20/04/15

EXEMPLOS - desafio nº 88

Nossos dias foram transformados.
Dias lindos, tranquilos, com o filho aqui. Aproveitamos muito bem. Curtimos demais!
Ontem, a volta à sua casa...
Oxalá encontrasse nos dias frios um humano que lhe desse um lugar quente no curral. Gozava do odor forte a estrume e feno, e a ração vária dos porcos era melhor do que um ventre vazio. 
Olhas mas mais parece que não me vês, ou vês e não queres olhar?
Finges que não me amas, finges que não sou teu e por mais que te armes em banana, és o amor meu!
Havia um sapateiro,
x

Tradicionais tristezas no adeus.
Tremedeiras, choros intraduzíveis. Apegos que deixam no peito traçados de muita dor...
Hoje ao abrir os olhos, tudo na casa é estranho sem ele.
Mas é a vida!
“Trezentas” vezes o adeus e outras mais enfrentaremos. Treinados? Assim não é!
Porém vamos firmes e fortes já a pensar em novos reencontros.
Chica, 66 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Entraste pelas traseiras. As rotinas da casa enorme e fria sussurraram-te. O medo silenciara-te. Tudo aquilo tinha que ser feito mas tu não te mexias. A arma que trazias no bolso transtornava-te a mão. Ao fundo, estava a tua vítima. Não terias de lhe ver a cara para dar o tiro. Tremias muito.
Aproximaste-te.
A vida é cheia de trocadilhos.
Alguém fizera os trabalhos por ti. O chão já tinha a tua vítima morta. Já estava pronta.
Paula Dias, 50 anos, Lisboa

Em Busca do Amor
Parto, e vou à descoberta das letras mais corretas para acrescentarmos a chave certa e encontrarmos os tesouros nos livros das nossas vidas.
Através das minhas pretendidas boas ações, e ao requisitar transeuntes e papéis que se atravessam nos meus dias, meto-me, nos meus sonhos, com gajos caricatos, em busca do amor.
São contrariedades, por saber que todos nós, repletos de tédio e de rotina, vamos fugir em traquitanas velhas, rumo ao mar!
Sandra Pilar Paulino, 44 anos, Barreiro

Novo Chefe
– Não há formas corretas de ganhar a vida para um homem que não se instruiu. Há formas práticas – disse Onofre e seguiu. – Porquê? Podes questionar-me tu e espero que o faças.
Nélida não o fez, saindo apressadamente do escritório para poder desfrutar em paz do sabor e aroma do café.
– Para que conste, tomei nota de que me viraste as costas. – Onofre perfilava-se diante de Nélida, numa postura de glória. Ele seria em breve o novo chefe.
Quita Miguel, 55 anos, Cascais

Mudei a minha vida por ti. TRANSFORMEI-ME numa outra pessoa. Eu que era uma miúda TRAVESSA e TRANSPARENTE, virei chata e falsa, só para teu agrado.
Mas essa TRANSIÇÃO só me trouxe mágoa. Era como se me TRANSFIGURASSE numa boneca oca.
Um dia, ATRAVESSÁMOS a rua e vi passar as miúdas da minha idade. REENCONTROS com o que eu fora um dia...
Fugi. ATRAVESSEI o tempo e o mundo até me sentir livre e de novo Eu!
Isabel Lopo, 69 anos, Alentejo

Terramarcianos
Um dia aterrissou no Brasil uma nave com extraterrestres de Marte. A nave era um transformer e transformou-se num rápido carro.
– Uau, que máximo!
Mas os extraterrestres eram tristonhos.
Nasceu uma enorme paixão entre os extraterrestres e os terrestres do BrasilUma paixão que deu filhos. E os filhos saíram aos do Brasil. Alegres, nada tristonhos, como é normal no Brasil.
Grande transformação das raças na terra.
Agora, além das raças terrestres, havia também extraterrestres e terramarcianos.
Domingos Correia, 57 anos, Amarante

