20/12/14

EXEMPLOS - desafio nº 80

O Natal na teia
A Ranha queria a sua teia linda, limpa para o Natal. 
Corria de cá pra lá, carregava pirilampos para iluminar, flores para enfeitar, mosquinhas para agradar cada filhinho.

Panetone, bolo, uma coxa de peru, carregados com muito esforço. Tudo ficando lindo! 
Mas uma tarefa faltava: a depilação de cada uma de suas longas pernas. Puxa, como isso era chato, mas queria ficar linda para o Sr. Aranildo. 
A festa foi linda! E tiveram todos um feliz Natal!
Chica, 66 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

A aranha
História sem igual
Numa noite de Natal
Uma aranha gorda
Ainda hoje me recorda
Povoou de muitas teias
Uma árvore de natal
Junto dos presentes e meias
Parecia uma rede
Juntinha à parede
Ficaram todos sem fome e sede
A aranha grande víbora
Pediu desculpa à senhora
Que com pena de a matar
A deitou logo fora
As crianças naquela casa
Das teias fizeram asas
E já madrugada
Começaram a voar
A árvore estava bonita assim enfeitada.
Maria Silvéria dos Mártires, 68 anos, Lisboa

Salva in extremis
Não se falava noutra coisa senão nos enfeites de Natal. Organizado pelos mais velhos, coube aos mais pequenos decorar a árvore.
– Aiiiiiiiiii! – gritou Ricardo Nuno, ao mesmo tempo que dava um pulo para trás quase derrubando a avó, que tentava pôr ordem no recinto.
– Uiiiiiiiiiii! – gritou a aranha, vendo-se ameaçada pela vassoura e adivinhando passar a consoada ao relento.
Foi salva in extremis pelo avô, que ordenou:
– Que ninguém se atreva a tocar-lhe. Aranha é dinheiro certo!
Quita Miguel, 55 anos, Cascais

Foram os mugidos dos bois no estábulo que preveniam os presentes. Um indivíduo ruim tinha roubado a estrela de Belém. Os pastores buscaram desesperados, mas não encontravam nem rasto.
Imagine, um presépio sem estrela!
O socorro veio duma aranha ágil que na luz dos candeeiros tecia em fios brilhantes um astro, magnificamente decorado com escaravelhos verdes e asinhas coloridas de libélulas. O menino na manjedoura olhava aprovando, e de gratidão premiava-a com uma cruz branca no abdómen.
Theo De Bakkere, 61 anos, Antuérpia Bélgica

O povo andava triste e até a árvore de Natal da aldeia não tinha o brilho habitual. A aranha negra e peluda que a todos assustava teve uma ideia. Se melhor pensou, melhor o fez. Convocou todos os pirilampos para com ela iluminarem aquela noite especial. A aranha com a sua teia foi envolvendo a árvore em deslumbrantes fios de seda. Os pirilampos cobriram-na com as suas luzes cintilantes... O povo jamais esqueceu aquela noite de Natal.
Emília Simões, 63 anos, Mem-Matins (Algueirão)

De novo Natal
Tinha fobia às aranhas. 
Na Véspera de Natal, uma na despensa. Socorro!
Apareceu o marido, sempre com a "piela", cantando a canção que os unira para "sempre"!
Ele, antes do fim do ano, saiu de casa!
Passaram anos. Nunca mais soube dele. Saudades!
Hoje, 24 de Dezembro passando num vão dos sem-abrigo, ouviu a melodia.
Não conseguiu ignorar. Escutou, ouviu soluçar.
Espreitou pelas frestas dos cartões.
Aproximou-se, acariciou-o. Juntaram as lágrimas.
A aranha juntou-os na sua teia! 
Rosélia Palminha, 66 anos, Pinhal Novo

Era uma vez uma aranha. Ara sentia-se detestada pelos insectos pois sabiam-na predadora.
Mas desconheciam as suas qualidades. E nesse Natal a menina aranha resolveu dar um presente de verdade: embelezou a sua teia com fios solares matizados de filigranas vegetais e grãozinhos de especiarias e beijou algumas gotas de orvalho para conseguir transformar a sua obra numa cama elástica. Depois, convocou os insectos para a ceia e ofereceu a sua prenda:
Que grande presente de Natal!
Ana Mafalda, 44 anos, Lisboa

Que chatice, tenho novamente que comprar o traje adequado para a festa de Natal. Isto parece fácil, mas sabem quanto custa comprar quatro pares de meias iguais, compridas, quase tipo collants? E os sapatos? Comprar dois já é difícil, dizem, quanto mais oito! Depois a depilação… sim, uma aranha que se preze faz a depilação… Já não basta ser rechonchudinha… e ainda peluda? Temos que estar preparadas para qualquer eventualidade, não vá o Deus das aranhas tecê-las.
Isabel Pinela Fortunato, 41 anos, Amadora

