20/06/13

EXEMPLOS - desafio nº 45

Hoje, acordaram com alegria. Após tantos enfrentamentos, o amor vencera.
Viviam o relacionamento sem culpa ou medo. Tentavam esquecer todo aquele ódio demonstrado pela família não aceitando a diferença social entre eles.
Uma certeza lhes invadia!
Amavam-se, tudo enfrentariam.
Conseguiam até sentir piedade, mas apenas pela família que não mostrava sentir remorso algum por tantos sofrimentos causados.
Um dia na certa, teriam vergonha por tentar atrapalhar aquele amor!
E eles, juntos, pouco a pouco, saberiam todos perdoar!
Chica, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

O homem certo
Continuava incapaz de reagir ao desespero que lhe ia na alma. Decidiu divorciar-se. A dor da traição lavou-a em lágrimas até ao dia em que, inesperadamente, ouviu a seguinte conversa entre homens: “Sempre fui fiel e acredito nos casamentos para a vida. Não permito traições!”. Afinal, havia homens que pensavam como ela! A fidelidade era possível! Precisava de paz. Tinha de abandonar a raiva, a saudade e o sofrimento. Com tranquilidade, encontraria o homem certo para si!
Margarida Leite, 44 anos, Cucujães

Sempre se sentiu mais frágil do que todas as outras pessoas. Pequenina, gordinha, insignificante. Convenceu-se tão profundamente disso que envelheceu mas não cresceu. Sempre pequenina, gordinha, insignificante... Assume com certo orgulho até a sua sempre presente infelicidade. Nada nem ninguém a satisfaz. Nem filhos, nem marido, nem dinheiro. Simplesmente, porque nenhum consegue mudar quem ela é. Acomodou-se à infelicidade. Procura-a com ansiedade. Não sabe ser feliz. Acha mesmo que não merece ser feliz. Tão pequenina, gordinha, insignificante...
Marlene Silva, 33 anos, Espinho

Nascera tudo de uma aflição. Ela sentia-se queimar com um constrangimento, que metia . Mas lá continuava sem saber muito bem o que dizer. Ela perguntava e voltava a perguntar; a questionar, mas nada lhe vinha de resposta. Faltava-lhe a inspiração. Ele, o tempo, percorria-lhe e passava-lhe por entre os meandros das suas carnes rubras, latentes, numa melancolia que arranhava o sentir de um remorso por estar tão livre. E, na realidade, tudo era só um susto.
Carolina Cordeiro, 34 anos, Ponta Delgada, São Miguel, Açores

Um desafio cheio de emoções...
Assim que me lembrei do dia de hoje, fui a correr para o computador: sabia que mais um desafio me esperava...
A ANSIEDADE era muita e o desafio incrível! Chamei a minha mãe que, com BONDADE e CARINHO também ficou ENTUSIASMADA!
A FELICIDADE e HISTERIA contribuíram para que o meu INTERESSE crescesse a olhos vistos!
Dali a nada o desafio estava feito e pronto a enviar, mas já é muito tarde e preciso de descansar! Boa noite!
Rickyoescritor, 11 anos, Pedroso, VNG

Falar de emoções em 77 palavras é uma aflição nesta nova lição sobre a arte da escrita.
Por maior que seja a bondade é um desafio que me instiga a curiosidade.
Espero conseguir hoje a minha epifania!
Escrever é uma decisão tomada com frieza e num assomo de solidão verter o que no interior de cada um deambula.
Porque as palavras ganham forma e vida e sentimentos e prendem ideias, constroem sonhos, ganham desafios e apagam tristezas!
Alda Gonçalves, Porto, 46 anos

Preciso entrar no teu coração para deixar sair a CONFUSÃO em que está o meu. Entrar aí dar-me-á a CORAGEM necessária ao meu DESABAFO. A DÚVIDA desaparecerá.
A ESPERANÇA que tenho dará lugar à EUFORIA ou à FRUSTAÇÃO de uma vida, mas terei a HUMILDADE de aceitar o que encontrar, porque o que me mata é esta INDECISÃO, este MEDO de arriscar.
Infelizmente reconheço que essa  porta no teu coração só abrirá ao cair da minha TIMIDEZ. 
Vera Viegas, 29 anos, Lisboa

O estômago estava às voltas, a ansiedade percorria-lhe o corpo. Ele estava ali, mesmo à sua frente, tão perto que sentia o ar quente da sua respiração. Seria hoje que trocariam o primeiro beijo? A coragem veio de toda a cumplicidade e euforia que sentia, fazendo-a avançar. E o beijo aconteceu. Tal como sonhara todas as noites, o Universo parou e ficaram só os dois envolvidos naquela bolha de felicidade. Sentiam-se iluminados! Como se renascessem. Era Paixão!
Margarida Ramos, 26 anos, Torres Vedras

Foi amor ao primeiro encontro e a relação intensificou-se. Longe deles, sinto ansiedade, o desassossego é difícil de controlar.
Absorvo o cheiro das suas peles, tão macias, acaricio-as com entusiasmo e, após uns momentos de namoro, a quietude regressa. É uma relação polígama, bem sei, mas desejo-os para recuperar a serenidade. Sem eles, a imaginação atrofia, as ideias acorrentam-se e a solidão torna-se insuportável. Sem eles, tudo é escuridão. Eles trazem a luz. Tranquilamente provocadores. Os livros.
Ana Paula Oliveira, 52 anos, S. João da Madeira

