20/12/13

EXEMPLOS - desafio nº 57

O Fim Do Mundo
Gosto do apocalipse. Galáxia em peso gnosiologicamente abate num grande descalabro impotente. Gansos tentam escapar, grades tentam suportar, galãs, não importa. Gatafunhos em vão. Gelo. É muito giro não contar generosas calamidades
destas. Gigantesco mal impossível. Generaliza-se a dor gradualmente maior. Os génios pouco servem, governos não salvam, girassóis nada seguem. Gráficos ao alto, gabardines no chão. Ganha-pão procura-se. Urgente. Gelado sopra forte gera-se vento insuportável. “Glória a voz”. Gótica oração meticulosa. Gratidão, último suspiro. Graça. Morremos.
Salvador Fachada, 25 anos, Lisboa

Para gozar do gentil perfume das glicínias e dos gladíolos bastava ganhar coragem e girar a grande maçaneta. Assim garantira Gilson.
– Que gaita é esta? – gritou Galveia, para granjear atenção do genitor dos garotos.
– Anh? – ousaram gemer os gentios, que os gerânios desfolhavam.
Enquanto guardava as provas, Galveia girava o olhar, gerando desconfiança.
Os gabarolas, enfurecidos, grunhiam, mas geriam a fúria, garantindo que não germinava um castigo.
Gloriosos partiram, pétalas guardadas nos bolsos, gemidos entalados nas gargantas.
Quita Miguel, 54 anos, Cascais

Natal
Gatafunhava umas garatujas no papel grosso que o garoto rasgou. Uma gentileza que facilmente germina entre generosidade e afetos. Gesto de Natal glorioso! Graças e louvores. Grande receita, excelente guião para a gula que se gera! E para gravitar à mesa, ganso, a receita gostosa do Google… nem grasnou! Guarnecido com castanhas, gelado de groselha e ginjas no licor, genial! Os reis, guiados pela gentil estrela brilhante, gritavam alegrias. Na gruta em Belém, glorificaram Deus-menino na galeria.
Alda Gonçalves, 46 anos, Porto

Quimera
Desamparado!... de garrafa na mão, gota a gota, embriagando vida. Gananciosa! Em duros golpes, roubando devotadamente garantias…
Os pensamentos giram em turbilhão. Gigantes problemas, avassaladores, granjeiam soluções.
Ganha-pão inexistente, despojado gratuitamente, aperta o garrote do tempo, gentilmente lhe oferecendo guarida no abismo.
Generaliza procedimentos…
Gesticulando, vai agradecendo… Gutural
Incapaz de ganhar mais uma guerra, esquece a gratidão, galga memórias, escancarando gaiolas opressoras…
Gerando confusão, intempestiva gaivota alforriada, vai gravitando alheia, sonhadora, gentil ao desejo genuíno de voar…
Graça Pinto, 55 anos, Almada

Uma ida ao circo
Guilherminaaa... Sim, mãe! Galhofa é contigo! Gira daí rapidamente. Gostas de Gargalhar, não é? Galhardia, isso tenho. Gaba-te cesto...
Gabrielaaa...Aqui estou! Gémeas homozigóticas, ambas Garridas, Gizaram ver a Grande e esfuziante Gala no Circo Gaulês. Ursos da Gronelândia, chimpanzés da Guiana Francesa, Girafas de Gargantilha da Gratificante África, Gatarrões da Pérsia, Gaios em douradas Gaiolas, em Gorjeios e trinados, Grandiloquentes cãezinhos amestrados...
Gloriosa tarde, Garantida também pelo Gáudio na pista Gelada de ski.
Grandioso belo Circo!
Elisabeth Oliveira Janeiro, 69 anos, Lisboa

A Glória é graciosa e muito generosa. Sempre de gesto galanteador para os gratos gabarolas, enche-os de gordas impressões de generosidade. Não é geralmente genuína, é verdade. Garante-se com um guião bem genial e grandioso. Já a gémea Gabriela, é gananciosa e gulosa. Grita a gosto as gramas ganhas em gulas momentâneas. Grelha sementes de girassol para garantir a garbosidade, mas grava-se a gordura, gloriosa. Gentilmente, ambas gostam de animais grandes e governados: grilos, gatos e girafas.
Clara Lopes, 37 anos, Agualva, Sintra 

