo, é um iSCo, a forma cOM que o ODor a castanhas me remete para o retORno à EScola, depois das longas férias de Verão. A banda sonora da minha vida é perfumada!
Vera Viegas, 29 anos, Lisboa

Hoje decidi apimentar a relação.
HOra do desJEjum.
Estava DE pijamas. Lá de CIma do armário, DIretamente sobre meu AParelhado fogão, cai um pote de pIMenta.
Na hora não apenas mENtalizei, como proferi várias palavras. Melhor eu nem  conTAr  aqui.
ARRe! Arre!!!
Ao juntá-la, bati na omELeteira. Derrubei ainda um pote e quatro mAÇãs!
Eu ali a olhar, sem acreditar que naquela hora tudo aquilo já estava a me esperar!
Agitada, nessa hora, acordei!
Que maravilhosa sensaçÃO!
Chica, Porto Alegre, Brasil

Já chegou a primavera, viva!
 a fauna e a flora terrestres desabrocham em todo o seu esplendor.
Pegando na mitologia ou não, apercebemos-nos que a beleza espreita a natureza
O peodo da terra fecundada de sol e a beleza lânguida espalhar sob os nossos olhos as maravilhas da estação. Seduzindo-nos e deixando as serranias agrestes do inverno rejuvenescerem nas raízes vivas, nos cheiros, nos rumores e nas cores em que os campos são pintados de poesia.
Alda, 45 anos, Porto

Ela gostava tanto de ir passear ao parque! ELa AGarrava  a saia da mãe pedindo para a deixar voltar a  ir ter com OS tantos  amigos que  esTAvam  a brincar.
VA lá, não venhas TArde, deNTro de pouco tempo pODe chover e ficas molhada.
Olha, a Rita hEI-la aqui, vais sozinha?
Não vou com o RP.
Quem é?
É o Rui Pedro.
ASsim SE tARdarem vou AO PArque saber poRQue demoram quando EU pedi qUE não demorassem.
Marina Maia, 43 anos, Castanheira

Uma mensagem
Recebi hoje uma mensagem, daquelas que recorrentemente caiem na caixa postal e que cedo apagamos. Uma biafada hodierna, ignorada em jeito de superioridade.  Esta, foi um tanto diferente,  tocou-me de improviso, e logo amadureceu dentro de mim.
Dizia: “Experimenta a paz dentro de ti. Sente que estás onde deves estar, sã, acreditando nas infinitas possibilidades que nascem da confiança em ti mesma e nas gentes que te rodeiam. Utiliza os dons que recebeste e transmite amor.”
Sandra Évora, 40 anos, Sto António dos Cavaleiros

Passado, Presente e Futuro
Passado Recente, Vive o Presente, Imagina o Futuro.
Vou partilhar em sussurro, abrigada pelo calor das palavras.
Recordar a meninice, os tesouros vividos, a adversidade…
As opções recentes, a sensibilidade e os sentimentos no seio da nossa família.
Amar sem limites, numa gincana onde todos somos vencedores.
Contrariar a realidade, sem ofuscar o amanhã…
Utilizar sem medo todas as palavras.
Surpreender-nos a nós próprios e avançar.
Avançar porque quem decide o nosso futuro somos nós.
Só Nós!!!
Cristina Lameiras, 47 anos , Casal Cambra   

Espalhou os ornatos do vestido na tarde chuvosaEstaria assim pactuando com lhaneza e louvor na iantina maravilha que são os orgulhos da natureza. Todos, desde as novas e frescas lembranças da última primavera, se haviam habituado a um clima nada severino, e como o sol tardava em arder, fechando-se uma humilhação devota e sapiente, ela resolveu ajudar a paisagem; e as flores da sua saia voaram na direcção do vento que as colocou onde faziam falta.
Elisabeth Oliveira Janeiro, 68 anos, Lisboa