Mal de amor
Quanto tempo ficou para trás, pensa tristemente Adamastor. Risolette ainda está em seu pensar.
Resoluto, esse seria seu eterno sofrimento. Ela atrevera-se a partir em uma, sexta feira, 13 de agosto de 2013. Superstição?
Tudo mais para ele fora assustador. Jamais suspeitaria. Nem a longa sonoterapia o ajudou. Por aquele amor, faria teses, livros, tratados. Cria na vida tridimensional. Tinha fé. O amor os uniria de novo. Soterraria o sofrer.
A fé era, é maior que tudo.
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

 tento seguir com rigor as tradições e no meio de tantos trocadilhos, por vezes, entro em sofrimento! São contratempos que no caso me tiram do sério! Tormentas e contrastes deste astronómico mundo novo cheio de arbitrariedades que me transtornam! É que há por aí tantos tratantes que não sei onde tudo isto vai parar. São todos uns embusteiros! Como ajustar-me a estas tremendas prepotências? Quem me poderá ajudar? As tradições já não são o que eram.
Emília Simões, 63 anos, Mem-Martins, Algueirão 

​Ao chegar alguém com lepra tem de avisar o povo são com penetrantes matracas. Ora, Pedro não tinha culpa de que a cara fosse cheia de chagas fedorentas. Insultaram-no... gafa! 
Milagrosamente, a sua estada no curral fez sumir as chagas fedorentas.
Theo De Bakkere, 62 anos, Antuérpia Bélgica

Esses dias tinham sido o meu tesouro de tempo. Dizias que tudo teria essa luz. Acertavas as manhãs e as tardes pelo nosso olhar. Pelo riso nas ternuras das nossas mãos trémulas.
Porque se treme tanto quando se sente assim? Terríveis as emoções, vergastando a alma entre o sonho e o pudor.
Mas tu sabias. Descartavas, sereno, o meu modo de fuga. E acertavas sempre.
Nunca se disse nada. Mas no meu olhar restariam, eternas, as perguntas.  
Paula Coelho Pais, 53 anos, Lisboa

Impaciência Justificada
Rebates contrafeitos, sentia eu. Transtornos tolos.
Mas não... à porta das Repartições, as filas eram rabos-de-tesoura desorientados.
O que será?
Transversalmente, lá se logrou saber: computadores em baixo!
Já na sala, duas radiotelevisões davam conta dos restantes infortúnios do País.
Nestes entreténs, surdem uns arautos: Nada a fazer. Tentem amanhã!
Tudo a barafustar, lá se foram aos trambolhões.
Os terém-terensprevisivelmente, não se esgotariam.
E os vidros da porta foram, de novo, anfitriões de descomposturas vitupérios.
Elisabeth Oliveira Janeiro, 70 anos, Lisboa

À espera de transportes, Rui depara com um poster colado na parede. Fica constrangido com o que estava escrito… que farsa!
Hipócritas! – disse entre dentes. – Trapalhões, ignorantes… não sabem o que dizem! Odiava trocadilhos! Tinha um olhar atento, queria transparência e assertividade. Desastrosa a visão e a forma que se apresentava. Revolta-se com postura, sabia distinguir o bem do mal! Respeitar para ser respeitado… era este o seu lema.
Tristemente, pensou que não podia mudar o mundo.
Prazeres Sousa, 52 anos, de Lisboa

Já chega, basta!
O teu rosto ficou transparente ao veres a revista.
Não quis ser indiscreto e calei o que ia dizer, tive o pressentimento que era algo grotesco! E Deus me livre de contribuir para o teu mau humor!
Tu barafustavas de revista em punho: estes jornalistas, nem se interessam em investigar... mentiras, uma atrás da outra, todas elas fora de propósito
Abri a boca mas a revista voou até mim, gritas um basta e sais porta fora resoluta.
Carla Silva, 40 anos, Barbacena, Elvas

Estava transtornado. Achava que era um sortudo mas… porquê aquela intransigência? Tinha que descortinar a razão de tal. Que impertinência era aquela? Exigir que mude de ofício não tem nenhum substrato. Era feliz no cargo e, sobretudo, estava bem com a colega… Fez-se um click! Só podia… Luísa vinha descontar nele uma crise de ciúme. Teria melhor resultado saindo de casa… Não iria ceder àquela destrambelhada. Não me fará a vida negra, pensou. Estava feliz com Ana!
Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Abri o livro e comecei a fazer os trabalhos. Tinha de todos os dias apanhar o transporte, ao pé de uns terrenos enormes pertencentes aos meus tetravós. Depois quando chegava um dos autocarros da transportadora dava uns trocos ao motorista. Repetia isto durante todo o trimestre. Na escola, aprendia a soletrar, escrever e contar. Os meus colegas eram uns trapalhões, já eu adorava trespassar todo aquele caminho, para uns com os outros aprendermos truques para o futuro.
Carla Ferreira, 16 anos, Braga

Arrastaste o teu olhar para mim, de uma forma como se não fosse nada do que afinal te sou.
Não digas essas coisas dessa forma calada, pois sem ti nada sou! Diz que me amas e que louco eu não estou!
Flávio Velez, 26 anos, Linda-a-Velha, Oeiras

Trabalho de sucesso
Em tempos que já lá vão,
Vendia todo o sapato,
Desde o alto ao rasteiro!

