10/09/16

EXEMPLOS - desafio Rádio Sim nº 41

Ainda se fossem primos… Não eram. Haviam crescido em lados opostos da aldeia, com 2 ou 3 amigos em comum, mais nada. Talvez fosse isso – talvez fosse essa a razão de tamanha surpresa quando, naquela manhã, duas mães aflitas tinham encontrado bilhetes idênticos a dizer que partiam em busca do mundo juntos. Ambos com 17, ambos sem dinheiro, ambos
sem juízo, dizia-se. Mas o padre, quando soube, sorriu e pensou: «Fizeram bem! Aqui nada fariam. Abençoada decisão!»
Margarida Fonseca Santos, 55 anos, Lisboa

Tronco firme, 2 que se amam até hoje...
Quatro filhos, começam a nascer os netos. 
Matteo de um ramo. De outro, nasce Pippo. Chega então o neto nº3, Marco, mano de Matteo, primo do Pippo.
Nascem Neno, Gui. Já eram 5 primos, se adoravam.
Veio Santiago, folia completa. Todos meninos.
Uma surpresa, chega Marina, nº 7, princesa da família.
Casal, quatro filhos, netos, 13 pessoas!
Somando-se os cônjuges de cada filho, 17.
19? Contando os ex.
Chica, 67 anos, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Noite de Natal
Eram 7 irmãos, todos casados e com filhos.
Ao todo eram 11 primos, todos rapazes.
Entretanto a esposa de um desses irmãos ficou grávida. Os dois logo
desejaram ter uma menina, mas parece que só um milagre faria isso acontecer.
Numa noite fria de Dezembro, o tão desejado bebé nasceu.
Era uma menina!
Será que foi milagre?
Era noite de Natal.
A menina hoje tem 59 anos... Chama-se Natália.
Nome escolhido pelo médico e enfermeira da maternidade.
Natália Fera, 59 anos, Moita.

Esperavam com ansiedade os fins de semana
para se encontrarem na casa da avó.
Os 3 eram primos, mas davam-se como irmãos,
partilhavam segredos e brincadeiras entre si.
Naquela tarde, estavam eufóricos
saíram as notas do primeiro trimestre.
A Margarida estava feliz, teve um 13 a matemática,
o Diogo, com orgulho dos seus 17,
zombava do Miguel, que só recebeu 5.
A avó que veio em socorro dele, disse:
– Até ao fim do ano, tudo se resolve.
Natalina Marques, 57 anos, Palmela

A Coelha Jacinta, viúva e entradota na idade, mirava as molduras, de óculos na ponta do nariz. Os seus 7 filhos e filhas já casados e fora da toca, escreviam cartas longas que a invadiam de saudade.
Baloiçava na sua cadeira com três livros cheios de fotografias. Encheu-se de coragem, puxou a sua velha caneta e o papel de carta cheiroso. Escreveu toda a noite e selou cinco envelopes. No seu aniversário queria consigo os seus primos.
Lília Tavares, 55 anos, Oeiras

Curiosidade paga-se
Lívia poderia ter mandado um dos dois primos espreitar dentro daquela casa, no entanto era demasiado curiosa para se limitar a ficar sentada, aguardando o relatório do que se passava no covil dos ladrões.
A mãe avisara-a mais de três vezes de que não deveria forçar o tornozelo, ela ignorara-a, agora submetia-se à sentença final: sete dias de imobilização total. Assim se queimavam os últimos dias de férias: Lívia confinada ao quarto, os primos correndo pela praia.
Quita Miguel, 56 anos, Cascais

Nunca gostei de números primos. Talvez por não serem pares. À excepção do dois, obviamente. O dois é o único primo par. Dele eu gosto. Mas, por exemplo, o dezassete e o dezanove fazem-me confusão. Porque sei que nunca posso dividi-los por ninguém. O poder até posso, mas sei que o resultado vai ser um número com vírgula. E eu não gosto disso. Por isso, se pensar bem, acho que o meu problema é com as dízimas.
Carolina Constância, 23 anos, S. Miguel, Açores

Das Lembranças
Findava o verão e as epifanias estivais na quinta do fleumático avô Carlos. Ali, os 13 primos, aprendiam a escola natural, liam as árvores, bebiam das 3 fontes de alegóricos repuxos. Pelas tardinhas de sol fulgente, à sombra do dragoeiro que, sendo só 1, cartografava o espaço de sombra abençoada, os primos acocoravam-se à volta do avô, que lhes contava estórias de outras eras.
Dessas folias, lembram-se agora os primos, com saudade, o melhor transporte das memórias.
Elisabeth Oliveira Janeiro, 71 anos, Lisboa

