20/01/14

EXEMPLOS - desafio nº 58

Um jacaré saído do ovo, numa falésia...
Sem o ver dei um pontapé.  Ele grudou na minha unha.
Corri em ziguezague, em hipótese alguma consegui fugir.
Ao armar um sistema, cheguei a ruborizar.
Fui ao doutor que resolveu imobilizar.
Borrifou água ao concluir o trabalho.  Xinguei.
Para acalmar, um caramelo achado num entulho.
Branca como mármore, abri um livro.
Gritei de susto. Desenhado um nenúfar abrigando um jacarezinho...
Tremi,
Fui comer queijo! Acendi uma vela! Acalmei!
Chica, 65 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil 

Azar!
Decidiu ir à pesca. Pegou os acessórios adicionando-lhe um livro.
Contornou o entulho, dirigindo-se à falésia. Escorregou pelo xisto. Trazia calçado inapropriado. Sapatos "vela "!
Em baixo, um jacaré notificava uma abelha que ousava unir forças com ele. O peixe não picava, leu, comeu caramelos, sandes de queijo, enquanto as ondas o borrifavam.
Resolveu regressar, chatice! Pontapeou um bocado de mármore ruborizando-se com o que havia pronunciado. Caiu, gritou tremendo. Ziguezagueou, partiu ilíaco, entretanto o doutor chegou.
Rosélia Palminha, 65 anos, Pinhal Novo 

O Jogo do Jacaré
Ele já se estava a armar. Tinha os músculos a levedar, as narinas a carburar. A querer ousar… E ela a ruborizar, a suster a respiração, a tremer da cabeça aos pés. Imobilizada, sem conseguir pronunciar palavra.
Enterrou-lhe a unha no ilíaco. A zurrar piropos, a verter obscenidades. Ela lá conseguiu murmurar, apenas para o notificar: Não há hipótese! Não pode haver nada… Mas ele, duro como xisto, estava-se a borrifar.
Queria dispersar. Gritou, fugindo: Seu jacaré!
Violeta Seixas, 47 anos, Lisboa

Tremeu, imobilizando-se frente ao espelho. Ruborizou, susteve a respiração e uniu a frente da blusa cor de caramelo. Maldito botão que ousara expô-la.
Quis dar um pontapé aos que riam, gritar-lhes impropérios, xingá-los. Mas nem murmurou, deixando levedar a vergonha. Se tivesse um buraco onde seenterrar. Porque não dispersavam?
Fugiu em ziguezague, buscando a saída. Só parou junto dos nenúfaresonde os miúdos jogavam. Então verteu algumas lágrimas, por sentir que não havia quem a amasse."
Quita Miguel, Cascais, 54 anos

Era uma abelha destemida! O seu trabalho era borrifar e verter o polén, em ziguezague dispersando-o o mais que podia.
Um dia sem querer, encontrou um jacaré e desatou a gritar e a fugir. Ficou a tremer, por uma unha não lhe deu um pontapé!
Xingou-o, chamou-o de caramelo...
Com a face a ruborizar, susteve-se e respirou fundo. Enterrou o medo num livro e ousou ficar imobilizada.
Murmurou: a melhor hipótese é pousar naquele nenúfar e sorrir!!
Lília Fonseca, 47 anos, Alcochete

Na proximidade da falésia de xisto, havia uma vez um jacaré ruminante, com unhas e dentes afiados, ziguezagueava entre os nenúfares. De repente imobilizou-se, viu à beira do lago um doutor de ciências à vela, apenas armado com livro. Ousadamente estava a suster peixes.
O crocodilo, cor de caramelo, murmurou “Isto não dá trabalho, quereria provar estes botões brancos”.
O cientista ainda gritou em vão, o pontapé não o salvou.
Foi enterrado com pompa, mas sem mamilos. 
Theo De Bakkere, 60 anos, Antuérpi, Bélgica