Lá dentro ele costurava
E tinha até costureiras,
Faziam moldes, costuras,
Eram boas tarefeiras!

Na frente ficava o prédio
Que tinha sapataria,
Vendia todos os tipos,
E alguma cestaria!

Era uma casa de nome
Porque tinha bons artistas,
Moças lindas ao balcão,
Ratoeiras dos turistas!

restante resultado
Era fruto do artesão,
Servia feiras, feirantes,
Tudo feito com paixão!
 Maria do Céu Ferreira, 60 anos, Amarante

A vida é curta demais
A vida é curta para os nossos sonhos. Os sonhos são feitos das imateriais entrelinhas do eu. O nosso corpo é ponte que une os dois extremos do desejo. Entre eles fica o transitório dançar dos minutos. Neles cabe o caos ancestral de cada anseio; o calado falar de cada prece; o suave calor de cada afecto; o transbordante penar dos tormentos; a frustração morta de cada perder e o sempre eterno pulsar de todo o amor.
Isabel Sousa, 63 anos, Lisboa.

PARTISTE, sabes bem que não tinhas outra opção.
Não há nada que me faça crer nas tuas CONJECTURAS.
Podes pedir perdão, mas quer ACREDITES ou não,
jamais, cairei nas tuas MENTIRAS.
Saio da tua vida com os TRAUMAS e FRACTURAS,
pelas tuas FALCATRUAS, que me OBRIGASTE a SUPORTAR.
Agora sou eu que te digo, não.
Não vou mais ceder, por mais que te ame.
Mas espero que na tua vida ENCONTRES
a paz, como quero para mim.
Natalina Marques, 56 anos, Palmela

Os COMPORTAMENTOS, de gentes que se acham PATRIOTAS,
que se dizem IMPORTANTES, são MENTIRAS, SUPORTADAS
pelos que não têm o voto de poder falar.
O que falam nas PORTARIAS das leis que fazem,
são INTRIGAS, que nós, gente do povo,
apesar dos nossos PROTESTOS,
TEREMOS que aceitar os seus IMPOSTORISMOS.
A vida é um misto de COMPORTAMENTOS,
uns bons, outros menos bons, mas ser vivida,
com o que de melhor TIRARMOS dela,
não OMITIRMOS as suas TRAPALHADAS.
Natalina Marques, 56 anos, Palmela

Vai começar mais um dia de aulas. Sinto-me sortuda pois foi sempre o meu sonho…Olho para os alunos e eles olham para mim com respeito. Já todos sentados tento transformar as mentes deles para gostar de Matemática. Às vezes são ternurentos ou então são terríveis e têm respostas para tudo, mesmo seja certo ou errado. São traquinas e claro que têm de ouvir um raspanete. Vou ficar triste quando os vir pela última vezAdoro ser professora.
Rita Afonso Botelho, 35 anos, Moita

Ratazanas! Sim, todas elas. Só estão bem a tramar os outros. São os tipos cuja transmissão de veneno os faz viver. Há uma em cada canto e de traquinas têm pouco. São importantes para vários propósitos, ainda assim. Depois, há as outras, de quatro patas. Horripilantes, são protagonistas de pragas, mas chegam a ter graça. As ratazanas, todas elas, gostam do escuro. Enfim, os tratamentos nem sempre vingam, mas há que tentar. Esses bichos são uma treta.
António Matos, 31 anos, Lisboa

Depois de um dia trabalhoso, a Ana quer voltar para junto das filhas e do marido. Mas não será fácil levar a cabo o seu desejo, porque está muito trânsito.
Porém, se queres algo com fervor, tens que ser perseverante, não podes fugir por teres medo nem virar a cara à luta.
A Ana não evitou as estradas tortuosas, as curvas e contracurvas, as tormentas da rua... venceu e chegou, de forma célere, junto dos entes amados.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto


Sexta-feira 13
A Alzira tem boas receitas ratoeiras numa sala, pois os ratos roubam os seus tesouros. Numa manhã, de um dia muito pacato surgem vários terramotos. A Alzira calça as Chuteiras e vai ajudar os atores dos teatros da terra, os quais estão em perigo de vida. O seu amigo Renato Manel também lá está e anda a tirar retratos para passar na SIC.
Um terrorista passou uma rasteira ao rapaz e este ficou cheio de tonturas.
3º/4º B, EB Galveias, professora Carmo Silva

Aquelas meninas são tolas.
Eu tenho auscultadores e estou a ouvir uma música do piruka.
A Teresa vai comprar pão.
Aquele senhor tem várias terras e vai construir um centro comercial.
A minha tia vai ao otorrinolaringologista.
O Nélson Évora deu um grande salto.
O ladrão está numa solitária mas ele não quer esperar por isso vai fugir.
As lotas estão cheias mas posso esperar pelo peixe.
Os talos da alface estão muito duros.
Rafael Sousa, 6º M Casa Pia de Lisboa – CED Nuno Álvares Pereira – prof. Teresa Monteiro

Havia uma menina chamada Teresa, ela ia ao médico porque tinha uma doença estranha, ela foi de transporte mas tinha se esquecido do passaporte em casa então foi buscar, durante a caminhada encontrou dez ratazanas enormes porque havia um tractor perto da casa dela como tinha muito medo de ratazanas gritou: SOCORRO!!!. Com a doença que ela tinha faleceu e foi muito triste, e os amigos dela ficaram muito tristes a mãe e o pai ficaram solitários.
Érica Paz, 6º M Casa Pia de Lisboa – CED Nuno Álvares Pereira – prof. Teresa Monteiro

Numa noite estrelada passeava perto da minha escola quando vi uma enorme e repugnante ratazana com os seus ratinhos bebés.
Comecei aos gritos, parecia uma louca, tinha medo de ratazanas
Até que percebi que elas são nossas amigas.
Ajudou-me a escapar, imaginem, a uma consulta com o otorrinolaringologista, assustando-o.
Descobri que o transporte delas é o carro teresa! é veloz e chique e para andar nele precisam de passaporte.
Nunca mais terei de ter repugnância de ratazanas.
Catarina Santos, 6º M Casa Pia de Lisboa – CED Nuno Álvares Pereira – prof. Teresa Monteiro

Teresa era uma pessoa reservada e não gostava de duas coisas ir: ao otorrinolaringologista e de ratazanas ela quase morria quando via uma. Teresa apanhava muitos transportes, certo dia dentro de um transporte conheceu um senhor narigudo e barrigudo, teresa não pensava e mais nada em ser como era suposto conseguir dançar. Dias depois teresa teve de viajar para londres deu o passaporte e entrou estava muito feliz. Quando chegou lá só pensava em andar de tractores
Flávia Cruz, 6º M Casa Pia de Lisboa – CED Nuno Álvares Pereira – prof. Teresa Monteiro

Num banco de um transporte vivia uma família de ratos e ratazanas. O pai rato a mãe ratazana e os seus dois filhos Nico o ratinho e Célia a ratazana. Eram muitos especiais pois conseguiam voar já tinham viajado pelo mundo inteiro. Um dia decidiram mudar de casa foram viver para uma janela abandonada mas eles não se preocuparam se era sujo, velho e abandonado mas sim porque de noite podiam ver as estrelas dançar até amanhecer.
Íris Oliveira, 6º M Casa Pia de Lisboa – CED Nuno Álvares Pereira – prof. Teresa Monteiro

Um senhor foi a uma entrevista... como prémio teve um cheque. Foi para um hotel de cinco estrelas e ficou lá trezentas noites. Havia lá uma orquestra. O protagonista de um filme e o teatrista foram vê-la. Eles adoram música. Sem dar por nada, festejaram o prémio como nunca. Quando a orquestra acabou, foram jantar a um restaurante. O restaurante estava muito quente e para se sentirem com menos calor, descontraíram o corpo. Foi um jantar espetacular.
Ana Almeida e Mariana Regado  3ºB da Ermida  Agrupamento de Escolas Abel Salazar  Matosinhos  prof. Simone e prof. Alexandra


Mário e Tomás, 3º ano, EB da Ermida, Ermida, no Agrupamento de Escolas Abel Salazar, prof Alexandra Pinho

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