10/07/16

EXEMPLOS - desafio Rádio Sim nº 39

Som dos Mouros
Quem viveu um imenso idílio, entende bem o que estou sofrendo.
Longe do meu bem, fico mesmo sem brilho, sem o pôr do Sol, sem o horizonte que me inspire novos rumos neste sofrimento
infinito, depois que tudo terminou e fez de meu viver este breu. Rogo todos os deuses dos desiludidos, que oriente um novo bem. 
Sem sucessos e sozinho fico pelos becos frios perto do Tejo, ouvindo um som triste dos Mouros.
Oh, cupido, fleche-me. 
Antônio Tomaz (Toninho), 60 anos, Salvador

Refletindo
Subi o cume do monte. Vi longe no horizonte, o teu perfil meigo, de nobres sentimentos.
Por isso, espero meu bem, ver refletido neste pôr do sol, o brilho intenso dos meus e dos teus olhos no muito que nos queremos.
Senti o vento tépido que deixou em mim um sopro do teu perfume.
Considerei nossos todos os momentos que pensei em ti.
Hoje somos dois seres unidos num só.
Somos semente que brotou e deu fruto. 
Rosélia Palminha, 68 anos, Pinhal Novo

– Ó doutor! Estou com dor de sentimentos,
Fecho os olhos e vejo-o.
Fecho os ouvidos e ouço-o.
Nem como nem durmo.
Ó doutor! Socorre-me deste vício.
Porque morro de desejo.
Tem enormes olhos meigos,
e quero mexer-lhe com os dedos.
Só um beijo dele e sinto-me feliz.
Sem êxito, o vidro protetor impediu-o.
– Ó doutor! Socorre-me desse esquisito impulso.
E o médico perguntou:
– Quem é esse benzinho irresistível que te perturbou?
– É Chico, o bonobo do zoo.
 Theo de Bakkere, 63 anos, Antuérpia, Bélgica

Nestes momentos podemos dizer que os nossos olhos se desconhecem. Permitir que o ódio pule e se espete direito nos nossos peitos. Inclusive podemos pretender convencer que o nosso conto expirou, que foi nenhum. Só que o destino zune sempre nos nossos ouvidos e diz o que conhecemos e esquecemos. Diz que existe porque no fim sempre que nos vemos no espelho, vemos cores, sons, ritmos e fogo, fruto de nós que refletidos somos eternos um só.
Catarina Confraria Peças, 43 anos, Lisboa

Desejo-te, como no último encontro, sob o olmo no cimo do monte.
Hoje, no meu triste leito, sonho com esses momentos, onde prometemos, unir nossos segredos.
Os cestos de flores silvestres, que me ofereceste.
Lembro esses momentos de ilusões, escritos nos teus olhos.
Lembro os doces beijos, desse tempo longínquo.
Tudo ficou no sonho, que hoje lembro,
porque o que eu quero é de novo te ter, sentir o teu corpo
no deleite de um doce suspiro.
Natalina Marques, 57 anos, Palmela 

E hoje?
«Ver e ouvir tudo nem sempre é o melhor», concluiu o homem, esquecido do início do bem-querer louco vivido pelos dois. 
«Pode ser que hoje tudo brilhe diferente», pensou incrédulo, porém incumbido do poder típico de quem finge ser feliz. 
Unir em vez de dividir, ser em vez de querer, possuir em vez de pretender: que irónico o «sim» dito defronte do clérigo! 
E hoje? Estendido só no leito, vive um presente bem diferente do futuro prometido.
Quita Miguel, 56 anos, Cascais

Querer infinito
Gosto nem sei.
Nem sei dizer. Só sentir.
E por muito que tente,
tudo em mim é dolente,
pois sigo sem rumo,
sem prumo, oco de mim.
sem verso, verbo,
sem universo,
sou meio resto.

