30/08/17

EXEMPLOS - desafio nº 122

O mosquito afogado....
Chegou o momento mais importante como Escanção. Toda a sua técnica de decantar um vinho seria apreciado e premiado. Elogiado pela critica, invejado pelos seus pares, nada o iria impedir de brilhar naquele imponente salão Árabe. 
Abriu a garrafa com a técnica perfeita, aguardou para que o néctar produzido por d. Antónia, resultasse na síntese perfeita entre vinho e mel dos deuses.
Segurou no decanter, verteu o liquido doirado, e... não! Um mosquito sedento atirou-se de cabeça!
Alda Gonçalves, 49 anos, Porto

Vingança
Após anos de estudos, a formatura.
Estudos ainda, agora visando concursos.
Enquanto isso, conseguira emprego num escritório, cujo diretor e dono era pessoa abominável em sua postura arrogante.
Tratava a mim e aos demais como se seus servos fôssemos.
Naquele dia, pediu café com leite, bem quente! Rápido!
Ao servir, vi que um mosquito saltou da térmica e foi junto, afogadinho. Sorri sarcasticamente.
Completei com o café assim mesmo. 
Servi. Pensei:
Ele merecia que fosse uma barata!
Chica, 67 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Ainda não acreditava naquela noite!
Tinha aceitado o convite da Ana, para jantar, precisava esquecer estes últimos dias, e agora ali estava ela, na cozinha de um estranho, tentando encontrar o que precisava para preparar um pequeno-almoço digno de um príncipe.
Quando Rui se sentou, encantado pela surpresa, viu Maria a desviar o olhar e a corar, foi então que percebeu, havia um mosquito a boiar no leite!
Puxou-a para o colo, apertou-a nos braços e beijou-a.
Paula Castanheira, 53 anos, Massamá

― Bebe o leite, já estás atrasado.
― Não posso, tem um mosquito a nadar.
― Tira o mosquito e bebe.
― E os micróbios que vou ingerir para o organismo?
― Já estou a perder a paciência, se me obrigas ir aí, bebes o leite com mosquito e tudo.
(…)
― Então como correu a aula? O mosquito incomodou-te muito?
-- Aquilo não era mosquito.
― Eu sei, já te conheço de ginjeira. O que tu sabes, já eu aprendi há muito tempo, meu menino.
Natalina Marques, 58 anos, Palmela

É só um mosquito
Ela deixou um berro repugnante, um mosquito boiava no copo de leite que o marido lhe trouxera.
― Ó mulher! Porquê entrar em pânico? É só um mosquito! ― respondeu o marido, esquecendo uma regra usual, "Em boca fechada não entra mosca."
― COMO! Esta casa está inçada destes sanguinários patogénicos.
― Querida, "Em terra de sapo, mosquito não dá rasante", talvez seja por tua culpa, porque nunca teres posto umas redes antimosquitos.
Depois, houve um silêncio horripilante, antes da tempestade.
Theo De Bakkere, 65 anos, Antuérpia, Bélgica

Acordou tarde. Que grande trapalhada. Não dava para tomar o pequeno almoço em casa. Nunca prescinde das suas torradas, umas vezes com aquele doce maravilhoso que a amiga lhe reserva, outras bem untadinhas de manteiga.
Iria lá, à beira do escritório. A D. Irene sabia dos seus gostos e como mimá-la.
Estacionou e a passo largo dirigiu-se à confeitaria. A torrada suculenta ria-se para ele, mas o leite...
Oh! Que pena... um mosquito morto boiava na chávena.
Alda Gonçalves, 49 anos, Porto

Estávamos todos a lanchar normalmente na Madeira. Só que tinha aquele problema... Os mosquitos! Mosquitos a voarem, mosquitos a picarem-me, até que vi uma coisa nunca antes vista...
Um mosquito, gordo, grande e preto E repelente no meu leite!, perceberam bem... no leite! Ele voava perto da minha caneca, então bati-lhe com um garfo! E pimbas caiu no meu leite, coitado... eu tirei-o de lá e ele tentou voar, caiu no chão e o meu cão engoliu-o.
Mariana Martins, 12 anos, Barcelos

