10/01/18

EXEMPLOS - desafio nº 133

Estavam ali, num canto sombrio, um monte de silvas. Escondiam um poço, que servia para regar a horta.
Encostado ao poço erguia-se um muro alto, nivelado com o caminho que dava acesso à horta.
Minha irmã, irrequieta e desafiadora, lembrou-se de caminhar pelo muro de olhos fechados e, quando os abriu, estava
a milímetros do abismo. Que teria acontecido se tivesse dado o próximo passo? A nossa mãe, agradeceu a Deus o milagre que acabava de saborear.
Natalina Marques, 58 anos, Palmela

Um carro vermelho afastara-se rapidamente, deixando-o abandonado, isolado, esquecido na berma da estrada.
Aquele cãozinho preto observava tristemente o horizonte... tinha os olhos inundados de lágrimas.
Olhava em redor... desconhecia para onde iria; sentia-se perdido num mundo gigante.
A dor do abandono era cruel; parecia que caíra de cabeça num monte de silvas.
Repentinamente, Tomás, vindo em direcção a casa, depara-se com a doçura do cachorrinho. 
Ele, que sempre desejara um animal de estimação, encontrou um amigo!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Teria eu uns oito anos e apanhava amoras. Mas as melhores estavam sempre tão longe... Estiquei-me para as apanhar e caí mesmo em cima das silvas. Aos meus gritos acorreu a avó que me arrancou de lá. Desinfetou-me com álcool (ai, o que ardia...) e depois acalmou-me: "Pronto, já vai passar..." Avó, que falta me fazes ... Talvez tu conseguisses, com as tuas palavras, acalmar as dores, que hoje sinto. É que caí de novo nas silvas. Noutras...
Elsa Alves, 69 anos, Vila Franca de Xira

Posto de correio
A pequena cidade andava indignada com o encerramento do posto de correio. Gritavam, esbravejavam, porém de nada servia. 
Uma dúzia de miúdos aderiu à ideia de resolver a questão, duma forma que camuflasse o autor.
Otelo convenceu o pai, presidente da câmara, a convidar o Secretário de Estado para o almoço durante a visita.
Os miúdos, que conheciam bem o terreno, prepararam uma armadilha e quando o convidado passou, caiu da estrada para um monte de silvas.
Quita Miguel, 58 anos, Cascais

De bigodinho aparado e gel no cabelo julgava-se um galã... Ela, uma rapariga simples, ria dele. Nas suas idas ao rio, ele barrava-lhe o caminho com a montada, dizendo-lhe brejeirices. Farta daqueles encontros indesejados, resolveu vingar-se. Parou ao pé de uns arbustos e deixou-o chegar perto, sorrindo-lhe. Ufano da sua conquista, levou com um balde de água. Desequilibrou-se e caiu.
Então, ela seguiu caminho serena, fingindo não ouvir os impropérios do desgraçado, enredado no meio das silvas!
Isabel Lopo, 70 anos, Alentejo

― Uma corrida até às silvas! ― proponho.
― Gostas de amoras? Digo ao teu pai que já namoras... ― rimo-nos todos.
― Partida, largada, fugida. O último paga os pirolitos.
Corremos desenfreados pela estrada enlameada, entre gritos e risotas, salpicando cara, mãos, roupas. Aplico-me a fundo, tenho que ganhar! Já em cima da meta, embaraço-me nos atacadores, escorrego, estatelo-me mesmo no meio das silvas! Elas, de bibes brancos, imaculados, sorriem-me trocistas.
Ai, as silvas… ― belinha e dorita ― meninas dos meus sonhos!
Helena Rosinha, 65 anos, Vila Franca de Xira

Todos os anos, vou para a Beira, com meus pais e irmãos, vamos para a casa de meu avô. Adoramos os hábitos da aldeia, em especial, andar na carroça do meu avô, que é puxada por uma vaca bem bonita. É preta e branca com uma pele bem lustrosa.
Andar pelos montes é maravilhoso. No regresso a caroça vem carregada de feno. Nós em delírio sentamo-nos.
Ao dar uma curva, tombamos e caímos em cima das silvas.
Guilhermina, 73 anos, Alhandra

Seguia cabisbaixo, preocupado com a vida. Nos últimos tempos nada lhe parecia correr bem. Foi quando, para piorar o seu humor, tropeçou e caiu para um monte de silvas. A resmungar levantou-se e sacudiu o fato carregado de ervas silvestres. “Boa porcaria!!” Colocou o chapéu amachucado na cabeça e lá de dentro caiu uma nota de 100 euros… Afinal de vez em quando a vida prega-nos partidas. Quem sabe quantas rosas se escondem nos picos das silvas?...
Glória Vilbro, 50 anos, Negrais, Almargem do Bispo - Sintra

Amora-preta
A descida estava íngreme, e na sua petulância juvenil não dava ouvidos a avisos dos amigos ciclistas. A estrada descendente dava-lhe a sensação cativante de ter asas, porém perdeu numa curva o controlo e chocou com as barreiras. Durante dois segundos voou, braços muito abertos como o Cristo Rei de Almada, e terminou, assim escapando por um triz do abismo, numa silva. Como não ocorreu um acidente, anunciava laconicamente aos amigos inquietos: "Aqui crescem deliciosas amoras-pretas ".
Theo De Bakkere, 65 anos, Antuérpia Bélgica

Era a última coisa que lhe faltava acontecer hoje. Depois do seu gato ter partido o açucareiro logo pela manhã, atrasando a saída de casa para o trabalho e de um dia a correr de um lado para o outro, esperava fazer o caminho de volta para casa sem sobressaltos de maior. Mas não. Mesmo na última curva antes de entrar na vila, perdeu o controlo do carro e caiu da estrada para um monte de silvas.
Ana Pegado, 31 anos, Lisboa

Cai, não cai, cai, não cai, tinha eu doze anos, queria aprender a andar de bicicleta! O meu irmão, que era muito reguila e dono da dita, tentava segurar-me, mas largou-me e fui cair na berma da estrada num monte de silvas.
Fiquei toda arranhada; era sangue por todo o lado, eu a chorar e o meu irmão a rir às gargalhadas!
Jamais irei esquecer esse dia e até hoje ainda não aprendi a andar de bicicleta.
Ana Maria Troncho, 67 anos, Estremoz

