20/10/13

EXEMPLOS - desafio nº 53

Final de basquete...
Pontos marcados,
Pontos perdidos.

A torcida gritava,
 Urrava, bufava...

Barriga chorava...
A noite anterior se revelava...

Churrasco, maionese, polentas.
Antes da final, que grande furor!

A cada salto para bola encestar,
Roncos, não mais davam para disfarçar!

Assim o jogo prosseguia
Bandeiras, gritos, da torcida se ouviam.

O apito final! Vitória!
Mas ela as parceiras não pôde abraçar.

Foi sozinha, em outro lugar bem sozinha, festejar!
Lá sentiu gosto da vitória, sobre o corpo!
Chica, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil 

Abanão
Hoje deu-me para dedicar-Lhe parte do meu tempo. Esse tempo será sempre pouco comparado com a Sua omnipresença. Não escondo a crença e até me orgulho dela, só não sei bem o que lhe chamar. Se calhar fico-me pelo cristão. Eu acredito Nele enquanto outros acreditam não acreditar. Preciso que Sejas o aro por onde eu tenho que caprichosamente entrar. Preciso que delimites o meu caminho e a mim caber-me-á erguer-me do chão e voltar a lançar-me.
Salvador Fachada, 25 anos, Lisboa

Bola de sabão
A bola subia, subia e não mais parava de subir. O céu é limite.
As regras existem para serem quebradas e nem sempre o ritmo se mantém. Passar, correr, bater e encestar! Que monótono…
Importante é a adrenalina a crescer. A euforia a vibrar, os gritos da vitória no final.
Quando correr é gatinhar pela casa fora, as vitórias são vividas com maior intensidade. Tudo é espetáculo, até uma bola de sabão que se desfaz no ar!
Alda Gonçalves, 46, Porto

Parecia um tolo com aqueles óculos novos! Na véspera treinara até tarde como se aquele jogo de basket  lhe determinasse o destino. Mas mal entrou no campo, sentiu-se infeliz, inseguro, quase sem alma. Tinha a certeza de que iria ser o gozo da outra equipa! E logo naquele dia em que Ela prometera aparecer… Foi então que agarrou nos óculos e os deitou fora. E correu como um doido atrás de uma bola que não conseguia ver...
Isabel Lopo, 67 anos, Lisboa

Na mesma cadência com que bates a bola de basquetebol, o meu coração palpita. É isso que adoro em ti. Em nós. Marcamos o ritmo. Determinamos a entrega. E deixamos ir. O jogo. O sentimento. A vida. Haverá melhor desafio do que este? Deixa que digam que arriscamos tudo na sorte. Eles não sabem, meu amor, mas é exatamente no preciso instante em que lanças ao cesto, que a vida nos acontece! Que o amor nos premeia!
Carla Ramalho, 36 anos, Évora

No sussurro das árvores ouvimos o vento, que rodopia através de ramos, e admiramos a maleabilidade com que elas se moldam à sua força.
Por vezes, sopra com subtileza, quase como uma carícia. Noutras alturas, chega desenfreado, arrancando flores e frutos e deixando o pomar com sentimento de perda.
Mas, nem assim elas se vergam. Persistem orgulhosamente de pé, esquecem os pedaços que o vento levou e almejam já os novos frutos, que pesarão nos seus ramos.
Quita Miguel, 53 anos, Cascais

Pois… ela é redonda de cor rosada, será? Sim, talvez rosado escuro, bordô? Porque inventam cores? Surgem nela algumas riscas a preto que lhe fazem uma simetria única.
Se a desenho… por um círculo inicio e as tais riscas a definem. Se a sinto… a sua textura é rugosa e as tais riscas fundas.
Há texturas que nos invadem e sítios fundos que nos perturbam!
Se a driblares… o corpo diz-te coisas diferentes: invade-te o movimento feliz!
Lucrécia Alves, 53 anos, Agualva

Driblar o destino
– Somos campeões! Somos campeões! – gritava ele entusiasmado, abraçando-se aos espectadores vizinhos.
No seu coração de pai, o orgulho extravasava.
Lá em baixo, a sua menina, de braçadeira colorida, era a capitã da equipa vencedora.
Tocou o hino, subiu a bandeira… sem governantes, fotógrafos ou repórteres famosos.
Aliado à grandeza do feito, o sentimento de injustiça.
Aquelas atletas, presas às cadeiras de rodas, não tinham driblado só a bola mas todo o destino. E não há vitória maior!
Palmira Martins, 57 anos, V. N. de Gaia