Início atribulado
Numa tigela misturou farinha, ovos e caramelo. Borrifou com leite.
Enquanto a massa levedava encerou a casa, arranjou-se, pintou as unhas.
Acendeu velas.
«Desta tenho hipótese! Vou jogar forte!»
Tocou a campainha. Imobilizou-se. Ruborizou. Abriu a porta.
Ele entrou, escorregou na cera, deu um pontapé na mesa de xisto, fez ziguezague e caiu.
Ela queria gritar, fugir, enterrar-se num buraco.
Susteve a respiração. Tremia.
– Doutor, magoou-se?
Ele levantou-se, sorriu, entregou-lhe o nenúfar e murmurou que a amava.
Palmira Martins, 58 anos, Vila Nova de Gaia

Uma tarde no Zoo
Havia que unir o grupo de trabalho porque consenso não existia. Uns queriam começar pelos macacos, outros pronunciavam-se pelos pandas, outros ainda ousavam hipótese dos jacarés.  Armados em doutores, exibindo galardões, alguns murmuravam que o sistema não era o de xingação, mas fugir de verter entulho na massa já levedada.
Os consabidos, ruminando esquemas, fotografavam nenúfares borrifados do repuxo.
Ziguezagueando, o carrinho do transporte imobilizou: não carburava bem...
Mas, finalmente, foi uma alegre tarde no Zoo.
Elisabeth Oliveira Janeiro, 69 anos, Lisboa

Momento de se pronunciar; provaria o seu levedar.        
Procurando unir esforços, doutor jacaré, a tremer como vela ao vento, decide em última hipótese, solicitar ajuda à abelha.
suster para não rir, como poderia aquele caramelo ousar "zurrar" tal coisa?          
Respondeu-lhe a gritar, entre muito xingar: estou-me a borrifar!       
Já a ruborizar, o imobilizar das pernas impedia-o de fugir.              
Sem mais notificar, a murmurar para si, o que poderia agora querer, era um buraco para se enterrar.
Pedro Emanuel Santos, 30 anos, Valongo

O desalentado
Após beber e jogar, em ziguezague, entrou na casa de xisto. Com um pontapé abriu a porta. Já disse ao doutor que só queria gritar com todos, fugir e enterrar aquele trabalho monótono, onde não podia ousar. Armado em forte, borrifava-se para o murmurar dos vizinhos. Acendeu a vela. Como um ruminante, roía as unhas para suster a raiva. Mesmo imobilizado, não havia maneira de acalmar. Só um livro para esquecer aquele caramelo que o pretendia notificar.
Margarida Leite, 44 anos, Cucujães

Lia um livro no jardim, sossegada, quando oiço murmurar… uma abelha ousava voar em ziguezague, planeando enterrar-se na minha sandes de queijo.
Pousou no botão da minha camisa. Gritei, xinguei e ela tremeu. Tentou fugir, mas eu imobilizei-a com um pontapé certeiro. Não pensei na hipótese de levar uma ferroada na unha. Ruborizei, verti lágrimas de dor, mas consegui suster o grito.
Felizmente, o doutor Caramelo jogava dominó perto do lago dos nenúfares e cuidou de mim.
Catarina Azevedo Rodrigues, 40 anos, Lisboa

Deve haver uma falésia qualquer
Para eu fugir com meus livros
Sentar no mármore, chupar caramelo
Contemplar  abelhas ziguezagueando nenúfar
Hipótese alguma o trabalho ruborizar
Pois esse sistema dispenso notificar
Longe dos entulhos vou enterrar meu grito
Imobilizar o jacaré  com pontapé
Tremendo a ruminar ovo e queijo
Ousarei amar o botão de rosa
Com unhas e velas murmuro a xingar
Doutor vamos jogar, até verter nosso querer
Sem levedar nossa união
Dispersar o xisto desse  galardão
Ângela Maria Green, 56 anos, Novo Horizonte - São Paulo – Brasil