Gosto de geleia com muitos gomos de goiabada. Sou gulosa, mas esta gula só será grave se doença gerar.
Entretanto, dá-me gozo poder gritar com toda garra... Porque vida gira é como guitarra que tem gargalhadas de alegria.
Gravita o mundo grandioso, o universo ganha-nos, como um golpe de pura genialidadeGraças a esse gesto, ficou gravada toda a geração.
Não há gumes nem há guerras impedindo a gravitante humanidade de ganhar forçaser grande e generosa.
Regina Graça, 49 anos, Coimbra

– Que gato! – diz a Georgina à Gabriela, enquanto o Gonçalo passa.
– É giraço mesmo! Gostas dele? Vai!
– Gostava… mas a Gisela guisava-me com grelos – responde a gaguejar.
– Ele adora gomas, sabias?
– Goza?! … Gonçaaaaalo? – grita com gosto a Georgina.
– Diz – responde o garino, com graça.
– Queres uma goma de girino?
– Sim, obrigado. Gostosa.
– Eu?!
– A goma!!! – responde o Gonçalo às gargalhadas.
A Georgina girou dali para fora. A Gabriela em tom glaciar vingou a garota:
– Grosseiro, gorduroso!
Cátia Penalva, 33 anos, Viana do Castelo

Gentilmente sacudiu a geada. Mas o granizo ainda gorgolejava através das grelhas.
Conhecia aquela garotada cheia de genica. Achava genial que gostassem de o golpear com partidas gotejantes.
Mesmo assim, governava o galinheiro, ignorando gracejos.
As galinhas tremiam, gemendo assustadas… O galo largava seus gorjeios e continuava granjeando respeito.
Assim, gota a gota os dias ganharam natalícias graças e, ao galinheiro, sempre gordo, coube glorificar a quadra.
Garotos glutões e sua gente gabaram-se dos galináceos, tão tenrinhos…!!!
Elisa Moreira

Almoço na quinta
Ganso guisado. Talvez galo, galinha. Que cheirinho guloso!
Tempo estava gélido, do telhado gotejavam goteiras geladas.
Grilos, gafanhotos, emudeceram. O ginete recusou galopar,  dar um giro!
Gralhas grasnavam nos galhos. O galgo armado em gabiru, reunia o gado. 
A porta, gótica, encimada pela grinalda de azevinho, guinchou.
Esperavam-me Gustavo, Graziela e Graça. Ronronava o gato, admirei toalha, guardanapos ponteados a grilhão. Aquecidos pela grandeza de sentimentos, gostosamente almoçámos. 
Ganso, galo, ou galinha, que importa! Almoçámos na quinta.
Rosélia Palminha, 65 anos, Pinhal Novo

Amor impossível
Com gestos graciosos, Guilhermina pôs o gira-discos a tocar.
Gustavo aproximou-se, gingão.
Gostava de gostar assim, de Guilhermina, quando nela galopavam melódicas emoções. Gulosamente. Conhecia-lhe o génio. Mas não guardava ressentimentos.
Das garras de Gustavo, no rosto, Guilhermina ostentava um gilvaz profundo. Ah! Guerras antigas! Outrora, Gustavo atacava Guilhermina sem hesitações. Gabirus rondando, enervavam-no.
Gustavo deixara-se da gandaíce. Por amor. Guilhermina!
Saltou. Galante, espichou-se gentilmente no colo grandioso de Guilhermina, com genuína delicadeza.
— Sape, gato!
— Miaaaaaaau!... Miaaaaaau!...
Isabel Moura, 58 anos, Viseu

Grande alvoroço na granja! Os galos cantam, galinhas cacarejam, grunhem os porcos, grasnam os patos, gatos miam, os grilos cantam, os gaios voam de galho em galho, saltam gafanhotos, barulhentas gralhas esvoaçam em grupo. Há grande algazarra no galinheiro, o galo capão galando as galinhas! Os galgos velozes seguem Germano, que vem galopando no galeão, cavalo gabado na região. Gertrudes, cozinheira, grelha a garoupa, coze o grão, salteia os grelos e guisa a galinha com vinho Gatão.
Joana Marmelo, 50 anos, Cáceres, Espanha