Por ser enorme e ter menos uma perna, tecia teias diferentes, por isso a recriminavam e ela isolava-se.
Era véspera de Natal. Quando entrou na sala, sorrateira, para fazer a teia, estranhou. Não havia pinheiro iluminado, nem música, nem cheiro a consoada. Apenas viu Dalila que chorava o seu azar. Fábrica falida, desempregada, fartura só de desânimo.
Então, em vez da teia, com os mais finos fios de seda, Aracnídea teceu o vestido com que Dalila sonhara.
Ana Paula Oliveira, 54 anos, S. João da Madeira

Das Aranhas sou rainha,
ninguém me consegue igualar
pois ninguém sabe bordar
teia mais bela que a minha...
Este ano pelas festas
a todos eu vou espantar
pois vou pôr tudo a brilhar
com luzes de pirilampos.
E as outras, as invejosas,
vão ficar todas furiosas....
Quando a criada chegar,
com o espanador de pó,
vai desfazê-las sem dó!
A mim, não me vai tocar,
porque estou a decorar
esta festa especial.
Hoje é noite de Natal!
Isabel Lopo, 68 anos, Lisboa

Todas as manhãs, Bernarda limpava o pó com o espanador e nem uma teia escapava...
Maria, a benjamim da casa, tinha uma aranha de estimação, que tecia uma
linda teia como se fosse renda. Pediu a Bernarda que não a destruísse. Esta, refilando, fez-lhe a vontade. «À noite, quando ela
adormecer, volto...», pensou. Mas quando a hora chegou, Bernarda encheu-se
de espanto. Toda enfeitada de luzinhas, a teia brilhava... No meio a
aranha parecia sorrir. Era Natal!
Isabel Lopo, 68 anos, Lisboa
A aranha Virgínia não sabe fazer teias. Neste Natal pediu ao Pai Natal que lhe desse uma máquina para a ensinar a fazer teias.
No Natal, o Pai Natal trouxe-lhe o que pediu. Logo começou a fazer a sua teia. Ficou bonita!
Mas, as aranhas são muito competitivas e decidiram fazer um concurso de melhor teia do ano tendo como júri o Pai Natal. A aranha Virgínia ganhou o concurso.
A partir daí foi ela a júri.
Adriana Carvalho Passos, 11 anos, Viana do Castelo

Aranhida era gorda e esforçada. Sonhava com a primeira noite natalícia na companhia do seu amado Aranhudo Mais Que Tudo, desde que, em passeios atados de beijos sedosos, teceram conversas sobre a prenda ideal para os dois.
Fazia muito calor à meia-noite. A lareira crepitava sonoramente e o vento nem se mexia. Preparados há meses para receberem o Pai Natal na sua teia, foi em êxtase que o olharam, espantado, e lhe disseram: "bem-vindo à nossa ceia!"
Clara Lopes, 38 anos, Agualva, Sintra 

A Aranha
Era uma vez uma aranha
Elegante e bonitinha
Que fazia a sua teia
Lá num canto da cozinha.
O menino mais novinho
Era muito seu amigo,
Sempre a mimava
E lhe dava muito carinho.
Às escondidas, devagar,
Quando todos já dormiam
Ele foi buscar a aranha
Para lhe mostrar os presentes
E a árvore de Natal,
Com as luzes reluzentes.
Que lindo... disse a aranha,
Pulando de alegria...
E quando voltou para a teia
Imaginem: já era dia!
Leonor Costa, 73 anos, Lisboa

Todas as aranhas do mundo festejam o Natal!
Este ano, a aranha Lasanha, que é gorda e peluda, não sabia construir uma teia e foi arrastando a sua tristeza até lhe surgir uma ideia: “vou tirar um workshop de teias!”. Na noite da ceia começou a construir a sua teia e enfeitou-a com luzinhas de Natal. Mesmo quando a aranha-Natal se ia embora viu a teia dela a piscar e deslocou-se até lá e entregou-lhe uma prenda.
Ana Miguel Castro, 11 anos, Viana do Castelo
Tréguas
Teias há muitas!... dizia empertigada, a nédia aranha Felisberta ao mirrado ácaro Felismino.  Amizades improváveis são as que amiúde perduram, pois as incompatibilidades atraem, atiçam a conquista do terreno alheio.
Aqueles dois fizeram-se apresentados numa velha mansarda, pejada de trastes, embelecos doutras eras.
Num divertido jogo, Felismino, por aleivosia, concedia-se à aventura da prisão aramada da amiga, que na sua paciente crueldade aranhou ostentosa: Não hoje! Vou descer ao salão tecer brilhantes fios na Árvore de Natal!
Elisabeth Oliveira Janeiro, 70 anos, Lisboa