Mais uma catástrofe. Como tudo na sua vida, aliás. Estava naquela fase em que nada corria bem, a situação mais trivial ganhava contornos melodramáticos dignos de Shakespeare. Um horror. Precisava de olhar para as situações de outra forma. Ser otimista, era o que mais desejava, mas não conseguia. O mundo conspirava contra si. O universo tinha como missão pintar a sua vida de negro. Era apenas um insignificante mosquito no leite, mas parecia-lhe o fim do mundo.
Sandra Silvestre, 46 anos, Carregado

Genuinamente bom, João Henrique indignava-se perante a perversidade, fosse contra ele, ou contra outrem. Naquele local, atos condenáveis tornavam-se rotina, ocultos por uma falsa solidariedade. Um bobo da corte verbalizava, em alta voz, as diabruras ― algo maquiavélico, sufocante! Um dia, dum jarro de leite, sucederam-se alguns mosquitos. Que nojo! Os prevaricadores não tinham palavras, inquietaram-se, envergonhados. Aquilo, num local tão imaculado! A indignidade foi desmascarada, pois esqueceram-se de triturar os mosquitos, em substituição dos flocos de cereais.  
Laura Garcez, 44 anos, Lisboa

Improviso
A noite foi farra até tarde. Onde dormir? Lembrei-me das barracas de praia. Acordei a precisar de algo reconfortante. Subi a rampa até à rua e entrei na pastelaria. Pedi um copo de leite e uma torrada. Meto a mão ao bolso, não acho a carteira… como fazer? Um mosquito enervante zumbia à minha volta… uma palmada, adeus inseto… então lembrei-me… deitei o mosquito no resto do leite, chamei o empregado… E assim me livrei de pagar.
Domingos Correia, 59 anos, Amarante

O Plínio
Plínio tentou voar mas tinha as asas completamente encharcadas!
Ele estranhara a chávena mudar de sitio, mas estava tanto calor que mergulhou sem pensar.
Apenas percebeu o erro tarde demais, o seu refúgio transformara-se numa piscina e ia morrendo afogado! Ou mesmo queimado!
Só escapou porque a velha senhora o salvou com a colher. Salvar não era bem o termo. Ela quisera esmagá-lo na chávena do leite quente!
Felizmente conseguira escapar ao seu triste e quase eminente fim. 
Carla Silva, 43 anos, Barbacena, Elvas

Era só um mosquito no leite, mas…
... só não perturbou-me muito porque estou de muito bom humor ultimamente, dei-lhe um safanão e ele fugiu depressinha de perto de nós que estávamos a lanchar com amigas. Nada deixou nos abalar, porém ele, não satisfeito, voltou a tentar degustar nosso cafezinho quente em pleno inverno rigoroso daqui no Rio de Janeiro...
Unimo-nos e ele caiu fora definitivamente.
Finalmente tivemos uma ótima tarde e não é qualquer mosquito que vai nos tirar do sério.
Viva a alegria!
Roselia Bezerra, 63 anos, Rio de Janeiro, Brasil

Hoje, durante o pequeno-almoço, um mosquito aterrou dentro do meu copo de leite.
Que desgraça... o meu leitinho ficou arruinado!
Mas não fiquei zangada. Eu adoro tomar banho na piscina do hotel, talvez o mosquito goste de banhos de leite e pensasse estar a aproximar-se da Via Láctea!
Eu adoro leite com mel ou groselha, mas mosquitos não são um tempero que aprecie.
Talvez a Gervásia, a gata do meu namorado goste deste sabor peculiar no leite.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Socorro, acudam-me, bzzzzzzz.
Não sei nadar, só sei picar, este sangue é muito branco, prefiro sangue vermelhinho com sabor a chicha, ai, só de pensar me dá ainda mais vontade de voar daqui para fora. Vejo através desta parede meia transparente um braço apetitoso, quero chegar-lhe, não consigo.
― Socorro!
― Mamã, mamã, tenho medo deste leite, ele fala.
― Ó filho, dá cá o copo, bebo eu, pronto!
(…)
― Socorro, tenho vozes na barriga.
― Eu avisei-te que o leite falava.
Fernanda Botelho, 58 anos, Sintra 