AS LIMPEZAS
Às duas da tarde, a casa estava cintilante. ASsim que despertara, após ter dormido DUrante toda noite, Elisa agarrara-se ÀS limpezas DA enorme casa. TArdava sempre aquela tarefa porque detestava a lixivia. ARDiam-lhe os olhos e espirrava. O nariz ficava vermelho e o pentEAdo desmanchado. A CAminho da despenSA, EScorregou numa traquiTAna e VArreu o chão. VaCIlou, peraNTte a ILação ANgustiante de que estava com dores, mas não recuou e alegre TErminou muito antes da hora prevista.
Vanda Pinheiro, 36 anos, Vila Franca de Xira

Pelo caminho pensava em como era feliz! Fez muitos planos, mas de repente tropeçou…
PEdro LOgo CAiu… MInha mãe… !, gritou.
Parecia ter partido uma perna.
TamaNHa queda, teve de ser OPerado, ENtrou para a SAla de operações.
VAi ser rápido, EM pouCO tempo vamos tER notícias.
AFlita, a mãe rezou.
O médico disse que ELe está bem, gritou a mãe felIZ!
Não vale a pena fazer planos… O destino pode alterar tudo em qualquer momento!
Sê Feliz!
Marina Maia, 43 anos, Castanheira

Pensava que tinha comigo todas as palavras. E aPEnas por alguns instantes marAVilhosos, AQui me persuadi de qUE os meus midos pensamentos gaNHariam as asas que sempre me ACompanharam na terra dos sonhos. O tOM de orgulho que consIGo relembrar quando cOTejo as memórias dessas ODes perdidas deixa-me agora horrorizada! QuantAS lágrimAS de vergonha desses PAlanques inesperados! Em plena Quaresma, LAvo estas mãos de Herodes, laVRando a sentença de Cristo nAS últimas horas, que são também minhas!
Madalena Tavares, 43 anos, Vale do Paraíso (concelho de Azambuja, Lisboa)

A Sombra das Palavras
A sombra do homem que sorri.
Uma frase que me tomou como um abraço. Primeiro, fiquei aconchegado, depois perturbado. Tanto, que gelei; não conseguia tirar os olhos da pedra.
– Oh, não fiques assim, como bicho embalsamado – pediram-me, passado alguns minutos.
Porquestariam ali as palavras que eu escrevera há imensos anos, como resposta à acusação que não sabia sorrir? Afaguei-as, eram minhas.
A tremer, afastei as heras da campa e vi a foto: era eu, a sorrir.
Bau Pires, 50 anos, Porto

"Vinte anos são bagagem e esquecimentoViste-me antes que te visse. Apeaste-te do comboio no momento em que parou. Segundos passaram em que nos olhámos, o meu coração a bater contra o teu. Engasgada pela emoção não disse palavra. Era o fim da viagem. Merecera esta mão que apertava a minha? Deus sabe os pecados que cometera...por instantes foi impossível sorrir. Então os teus lábios sussurraram contra os meus: “Vinte anos e não te esqueci um momento!”
Alexandra Rafael, 35 anos, Albufeira

No parque de diversões
O meu coração rufava como o tambor do Zé.
Ombro a ombro, eu e dois colegas, rapazes destemidos, cabíamos juntos.
– Que sorte, ufa!
Arrancou.
Subiu, acelerou, desceu e rodopiou, qual avião acrobata.
– Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!
Quando acabou, o Luís zombou:
– Fechaste os olhos, no voo!
–  Também tu, na descida!
O tambor do Zé calou-nos.
– Vamos noutro comboio? – perguntou.
Ordeiros, caminhámos até ao comboio seguinte, afinal um carrossel dos animais.
Escolhi a zebra.
E sosseguei.
Rita Bertrand, 41 anos, Lisboa

Pobre passarito abandonado na árvore nua.
Pousado sobre o ramo mais alto, espera o epílogo das suas aventuras. Sabe que a primavera está, ainda, no leito do inverno, abnegada e lânguida. Dona do tempo, nada a arrelia. Nem mesmo chegar atrasada. Virá quando quiser ou o inverno a desabraçar. E o passarito, perdido e sem voz, espreita-a.
Árvore solitária, envergonhada da nudez; pássaro silencioso. Duas solidões, caladas e pacientes, esperam que se abra a porta do tempo.
Ana Paula Oliveira, 52 anos, São João da Madeira