Continuo sim,
Te querendo, sem limite,
Eterno querer infinito,
e mesmo que eu grite,
sei, nem percebes…

sede sem fim,
de beijo, de tudo de ti,
sonho que é impossível,
querer indizível,
dor que corrói,
e como sem fim – dói
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

Querer-te foi simples. Deixei-me derreter no teu meigo sorriso. No fulgor dos teus sussurros… envolvi-me docemente. O mundo fez-se nosso. Só nosso… único, feito de gestos comuns…diferentes, só nossos… Fiz-te meu refúgio, meu consolo. Julguei-te seguro. Ébrios de desejos, delineou-se um futuro sem medos, sem incómodos. Ignorei o que o destino, presumindo ser meu rumo, nos destinou. Divididos pelo terror bélico, morremos no colo um do outro, desunidos pelo desígnio, mesmo que sempre presentes em nós!
Amélia Meireles, 63 anos, Ponta Delgada

Benquerer sem refletir, despeito sem produto feliz?
Devemos, por tudo, com o interior ereto e pleno, esse mérito retribuir.
Tendo com objetivo Deus nos envolvendo e nos construindo sempre...
Oferecer o que recebemos em estrondo, extenso, frouxo e generoso...
Um enorme bem no centro de nós surge!
Eclodimos vivos e muito felizes com o crescer do sentimento em nosso ser,
Cedemos novos rumos, embevecidos...
Plenos, envoltos de todo gozo possível no sentimento enorme que surgiu no horizonte.
Rosélia Bezerra, 61 anos, Rio de Janeiro, Brasil

O sonho de Nico
O sono esgotou-se cedo e o ouriço Nico ficou refletindo: como vou resistir sem mimos de Neli? Como é que se perdeu por outro? Findou o meu tempo neste bosque onde viverei só!
Encerrou no velho tronco o sonho de viver feliz com Neli e fugiu.
O sol pôs-se três vezes. Continuou decidido, escondendo-se do sonho. No quinto pôr do sol, sentindo-se bem longe do seu sonho, repousou; enroscou-se e dormiu.
O sono teimou: trouxe-lhe Neli. Chorou.
Maria José Castro, 56 anos, Azeitão

Vieste sem que desse por ti e de repente o meu centro é o teu! Trouxeste-me um novo mundo repleto de sentimentos desconhecidos e emoções indiscritíveis. O teu colo é tudo o que preciso neste momento e o teu sorriso preenche-me por dentro. É contigo que quero construir sonhos, o céu é nosso se quisermos. O que temos é incrível, porém sei que o iremos obter juntos é único e inimitável. Fizeste de mim um ser melhor!
Amoraconversa, 35 anos, Lisboa

Recidiva
Sob um lusque-fusque emergente de cor, dum vermelho de incêndio envolvente e brumoso, edificou-se o tecto que protegeu os dois velhos, muito velhos, muito relhos.
O encontro, depois dos muitos tempos vividos, fez surgir um ténue fulgor ruborescente no íntimo dos dois velhuscos.
Judite e Secundino, primevos noivos, o destino os desuniu.
Infortúnio? Sorte? Revés?
Sós e prometedores, despertou-lhes, fidedigno, o poder do bem-querer.
Só que o destino, inclemente, excêntrico, lhes recusou, de novo, o justo pedido.
Elisabeth Oliveira Janeiro, 71 anos, Lisboa

Em certos momentos, revejo-me lúgubre. Interrogo-me se sentes o mesmo, se sobrevives pelo tempo como eu sem ti; se, disjuntivo, existes. Crês-me presente, mesmo que em inúmeros ensejos só em espectro. O presente flui e o crepúsculo vespertino destrói o meu espírito corroído e consumido. Vivo?... Somente um conjunto velho de músculos e ossos. O meu ser, esse ente de índole doce, esconde-se num fosso escuro e restrito. Um invólucro sem volume, cingido, esquecido, se és inexistente.
Vanda Gomes, 45 anos, Lisboa

O impetuoso peixe sempre percorreu o mundo de espírito livre, enérgico. Ou rendido, como hoje, perdeu-se em correntes, sem empenho nem esforço, se desejoso de ser conduzido. Por seu turno, o estorninho esticou os membros e prolongou o voo; guinchou com o público que, buliçoso, no solo, desfrutou o debrum empreendido. Resilientes, contudo, rendidos. Impelidos pelos elementos, cruzou-se o diligente com o vivido. Foi num solstício de Estio, próximo do pôr-do-sol, que o fogo consumiu seus íntimos.
Vanda Gomes, 45 anos, Lisboa

