10/07/18

EXEMPLOS - Desafio nº 145

O dia começou quando o Doutor Mário acabou o serviço de banco e pôde finalmente ir descansar. A idade já não lhe permitia grandes folias, nem o trabalho árduo de turnos em dose inumana. No entanto, a catástrofe tinha-o obrigado a socorrer uma série de vítimas de derrocada. Teria agora direito ao merecido repouso. Aquele a que todos os guerreiros têm direito. Chegou a casa exausto, entorpecido atirou-se vestido para cima da cama e num ápice adormeceu.
Filomena Galvão, 57 anos, Corroios


A noite começou quando Rosa acabou de deixar os filhos no colégio, de onde sairiam, para um hotel fazenda com a turma.
Ela chega em casa, toma um banho, coloca a mais bonita roupa de dormir e sonhava com a chegada do marido. Enfim teriam uma noite à sós!
Tudo certo, os dois jantados e já aconchegados, clima romântico, quando a campainha toca insistentemente: a sogra, com malas e bolsas decidira fazer uma “bela” surpresinha!
Conseguiu surpreender!!!
Chica, 69 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

QUANDO saíste sem me dar satisfação,
fiquei só, no silêncio medonho e triste,
que a pouco e pouco
tomava conta do meu pobre coração.
Pensando que estava louco,
não me saías do pensamento,
nem dos meus sonhos também
porque não sei se dormia
ou se acordado te esperava.
Mas dei tempo ao tempo,
sabia que não me enganava
e na profunda solidão,
sem saber o que pensar,
dizia-me o coração
que haverias de voltar.
Natalina Marques, 59 anos, Palmela


O dia começou quando os Heróis acabaram a missão. Resgatar aquelas treze pessoas foi um pouco como resgatar os nossos corações. Saber que, algures por esse mundo fora, há homens muitas vezes anónimos com um enorme coração, dispostos a arriscar a vida por nós, pelos nossos filhos, pelos nossos netos, é uma coisa maravilhosa. A única homenagem que lhes podemos prestar é a de os ter para sempre presentes no nosso pensamento como grande exemplo de vida!
Isabel Lopo, Lisboa

Reynardo, a raposa
O dia começou quando Reynardo acabou a sua incursão de ladrões nos arrabaldes à beira da mata. Tinha descoberto que ali uns paisanos criam galinhas para servirem como transformadores dos restos de cozinha. Embora essas não sejam tão gostosas como os galináceos no pátio, Reynardo aproveitar-se-á da negligência daqueles habitantes para roubar suas galinhas. Consternação geral, porque de noite uma besta sanguinária provocara um massacre. Reynardo, a raposa não percebeu nada disso. Também sua prole deve comer!
Theo De Bakkere, 66 anos, Antuérpia, Bélgica

A noite começou quando Matilde acabou o jantar. Aquela noite tinha tudo para dar certo. Esperava o noivo para ultimar a viagem de sonho. Há muito que desejava sair e percorrer países, sem projeto definido, apenas com a vontade de conhecer o mundo. Iriam começar por África, terra onde Maria crescera. Naquela noite, o dia fez-se de ausência. Maria carregou as lembranças da sua África, fez as malas e resolveu partir em missão. Uma viagem sem regresso…
Amélia Meireles, 65 anos, Ponta Delgada

A noite começou quando o Diogo acabou de pisar na sala escura e o meu mundo alinhado desabou.
A probabilidade dele estar naquele lugar era ínfima. Desejei que fosse a saudade e a dúvida sobre o meu enlace na semana seguinte a atormentar-me.  
Cena de filme, pensei. Mas, era ele, e mais uma vez me foi colocada a hipótese de fuga e de viver uma paixão.
A noite acabou, um aperto no peito e a dúvida até hoje!
Manuela Branco, 61 anos, Alverca

O dia começou quando, despedidos os últimos clientes, extintas as últimas luzes, o show acabou. As fantasias que adornaram Ângela, dando-lhe forma, espraiavam-se pelo chão, pelas cadeiras. Glamour, brilho, ilusões diluíam-se na crueza da madrugada. O carro da recolha do lixo fez vibrar as paredes do velho cabaret. A vozearia dos carregadores, levando mercadorias para o mercado adjacente, arrancou Ângela à modorra do momento. Dia afora, voltaria ao papel de Ti Constança, vendedora de frangos do campo.
Helena Rosinha, 65 anos, Vila Franca de Xira.

