10/06/13

EXEMPLOS - desafio Rádio Sim nº 2

– Como te chamas? – perguntou-lhe uma voz.
– Paula Cristina.
– E o que fazes aqui?


– Porque queres saber? – Paula levantou as sobrancelhas.
– Porque sim! – justificou Rafael.
– Porque sim, não é resposta.
– Só se não for para ti. Sempre que pergunto à minha mãe, porque é que não posso ir a uma festa, a resposta é: «porque sim!».
Sim, sim, está bem, mas «sim» de mãe é outra coisa. É para pôr termo à discussão.
Sim, lá nisso tens razão.
Quita Miguel, 53 anos, Cascais

Namorados na sala.
– Me amas?
Sim!
– Verdade? Sim, te amo muito!
O pai cansado queria dormir, trancar a porta. Ter a certeza de tudo bem fechado.
– É hora, filha!
Sim, papai! Pedro já vai!
Um tempo e lá, além dos beijos, a questão:
– Me amas? Sim!
– Muito? Sim!
De “saco cheio”, o pai diz:
– Já não falei?
Sim, papai!
– Deixem de papos furados e vão dormir! Estamos indo!
– Estamos?
Sim! Aqui na sala não podemos namorar!
O pai cai duro!
Chica, 64 anos, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Sim. Era só sim. Nada mais se lhe escapava dos lábios senão o sim, a nefasta palavra da concordância. Sempre. Não havia forma de a contornar. Era tudo sim. SIM! Quer ouvisse, quer falasse ou até viajasse até onde a sua linda cabecinha mandasse. Já me irritava ouvir tanto sim. Era tão fácil, tão colorido, para ela. E aquele sim, que eu não queria ouvi-la dizer, ao outro, que se tornaria seu marido, era o meu não.
Carolina Cordeiro, 34 anos, Ponta Delgada, São Miguel, Açores

Disse Sim
– Vamos fazer…?
– Sim, pode ser…
*
Disse sim
Queria dizer não
Escondi a verdade
Traí a minha vontade
E paguei caro mais tarde

Aquele sim
Que deveria ter sido não
Gerou em mim
Algo ruim

Disse sim
Queria dizer não
Só para te agradar
Fiz a minha alma chorar

Aquele sim
Não percebeste que era não
Receei a rejeição
Não o perdoou meu coração

Disse sim
Queria dizer não
Mas aprendi a lição:

NÃO… NUNCA MAIS SERÁ SIM!
Maria José Coelho, 51 anos, Santa Maria da Feira


Sem
Sim, não há caminhos sem encruzilhadas
para nos perdermos e encontrarmos;
sim, não há luz sem a sua sombra
para desenhar a verdade escondida;
sim, não há palavras sem a ferida da página em branco;
sim, não há abraço sem a ausência do corpo que queremos encontrar;  
sim, não há amor sem a dor da solidão,
sim, não há juventude sem velhice para a corar.
Por que não?
Porque sim,
todo o princípio ama o seu fim.
Bau Pires, 50 anos, Porto

Não soube dizer sim. Tive medo de ser engolida na afirmação. Queria dizer que sim, que te quero, sim. Mas nunca saiu, esse sim que nos espera há tanto tempo. Duas vidas pendentes de uma palavra tão simples. Três letras que nos levam reféns pelo caminhar do tempo. Um sim que libertaria este monumento de emoções que erguemos, que sufoca o peito. Queria dizê-lo hoje. Sim, mil vezes sim. Mas a palavra não encontraria mais que silêncio.
Alexandra Rafael, 35 anos, Albufeira

– Sim, era eu!
– Bem me parecia… só podias ser tu… Sim, tu!
– Não consegui dizer-te antes, pensei que não quisesses saber.
– Sim…
– Quis mostrar-te o outro lado das palavras. Sim, o oculto ou o que não vemos logo. Receei precipitar-me ou que me dissesses que estava a confundir as coisas…
– Sim, compreendo!
– No fundo, só queria dizer que sim, que te amo desde o primeiro momento!
– Claro que sim!... E eu percebi que só podias ser tu!
Dália Santos, 42 anos, Tomar

No dia do meu parto ouvi minha mãe entre tanta dor perguntar, é um menino? Meu pai disse “sim”. Aos doze anos, minha mãe, que me acompanhara no meu crescimento na escola e na catequese, perguntou no dia de minha primeira comunhão se queria receber Jesus. Eu disse “sim”. Cresci, arranjei namorada e perguntei-lhe – queres namorar comigo? Ela disse “Sim! Sim!”. Cheio de amor por ela arrisquei. Queres casar comigo…? Meu Deus! “Sim! Sim! Sim”, porque não!?
Cândido Pinheiro, 73 anos, Póvoa do Varzim