Acordei borbulhando de entusiasmo. Sonhei connosco, com um futuro que discutimos tantas vezes.
Acordei com a sensação que era possível, que íamos conseguir.
Quando acordei não estavas ao meu lado e tudo o que preciso é abraçar-te e mostrar-te o que sinto. Hoje, a chuva não me incomoda nem as pessoas que, lentamente, ocupam o passeio.
Encontrar-te é a prioridade. Esta desinquietude da mente desinquieta-me o corpo como se tivesse caído num monte de silvas. Onde estás?
Joana Mata, 31 anos, Vila Franca de Xira

O rumo eram as Penhas Douradas onde, não iam há anos. Esperava-os uma estalagem moderna, piscina interior, Spa, quartos com uma varanda sobre a serra com uma linda vista. 
Ao pôr do sol o estalajadeiro convidava os hóspedes para tomar uma bebida. Um paraíso!
Na manhã seguinte, enquanto ela ficou no Spa, ele foi passear pela serra e, sem conhecer o chão que pisava, chegou arranhado e cheio de picos.
Caíra numa ravina cheia de silvas.
Maria João Cortês, 75 anos, Lisboa

A dor que sentia no seu corpo era insignificante comparada com a que dilacerava o seu coração. Ainda ouvia a voz dele dizer-lhe que já não a amava.
A notícia caíra como uma bomba, e como se de tal se tratasse, fugiu. Saiu sem olhar para trás, sem pensar para onde ia, apenas queria sair dali.
Longe de si imaginar que as lágrimas não a deixariam ver o caminho e, terminada a estrada, acabaria num monte de silvas.
Carla Silva, 44 anos, Barbacena, Elvas

Azares, a Todos Cabem
A noite ia adiantada, chovia se Deus a dava, esverdeando de medo o filhinho da mamã, a quem o desvelo familiar poupara o saber enfrentar percalços da vida. Estava ele em funestas cogitações, quando, piorando a situação, o contínuo veio fechar a escola. Equívocos, mal entendidos, esqueceram-se de o ir buscar de popó.
Foi de boleia, numa carrinha de caixa aberta. Caiu da estrada para um montado de silvas. As marcas arroxeadas ficaram para contar a história.
Elisabeth Oliveira Janeiro, 73 anos, Lisboa

Traição
Caí num monte de silvas,
De silvas dissimuladas,
Senti picadas e ortigas
E agulhas espetadas!

Caí num monte de silvas,
Escondidas no caminho,
Senti picadas e ortigas
Donde esperava carinho!

Caí num monte de silvas,
Como agulhas afiadas,
Senti picadas, ortigas
E golpes como facadas!

Caí num monte de silvas
Que sempre me seduziram,
Envolventes e fingidas,
Num abraço me atraíram!

Caí num monte de silvas
E jurei: ponto final!
Ouvi sereias amigas…
Saltei para o matagal!
Maria do Céu Ferreira, 62 anos, Amarante

Empoleirado num ramo farfalhudo, o Morango todo se esticava.
A mãe desatinava com aquele desassossego:
― Diacho, um dia vem dali abaixo… Porque não está quedo?
Sofria de Amor, o Morango, irremediavelmente apaixonado pela Amora.
Redondinha, perfumada, queria lá saber dessas parvoíces…. ali ao sol, cuidando do bronze. De auscultadores, balouçava ao ritmo do rock-and-roll.
Um dia, ao som de Jail-House, veio por ali abaixo, aterrando nas silvas.
“Sorte grande, assim tenho o Elvis só para mim!” Hey!!!
Margarida Freire, 75 anos, Moita

Eu, nunca caí nas silvas. Literalmente falando, nunca caí mesmo. Isto apesar de muitas vezes me ter picado nas silvas e levado uns quantos “ralhetes” da minha mãe, à conta de umas escapadelas para ir comer amoras com o primo Zé, quando vínhamos da escola, e chegávamos a casa com a cara, as mãos e a roupa numa lástima.
Sim, mas “cair nas silvas”, já caí algumas vezes... E quem nunca caiu, que atire a primeira pedra.
Amália da Mata e Silva, 62 anos, Vila Franca de Xira

Cair nas Silvas? Ideal mesmo era ter tropeçado nas Pereiras! Essas sim, valia a pena cair aos seus pés, embaraçar-se nos fogosos olhares e ficar estatelado a mirar aquela pele sublime, de alabastro! Mulheres orgulhosas, portes soberbos, voz imponente, vontade férrea. Agora, as Silvas? Umas peneirentas sem razão... A mãezinha bem sabia quem elas eram, sempre a chamar-lhes vulgares. E eu logo vou acabar por me casar com uma! Como é que eu fui cair nas Silvas!?
Isabel Pardal, 53 anos, S. João da Madeira

Havia janelas a fugirem-lhe pelas costas
Raízes a rebentarem-lhe nos pés, em direção à terra
Caminhos, estradas, pontes, rios a encherem-se de silvas
Dedos, muitos dedos a apertarem-lhe a garganta
Gritos, tantos gritos a abafarem-se nas entranhas
Cabelos adormecidos a soltarem-se da raiz
Terramotos a tremerem-lhe nos joelhos
Espinhos, muitos espinhos a cravarem-se na língua
 Cascatas de dentes tombados num mar de sangue
As pernas bambas, pendendo sobre a vida
Acordou mergulhada em suor, confusa, perdida, vazia!
Paula Castanheira, 53 anos, Massamá

Levou a vida contando estradas, algumas delas, estreitas e distantes, avaliando os seus perigos, observando os seus rumos. Gostava de arriscar, caminhar noutras direções, fazer novas descobertas.
Ainda não tinha encontrado a estrada que procurava... a teimosia não a deixava desistir.
Até que a sorte lhe bateu à porta… pensou ela.
Avançou sem conhecer o terreno. E caiu!
Quando abriu os olhos, cobertos de dor, observava as silvas espinhosas ao seu redor. Estava perdida nesta estrada agreste! 
Prazeres Sousa, 54 anos, Lisboa

