10/08/14

EXEMPLOS - desafio Rádio Sim nº 16

O mendigo que morava num morro
Resolveu modificar a sua mesquinhez
Osório Projecto mandou para o orfanato
Aguarelas compradas com as moedas recebidas.
Sabia que não gostavam dele mas deixou o medo:
Olhou o Céu, viu meia-lua e moldou-a no seu coração.
Foi então morar para a aldeia.
Deixou de mendigar.
Os meninos ficaram muito felizes
Pois mantiveram um mestre que resolveu ensinar a sua arte: a pintura.
Marcou a diferença o mendigo que deixou de “tacanhar”.
Ana Mafalda, 44 anos, Lisboa

Com ar mariolas, apesar de sempre ser medroso e mesquinho embora manhoso, Osório Projecto resolver ser mentor de uma manigância. Resolveu manipular seu vizinho para que este se dispusesse a transportar todo o material reciclável da sua casa. O vizinho magnânimo deu início à tarefa morosa. Quando terminou aproximou-se da residência de Osório e ouviu a mediocridade numa conversa telefónica maldizente “Já tenho o mastronço a trabalhar para mim…”. Magoado nem queria acreditar na tacanhez de Osório.
Carla Grulha, 43 anos, Sines

O trampolineiro
Tal como a mãe, uma mulher materialista, Osório Projecto, desde miúdo, revelava-se maníaco, obcecado por meter dinheiro ao bolso. Uma manhã, a avó manifestou o desejo de ter uma foto da comunhão do neto. Com dificuldade em se movimentar, pediu a Osório que tratasse do assunto. O rapaz, matreiro, mandou o fotógrafo revelar a foto. “Quanto custou?”, perguntou a matriarca. Ele, manhoso, respondeu “Dez euros”. “Maroto! Leva este euro e não voltes a mentir!”, disse a avó.
Margarida Leite, 45 anos, Cucujães

Malvadez
A tacanhez do Osório Projecto associada a uma marca de maldizer,
Manchavam com sua malícia e era um martírio para a sua mãe esta maneira deste malvado se manifestar
Mal-humorado, má-língua, logo de manhã, tinha a mania de martirizar, com um martelo, os maravilhosos malmequeres.
O malandro fazia o mesmo às maçãs, arrancava-as da macieira, machucava-as e embrulhava-as no manto que roubava dos ombros da virgem Maria, quando se infiltrava na igreja e dizia que era magia.
Maria Silvéria dos Mártires, 68 anos, Lisboa

Osório Projecto sempre mediou entre o sonho e a tacanhez. O sonho, esse nunca passou de um momento coincidente com o nome, Projecto, um mistério por desvendar no Beco do Mortiço, onde vivia. A tacanhez aliada às maravilhosas, mesquinhas e safadezas sempre que o tema, saias, surgia a terreiro. Amante de surf e de mulheres, gabarolas como só ele sabia, nem ao mendigar o perdão da moça, se conteve. Mergulhou no mar e desapareceu, reza a lenda.
Alda Gonçalves, 47 anos, Porto

Os que moravam no Monte Marmeleiro conheciam bem o feitio de Osório Projecto.
Um dia foi encomendar uma mesa ao marceneiro, e este ficou logo de pé atrás, pois ele era muito maçador, muito mesquinho. 
Uma vez, o marceneiro encontrara-o na mercearia do Matos, a comprar uma melancia e o Osório exigia com maus modos que lha abrissem para ver se estava madura e bem vermelha! 
Mesmo a mulher reconhecia que ele era sovina e muito macaco!!!
Zuzu Baleiro, 65 anos, Casa Branca - Souse

A tacanhez de Osório Projecto, não era fácil de mecanizar. Tinha mantido um manuscrito para ministrar e modificar o que herdara!
Homem teimoso por natureza, trabalhador e amigo do seu amigo.
A herdade era enorme... um grande jardim para cuidar e casa para restaurar.
Pensou logo melhorar e moldar a seu gosto!
O seu Primo que morava a 2 km, visitava-o e admirava como Osório tinha transformado aquele lugar num verdadeiro paraíso! Dedicação e entrega... Projecto cumpriu!
Prazeres Sousa, 51 anos, de Lisboa