Aventuras telefónicas
Aventuras telefónicas… Sete vezes SIM para um NÃO.
“Serviço a Clientes bom dia, em que posso ajudar?”
“Bom dia, sou Vosso Cliente. Necessito uma informação.”
“Sim.”
“É a primeira vez que ligo.”
“Sim…”
“Sou Cliente há muitos anos.”
“Sim?!...”
“Ao fim de tantos anos veja lá, surgiu esta dúvida!”
“Sim…?!”
“Não sei se consigo explicar…”
“Sim…”
Silêncio instalado na linha.
“Está a ouvir”?
“SIM! Siiim!”
“Ah! Desculpe… então estou a ligar para a linha das encomendas?”
“NÃO.”
Isabel Pereira

– Estou sim, donde fala?
– Do serviço de finanças. Faça favor de dizer...
– Queria saber informações sobre o anexo sim sim.
– Anexo sim?! Desconheço...
– Como desconhece, se é das finanças sabe do que se trata, não?! O anexo novo, o sim!
– Ah! O anexo SS para informação da Segurança Social?
– Sim, esse mesmo!
– Bem… trata-se de um anexo obrigatório para os profissionais liberais. O senhor está neste caso?
– Não, mas pelo sim pelo não, gostaria de o enviar…
Alda Gonçalves, 45 anos, Porto

Necessidades
– Amas-me? – perguntava ela, ansiosa – Sim, sim, sim?
Aquelas perguntas já chateavam. 
Ela não sabia que sim? 
Queixara-se uma vez e ela respondera: “Cada um tem as suas necessidades.” 
Pelos vistos, ela precisava de juras de amor…
Distraidamente, respondia-lhe:
 Sim, amor.
E mais nada.
 E adoras-me? – insistia ela.
Ele já nem ouvia. 
 Sim, amor – respondia automaticamente.
Até que um dia, ela perguntou:
 Queres acabar?
Sem prestar atenção, ele deu-lhe a resposta habitual:
 Sim, amor.
E ela foi-se embora.  
Rita Bertrand, 41 anos, Lisboa

Dois em um
Dia de Santo António. Almoçávamos  no terraço, sardinhas assadas.
Sintonizámos a Rádio "SIM".  Cantava  Fernando Farinha, fado "O Soldado na Trincheira".
SIM, SIM, todos gostamos destas  músicas.
A avó retrocedeu no tempo. Recordações avivaram-lhe a memória. 
Lembrou seu namorado. No cais o barco silvou. SIM, partiu para a guerra. 
SIM, esperou-o!...
Não, não voltou!..  
Duas lágrimas silenciosas rolaram-lhe entre as rugas sinuosas do seu rosto. 
SIM, estava bem.  
Ah! SIM, estas lágrimas! 
Uma é Saudade, outra Felicidade! 
Rosélia Palminha, 65 anos, Pinhal Novo +

Num  encontro, o namorado ganha coragem, e pergunta à namorada:
– Joana, posso fazer-lhe uma pergunta?
– Sim, sim, claro. Passa-se algo de mal? – perguntou, ficando preocupada.
– Não, nada de mal. Olhe, queria saber se quer casar comigo. – Pegando na mão da namorada: – Sabe?, espero que diga "Sim", porque se fosse você a propor-me, eu diria "Sim" sem hesitar.
– Sim, eu também aceito. Mas jura que me ama?! – pergunta.
– Sim! E você a mim!?
– Sim! Casamos já amanhã?
– Sim!!!
Francisca Esteves, 12 anos, Lisboa

Quando você pediu pra me namorar
Mais do que depressa eu disse SIM
Não sabia que ia me decepcionar
SIM, esse foi o começo do fim

SIM pra tudo eu passei a dizer
Até que no altar também disse SIM
SIM pra todo o seu querer
Não pra todo o meu SIM

E dessa forma foi que eu caminhei
Anulando-me, sempre, por total
Mas um dia finalmente acordei
E o SIM, pra mim mesma, se fez real
Majoli Oliveira, 53 anos, Caçapava, São Paulo, Brasil

Passou muito tempo desde o dia em que te disse o primeiro sim.
Disse-te sim há 38 anos, digo-te sim hoje e dir-te-ei sim toda a vida.
De mãos dadas pela vida fomos: conquistadores de sonhos, construtores de castelos de amor, pais, professores, amigos e amantes. Sim, tudo isso sempre juntos.
Continua do meu lado, este é o sim que hoje quero de ti.
Amo-te hoje e  acredita, será sim toda a vida e mais um pouco
Madalena Gomes, 59 anos, Charneca da Caparica