A aranha viajante
Era uma aranha preta, patinhas grossas e cheias de pelos. Queria visitar a família, lá longe e fazer surpresa. Decidiu partir à aventura. Entrou no avião, escondeu-se na casa de banho e não se lembra se adormeceu. Quando acordou estava calor e o avião vazio. Saiu e foi caminhando até encontrar o prédio onde morava a família, no 9º andar do prédio em S. Paulo. Subiu pelo corrimão e quando chegou junto da claraboia foi uma festa.
Manuel, 8 anos, Porto

Natal em família
Um casal de aranhas planifica a quadra de Natal:
– A minha mãe quer saber se vamos lá consoar.
– Temos mesmo que passar com eles?
– É a minha mãe…
– Pois sim, mas há coisas mais divertidas que uma família aos gritos, cheiro de fritos e um frio de rachar...
– Levas a tua teia e já não tens frio.
– ‘Tás a gozar…
– Não, não estou, mas pensando melhor… vou sozinho.
– Hãaa??! E a minha prenda?
– Vai comprá-la! Feliz Natal!
Alda Gonçalves, 47, Porto

A aranha e o menino
Pobre aranha. Vivia numa luta diária para manter a sua teia perfeita, pronta para recolher o pão – desculpem, quis dizer insecto! – de cada dia. O orvalho enfeitava aquela rede, todas as noites. O menino encantava-se com aquele rendilhado: não resistia, mexia-lhe. Um pequeno toque, um roçar suave dos seus rechonchudos dedos, era quanto bastava para a destruir. Era Natal. Ela queria-a bem bonita. Decorou-a com pequeninas folhas de azevinho. O menino entendeu: a aranha também tinha Natal.
Maia José Castro, 54 anos, Azeitão

Maria Aranha estica a teia castanha,
olhando embevecida para tanta comida:
moscas recheadas, formigas assadas,
bolo de mosquito com um creme esquisito.
Refreia a gula e revê a bula:
o medicamento, após o alimento,
tudo alivia e controla a azia.
Revira a caixa, e procura a faixa –
A marca da idade, prazo de validade.
Término atingido, triste azar imerecido.
Ignora a verdade, comendo como um abade!
Lambe os beiços e pensa: Não faz mal, afinal... é Natal!
Elsa Cortez, 45 anos, Torres Vedras

Presente para o menino Jesus brincar 
A mãe levou os filhotes a ver o presépio de Natal montado pelos paroquianos da aldeia.
Eles observaram deslumbrados as figuras em barro, estáticas sobre o musgo verde e fofo, que o fluir do ribeiro e o rodar das hélices dos moinhos emprestavam movimento e vida.
Pararam em frente à sagrada família.
Uma teia de aranha, artisticamente fabricada, brilhante e orvalhada, surgia acima das mãos estendidas do menino Jesus sorridente.
– Mãe, que rei mago ofereceu o móbile?
Márcia, 36 anos, Vila Nova de Famalicão

O Natal da Dona Maricota
Dona Maricota agarrou-se fortemente. Fazia vinte anos que era assim, chegado Dezembro levavam-na para dentro. 
Estava tão acostumada às mudanças que nem remendava a teia antes disso!
Repentinamente a sua casa ficava enfeitada com luzes, bolinhas, anjos...
Na grande noite, familiares e amigos reúnem-se à mesa em amena cavaqueira. Na lareira já arde o madeiro.
Dona Maricota tem a sua ceia preparada, uma suculenta mosca. 
Do alto do pinheiro observa-os agradecida por participar em mais um Natal.
Carla Silva, 41 anos, Barbacena, Elvas

Natal diferente
“A vida por vezes impõe teias, e tecendo, nos enredamos em nosso próprio destino.”
Dona aranha era assim, faceira, dona de si.  No Natal quis se vestir diferente, cansada que estava dos tons pastéis.
Nada de nudes, beges, gris, sépias, dégradées. Seria colorido.
Tratou de tecer muitos encarnados, abóboras, azuis, neons...
No Natal, sua teia compôs a verde árvore da casa, formando uma estrela colorida e reluzente no topo...
Assim anunciou o Natal! Cheio de cores! Esperanças!
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