Osório Projecto, o tacanho, sempre morara naquela aldeia. Os miúdos mangavam dele por passar os dias a mirar as moedas do mealheiro. E se ouvia algum mafarrico a rondar a sua morada corria com o mariola maldizendo a sua sorte.
Ate que foi roubado. Mal mexeu no mealheiro, notou-lhe a leveza. Alguém mexericara nele e abafara tudo. Malucou de vez! E, conta-se que, nas noites de lua cheia, se ouve o tilintar das moedas na mansão assombrada...
Isabel Lopo, 68 anos, Algarve

Ingenuidade
«A tacanhez de Osório Projecto», o musical estreado ontem, monopolizou os títulos dos jornais.
Havia quem mostrasse, de modo subliminar, que tamanha mesquinhez se manifestava, com frequência, em outras faces. Ninguém avançava nomes, mas todos os murmuravam no recesso do lar, entre muros.
Como a palavra incomoda, houve quem se sentisse mártir, e sem medir consequências, perdesse a compostura e montasse outro espetáculo, sem música, mas com palavrão.
Ingénuo, vestira a carapuça, tornando-se novo alvo de chacota.
Quita Miguel, 54 anos, Cascais

A tacanhez de Osório Projeto. O quê?
Não minto quando digo que a minha ignorância malogrou-me bastante. Maniacamente, como um marciano mutante, manuseava livros maciços. AI! Foi como procurar agulha minúscula em palheiro. Num momento, meditei encontrá-la, mas o enigma da Margarida manteve-se até que o motor de busca desvendasse por metade o mistério. Ana de Castro Osório, uma escritora e mascote do feminismo em Portugal.
Infelizmente as perguntas sem resposta continuam a multiplicar-se. Ah! Margarida, ajuda-me.
Theo De Bakkere, 61 anos, Antuérpia, Bélgica

Gentes sem vontade própria obedeciam às ordens cegas e prepotentes de alguém que pretendia intimidar pessoas simples e inocentes. Qualquer oposição àquele crápula era reprimida com ameaças directas ou indirectas. “Não era para meter medo, era apenas para assustar”, desculpavam-se alguns mercenários. “É duro, violento, ver-te assim. Mas eu falo verdade”, mandava recado o tacanho tirano armado em deus.
Uma corajosa mulher, a mordiscar um chocolate, foi passear para o campo, livre da tacanhez de Osório Projecto.
Rosa Maria Pocinho dos Santos Alves, 51 anos, Coimbra

Mesquinhez
Porque magreza não é formosura e porque gosta de mulheres redondas como os O que carrega no nome, Osório Projeto mandou a esposa ao médico para que a engordasse. Casara com uma matrona de ancas largas e amplos seios e era assim que deveria manter-se. Não queria aquela mariposa esvoaçante em que se metamorfoseara.
Três meses e vinte quilos depois, maltratou o médico que lhe multiplicou a mulher e lhe minguou a conta bancária! Raios o partam!
Ana Paula Oliveira, 53 anos, S. João da Madeira

Entre Pares
O estranho nome majorava a tacanhez de Osório Projecto, que manobrando com dificuldade a malvada timidez, mantinha-se longe dos convívios. Alegria, só a manifestava se encontrava alguém do seu foro.
Numa festa de Aldeia o milagre aconteceu.
No bailarico, rodopiando num mimo de graça, a prima afastada, o fez dançarino, mau-grado também padecer de matutice.
Ele sentiu a bitola que os marcava e isso o libertou.
Não para sempre. Mas o que é, é eterno enquanto dura.
Elisabeth Oliveira Janeiro, 69 anos, Lisboa

Naufrágio
Enquanto o mar mandriava na areia, os moços magicam pegadas marotas atrás das miúdas. Osório Projecto mira os corpos quentes recortados no sol e tira-lhe as medidas. Crianças a mamar, machucam a indiferença do mulherengo. Um pequenino foge, chora, molhado pelo desespero. Manda-o calar em voz mesquinha. Aproxima-se a ronda da Polícia Marítima, uma moeda compra o silêncio do puto. Matado o perigo saca-lhe o euro, malha no garoto que grita o pavor. Afoga-se na sua tacanhez.
Ana Diniz, 53 anos, Almada, Portugal