Quando os cinco primos vieram hospedar-se por onze ou treze dias nas férias anuais, os alarmes dispararam na nossa casa. Tudo o que tinha algum valor quebrável ficou guardado à chave.
Nada maus rapazes, mas comportavam-se como uma matilha de lobos extrovertidos, fazendo bagunça constantemente.
Os anos passaram e nunca se esqueceram de visitar a amada tia no asilo. Aconteceu que não reconhecia ninguém, porém dos lobos lembrava-se incessantemente. Sorrindo, dirigiu-se à assistente "use umas louças quebradas."
Theo De bakkere, 64 anos, Antuérpia Bélgica

Ânimo
Confiança e ânimo aos corações baluarte contra enganos e ilusões.
O mundo está ferido e revoltado. Só o amor nos refrigera. A beleza da simplicidade em contraste com a deformidade.
Escória inútil tornara a roça onde 17 primos moravam. Era riqueza de amor e graça. Grande alegria.
Diante dos ais humanos, 7 homens familiarizados com a tristeza. Elo de simpatia quebrado.
Dos homens que se educam na desobediência, 3 ainda mereciam cuidadosa consideração pelas muitas lágrimas derramadas. 
Renata Diniz, 40 anos - Itaúna/Brasil

Duas mãos cheias de primos! Eles pobres coitados, em grande desvantagem, comparando com as muitas mulheres que somos e então quando nos juntamos… céus… parecemos 3 vezes mais!
Orgulhamo-nos das gargalhadas sonoras e espontâneas, herança de família! Saem-nos da alma comum. A mesma onde mantemos as brincadeiras e segredos de criança, os miminhos da avó. Hoje guardamos lá o que a vida de adulto traz, falamos um pouco mais sério mas num instante temos novamente 7 anos.
Mara Domingues, 35 anos, Lisboa

Embalada na velha cadeira de baloiço, Engrácia, revivia momentos hilariantes da sua vida. Tinha tido uma vida algo bizarra. Casou três vezes. Todos os seus primos, onze ao todo, tinham sucumbido, deslumbrados com o seu fascinante jeito de extorsão. Cinco deles, já com sete palmos abaixo da terra, deixaram-lhe um enorme legado. Dois ainda pagavam os seus fabulosos desfalques. Treze anos mais tarde, os restantes primos conseguem dezassete dos dezanove milhões roubados. Finalmente se fazia alguma justiça.
Amélia Meireles, 63 anos, Ponta Delgada

Aquilo que foi...
Quer fossem 2 dias, 7 meses ou 17 anos, o amor, a essência dele, ficou.
Guardou-se entre cartas e achados materiais, declarações e pequenos mimos, delicadezas, pedaços de delicadezas.
Mas se acha guardado mesmo no coração, na mente, nas mais doces e alegres lembranças, por tempo que será a eternidade...
Amor e amizade, desejo e companheirismo, querer e afetividade, riso e olhar, aromas e toques, primos-irmãos da despedida, da saudade, dor e da certeza do nunca voltar...
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

A casa dos meus avós
Na casa dos meus avós, quando nos reuníamos na pequena mesa da cozinha, magicamente, ela crescia para acomodar 3 tios, 5 tias, 7 primos, mais os avós. Ali, sentados, encostadinhos, petiscávamos, ríamos, conversávamos… e o ar inundava-se de uma magia boa que, ao entranhar-se nas nossas almas, foi-nos cinzelando o caráter.
Já não existe a casa, já não existem alguns familiares… ficou a magia que ainda vive e me embala a alma nas noites frias de inverno. 
Domingos Correia, 58 anos, Amarante
Desafio Rádio Sim nº 41 - números primos e… primos

De estatura grande agigantada
a que Camões apelidou Adamastor
apenas um Gigante se chama
o que a História inflama de louvor

Neologismo ou arcaísmo
são varões primos barões
serão 2 modos de lirismo
duas proposições ou evocações

Levantando eloquentemente o estigma
Abrindo dos portugueses levemente a cortina

3 ventos marearam velas desses guerreiros
suas proezas épicas, e sapiências ascéticas
seus modos de vida partilharam ao Mundo inteiro