Sim, sou diferente de professores que esqueci. Sim, quis ser como Professores que estimo. Sim, sacrifiquei fins de semana e outros luxos. Sim, fiz outras coisas: viajei, vivi no estrangeiro. Sim, sei SER mais do que ensinar: cozinho, bordo, cavo (literalmente), tenho blogs e Facebook, namoro com o marido, tenho uma filha adulta (investigadora, o meu orgulho), uns pais idosos que amo. Sim, estudo todos os dias. E Não, não persigo a perfeição, mas Sim, construo futuros.
Maria Helena Frontini, 52 anos, Regueira de Pontes

O sim que te sinto

“Sim”, e a aliança foi seladas nas nossas bocas. “Sim”, e germinou o primogénito amor do nosso amor. E depois o segundo sim e o terceiro sim. “Sim”, brilha-me na mente tal como um sorriso, sempre que o nevoeiro desce e nos percorre sem ver além do que me cega. E nunca, nunca, nunca, acreditei, no fundo, em qualquer não que derrube o “sim” que te sinto. E o primeiro sim na primeira luz do nosso olhar.  
Cátia Penalva, 33 anos, Viana do Castelo

“Carlota?”
“Sim”, sussurrou, tímida.
“Está nervosa, querida?”
“Sim, um bocadinho!”
“Mas descontraia, sim, que isto não dói nada, nem vai sentir.” Enquanto via a agulha, Carlota estremecia na cadeira. “Vou passar o algodão no braço, só vai sentir frio, está bem?”
“Sim!”, disse ela.
“Então e gosta de ir à praia?” Nisto, a enfermeira dá a vacina.
 “Sim, gosto.”
“Já está!”
“Já está?!”, perguntou incrédula.
“Sim, sim, já pode ir dar um passeio à praia, está despachada!”
Inês Costa, 19 anos, Massamá

Escondo o sim que baila freneticamente no meu peito, enjaulado, e que esperas ouvir a todo o momento. O sim que a minha alma te quer oferecer, mas que relutantemente abafo e condeno ao silêncio. O inevitável  sim que quer ser livre nos teus braços e nos teus afagos. Sim, chegará o dia em que o sim que é teu e que vive em mim, será nosso, será palavra viva e felicidade. Sim, tu sabes que sim!
Sandra Évora, 40 anos, Sto. António dos Cavaleiros

O supersticioso
Sempre fora um rapaz inseguro e supersticioso. Agora, queria casar e aquele dia 7, do mês 7, de 2007, parecia-lhe perfeito para o pedido oficial. Perguntou-lhe se o amava e ela respondeu “sim”. Depois, se gostaria de viver com ele e ela afirmou “sim”. De seguida, se gostaria de ter filhos seus e ela disse “sim, sim”. Posteriormente, se aceitava casar com ele e ela entusiasmada exclamou “sim, sim, sim”! Após 7 sins ele sabia: seriam felizes!
Margarida Leite, 44 anos, Cucujães

Porque sim
Sim, a  vida só lhe corria bem ali, enquanto não enfrentava a realidade do dia. Deitada nos lençóis aquecida pelo sol que entrava lentamente para a acordar. Depois sim vem à lembrança: que terá que ir embora porque sim, que vai ter que pagar por que sim. Que perdeu o emprego porque sim. 
Não vai ter coragem de enfrentar a família quando regressar. Sim, sabe que a irão questionar. Não vai ter coragem de responder: porque sim.
Elvira Cristina Silva, 49 anos, Queluz

– Sim? Ah, olá, bom dia Sr. Diretor.
– Sim, estou em casa.
– Já vai na letra Z e ainda não compareceu qualquer professor? É natural…
– Estamos indignados, sim. Empenhamo-nos, desgastamo-nos muito e… sim, construímos alicerces de futuros.
– Gostamos do que fazemos, sim, muito. Mas a falta de reconhecimento faz doer e as condições impossibilitam-nos um bom trabalho.
– Ah, sim, a maioria dos alunos e dos pais sabe bem o que fazemos.
– Então bom dia. Sim, mantenho a decisão.
Maria José Castro, 53 anos, Azeitão


