30/04/18

EXEMPLOS - desafio nº 140


O polícia daltónico
O Dário ia para a tropa com o carro rosa.
No mato, o polícia daltónico comia o pato com o prato na mão. Nisto, passa o maior carro cor de prata no ar.

O polícia corria atrás do carro com o pato, o apito, o mapa, a mala, a pistola…
No carro, o casal com cadastro, ri, canta, namora…
O Dário passa a mascar, vai para o mar, mas o polícia distraído não nota. Ri, ri, ri…
3º/4º B, EB de Galveias, professora Carmo Silva

O polícia daltónico
O Dário ia para a tropa com o carro rosa.
No mato, o polícia daltónico comia o pato com o prato na mão. Nisto, passa o maior carro cor de prata no ar.
O polícia corria atrás do carro com o pato, o apito, o mapa, a mala, a pistola…
No carro, o casal com cadastro, ri, canta, namora…
O Dário passa a mascar, vai para o mar, mas o polícia distraído não nota. Ri, ri, ri…
3º/4º B, EB de Galveias, professora Carmo Silva

Maio iria iniciar.
Como rápido, ano ia passando.
Para Rosa, Lírio, mais ainda. Rita, Maria, Clara, Marco, Márcio, Lia, Marina... A criançada toda ali mantida, tão lindo... Marido amado ali ao lado.
Tanto campo a plantar. Tanta roça a arar. Tanta lida a dar conta.
Dormir, acordar, criar, orar.
Ainda Paulo, a “tropa” somaria. Mais comida, mais plantação. Mas ao cair do dia, para o Alto sorriam. Todos dormiam.
Assim os dias passavam. Calmaria...
Maio logo iniciaria.
Chica, 69 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Com disciplina militar
A partir do tirocino, oito anos passados, a dona Rosa toma conta, todos os dias, do miliciano idoso. Amada por todos, mas não por tal capitão, pois a tratara com disciplina militar.
― Rosa, a casota do cão. Rosa!, limpar a sanita. 
À tardita, a Rosa ia cansada para casa, mas o militar, não parando, ia dando a Rosa mandatos incómodos. Ó Rosa, os impostos ainda por saldar? Insonoro, o coração da Rosa clamara: Sim, capitão tirano.
Theo De Bakkere, 66 anos, Antuérpia, Bélgica

Como pôr cada tio com a capa do dia para iniciar o passo da Rita, para sair do lado do tonto Alípio. Por cima da tia do Alípio o disco roda. Só pára lá para o rio Lima. A saltar de onda para onda. A Rita corria ainda com o passo inicial. O tonto do Alípio mordia as capas dos tios para amarrar a Rita. Tontos, impróprios para corridas. Toma lá, Rita, a capa, não corras mais.
Rosário Cordeiro, 61 anos, Cascais

Caio, o primo mais rico mas, nada limpo, todos os dias, comia, comia... mas não caia. Capitão, o cão, larápio mal-amado, corria, corria... mas não comia. Malandro do cão! Latia alto o apardalado do dono. Com a pança insípida, cai morto o capitão. Com a pança lotada, cai prostrado Caio. Roncam os dois, atordoados. Com o sol lá no alto, acordam. Alça Capitão, principiamos a nossa lida diária. Os pássaros cantam, aclamando por nós. Corramos para lá. 
Maria Cristina Araújo, 51 anos, Amora

O Mário cantor mais a Maria,
no salão dançando, dão as mãos.
No ramo das rosas cor-de-rosa
ia a proposta, do Dário para a Ção.
O pai do António, pastor,
tira partido do namoro,
conta para a Camila,
(caída na proposta do Mário).
Socada com a traição,
dita para o coração,
acalmar a tonta dor.
"Ai, como dói o amor".
Não iria mais amar,
trocaria o amor,
por nadar no rio,
andar na mota no alto mar.
Natalina Marques, 59 anos, Palmela

Antipático, o Carlos! Marcando contas altíssimas, só irrita, não adiantando nada para nós. Tanta coisa só para pisar os calos das primas!!!
Aida, não picada, drástica, imita-o, para o intimidar. Admirado, salta como mordido por rato, cantando altíssimo para as cinco primas.
Alda ri! Antónia canta, Pipa, ralada, sai, só Rita conta ainda, irritando-o ainda mais. Só planos tontos!!!!
“Tolas! Matam as contas assim!!!!”
Mas… palmas para Rita, por transtornar o primo, palmas para Aida por irritá-lo.
Teresa Caeiro, 59 anos, Lisboa

Maria Rita sai para o campo com saia rodada colorida.
Adora Maio. Lindo, radioso, com plantas, lírios, narcisos, papoilas. Adora o campo assim. Pinta-o animada. Cor, cor, mais cor... ilimitada cor. O lápis risca cor após cor, mapa artístico, pintado com amor.
Maria Rita dá-o a Sara. Sara não alcança a aptidão artística, distinta da prima. Aliás, ciosa, mira-o com colossal irritação. Danada amassa-o, atira-o ao ar.
Maria Rita prostrada, comprimida, dolorosa, risca a prima do coração.
Filomena Galvão​, 57 anos, Corroios​