Joana foi educada de forma primorosa. Como manda a etiqueta, montou, aprendeu francês, inglês (a evolução assim o obriga) e como o gato maltês, também ela tocava piano.
Menina débil, foi criada pela tia Alice com todo o zelo. Não era muito talentosa, mas era e continuava a ser muito trabalhadora. Estudava as pautas com afinco. Matraqueava as teclas em imensas escalas de dó a si. Enquanto o fazia gostava de sibilar. Acabou a cair nas silvas.
Mª Filomena Galvão, 57 anos, Corroios

Caiu da estrada para um monte silvas. Odiava a estrada, a rotina de avançar sem ver. Agora isto e aquilo, depois, mais tarde, então, mais um dia, odiava mais um dia. Ficou. Apavorado, mas ficou. As crianças na escola, a esposa no trabalho. Ficou. À janela. Horas. Decidiu, mal. Podia a solução ser na estrada, com outra rotina, com outra alteração. Fez. Mal. Caiu.
Nunca se levantou, silvas cobriram-no, picaram-no. Padecia, eufórico, desastroso, livre… sem qual arbítrio?
Constantino Mendes Alves, 59 anos, Leiria

Quis mostrar-se o melhor! Com as mãos fora do guiador, desceu serpenteando pela colina, como uma cobra. Os aplausos fizeram-se ouvir. Sentia-se um herói! Pena não ter visto aquela pedra pequenina que fez parar a bicicleta, mesmo na última curva e o projectou numa pirueta espalhafatosa para fora da estrada, num monte de silvas. Ali ficou picado, ferido, de bicicleta partida. Mas, pior que tudo, foi a humilhação dos aplausos se terem transformado em risos de chacota.
Isabel Sousa, 66 anos, Lisboa

Ninguém sabe!
Caiu em cima de um silvado, inanimada, logo abaixo da estrada que percorria incauta.
Vivera uma vida inteira dentro de silvados. Só deles saía à noite para apanhar algum coelhito, uma lebre… por vezes, aventurava-se, assaltando uma capoeira.
Mas um dia, quis descobrir o mundo, vê-lo à luz do dia. Saiu do silvado, saltou para a estrada. Caminhou fascinada!… por pouco tempo, coitada! Subitamente, um carro embateu-lhe, atirando-a de novo para o silvado.
Morreu? Escapou? Ninguém sabe!
Domingos Correia, 60 anos, Amarante


Realidades Perturbantes
Numa cidade transmontana, pouco convencional, aconteciam realidades perturbantes.
Percorreu um longo caminho, em segurança, sem ataques de pânico. 
Seguir estrada fora, cair e levantar-se.
O seu quotidiano era um sofrimento avassalador, mas restava-lhe uma réstia de esperança.
Percorreu montes e vales, saltou furiosamente, implorou silêncio nessa paisagem maravilhosa.
Tentou esquecer traições dolorosas, mas faltava um aconchego familiar.
Resolveu viver vertiginosamente alguns momentos de loucura.
Amargurada, obsessiva, desdenhosa ou frenética, sentia vergonha dos seus sentimentos.
Qual a alternativa?
Cristina Lameiras, 52 anos, Casal de Cambra

Vai devagar, Tito! – aconselhava o avô. Mas o Tito nunca abrandava, daí os arranhões e os joelhos esfolados, tatuagens da terra batida e das silveiras no verão. Não que tivesse pressa, nas férias não havia relógio! Mas a bicicleta era sua aliada e quanto mais pedalava mais depressa levantava voo. Desde que aprendera a voar que gostava de o fazer. Chegava à clareira, pousava a bicicleta, abria as asas de um livro e lá ia, a voar!
Maria Clara Martins, 38 anos, Coimbra

Corri, corri, corri sem parar! Estavam quase apanhar-me! Ouvia o meu coração bater! Sentia-o palpitar! A ansiedade crescia! A minha mente corria mais que as pernas, tropecei! Sentia a adrenalina em alta! Caí nas silvas e gritei! Senti uma dor aguçada! Os picos perfuraram a pele e senti uma ligeira humidade que se espalhava lentamente. Fui agarrada! O jogo chegou ao fim! – ouvi – mas não me consegui levantar! Apoiada, consegui chegar à tenda! Aplicaram-me os primeiros socorros.
Fátima Fradique, Fundão

Quando mudei de escola, tive o prazer de conhecer a minha futura turma,em que, curiosamente, todos tinham o apelido Silva.
Sentia-me isolada por ser a única a não ter tal apelido. Certo dia, caí, acidentalmente, nas silvas, e fiquei conhecida como “A Menina das Silvas”.
Assim, finalmente, tinha adquirido o nome Silva, apesar de não ser de família. A minha professora, chamada Raquel Silva, era muito criativa… Então, mandou-nos fazer um desafio de escrita, intitulado “Silva”.
Ana Rita Barreiro e Rita Vale, 11 Anos - Colégio Paulo VI, Gondomar, prof.ª Raquel Almeida Silva

Quando cheguei à escola, no início do ano, soube que havia três novos alunos: Francisco, Miguel e Hugo, os gémeos Silva. Também me chegou aos ouvidos que um deles iria para a minha turma. O Hugo, que conhecera no intervalo, entrou na sala e, para meu espanto, sentou-se à minha beira.  No intervalo, convidou-me para ir à gelataria. Sentados na esplanada, confidenciei-lhe:  
-- Amo-te, Hugo!! 
― Mas eu não sou o Hugo… 
― Ora bolas, caí “nos Silvas”!! 
Beatriz Pereira e Lara Costa, 11 anos, Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva

Passa-me da pele para a carne. Sinto uma ligeira picada. É assim tão dolorosa esta dor que sinto? Escorre sangue por todo o meu corpo e lágrimas pela minha face. Dou um grito para dentro e sinto cada vez mais. Levanto-me. Mas ele não me larga, parece que me puxa, que me prende. Não consigo sair. Uma dor da qual não consigo fugir. Um sorriso sem cor, um amor não correspondido, uma silva sem dó.
Bruna Crista, 17 anos, 12ºF, Escola Secundária Inês de Castro, Vila Nova de Gaia, prof Carla Rosário