Como se pode medir a tacanhez de Osório Projecto? É complicado. Ele é um composto de malandro, macaco e maquiavélico, martela a paciência de todos até à exaustão. Acorda a magicar um plano para moer o juízo dos amigos. Zequinha, que até é meigo, acaba sempre por lhe fazer uma partida tal-qualmente ardilosa. Monta-lhe um plano marado para que Osório fique mal no filme. Mas não há jeito de ele mudar, contínua o mesmo mafarrico de sempre.
Isabel Pinela Fortunato, 41 anos, Amadora

Desejo concretizado
Sem menosprezar algumas das obras já efectuadas, António, emigrante e amigo da terra, mobilizou alguns aldeãos, que numa mera e simples matemática fizeram entrar o progresso em Belarinho.
À mercê da tacanhez de Osório Projecto, presidente dessa Junta, que através de um esforço comunitário, a televisão chegou como por magia à casa de cada um, que a acolheu carinhosamente como companhia. 
Foi como um murro no estômago, do qual não há memória, que o projecto se concretizou.
Graça Pinto, 56 anos, Almada

Nova ópera do malandro
Menino mimado pela mãe, mentiroso marimbando-se para os outros, Osório Projecto medrou no mundo da política. Movia-se nos meios estudantis e já magicava como molengar em adulto. Mesmo mostrando-se mesquinho chegou a ministro. Mandou aumentar impostos, mirrou vencimentos, deixou os reformados à míngua, mofou dos militares, dos polícias, dos professores, mas os meses foram passando e ele malandrando. Metamorfoseou o bem-estar em moedas, foi manipulando aqui e ali. Quando a coisa ficou malparada: partiu de malas aviadas.
Maria José Castro, 54 anos, Azeitão

Projectos
Osório Projecto, projectava-se na vida meditando em melhorar seu espólio monetário medrando no conceito social da sua terra.
Astuto que nem zorro, papagueava que nem melro em ramo de pinheiro manso.
Cismava arranjar moça bem parecida, sabendo manejar as lides caseiras.
Mantinha-se atento. Mesmo ali pertinho, Maria, filha do ti Manel Manco, movia-se nos moldes perfeitos.
Magra, pele de marfim, bonito marchar.
Lia os Maias, sabia fazer macramé.
Osório, na sua tacanhez considerava suficiente para ser feliz!
Rosélia Palminha, 66 anos Pinhal Novo

Vídeo Viral!
Macaqueava o Sr. Osório Projecto mirabolantes modos de manobrar o mundo…
Mitrou-se num matrimónio…
Modo matreiro de manducar muito melhor.
A missa maçou-o.
O matraquear das matronas moeu-lhe a moina…
Maçada!
Mais Moet, mais e mais…
Até que…
Osório Projecto mudo, mudou…
Minuciou métodos e manhas!!
– Mestre!
Mentiam, não mostrando, as mini-câmaras, os marafados!!!
O miniclip maravilhou as multidões que o mandam de mão em mão sob o mote de A tacanhez do Sr. Osório Projecto.
Luís Marrana, 52, Oliveira do Douro, Portugal (enviado de Marathon, arquipélago Keys)

Mentalidade Tacanha
Joãozinho, puto malandro sem malícia nem maldade.
Olhava para o pomar do vizinho repleto de macieiras, pereiras... e sonhava.
Sonhava que tinha na mesa um belo manjar.
A sua família já não passava fome.
Não se importava de cortar o matagal com um machado desde que lhe oferecessem alimentos para os irmãos.
Não contou com a tacanhez de Osório Projecto, seu vizinho na terra.
Este homem preferia que a fruta ficasse podre do que dar ao próximo.
Cristina Lameiras, 49 anos, Casal Cambra