O Natal com Ara
O Natal era em casa da grande e gorda Ara. Tudo corria de feição. A dona da casa ia ausentar-se. Estaria livre do maldito aspirador. Receberia a família no hall de entrada. A luz iria ficar ligada, fingindo haver gente em casa. Teceu a sua árvore com perícia. Parecia um pinheiro nórdico. As bolas cuspidas de um jeito especial refletiam a luz. Pendurou os mosquitos há muito guardados. Foi um sucesso. O maior Natal… à sua medida.
Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Chegara o dia do natal na casa da aranha Júlia. Ela estava a montar a sua árvore de natal. Estava ansiosa por receber as suas prendas. A Júlia já tinha entregue a sua lista de natal ao Pai Natal. No dia 25, a aranha recebia prendas e mais prendas, até que viu o seu pai triste e foi fazer uma prenda para ele. Quando o pai viu a prenda ficou contente.  Foi um natal cheio de alegria.
Íris Coroado Vaz, 8 anos, Castelo Branco

A teia de natal 
Prateada.
Dourada
Preta é mais bonita.
Branca é linda.
Cinzenta, como as nuvens nesta época.
Verde! Vá lá, como os pinheiros de natal!
Se houver neve, ficam brancos. Vai ser branca. Mãeeee! Sim? Pode ser?
Vermelha, amarela ou laranja, como o fogo!
Misturas, fazemos no carnaval.
Dourada é melhor.
Prateada.
Cala-te! Mãe deixa ser branca.
Shuuuut! A mãe, em palpos de aranha com tamanha barafunda, decretou:
Fazemos a teia branca, a estrela prateada e fiozinhos dourados pendurados.
Rosa Maria Pocinho dos Santos Alves, 52 anos, Coimbra

Cadena de regalos
La araña Ofelia se caracterizaba por su amabilidad, su imaginación y solidaridad. No se debería permitir que hubiera tristeza en estos días, ni nunca. Así que la araña Ofelia quería crear una cadena de regalos. Le entregó un regalo a un niño con un mensaje: “Comparte felicidad”. De igual manera, el niño araña cumplió su cometido y poco a poco consiguieron que las navidades para los más desfavorecidos fueran un poquito más navidades. Volveremos a cumplir sueños…
Lexuri Márquez Guantes, 21 años, Badajoz, prof Paula Pessanha Isidoro, USAL

Ya es Navidad
Abrió un ojo en la esquina de su chimenea, aquellos pesados humanos ya estaban haciendo ruido otra vez. Pero, ¿qué estaban llevando a la esquina del salón? ¡No podía ser! Era aquel arbolito al que le ponían las bolas brillantes por el que tanto le gustaba pasearse. ¡Que rápido había pasado este año! - pensó la araña. Era hora de avisar a su familia, que se trasladasen a pasar las fiestas al magnífico pino de todos los años!
Jesús Rey Aneiros, 22 años, Ferrol España, prof Paula Pessanha Isidoro, USAL

Una tejedora pequeñita
La Navidad es época de estar con la familia, de descansar… ¡Ja! Que se atreviera alguien a decirle eso a la pobre araña Dedal. Pasaba las “vacaciones” encerrada en casa, cual ermitaño, sin ver siquiera a sus 42 hijitos... Todo para terminar a tiempo su trabajo: Disfraces de Reyes Magos hechos a mano para los demás insectos, que se olvidaban de ella el resto del año. Cosía y cosía mientras soñaba con ser modista de alta costura.
Carolina Cárcel Pedrera, 22 años, Palma de Mallorca, prof Paula Pessanha Isidoro, USAL

Estaba acostumbrada al tejer sin cesar, incluso en época navideña. Primaba el hambre y para los arquitectos arácnidos, entusiastas modernos de la línea curva, no había descanso.
Un hombre advirtió su presencia con un grito. La tarántula percibió la violencia que se avecinaba. Con sus ocho ojos, señaló a la tela, tejida con tanta delicadeza. El hombre entonces observó: cada hilacho parecía un copo acendrado de nieve. Supo, en ese momento, que no podría quitarle la vida.
Andrea Crespo Madrid, 20 anos, Salamanca, Espanha, prof Paula Pessanha Isidoro, USAL

¿Las arañas también van al cielo?
Aunque intuía su destino, no lo creyó hasta ese momento, en que Luis y Raquel sacaban el viejo árbol de Navidad de la casa. Al principio, pensó en mudarse al techo, pero sabía que la pareja era muy dada a usar el plumero. Se quedó en el árbol. Una vez fuera, buscaría una casa abandonada en la que vivir. Sin embargo, al sacar el árbol, Raquel la descubrió y la araña evitó así su destino para siempre.
Laura Herrero Román, 29 años, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro, USAL