Corria-me tudo mal! Não conseguia sequer pensar! Estava perdida. Pensei em mudar, pensei que já que estava mal, só melhoraria.
Fizeram-me uma proposta: disseram que a minha vida ia melhorar 100%! Fui atrás da conversa. Acreditei e fui trabalhar para um lugar que diziam que era fantástico, mas…
Não dava! Não estava a resultar! Fiz uma má escolha, foi como cair num monte de silvas.
Salomé Cruz, 6º M Casa Pia de Lisboa – CED Nuno Álvares Pereira – prof. Teresa Monteiro

Um dia, enquanto caminhava à beira-mar, encontrei a minha melhor amiga. Falamos muito, até que de repente ela diz-me:
― Leonor, no outro dia fiz uma asneira terrível, caí nas silvas.
― O que fizeste?
― Acho que  não é uma asneira muito má, mas preciso de desabafar. Eu bati numa colega minha, mas foi para me defender.
― Não lhe devias ter batido, mas eu entendo que te querias defender. Primeiro tens de pensar nas coisas antes de as fazeres.
Leonor Rocha Afonso, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Havia um menino que estava a passar férias no campo. 
Um dia, o pai e ele foram ao pinhal acampar para ver como era aquilo.
No primeiro dia o menino ficou cheio de medo, correu tanto que caiu nas silvas. 
Como o pai viu que o filho caiu, foi atrás dele mas não o viu. Então o filho começou a gritar muito assustado.
Mas entretanto o barulho foi tanto, que o menino acordou sobressaltado do seu pesadelo.
João Torres, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

O João Trapalhão passeava pela floresta com o seu amigo Gatão. Corriam, saltavam e nadavam no rio. O João teve a ideia de correr perto de uma zona cheia de silvas ao lado. O Gatão disse:
― Cuidado! Olha as silvas, João!!!
O João não ouviu e caiu nas silvas.
“Aaaaaai!!!”… O pobre picou-se todo!
O Gatão ajudou-o e levou-o para sua casa.
O João chorava muito, mas o Gatão queria vê-lo sorrir. Começou então a fazer palhaçadas!
Rita Rocha, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Coitado de mim,
puxavam aqui e ali,
a agonia não tem fim!

Quando dei por mim,
num monte de SILVAS CAÍ!
os espinhos em mim, 
Ai, era dor sem fim!

A gritar a todos por ajuda 
À espera de dali sair…

O que era bonito, 
eram as amoras,
e até dei um grito!

Toda a gente olhava para mim,
vinham pessoas daqui e dali,
Numa espera sem fim!