Apaixonou-se pela ABELHA. BORRIFOU nele, ENTERROU-LHE o ferrão...
ZURROU, deu PONTAPÉS e FUGIU até cair  no lago... SUSTEVE a respiração ao ver o JACARÉ saindo dos NENÚFARES. Branco como MÁRMORE, TREMENDO, safou-se por uma UNHA negra.
– HEI-DE ser sempre um CARAMELO!
Deprimido, QUIS um DOUTOR. Este lia um LIVRO e XINGOU-O, pois não estava na hora da consulta.
OUSOU VERTER uma bejeca para animar. RUBORIZADO, cambaleando, ouviu um GRITO, caiu assustado.
IMÓVEL, o jacaré, gozava o pratinho...
Isabel Lopo, 67 anos Lisboa

Abelhas.pt
Querer armar uma colmeia é arte e abelhas em ziguezague, é ousar e tremer. Convém não ir perfumado, se o aroma é caramelo, dispersar a pontapé. Há a hipótese de enterrar a unha na pele e ruborizar imobilizado pela dor. Xingar o sistema e do alto da falésia observar o botão abrir como um nenúfar. Jogar como vem nos livros, até as velas murmuram quando ganham. Não! Gritam: É um serviço de partilha e biblioteca na cloud.
Alda Gonçalves, 46 anos, Porto

Amigo se você ousar jogar, e como o burro zurrar, a hipótese que tem, é de um galardão.
Com um caramelo na boca, e sem as palavras do livro pronunciar, e até mesmo sem tremer, e com um apenas simples murmurar baixinho até a abelha dispersar.
Se borrifar de água o queijo, e ele verter, e sem você ruborizar, sustenha-o, e sem fingir, enterre bem a unha no xisto, e aí como o nenúfar na água imobilizar.
Maria Silvéria dos Mártires, 67 anos, Lisboa

Para o jantar, deixou o jacaré a levedar numa falésia, assente numa tábua de xisto e mármore. Cobriu-o com queijo derretido pela vela e salpicou-o com abelhas caramelizadas e raspas de ovos de colibri. Decorou-o com nenúfares azuis em ziguezague, nada de entulho!
Manteve-se Imóvel. Uniu o botão à casa da camisa. A tremer e sem dispersar, mas ruborizado, recebeu o galardão pela hipótese sobre o sistema do pontapé.
Até tocou a banda! Foi uma festa memorável.         
Catarina Confraria Peças, 42 anos, Lisboa 

Aos ziguezagues pela rua, deu um pontapé, acertou em cheio no ovo. Fez nascer um jacaré! É dos livros e não há hipótese de fugir. Imobilizado, susteve o grito.  Tremia ao raspar a unha na pedra de xisto... Armado contra um caramelo acabado de nascer?
Devia era dispersar daquele cenário, sem medo, pensou ruborizado. Melhor enterrar o assunto e comer uma sandes de queijo, murmurou.
Notificou o botão da alavanca e acordou, sem verter uma única lágrima.
Regina da Graça, 49 anos, Coimbra

Estou na Praia da Falésia.
Saboreando um caramelo, lendo o livro Nenúfar no Charco, um barco à vela navega no mar.
Uma abelha aos ziguezagues não deixa de me xingar. Que ousada! O melhor é dispersar
Não vou fazer o jogo dela. Estou-me borrifando, vou lanchar. Tarte de queijo, bolo mármore. Não tenho hipótese. Tenho que a imobilizar.
Não me sustenho!
Tremendo, pronunciando palavrões que me deixam ruborizada, dou-lhe uma unhada, enterro-a na areia e grito, aliviada.
Joana Marmelo, 50 anos, Cáceres, Espanha