– Que sentimento é este? – inquiriu o cérebro.
– Júbilo – sussurrou-lhe o peito.
– É intenso! – chorou o cérebro. – Posso morrer! Julgo que vou explodir!
– Este é fruto do outro sentimento. O íntimo. Ocorre-te?
– Oh, lembro-me bem! E este é desmedido… tem crescido!
– Pois é! Vê só o que, juntos e unidos, os dois têm conseguido! Têm sido sólidos, resilientes – confirmou o peito
– Isto é um sonho?!? – desconfiou o cérebro
– Sonho sim, contudo, efetivo. E nós podemos vivê-lo. Somente felizes!
Mireille Amaral, 40 anos, Gondomar

O pobre e o rico
Um pobre encontrou um rico e perguntou-lhe:
– Porque és infeliz, se tens muito dinheiro? – inquiriu o pobre.
– Porque uso-o, quer dizer compro com o dinheiro isqueiros, um vício enorme e terrível e depois o meu dinheiro, foi-se.
– Deve ser horrível, suponho!!! – disse o pobre.
– Pois é – disse o rico. – Eu quero é ser pobre como tu – continuou o rico.
– Tu és doido é horrível ser pobre! – disse o pobre.
– Prefiro ser pobre.
Margarida Mendonça, 9 anos, Lisboa

Rute entrou em silêncio depois do encontro com Rui. O tio Miguel, seu tutor e homem de feitio difícil, proibiu os encontros.
Rute bem rogou e implorou, de pouco serviu... O tio sentiu-se muito ofendido.
– Depois de tudo o que fiz por ti? Mereces melhor que um pedreiro.
– Pedreiro que venero. Se o tio visse como estou de...
– Silêncio! Proíbo-te, ouviste?
– Sim, proíbe. E depois?! Vivo infeliz? É isso que o tio quer?
– Se tiver de ser.
Carla Silva, 42 anos, Barbacena, Elvas

Meu Sol
O que eu sinto por ti,
É bonito como o sol,
Tu és o meu colibri,
Meu docinho de mentol!

No céu cinzento ou negro,
O ouro do teu fulgor
É o meu doce sossego,
É todo o meu resplendor!

Se o meu peito dorido,
Sente um enorme tremor,
É porque estou reprimido,
Porque sem ti sinto dor!

Neste preciso momento,
Sem ti, eu quero morrer…
És meu mel e meu fermento,
Sol quente do meu viver!
Maria do Céu Ferreira, 61 anos, Amarante

Posso dizer tudo o que me quiser que hei-de ver-me, sempre, defronte do muro incompreensível do teu esquecimento. 
Quer o sítio nocturno do teu refúgio, quer o diurno como sempre foi nesse tempo feliz: luminoso, doce, cheio de luz interior, pleno de eternos interditos e difíceis impedimentos 
Quem quer que fosses, o modo como foste recebido foi único, completo, sem ses ou porquês.
Como um presente, um imprevisto e novo sol que tornou completo o meu mundo.
Teresa Varatojo, 67 anos, Lisboa

Fizemos um esforço e conseguimos outro uso dos resíduos.
No exterior, os restos decomponíveis, sobrepostos e humedecidos, comidos por micro seres, constituem o solo do futuro.
O resto, produtos rígidos e resistentes, difíceis de destruir, comprimidos e reduzidos no seu volume, sofrem um processo muito complexo tendo por fim o uso noutros objetos úteis.
No fim, o nosso globo é um pouco menos negro, resumido em verde.
Maria do Rosário Reis Lima, 68 anos, Porto

Este inverno sorri e vi um sonho.
Sobrevoo pelo meu cérebro e sinto um toque doce.
Desenho cor pelos beijos do meu filho.
Sim, os beijos existem vermelhos de sorrisos ternurentos.
Velejo pelo mundo de sonhos doces de mel e desejo que os pés de um gnomo toquem nos meus.
Seremos gordos de sonhos ou descobriremos flores silvestres num mundo novo?!
O florido dos livros dizem sonetos do belo que existe dentro dos nossos sonhos.
Sim, Sonhei.
Íris Aparício, 30 anos, Porto

Um som entrou em mim. Julguei-o ruído, tentei fugir dele e no meu disco preferido mergulhei. Porém, o mergulho foi um erro e ensurdecedor tornou-se o som com o tempo. Depois, ele roubou-me o sono e deixei eu de resisti-lhe. Escutei-o, por fim: sei-te em todos os pormenores e descobri os teus pés de sonho. Sempre que eles se movem, o sonho pode-se construir. Move-te pelo sonho e um destino feliz escolhes. Ouve-me: este é o teu momento.
Inês Aparício, 30 anos, Porto