Assim fiquei, a inventar versos!
Ai! Coitado de mim!
Afonso Santos, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Rosinha estava a passear a ouvir o canto dos pássaros piu piu piu. Quando de repente ouviu uma voz fininha que lhe disse: “não saias do caminho que estás”. Mas Rosinha não ligou, até achou que era da sua cabeça. Rosinha, teimosa e cheia de curiosidade, saiu do caminho e não sabe como, mas caiu para um monte de silvas. A coitada nem se conseguia mexer. Mas vá lá que ela se conseguiu safar à maneira dela.
Ana Viegas, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Estava eu a andar de carro, quando reparei que atropelei um rato. Ninguém viu, por isso continuei o meu caminho. Depois atropelei um gato, mas como ninguém viu, continuei o meu caminho. Uns metros mais à frente, atropelei um cão, mas ninguém viu, por isso continuei. Até que atropelei um leão e apareceu um polícia na frente do carro e mandou-me parar e sair do carro. Só tive tempo para dizer uma última coisa:
― Caí nas silvas.
Ana Mª Silva, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Sempre que vinha a sua prima Miriam de Coimbra, o meu pai brincava com ela na quinta do meu avô. Tinham mais ou menos a minha idade.
A sua prima nunca tinha provado amoras, por isso resolveram ir apanhá-las nas silvas que havia na quinta.
No meio de tanta brincadeira e correria, a Miriam caiu mesmo em cima das silvas cheias de picos.
O meu pai teve de a ajudar a sair, ficando os dois todos arranhados!
Beatriz Ferreira, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Era domingo, quase quatro horas, e Beatriz já estava farta de estar em casa. Levantou-se e saiu porta fora sem saber onde o destino a levaria.
E lá foi ela, andou e andou, até ir parar a um enorme mato. Estava tão cansada que os pés já não queriam andar. E pronto aconteceu, caiu em cima de um conjunto de silvas. «Ai, Deus o que tinha de acontecer! Acho que tinha sido melhor ideia ficar em casa!»
Bianca Argel, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Queria ser o melhor! A guiar com as mãos fora do guiador?! Que loucura! Desceu pela colina sem nem poder dizer uma palavra. Parecia um lagarto! Ouviram-se aplausos. Sentia-se o homem de ferro: em ferro e pele. Mas havia um pequenino tronco que fez com que aquela bicicleta… Isso mesmo… parasse! Mesmo na primeira curva… o empurrou e caiu para um monte de silvas. Ali estava ele, picado, ferido, com a sua bicicleta partida. E, ouviram-se gargalhadas…
Diana Glória, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Num belo dia de sol, eu e uma amiga chamada Savana, decidimos ir acampar para a floresta, pois já não nos víamos há imensos anos.
Mas havia um senão: ela tinha caído nas silvas na semana anterior! Uau! Fiquei muito contente pois ela era superchata!!
Passados alguns dias encontro-a no meu trabalho. Só queria um buraco para me esconder… Então muito constrangido disse-lhe:
― Olá!
Ela começou a fugir! Assim percebi que não era eu que a odiava…
Diogo Seixal, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Uma pessoa a cair nas silvas!
Miguel estava tão irritado, quase a chorar! Fui consolá-lo. Mas só tinha uma silva para lhe dar!
Só consegui piorar as coisas: Miguel picou-se e não conseguia tirar os picos. Doía-lhe muito porque…
Não ficou mal disposto! Ficou… não sei como dizer, ficou assim sem conseguir falar... Este é o meu amigo Miguel. Ele gosta de encantar e às vezes de brincar, gosta muito de falar, contar e chutar bolas leves.
Gonçalo Patrício, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Tudo aconteceu assim:
Certo dia, andava o Senhor André a passear, mas, como sempre, no mundo da lua.
De repente, ouviu uma apitadela de um automóvel.
Apanhou um susto, de tal modo, que deu um salto e caiu da estrada para um monte de silvas cobertas de espinhos afiados. Ficou todo picado e para seu azar, as silvas estavam cheias de colmeias de vespas. Estas, descontentes, resolveram dar-lhe uma grande lição, daquelas que nunca se esquecem.
Coitado...
João Mendonça, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Hoje é dia de geocaching! Sabem o que é?
É um jogo parecido com a caça ao tesouro. Através de uma aplicação, no telemóvel, recebemos pistas para procurarmos uma caixinha, onde jogadores de todo o mundo registam os seus dados. É preciso ser aventureiro! Tudo pode acontecer: bater com a cabeça no teto de uma gruta, escalar lugares altíssimos e até cair num monte de silvas! Nada importa desde que encontres a “cache”. É um jogo divertido!
Leonor Coelho, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Certa manhã, os meus pais decidiram fazer connosco um passeio de bicicleta pelo Parque Natural da Ria Formosa. O tempo estava maravilhoso. Além de praticar exercício físico, foi extraordinário contemplar a beleza daquele caminho. Como a temperatura estava agradável, não éramos a única família que por ali andava… Foi uma manhã quase perfeita até que a minha mãe, com as suas manias de mãe galinha, olhou para trás e caiu da estrada para um monte de silvas.
Maria de Jesus, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Certo dia, Maria estava a brincar com sua irmã junto a um silvado.
A irmã precisava de ir a casa e a Maria disse-lhe que fosse, que ela ficava lá fora à sua espera.
Quando Maria ficou sozinha, viu uma grande amora e tentou apanhá-la, mas naquele sítio havia uma ribanceira. Maria não reparou na ribanceira e acabou por cair nas silvas. Para não ir ribanceira abaixo, agarrou-se às silvas ficando com as mãos cheias de picos.
Maria Luísa Santos, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Um dia, duas amigas, Joana e Sofia, foram dar um passeio de bicicleta pela floresta.
A Joana enquanto pedalava caiu da estrada para um monte de silvas e não conseguia sair. A Sofia foi tentar ajudá-la, mas não conseguiu e também ficou presa.
Elas eram grandes amigas da natureza, por isso inventaram um apito para chamar animais.
A Sofia conseguiu chegar ao apito, chamou os animais e eles tiraram-nas das silvas e brincaram com elas até amanhecer.
Maria Rosado Ribeiro, 12 anos, Olhão, EB 2/3 Prof. Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Num dia de sol, o Max, um cão Serra da Estrela, e a Flor, uma cadela Dálmata, resolveram explorar os campos verdes e floridos. Correram e brincaram sobre vales e riachos. Quando tudo parecia perfeito, o Max caiu da estrada para um monte de silvas e não conseguiu sair de lá.
A Flor ficou muito aflita e depressa foi chamar o dono, um simpático menino que se chamava Francisco, e lá foram os dois salvar o Max.
Maria Ribeiro, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Numa bela manhã de primavera fui passear à beira-mar. Como estava muito calor aproveitei e dei um mergulho, quando estava a atravessar a passadeira de repente apareceu um camião corri, corri, corri, corri,… e corri tanto que tropecei numa pedra e caí num monte de silvas doeu tanto mas mesmo tanto e depois para tira-las! O meu dia estava cada vez pior, mas de repente acordei tinha sido só um pesadelo. O meu dia foi perfeitamente normal.
Matilde Mendonça, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Estava a correr tudo bem, o sol brilhava, os pássaros cantavam e não se ouvia nada a não ser o barulho do jogo do Gonçalo.
Nisto chegou um grupo de meninos que logo que se instalou, começou a gozar e a falar mal de nós. Não aguentamos e respondemos tão mal como eles, mas eles continuaram, e percebemos que tínhamos caído nas silvas, pois dali era impossível sair, cada vez nos enterrávamos mais.
Até que os ignorámos…
Miguel Gonçalves, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Certo dia um menino acordou com vontade de ir passear de bicicleta. Assim o fez.
Cansado, o menino caiu, e ficou a apreciar aquele bonito sol. Passado algum tempo, ele recuperou e pôs-se a andar por um atalho. No atalho andava descontraidamente quando caiu nas silvas. O menino, desesperado, logo começou a gritar por ajuda.
 Num golpe de sorte foi socorrido e não parou de andar de bicicleta por mais que a sua experiência tivesse sido terrível.
Tiago Dias, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Era uma bela tarde! Estava a Margarida Fonseca Santos a brincar, quando, de repente, viu um caminho que era lindo cheio de doces. Então comeu tudo até ficar gordinha… não se consiga mexer! Do nada aparece uma BRUXA que a pendurou num ramo e por baixo fez aparecer um… um monte de silvas… E pooof! Caiu lá mesmo no meio… A BRUXA começou-se a rir e a gozar com ela. Pooof! Voltou a desaparecer e Margarida ali…
Vicente Marques, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Era uma vez um menino chamado Lucas. Lucas era apaixonado por uma menina lá da escola. Ele sabia que a menina não gostava dele e que iria sofrer. Mas teria de arriscar, de tentar...
Um dia decidiu pedi-la em namoro, e para fazer um pedido de namoro bonito foi então comprar um ramo de lindas rosas. Ao chegar à escola, viu-a namorando com outro menino.
Vendo era uma dor grande que pareceu que tinha caído nas silvas.
Ana Pereira, 14 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Ricardo adorava jogar futebol.
Ele estava em casa a jogar e de repente, zás, parte a jarra favorita da mãe.