COMEMORAÇÃO IMPREVISTA
Era forte o desejo de abraçar aquela mulher para sempre, nesse momento improvável.
ERa o coração batendo, bAFo marítimo das ondas cORrendo
forTE ODor, corpos ESguios.
Num bar, vEJo água, água e Poseidon
Entre ODres de vinho e bóias
tEAres aBRindo
 linhas grACiosas, ARtes
AQuosas emanações.
 Nas rUElas
LAadeando paralelípedos,
transMUtação e abrigo
moLHes objectivos.
ERa
PArtilhar
brincadeirRAs,
pasSE e
coMPasso de
amoREs,
coNExões
aSSimétricas,
 tEMpo ÓMega ardENdo compleTO,
IMergia comPReensível itinerário
mOVendo-me favorÁVel a ELa.
João Xavier, 53 anos, Carnaxide

Agora, fartava a chuva, frequente, desta semana. Água do meu céu, porque afinal, chorar de tonta, esvaziar aquele espaço, seria inútil. Achava que o mido das minhas paredes me colocava frente a frente qual meu estar, ali fosse, equilvalente a um terrível torneio: figurinhas, duendes e cornetas soavam. Intimavam o meu pensamento para lutar. Edificava, em cima do escadote, a luta semanal. Mas, naquela inquietude, sabia que chegara a hora de mexer o balde e a esfregona.
Carolina Cordeiro, 34 anos, Ponta Delgada, S. Miguel, Açores

Um dia, a Fada Paloma passeou pelo palácio. Tinha UM pozinho mágico: DIfundia-se, transformando tudo em ouro. Como o rei AArão gostava imenso de ouro, no seu aniversário, pediu à FAda para muDAr tudo PAra ouro, não interessava o quê. LOgo que sua filha, princesa MAtilde, o abraçou, PAralisou – transformou-se em ouro. Ele ficou aSSustado, passEOu passeou, UPs só depois dele ELogiar a fada pela OPortunidade daquele AContecimento e dela desfazer o feitiço: foi cá um alívIO!
Vera Carminé, 7 anos, Gondomar

O dia não podia ter corrido melhor! TODa a ener gIA que sentira Naqueles dias prendia-se com a Oportunidade que lhe haviam dado. PODia deixar o emprego que odiava, aquela TErra onde sufocara…
PeRCorrera meio mundo e finalmente conseguira!
Mas sentia agora, naquele fim de mundo em que se encontrava “em trânsito”, que o sorRIso ofericiDO juntamente com o café Merecia meLHor resposta que uma mera gORjeta e sem pensar duas vezes, alterou novamente o seu rumo.
Carla Flores, 43 anos Lisboa / Aveiro

AO CAÍREM, OS MIÚDOS, MAGOAM-NOS A NÓS! 38
Sala de Urgência:
– Ao caírem, os miúdos magoam-nos a nós! Não lhe parece, cara irmã?
– Bem, aos miúdos e aos borrachos, Deus põe a mão por baixo! Já quanto à dor dos graúdos é que não temos um grande remédio!
– Mais logo, assim que se confirme que não é nada, vamos dar-lhes a boa notícia, lá fora! Sabendo que tudo não passou de um grande susto, logo normalizam!
– Que lhes sirva de lição! Crianças e piscinas, é precisa muita supervisão!!
Luís Marrana, 52 Oliveira do Douro

Estranhos Pensamentos
Quando observo as estrelas, fico maravilhado!
QUotas para pagar? Esqueço... ANtigas e DOces recordações relembro!
OBras e palestras... Que SEca! Não sei porquê, mas isto faz-me pensar em eRVas...
Umas apanhadas em LisbOA... Isso foi uma grande aventura, SE foi!
Aí, eSTradas percorremos e com RÉguas medimos... Mas isso LÁ importa...
O que importa é que agora tenho de eSFregar o MICas, meu OMnívoro!
E eu como sou, ainda perguntam? ARtur, AVarento, humILde, HÁbil e DOce!
Rickyoescritor, 11 anos, Pedroso, VNG