Éramos um pequeno grupo unido de alunas do Preparatório.
Vivíamos por essa altura os arroubos, sem desfalecimentos, das  exaltações  
que definem a primeira adolescência.
Todos os dias eram de glória perpetuando a nossa jovialidade e alguma inocência. Neste turbilhão emotivo, a partida duma de nós para longe, imolou a amizade.
Fomos ver o navio que a levava. Tanta mágoa!
No chão do cais caíram as nossas penas, e lá ficaram, sabendo
que toda a resistência seria inútil.
Elisabeth Oliveira Janeiro, 68 anos, Lisboa

Imprudência
Paixão não faltava para Alfredo.
Quem o conhecia imediatamente comentava: - “Quanto patriotismo!”.
Seu idealismo era exagerado.
Era fanático.
No dia daquela manifestação nas ruas, Alfredo cheio de esperança, pintou a cara com as cores da bandeira, gritando palavras de ordem.
Emocionava-se com estas passeatas!
Quando começaram os tumultos teve medo e correu do lado contrário.
Alfredo, com imprudência, estava ao lado dos baderneiros.
Ele, um sujeito pacifista, foi o primeiro a receber uma bala de borracha...
Anne Lieri, 53 anos, São Paulo, Brasil

De coração a explodir de amor e com uma boa dose de ansiedade, viu a filha surgir no palco, cintilante sob o xaile negro e o “Fado do Ciúme” na voz, a engolir de um trago o medo da estreia.
Correu bem, mas os jurados preferiram a loirinha da Mouraria.
“Que raiva”, pensou.
Tanto fazia.
Na segunda volta, com o “Fado da Saudade”, a sua moreninha levou a melhor.
E o coração da mãe explodiu de vaidade.
Rita Bertrand, 41 anos, Lisboa

Aos meus amigos
São letras, só letras! Às vezes olhares, ligeiros trejeitos de lábios, toques disfarçados: e a amizade está lá! Gestos repletos de cumplicidade, sorrisos sem sentido… de tudo, ou de nada; alegria das pequenas vitórias, desapontamento das duras derrotas; a lembrança da ausência. As palavras nunca doem, nunca amargam… reconfortam sempre. O perdão não gagueja, nem se engole. Sem egoísmo, nem gratidão, apenas satisfação ou sofrimento, lado a lado, corram lá os ventos que correrem, de onde correrem.
Maria José Castro, 53 anos, Azeitão

Diferentes Realidades
Neste barco de emoções, vagueio sem norte. Constante excitação, esta que me dá prazer, me prende à vida.
Desilusões!... Armadilhas hostis que a vida por vezes nos arma!
Dizem que a inveja mata, mas o medo?... Esse sim, é hoje a minha revolta. Ter de aceitar de uma forma abrupta, novas realidades… perder aquilo que fui e que ainda hoje sou. Intolerantemente ter de me encarar outra pessoa, com uma tristeza envergonhada do tamanho do mundo.
Graça Pinto, 44 anos, Almada

Quando tenho muito aborrecimento
Sou tomada pelo choque, de imediato. 

Tenho como um dos meus dons, 
A dedicação a tudo que faço.

Claro que a emoção toma conta de mim, 
Justamente por isso, 
Pelo temperamento que me governa;
A euforia me leva ao pico. 

Mas, ao mesmo tempo, 
Fico me sentindo, 
Internamente, 
Na mais profunda 
Solidão interior...

Até parece tédio mas não é, 
Momento de criar vem neste exato tempo. 

Quando se desenrolam em mim:
Emoções primárias.
Rosélia Bezerra, 59 anos, Brasil

Deixo a alegria fugaz, já não me concentro nela.  Não consigo perante certos discursos, terrivelmente teóricos não me decepcionar.
Permaneço colérica por não me surpreender já dos que falam, que apregoam palavras simpáticas num discurso teórico perfeitamente pragmático. No primeiro instante, são os que precipitadamente oscilam e propendem para os que lhe dá mais jeito, mais visibilidade. O desprezo invade a minha fúria.  A raiva de me sentir impotente revela-se como surpresa. tristeza vem para ficar.
Elvira Cristina Silva, 49 anos, Queluz

ESPERANÇA
Banhada em suor, mal refeita do sofrimento que acabara de passar, sorria.
 Olhou, tornou a olhar, pegou naquele “embrulhinho” de gente e sentiu-se vingada.
O amor incondicional, o deslumbramento, a emoção extrema, a felicidade daquele momento tudo compensavam.
Para trás tinham ficado a incompreensão dos familiares, o medo, a raiva.
Agora aquele ser pequenino reclamava-lhe o seu lugar no mundo.
Ela sabia que a luta só agora tinha começado. Mas juntos venceriam. Isso lhe jurou ao ouvido.
Palmira Martins, 57 anos, Vila Nova de Gaia
                       