Tino, o presidente
Como mestre tentava medir as palavras e manter as distâncias dos mexeriqueiros!     Detestava essa maneira de viver!
Ia meditando nisso quando esbarrou em Tino, presidente e membro do clube dos magricelas! Ironicamente era matulão, meio maluco e medroso mas mania de macho... 
Dizia-se um modelo a seguir!
Manhoso, manipulou o pessoal para receber uma medalha por matar uns ratos, imagine-se!
Igual merecimento só a tacanhez de Osório Projecto! Não conhecia a história mas, na volta, era mencionada. 
Carla Silva, 40 anos,  Barbacena, Elvas

Ascenção e queda
Maltrapilho havia muito. Sem banho, água por no mínimo meses o máximo que fazia era molhar as mãos em lama de rua. Culpa de sua mesquinharia. memorável patrimônio, boas músicas, riqueza que multiplicara na mocidade, luxuosa moradamelhorias que a maioridade trouxe, se perdera. Restou o macerar que se impôs.    Misturado à dor: pena, humilhação.
– Miseráveis!
– nada para mordiscar...
Osório e sua tacanhez, sem mel, apenas fel.
Sem lágrimas, um choro quase mágico, vazio...
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

A tacanhez do Osório Projecto fazia qualquer um mergulhar num desatino. Como é que alguém tão tacanho ousava moer a paciência de qualquer um? Com aquele ar manhoso tentava ludibriar quem encontrasse no seu caminho. Mencionava feitos tão improváveis que era magistral tal capacidade de misturar a realidade com a ficção. Mediano, com um aspeto miserável, parecia mandar no mundo. De apelido Projecto, parecia ter nascido com um plano: iludir quem tivesse o azar de o encontrar.
Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Ricardo era o menino da mamã e andava sempre a mentir. Uma vez, foi mostrar um malmequer que apanhado na montanha mas, em primeiro foi buscar uma régua para o medir. Pousou-o em cima da mesa e cansado, mordiscou um maracujá que era doce como o mel. Entretanto, apareceu o gato Tom e misturou o malmequer com as sementes do maracujá que ficaram chateadas. Entretanto, o pai foi medir a mesa e chamou Ricardo para o ajudar.
Sara Catarina Almeida Simões, 28 anos, Coimbra  

Tacanho, mas guarda ainda na MEMÓRIA sonhos de MENINO.
MOMENTOS felizes que viveu. Na quinta das MIMOSAS,
lugar onde nasceu. Partiu sem destino à aventura pelo MUNDO
MINIMIZANDO os conselhos da MÃE. Foi assim...
A TACANHEZ DO OSÓRIO PROJECTO.
Passou por tudo um pouco. MOROU em casebres,
MERGULHOU na tristeza do arrependimento,
na saudade da MADRESSILVA. Mesmo quando 
MAGICAVA em MAÇAR e MOER a cabeça da mãe,
com as MENTIRAS da desobediência.
Traçou assim o seu projecto. 
Natalina Marques, 56 anos, Palmela

Milionário, mistura, macumba, mel, mostarda
Mostrar, manter, moer, mitigar, morder
Osório Projecto ficou milionário depois do grande prémio. A mistura do excesso de dinheiro com a boa-vontade funcionou como macumba e mostrou quanto era frágil. A megalomania e a ostentação mantiveram  viva a sua existência tacanha. Mordia cada isco que lhe lançavam e deixava-se enganar, embora não prescindisse desse estatuto de poder. Mitigar os efeitos tornava-se difícil. Quando, já moído, lhe chegou a mostarda ao nariz, já era tarde. O mel antes distribuído já o prejudicara irremediavelmente
António Matos, 31 anos, Lisboa


Osório Projecto, marceneiro tacanho de Mangualde, mentia em relação ao tempo, produtos e mão-de-obra necessários para elaborar os artigos encomendados, de forma a maximizar os lucros.
Se os clientes tentassem regatear custos, maltratava-os, perdendo-os definitivamente.
Ninguém desejava negociar consigo. O marketing era medonho!
Aproximava-se da falência, minimizando rendimentos.
Então, a mulher ponderada disse ao marido que permanecesse manuseando ferramentas, manipulando tábuas; ela falaria educadamente com os clientes.
A antipatia masculina modificou-se pela cordialidade feminina. O negócio melhorou.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

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