A noite começou quando ele bateu com a porta!
Não era noite daquelas com lua e dia seguinte, era verdadeiramente a noite da vida de Aldina.
O estremecimento da porta não lhe abandonara ainda o corpo e repercutia-se por todos os nervos.
Cansou-se do caos em que ele, descontraidamente, lhe transformara a casa. Pô-lo fora.
Tudo estava agora arrumado, mas sem vida, sem Ele!
Iria esperá-lo ao escritório. Ele era demasiado importante, não o perderia por ninharias!
Paula Castanheira, 54 anos, Massamá

O dia começou quando um ciclo findou. No azul do céu claro havia uma sensação de felicidade.
Esperei que meu marido acordasse lembrando da data. Refletimos em alguns textos, agradecemos e nos vestimos para o café da manhã.
A água estava maravilhosamente quentinha e o almoço no restaurante, de onde se via o bosque e a piscina de pedra, foi delicioso.
À tarde, mais banhos e calor e um lanche no apart. Agora, esperar o próximo aniversário.
Celina Silva Pereira, 67 anos, Brasília, Brasil

O Dia começou quando a Noite acabou. Era sempre assim. Quando o Sol sorria, aprumava-se e lá ia, radioso e lesto, em busca da luz da sua existência.
A Noite entrou mal-humorada. Já não suportava a luz do Dia e andava desconfiada.
Ninguém entendia porque viviam juntos. Antigamente ainda aproveitavam o lusco-fusco, mas agora raramente falavam! Saía o Dia entrava a Noite... saía a Noite entrava o Dia...
Facto é que não viviam um sem o outro. 
Fernanda Gomes, 49 anos, Lisboa

O dia começou quando, o telemóvel começou a vibrar e a tocar freneticamente. Num sobressalto atende e ouço: “ Ó meu Deus”!
Interrogo com o olhar e responde: “Já partiu”...
Parece que começa a noite a partir daí. Já esperada mas, nunca querida, esta notícia. O tempo e o mundo param. Qualquer som vindo do exterior deixa de existir; qualquer luz deixa de brilhar; só a dor bate bem fundo nos nossos corações. É a consciência da perda.
Amália da Mata e Silva, 63 anos, Vila Franca de Xira

No Hoje, entre o Ontem e o Amanhã
O Dia começou quando ela acabou por adormecer, embalada na conversa da alma com o Ontem e o Amanhã.
Despertou. Apercebeu-se duma lágrima, mas sentiu-se serena...
Bebendo chá, apreciou aquela serenidade.
Pressentiu a tristeza, lá dentro, a ficar-lhe à flor da pele.
Pegou em papel e lápis. Saiu.
Debaixo duma árvore, sentou-se.
Desenhou.
Pensou nele.
Sentiu-o nela.
Sentiu-se Ali.
Ao reencontrá-lo, estaria bem Lá, mas regressaria Ali.
Contemplou-se, no Hoje, em Tudo aquilo.
Depois seguiu, ainda serena. 
Paula Tomé, 46 anos, Sintra

O dia começou quando Cláudia acabou de contemplar a aurora, com a sua dança de flores perfumadas. Logo os clarões do sol lhe trouxeram recordações da felicidade vivida anteriormente. Crisálida em fuga de indícios de seda, quase cedeu à tentação obsessiva de avivar o ódio calado. Mas, esquecendo o amor traído, apercebeu-se de que, no reflexo do vítreo azul, ainda cintilava algum passado, vaga miragem de desafio para uma nova coragem. Foi quando decidiu seguir em frente...
Elsa Alves, 70 anos, Vila Franca de Xira