A abelha, o nenúfar e o jacaré
– Que NENÚFAR lindo,  dois dias atrás era um simples BOTÃO,
GRITA a ABELHA ao guloso JACARÉ que, IMOBILIZADO na sua rocha de XISTO, lê à luz da VELA o LIVRO preferido “Receitas de CARAMELO”.
– Nem OUSES PRONUNCIAR, não te dês ao TRABALHO, estou ENTERRADO na minha leitura – MURMURA o jacaré, SUSTENDO o olhar para não DISPERSAR.
– Como ZIGUEZAGUEIA ao vento, parece QUERER UNIR o Céu e a Terra. – diz ROBURIZANDO a abelhinha, deixando FUGIR uma lágrima.
Isabel Branco, 53 anos, Charneca da Caparica

A vida animal
A abelha pica o burro. Ele está a borrifar-se e come caramelo.
O doutor trata do jacaré, o qual treme.
O entulho vai para a falésia, erro do sistema.
A vaca, animal ruminante ganhou um galardão pelo trabalho de voluntariado. É uma hipótese para quem está desocupado.
O Pimpão partiu o braço, imobilizou-o, partiu a unha, deu um pontapé no mármore e no xisto. Foi aos ziguezagues e mergulhou num livro de nenúfares, ovos, queijos e velas.
EB Coruche, 2º/3º D, profª. Carmo Silva

Estava ruborizado e a tremer, apetecia-lhe gritar e xingar o Sistema, mas ficou imobilizado como uma abelha num nenúfar com o patrão, um burro, a zurrar
Deu um pontapé no entulho e magoou uma unha. Só queria fugir daquele lugar imundo, não tinha hipótese neste trabalho, jogara tudo e perdera.
Mais tarde, sentiu fome – comeu ovos com queijo e um caramelo à luz da vela. Pegou num livro que lhe murmurava esperança e lhe borrifava a raiva.
Maria de Fátima Esteves Martins, 45 anos, Coimbra

Há dias assim
doutor André gosta de se armar e espalhar terror na empresa.
Os estagiários mal ousam pronunciar o seu nome, tremem com os gritos, enterram os olhos nos livros e apetece-lhes fugir.
A Maria viu uma hipótese de unir os colegas, tinham de se borrifar para o chefe e jogar como ele…
Alguns murmuraram, outros ficaram ruborizados e imobilizados.
Entrou na sala sem notificaçãosustendo a respiração.
Não verteu lágrimas, nem xingou ou zurrou
– Queres um caramelo?
Cristina Lameiras, 48 anos, Casal Cambra  

A abelha borrifou-se para a flor.
Ao longe, ouviu-se o carburar de uma lata velha.
A abelha dispersou-se, enterrou-se numa sebe próxima.
Era a falésia que gritava ao sol a pique. Havia dois dias que imobilizara jogando comigo próprio. Um livro murmurava, zumbia, notificando-me, alertando-me. Ousei sorrir, prenunciando um querer altivo. Ruborizei-me, sustendo a respiração. Tremi, unindo a abelha ao meu destino.
Não verti lágrimas, antes, sobre o xisto, em ziguezague, fugi deste texto, exercício amargo!
Jaime A., 49 anos, Lisboa

Guerra do Tonico
– Dispersar! – gritou Tonico.
Zé murmurou algo olhando um livro.
– Quem ousa falar?
– Queria notificar...
– Estou-me a borrifar! Temos de unir esforços, suster e imobilizar o inimigo. Sem dar hipótese de jogarem connosco.
Escondidos atrás do entulho começavam a tremer.
Acende-se uma vela, os animais regressam...
Tonico dá um pontapé num xisto acertando no burro que fugiu a zurrar.
– Tinhas da armar! Não andas a carburar bem!
A mãe aparece. Sente-se ruborizar.
Afinal a guerra não tinha terminado!
Carla Silva, 40 anos, Barbacena, Elvas