E eis que a final
5 sóis de luz: Portugal!
Ana Mafalda, 46 anos, Lisboa

Uma noite misteriosa
Passava já das 11. Os primos estavam a passar a última noite antes de regressar à Austrália e queriam ter uma noite mágica! Subitamente, faltou a luz. Quando se voltaram, havia na janela alguns números: o 5 e o 2, aos quais não ligaram. De repente, algo se iluminou. Foram atrás do armário e reparam num portal misterioso. Lá pedia-se um código, e lembraram-se dos números que viram. Ao inseri-los, viram algo magnífico… era um país maravilhoso!
Guilherme Correia e José Maria Z. Reis, 6º ano, Colégio Andrade Corvo, Torres Novas, prof. Maria Nicolau

Os números primos resolveram fazer um grande encontro. Coube ao 3 ao 5 e ao 17 a organização. Os outros, os não primos não foram convidados. Furiosos arquitetaram um plano: fariam eles também uma Mega festa!
Nessa noite, as duas tendas competiam em luzes, som e animação. Até que surgiu o corte elétrico...
Só quando a luz voltou se aperceberam do caos instalado: os primos e os não primos estavam todos misturados. E nunca se divertiram tanto!
Isabel Lopo, 70 anos, Lisboa

O primo perdido
Os 3 primos estavam a jogar à bola, quando um deles foi buscar a outra bola à floresta. Mas, entretanto, perdeu-se dos outros 2. Gritou por ajuda, mas ninguém o ouviu. Os outros, preocupados, foram à sua procura e foi o mais novo, de 5 anos, que o encontrou. Depois de algum tempo, depois do pai chamar, foram lanchar e logo regressaram às brincadeiras. A mãe chegou a casa, jantaram e contaram-lhe a aventura que tinham tido. 
Paulo, Nelson e Afonso, 6ª ano, Colégio Andrade Corvo, Torres Novas, prof. Maria Nicolau

Os primos
Terminaram as aulas, e os primos não sabiam o que eram números primos… Em casa, enquanto dormiam, receberam a visita do espirito dos números primos. Primeiro, foi ao quarto do mais novo e disse:
– És único e igual ao número 2!
Depois, no quarto do do meio, disse:
– És igual ao número 11!
Finalmente, foi ao quarto do mais velho e disse-lhe que era igual ao 19.
Quando acordaram, já se lembravam dos números!! Nunca mais esqueceram!…
Ana e Maria, 6º ano, Colégio Andrade Corvo, Torres Novas, prof. Maria Nicolau

Os cientistas
Três primos cientistas de nome Pedro, Quico e Xavier, estudavam Paleontologia. Tinham um ajudante chamado R-7, que na verdade queria dizer Rotom! O Pedro tratava das máquinas. O Quico, como era menos dotado, tratava das refeições, e o Xavier ia minerar. Um dia, enquanto Xavier minerava, viu uma nova rocha. Quando a partiu, reparou que era uma partida do Pedro. Mas, inesperadamente, apareceram 2 fósseis brilhantes! Será uma espécie nova? Não sabemos… mas foi uma enorme surpresa!
Tiago Afonso e Henrique Manuel, 6º A, Colégio Andrade Corvo, Torres Novas, prof. Maria Nicolau

Recordação
A recordação de não conhecer os primos na infância ficou gravada fundo. Uma vez na idade adulta, programara uma viagem até eles. Já no meio do caminho, a notícia de uma doença fatal na família fez com que voltasse para casa.
Já casada e com filhos, cumpriu seu sonho e conheceu 7 primos numa cidade e 5 em outra e os filhos, o mesmo número de primos segundos. De quebra, experimentou a paisagem de duas praias distantes
Celina Silva Pereira, 66 anos, Brasília, Brasil.