A noite começou quando o plantonista acabou de sair da enfermaria. Estávamos sozinhos. E se acontecesse novamente? Suas mãos ainda tremiam, mas as unhas já perdiam o estranho azul. Ela me fitou devolvendo a apreensão em olhos cansados. Dentro, um rapazote esquálido dormia. Pelo corredor vi duas enfermeiras pouco confiáveis.
Voltei resignado. Sentei. Suspirei. E tudo recomeçou! Suas pupilas cresciam. Gritei já me levantando. Outra mão me segurou com violência. Era o rapaz. As unhas completamente azuladas.
Cícero Soares, 55 anos, Bahia, Brasil

Esquina de Rua
Andas sozinha nas ruas de Lisboa.
A noite é tua companheira.
Procuras alguém que te procura, para mais uma noite de triteza.
Fugiste ao amor, ou ele fugiu-te.
Vida de solidão, vida de mágoas.
Mais triste ainda, se encontras quem procuras, aí é o vazio de teres alguém 
que quer o teu corpo, e não te quer.
Aí o frio do teu corpo é gelo em brasa!
Queres apenas fugir desesperada.
Sonhar, o sonho de ser mãe.
Celeste Bexiga, 68 anos, Alhandra

Desafios entrelaçados
A noite começou quando João acabou a primeira parte da viagem. Aterrou no aeroporto de Beja com um sorriso luminoso. Mariana, a linda açoriana por quem se apaixonara, acompanhava-o. Foi difícil convencê-la. Nunca entrara num avião e, além de receosa, ela demorou a despedir-se dos agapantos, das lagoas, dos amigos e, sobretudo, dos pais, calados e ansiosos. Agora João levava-a a ver o reflexo prateado da lua cheia no Alqueva. Igual ao Faial, continuariam a sua história.
Maria Loureiro, 63 anos, Lisboa

A decisão de Stela
O dia começou quando Stela acabou de queimar as cartas. Aquele simples gesto anunciava o recomeço. Depois duma longa noite decidira colocar um ponto final na relação enfraquecida pelos ciúmes. Finalmente percebera que o príncipe encantado apenas existia na sua cabeça, que as promessas feitas via carta eram vazias. 
Junto com aquelas cartas queimou uma outra carta que, entre lágrimas, escrevera destinada a ele. Não por hesitar na decisão, mas porque certas coisas devem ser ditas pessoalmente. 
Carla Silva, 44 anos, Barbacena, Elvas

A noite começou quando ela acabou de calçar os sapatos novos e se viu ao espelho.
Com olhos brilhantes e sorriso atrevido, rodopiou fazendo voar a saia rodada.
Correu escada abaixo respirando aquela música que tal como um cheiro lhe encheu os sentidos.
Vinha do salão de onde se escapavam também gargalhadas e vozes felizes.
Parou, fechou os olhos. Quis saborear o instante, tão cheio de promessas...
Fazia 16 anos. Empurrou a porta. A festa vai começar.
Concha Cassiano Neves, 71 anos, Lisboa

E assim, viveu feliz…
A noite começou quando Dani acabou a história.
Era sempre assim. Escrevia uma história, e, enquanto escrevia, havia dia na sua alma, um crescendo de euforia, de entusiasmo, como se nada mais no mundo houvesse para além daquela história. Mas depois…
Tudo mudou, porém, quando decidiu escrever a história da sua vida. Haveria, agora, sempre dia na sua alma… a nova história tinha histórias que se encadeavam, não se percebendo princípios, nem fins.
E assim, viveu feliz…
Domingos Correia, 60 anos, Amarante


O dia começou quando ela acabou pondo um ponto final no assunto. Suspirou. A noite fora intranquila. Em sobressalto. Vira passar, à sua frente, códigos, comandos, cabos ligados, desligados e ligados outra vez, num enervamento que não ajudava. Pensara, seriamente, em acabar com tudo aquilo. Irada, ainda se aproximara da janela. Mas precisava dele. A teimosia venceu e saudou o primeiro raio de sol. Conseguira: o computador estava a funcionar e havia um ponto final na tese.
Zelinda Baião, Linda-a-Velha, 56 anos

Marisa
O dia começou
Quando Marisa acabou.

Era dia dos seus anos
Acordara revoltada,
Lembrando os desenganos
Daquela vida passada…

Recordou que fora escrava,
Trabalhando noite e dia
Numa luta desalmada
Que jamais abrandaria.

Acabou a escravatura!...
Dispensou o companheiro
Causa da sua amargura
Esbanjador do seu dinheiro!