Deixaste-me o medo. De começar, de acabar, de viver. É uma garra sufocante que prende a esperança bem lá no fundo. Deixaste também a melancolia dos dias passados em êxtase, com o coração na boca, sempre a palpitar. Lamento a decepção.  Sentia-me fraca, tolhida pelas escolhas. Não vivo triste. Depuro as minhas emoções todos os dias. Bem vês, tudo o que escrevo é para ti. Para que sintas o amor que ainda arde cá dentro,  para sempre.
Alexandra Rafael, 35 anos, Albufeira

Uma história para a Inês do Carmo, que faz hoje anos!
Conhecemo-nos no portão de Caxias. Não, não no portão, numa história do 25 de Abril contada pelo portão! Estávamos apaixonadas pela ideia, avançámos confiantes para o livro. E não parámos, não queríamos. São da Inês as primeiras capas de O Reino de Petzet, onde colocou a coragem e os segredos certos. Colocou nos livros da matemática o deslumbramento. Fez da Rafaela um texto inspirado E não esqueço a esperança que partilhámos, as memórias sofridas, a amizade. Parabéns!
Margarida Fonseca Santos, 52 anos, Lisboa

Arrumação
Andei à procura delas pela casa; não as encontrava. A mania de nunca prestar atenção onde deixo as coisas, dava nisto. Precisava de as encontrar.
Encontrei a alegria, esquecida, a um canto; senti compaixão. Depois, quase que tropecei na desilusão; estúpido, não reparei que era minha companheira. Acordei a esperança e a felicidade; ficaram surpreendidas, dormiam há muito.
Meti-as num saco, no frigorífico, para melhores dias. Só a tristeza ficou cá fora; era a dona da casa.
Bau Pires, 50 anos, Porto

Em Sofrimento
Tristeza imensa, profunda invade-me, dia a dia. O tédio apoderou-se do meu pensamento. É total. Assim vivo, ainda, do amor dos que me rodeiam. O melhor anti-depressivo.
Custa-me a diferença entre o passado – alegre, ambicioso, a esperança – e o presente onde me habita a amargura, a culpa.
Muitos anos é tempo demasiado em sofrimento. Impossível de aguentar, sem o amparo de uns, o colo de outros; essencialmente sem a paixão por seres de que me sinto responsável.
Isabel Pinto, Setúbal

Tu e Eu 
Não nos podemos deixar cair na armadilha da frustração
Temos de ter discernimento e viver a vida
Esquecer e afugentar a angústia e amargura
Combater a incerteza com alento e doçura
Sentir e sublinhar a atracção do nosso coração
Enfrentar e resolver a desconfiança e o desprezo
Ser feliz intensamente sem vaidade nem vergonha
Num delírio dos sentidos aliciante e intenso
Ousar naufragar numa penumbra de loucura
Semear e vencer a timidez com tranquilidade e tenacidade
Viver…
Cristina Lameiras, 48 anos, Casal Cambra

Romance em dois atos
Primeiro o amor. Não, antes a amizade. Ela 29, eu 30... Ela enfermeira, eu radiologista... Almoçávamos juntos, pela tarde a deixava no portão. Um dia me chamou pra entrar – sabem como é: ela mulher, eu homem... Que noite!
Depois o ciúme, bobo: Pare disso, é só um amigo. A tia ficou doente, foi visitar. A desconfiança dirigiu meu carro. Motel Três Corações. O nojo antecipou a cena. E o ódio atirou 7 vezes nos amantes, sem pena.
André Foltran, 17 anos, São José do Rio Preto – Brasil

Navegadores do Olhar
Cheguei com ansiedade aos cais das colunas. Procurava… encontros e desencontros, um mar de sensações. A tarde refletia a doce inveja dos corpos seminus.
Com a mágoa dos navegadores do olhar, ajustei o ISO à luz de uma Lisboa salpicada de nostalgia. Preparei a objetiva. Debaixo das arcadas, adivinhavam-se contornos de solidão. Quantas injustiças caberão no meu olhar?
Fotografei a tristeza e, com um só clique, captei as 6 emoções.
Desencantada, abandonei a cidade salpicada de vergonha.
Fátima Veríssimo, 52 anos, Seixal

EI-LAS!
Só por te olhar, sinto uma alegria inexplicável! És "lindo", porque és bondoso. O carinho que tem lugar entre nós é inigualável e insubstituível.
Se soubesses como fico desgostoso, quando tenho que te dizer "não"!?
Contudo, como sou eu a educar-te, às vezes é necessário. Fico emocionado, ao ver como aceitas os limites.
felicidade, invade o meu coração!
Depois das aulas, conversamos, brincamos e é ver quem consegue ter mais humor.
E, vamos vivendo a vida!
Arminda Montez, 75 anos, Queluz

Promessa de mãe
Ansiosa, apresso os passos cansados. Caminho pelo passeio empedrado, com a convicção de chegar atempadamente. Vislumbro um caminho reto, sem curvas e contracurvas. Pura inocência de um coração maternal. O semáforo fica vermelho e eu paro. Que loucura a minha! Não estou a conduzir. Recomeço, e com otimismo prossigo em direção a casa. Vou conseguir! Prometi estar de volta antes do jantar... e quero cumprir. Com satisfação, rodo a chave, e recebo um beijo recheado de ternura.
Elsa Rodrigues, 41 anos, Lisboa