À noite geava. Searas enraizadas garantiam boa colheita. Gabriel madrugava. Gostava do gelo no campo guarnecendo telhados e galinheiros onde galos fanfarrões se gabarolavam junto às galinhas, mal amanhecia. Gelavam-lhe as mãos gretadas pelo frio, ganha-pão da família, garante do sustento.
Gracinda, sua mulher, governava a casa. Gostoso era regressar gozando antecipadamente a generosa ceia preparada. Galo, galinha ou ganso? Tanto fazia… Guitarras ouviam-se gemendo pela noite. Guinchava a cancela, galgava as escadas, grato, pelo dia ganho.
Isabel Lopo, 67 anos, Lisboa

Aventuras do "G" 
G, garoto cheio de gafes
bebeu garapa sem grana
Pulou grade, pegou goiabas e graviolas
Gosta de ganhar geleia e goiabada
O gracioso pulou galho, espantou o galo
Entrou pela garagem, dando gargalhadas
Assustou o gato, mexeu na geladeira
Pegou gelo, refrescou a goela
bebeu suco de groselha
Da gaiola soltou o gavião
pegou bolinhas de gude da gaveta
Grudou por todo giral goma que gelava
Achando graça de tudo
girou o girassol garantindo que era noite
Ângela Green, 57 anos, Novo Horizonte - SP - Brasil

Gabriel não gosta de gramática, nem de geometria, nem de geografia. O que gosta é de galáxias, gabardines, de galopar no guaxinim da Greta, irmã de Guilhermina, de tocar gaita-de-foles com a Graça e da galeria Glee
Grita sempre ao gato. Este é  generoso, muito guloso, bastante ganancioso e um guerreiro.   
Tem  também gansos, um chama-se  Godofredo. Como transporte, gazela é escolhida. Gazela? Sim, pois gazelas não gastam qualquer gasolina, nem gasóleo, nem gás, gastam muito pouco!
Marta Meireles, 13 anos, Vila Nova de Gaia

Alguém grafitou em letras grosseiras "gringo Bush go home". Infelizmente, o gatafunho devastou globalmente um género de azulejos graduados. Um ruim génio  tem-nos estragado. Graffiti! Seria um gesto de contestação? Gafe desnecessária. Olhe para a galaria grega nesta paisagem glauca. Que graciosa. Uma gazela espantadiça galga giestas, foge em galope para grandes guerreiros com grinaldas nas  cabeças garbosas. Enquanto o gajo só gerava um estrago grosseiro e irreparável, o gringo já acabou com governar nosso globo terrestre.
Theo De Bakkere, 60 anos, Antuérpia, Bélgica

A paixão de Gebo Garrinchas 
Gebo Garrinchas andava no gamanço.
A escangalhada garagem, poiso de Garrinchas, rebentava de garrafas de Whisky. Garrinchas surripiava-as à gatesga, para gáudio pessoal. Emborcava gamelas daquele néctar, gorgolejando ruidosamente.
Intervaladamente, gargalhava, descobrindo gengivites roxas. Entumecidas.
Gotejavam os dias. Garrinchas, subitamente, mudou. Gerberas, goivos e gardénias atravancavam a garagem.
Tremiam-lhe as gâmbias, o coração galopava-lhe no peito. Garrinchas amava!
Sonhador, gizava planos futuros.
Guarnecida de gerberas, goivos e gardénias brancos, sorria Gwyneth Poltrow em  glamoroso calendário da Goodyear.
Isabel Moura, 58 anos, Viseu

História em g
A gata da D. Guemicha come gelatina, afia as garras, esconde-se na gaveta com o gatinho e adormece.
Guilherme foi a Guimarães e comeu gelado.
Viu uma gaivota na gaiola.
– Que grave!
A gaiata foi galopar.
Caiu granizo, molhou a gravata.
O Gabriel comprou um galo, uma galinha e uma gatinha na feira.
Ganhou a guitarra. Foi à gala das estrelas grandes.
O famoso Gonçalo estava lá.
Gabriel aplaudiu o guitarrista.
Com a guitarra encantou!
Todos gostaram!!!                                                                               
Texto colectivo, EB Coruche, 2º/3º D, professora Carmo Silva