Em tempos tive o corpo cheio de dor,
e tu fizeste com que, de novo, sentisse o...
Oh! se o dissesse! Esse sentimento nobre e belo!... queres ouvir?
Hoje os meus olhos tremem húmidos com receio de perder o teu fogo intenso, vivo no meu ser.
No fundo reconheces, meu bem, que sentes por mim o mesmo que sinto por ti; porém temes o incerto.
Espero, suspiro e rezo... que cesse esse temor.
Vem meu bem, vem!
Maria Rita Pereira Coutinho, 45 anos, Lisboa

Meu príncipe, no momento em que te conheci tudo fez sentido.
O brilho do sol entrou nos meus olhos, iluminou o meu percurso. Porém, se estiveres longe, o meu viver é penoso. O nevoeiro conduz-me por sombrios destinos e sofrimento perpétuo.
O meu sentimento por ti é sincero! 
Contudo, se estiveres noutro sítio que me impede de ver teus olhos, sentir teu perfume... que sentido tem eu existir neste mundo?!
Sem ti, o meu viver é inútil!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

A Joana viu um ovo colorido gigantesco na montra da confeitaria mais famosa da cidade.
Como ela adoraria poder oferecê-lo ao Diogo, seu afilhado, mas as finanças estavam algo fragilizadas, justamente naquela época... que azar!
Mas o Diogo merecia qualquer esforço, era um menino especial!
Se fosse necessário, não compraria amêndoas para si. Era adulta, devia abdicar dos doces em prol das crianças.
Além disso, não devia ser muito caro. Afinal, era só um ovo de Páscoa!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Sempre te procurei-nos sonhos, no céu, com todo o meu querer.
Em modo infinito, interrogo o silêncio que me envolve:
― Onde dormes? Quem ouve os teus suspiros? ― o frio impõe-se.
Em noites de luz, busco o teu ser - sonho-te num ponto luminoso e remoto.
― Quero ver-te, dizer-te tudo! ― num forte, no meio dum rio, entre cedros ― sozinhos ―, por muito tempo. Nesse sítio oculto, fugiremos no tempo, verteremos pingos contínuos dos nossos olhos ― descobriremos o nosso existir.
Ana Beatriz, 39 anos, Lisboa

Conheceu-o no escritório. Observou-o. Sozinho. Ombros volumosos. Corpo forte. Tenso. Entrou e sentou-se. Voltou-se um pouco. Viu-lhe os olhos: profundos, meigos, tristes. E contudo com um fogo interior intensíssimo. Sentiu um estremecimento enorme e esse fogo subiu-lhe pelo corpo, revolveu-lhe os neurónios, tirou-lhe o juízo. E ele notou-o... Fitou-o firme e pensou: «Este homem é diferente, é único. Este nosso encontro promete...» Hoje, o Rui e o Filipe, sem receio de preconceitos, vivem juntos, felizes, momentos intensos.
Elsa Alves, 69 anos, Vila Franca de Xira

Meu céu. Meu mundo. Meu tormento.
Ó tu, que vives sem me ver,
sem ouvir meu choro, meu riso
sem sentir meu querer sofrido
dorme o sono eterno dos injustos
dos perversos e corruptos.
Ó ilusões e sortilégios!
Imerecidos meus beijos
que em sonhos sorvem teu rosto
corpo imóvel suspenso do desejo
rubro intenso.
Ó sentimento duvidoso!
Vem, Eros, em meu socorro
com teu génio teu poder
vem meus queixumes converter
em sons de trompete e violoncelo
Helena Rosinha, 65 anos, Vila Franca de Xira

Meu Deus, como gosto de ti! É um sentimento muito forte que nem sequer sei onde se conclui. Voo no céu por ti, mergulho em profundos e misteriosos sítios, corro por estreitos ou imensos trilhos pedestres... Sonho no negrume do meu triste dormitório, sozinho, sem ti, nem ninguém. Onde e como vou obter, meu bem, o teu porte físico junto de mim?
Por fim, desperto coberto de suor do esforço que fiz em remexer tudo por ti.
Amália da Mata e Silva, 62 anos, Vila Franca de Xira


Eu vi-te no sol, confundi-te com seu brilho. Gostei dos teus olhos, porque cintilo é lindo. 