Que emoção
Com amor espreitei, os ninhos dos passarinhos, com espanto, aversão, surpresa, tristeza, vejo aproximar-se, cheia de ciúme e cólera, uma cobra, que os ia devorando, com dor por pouco iam morrendo.
Ataquei-a. Muito orgulhosa, não queria, mas foi-se embora.
A minha ansiedade foi diminuindo, deu lugar a uma sensação de bem-estar, foi com alegria, afecto que me debrucei sobre os passarinhos, já libertos suspiraram aliviados livres do perigo. Que vergonha é a cobiça, suspirei com alegria, voámos.
Maria Silvéria dos Mártires, 67 anos, Lisboa

O rei belga, é conhecido pela ansiedade sobre a divisão do país. O carinho pelas comunidades acalenta-lhe a esperança que vai desaparecer o fanatismo. Há gratidão para o soberano cheio de humor. Apesar de inspirador, o monarca sofre de melancolia e  a saúde  não lhe permite cumprir a tarefa. A única mácula foi aquela filha extraconjugal.  "Alberto beliscava bichanas às escondidas!", mas o povo só reagiu com schadenfreude. No dia de abdicação, desejámos lhe uma feliz reforma.
Theo de Bakkere, 60 anos, Antuérpia, Bélgica

Um Dia na Feira
Era dia de feira. Junto aos carrocéis via-se nos rostos das crianças ALEGRIA, DESCONTRAÇÂO, IMPACIÊNCIA, enquanto aguardavam mais uma corrida. Da barraca da corrida de cavalos, apostadores LAMENTAVAM as perdas.
No poço da morte, várias  pessoas assistiam NERVOSAS ao desenrolar do espetáculo.  
Do lado das farturas da D. Mariana, o cheirinho deixava-nos SERIAMENTE a pensar resistir àquele apelo aromático de açúcar e canela que se espalhava pelo recinto.
Foi  agradável, no final ninguém foi TRISTE para casa.
Rosélia Palminha, 65 anos, Pinhal Novo

Apareceste na minha vida fazendo nascer um amor, puro e sincero, um amor que só se afirmou através da culpa sentida na falta de coragem de quem não quer viver. Eras o traço mais puro da minha inspiração esquecida, eras o que de melhor tinha na vida. Deixaste-me na nostalgia dos momentos vividos, das palavras perdidas. Nasceu ódio, que em pena se transformou. Eras meu porque me iludiste com a tua simpatia, e como meu deixei-te ir!
Ana Sofia Cruz, 15 anos, Porto

RETROSPETIVA
Ana olhou o marido disfarçadamente, estavam casados há 30 anos.  Conhecera-o no jardim, uma paixão apoderara-se dela. Durante o namoro a alegria era constante. Casaram, 5 anos depois o ciúme apareceu juntamente com uma colega de trabalho. Odiou-o tanto!  Naquele tempo fingia-se não saber.
Então, nasceu Maria e uma felicidade suprema encheu-lhe a vida.
Tristemente via-o sair à noite, dedicara-se à filha, que crescera e já casara! 
Hoje, 30 anos depois tudo passou, resta apenas a indiferença.
Carla Silva, 39 anos, Barbacena, Elvas 

Amo-te! Tenho  certeza, mas também medo. Já fizemos tanto mal um ao outro. Esgotei as defesas positivas e auto-agrido-me para suportar a relação, penso. Apesar de tudo, mantemo-nos juntos (na intimidade, as coisas são diferentes). A paixão fala mais alto, provavelmente. Não sei como vamos ultrapassar mais uma crise violenta, pois a tristeza está a ser insuportável; a revolta demora a desaparecer. Os dias passam; nada se altera. Divórcio?! Não! Temos sempre, a cada percalço, recomeçar, apaixonadamente.
Isabel Pinto, Setúbal

A alegria e o amor têm muito em comum ambos começam com a letra “a”.
Logo a bondade fica sozinha é o único “b”.
Tal como o carinho, a felicidade, o medo e a nobreza estavam todos amedrontados, porque estavam sozinhos. Imediatamente se juntaram os 4.  
Ó que bom, fizeram alguém feliz.
E a partir de uma pessoa feliz, surgem famílias felizes, cidades felizes, um país e no final vivemos num mundo inteiro cheio de bons sentimentos.
Margarida Jorge, 10 anos, 5ºG – Colégio Dinis de Melo, Amora

Com este amor que me traz animação, olho a ver com angústia sem saber a razão. Ao ver uma pessoa sem nada, sem nada poder dar, dei uma coisa que todos podemos dar, um sorriso de bondade que lhe traz felicidade . Mais à frente, vejo com frieza como o homem trata a mulher, e com tristeza deixo ficar pobre mulher desamparada sem eu poder fazer nada, vim fazer frente salvei-a e ela agradeceu com um obrigado.
Beatriz Braz, 10 anos 5ºG, Colégio Dinis de Melo – Amor

