30/06/18

EXEMPLOS - Desafio nº 144

Estava deprimida. Não conseguia perdoar o acontecido.
Tomava nota de tudo. Somava uma, duas, muitas vezes. E nada!
Logo aquela pessoa com quem sempre havia privado e privilegiado com intimidade e amizade. Nunca imaginaria que seria assim depreciada.
Magoei. Uma atitude era preciso.
Doía muito. Se sozinha, ficava a remoer o acontecido.
O que fazer? Privatizar dados. Ficar esperta, não mais dar a senha e dados bancários para pessoas que da família não fossem.
Lição aprendida? Tomara!
Chica, 69 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Apregoava os manjericos na rua sem sentir que a dor do dente moía constantemente.
Não tomara nenhum analgésico, enquanto de manhã coava o café na pressa de sair. 
Privada de apreciar a alegria em redor. Nem reparou que os vizinhos voltaram a cromar o gradeamento que circundava o posto dos correios privatizados.
Cor a deprimir a praceta e o ambiente festivo e uma opinião a depreciar os festejos de mais uma noite S. Joanina. Vidas a doer.
Alda Gonçalves, 50 anos, Porto

Tinha dois péssimos hábitos. Beber e roer unhas. Os amigos com quem privava estavam constantemente a depreciá-lo. Embora privilegiassem a amizade, deprecavam-lhe insistentemente que parasse com estes costumes. Tomaram uma atitude. Misturaram malaguetas, bagaço, mel a que somaram ainda pimenta preta. Após fermentação, coaram tudo e enquanto dormia, mergulharam –lhe as mãos nesta poção. Quando acordou e as levou à boca, compreendeu a malfeitoria. Condoeu-se , depreendeu a lição e perdoou-lhes. Afinal queriam o seu bem.
Filomena Galvão, 57 anos, Corroios

Vamos lá ver, doer, o que se diz doer, não doeu, mas moía o juízo, a tentativa de domar a minha vontade, tomar para si o que era meu!
Não gosto de soar como uma tonta, depreciar as novidades, deprimida com a evolução dos tempos... Mas alterarem-me rotinas implantando-me um chip para controlar a minha saúde à distância é privatizar o meu direito ao queixume mensal na sala do consultório, privar-me de voar num oásis de solidariedade!
Isabel Pardal, 54 anos, São João da Madeira

Ela ficou a REMOER no assunto, sem se CONDOER com os sentimentos dele, que a baixa voz ENTOAVA a canção preferida dela, sem no entanto pensar PERDOAR-lhe.
PRINCIPIOU a DOMAR as arestas da caixa de madeira, DEPREENDENDO que iria gostar do presente.
Achou que não devia DEPRIMIR, sem se PRIVAR dos seus gostos, TOMOU uma bebida, que o fez esquecer as frustrações, esperando que no coração dela existisse uma réstia de amor. Não queria a compaixão dela.
Natalina Marques, 59 anos, Palmela

O confronto
Após quinze dias, o mestre não queria privar a tripulação da distração, contudo amaldiçoou sua decisão para aproar um porto e ir à taverna. Uma bebidinha tornava-se um bacanal que depravará num confronto com estivadores que lhes tinham moído com pancadas.
Embora tudo lhes doesse, ninguém privará dos seus orgulhos.
Gabando-se daquela peleja desprestigiada, o barco tomou rumo a casa, e lentamente domava a noção que, ali, ainda tinham de passar por duras provas em círculo familiar.
Theo De Bakkere, 66 anos, Antuérpia, Bélgica

TOMARA ela não se DEPRIMIR, mas sem telemóvel ficava incomunicável, PRIVADA de contatar os amigos... Nada tinha sentido, MOÍA-LHE a alma, DOíA-LHE o coração. Saíu. Soube-lhe bem o cheiro a terra ainda molhada, o despontar das flores, naquele início de primavera. Ainda há pouco DEPRECIAVA a vida, agora PRIVILEGIAVA a Liberdade.
Afinal a natureza tinha mais para DOAR do que um simples telemóvel. Os amigos haviam de lhe PERDOAR aquele silêncio...
Reconciliada, RETOMOU o caminho de casa.
Isabel Lopo, Alentejo

Debruçada sobre a mesa, ela moía os grãos de café até lhe doerem os rins e o joelho. Adorava aromar a casa e soavam-lhe a sinfonia os gritinhos dos netos a ecoar pela cozinha.
Hoje adultos, privados da avó, retomaram os encontros de primos, privilegiam o café de saco, ou da velha máquina, envolto em recordações da infância, contadas entre grandes gargalhadas. Como se depreende, só esse café é muito bom, só esse café não se deprecia.
Maria Loureiro, 63 anos, Lisboa