Um tempo para voar
Sim: tudo tem o seu tempo.
Havia esperado tanto e, nessa espera, dito sim a tudo.
Sim aos pais. Sim ao marido. Sim aos filhos.
Deixou de fazer o que desejava para apoiar a todos.
Deixou de dizer o que sentia para agradar aos outros.
Deixou de ser o pássaro de sua alma.
Agora, precisava de um tempo para si.
Foi então que, pela primeira vez, disse sim a si mesma.
E voou gritando sim à vida!
Anne Lieri, 53 anos, São Paulo, Brasil

Será que ele não conseguia perceber que aquela atitude não era nada simpática?!...
Ignorava-me... simplesmente!
Sei que a minha silhueta assimétrica não era nada atractiva, mas não era necessário que me tratasse assim.
Claro que sofro de assimbolia e não consegui dizer-lhe o que sentia, por isso simulei um desmaio para conseguir chamar a sua atenção.
Mas ele nem ligou!
Acabou por escolher um qualquer outro canídeo simplório que por ali andava... E eu continuei sem dono!!!
Vera Novais, 31 anos, Lisboa

SABEDORIA
Sim… Eu sei que vivo sem subterfúgios nem subtilezas
Sim… Tu entendes que a frustração e transgressão é uma fraqueza
Sim Ela sabe que esmagar o preconceito é uma aprendizagem constante
Sim… Nós sabemos que a autenticidade e coerência é o nosso percurso
Sim… Vós sabeis dominar a angústia e vencer as tormentas com sabedoria
Sim… Eles sabem trilhar o caminho em equipa e transcender-se
Sim… São jovens, cidadãos do mundo com direitos, deveres e Esperança
Cristina Lameiras, 48 anos, Casal Cambra

Equilíbrio
Há um, bem arriscado, sim, que se vê no trabalho circense.
Contudo, este sim, é o que tentamos equacionar para que o nosso dia seja dia sim. A saudação, até logo mãe, que trazemos no ouvido, eleva-nos o ego.
Sim, nada melhor para começar!
A nossa apresentação, cuidada como sempre, porque sim, gostamos de nós.
Isso sim é importantíssimo para o equilíbrio.
E, quando, no regresso, nos questionam "como correu o dia", respondemos que sim, foi óptimo. 
Arminda Montez, 75 anos, Queluz

Desafio em 77 palavras. Digo sim porque gosto. E porque gosto digo sim. E
digo sim porque é a Rádio  Sim. E se é rádio é bom, porque é música e
é alegria que vem da telefonia.
"Olá, companheira", ouço e rio, a nossa rádio é assim: não sei se foi a
Inês, ou a Lena (das bolas de Berlim).
Continuo o meu trabalho, sempre muito bem-disposta, mas a ouvir estas
músicas, digam-me lá quem não gosta.
Maria de Fátima Afonso, 61 anos, Marinha Grande

Sempre sim
Sasha tinha destas coisas! Teimava, simplesmente porque SIM. E se lhe perguntavam porque tinha de ser assim respondia: porque SIM. Não havia justificação alguma, só um redondo porque SIM. O SIM fazia parte do seu vocabulário quotidiano. Não havia paciência para isto, só porque SIM. Houve uma ocasião em que repetiu o Sim várias vezes. Há 25 anos que aturavam este feitio especial e estavam desejosos que chegasse o dia em que disse-se o SIM no altar.
Carla Silva, 40 anos, Barbacena, Elvas

Pergunto-me o que será de mim daqui por algum tempo. Sim, não me sai da cabeça como vai ser a minha vida daqui por dez anos. Sim, gostava de saber se vou estar a trabalhar, ou ainda a estudar. Sim, queria tentar perceber se algumas coisas mudaram entre nós. Sim, queria tentar explicar o porquê de algumas ações minhas no presente. Sim, queria ver se fiz as escolhas certas. Sim, queria ver se no futuro serei feliz.
Maria Luísa Barros, 14 anos, Porto

A Festa do Sim
Vi ao longe uma grande luz, pareceu-me uma festa. Sim, era mesmo uma festa. Como não sabia o caminho, fui perguntando e todos me respondiam:
Sim, a festa é por aqui.
Quando lá cheguei, bati à porta.
Sim, faça o favor de entrar.
– Que festa é esta?
– É a festa do sim. Nesta festa o rei diz sim a tudo. Quer entrar?
Sim, quero entrar na festa e realizar os meus sonhos onde o sim é rei.
Maria de Fátima Esteves Martins, 45 anos, Coimbra