Apesar de não poder expressar frontalmente a imensa alegria que sentia ao ver o amor da sua vida olhar com compaixão Anita, a jovem paciente, deixou escapulir uma pequena lágrima de felicidade. Contara-lhe na noite anterior que a mesma estava paraplégica devido ao ódio cego dos fanáticos religiosos da sua aldeia, muito perto de Masouleh. Não compreendiam que a paixão que a adolescente tinha pelo estrangeiro era pura. Era uma tristeza, a falta de liberdade no Irão!
Teresa Cabral Küffer, 39 anos, Zurique, Suíça

A amizade conquista-se de forma subtil,
Abstraímo-nos de toda a ansiedade que nos vai na alma,
Esquecemo-nos da crueldade que preenche o lado mais obscuro do nosso ego,
Repensamos o desejo fútil do querer por capricho,
Renunciamos à fúria da nossa verdade,
Vivemos a paixão e
adicionamos-lhe ainda uma boa dose de ternura.
Tantas emoções que preenchem as profundezas da nossa alma!
Oh, quão vãos são os ressentimentos daquele que nunca sentiu nem amou!
Bem-haja, coração apaixonado!
Agostinha Gomes, 42 anos, Luxemburgo

Paixão Impossível
Entre eles há sintonia de pensamento, autenticidade, alegria; bem estar. Existe carinho e desejo de abraços, toque de mãos e rosto.
Ela luta, incapazmente, não sentir o que sente: afecto inesperado; perturbador. Ele vive os momentos de felicidade, com especial cuidado em não a magoar, mas sem culpas.
Inexplicavelmente, gostam-se muito. Paixão(?!).
Perdidos num turbilhão de emoções, indecifráveis que preenchem os seus corações. A relação interdita desvia-os à ternura; respeito pelas circunstâncias da vida de cada um.
Isabel Pinto, 47 anos, Setúbal

2015
Que seja muito bom. O seu, o meu, o nosso 2015.
Que venha com mais paz, tolerância, menos ansiedade, acendendo esperanças. E nós tenhamos mais consciência, gestos concretos com o meio ambiente, natureza, animais, nossos semelhantes, com a vida.
Não falte entusiasmo, não deixemos a fraqueza nos abater.
A  seja maior que nós mesmos, medo algum nos paralise, mortifique.
Evoquemos só os bons fluídos, sensibilidade para perceber que todos somos um, se formos juntos.
FELICIDADES!
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil.

2015
Que seja muito bom. O meu e o nosso.
Que venha com mais paz, trabalho, menos ansiedade, acendendo esperanças. E nós tenhamos mais consciência, gestos bondosos com o meio ambiente, natureza, animais, e com a Humanidade em geral.
Não falte entusiasmo, não deixemos que a fraqueza nos abata. A felicidade seja maior que nós mesmos, nenhum medo algum. E que, especialmente 2015 esteja cheio de alegria, dinheiro e saúde.
Bom ano de 2015!
Diogo Santos e João Machado, Escola Secundária Vergílio Ferreira

Medos
Saio do trabalho e corro para o carro com o frio gelado da noite. Tinha caído uma grande geada que o cobrira de branco. Com o frio pensava que ia ficar preso. Por fim, ele liga, dirijo-me para casa o mais depressa possível. Saio do carro e lá fora estava um cão a ladrar que parecia estar enervado e com muita raiva. Tinha medo que me mordesse. Ouve-se um silêncio. Entro em casa e vou-me deitar.
Raúl Mendes e Carolina Sanches, Escola Secundária Vergílio Ferreira

Parece doença global esta. Assim como que uma epidemia de apatia que nos envolve a todos. Hoje curiosos, amanhã decepcionados com a descoberta da verdadeira verdade da verdade. É alarmante notar a frieza com que tudo é tomado actualmente. Esta falta de interesse dominantemente forte, esta indecisão frustrante… Recuso-me a tornar-me em mais um zombie desta sociedade dominada pela tecnologia! Chega de timidez aliada à preguiça, acabou-se por fim a vergonha. Acredito que há algo mais, felizmente! "
Liliana Macedo, 16 anos, Ovar

Nunca me senti confortável com o meu corpo. Quando os meus irmãos brincavam, eu estava sozinha, sentia-me deprimida. Eu queria ser como eles. Na minha adolescência foi um isolamento total. Tive muito mau-humor e não gostava de ser do sexo feminino. Nesse momento decidi ser eu próprio.
Troquei as minhas roupas, cortei o cabelo e comecei a sorrir. Pouco a pouco a melancolia estava desaparecendo. Conheci pessoas novas que me ajudaram a sentir-me orgulhoso e sentir em paz.
Adriana de Miguel, 19 anos, Santander

Nós passamos a vida à procura do nosso amor verdadeiro. Conhecemos muitas pessoas, mas nunca sabemos qual vai ser afinal esse amor, o verdadeiro. Pode resultar bem ou mal, mas temos de ter coragem para enfrentar tudo. Às vezes temos algumas dúvidas, mas pode ser que a felicidade esteja mais perto do que achamos. Podemos ter medo, mas não o podemos converter em orgulho face a outra pessoa. É uma tranquilidade ser feliz com o amor verdadeiro.
Blanca Vázquez, 21 anos, Zamora