O sonho de Gertrudes Matraca
Aquela galinha era gorda e grande…
Tão grande, tão gorda, que Gertrudes Matraca gabava-se que aquela galinha iria ganhar fantásticos prémios…
Gargalhadas sarcásticas rebentaram.
Gertrudes levou o galináceo à televisão. Gananciosa, sonhava em grande…
Cheia de genica, a galinha soltou-se, girou pelo estúdio, guindou-se a uma geringonça. Pânico geral. Gritos. Lamentos.
Sem glória, estrebuchava o galináceo, sob aquela geringonça assassina.
Gertrudes regressou, a galinha ensacada, gorados seus sonhos grandiosos.
Os gemidos abafou-os, partilhando genial guisado pela vizinhança.
Isabel Moura, 58 anos, Viseu

Galanice Gourmet
Gonçalo nunca fora gaiato de grandes amores, era gentleman do género “colibri”, galanteio aqui, galanteio acolá… Um galã perfeito, sem gafes apontadas na grandiosa arte de galantear.
Anos passam, grisalhas madeixas, de glamour perfumadas, são glórias do esplendor garboso de outrora. Gonçalo eterniza a geração da “brilhantina”, gestos de requinte genuínos saúdam glamorosamente cada mulher, gorando qualquer atrevimento grosseiro ou gingão.
Ele é glacé, elas, a ginja vermelha num gelado de baunilha glaciar ávida de galanice gourmet.
Paula Maria Inverno, 45 anos, Torres Novas

Salada
Estamos num Grande espaço arborizado. Gansos, nadando, lindos, garranos, pastando devagar, Gatos miando. Ouço... Georgina, a tia Gelou... dei-lhe uma
Golada, mesmo da Garrafa, aqueceu logo!
Garotos, lá fora, Guerreiam, brincando. Que Guinada! É uma Greta no dedo!
Gritos... as crianças... Gaibéus, o livro Gratificante, que leio. Guardo-o, logo termino.
Geada que tomba... Gengibre, para chá, Gasta-se muito! O Grasnar dos patos,
Galos que namoram, Giestas em flor...
Guilherme veio almoçar, Guisado, de que Gosta mesmo bastante!
Arminda Montez, 75 anos,  Queluz

Gigi, a devoradora

Gigi devorava os galhos todos, era uma girafa gulosa.
Graça, a gazela, os gémeos gafanhotos, e Galileu, o gorila, viam goradas as suas geniais ideias de guardar algum galho.
Glória, a garça, avistou Gigi ao longe, gritou para Gallileu que, qual general, comandou a guarda!
Fartos da gulodice de Gigi, gafanhotos, gazelas, gorilas ocuparam os galhos. Galhos devorados guardaram silêncio. Gigi galopa galantemente, chegada aos galhos fresquinhos viu grupos de gazelas, gafanhotos, gorilas... mas galhos? Nem um!
Carla Silva, 39 anos, Barbacena, Elvas

 É Carnaval
 – É Carnaval, Galera!
Vestida de gueixa, vamos prá Gafanha da Nazaré.
Gracejando, Maria Graciete, rapariga doce, generosa, explorava personagens, gostos  e paixões…
Gustavo, rapaz brilhante gaguejava um pouco, gesticulava como um gigante
Para a Guilhermina representar tanta gente era terapêutico…
Guidinha sorria silenciosamente, gemia com orgulho…
Gabriela,  tocava guitarra, contava histórias, gritava e encantava!
Gisela, uma jovem graciosa e independente gravitava pelas giestas, canaviais.
Numa girândola a pedalar Gois encontraram e Gafanha diabolizaram.
– Adeus, Galera! É Carnaval!
Cristina Lameiras, 48 anos, Casal Cambra

Gaivotas
Graças a Deus, Gustavo de saúde gozava. A mãe estava grata por o filho ser gracioso e gentil.
Gostava de organizar grupos de jovens generosos e juntou estes gaiatos Vestiam-se de cores garridas passeavam gentilmente pela praia, ouvir as gaivotas que gostosamente ficavam grávidas só de ouvirem gritar que eram grandiosas e geniais. Davam-lhe garoupa, e as suas gargantas ficavam afinadas, gozavam, cantavam melodias grosso modo era com alegria, gratificante, vê-las com gestos dançando e gesticulando poesia.
Maria Silvéria dos Mártires, 68 anos Lisboa