Ele estava com avó e o avô. A avó disse-lhe uma expressão que ele não percebeu: “cair nas silvas”.
Ele ficou muito espantado porque não percebeu!
Ricardo não teve coragem de perguntar o que significava. Então lembrou-se ir ao computador ver o significado da expressão.
Significa que está em sarilhos ou que caiu num arbusto de silvas.
Beatriz Leandro, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Cair nas silvas foi tão mau!!!
Estávamos todos acampados no pinhal a desfrutar de um fim de semana maravilhoso.
De repente, um ruído estranho fez-nos olhar à volta e vimos um grande vulto perto das silvas.
Todos assustados, corremos na mesma direção, menos o Gabriel, que se escondeu, e nós não sabíamos onde…
Quando nos aproximámos das silvas, algo inesperado aconteceu…
Uma armadilha foi colocada de propósito… e sabem por quem?
Gabriel!
Por fim rimo-nos tanto… foi divertido!!!
Bernardo Ramirez, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Era noite e eu cheguei a casa, cansado. Mal entrei, a minha namorada perguntou-me zangada:
― Porque chegaste tão tarde?
― Estive no trabalho!
Olhei para ela e vi-a com cara de quem achava que eu estava a mentir.
Então acrescentei:
― Bem, na realidade jantei com uma amiga! Mas não é o que tu pensas!
Ela pregou um berro e disse-me:
― Odeio-te, seu traidor!
Então saí de casa silenciosamente: caí da estrada para um monte de silvas.
Bernardo Salas, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Eu no dia cinco de maio, fui com um amigo andar de bicicleta para os pinheiros de Marim em Olhão e estava tudo a correr bem, até que chegamos a uma parte do percurso com uma ponte muito estreita, então ele desequilibrou-se e caiu da estrada para um monte de silvas, eu fui logo ajudá-lo, mas quando ele saiu das silvas estava todo cortado, e foi ai que acabou o nosso caminho, tivemos de voltar para trás.
Diogo Linhan, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Num belo dia de sol, fui andar de bicicleta com os meus pais.
Lá fomos nós pela ciclovia para ver se não havia nenhum azar.
Íamos pedalando, todos contentes, quando vemos um cão a correr atrás de nós! Fiquei tão assustada que me desequilibrei e caí nas silvas. Por sorte não me aleijei, mas a minha bicicleta ficou toda partida!
Apesar de tudo foi um dia muito divertido em família. Fica uma história para mais tarde recordar…
Érica Alberto, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Num dia de sol fui passear de bicicleta na estrada e caí para um monte de silvas. Um senhor, chamado Manuel, foi-me ajudar e eu agradeci-lhe.
Depois de me levar ao médico, levou-me para a minha casa e fez-me um chá de hortelã.
Estava eu sentado no cadeirão quando me tocam à campainha: era o médico que queria ver o meu joelho. Disse-me, então, que tinha de me dar uma vacina contra o tétano. Ai! Ui! Ai!
João Silva, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Um dia, estava eu na casa da minha avó que fica no campo. Ela tem uma horta com muitas amoras e disse para eu não me aproximar, porque senão podia picar-me.
Certa vez, estava eu a brincar quando, de repente, tropeço numa pedra e caí em cima das amoras.
 Quando a minha avó me viu disse-me logo assim:
 ― Caíste nas silvas! Nem acredito! Andá cá que eu ajudo-te!
 Cheguei a casa e contei tudo à minha mãe.
Mariana Gomes, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Num dia muito, muitíssimo chuvoso, estava eu a andar sozinho de carro e não tinha carta de condução. Ao ver a polícia atrás de mim, disse: “Fuja quem puder!”
Era uma parvoíce! Comecei a acelerar, a acelerar e… saltei do carro e caí da estrada para um monte de silvas. Fiquei com espinhos espetados na pele. Pedi ajuda ao Sr. polícia, este ajudou-me, mas pôs-me na cadeia.
Uns desconhecidos pagaram-me a fiança e fui-me embora para casa.
Mário Madeira, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Caiu da estrada para um monte de silvas. Coitada da filha do senhor João. Para tirar os picos da roupa e do corpo levamos a manhã toda.
― Pois, mas também deveria ter mais cuidado. Quem anda de mota já deveria saber isso, pode até partir um braço, uma perna ou mesmo ter problemas muito mais graves.
― É verdade, mas ela há pouco tempo tirou a carta de condução e já começou mal.
― Realmente deveria ter mais cuidado.
Marta Gago, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Estava eu a passear, quando de repente oiço alguém dizer “CUIDADO COM A BOLA!” Vem a bola na minha direção, eu ainda me tento desviar, mas era tarde demais: a bola acerta-me em cheio na cara e eu caio nas silvas.
Fiquei todo picadinho com espinhos nas costas e sei lá que mais! Pedi para chamarem uma ambulância e rapidamente ela chegou: Ti-nó-ni! Ti-nó-ni!
O Médico ainda brincou: caiu da estrada para um monte de silvas, menino…
Pedro Pereira, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Caí nas silvas”!, pensava eu. “Meti-me com os moços grandes! Agora tenho de arranjar maneira de sair desta alhada.”
 Cheguei a casa e disse à minha mãe:
― Caí nas silvas!
― Estás bem?
― Não, mãe!! Meti-me com os grandes para proteger a minha amiga, agora meti-me numa alhada!
― Ahh!... Pensava que tu tinhas mesmo caído nas silvas.
― Não! Foi a minha Profª favorita, a profª de português, sabes ela ensinou-me esta expressão.
― OK... gosto dessa tua nova expressão!
Rania Sequeira, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Estava eu na casa da minha avó, no Alentejo.
Nesse dia, as piscinas estavam fechadas. Eu, sem saber o que fazer, fui à biblioteca até à hora de almoço. Depois de almoçar, eu e o meu primo fomos ao polidesportivo jogar futebol. Numa das jogadas dei um pontapé na bola com tanta força que ela saiu do campo. Fui saltar a parede para a ir apanhar quando caí na estrada para um monte de silvas e gritei.
Rodrigo Peres, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Estava eu a treinar para ser o melhor dos atletas.
Decidi correr à beira da estrada, já que toda a gente o faz ultimamente.
Estava cheio de confiança conseguia correr horas sem parar. 
Cometi um grande erro, esqueci-me de dar dois nós nas sapatilhas. Sem que desse conta, os cordões desataram-se.
Caí da estrada para um monte de silvas. Piquei-me todo e torci as orelhas. Tudo por causa de dois nós, por não lhes ter dado atenção.
Vasco Barros, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Eu ia passear com um senhor que era meu amigo. Ele tinha cabras e eu, todos os fins de semana, ia sempre ter com ele para pastorearmos as cabras.
Um dia, uma cabra caiu da estrada para um monte de silvas.
O senhor como já era velhinho, já não tinha tanta força como tinha dantes, mas eu como gosto de animais, fui buscá-la e ela conseguiu sair. Só que eu caí de caras nas silvas!
Eduardo Campôa, 14 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Uma vez a minha avó contou-me uma história sobre a prima da minha mãe. Ela andava a conhecer pessoas erradas até que um dia uma dessas pessoas tentou que ela caísse para um monte de silvas. Mas ela com muita, muita sorte conseguiu não cair. A seguir a esse acontecimento ela deixou de se dar e de falar com as pessoas erradas. Hoje em dia está casada e tem 3 filhos e viveu muito feliz e contente.
Gonçalo Pacheco, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Fui sair com a minha família. A meio do caminho vimos uma mulher a gritar. Paramos para ajudar. Ela falou que o seu marido tinha ido fazer necessidades quando CAIU DA ESTRADA PARA UM MONTE DE SILVAS.
Pensámos em ligar para virem ajudar. Depois de uma hora… nada! Tínhamos de fazer alguma coisa!
O meu pai foi tentar pegar o homem, mas não deu e também caiu. Só eu e a minha mãe conseguimos tirá-los de lá.
Kevin Canduzim, 15 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Estava eu na quinta do meu avô e ele avisou-me do monte de silvas e eu disse-lhe “ok!”
E eu como sou ignorante, sem me aperceber estava lá ao pé à procura de borboletas. Por sorte não caí mas na próxima vez será que vou ter tanta sorte?
Na hora do jantar vi pela janela uma borboleta rara e fui atrás dela. E eu como sou ignorante, quando estava quase a apanhá-la, caí num monte de silvas.
Leandro Neto, 13 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Numa manhã, fui de viagem até Lisboa. De repente o meu carro despenhou-se e caí da estrada para um monte de silvas. Olha que os picos magoam mesmo muito! Parece que alguém me está a espetar montes de facas afiadas e, mesmo depois de as tirar, a dor parece que não para... Já para não falar que os picos ficam agarrados à roupa e depois é difícil tirar. Mas por fim fiquei bem e continuei o caminho.
Leandro Soares, 13 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Mal cheguei a casa, a minha mãe mandou-me logo ir ao supermercado buscar ovos e farinha para fazermos o bolo de aniversário da minha irmã mais nova.
Depois de tudo isto fui para o meu quarto brincar com as minhas bonecas. Passados uns dez minutos o meu irmão disse-me que íamos jantar fora. Então eu tive que despachar-me muito rápido, tipo em cinco minutos.
Fomos a pé e eu pelo caminho caí para um monte de silvas.
Mariana Dias, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 professor Paula Nogueira, Profª Cândida Vieira