A prima sou eu!
O gondoleiro gritou “PRIMA” e eu avancei: furei por entre aquela gente, empurrei aqui e ali, arrastei os meus 3 primos e instalámo-nos na gôndola. O Luís protestava, o Filipe tropeçou e o Gustavo estava meio aparvalhado (não sei porquê!). As 5 ou 7 pessoas que estavam no cais faziam uma algazarra, gesticulavam, gritavam; o gondoleiro, estático, olhava-me de boca aberta. E só então o Luís falou: prima, o homem chamou os primeiros… e não eramos nós!
Maria José Castro, 56 anos, Azeitão

O reencontro
E no dia 3 do 5, exactamente 7 anos depois, voltámos a encontrar-nos. Estavas com os teus primos, passaste por mim sem me reconhecer. 
Estou assim tão mudado?!
Pensei chamar-te, mas desisti, tal como naquela altura, desisti de entregar-te a carta que escrevi, contando o que sentia por ti.
Tive medo que me ignorasses, que o meu amor fosse uma anedota para ti.
Medos de adolescente.
E agora já adulto, que me impede? Nada, ou talvez tudo.
Carla Silva, 42 anos, Barbacena, Elvas

Ainda se fossem primos… Não eram. Haviam crescido em lados opostos da aldeia, com 2 ou 3 amigos em comum, mais nada. Talvez fosse isso – talvez fosse essa a razão de tamanha surpresa quando, naquela manhã, duas mães aflitas tinham encontrado bilhetes idênticos a dizer que partiam em busca do mundo juntos. Ambos com 17, ambos sem dinheiro, ambos sem juízo, dizia-se. Mas o padre, quando soube, sorriu e pensou: «Fizeram bem! Aqui nada fariam. Abençoada decisão!»
Margarida Fonseca Santos, 55 anos, Lisboa

Desta vez não iria atrasar-se.
A Prima fazia anos e não aguentaria os habituais comentários da mãe: ”Não sabes ser como a tua prima?”.
Verificou as horas. Faltavam cinco minutos para sair do escritório. Quando chegou ao carro, leu novamente as direcções para chegar ao restaurante. Ainda tinha duas horas. Perdeu-se, mas lá chegou bastante adiantada.
Permitiu-se descontrair, confiante, esperou.
Subitamente sobressaltou-se. Só faltavam onze minutos. Já não havia tempo para ir buscar a prenda esquecida no escritório!
Silvina, 46 anos, Sintra

Primos bailarinos
Os dois primos saltitões
Gostavam da guitarrada,
Eram cá uns rufiões
Danados na fanfarrada!

Três cigarras animadas
Cantavam à desgarrada
E nas searas douradas,
Era cá uma algazarra!

Ora os cinco brincalhões,
A tocar e a cantar,
Eram primos foliões
Amigos de se juntar!

E fascinados cantavam:

«Somos primos bailarinos,
Saltitamos com agrado,
Cantamos em improvisos,
Tocamos do rock ao fado!

Nascemos entre as espigas,
Em cenários bem felizes…
Somos amigos e amigas,
Somos atores e atrizes!»
Maria do Céu Ferreira, 61 anos, Amarante

Sou um menino feliz e contente, tenho um primo sempre sorridente.
A minha família é grande o suficiente para que me perca no meio de tanta gente.
17 dos meus primos estão alegres constantemente, sendo que 7 são primas, bonitas efetivamente.
Num total de 51, todos juntos em grande algazarra; é sempre um 31 saber quem começa a desgarrada.
Na nossa mesa há sempre alegria e pão-de-ló. A maior alegria é ver o sorriso da nossa avó!
Miguel Machado, 6ºB, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Olá, chamo-me Sofia e tenho 11 anos: tenho 1 irmã e 3 primos.
O meu primo Diogo foi hoje operado. Fiquei preocupada, mas agora já sei que correu tudo bem.
As minhas primas são ainda bebés, com 7 e 13 meses.
Sempre que posso pego nelas ao colo: elas gostam muito e eu ainda gosto mais.
A minha prima mais velha já anda e é uma alegria quando a pomos no chão!
Adoro os meus queridos primos!
Sofia Graça, 6ºD, Escola Dr. Costa Matos, V.N. Gaia, prof Cristina Félix