Gervásio Galhofas tinha um gato que escondia guloseimas na garagem. 
Certo dia, gemendo, o guloso do gato sentiu um grande gafanhoto preso na garganta. 
De imediato, Gervásio deu-lhe umas gotas, mas o gatarrão continuou a gemer. 
Assustado, o ganso começou a grasnar e as galinhas esconderam-se no galinheiro atrás de garrafas e garrafões. Só o galo galanteador comia descontraidamente gostosos grãos de milho.
Por fim, Gervásio apertou as goelas, ligeiramente, ao gato e o gafanhoto conseguiu sair. 
José António Batista, 40anos, Chaves

Escrevia, escrevia...
Escrever era gostar, assim tão gratificante, expandindo gostos, externando gestos, imprimindo afetos, gestando poemas, grafando sentimentos genuínos, trilhando sonhos.
Era como grafitar ideias, rabiscar grandes vazios, galgando o mundo.
Galopar quando triste, ganhando um pouco de gás. Quanto traduzir gerindo esse gigante ofício.
Gerar histórias, que giram, percorrendo generosos rumos. Guardiã das letras, generosamente, escolheu ser, granjear alegria, gratificante alegria.
Escrever era gentileza, repartir, não guardar, partilhar palavras.
Guardadas as proporções, escrever era germinar, frutificar...
Então escrevia...
Roseane Ferreira, Macapá, Estado de Amapá, Brasil

Gato garboso, gatuno, guloso,
Sempre na gandaia,
Galanteador nato,
Gato ingrato.
Galã de novela, gabarola, gabiru,
Guardião de sonhos.
Génio da vaidade, grita liberdade.
Andar gingão,
Olhar altivo, gozão.
Anoitece. Noite gélida. Goteja sem parar.
Grandiosa aparição!
Gadelha pingada,
 Gagueja, o gatarrão,
Encolhe as garras,
silencia a goela.
Como gosta dela!
Faz dele gato-sapato,
Guerreiro sem armas,
Galhofeiro sem graça.
Gora-lhe a intenção,
Golpeia-lhe o coração.
Mas qual gladiador,
Guincha com ardor,
E grita com amor:
"GATINHA!"
Isabel Santos, 46 anos, Leiria

Biografia esquisita
Guilherme, filho da Glória e do Gonçalo (este morto na guilhotina na Guiné), tocava guitarra e dirigia gôndolas em Veneza. Costuma alimentar gaivotas, tinha um gato e um gorila numa gaiola, pois adorava animais. Grande jogador de gamão, criador do Google, gosta de beber galões e comer gomas, gagueja quando o Guimarães marca golo, coleciona embalagens Garnier, grava gravuras sobre a guerra e grelha gambas, achando giro ver crianças a gatinhar; andava no ginásio porque era gordo.
Ana Cristina Jorge, nº2, do 12ºLH2, 17 anos, Escola Secundária José Saramago, Mafra, prof. Maria Teresa Simões

Gatos e gafanhotos
O meu gato comeu um gelado na garagem.
Dei um grito quando vi garatujado, na gamela, o golo do meu gafanhoto.
Pois é! Gatos e gafanhotos são o grito no gelo da vida graciosa que levo. Gotas de adrenalina, miados de gato, saltos de gafanhoto – sinais de gostos que carrego gostosamente na vida. 
Gostosamente? Talvez! Mas ganhei este vício: gatos e gafanhotos em grandezas de sentimentos gastos. 
Talvez não! Ganhos é mais gostoso. Gosto mesmo de gostar.
Fernanda Elisabete Gomes, 58 anos, Vila Franca de Xira  

Os gémeos haviam contraído gripe. Estava garantida gritaria em casa!
Gabriela cuidaria dos garotos, embora temesse gorar as gigantescas expectativas de Guadalupe, a patroa.
Grão grão, perspicazmente, Gabriela impôs regras, gerindo-as com graça. Frequentemente, guerreou gargalhou, alcançando gloriosas mudanças. Ideias geniais!  Os gémeos mesmo febris, gritavam saudavelmente, gastando energia gravosa e assegurando grande sossego noturno.
Glória a Deus! Gaspar Gonçalo, os gémeos malandrecos, transformaram-se graciosamente em anjinhos gentílimos. Nem houve gatafunhos nas paredes...
São Almeirim, 53 anos, Montijo