Nem queria acreditar: convidaram-me para entrar num torneio de basquetebol inter-turmas. Agora que ali estava, tinha de pegar na bola, desse por onde desse! Que é que eu fiz? Bancadas a abarrotar, a vedeta sai disparada às pernas do detentor da dita-cuja, e, zás, corre para o lado contrário em direção ao cesto. Entrou? Não sei. O árbitro apitou, chacota geral… Ah, pois, com o entusiasmo, esquecera-me de driblar. Desde aí, nunca mais tive medo de errar.
Paulina Salvador, 45 anos, Viana do Castelo

Tenho uma bola de trapos
feita pela minha mão
que à noite me faz sonhar
vir a ser um campeão.
Tem muita pinta esta bola
toda cozida com lãs
e as miúdas lá da escola
vão ser todas minhas fãs.
E se um dia for famoso
e muita guita ganhar
vou ter uma de borracha
para poder arrasar...
O pessoal lá da turma
Vai-me chamar CAMPEÃO
e eu vou guardar a de trapos
dentro do meu coração!
Isabel Lopo, 67 anos, Lisboa

Claque invisível
Hoje acordei com uma vontade indomável de resolver pendentes. Aquelas situações adormecidas que acordadas provocam erupções cutâneas, seguidas de uma coceira irritante.
Pois bem, a bola está de meu lado, o não está garantido, o sim pode estar ou não… são as premissas!
Cumpre tentar, determinação, confiança, mas no momento do lançamento a hesitação… eis que surge a claque invisível das memórias passadas e num impulso decisivo, o destemido projétil segue o seu rumo…
Menos uma preocupação!
Paula Maria Inverno, 45 anos, Torres Novas

«Tem íman na palma da mão! Ele dribla. Vai. Desmarca-se. Salta e… Ao laaado! Perdem para a equipa da casa.»
«Desisto para sempre.» O peso pesado da alegria adversária e as duras palmadinhas nas costas acrescentam-me caminho ao balneário. O chuveiro não lava a alma e já só silêncio entra no carro. «A derrota faz o campeão, filho, levanta-te.», disseste-me. A comida não passa, a noite não dorme. As palavras adormecidas ecoam-me hoje: obrigada, minha mãe: venci.
Cátia Penalva, 33 anos, Viana do Castelo.

A Paixão do Basquete
Os meus treze anos levavam, nos meus sonhos todos, uma bola de basquetebol.
Primeiro numa equipa de basquete do liceu e logo depois nos iniciados da Académica, treinados pelo saudoso Reis Pires.
Daí foi uma paixão galopante subindo aos juvenis, depois juniores e, nessas fases, o professor José Manuel, primeiro, e depois Carlos Portugal.
O sonho de basquetebolista, só terminou com uma “perninha” no CAB Madeira.
Outros sonhos, outras paixões arrebataram o lugar da bola de basquetebol.
Paulo César Nunes, 58 anos Póvoa de Santa Iria

A bola aos seus pés.
A bola quieta, expectante, aos seus pés.
Incomodava-o, era verdade. Estava em dívida para com ela.
O campo: vazio.
E a bola, maldita!, aos seus pés; tensa, à espera.
Olhou em volta, verificando: vazio. Baixou-se, agarrando-a. Aproximou-se do cesto em passos cada vez menos hesitantes e, após um último momento de dúvida, encestou.
Certeiro!
Subitamente, as bancadas ribombaram em palmas estrondosas, a equipa levava-o em ombros, e o fantasma, vencido pela confiança!
Marta Trindade, 15 anos, Lisboa

Vitória
Ele, aluno mediano, era fulgurante no jogo de basquetebol.
Naquela tarde dalguma tristeza, com o pensamento ancorado na mãe, em cama de hospital, encestar tornara-se custoso, no seu posto de Ala e apesar dos hábeis afundanços.
Viu o pai na assistência... a mãe estava a recuperar.
De posse de bola e num lampejo de motivação, correu, driblou nos restritivos segundos, dardejando a bola que, certeira, varou o cesto  adversário, assinando a vitória que, recompensado, à mãe dedicou.
Elisabeth Oliveira Janeiro, 69 anos, Lisboa