7:30h da manhã, a minha mãe acordou-me para irmos ao parque infantil com a minha tia. Quando chegamos lá, eu e o meu primo afastamo-nos dos adultos, mas eles disseram: "tomem cuidado!"
Nós tomamos cuidado, mas, de repente, vi uma folha enorme ao lado do meu pé. Nisto mexeu-se e descobri que era um bicho camuflado. O medo foi tanto que caí nas silvas e dei um berro tão grande que as pessoas se irritaram. Que fado!
Mónica Guerreiro, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 professor Paula Nogueira, Profª Cândida Vieira

Uma tarde, estava eu em casa, quando apareceram uns amigos. Fomos todos brincar para a rua. Decidimos ir andar de skate e de bicicleta. Fui buscar o skate e a bicicleta porque um amigo não tinha nada para andar. Fomos para o skateparque do Intermaché. Eu fui pela estrada, pelo sentido contrário e nisto apareceu um carro do nada. Caí da estrada para um monte de silvas. E fiquei com muitos picos no corpo e doeu muito.
Nelson Barroso, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 professor Paula Nogueira, Profª Cândida Vieira

Caí da estrada para um monte de Silvas.
Margarida e Miguel eram dois irmãos. Sentados no sofá contavam ao primo:
― Sabes, João, no outro dia, eu e o Miguel metemo-nos numa grande confusão!
― A sério, priminha?
― SIM, a sério...
― Conta-me!
― Eu conto-te, rapaz, tem calma! Bem, no outro dia nós estávamos a ir para a escola, quando, de repente, vi que ali estava um labirinto. Andamos, andamos... Quando dei por mim, estava perdida! Fiquei tão aflita, nem imaginas...
Nicole Teixeira, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Fui acampar com as minhas amigas. Quando chegou a noite precisámos de troncos para a fogueira, já que tinham acabado.
Eu e as minhas duas amigas fomos buscar, mas senti um mau pressentimento… E afinal era um tremendo urso. Ele apareceu na nossa frente a correr. Então eu e minhas amigas caímos para um monte de silvas! Depois escondemo-nos numa casa abandonada até nos encontrarem. Depois daquilo tudo não me atrevi a ir mais para aquela floresta.
Raissa Santos, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Eu hoje caí nas silvas quando tive um pesadelo. Pois eu estava a andar de carro na estrada, e tive um acidente. Depois tive que andar a pé e tive que andar dois quilómetros para chegar à casa da minha avó.
No caminho, encontrei um rebanho de ovelhas. Fui vê-las e fiz-lhes festinhas. Diverti-me bastante!
A desgraça que aconteceu foi que eu caí nas silvas e magoei-me e, a partir daí, a minha vida mudou… Grande pesadelo!
Rodrigo Lemos, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Era um lindo dia de sol e íamos para o Alentejo. Paramos o carro e fomos fazer as necessidades. O meu avô não viu as silvas e caiu em cima delas.
Passado meia hora, chegamos à casa do meu tio. O meu avô nem conseguia sentar-se porque tinha muitas dores.
Só quando regressamos a Olhão, tirou os picos todos e, quando chegamos a casa pôs gelo e ficou bem e muito feliz por não ter aqueles picos.
Tiago Gomes, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Eu ia para casa de bicicleta. Ia sempre pela estrada, mas hoje decidi ir por um atalho. Assim que ia acurvar caí, mas não foi para o chão, foi para cima de um monte de silvas. “Ai Ai!!”, disse eu. Já parecia um porco-espinho! Mesmo assim tinha de ir para casa trocar-me. Só que não conseguia sentar-me na bicicleta, por isso tive que andar o caminho todo e eram 3 km!!! Uma hora depois cheguei. «Que dor!»
Valdir Fernandes, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Era tarde, estava a jogar playstation com o meu irmão e eu estava ganhando na corrida de carros. Quando cheguei à meta, o meu irmão começou a gritar tanto que deixou cair a jarra favorita da nossa mãe.
Nós caímos da estrada para um monte de silvas. Começamos a pensar num plano para que a nossa mãe não descobrisse. Pensamos e pensamos até que o meu irmão teve uma ideia: iríamos pôr as culpas no nosso gato.
Verónica Cartaxo, 13 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