Vuelta a casa
Tomé el primer bus que salía ese sábado por la mañana. Después de tanto tiempo lejos por fin iba a volver a casa, a reunirme con familiares y amigos. Pero lo que más deseaba era llegar y montar el árbol de Navidad: pasar la tarde en familia, jugar con las guirnaldas y volvernos locos desenredando las luces. Me senté en el único asiento que quedaba libre mientras me despedía de esa ciudad para volver a mi hogar.
Vanessa Roch, 21 años, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro, USAL

La Navidad en Guadalupe es genial. Desde que me mudé aquí mi vida es mucho más fácil: no me intentan matar todo el rato porque mi dieta rica en mosquitos al parecer es conveniente para mis compañeros de piso. Ah, ¿no te he hablado de Jorge y Paula? Son dos animales de dos patas muy majos de esos que sólo tienen pelo en la cabeza. Este año por Navidad me dejaron decorar la casa a mí enterita.
Lara Lagoa Patiño, 21 años, Vigo, prof Paula Pessanha Isidoro, USAL

Las arañas quieren celebrar la Navidad, así que la familia telaraña se prepara para adornar la casa. Cubren todos los palos y esquinas de la casa de blanco, adornada con alguna mosca para llamar la atención de todas las arañas vecinas. Al llegar la nochebuena se reúne toda la familia con una buena fiesta, de banquete unos insectos y las moscas iluminadas fuera atraen a los niños más pequeños ante la gran llegada de Papa Araña.
Marta Deza, 19 años, Zamora, prof Paula Pessanha Isidoro, USAL

La época del año preferida de la araña Alpargata era la Navidad. Le gustaba convertir la Navidad en Halloween. ¡Y se le daba bastante bien! Año tras año, se escondía en la caja de cartón donde la familia guardaba los adornos navideños. Cuando bajaban al sótano para cogerlos, llegaba su momento estelar. Ella aparecía entre los adornos, los niños lloraban y, mientras, ¡la madre trataba de aplastarla sin mirar con una alpargata mientras chillaba como una descosida!
Lara Cantos Modesto, 21 anos, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro, USAL

La telaraña navideña
Tejer. Es lo único que venía haciendo la araña, desde finales de Noviembre, para que en Navidad estuviera hecha la telaraña que hacía cada año para esas fechas. Todos los animales estaban expectantes a que la araña terminara y adornara el árbol con esa telaraña, que parecía hecha de magia. ¡Algunos animales decían que hasta brillaba! Seguramente lo que brillaba era la ilusión que les hacía verla y el cariño con el que la hacía la araña.
Blanca Vázquez, 21 anos, Zamora, prof Paula Pessanha Isidoro, USAL

A aranha gulosa
A aranha preta, gulosa,
Reforçou a sua teia,
Em noite bela e cheirosa,
Ia comer boa ceia!

Torturou, rasgou, comeu,            
Todo o bicho e mais algum,
Nenhum pedido atendeu,
Nem poupou filho nenhum!

Atraiçoou os mosquitos,
E insetos descuidados,
Fez deles grandes petiscos
E foram dilacerados!

Atacou  sem piedade,
E teve uma indigestão,
Agonizou à vontade,
Caindo morta no chão!

A aranha preta, malvada,
Não voltou a fazer mal…
Finalmente, a bicharada
Também teve o seu Natal!
Maria do Céu Ferreira, 60 anos, Amarante

Era véspera de Natal, e a aranha, reconstruía a teia 
reclamando, porque todos os dias lhe era destruída.
A mosca, que presenciava a cena, gozava o prato.
– Um dia, pagarás caro por essas risadas.
se não for com o mata moscas, cairás na minha teia.
– Isso se ainda tiveres teia…
Por sorte, a árvore, foi posta nesse canto da sala,
e já a aranha esfregava as patas de contente, imaginando
a ementa para a ceia dessa noite.
Natalina Marques, 57 anos, Palmela

O Natal da aranha
Uma aranha pequenina
Que teimou em se esconder
Dentro da pinha de enfeitar
E na árvore de Natal foi aparecer

Fez a teia bem feitinha
Para tudo poder ver
Esqueceu-se a espertinha
Que as luzes iam acender

Quando as viu a piscar
Não sabia onde parar
Correu para o chão
E escondeu-se no fogão

Logo a fornalha se abriu
Viu a lenha e fugiu
Nunca mais ninguém a viu
O Natal passou e a aranha não voltou.
Ana Maria Troncho, 66 anos, Academia Sénior de Estremoz

Este ano não nevou e a Clarinha tinha tudo para enfeitar a sua árvore de Natal: bolas, sinos, anjos, fitas... excepto neve. Podia colocar algodão, mas ela não gostava de neve artificial.
Então, lembrou-se de pedir ajuda à aranha gigante que vivia no telhado da igreja da vila... as teias são uma obra da Natureza.
A aranha adorou ajudar, era fantástico ter uma ligação tão forte ao Natal. As árvores natalícias foram enfeitadas com lindas teias prateadas.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto


Nevava e a aranha Clotilde, muito melancólica, não tinha ninguém com quem ficar no natal, mas, inesperadamente, apareceu a mosca Marilene:
― Clotilde, venha passar o natal comigo.
― Era isso mesmo que queria, Marilene!
Então Clotilde e Marilene foram juntas festejar o Natal, mas alguém ligou para Clotilde e disse:
― Alô, Clotilde! Clotilde, meu amor, ainda se lembra das nossas férias em Akapuco?
― Não, tchau.
― Não diga isso.
Clotilde desligou e voltou a festejar com Marilene muito alegrada
Martim Santos, 6º M Casa Pia de Lisboa – CED Nuno Álvares Pereira – prof. Teresa Monteiro

Num dia chuvoso, uma aranha, de nome Letícia, lembrou-se que estava a perto a época natalícia. Gostava do natal porque em criança sonhava com muitos presentes. Pensou que seria a oportunidade de concretizar sua fantasia, o que não aconteceu. Magoada por não receber lembranças, roubou todos os brinquedos, guloseimas feitas para as crianças da cidade, durante a noite. As crianças ficaram destroçadas, mas a aranha, depois de ver as suas caras, ficou desgostosa e devolveu as prendas.
Iara Pedro, 6º M Casa Pia de Lisboa – CED Nuno Álvares Pereira – prof. Teresa Monteiro

Num dia como os outros, a dona aranha Mariana estava a passar pela rua e lembrou-se que já era natal. Ela foi a correr para casa e perguntou à sua filha mais velha:
― Filha, queres ajudar-me a preparar tudo para o natal?
― É claro, mãe.
Elas começaram por fazer a árvore de natal em forma de teia. Finalmente, quando acabaram, foram comprar presentes. Quando já era meia noite, as duas celebravam com presentes e comida.
Flávia Cruz, 6º M Casa Pia de Lisboa – CED Nuno Álvares Pereira – prof. Teresa Monteiro

Na véspera de natal estava tudo nublado. Júnior estava desconsolada. A família não vinha passar o natal porque não tinha teias de ouro para apanhar o mini avião, e continuava desgostosa. Não tinha ninguém que passasse o natal com ela e não estava com espírito do natal no coração. A família aranha ganhou a lotaria das teias de prata e fizeram-lhe uma surpresa. Viajaram até sua casa. No dia seguinte, houve muitas prendas para dar e oferecer.
Júnior Tavares, 6º M Casa Pia de Lisboa – CED Nuno Álvares Pereira – prof. Teresa Monteiro

No livro de Kafka, Gregor transforma-se em barata gorda. Eu, agora pelo Natal, transformei-me em aranha. Tão leve que a mais leve brisa me faz oscilar no meu fio de baba lisa, que eu quero enfeitar ao preceito da quadra. Contra qualquer lei da natureza, acho até que tenho peso negativo (se isso é possível pelas leis da Física) e assim consigo elevar-me no ar e colocar, lá bem alto, a estrela anunciando o nascimento de Jesus.
Elsa Alves, 69 anos, Vila Franca de Xira

A aranhal
Era uma vez uma aranha que adorava o Natal, por isso, chamavam-lhe Aranhal, que era uma mistura de aranha mais Natal. No dia de Natal fez a sua árvore na teia. Não era fácil, pois tinha estado o ano todo a preparar a teia para aguentar com tamanha árvore. Nessa noite não dormiu, pois esteve a enfeitá-la com moscas e baratas para espantar a família com uma árvore lindíssima. A noite de Natal foi fantástica.
Joana Beleza Nunes, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Era uma vez uma vez uma aranha que fazia parte das renas mágicas e brilhantes que puxavam o trenó do Pai Natal.
Na noite de Natal, a aranha ajudou-o a distribuir os presentes, pois ela tinha muitas patas, o que facilitava o trabalho.
Assim, passaram a noite a distribuir os presentes de Natal para todas as crianças que se portavam muito bem.
As crianças adoravam o Pai Natal e a aranha Baganha, pois tinha muitas patas.
Gonçalo Noronha, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Sou famosa no Halloween,
Os cantos das despensas gosto de enfeitar 
No chão não posso morar
Pois tu pisas-me sem reparar

No Natal sou esquecida,
Na Páscoa sou usada,
No Carnaval gozam comigo
Só no Halloween sou adorada

Fiz a minha casa no presépio
Na árvore
Até já tentei fazer perto dos doces
Mas não consegui

Gorda sou
Mas calorias hei de perder
Alta sou,
Centímetros perderei

Não recebo presentes
Não tenho lençóis quentes

Quem sou eu?
Maria Ribeiro, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

A aranha que gostava do Natal
A aranha castanha
foi às compras comprar presentes
a promoção era tamanha
que lhe caíram os dentes.