Pequenina, mas uma bola! Um dia teria uma grande. Agora podia treinar. O pai repetia-lhe «insistir, nunca desistir»; «errar alimenta»... Sem cesto, utilizava a cadeirinha da irmã que nasceria em breve. Falhou, falhou, acertou!…, Falhou, acertou!…, Acertou! Tornou-se um craque... Finalmente!, uma bola grande e um cesto. 
Robertinha nasceu.                       
Quis exibir-se. Lançou a bola… Pesada! Cesto altíssimo! Falhou. Mais força… Acertou no carrinho. Robertinha teve a sua primeira epistaxe e chorou desalmadamente! Desistir?, nunca! Lançou a bola... 
Fernanda Gomes, 45 anos, Lisboa

As duas metades
Francisca lembrava-se ainda do que a sua professora da primária, um dia, lhe explicou:
– Existe uma linha imaginária, o Equador, que divide a terra em dois hemisférios: o Hemisfério Norte e o Hemisfério Sul.
Ri-se, amargamente, em silêncio. Pergunta-se se não daria jeito uma dessas linhas para o seu coração, para poder separar doçuras e amarguras. Chamar-lhe-ia “Quantador”. Separaria então, com clareza, o que a faz feliz do que a faz sofrer. Bom seria poder arrepiar caminho. 
Sandra Évora, 40 anos, Sto. António dos Cavaleiros 

O mundo é uma bola onde cada um tem a vida que a sorte lhe ditar ou o resultado das escolhas que fizer.
Enquanto uns constroem o mundo, outros brincam com ele.
Há uma linha que divide o mundo em duas partes: na parte superior existem sorrisos, na parte inferior existe tristeza.
Que tipo de bola é o mundo?
O mundo é a bola que cada um quiser e com ela vai jogar o jogo que escolher!
Maria de Fátima Esteves Martins, 44 anos, Coimbra

(Sobre) Viver
Ouço freneticamente o apito. Avanço, num ápice, julgando que alcanço o mundo, em cada toque. Acuso um cansaço, sôfrego, que me faz parar de correr, de exigir substituição. Mas… algo me impele para continuar. Desenho passos de gigante, tentando voar até ao cesto. Passou ao lado, mais uma vez. Caio no chão, rasteira passada pela vida. Não quero substituição! Peço a Ele para continuar em jogo. Permissão cedida. Não marquei. Mas driblei. Não será isto a viver?
Carla Veríssimo, 33 anos, Torres Novas

Doem-me os ossos do peso de viver,
Fraquejam-me os músculos da leveza da vida,
A vida é o volume,
Da matéria de viver.

A vida é uma bola de sabão
Viver o seu cerne preponderante,
Ascendendo num auguro de rebentação,
Para perecer de uma implosão,
Num ensaio limitante.

A vida é uma bola de sabão,
O pólen, que o vento leva,
E que a flor, impotente, deserda,
Bola submissa, escrava do vento,
Sabão enamorado, amante da fé.
Afonso Caldeira, 14 anos – Torres Novas, Colégio Andrade Corvo, prof Carla Veríssimo

O Pedro recebeu uma Bola de Basquetebol, a sua primeira bola, o seu primeiro brinquedo, a sua primeira prenda. Olhou para ela com os olhos redondos de espanto e chutou-a para longe, em direção ao imbondeiro mais velho da aldeia. De repente, levantou-se uma nuvem de pó e o largo encheu-se de risos e de pernas num baile desenfreado. Iniciou-se, assim, o primeiro jogo de basquefutebol da temporada. O primeiro de muitos jogos com um presente partilhado.
Helena Frontini, 53 anos, Regueira de Pontes, Leiria