Produziu-se com esmero,
Convidou o Daniel,
Remirou-se no espelho,
E reservou o Hotel…

Ia brindar à Amizade,
Ao futuro a construir,
À magia e Liberdade,
Aos quarenta e ao porvir!...
Maria do Céu Ferreira, 63 anos, Amarante

Sonhei que a noite dos meus dias começou quando o teu nome acabou, levando agarradas as memórias de tantos tempos vividos nos meus abraços. Sonhei também que os meus olhos passaram a olhar sem ver, que as palavras ditas ficaram sem nada por dentro, e que a minha voz se perdeu no eco. Acho que neste sonho negro o tempo se escoou contigo, e me deixou sem nada. Quando acordei, o teu silêncio estava ali. Tu não.
Rosário P. Ribeiro, 60 anos, Lisboa

A noite começou quando os meninos acabaram de se deitar e entraram no mundo dos sonhos. Eles ficaram pasmados com aquele mundo onde tudo era de doce: o chão de chocolate, as árvores de caramelo com folhas de gelatina, a água de polpa de gelado e os animais que davam vontade de trincar. Mas eles não pensaram fazer isso aos docinhos dos animais. Queriam ficar ali para sempre, mas os pais acordaram-nos, para lhes darem os parabéns.
Diogo Granja Cardoso, 6º C, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

O dia começou quando eles acabaram de chegar à minha quinta. Ou seja, o Pirata, a Kiara e o Jeki, uns cães bem pequeninos. O Pirata e a Kiara eram pastores alemães e o Jeki era um cão de bosque, todos muito brincalhões.
Foram crescendo e eu sempre os acompanhei. Quando eu passeava na quinta, levava-os comigo, para não me perder.
Desde que perdi o medo dos cães, eles tornaram-se nos meus melhores amigos. Eu amo cães!
Catarina Santos, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

O dia começou quando ela acabou o parto! Olhava-as aliviado, estavam as duas bem! Os receios da gravidez, do parto, desvaneceram-se ali. Há poucos minutos nem sentia as pernas. O Mundo parou para a receber. Tinha-a agora nos braços. Nesse dia descobriu que via mal ao perto. Aquela menina linda tinha de ser vista de perto e passados longos minutos de a ter nos braços frustrava-o não a ver melhor! Estava a ficar velho, era paradoxalmente bom!... 
Filipe Barcelos Rocha, 43, Agualva

A noite começou quando ela acabou de ler o livro e apagou a luz.
De seguida ficou a pensar no livro. Mil aventuras vivera com aquele objeto extraordinário, mil palavras, mil minutos.
Apercebera-se de que tinha acabado de ler mais um livro, mais uma missão terminada.
A noite, que descontente batia constantemente na janela, tentava chamar a atenção dela. Ela não ouvia os batimentos irritantes que a lua emitia, zangada e descontente.
Leiam. Escrevam. Imaginem. Contem. Expressem.
Maria Leonor Reis, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

A noite começou quando a Mariana e a Margarida acabaram de jantar. Elas as duas eram melhoras amigas e iam dormir juntas: estavam supercontentes!
Depois de jantar foram ver vídeos musicais na net e brincar um pouco. 
Estava na hora de ir dormir e aconteceu um pequeno problema: a Margarida estava com medo pois ela nunca tinha dormido fora de sua casa. A Mariana percebeu a preocupação e ajudou-a.
Depois, já com muito sono, acabaram por adormecer!
Diana Gonçalves, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

O dia começou quando a minha melhor amiga acabou de tomar o pequeno-almoço. Ela veio dormir a minha casa, porque hoje é Halloween! Cá nos Estados Unidos é uma festa muito empolgante e divertida.
Agora vamos vestir os nossos fatos e depois vamos ter com os nossos amigos... Logo à noite vamos fazer doçura ou travessura!
Agora que já anoiteceu e os nossos amigos já chegaram, vamos sair para a doçura e travessura. Espero que não chova...
Clara Teixeira, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