Moscas, tias, primas! Raios as partam!
Ir a Arraiolos só para calar a Rosa, no pino do calor.
Na praia da Armona, isso sim, mar, sol, copos, noitadas. António insistia para Rosa trocar a rota, nada.
Passaria os oito dias a dormir, a roncar alto na sala. Não iria às compras, não iria para o assador, não iria tratar das rosas, ponto!
Malas, sacos, canário… Transporta António!
Lá partiram.
António calado, António danado, António irritado, António motorista.
Paula Castanheira, 54 anos, Massamá

Todos os dias, o tio Mário sai para a mina às cinco. Todos os dias sai irritado!
Todos os dias, a dormir ao som do ladrar do raio do cão!
― Nada o cala! Assim não dá mais! Não tarda, trato de ti!!
Ao raiar do dia, sai da casa com o saco na mão. No adro, o cão... as crias! Tão lindas! Mínimas, mas tão lindas! Alma caridosa, o tio Mário... Passaram a dormir lá no pátio!
Eliana Gaspar Rico, 51 anos, Porto

Maria do Rosário… como a tia. Por amor ao santo, diriam. Mas não podia orar, não podia. Tomara namorar todo o dia! Ainda o dia mal nascia, ali a Maria acordara tontarias. A morada não acatara, aos pais nada atinara. Cria no nono cântico dos lusíadas. Amor, rimas… Doida! Mal dormida, a nossa Maria ria. Os modos como rosas, mona atolada nos picos da pradaria. Rosário… santa como todas as simpáticas Marias. Prosa mal atinada… Atina Maria!
Glória Vilbro, 50 anos, Negrais, Almargem do Bispo - Sintra

Toca o sino, soam risotas à saída da escola. Na corrida para casa todos palram, saltam, namoram; no alcatrão, os carros roncam, apitam; na cerca, o Piloto ladra; no prado, protesta a passarada com calor.
As crianças do coro, dispostas na praça, cantam cânticos com o pai, tocador de maracas na Armada. No palco, oscilam nastros, artistas dançam ao som dos discos…
Mas, às cinco e tal, todo o alarido para:
― Passam… “77 Palavras” na Rádio Sim!
Helena Rosinha, 65 anos, Vila Fanca de Xira

A saia
Para Diana, o maior transtorno passara por todos os dias sair com a odiosa saia plissada com papoilas rosa. Mas Diana não podia mostrar o rancor por sair com tal coisa tapando o corpo, pois, a dita saia, saíra dos miolos idiotas da patroa. Lisa, a patroa, mostrara a saia após a saída às Caldas, na ocasião todos iam apoiando. Só Mário, o sócio, apoiara Diana, mas contra a saia plissada com papoilas nada podiam. 
Carla Silva, 44 anos, Barbacena, Elvas

- Maria, como assim, não irá?
- Não, não irá! O Dino, Tina, não atina com carros!
- Pois … claro! Sair, só com triciclo, não?
- Ironia, linda!
- Não! Mas como posso ir só, Maria?! A ti não dirá não!
- Corridas? Não! Só a nadar!
A Tina insistia na ida do Dino a todas as corridas do Porto, mas a Maria ria com a ironia da prima.
- Posso ir, sim?
- Com o Dino?
- Não, Tina! Só nós!
- Só, Maria?
- Sim.
Fátima Fradique, 43 anos - Fundão

Todas as moças iam para o campo mal o Sol nascia.Iam cantando modas para as animar do sono. Ao por do sol a tradicional "dança da casa"tinha início .Os moços ,todos no ponto ,com calças,casacos à moda,moças pintadas,com saias rodadas,coloridas. Mal toca a "moda da roda",os namorados trocam sinais,saltam para a pista.Rodopiam ao ritmo do som.So Maria não alcança o par .Sai ,com a solidão na alma.
Isabel Lopo. Lisboa


Ó MARINO
Lança, ó marino, ao ar
nas malandras ondas dançarinas
o amaro ronco pranto
da pátria tão ansiada.

Acalma, ó marino, a dor
da rapina do amado lar
no clamoroso rítmico tronar
do traidor mar irritado.

Torna, ó marino, o cantar
do coração tão doído
para as paradisíacas praias
com coralina sal ornadas.

Alça, ó marino, a mirada
ao acaso do fado
como pássaro a trinar
à saída da alba.

Pois ó marino, tal dia,
cansado da partida,
à pátria tornarás.
Mónica Marcos Celestino, 45 anos, Escuela Oficial de Idiomas, Salamanca, Espanha

Olá, prima Diana! 
Como anda? E como andam todos? 
A distância dói, não? 
A tia Tita cá está com as… “notas soltas”, mal disposta, mais as tricas, as malditas listas, as coisas por comprar: porco, criação, massa, paio, pão, … Dois dias atrás dos ratos! Não imagina! Nisto, lá cai. Braço partido, nada composto. “Ali, o “ladrão!” Cada dia…! A Lita, coitada, uma criada, pronta para… Tanto! E nós? Cristo! Todos doidos com a rica da tia Tita.
Elisabete Anastácio, 56 anos, Setúbal

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