No dia da mãe fui dar um passeio pelo campo pensando no que lhe poderia oferecer. Lá ao fundo estava uma linda rosa, tinha tanta beleza que fazia o género da minha mãe. Passo a passo, muito calmamente para não me picar, apanhei-a e quando me virei, caí da estrada para um monte de silvas. Corri logo para casa, assim que consegui desembaraçar-me. Mal cheguei a casa, a flor murchou, mas a minha mãe ficou muito orgulhosa.
Tatiana Silva, 14 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Um dia, Carlos estava a brincar com seus amigos e caiu num monte de silvas, foi levado para o hospital porque machucou o braço e a perna. No hospital o médico ajudou-o, mas depois ficou tudo bem.
Depois de alguns dias se recuperou e depois foi brincar com seus amigos e seus amigos não estavam onde eles sempre brincavam. Carlos não sabia porquê, mas depois descobriu que eles estavam com muito medo de se machucar nas silvas.
Mateus Gomes, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Vou acampar para um monte daqui a duas semanas com os meus amigos escuteiros. Disse-lhes:
― Espero que não vá cair nas silvas como o Nuno!
Eles desataram-se a rir.
No dia seguinte fui aos escuteiros outra vez. O Nuno desmaiou na estrada durante a caminhada.
Levamo-lo para a sede e ele ainda estava desmaiado. Nesse momento pensei em ligar ao chefe do CNE. Ele veio logo, mas ao vir a correr, ele caiu num monte de silvas.
Eric Silva, 14 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Ontem à noite um ladrão tentou roubar a minha casa. Ora como o ladrão não era ignorante, planeou cuidadosamente o assalto. Estava eu com o meu irmão Josefino no quarto quando oiço um barulho muito estranho. Pensei logo: “O meu pai já caiu nas silvas”. Fui lá em baixo ao rés-do-chão, vi que afinal estava sozinho. Estava completamente vulnerável no pátio de casa. Por instinto corri logo para casa e liguei para o 112. Tudo se resolveu.
Simão Pinto, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Procurava um caminho por onde ir. Observava todos os sinais, sem ter muitas certezas, sentia-me inseguro, mas sabia que tinha de seguir. Fui em frente. O caminho era sinuoso, com tantas curvas não via o horizonte, mas caminhava. Exausto parei, sentei me na berma. De repente surgiu uma borboleta, fiquei encantado com a sua beleza. Inebriado fiquei estático, desequilibrei me e cai na estrada num monte de silvas. Senti dor. Comecei a sentir o meu corpo acordado.
Ferrugem, 45 anos, Porto

Rumo memorizado e sem razões para alertas, a minha cabeça flutuava por pensamentos alheios ao percurso.
Verdade seja dita, não sei se foi acaso ou desdita.
O momento passou, veloz como o felino que vislumbrei.
Caí. Corrijo… voei. Tal querubim despojado de qualquer senso e delicadeza.
Dei por mim em desalinho, guiador na mão e rodas no ar. Embalada em folhas e espinhos.
Caí nas silvas. Como quem cai em desamor, imobilizando a dor e a vida.

Manuela Santos, 43 anos, Almada



A Joana estava a jogar à bola, na rua, quando esta cai para um monte de silvas. A menina tentou agarrar a bola, mas esta rebolou para longe. Então, a menina contornou o monte para a apanhar, mas a bola  não se via, tinha desaparecido. Incrédula, baixou-se e lá estava ela no fundo do vazadouro. Como se lembrou do palhaço assassino da "Coisa", desatou a gritar e caiu, agora ela, de forma estonteante, no monte das silvas.
Rosário Oliveira, 52 anos, Leiria

“São mazelas da vida, filha!”, disse ele enquanto esfregava a canela da perna onde a bisneta de 5 anos, tentava colocar-se para andar de cavalinho. “Um dia, ia eu na minha bicicleta novinha em folha, quando passa uma carroça puxada por um burrito. De repente, o bicho assusta-se, ultrapassa-me a correr, e lá fui eu, da estrada para um monte de silvas. Quando de lá saí, parecia um ouriço cheio de picos e de canela à banda.”
Elisabete Anastácio, 56 anos, Setúbal

Caiu da estrada para um monte de silvas. Atordoado, procurou os óculos, gemendo de dor a cada movimento. Conseguiu descobrir o brilho das lentes que se escondiam por detrás da bicicleta, de folhas, amoras e picos… Colocou os óculos no rosto e percebeu que a bicicleta não teria arranjo possível. A mãe ia ficar furiosa. Olhou para as amoras e pensou que seria boa ideia levar uma mão cheia delas para adoçar o seu regresso a casa…
Sandra Nunes, 46 anos, Loures

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