Ontem estive com 2 dos meus primos. Eles convidaram-me para ir a casa deles e, como não tinha nada para fazer, aceitei. Estivemos a fazer alguns jogos bastante divertidos, em que a minha tia também participou. Já estávamos um pouco cansados e então a tia foi preparar 3 torradas para nós comermos. Em seguida o meu primo lembrou-se e perguntou-me se queria ir ao jardim jogar à bola. Fomos então e marquei-lhe 7 golos.
Adorei aquele dia!
Rafael Monteiro, 6ºB, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Era uma vez 5 primos. 4 viviam no Porto e 1 em Lisboa. Os primos do Porto tinham saudades do que vivia em Lisboa, porque só se viam nos dias festivos.
Num dia de sol, o primo de Lisboa recebeu uma visita da Rádio Sim. Pediram que todos os meninos convidassem primos ou irmãos, pois era um desafio de família. Quando o primo lisboeta ligou, só 2 puderam ir, mas ficaram em 3º lugar e divertiram-se muito!
Arnaldo Carvalho, 6ºD, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Um dia cheio de azar…
Eu, a minha família e os meus 2 primos fomos a Lamego. Já não bastava o funeral do marido da empregada da minha avó, o tempo também não ajudou e furamos 3 pneus. Tivemos uma grande pontaria no restaurante, pois acabamos por gastar 103 Euros.
Ainda por cima, quando fui tomar banho não havia água quente, por isso tive de tomar um banho de “regador”!
Ah! Que dia muito, mas muito azarado!
Diogo Campos, 6ºD, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Eu tinha um primo chamado Pedro e um chamado Diogo, por isso tinha 2 primos. O Pedro morava na casa 3 e estava sempre no seu pátio a jogar futebol. Mas quando não jogava só fazia porcaria: partia louça e mobília. O Diogo era um santinho mas era viciado em jogar telemóvel e computador. E o Diogo morava na casa 5 e eu na casa 13 e somos muito amigos. E este foi o desafio número 41.
Hugo Gonçalves, 6ºD, Escola Dr. Costa Matos, V.N. Gaia, prof Cristina Félix

PRIMOS, ao todo tenho 5.
TRÊS traquinas pequeninos, tão fofinhos, com aquelas covinhas nos seus rostos rechonchudos. Dá-me cá uma vontade de apertar aquelas bochechinhas tão rosadas! Tenho mesmo que me controlar! É que tenho mais DOIS PRIMOS já crescidinhos, que requisitam para si próprios, toda a atenção! Só querem brincar às escondidas, há noite a coberto da escuridão, no quintal da minha avó.
São mesmo peritos em camuflagem! Parecem camaleões confundindo-se na noite, em total silêncio.
Fátima Andrade, 45 anos, Milheirós de Poiares, Sta. Maria da Feira

O meu primo número 2 é muito alto, magro e gosta de andar na rua a passear com a bola debaixo do braço. O meu primo número 3, que vive com o primo número 2, gosta muito de estar colado à televisão, a ver todos os programas. O meu primo número 5 vive sozinho num barco, mas gosta de viajar pelo mundo e conhecer terras novas para fazer um livro de aventuras para dar aos outros primos.
Manuela Almeida, 6ºD, EB 23 Costa de Matos, prof. Cristina Félix

Tenho 3 primos
1 resmungão
2 muito queridinhos.

Vi 11 cavalos a pastar
uns comiam,
outros a brincar.

Olha o João a passear com a mana,
já está farta de lhe dizer
que preferia estar na cama!

D. Afonso Henriques, rei colossal,
lutava contra a sua mãe
por Portugal.

Bravo, o prisioneiro
confessou os seus crimes:
é verdadeiro!

Não tenho nada
que fazer: mas
que tédio de morrer!

Na poesia me
refugiei, e um
poema lindo encontrei!
Mariana Ribeiro, 6ºD, EB 23 Costa de Matos, prof. Cristina Félix

Hoje, 19 de Junho, é o aniversário dos meus primos que são gémeos falsos.
A Joana e o Pedro fazem 13 anos e, apesar de serem irmãos, não podiam ser mais diferentes, desde a compleição física à personalidade.
A Joana é alta, loira, rebelde, gosta de jogar futebol e computador.
O Pedro é baixo, ruivo, pacífico, adora ler e passear com os seus 2 cães.
Contudo, são muito unidos e adoram conviver com a família e amigos.
Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto

Criou-me um tio e, juntamente com os meus TRÊS PRIMOS, formávamos uma família feliz, embora sem mãe. Todas as tardes o meu tio chegava carregado de embrulhos, sacos de laranjas e de maçãs e muitos jornais atrasados, a nossa leitura, à noite. O meu tio tinha DOIS braços- o exemplo do trabalho -- e mais de CiNCO histórias debaixo das unhas cheias de óleo com que lubrificou os meus ossos em crescimento e me fez querer ser homem...

Elsa Alves, 69 anos, Vila Franca de Xira

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