Abriu a boca espantada
sem dentes nenhuns
comprou muitas rabanadas
e M&m’s não pôde comer nenhuns.

Comprou tudo, não lhe faltou nada
Foi para casa pasmada
Sem poder comer rabanada
Ficou toda envergonhada

Era ceia de natal
A família estava toda reunida
Estavam todos felizes
Menos ela, coitada,
que não podia comer nenhuma comida.
Joana Beleza Nunes, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Numa divertida véspera de Natal, vivia numa teia uma aranha e cinco unicórnios adotados. Estes estavam a dançar e a comer moscas. A aranha comeu uma mosca venenosa sem saber e, ao dançar, contagiou um unicórnio. De seguida ambos desmaiaram. No dia de Natal, os dois acordaram no fundo do rio que tinha congelado e começaram a tentar partir o gelo, mas não conseguiram... Os quatro unicórnios fizeram um funeral e voltaram para a teia para dançar! 
Sofia Lopes, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Era uma vez uma aranha que estava sempre a comer insetos que lhe caíam na teia, e que quanto mais comia mais engordava.
Um dia ela estava a passear até que encontrou casas onde festejavam o Natal. Quando ela viu toda aquela gente a divertir-se, foi ter com os seus filhos e disse-lhes: 
― Quem quer festejar o Natal?
― O que é o Natal, mamã?
A mãe ficou triste quando ouviu aquilo. Então, organizou-lhes uma festa natalícia. 
Leonor Afonso, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Estávamos na época natalícia e uma aranha chamada Clarinha, que andava na escola, tinha colegas que gozavam com ela por ser tão pequena e ela ficava muito triste.
Na noite de Natal, a Clarinha estava muito feliz, porque tinha a família toda junta. Quando ela começou a abrir os presentes, por magia, reparou que tinha crescido. Sempre que abria um presente ficava maior.
Depois de os abrir todos, ficou enorme. Desde aí, nunca mais gozavam com ela.
Mariana Afonso, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

O Natal de uma aranha estava a ser complicado, pois, ninguém gosta de aranhas. Então, um mosquito entrou na pequena casa do amigo e disse: “Anda ver a paisagem!”
Depois os dois amigos foram lá fora e viram o Pai Natal e as suas renas a voar pelo céu.
O mosquito disse à aranha para subir às costas. A aranha subiu e ficou com medo. O mosquito apanhou o Pai Natal que lhes deu um pequeno presente.
Hugo Sousa, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Neste Natal, a aranha friorenta teve de sobreviver ao frio, por isso, fez uma teia-cobertor para se tapar. Além desse cobertor arranjou um aquecedor para se aquecer. Mas ela tinha um problema: estava tão gelada que quase não conseguia enfeitar a sua árvore de Natal, que haveria ela de fazer?
― Tive uma ideia! ― disse a aranha. ― Como consegui fazer o cobertor, vou fazer um casaco daqueles muito quentinhos.
A nossa aranha conseguiu sobreviver ao frio deste Natal.
Mafalda Domingues, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Joana acordou ainda mais alegre. Era a sua época preferida do ano, embora houvesse menos insetos a cair na sua teia...
Na cozinha em que fizera o seu lar, os cheirinhos eram divinais quando se aproximava aquele momento a que os humanos chamavam Natal. Nessa manhã, Gertrudes, a cozinheira, preparava rabanadas, o doce mais perfumado no entender da nossa aranhinha.
Curiosa, foi descendo ao longo da teia transparente. Gertrudes mexeu-se e... "ploc": uma aranha colada ao doce.
Maria Félix, 54 anos, Gaia

Numa casa abandonada, havia uma aranha que passava o Natal sozinha. Certo Natal, a aranha foi festejar noutra cidade, mas ela não sabia que nesse Natal a família ia lá estar.
 Antes do Natal ela partiu para a cidade do Porto porque o tio tirava férias lá... 
 Na véspera, a aranha encontrou o tio prestes a partir. O tio disse:
― Volta para casa, porque a família quer passar o Natal contigo.
 Então a aranha voltou e adorou.
Arnaldo Carvalho, 12 anos, Escola Dr. Costa Matos, Gaia