Sim, festejar a amizade!
Siiiiiiiiiiiiiiiim! Adorei a festa da Sim. Nem sabia da sua existência. Passei. Olhei e...  Sim, vi animação, gente contente, grande agitação e, então, alguém perguntou: queres entrar, sim ou não? Respondi, sim! Dei por mim, já estava no recinto esplêndido. Acolhedor, magnifico, repleto de cor, belas estátuas, flores e velas perfumadas. Ouvia-se música. Ninguém se conhecia, mas ao sim todos sorriam. Dançavam de mãos dadas, sim eram alegres. Vieram de todos os lugares para festejar a amizade.
Rosa Maria Pocinho dos Santos Alves, 50 anos, Coimbra

O grito
Sim, ouvi um grito de desespero e nu. Sim, fiquei assustado. A senhora encostada à prisão, a chorar, a pedir apenas por um sim e a não querer um não. Um homem a tentar acalmá-la, não sabia o que fazer. Perguntou-lhe se estava bem, e ela respondeu que sim, mas rapidamente trocou-o por um talvez. O silêncio da noite, sim! O silêncio da noite tornou-se num silêncio caótico que mal dizia que sim. Sim, a história acabou. 
Guilherme Pereira e Afonso Silva, Escola Secundária Vergílio Ferreira

Nãos e sins
Hoje, queria acordar e ter-te ao meu lado. Embora o tempo decorra horas lento, noutras veloz, sim, tua ausência se faz tão presente. Sim, é verdade, nunca de ti me esvaziei. Sim, é outra verdade: Mudei de cidade, casa, cama, mas tu não te mudaste de mim. Sim: mesmo que, os teus definitivos nãos tenham sido a mim conferidos, meu coração é sim infinito, minha mente diz sim, incondicionalmente, alma e emoções: um sim eterno para ti.
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil.

SIM... parece incrível – é de madrugada e ainda escuto boa música.
Suave é a Noite... SIM. 

Curiosamente, uma Rádio SIM com nome positivo, SIM, sem dúvida, invulgar 
para uma Rádio. Dou por mim a valorizar mais a palavra SIM, soa bem.
SIM... fiquei fascinada pelas músicas, pelas vozes que me fazem companhia, SIM.  
Como é bom pensar... SIM, um lindo dia... SIM, uma linda noite, SIM,
uma vida bela. SIM... gosto da Rádio SIM... simplesmente, porque SIM!!!
Maria Cabral

Sim, era com esta palavra mágica que a sua vida a dois tinha iniciado. Acolheu no ventre os filhos que a vida lhe reservara, sim todos! Disse sim à dor da perda do seu amado. Essa, sim, é uma dor que rouba a alma. Mas a perda da sua própria existência, sim, deixou de viver… percebeu-a quando a morte lhe roubou o seu menino. Destino cruel. Sim, como se suporta tudo isto dizendo-LHE sim? Deixando-se morrer… talvez… 
Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Quantos anos tens? Seis.
Já andas na escola? SIM.
E gostas da escola? SIM.
E o que queres ser quando fores grande? Não sei.
Ouvi dizer que querias ser Doutora, é verdade? SIM.
Mas a criança cresceu, tornou-se mulher,
e, SIM, agora sabe o que quer.
Tornou-se locutora da Rádio SIM.
Será que o nosso destino está escrito,
nas estrelas? Eu acho que SIM.
E se soubermos seguir pelo caminho,
que nos traçou. SIM, acredito na felicidade.
Natalina Marques, 57 anos, Palmela.

Sim, eu sempre gostei de escrever estes desafios!
Quando me perguntaram se queria escrever, não esperei, respondi logo "sim"!
Sim, é muito complicado e vai dependendo dos desafios, mas acho que sim, vou escrever todos, vou conseguir, sim!
Tenho sempre que ir ao blog ver, pois não tenho o livro, mas o que interessa é que, sim, vou conseguir!
Hei de chamar mais amigos que aderirão aos desafios!
Adoro escrever estes desafios! Vou conseguir todos, todos, sim!
Rafael Santos, 13 anos, Lisboa 

Vou tirar uma fotografia à minha cadela Sim e ao gato Não, mas, claro que sim, é difícil acalmá-los.
Pedi permissão aos pais para visitar a Carolina no hospital. A mãe disse que sim - temos de apoiar sempre os amigos. O pai também disse que sim.
Depois, pedi-lhes para comprar-lhe o livro " Nem sim, nem não... a importância do talvez "; eles responderam que sim.
No hospital, perguntei à Carolina se estava melhor e ela afirmou que sim.
Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto


Pedaço de mim
Senhora do sim…
Senhora do não..
No corpo sim
pedaço de chão.

Sim suspiro,
sim do avesso…
Sim delírio,
sim começo.

Em cada pedaço,
fim do agora…

Pedaço de sim,
pedaço de mim.
Maria Curado

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