Gosto de ti, gordo! Às vezes, gritas um pouco, gatuno, mas gramo-te na mesma, seu gatão!
Ontem, gamei setenta e sete gomas dos “GAMBUZINOS”, do Senhor Galileu, neto do Gama. O filho, Gerardo, muito giro, tem uma girafa castanha, dada pela Gertrudes. Gabriel, o Tio, trabalha no Gerês, com gelo e gosta de gelatina. Eu também! Gelatina? Não!!!!! Grrrrr! Detesto! Prefiro geleia de goiabada!
E a Grécia? Há acordo? Geneticamente sim! A Europa germina novamente! Glups!!! Vitória!!!!!
Maria José Mota, 52 anos, Lisboa

A gola da rapariga gorda era graciosa. “Graciosa e sedutora” gritava a gola e gritava a rapariga gorda, no desespero guloso de gozar um giração como companheiro. “Gelados longe!” – gemia a gola, consciente do gozo que ouviria, “gordura longe!”  gostava de repetir, gola desesperada, gola tola, gola apaixonada. Gola ou rapariga gorda? “Gorda” perseguia-a. “Graciosa” seduzia-a. A rapariga gorda apaixonada pelo galã que a gozava decidiu-se: “Dieta!”. Gorda no passado, graciosa no presente, Graça gritou: “Sou bela!”
Aurora Moreira

Um gato muito gorducho gosta de gelados, gatafunha o tapete gira para um grilo falante, muito gozão, que gesticula cantando. O gato mia zangado, galopa a cauda gorgoreja, lança uma gotinha ao ar. Grilo esvoaça, com gosto bebe. O grandalhão do gato sorri gingão e diz:
– Vem comer grilito um gelado de amizade. És gingão mas gosto das tuas graças. Partilhar é giro. Então o grilo deu um gentil abraço ao gatarrão e trouxe guloseimas para comemorar.
Lídia Ferreira Mendes

Festa de garagem
Guilhermino Gama
Estava à guitarra
Saía-se em grande,
Porque tinha garra!

Gonçalo Guedes
Chamado gaiteiro,
Ganhava em palmas
Gozando o Gameiro!

Gustavo Gaspar
Era quase génio,
Grande baterista,
Ganhava até prémio!

Guilhermino Gomes
Sempre a gracejar,
Rodava e girava,
Com a Guiomar!

Gostando da fama,
Gonçalo e Gertrudes
Que eram gulosos
Apagavam luzes!

Guilherme e Gaspar
Procurando a Graça
Levavam champanhe
Guardando a giraça!

Era em Guimarães
Que esta gente unida
Usando garagem
Gozava a vida!
Maria do Céu Ferreira, 60 anos, Amarante

Ouvi um grito tão grandioso que gelei. Depois, gerou-se a confusão. Grupos desnorteados de garotos avançavam empunhando gazuas. Caiu-me a geleia, a tomatada gulosa… O granito ficou gorduroso. Foi genial… todos caíram grunhindo. O guia reclamou o golpe. Os garotos apenas gozavam o carnaval. Grande azar. Garanti então, gaguejando, não era grosseira… Disse-lhe que gostava de ajudar. Gomes, o guia, calmamente garantiu não gostar daquela gentalha. Pedira generosamente aos garotos para não gritarem. Eles gozaram, saíram gozados!
Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Gabardine aos ombros, abre a garagem, tira o Galaxie, mastiga goiaba, transporta guitarra, o gabarola.
– Gavião ou gaivota? – Dei uma gargalhada, ele gemeu. – Gafanhoto ou gabiru?
– Graciosa és.
– Gabarola sois.
– Gado eu tenho.
– Galos, galinhas e gansos em gaiolas.
– São galopantes, garanto.
– Grilos, talvez. Esses não galopam.  Grande queres ser, grandeza tens.
– Toma gladíolo e dá-me a tua graça.
– Gafe a tua, guarda-o na gaveta, gosto de garantias.
– Guardo no gabinete com as galochas.
– Tudo garganta.
Margarida Monge, 53 anos, Vila Verde de Ficalho