Perdi-me nos teus olhos
Perdi-me nos teus olhos, onde li afecto. Apercebi-me tarde de mais que era apenas desejo físico. Imaginara enseada onde nos descobrimos. Agora, em sofrimento e stresse, isolo-me. Sim, isolo-me em teoria. Eu sozinha e alheada de tudo; os simples sons da rua desesperam-me. Terei de libertar-me, afastar-me interiormente de ti, economizar na força anímica, para reerguer-me.
Possível com todo o trabalho psicoterapêutico que iniciei. O engano custou-me uma depressão, mas passando estarei mais preparada par a vida.
Isabel Pinto, 43 anos, Setúbal

Contratempos bem Ultrapassados
...mas, é uma relação que resulta...
MAnuel apaixonou-SE! O que foi muito bom, porque era correspondido. UM dia, ambos decidiram ter um filho.
Com que AR feliz ELes ficaram! O AÇafate onde guardavam tudo o necessário 
para o rebento, estava bonitÃO. QUase pronto, contudo, havia ainda muito a fazER.
Eis que surge um contratempo!
Ele ia ausentar-se para o estrangeiro, por tempo indeterminado... Conversaram.
rESignaram-se! ULtrapassado o pior, mesmo á distância, amam-se! 
Matam as saudades, visiTAndo-se frequentemente!
Arminda Montez, 75 anos, Queluz

Prazer de viajar
Poesia na Geografia para descobrir: POderei observar o imaginário? EScolher o meu caminho?
IA percorrendo o fio vertical em direção a NAdir, as memórias daquele lugar, GEoreferenciando cada ponto da OGiva atRAvessada pela luz FIna que corria, APressadamente, em direção à linha do horizonte.
ARrepiei caminho, a luz ofuscava a ADrenalina daquele corpo celESte.
Rumei para outros COntinentes, BRinquei com as palavras na página em branco do meu livro de viagens, IRremediavelmente orientado para uma viagem norte-sul.
Fátima Veríssimo, 52 anos, Seixal

O armazenamento
Estava cansado, mas só faltava um carregamento. Este ano, as bolotas estavam bichosas. Cada ano conseguia menos! No prado encontraria comida mas o Inverno estava aí, ele estava sozinho ainda sem família. Havia alturas que desanimava... Au! Só faltava isto... um pico! Procuraria Mccloude, ele arranjaria maneira de retirar o pedacinho de galho. Tentou meter a pata no chão, conteve um grito de dor. Coxeando lá foi até casa de Mccloude, afinal tinha de terminar o armazenamento!
Carla Silva, 40 anos, Barbacena, Elvas

Humor Deprimido
Estava deprimida; só na sua dor imensa
A família escondia a preocupação, tacitamente; mas aguardavam vagamente que a doença desaparecesse presto. Improvável, dada a patologia. Mil desejos tinha ela que assim fosse. Era por demais danoso para os que a amam.
Resguardava-se no silêncio, sozinha; nada lhe retirava o sofrimento atroz, ou ao menos nada o suavizava. Às vezes, gostava de dizer adeus à vida; organizar uma despedida. Imergir no nada. Enviar este corpo para outra saída.
Isabel Pinto, Setúbal

O sol
O SOL LOGO PELA MANHÃ SEDUZ, É BALSÃMICO, OS OLhos LOgram com a suavidade dos seus raios e é GOstoso enfrentar o sol da manhã. PÉ ante pé numa LAboriosa MArcha que parece uma NHaninha do fandango paulista AS EDificantes construções de UZita de cor EBóreo brilham e parecem dançar ao som do ALaúde.
SÃ, salutar MIsterioso e opulento o sol, entra em todo o lado, resplandece, faz-nos brilhar e faz sorrir mesmo o mais COlérico indivíduo.
Maria Silvéria dos Mártires, 68 anos, Lisboa

Nostalgia
HOJE SINTO EM MEU PEITO, UMA LEVE NOSTALGIA, ontem ao passear pelo campo revivi em meus sentidos o cheiro da HOrtelã, lembrei aquele JEito tão teu, meu amor, e vi por momentos a tua SIlhueta debruçada sobre o caNTeiro, por segundos recordei- te e dOEu fundo a saudade Em MEnos de um minuto foi um sonho uma utUPia e olhei o bEIja-flor nas tuas mãos, boniTO pássaro dUMa ALgria EVidente comENdo OS TAis aLGáços  como antigamente fazIA.
Maria Silvéria dos Mártires, 68 anos Lisboa