Estou cansada das tuas críticas.
Depreendo que me vais tentar privar de tudo. Vais-me fazer sentir vazia. Como um escamoteador, pilhante, falcatrueiro, vais-me roer por dentro, depreciar.
Isso faz doer.
Mas não me vou deixar ir abaixo. Sou possante, resistente. Não, eu não mereço isso!
Sou daquelas pessoas que privilegia antes somar vitórias, cromar a figura com atos e factos, e não apenas soar importante. Porque tomar a ideia por adquirida... não aprecio!
Não vais conseguir magoar-me!
Ana Amorim, 46 anos, Condeixa

Pendurado sobre mar, o Bar da Praia Seixe, pareceu-lhe o lugar ideal para tomar café e retomar leituras. Ariana abotoava o casaco, enquanto remoía na sua má sorte, amaldiçoando aquele nevoeiro.
Deprimida? Pois sinta-se privilegiada, pelas três vai levantar!
Depreendo que seja… espanhol?
― San Sebastian!
― Cidade encantadora.
― Café, acabadinho de moer?
Que sorriso, pensou Ariana.
― Claro!
― Conheço uma praia privada, com um pôr do sol soberbo, posso levá-la até lá?
Ariana corada, Ariana feliz, Ariana disse que sim!
Paula Castanheira, 54 anos, Massamá

Eu, privada de mordomias, de máquinas, é no tanque que lavo toda a roupa da família. Ensaboar, esfregar, são tarefas duras de roer, mas o que me põe de rastos é a cena do engomar, capaz de me deprimir profundamente. A solução é tomar antes um cafézito bem forte, daqueles de dar asas para voar. Porém, como podem depreender, nem sempre tenho cobres para o comprar…
Sociedade injusta esta que privilegia uns em detrimento de outros. Dói!
Helena Rosinha, 65 anos, Vila Franca de Xira

Tenho comigo uma mágoa, que me remói o pensamento.
Não sei se deva verdadeiramente perdoar quem tentou magoar-me tanto.
Neste turbilhão de emoções, pretendo privilegiar sensações positivas, domar minha fúria, minha mágoa, sem deprimir meu ser. Somo e subtraio sentimentos, depreendendo da minha vida todo o alento.
Nesta breve introspeção, cheguei a uma simples conclusão: não vou corroer a minha mente com sentimentos doentios. Vou privar-me de tudo o que é negativo, para ficar de bem comigo. 
Rodrigo Santiago, 11 anos (Colégio Paulo VI – Gondomar, prof Raquel Almeida e Silva)

Estava pronta a tomar o destino nas mãos. Há muito que andava a remoer a situação. A tristeza povoava a sua vida. Deprimir era o verbo mais conjugado ao longo da sua existência. Sentia necessidade de privar com a alegria há tanto arredada de si. Para isso tinha de somar sorrisos no tempo. Precisava roer o laço que a prendia ao desalento. Perdoar a vida era um começo. Deixou de depreciar cada dia. Privilegiava, agora, cada momento.
Amélia Meireles, 65 anos, Ponta Delgada

Lucas
Lucas era homem sábio, sem nunca ter andado na escola. Somava sem falhar. Tomava atenção a tudo e de tudo sabia um pouco. Sua profissão, moer grão. E da farinha, fazia e comia boas bolas de sardinha. Quando soava o sino, apreçava-se, entoando cânticos religiosos. Não se privava de uma boa gargalhada, mas privatizava sua vida íntima. Nunca se deprimia, nem depreciava ninguém.
Sua máxima: nunca parar… se parar, dizia ele, acontece-me como à bicicleta, caio logo!
Domingos Correia, 60 anos, Amarante

Eu, adoro somar amores, Carlos! Até já lhes perdi a conta...
Pois, nunca te privaste de namoriscar todas as moças mas com a minha irmã, não!
Ela não é para tu brincares.
Um dia vais-te magoar. Cais na tua própria armadilha, queres voar e não consegues. Principia uma relação sem depreciar ninguém, porque o amor deve ser para abençoar e nunca para moer.
Privado de amor ninguém vive! Deprime-me ver-te brincar com os sentimentos das moças, André.
Amália da Mata e Silva, 63 anos, Vila Franca de Xira


Muito de pouco
Eunice assomava na janela, rosto vermelho de tanto engomar. Cabelo enrolado, remoía uma praga colada à boca, a cabeça a doer de tanto trabalho. Por isso, Eunice abençoava a hora em que, privada de quase tudo mas, sentindo-se ainda privilegiada, abotoava o velho casaco vermelho , soltava os cabelos ao vento e subia mais uma vez a rua inclinada. Depreciava a vida dura, sem deprimir. Eunice não tinha tempo para desperdiçar a felicidade. Sorvia-a em qualquer gota de prazer.
Isabel Sousa, 66 anos, Lisboa

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