Gritei! O gancho desprendera-se…
Foi tamanho o granizo…
Gemia só…permaneci naquela gruta fria, gelada, sem gabardine ou garra de existir.
Gotejava…gélida noite no globo.
Arrepiada, grunhia em ganidos de dor. A garganta, essa? Ganhava gangrena… gengivas putrefactas! Gigantes gretas na pele, grave infeção!
Ganância, foi isso… Gambuzinos cobicei garimpar. Genial maluqueira!
A garota germinava a morte, garantia grande pranto às gentes da terra.
Em glaciar morte, gastou a vida, sem gozo, gargalhadas ou glórias… veio a despedida.
Andrea Ramos, 39 anos, Torres Vedras
GOSTO de GELADOS e GELATINAS. GLOBALMENTE são sobremesas agradáveis, das quais é fácil GOSTAR. Mas o nosso GOSTO é cada vez mais GENÉRICO nesta aldeia GLOBAL em que vivemos. GOSTAMOS de muitas coisas que achamos GIRAS de um modo GERAL. Sabores comuns que são GOSTOSOS ao nosso paladar. E GLOSAMOS as mesmas notícias, GRUDADOS que ficamos aos múltiplos ecrãs das nossas vidas, GERINDO o nosso GRITO primitivo que permanece lá atrás, nas GRUTAS iniciais que nos acolheram.
Paula Coelho Pais, 54 anos, Lisboa

– Gorda! – gritam eles gargalhando impropérios. 
Grande! – murmuro eu. – Grande!
Gorda! – insultam. Pensarão que gosto? Que gozo com isto? 
Gorda: rótulo grudado à pele! É grutesco. Cruel, até… Grito baixinho: 
GrunhosGarotos!
Sou Grande! Posso gabar-me disso! Sou uma governante nacional competente: Sou uma guardiã de grandes feitos, líder de grandes grupos. E (ai garota!), debaixo desta gabardine, que guarda segredos de gueixa, tenho a garra de uma guerreira e a ginástica mental galvanizante da generalidade de despautérios.
Mireille Amaral, 40 anos, Gondomar

O Gajo era Garboso, parecia um Galo na capoeira com Galinhas aos Gritos como Gramofones.
No cabelo Gel, chapéu como um Girassol, óculos escuros Grenás Guiando um Renault Gt dirigindo-se para Gondomar Gozando o vento Gelado que entrava pelas Gretas da janela.
Passou um Grupo Guiado pela Gorda Gertrudes que olhou Gulosamente, com Grande suspiro de Gata com coração Galopante. Gertrudes desistiu de Galar o Giraço. Que olhar Gelado o Gabiru lhe devolveu.
Pobre Gertrudes. Ai, ai.
Jorge Vera-Cruz, 60 anos, Portimão

Guilherme era grande e gordo. 
Ele gostava de ver girafas, enquanto comia gelatina.
Tinha uma gata, a Guilhermina, a gemer dentro da gruta.
Ela gostava de gasosa fresca e gafanhotos fritos.
Ficava de garganta irritada e gelada, então gritava: quero o Gui!
Ele apareceu.
Glória, prima, gaga e gulosa, estava a gozar com a gata.
Assanhada e guinchando, com as garras, arranha Glória.
– Boa! – disse Gui.
Levou a gata e comeram gelados bem gostosos em Guimarães.
Carla Augusto, Alenquer

Gabarola era um gaio animado, de grandes cantorias. Dava-lhe gozo. Assim, nem gemia. Era uma genuína paixão cantar.  
À Dona Gertrudes gastava-lhe a paciência. “Só guinchava, o galhardo!” O giboso animal irritou-a.
Com ganas arremessou-lhe uma gila, sem a genica de outrora. Um guincho saiu da goela do pobre gaio corcunda, que girava grosso pescoço. Gesticulougritou e finou-se.
Tamanha saudade germinou em Gertrudes, que o gira-discos girou até os girassóis taparem a gaiola do jardim.
Graça Pereira, 57 anos, Setúbal

O Gonçalo tem um gato chamado Gaspar. O gato gosta de gatinhar até ao galinheiro e comer galinhas.  Vivem na Galileia, a mãe chama-se Gina e o pai Gildo. Gostam de golfinhos, trabalham com eles: Garanhão, Garfil, Gabi, Gilberto e Glícinia. O seu cão galgo parece um gaiato, gosta de golear os golfinhos e deita-lhes golinhos de água.
O Gonçalo é um garoto guloso, come guloseimas e gomas gostosas. O tio vive em Guimarães ou na Guarda.
Alunos do 3º e 4º ano da EB1 de Vila Verde de Ficalho, prof Margarida Monge