Sentia traças esvoaçarem dentro do estômago. Sim TRaças, não borboletas, ESsas são crIAturas DElicadas e majestosAS. EStas que EM mim SEntia eram eNTediantes,ROíam-me por deNTro! "VOu ARranjar MAneira de DOminá-las, e aGOra! Nem que tenha de ir aos AÇores!" Isso achava eu! Pois, como se fosse tão simples! Até que finalmente me meNTalizei: " É só uma AÇorda , tu consegues fazê-lo!"  O geralmente infernal "TRIMM" do telefone, salvou-me! "TÔ?" Os planos alteraram-se, felizmente íamos almoçar fora! UFF!
Liliana Macedo, 15 anos, Ovar

Fundador da Escola Pitagórica
FUndou um saber diverso; aiNDa hoje universal, o Adventista DA geometria
Era um génio sem igual e professOR de filosofia.
Tinha a crença na reencarnação; era, pois, aero-ESpacial.
Coleccionava algarismos e números
CAdenciava as estrelas sem igual...
No Labirinto da matemática PItágoras era fenomenal.
Gostava do raciocínio humano e sabia da sua admirável sabedoria
Numerologia era parte da sua vida
RIqueza que deixou ao mundo
Inventor da TAbuada do dia-a-dia
Esplendor de saber profundo é hoje guia!
Ana Mafalda, 44 anos, Lisboa

Quando tudo está bem, a inveja procura defeito.”
 Reflexão
Quando tudo está bem, a inveja procura defeito.
QUal será a razão? ANdei pensando, DOravante, TUa voz ouvirei. DObrarei a atenção. EStabelecerei limites. TAl cuidado terei. nçãos pedirei. MAior que tudo é Deus. INcidirá o certo, VEncerão os justos. JAmais os maus de coração. PRecipícios surgirão, porém me OCuparei do bem, URge a harmonia, ADemais sentimento ruim volta em dobro a quem desejou. EFêmero sempre será o mal. EIvarei de amor cada dia. TOmbará inveja e invejoso. 
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil.

Só nos faltou gritar,
Vendo a maçaneta rodar!
Sozinhas e com pavor,
Sem sono naquele horror!

Asfixiadas, muito caladas,
Todas as cenas auguradas
E tiritando de medo,
Já por ladrões visitadas!

Parvas vendo redobrar  
Amargura de acabar
O sentir alguém na porta
A pretexto de entrar.

Poderiam ser ladrões,
Virem da sala ao quarto,
Eu, criança com as tias
Que faríamos de facto?

Passados alguns minutos
Ouviu-se uma barulheira,
A gata saltou espreitando
Pelo vidro da bandeira!
Maria do Céu Ferreira, 60 anos, Amarante

Olhou para o mundo com desencanto
Olhou para o mundo com desencanto. OLívia SEntia-se perdida… Os HOrrores noMUndo eram um completo desencanto. EstARíamos coNDenados AO DEsamor? Sentia que dUPlicava a carência de afetos, dos gestos de partilha, de solidariedade. Ninguém parecia ser tOCado pela violêNCia que grassava, pela indiferença que se instalava. O que seria preciso fazer? Era preciso despertar as consciências. A OMissão de laços afetivos seria uma catástrofe na humANidade. O mundo teria de reaprender a amar… isso era cerTO!
Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Estava determinada, não tinha dormido toda a noite.
Congeminando, como poderia vingar-se.
Quem seria ela? Mesmo assim, tentou ultrapassar,
dobrou os lençóis, baixou a cortina, e meio toada,
voltou a deitar-se.
Entorpecida, relembrou o encontro falhado.
Pensou, pensou, e, tonta de raiva e humilhação,
meteu-se à estrada, varreu o ar,
que ambiguamente lhe recorda algumas das
histórias do passado.
Estava na esplanada do café
quando por acaso o viu passar,
ia acompanhado com a melhor amiga dela.
Natalina Marques, 56 anos, Palmela
DEIXO AO LEITOR ENCONTRAR A MORAL DA HISTÓRIA.