Vaidosa
A torcida gritava seu nome com entusiasmo!
Não resistiu e sentiu-se envaidecida.
Ora bolas! Era uma mulher, afinal! E uma atleta!
Juntou suas forças e, com garra aconteceu mais uma cesta.
O público delirava! O locutor estava aos berros!
Faltavam segundos para o final da partida. Todos brigavam por ela que, enlouquecida, se deixou lançar do meio da quadra e encestou-se!
Game over!
Lançada ao ar foi abraçada e acariciada.
Feliz, rodopiou vaidosa no dedo do capitão...
Anne Lieri, 53 anos, São Paulo, Brasil

Catarse
Os algarismos – oito, zero –, repetidos nos dois lados da tabela, enervavam. Ela remexia-se no banco, amaldiçoando a lesão. Subitamente o treinador confrontou-a:
– Consegues jogar? Aquece!
Anuiu, aqueceu – rapidamente –, entrou. Recebeu a bola, driblou-a desalmadamente, sem oposição. Lançou. Soou um oh prolongado, desiludido. Agarrou de novo a bola: encestou. Virou-se. Colegas e treinador: estátuas! Ouviu o silêncio. Porque não se manifestavam? Ninguém conseguira marcá-la, acompanhá-la: estava em forma! Olhou o marcador. Percebeu. Visitante: oito, dois! Apito final.
Maria José Castro, 53 anos, Azeitão

Tocou, circulou, girou. Girou e enfrentou o rodopio vertiginoso. Ficou zonza de rebolar pelas mãos quentes que a envolviam. Foi bem alto dizer aos céus que seria sempre redonda e jurou que rodar e saltar seria sempre o seu principal alento. Sorriu mil vezes às paredes nuas e elas sentiram inveja. Ressentiram o seu toque forte, decidido, e imaginaram como seria maravilhoso circular livre no ar. Viveu solta e alegre até ao dia em que esvaziou, feliz.
Clara Lopes, 37 anos, Agualva, Sintra

Doce Lar
Bola redonda, igual às demais. Sua cor azul a distingue.
Bola mágica, girando continuamente em movimentos desiguais, fazendo suceder dias e anos.
É a nossa “casa”, o solo que pisamos…
Porém, tantos são os maus tratos que lhe infligem!…
Queimando, roubando seus bens, e o ar que respira, esquecendo que um dia… talvez seja ela, que estropiada e cansada, se aquiete de vez, deixando de girar, acabando com a magia de vivermos dentro de uma “bola azul”.
Graça Pinto, 55 anos, Almada

Redonda redondinha
Adoro comer. Gosto de tudo, bem, quase tudo. Posso dizer que sou um bom garfo. Quando penso nos cozinhados da minha avó: bacalhau espiritual, frango acerejado, feijão com couve na panela de barro, umh, tão bom! E o bolo de chocolate, o seu arroz doce! Tanta coisa boa. Pois é, depois lá diz meu marido: Maria, estás redonda. Olho-me no espelho e tem razão. Redonda como uma bola de basquete que as de ténis são pequenas demais.
Carla Silva, 40 anos, Barbacena, Elvas

Fiquei sozinha, naquele espaço enorme. Até que chegou alguém, agarrou-me com as mãos pequenas e suaves e levou-me para casa.
Só podíamos brincar no quintal, mas dentro de casa tinha um cantinho bem confortável para descansar.
Certo dia, fui levada a um evento desportivo. As mãos pequenas e suaves entregaram-me a umas mãos grandes e musculadas. Escreveram-me o seu nome a preto e lançaram-me através do aro.
Missão cumprida. Foi o dia mais feliz da minha vida.
Vera Novais, 32 anos, Lisboa

Instantes sem fim
Mais uma vez! A bola voltou a bater no aro, e rola, rola, rola à volta do arco e não cai nem passa por dentro dele. Estou farta. Não suporto mais esta agonia. Esta espera de apenas alguns segundos mas que parece uma eternidade, estes instantes sem fim. E a bola continua a balançar. Para um e para outro lado numa dança agoniante. E eu a ver, com o olhar enfeitiçado.
Ah! Finalmente acabou. A bola entrou.
Sofia Aparício, 8.º A, Escola Básica de Aveiras de Cima, prof Isabel Palmela