O Natal de Aranhas Grandes
Um dia uma aranha estava na teia à espera de comida, umas mosquinhas deliciosas. Essa aranha chamava-se Bubbles e era muito grande.
Algum tempo depois, na época natalícia, lembrou-se de que os Humanos tinham Natal. Por isso, ela também queria ter Natal. O Pai Natal das aranhas tinha um gorro feito de asas de mosquito e as barbas eram feitas de teias.
Na véspera de Natal elas foram todas para um salão!
António Guedes, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Faltam dois dias para o Natal e a aranha Feliz está ocupada a enfeitar a sua casa. Coloca as cortinas de luzes nas suas janelas, pega na coroa e pendura-a na porta e por último: a árvore de Natal! No dia seguinte levantou-se cedo para fazer as rabanadas, a aletria, o leite-creme, o arroz doce, as filhós, os sonhos: tantos doces! Também preparou um delicioso peru com recheio de mosca para comer em família e abrir presentes.
Rita Rocha, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

A Aranha
Era uma vez uma aranha muito grande que comia tudo o que lhe aparecia à frente. Então na época natalícia toda a floresta ficou iluminada com luzes e árvores decoradas. Como era muito matreira, a aranha pensou que quando os insetos mais pequenos chegassem perto da árvore de Natal principal, ela lançaria uma teia. E assim fez. Então a aranha conseguiu a comida de que precisava e escondeu-se numa toca de árvore a comer insetos.
Simão Pinto, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Toda a gente da cidade Aranhal festejava o Natal. A aranha Sissi não o sabia festejar porque era sempre convidada para a festa. A Sissi perguntava sempre à sua melhor amiga, Quiqui, como conseguia fazer aquela comida maravilhosa. A amiga teve uma ideia fantástica: fazerem o Natal em casa da Sissi. Ela concordou. Sissi pediu ajuda à Quiqui para fazer a refeição, depois fizeram a árvore.
Chegaram os convidados e tiveram um feliz Natal, com tudo perfeito!
Telma Ferreira, do 5ºC, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

É Natal! Sou uma aranha felicíssima! O Natal é aquela época em que nós, as aranhas, recebemos moscas amorosas. O meu Natal é assim: a minha família e eu acordamos; a seguir comemos “Cirosca” como pequeno-almoço e depois vamos todos brincar na neve; depois vamos para a casa da minha avó, onde se realiza sempre o Natal, para montar a teia-de-Natal e jantar insetos cozidos, fritos e assados; no final abrimos os presentes e ficamos todos contentes.
Joana Príncipe Leal Dias, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

O Natal de uma aranha 
Aí vem o Natal! Em casa da senhora Ana, a aranha, já se enfeita! A árvore de Natal dela em vez de ter neve falsa, tem teias por todos os lados. E em vez das lindas luzinhas de Natal muito ovais, tem moscas com os olhos esbugalhados e cintilantes.
A ceia da sua família é um belo gafanhoto cozido com calda de plasma de besouro. Queria ver os humanos a comer isto!
Leonor Pedrosa, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix


A aranha Bilu era muito sonhadora. Há muito tempo que queria participar no Natal da família Ferreira Barros. Afinal já sentia que fazia parte da casa, por há tantos anos estar presa àquela parede. Quando a árvore ficou pronta, Bilu escalou ansiosamente até à estrela e ficou, lá do alto, a ver tudo, perdida nas lonjuras. 
Nessa noite, quando as luzes do pinheiro se acenderam deixando a sala tenuamente iluminada, a Bilu sentiu o seu coraçãozinho brilhar. 
Cláudia B., 11 anos, Paços de Ferreira, prof Joana Pinto Moreira

O Natal estava aí e a Felina preocupava-se com a decoração da sua teia. Ela tinha pensado em tudo: bolas vermelhas e prateadas nas pontas, moscas e gafanhotos de plástico nos fios de seda e no meio uma estrela amarela. Luzes ela não queria, senão a Dona Liliana dava conta da teia debaixo da secretária e ia logo com a vassoura. Isso seria muito triste, pois reconstruir a teia demora e o Pai Natal estava a chegar.
Afonso B., 8 anos, Paços de Ferreira, prof Joana Pinto

A Peluda era uma aranha muito estimada. Apesar de quase todas as pessoas olharem para ela com repulsa, Octávio cuidava dela e dava-lhe comida, limpava-lhe a casa. Enfim, era tudo para ela e ela tudo para ele. No entanto, a última vez que tinha arrumado a casa tinha-lhe deixado umas coisas estranhas e vermelhas. Batia-lhe no vidro mais vezes e havia mais pessoas por ali. Até arranjou um chapéu vermelho pontiagudo a condizer e disse-lhe: Feliz Natal!
Marta Sousa, 32 anos, Barreiro

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