Isto é uma história de amor entre um homem muito bom e uma mulher muito bonita. Ele estava confuso porque ela tinha um namorado. Todos os dias estava com . Um dia eles viram-se num parque, ele teve a esperança de lhe dar um beijinho. Ele conseguiu e ficou muito feliz. Dois meses mais tarde ela morreu. Ele lembrava-a com melancolia. Embora ele tivesse tentado livrar-se do sofrimento, não conseguia pois lembrava-se sempre da rapariga mais linda.
María del Pilar Almeida, 26 años, Salamanca

Era um dia triste, estava a chover muito e não ia sair da casa. Telefonei ao meu amigo e senti muita alegria porque ele queria vir a minha casa. Ele tem um novo videojogo que eu desejava ter. Fiquei zangado com ele porque não se lembrou de trazê-lo. Mas ele queria dar-me uma surpresa e trazia-o escondido, então senti tranquilidade. Agora em vez de estar triste, estou muito contente na minha casa e tenho preguiça de sair.
Marino Román Crespo, 21 anos, Salamanca

Amizade como começou tudo entre nós.
Carinho foi a emoção que tive por ti;
Podia ter dúvidas quando não percebia o que sentias.
Ainda me lembro da esperança e da excitação que me deste.
Agora percebo o tipo de frustração que algumas pessoas chegam a sentir,
E a minha vingança vai ser esta:
Vou fazer-te sentir o mesmo que senti por ti,
Vou fazer apaixonar-te por mim para sempre e vou utilizar-te como se fosses um brinquedo.
Carolina Cárcel Pedrera, 22 anos, Palma de Mallorca, prof Paula Pessanha Isidoro

Estávamos a andar pela rua, eu e o Marcos quando um cão começou a ladrar com agressividade e tínhamos a dúvida se correr ou se ficar ali. No mesmo instante gritei com um ataque de histeria. Marcos começou a ter muito medo, nesse momento começou a chorar. Depois com pânico Marcos começou a gritar e a correr. Mas eu fiquei ali porque senti pena do cão. O cão afinal era muito simpático e também era muito bonito.
Julia Crisolino Iglesias, 20 ano, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro

Relembrar a afetividade com que o meu avô me cuidava quando eu era uma menina, faz-me sentir um profundo carinho. O seu entusiasmo quando aprendi a andar de bicicleta e a sua frustração das primeiras quedas; ele sempre foi a minha grande inspiração. Agora só sinto a nostalgia e a pena de saber que ele não vai terminar aquela história que tanto gostava de contar-me antes de dormir.  Mas, deixa-me muitas lembranças maravilhosas daqueles dias com ele.
Lucía Ruiz, 18 anos, Torrelavega, prof Paula Pessanha Isidoro

A ansiedade da minha irmã aumentava a cada dia pelo amor que tinha pelo gato. Recordo como ficou em choque quando lhe dissemos que tinha desaparecido. A pobre desfalecia cada vez que se falava do gato perdido, mas ela dizia que tinha esperanças de o encontrar. Mas um dia o gato voltou a casa e a minha irmã ficou surpreendida não podia acreditar! E já não voltou a estar triste porque o gato estava sempre com ela.
Paola Peralta Bragado, 20 anos, Zamora, prof Paula Pessanha Isidoro


No outro dia estava a fazer fila e um tipo de fato me ultrapassou. Não disse nada por altruísmo. A arrogância dalgumas pessoas me exasperam. Mas era um dia de merda e a frustração tornou-me hostil. "Só porque tens um fato te achas melhor do que eu?" eu disse. O tipo olhou com indiferença e continuou a sua conversa telefônica. Raiva imediata e imensa. Eu pedi dois cafés, um para mim e outro para o seu fato.
Lucas Krywicki, 20 anos, Liège, Bélgica, prof Paula Pessanha Isidoro

Ia dançar na companhia mais importante do mundo e a alegria invadia o meu corpo. Mas rapidamente começou o pânico e a histeria.
Não tinha coragem para dançar e sentia muita frustração porque estive a preparar durante muito tempo a audição. Se não dançava, a culpa seguir-me-ia por muito tempo.
Então, a música começou e os meus pés estavam movendo-se livremente. Tinha muita segurança em minha mesma, e finalmente pude desfrutar daquele momento mágico.
Amo a dança!
Lorena Garcés Santisteban, 24 anos, Perto de Sagnto (Valencia), prof Paula Pessanha Isidoro

Significado de amizade: sem dúvida bondade, pois só quando uma pessoa é bondosa pode compreender este sentimento: "amigo para sempre".
Um bom amigo não tem nunca ciúme dos outros, porque a boa amizade gosta de verbos como partilhar e sentir curiosidade e empatia pelos outros: como estás? tudo bem? que giro!
E sobretudo para teres uma amizade sempre deves procurar quilogramas de humor é surpresa para aturar os momentos difíceis que podem acontecer entre os verdadeiros amigos.
Maria Santos, Salamanca, prof Paula Pessanha