O Peso
Disseram-lhe: comes ou morres! 
Sabia-se magríssima – podia servir de cobaia no estudo anatómico do esqueleto humano. Mas morrer?! Decidiu encetar uma dieta simultaneamente com medicamentos para engordar. De início, nada. Depois começou, lentamente, a ganhar peso. Agora está bem! Os nutrientes foram recuperados no seu corpo. Há apenas um senão: desconhece-se na nova imagem (sente-se uma bola de basquete; desporto praticado em miúda). Nunca tivera tal peso. Não olha o espelho; finta a balança. Segue em frente.
Isabel Pinto, 47 anos, Setúbal

A bola de basquetebol
Num dia de sol, uma menina foi passear.
Quando estava a passar junto a um campo de jogos reparou numa linda bola de basquetebol.
A menina agarrou na bola, viu um rapaz atrás dela e disse:
– Olá! Esta bola é tua?
– É. Obrigado.
O menino levou a bola para o campo de basquetebol e começou a jogar.
A menina ficou fascinada com a habilidade do menino.
– Queres experimentar?
– Eu não sei jogar.
– Não faz mal, eu ensino-te…
Sara, Beatriz e Mariana, 2º/3º D, EB Coruche, Prof.ª Carmo Silva

Deprimida
Anda assustada e deprimida. Devia descansar; voltar à terapia. Falta-lhe ânimo para se mover. De qualquer modo, não teria dinheiro para o tratamento. Quase já não dá para os medicamentos, que necessitava de ajustar, pois engordou tanto que parece uma bola. De basquetebol, pois, anafada, ao andar, saltita na marcha. Não se reconhece no corpo e foge da rua assim que termina o trabalho. Fecha-se no escuro em casa à espera de acordar magra, alegre e viva.
Isabel Pinto, 47 anos, Setúbal

Uma questão de tamanho
Todos os sábados à tarde avô e neto iam às praias da Costa.
O neto refilava que queria a do "meio".
Um dia o avô perguntou-lhe o porquê da escolha, a resposta foi... 
Bolas de Berlim.
O  avô ficou pensativo... no sábado seguinte escolhe outra praia.
O neto refilava... quem perde sou eu !!
Perdes porquê?  As bolas são iguais.
Como menos um bocado...
As destas praias, são de futebol, as da praia do "meio" são de 
"basquetebol."
Maria Cabral,

Na mira do coração
Alguns movimentos, do universo, nos deixam sem escapatórias.  Não adianta tentar burlar as leis naturais, querer desviar caminhos, fazer atalhos, se precipitar.
Só nos resta aceitar. Compreender, digerir, maturar, amadurecer. No mais é contemporizar. Deixa a “coisa” mais leve!
Certas paixões nos arrebatam, tiram do prumo, somos jogados fora do chão, e miramos um único alvo...
E desejamos invadir indefinidamente o amor. E por lá permanecer, pois que o mundo se torna algo à parte de tudo...
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

Estava machucado pela sua última experiência. Nada faria supor que a sua relação terminasse daquela forma. O casamento estivera marcado e, de um momento para o outro, tudo acabou. Nunca compreendeu a razão da frase: “Não posso”… Mais tarde, Beatriz veio ao seu encontro. Estremeceu… como a amava. Lavada em lágrimas, confessou que desistira do seu amor, pois o médico tinha-lhe dado pouco tempo de vida. Afinal, o engano confirmou-se… Perdoaram-se… e finalmente uniram os seus destinos…
Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Era o primeiro dia de escola, e entre eles,
nasceu uma amizade que, com o passar dos anos,
se transformou em amor que parecia duradouro.
Foram traídos pelo destino, e as juras de amor eterno
ficaram esquecidas no tempo.
Cada um seguiu, seu caminho, para se reencontrarem
muitos anos depois, num lar de idosos.
E aí concretizarem, as promessas que foram feitas
no passado, tão longínquo.
E agora sim, agora será até que a morte os separe.
Natalina Marques, 57 anos, Palmela

O reitor do liceu organizou um torneio original de basquetebol, jogando rapazes contra raparigas. 
A minha equipa chegou à final e sou a capitã.
Faltam segundos para concluir a partida, o jogo está empatado e fiz um lançamento da linha de três pontos. A bola de basquetebol acerta no aro e depois entra... a minha equipa venceu!
Isto prova que não é apenas o porte atlético que importa no desporto, mas também a táctica e a atitude!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Sem comentários:

Enviar um comentário