Eu gosto muito de ti! É triste vermo-nos pouco. Eu quero ver-te, no cimo do monte, no meio do rio, no shopping.
Nesses sítios longínquos, nós teremos doces momentos, porque somos jovens.
Produziremos eventos, onde seremos muitos felizes.
Conceberemos um trecho no youtube, onde meteremos todos os sucessos e insucessos. Depois, verei o brilho dos teus olhos em todos os momentos.
Martim Mendes, 14 anos, Lisboa

Corro em torno de um mundo perdido e misterioso, construindo contigo um sentimento visível em tudo.
És o reflexo dos meus olhos, o meu porto de conforto. Procuro fugir dos rumores, contudo sei que ninguém consegue pôr um fim nos nossos momentos inesquecíveis.
Mudei por ti? Mudei por nós? Questões difíceis, nem eu sei responder… Consequentemente, foi neste momento que o objetivo de conseguir colorir os meus sonhos se concretizou.
Concluindo, digo: I love you so much!
Irina Pedroso, 18 anos, e Tiago Alves, 17 anos, 12º CT4 da Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões

Nos teus olhos encontro um tesouro por descobrir e os teus muros por demolir. O tempo corre como o vento, sempre em movimento, e só penso em ti. Jogo os meus sentimentos no rio e vejo-os fluir por ti, num círculo sem fim. Contudo, tu nem percebes. Ou possivelmente não queres perceber, cego pelo nevoeiro profundo em que te vês. E eu sofro por ti, e um pouco por nós, porque percebo que vives bem sem mim.
André Santos e Beatriz Guedes, 17 anos, e Diogo Roussado, 18 anos, 12º CT4 da Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões

Ester, és o meu eterno mundo
És tudo o que existe de belo
que existe dentro de mim
como flor diferente
Por ti, sou sofredor
tenho dor e fogo
Tenho fogo de vencedor
e medo de perdedor
És o meu impulso
de querer viver feliz
como codorniz
que se soltou do enleio
És flor do meu deserto
És fogo do meu inverno
És luz do meu mundo
És o meu tudo
Vem, vem, docinho,
Pro teu ninho.
Ester Madre Deus e Inailer Manuel, Licenciatura em Língua Portuguesa, 4.º ano, Instituto Superior Politécnico (ISP) – Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP), prof Lurdes Ferreira

Por entre os espelhos
Posso sentir o teu ser,
Posso ver os teus olhos
Porém, é impossível ter-te.
No mundo em que vivo e sempre viverei
Encontro dentro de mim um fogo,
Um fogo que ilude todo o meu ser.
Olho os teus olhos, surge
um sentimento louco!
Este sentimento que me enche de júbilo
é o mesmo que me destrói…
Só de ver-te fico enlouquecido.
O que sinto é este termo
Que estou proibido de escrever.
Alex Marques e Edvaldo Pina Cabral, Licenciatura em Língua Portuguesa, 4.º ano, Instituto Superior Politécnico (ISP) – Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP), prof Lurdes Ferreira

É um sonho descobrir
Esse Sentimento
Profundo
Terno
Meigo

Ele vive num beijo
Ele vive num gesto
Ele é um sonho

Chegou no silêncio
Deste momento
Profundo
Terno
Meigo

É diferente
Lindo
Novo
E pode ser doloroso

É quente como fogo
E leve como vento
Nele existe flor
E calor
Respeito
E pudor

Difícil é descobri-lo
Vivê-lo
Tê-lo
Contudo com o tempo
Fornece sorrisos
Cresce e floresce

Esse sentimento
Profundo
Terno
É meigo
É um sonho vivê-lo.
Arseline Rodrigues e Ludmila de Freitas, Licenciatura em Língua Portuguesa, 4.º ano, Instituto Superior Politécnico (ISP) – Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP), prof Lurdes Ferreira