Hoje, como todos os dias estava feliz e liguei a televisão: há mais de 7000 milhões de pessoas em todo o mundo e eu senti-me a pessoa mais decepcionada. Milhares de rostos de tristeza de refugiados sírios, crianças sem entusiasmo pela vida. Por sorte, eu vi também voluntários, pessoas sem medo que lutam para ver essas pessoas felizes e, assim, ficar satisfeitas. Ainda há pessoas boas no mundo, que alegria tão grande! Quero trabalhar ao lado deles.
Alba Mº del Brío Nieto y Cristina Collantes Blanco, 19 y 20 anos, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro

O sorriso indica que a alegria de saber que a tristeza e o medo estão bem, bem longe. Mas o medo aparece sempre. Sempre. O terror de saber que a felicidade sempre acaba. Sempre morre. A raiva de saber, de sentir que se acaba o teu tempo. O ciúme morre. O bem-estar também morre. A tranquilidade não sobrevive. Afinal nada permanece. Afinal o bem e o mal são a mesma coisa. Afinal converte-se tudo em cinzas. Afinal...
Gonzalo Carrillo, 19 años, Marbella, prof Paula Pessanha Isidoro

Me desperté. Miré alrededor; amanecía.
Hoy, finalmente, era el gran día, el reencuentro.
Ellos, aquellos amigos, mis fieles compañeros, los que me ayudaron, me alentaron, con los que compartí aquellos duros años de estudio con pésimos profesores; aquellos años de evolución personal y profesional en los que descubrí maravillosos corazones, mentes lúcidas, personas brillantes e íntegras. Ellos y yo, nosotros, aquí estamos: unidos por el amor fiel, limpio, la admiración, el entusiasmo, la amistad, la lealtad: GRACIAS.
Myriam Ruando Espina, 53 años, Salamanca, España

Quilos de saudade,
Metros de ansiedade,
Quilómetros de felicidade.
Quilómetros de amor, de cansaços, de beijos e abraços,
Quilómetros de lágrimas e soluços, que se vencem a custo.
Quilómetros de palavras, ilusões, tristezas e intenções
Quilómetros demudanças, de dúvidas e de esperanças
Quilómetros de fraquezas, de silêncios e incertezas
Quilómetros sem medos, sem nervos ou segredos,
Quilómetros que nos unem na tolerância.
Quilómetros que se abreviam com uma simples fragância.
Quilómetros que não se medem na distância.
Paula Cristina Pessanha Isidoro, 34 años, Salamanca

Eres el espíritu de tu bisabuela, cultivas nubes en el firmamento y tus mofletes me llenan de felicidad. Solo me sale estar agradecido por tu existencia, olerme en un suspiro muy breve, todo el amor que una persona puede sentir. La vida es bella porque tú la pintas los trazos de optimismo. En ese lienzo valiente encuentro amistad, respeto… Solo quiero que sepas que a tu lado estaré siempre y que cuando grites acudiré en tu ayuda.
José António Álvarez, 45 años, Salamanca

No es una pasión, es una obsesión. Nace caridad y se convierte en felicidad. La amistad promueve admiración en el disfrute, en el amor. Nadie crece por vocación, sino por fuerza de acción, por comprensión, por gratificación. El goce es solo el fruto del respeto, que no siendo obsoleto, mantiene al discreto y aflora al inquieto, nadie queda perpétuo. La vida suma y resta, es una treta donde la receta no es escueta sino poeta, no prometa!
Eva García Redondo, 32 años, Salamanca 

A ansiedade paralisava-lhe os movimentos. Sentia-se sem coragem. Conseguiria ele aguentar todos os tratamentos? A dúvida retirava-lhe as forças de que necessitava. A sua esperança era que ele sentisse que ainda valia a pena lutar. A felicidade de ambos dependia agora da sua força de vontade. Ela teria lutado até ao último momento. Ele desistiu… Sim, deixou-se levar pelas dificuldades. Agora, sobrava apenas a nostalgia que a empossava, a cada dia que a saudade teimava em surgir…
 Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Percebe o meu arrependimento pois é mesmo real. Longe de ti sinto falta do teu carinho que me faz sentir tão bem. Já não consigo fingir que te desprezo e só me consigo sentir vítima do meu próprio egoísmo. Quando te deixei, nunca imaginei que iria sentir tanta mágoa. Mas, foi mais forte do que eu. Agora que parei para pensar, percebi que acabar foi má escolha. O que sinto é paixão e saudade misturadas com ternura.
Sara Catarina Almeida Simões, 28 anos, Coimbra

Vivia em constante AFLIÇÃO.
Não dormia enquanto ele não chegasse.
Arrependia-se de não ter posto em prática
os sentimentos que nutria por ele.
Nunca lhe disse que o amava. Nunca teve essa CORAGEM.
Mas mesmo assim, a DEPRESSÃO que se apoderou dela
não lhe deixa esquecer a FELICIDADE que viveu num tempo
já tão longínquo.
Agora, a triste MÁGOA que o seu coração alimenta
faz crescer o PÂNICO de viver o resto de uma vida de SOLIDÃO.
Natalina Marques, 56 anos, Palmela