Dispersar
Procura no livro a união com a vida. Deseja dispersar os pensamentos e fugir. Mudar de trabalho, mas em vez disso imobiliza-sesustém a respiração e a armar o entulho que lhe destinam.
Não ousa gritarpronunciar a revolta; borrifar-se para os protocolos, mas queria. Apenas murmura e verte lágrimas. Rumina em ziguezague como carburar o ânimo. Tem de haver uma solução, que não seja a beleza de um nenúfar. O jogo da existência é como xisto.
Isabel Pinto, 47 anos, Setúbal

Foi por uma unha negra que aquele malvado jacaré não a imobilizou para sempre entre o xisto e o entulho. A pequena abelha tremia, queria gritar, chamar o doutor, fugir... Alguém lhe murmurava: - Coragem! Ruborizou, susteve a respiração...Não havia ali ninguém... Apenas um nenúfar ainda em botão... Não ousou pronunciar uma palavra, sentia-se tão fraca! Lembrou-se daquele livro de receitas... Oh! À sua frente os caramelos dançavam em ziguezague com algodões... Calou-se sem verter uma lágrima.
Isabel Geyer,

Caramelo fugiu quando ousou xingar a Abelha. Esta enamorara-se do Jacaré, não admitindo ironias. O seu amor era um livro aberto. Naquela tarde, os nenúfares vertiam pólen, fazendo ruborizar quem quisesse acaricia-los… A Abelha ziguezagueou, tremeu e enterrou o ferrão, quando Caramelo surgiu de mansinho gritando: “Miauuuuu! Nessas flores não pões a unha; o doutor não te vai valer!” O Jacaré saiu do botão da flor, sustendo-o, imobilizou-o, murmurando: “ que fugir ou levas um grande pontapé!”
Arménia Madail, 56 anos, Celorico de Basto

Um livro é sempre para unir quereres
Um galardão tem sempre de haver
Vou o sr. doutor notificar
Para os dois irmos jogar
O ruminante está a zurrar
E também parece murmurar
Com as águas a verter
E sem se suster
Vai a todos borrifar
E uma festa diz que vai armar
E para não ir a enterrar
Foge e ele fica a tremer
Com medo de imobilizar
E a ninguém nunca mais se pronunciar
Maria Silvéria dos Mártires, 68 anos, Lisboa

Tempo presente
Tremera quando pronunciaram o nome dele, ruborizada, quis fugir, gritar, mas imobilizada apenas murmurou. Dispersa saiu zigzagueando pelo salão, jamais ousara armar aquela situação. Quando foi notificada pelo sistema, achou ser apenas uma reunião de trabalho. Seria difícil enterrar o passado, não existe botão para tal. Compreendeu-se presa ao amor, aquele jogo em nenhuma hipótese, saberia jogar. Apanhou seu livro, o xale caramelo, e unida a solidão, saiu xingando intimamente o destino. Lágrimas verteram de seus olhos.
Roseane Ferreira, Macapá, Estado de Amapá, Brasil 

Eis a história de um camelo armado em Doutor; salvou um jacaré de se asfixiar com um caramelo. “Caiu-lhe um pedaço de xisto na cachimónia, coitado!” pronunciavam os seus pais sustendo o riso! Caminhava em ziguezague, fugia dos nenúfares e praticava vela. Deixava as fêmeas a ruborizar, imobilizadas, a tremer, umas a murmurar, outras a gritar. Ousara desfolhar, com a unha, um livro, que encontrara no entulho. Aí um botão activou-se. Não houve hipótese, quis ser médico.
Liliana Macedo, 16 anos, Ovar

O ziguezaguear da abelha sempre a xingar fez ruborizar o doutor. Não havia mais nada do que fugir e gritar. Com a unha comeu o ovo de jacaré com queijo e caramelo e ficou mais animado. Aquele insecto dava trabalho. Estava agora em cima de um nenúfar murmurando qualquer coisa impercetível. Procurou no livro dos insectos o sistema, algum botão que o poderia imobilizar. Lá estava. Foi num ápice, logo o estava a enterrar. Colocou-lhe uma vela.
Constantino Mendes Alves, 56 anos, Leiria