Triste mendigo só!
Fizeste-me um mendigo de sentimentos.
Se te vir desejo seguir-te
E tu foges com um silêncio indeciso
Nos teus olhos um querer de mulher.
O vento dos trópicos nos teus cabelos
Ilude os momentos perdidos.
Um momento inesquecível juntos
Revive neste sentimento perene.
Desejo-te sempre
E desejo um desejo correspondido!
Quero o teu corpo, quero sempre o teu corpo
Quero cobri-lo de beijos difíceis
Em noite de luz.
Posso tê-lo?
Consentir este sentimento persistente?
Damil Costa e Helsineidy Santos, Licenciatura em Língua Portuguesa, 4.º ano, Instituto Superior Politécnico (ISP) – Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP), prof Lurdes Ferreira

O seu sorriso voluptuoso
Os seus olhos sedutores
Estremecem todo o meu ser.
O seu porte belo, vigoroso, felino
Enlouquece-me e preenche-me o desejo.
O seu corpo protege-me, envolve-me
E, junto dele, sou leve como o vento.

Ele é o sol do meu viver,
Ele é um pouco de mim.

Dividimos os mesmos tormentos,
vivemos os mesmos sonhos.

Juntos, meu querido, o mundo pertence-nos.
Juntos, somos um só.
Juntos, construímos o presente
E juntos cremos no futuro.
Ermelinda Silveira e Admar Viegas, Licenciatura em Língua Portuguesa, 4.º ano, Instituto Superior Politécnico (ISP) – Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP), prof Lurdes Ferreira

Quero-te comigo,
Quero ser teu protector.
Teu sorriso é sedutor,
Doce e sereno como ossobô;
Teus olhos têm segredos escondidos
Que junto de ti quero descobrir
E teu céu colorir.

Prometo proteger-te
Do tormento que é sofrer,
Do tormento que é viver.

Todos os versos que escrevo
Reflectem meus sentimentos,
Por isso quero ser teu herói
Em todos os momentos.

Vem ser Inverno de desejo,
Desconcerto e sossego,
Sonho sem fim!
Por ti morro!
Por ti vivo!
Liberlícia N. Carvalho, Fidel Ferreira e Edilaster Neto, Licenciatura em Língua Portuguesa, 4.º ano, Instituto Superior Politécnico (ISP) – Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP), prof Lurdes Ferreira

Sentimento perfeito, sublime, eterno
ou violento, demolidor, breve.
Quem o viver, intenso e secreto,
o oposto do ódio,
imprudente ou louco pode ser.
Ser feliz é ir com ele e por ele
sentimento belo e singelo
crescendo no nosso peito.
Sentir é querer e persistir
Insistir sem esmorecer.
Este sentimento vívido
presente entre nós
nem sempre vencedor…
No meu bem-querer
um desejo imenso se distingue
por vezes enobrece e enaltece
por vezes enlouquece.
Oh! Conseguir ser feliz!
Maiquel Santos, Licenciatura em Língua Portuguesa, 4.º ano, Instituto Superior Politécnico (ISP) – Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP), prof Lurdes Ferreira

Ser cúmplice um do outro
Ser consolo mútuo
Viver um eterno sentimento de se querer bem
É ser feliz.

Ser feliz pode ser gozo ou gosto.
Gosto límpido e perene, símbolo visível
do sentimento profundo que vem de dentro.

O sentido de ser feliz revive-se
no desejo expresso por emoções,
nos sorrisos que crescem e enternecem.

Tormento é o desconcerto de sentimentos
Minúsculos e breves.
E o querer pouco, preso por juízos,
Que dispersou o querer bem.
Maiquel dos Santos e Maria de Lurdes, Licenciatura em Língua Portuguesa, 4.º ano, Instituto Superior Politécnico (ISP) – Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP), prof Lurdes Ferreira

Quem é ele?
Eu quero-o…
Sim, quero….
Desejo tê-lo comigo,
Porque ele é terno,
Sofredor e puro.
É sem ciúmes;
É sem orgulho.
Quem o tem
Vive feliz!
Com um sorriso começou,
Veio sem pedir….
Perseverou, quem o esquece?
Sempre voluptuoso,
Sempre imprescindível,
Ninguém consegue entendê-lo,
Pois é sofredor e puro.
Porque ele é terno,
Desejo tê-lo comigo.
É sem ciúmes;
É sem orgulho.
Bendito é quem o frui,
Mesmo sendo ele um mistério.
Vem! Surge!
Espero-te…

Hilária das Neves, Licenciatura em Língua Portuguesa, 4.º ano, Instituto Superior Politécnico (ISP) – Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP), prof Lurdes Ferreira

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