Todos os dias, sem que a velha Genoveva desse conta, banhava-se no seu leite morno. Não era uma mosquita qualquer. Vaidosa, gostava de preservar a pele sedosa. Enquanto se banhava, bebia um pouco de leite e, no dia seguinte, entre uma colherada e outra, voltava ao mesmo. Naquele dia notou algo diferente. A pele desfez-se. Genoveva misturara água fervente ao leite condensado. Sentia-se desfalecer. Genoveva barafustou. Sentiu-se atirada para o ralo. Era apenas uma mosquita no leite…
Amélia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada

Verdadeira Melga
Um mosquito voador
Gostava de arreliar,
Era como um amor
Que se não quer afastar!

Cheirando aqui e além,
Procurava a Margarida
E sentia-se tão bem
Que não via outra saída!

Ora, cheia de picadas,
Ela afastou-o, enervada,
Ele caiu, batendo asas,
No seu leite com cevada!

― E este leite quentinho
Estava tão delicioso!...
Porque persistes bichinho
Tão enfadonho e teimoso?

Estrebuchando a valer,
Ele então falou assim:
― Se me deixares falecer
Nossa História chega ao fim…
Maria do Céu Ferreira, 62 anos, Amarante

O António decidiu passar numa esplanada para saborear um gelado. O gelado caiu e ele ficou ensombrado. Deu graças a Deus, pela queda, o gelado tinha um mosquito Tripaoski, uma espécie rara. Levantou-se furibundo e disse:
― Este mosquito é uma espécie escassa, em gelado é algo nojento!
― O leite usado veio de uma herdade do Rei.
― Não quero saber! Quero uma indemnização. Um mosquito no leite do gelado!
― Usem esse leite e distribuam o dinheiro pela população!
Martim Mendes, 13 anos, Lisboa


Eu conhecia a expressão certa para descrever o drama que ela estava a fazer. Preparava-me para dizer que ela estava a fazer uma tempestade num copo de água, mas achei que ia causar um maior impacto de outra forma e disse que ela estava a reagir como se tivesse encontrado um mosquito no leite. E funcionou porque ela parou logo de barafustar e começou a rir, percebendo que eu tinha acabado de inventar um parvo ditado popular.

Ana Pegado, 31 anos, Lisboa

Era só um mosquito no leite, mas caiu como mel na minha sopa. Eu podia ter apresentado uma reclamação. Claro! Afinal, um mosquito a boiar no copo de leite matinal não é algo que se queira encontrar! Mas achei uma certa piada ao episódio... Mosquitos em Fevereiro! Numa fria manhã de Fevereiro!... Lembrei-me da minha terra distante. E como sempre acontece quando penso em casa, senti-me mais feliz. Seca as asas mosquitinho, voa! Voa! És livre de partir.
Glória Vilbro, 50 anos, Negrais, Almargem do Bispo - Sintra

Era só um mosquito no leite, mas vejam… Não era a primeira vez. Aproximou a chávena. O chefe tinha-lhe dito que não ousasse, que não podia, que era muito irregular. Sentou-se, roeu a esferográfica, traçou a perna, recostou-se, não viera ao mundo para aquilo, que fosse dar uma volta. Odiava chefes. Fazia as coisas à sua maneira, nada de protocolos, a missão era para cumprir, rodou a colherzinha, levantou-a, esperneava impotente, um insectozinho era o que era.
Constantino Mendes Alves, 59 anos, Leiria

A Rita quer aquecer leite no micro-ondas mas não o encontra. Apareceu um mosquito que a picou por que ela não tinha spray antimosquito. Foi desinfectar com a mãe e em vez de doer, foi extraordinário.  Sobretudo porque ela não usou álcool. Para além da picada do mosquito reparou que tinha borbulhas e ficou preocupada. Mas não tinha tempo para pensar, pois estava na hora da explicação. Só tinha mesmo tempo para comer uma fatia de bolo.

Vicente Almeida, 11 anos, Porto

Sem comentários:

Enviar um comentário