O canto do pássaro
Podia ter lá ficado como queriapois era belo, olhar dali o sol nascente pintando de dourado, ao longe, as montanhas. Adiou a partida quando escutou, atenta, ali perto, elevar-se, lá encima, na figueira que se encostava à casa, a melodia doce de um pequeno pássaro. Comovida, demorou-se a observá-lo. Ladino, saltou escondido entre ramos, desafiando-a. Alegre, sentiu que ele lhe oferecia toda a frescura aflautada do seu canto, para lhe colorir o dia, de novas cores.
Isabel Sousa, 64 anos, Lisboa

Hoje acordei com a cabeça cheia de palavras.
Mas tenho os jeans tão aconchegados às pernas que a dor degenerou em alergia e estou com icterícia! Comecei por ficar enjoada e de repente tinha a cara amarela! Dei por ela ao abrir a luz e fiquei decepcionada com o espectáculo! Qual hera, a alergia depressa pareceu instalar-se, dentro de mim, tal como faziam as palavras.
Talvez escrevendo sobre o assunto se dissipasse, pensei. Como acontece ao acordar!
Rosário P. Ribeiro, 60 anos, Lisboa

Tu és um prazer, cego mas tacteável!
Tu és especial!
Pensei que eras um homem vazio, igual aos outros, fechado em si próprio. Estava crente que tive o azar de conhecer alguém que era vaidoso, ptico relativamente às capacidades dos outros, egoísta e machista. Amor, estavas sempre revoltado com os factos.
Não vi a tua beleza pelos olhos, mas sentia-se na alma.
Hoje, aprendeste ao meu lado, a ser uma pessoa mais afável, sendo agradável estar contigo.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto 

A morte conta-se vivendo… Este ano não tem sido fácil… De repente, a vida ficou AMarrada a despedidas e a ORações, deixando-me TEmerosa em relação ao futuro e triste COm a ausência dos meus eNTes tão queridos.
ASsim, aturdida me sinto, EVitando porém, quedar-me, porque a vida é uma dádIVa demasiado preciosa para ser ENcarcerada na DOr.
Hoje, só hoje, é o momento em que consinto que as lágrimas se sobreponham às lembranças maravilhosas de quem partiu.
Mireille Amaral, 41 anos, Gondomar

Os meus lápis são muito giros.
Gosto de me sentar a usar os pis e pintar as peles das pessoas que são de todo o mundo. Muitos tons de cor de pele, de clara a escura. Mas não consigo pintar um ogre. Podia tentar, mas não sei qual é a cor.
Como este texto é para me divertir, nem vou pensar mais nisso. Vou mas é continuar a pintar as peles dos meninos e esquecer o ogre!
Tomás Silva, 7 anos, Alhos Vedros, com terapeuta Marta Henriques

Um dia, um bichinho verde foi passear. Usava um macacão desleixado. Dizia baixinho «AU!» enquanto pisava os afiados galhos na terra. Tinha um buraco no sítio do umbigo. Era um símbolo icónico que significava «ser trabalhador». Foi avançando e pelo caminho encontrou uma borboleta hipocondríaca e um gafanhoto a ovacioná-la. Uma fogueira a arder fê-lo, eficazmente, afastar-se. Foi para uma clareira onde passeou até encontrar uma casinha onde amealhou os seus pertenses e passou a viver.

Eva Oliveira, 11 anos, Lisboa

Ana desconfiou do que via. Um anão no meio da adversa tempestade, a guiar o barco com destreza? Confusa, reparou no navio que chegava e no seu tripulante com corpo criança, mas cara de graúdo e barba hirsuta, a qual parecia evitar barbear. O que poderia vir fazer em local tão remoto e em dia de tempestade? Vencendo a batalha no mar, o anão conseguiu ancorar e Ana saiu do seu gabinete, desceu do farol para investigar.

Marta Sousa, 32 anos, Barreiro 

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