A abelha treme e foge do jacaré e do ruminante. Foi ao doutor a ziguezaguear e a gritar de medo. O médico foi consultar um livro com um botão de mármore, saltou de lá um queijo e um caramelo. O inseto morreu e foi a enterrar num monte de xisto, lá onde havia uma vela acesa. O defunto deixou cair um ovo e este ficou imobilizado num nenúfar. Saiu do sistema da casca ao pontapé numa unha. 
João Gomes e Simão Guarda, 9 anos, Eb1 Cortes, Leiria, Prof. Constantino Mendes Alves 

O livro era sobre um jogo de submissão com cenas ousadas de suster a respiração. Ruborizei confesso. Ele, coração de mármore, armava-se em sexy mas modificou-se ao unir-se a ela. Queria-a a tremer, gritar, pontapear... imaginava-se xingando-a, imobilizando-a... sem lhe dar hipótese de fuga. Ela, botão de nenúfar, desejosa de se apaixonar, tinha enterrada uma vela dentro de si a carburar. E neste ziguezague disperso, de amor e afeto, o desfecho só podia ser... O casamento! Certo?!
Márcia Gomes, 36 anos, Vila Nova Famalicão

O Doutor Jacaré
Estava o jacaré
Na falésia velha,
Armado em doutor
Da bonita abelha!
Não lhe dava hipótese
De argumentar,
Repetindo: unir,
Imobilizar!
E a murmurar
E a borrifar,
Pegava no livro
P’ra notificar!
Subia o entulho
Para trabalhar,
Pisando no xisto 
ruborizar!
Chegava ao trabalho,
Lia o sistema,
Dava um pontapé
Conhecendo o tema.
Entusiasmado,
Punha-se a gritar
Pelo burro Elias
Qu’ouvira zurrar!
Dava-lhe ovo frito,
Carameloqueijo,
Acendia a vela
P’ra lhe dar um beijo!
Maria do Céu Ferreira, 59 anos, Amarante

A abelha: triste sorte!
A abelha borrifava-se para o caramelo que se dispersava do seu caminho. Enterrara o passado quando ele fugira porta fora no dia do casamento.
Só havia uma hipótese: imobilizar o sentimento e viver.
Jogara com o seu coração: qual livro que murmura uma triste história.
Não a notificara, nem ousara prenunciar o querer desaparecer!
Ruborizara a abelhinha. Que sistema de viver: deixar quem se amava!
Tremia unindo as mãos.
Uma vela ardia.
Aos ziguezagues xingava: triste sorte.
Patrícia Carreiro, 29 anos, Ponta Delgada

A abelha havia chegado ao nenúfar que na falésia, sobre o entulho, ousava florir. Estava ruborizada com o calor que fazia. Vertia suor borrifando o ar. Desejava ficar imobilizada. Apetecia-lhe gritar. Estava farta de jogar os interesses da Rainha, sempre xingando. Carburava mal com o trabalho sob stress. O doutor já tinha avisado, murmurando: mete a unha depois do queijo levedar. Levantou voo em ziguezague com vontade de dar um pontapé à Rainha… Conseguiria suster a raiva?
Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Trabalhar… o melhor remédio! 
abelha pousou no botão florido, no entulho da falésia. Andava doente. Tudo lhe cheirava a caramelo.
Hipótese de cura?
– Não – disse o doutor –, problema do ilíaco.
murmurar, a gritar, ferroou o jacaré do livro. Pôs ovo no nenúfar. Deu-lhe um pontapé, foi comer queijo. Sempre mastigando como ruminante!
Como suster tanta loucura?
TrabalharUnir esforços com as irmãs!
A abelha mestra ficou em ziguezague. O mel até começou a verter pelo telhado de xisto!
Domingos Correia, 58 anos, Amarante