Guilherme Gaspar gastou o dinheiro ganho pelo avô ganadeiro, giroto, gorducho, conhecido por Grulha, o grosseirão de gualdrapa. 
O garboso neto comia gomas, gelados de groselha, gelatinas, guloseimas. Vivia de garganta, ginásio e gandaia com a Glória. O seu gentil avô considerava-o gigante, génio da geometria.
Com grande guedelha gótica, abriu a goela em Gibraltar, foi governador na Guiné, guarnecido de guampas, espalhou guitarradas e governou em Genebra. A fama generalizou-se. Apanhou gripe, gota, gemido e guinou.
Estela Prates 

Natural da GUARDA vivia do GAMANSO.
GOSTAVA da GEORGINA, era GORDINHA,
mas GRACIOSA, e GOSTAVA de GRIFOS.
GENEROSA, um pouco GALDÉRIA,
usava um GANCHO muito GALANTE
na GUEDELHA despenteada.
GOSTAVA de comer GELATINA,
e GUARDAVA numa GAVETA,
coisas de GAROTA.
GUSTAVO era dono da GALERIA,
tinha GRANE paixão pela GARINA
dona do GALINHEIRO e vendia GALINHAS.
O GALO cantor segredou ao GALGO
GALANTE:
Vingar-me-ei daquela GARINA,
rouba-me as GALINHAS todas.
És um GABAROLAS – GAGUEJOU assim o GALGO.
Natalina Marques, 57 anos, Palmela

Gosto de gostar gostosamente,
Gerando sentimento de gabarito grande...
Generosamente, sem gabar-me dos meus gestos,
Gastando jeito galanteador grandioso...

garotada, geralmente, sente-se feliz grandemente!
Gestos graciosos, gratos, de ser vó, 
Gosto de amá-los garbosa, alegre, gentilmente...
Contando dias, horas, galopando, galgando garotos...
Às almas gêmeas, grande, gigantemente, corro...

Numa goleada amorosa nesta geração gustativa
Vou esbanjar gargalhadas aos garotos glutões:
Geleias, geladinhos, bolinhos com glúten...
Faço ginástica, satisfaço-lhes gostos gemelares...
Gemo grande grito de saudade dolorida.
Rosélia Bezerra, 61 anos, Rio de Janeiro, Brasil

Um grito na noite
Gorgolejava tristes sons a guitarra melancólica
como preta garça na noite escura,
gatunando o coração com garra afiada.

Apaixonada deixava, gostosa, ouvir aquele canto
gazeado entre as nuvens grisalhas
da imensurável saudade,
galgando sombrias névoas amorosas.

Gemia, queixumeira, lançando sonhadoras grunhidelas
com aromas de ginjinha na noite estrelada,
gloriando-se em perigosas façanhas.

Gabava-se, vaidosa, com sutil gaucharia
sulcando qual veloz galeota
as tempestuosas vagas geladoras.

O seu lamuriento grito
ressoou naquelas profundas grutas
libertando-se da sua gaiola.
Mónica Marcos Celestino, 43 anos, Escuela Oficial de Idiomas, Salamanca (Espanha)

A Gisela e o Gonçalo viajaram para a Grécia. Depois, gostariam de passear de gôndola em Veneza.
Eu garanti cuidar do Golias, o gato do Gonçalo para viajarem despreocupados.
Geriatria... é o género profissional da Gisela; apoia idosos num ginásio.
O Gonçalo é gestor numa empresa galesa que produz garrafas de gin. É extremamente galante, um verdadeiro galã, parece o garboso Clark Gable.
A Gisela, assim, gela quando vê este genial actor integrar o grupo de teatro.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto


Passeio
Guilherme e Gonçalo, foram visitar Tomar.
Gostaram do transporte. Gulosos comeram tigeladas e gomas. Cantaram muito, gargantas doíam. Galgaram um muro, giestas em flor estavam glamorosas.
Apanharam ramos grossos para oferecerem ao Gustavo.
O jardim era guardado pelo primo Gonçalo, sendo este genro do temível Gustavo.
Ao saírem a gelosia abriu-se. Grande azar. Assustaram-se.
Galgaram o muro, caíram. Gotas de sangue escorrem grossas para a gravilha.
Guilherme e Gonçalo correram como galgos, deixando as giestas caídas, abandonadas.
Guilhermina, 74 anos, Alhandra

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