Nós caminhamos, eu à frente e você atrás. Eu percebo. O meu coração está pegando fogo, as minhas pernas estão tremendo e o meu passo pára o tempo esperando que você me alcance. Começamos a andar os dois juntos. A atmosfera exaltada sussurra em silêncio. Mas um dia o semáforo põe termo a tudo. Nós dissemos adeus enquanto desejamos que chegue amanhã. Atravesso a rua pensando em você e em mim, os dois juntos, de mãos dadas.
Cristina Isabel de Miguel Martínez, 20 anos, León, prof Paula Isidoro

Todos os dias ele quer a sua rainha como no jogo de xadrez, eles são um, eles ganham e perdem juntos. Eles cobrem-se de beijos debaixo da lua e das estrelas. Eles gostam de ouvir o mar calmado, os barcos chegarem ao porto e à noite jantar sempre juntos.  Aos domingos eles vão ao parque e passeiam de mãos dadas, na florista do parque ele compra uma rosa vermelha. Eles nunca choram, eles são mesmo muito felizes.
Ignacio Fernández González, 20 anos, Salamanca, prof Paula Isidoro

Eu estava comendo uma caixa de chocolates Nestlé e vendo um homem com olhos azuis e com cabelos castanhos, quando uma criança com uma seta branca apareceu. Ela apontou com a flecha e atirou-a. Mas com o meu azar, a criança precisava de óculos porque ela não acertou.
Desde então, eu vivo apaixonado pela minha caixa de chocolates, mas esse amor não é eterno porque só tenho um chocolate e agora eu estou mesmo com muita fome.
Ana Belén, 18 anos, Salamanca, prof Paula Isidoro

Querer, chorar, beijar e viajar. Isso é o amor verdadeiro. Festas de beijos e noites sem sonho. Isso é o que eu quero. Dançar, jogar, brincar e desfrutar. Não peço mas que isso. Eu quero subir à lua, voltar pelas profundezas do mar, viver sem medo e sonhar contigo. Uma carícia, um olhar teu e todas as noites juntos pelo mundo, isto é o que eu quero. O amor faz o impossível. Torna-me livre, vem comigo, amor.
Lara Lagoa, 21 anos, Salamanca, prof Paula Isidoro

Nem taças de champanhe. Nem lingerie vermelha pelo chão.
Nenhum pequeno-almoço trazido à cama. Nenhuma flor. Nenhuma caixa de bombons.
Nem alianças. Nem postais de amor.
Nenhuma reserva para dois.
14 fevereiro de manhã.
Fora chove, faz vento, está frio.
Mas viro-me e vejo o meu cão e o meu namorado que ainda dormem, olho para eles, oiço-os respirar e sinto que não preciso de mais nada: tenho o coração cheio. Acho que o amor é isto.
Raquel Fidalgo Rodríguez, 27 anos, Salamanca, prof Paula Isidoro

É o dia no qual o Mercadona se converte num templo para mim, a secção do chocolate é o meu altar sagrado, e uma razão de adoração: Nutella.
Quando parece que as coisas não poderiam melhorar, aparece um cavalheiro bonito com olhos intencionais e um sorriso endiabrado, cheio de ironia tosca, a quem eu respondi com a minha fina indiferença.
Sou fiel. Ela nunca faria isso comigo. Foi una noite muito bonita no dia de São Valentim.
Irene Canduela Pérez, 23 anos, Santander, prof Paula Isidoro

Amar… Uma palavra que tem muito que dar. O amor é livre... amar é quer chorar de felicidade. É rir, fazer carícias ao teu namorado. É passar o tempo juntos. É um compromisso meu e teu; é beijar e dar beijos. É um fogo que arde sempre . É algo do que gostar; é lindo. É ter um sorriso na boca. O amor é isso, o amor é algo possível e não é algo para deitar ao lixo.
Rocío Antonio Núñez, 18 anos, Salamanca, prof Paula Isidoro

Nunca houve desmedidas demonstrações de afetividade. Os nossos feitios eram tão divergentes! Mas sempre tivemos um carinho grande uma pela outra. Diria mesmo que tínhamos uma cumplicidade reservada.
Sinto desalento de saber que o nosso homenzinho não vai ser adolescente nem adulto na sua companhia.
No leito da morte, segredei-lhe a gratidão que tenho por me ter “dado” o amor da minha vida.
Que melancolia ter (pres)sentido, “abrace-me, porque este é o último abraço que me dá”.
Mireille Amaral, 41 anos, Gondomar
(nota: baseado numa frase de A. Lobo Antunes)

A Camila preparava-se para outro dia de aulas na Faculdade de Medicina.
Hoje realizariam uma visita de estudo ao Instituto de Medicina Legal. Não recebera com agrado ou alegria este evento, bem pelo contrário.
Os cadáveres provocam-lhe estranheza, horror, medo até.
Mas, desejou dedicar a vida aos outros... teria que aprender a enfrentar fobias.
Quando chegou à porta da faculdade, passou por si um rato gigantesco, desmaiando imediatamente.
Que nojo, que terror! Ela detesta estes animais dantescos.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

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