Sem PRONUNCIAR palavra, OUSEI subir à FALÉSIA, ali pude ler um LIVRO,
SUSTER um GRITO. Sem ninguém me ouvir.
Senti no rosto o RUBOR ÍLÍACO do silêncio mas, a TREMER de medo, VERTI
o CARAMELO no ENTULHO.
Sem outra HIPÓTESE, DISPERSEI dali em ZIGUEZAGUE.
A XINGAR tudo e todos.
ARMOU-SE uma tal confusão, à qual eu não liguei.
Apenas fiquei a observar o NENÚFAR, ainda em BOTÃO,
no rio onde o JACARÉ reclamava. 
Tinha partido uma UNHA.
Natalina Marques, 56 anos, Palmela

Dor de dentes
GRITAR, SUSTER a respiração, VERTER lágrimas,
IMOBILIZAR, nada aliviava a dor de dentes do JACARÉ.
CARAMELO, bolo de MÁRMORE, OVO, ao pensar
ficava a TREMER e a salivar.
A ABELHA pousou o LIVRO no NENÚFAR, 
sem PRONUNCIAR palavra, nem QUERER RUBORIZAR,
dirige-se ao amigo.
Não houve HIPÓTESE, este estava-se a BORRIFAR, queria
FUGIR, ENTERRAR a cabeça na areia, aos ZIGUEZAGUES
tropeça num XISTO, parte a UNHA, cai na FALÉSIA.
O DOUTOR é chamado, arranca-lhe o dente malvado.
Maria Madalena Moreira de Carvalho, 65 anos, Peniche

Olhei uma abelha pousada num botão que parecia murmurar. Perto, um nenúfar tentava imobilizar um ovo que só conseguia gritar pelo doutor. Enquanto isso, um jacaré tentava suster a respiração mas, um som ruminante, fazia a vela tremer de medo. Ao querer fugir daquela confusão, um caramelo tropeçou numa unha e deu um pontapé num livro que pensava na hipótese de enterrar uma pedra de xisto que, louca, corria em ziguezague. Que mundo tão louco e complicado!
Sara Catarina Almeida Simões, 28 anos, Coimbra

Ao fugires ruborizado, aos ziguezagues, de uma abelha escorregaste em caramelo borrifado, jogado no chão e partiste o ilíaco.
Deu trabalho, mas tenho um bom sistema... usei o meu livro de contactos, notificando a secretária do melhor doutor da cidade.
Mas não há hipótese de ires à consulta... pronunciaste que não queres unir ossos, ousaste gritar que preferes ser enterrado num túmulo de xisto ou mármore. Nem é preciso flores, somente velas na campa!
Só dizes disparates!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto


jacaré enterrava os ovos na falésia com as suas unhas, enquanto o macho procurava caramelos e queijo como galardão para a sua amada.
Uma abelha, que voava aos ziguezagues sobre um nenúfar, imobilizou-se preparando um plano para xingá-los: montou um sistema que lera num livro para ruborizar o jacaré. Carregou num botão de mármore vertendo lama, fazendo-o dispersar. Desanimado, pôs a hipótese de colher flores, mas tremia tanto que, ao chegar perto da jacaré, pronunciou:
Amo-te!
4º C, da EB Ermida, S. Mamede de Infesta, Prof. Luísa Gonçalves


O Galardão. Se tivesse hipótese de fugir! Tremia, imobilizado. Não ia armar-se em parvo. Não se estava a borrifar. Era o seu livro. Enterrou mais um caramelo na boca e tentou não se xingar pelos seus pensamentos. Dispersou com a cara mármore, viu convidados a jogar xadrez, empregados a verter bebidas ou a notificar informações importantes. Andava em ziguezague, não queria roer as unhas, nem dar pontapés, nem ruborizar, nem suster a respiração, mas foi em vão.
Marta Sousa, 32 anos, Barreiro

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