O dia começou quando a Telma acabou de tomar o pequeno-almoço, porque esse era um dia especial: iam buscar uma cadela que a Telma tinha pedido há muito tempo.
Chegou a hora e elas viram-se pela primeira vez. Foi amor à primeira vista!
A cadelinha era macia, muito linda; tinha vários tons de castanho, preto e branco.
Desde que a menina a viu pela primeira vez, não conseguiu parar de pensar na bela cadelinha que a adorava!
Telma Ferreira, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

À primeira vista achou tudo muito estranho, ele via tudo a verde, a rosa e a azul. Houve uma pessoa que lhe foi dizer que não era Halloween, nem Carnaval, e o alien respondeu:
― Eu não estou disfarçado, sou um E.T do planeta Trololo.
― Pois nota-se, és muito esquisito!
Tornaram-se grandes amigos e até colegas de trabalho e de uma grande casa até aos sessenta anos!
João Rasteiro, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

O dia começou quando o meu pai acabou de me acordar. Era tão cedo, que nem se via o sol. No início, pensei que estava com muitas nuvens, mas não. Olhei para o relógio: eram 6:30 . Olhei para o meu pai e perguntei:
― Porque me acordaste tão cedo?
― Filho, as férias acabaram.
― Que dia é hoje?
― 17 de setembro.
Então eu fui ver um bocadinho televisão e tomei o pequeno-almoço. Vesti-me e fui para a escola…
José Pedro Moreira, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

A noite começou quando ela acabou de ler o livro e apagou a luz.
De seguida ficou a pensar no livro. Mil aventuras vivera com aquele objeto extraordinário, mil palavras, mil minutos.
Apercebera-se de que tinha acabado de ler mais um livro, mais uma missão terminada.
A noite, que descontente batia constantemente na janela, tentava chamar a atenção dela. Ela não ouvia os batimentos irritantes que a lua emitia, zangada e descontente.
Leiam. Escrevam. Imaginem. Contem. Expressem.
Maria Leonor Reis, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

A noite começou quando a Mariana e a Margarida acabaram de jantar. Elas as duas eram melhoras amigas e iam dormir juntas: estavam supercontentes!
Depois de jantar foram ver vídeos musicais na net e brincar um pouco. 
Estava na hora de ir dormir e aconteceu um pequeno problema: a Margarida estava com medo pois ela nunca tinha dormido fora de sua casa. A Mariana percebeu a preocupação e ajudou-a.
Depois, já com muito sono, acabaram por adormecer!
Diana Gonçalves, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

O dia começou quando a minha melhor amiga acabou de tomar o pequeno-almoço. Ela veio dormir a minha casa, porque hoje é Halloween! Cá nos Estados Unidos é uma festa muito empolgante e divertida.
Agora vamos vestir os nossos fatos e depois vamos ter com os nossos amigos... Logo à noite vamos fazer doçura ou travessura!
Agora que já anoiteceu e os nossos amigos já chegaram, vamos sair para a doçura e travessura. Espero que não chova...
Clara Teixeira, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

O dia começou quando a Telma acabou de tomar o pequeno-almoço, porque esse era um dia especial: iam buscar uma cadela que a Telma tinha pedido há muito tempo.
Chegou a hora e elas viram-se pela primeira vez. Foi amor à primeira vista!
A cadelinha era macia, muito linda; tinha vários tons de castanho, preto e branco.
Desde que a menina a viu pela primeira vez, não conseguiu parar de pensar na bela cadelinha que a adorava!
Telma Ferreira, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

A noite começou quando o sol acabou de explodir.
Matou triliões de pessoas, e aí foi a extinção humana e começou a nova era dos segundos seres.
Eram os Aliens que habitavam em Saturno, um planeta distante.
Lá os Aliens conviviam e celebravam a extinção humana porque assim já podiam navegar e conhecer o espaço sem o perigo de serem levados para mais um laboratório.
Foi o dia mais feliz dos Aliens, pois eles ficaram livres. Eternamente.
Martim Correia, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

O dia começou quando o Manuel acabou de acordar.
Preparou o pequeno-almoço; depois foi para o trabalho, para a escola onde dá aulas.
Lá, ele está sempre a adormecer porque o trabalho dele é ensinar a alunos que o estão sempre a ignorar. Para o Manuel é aborrecido estar a dar a mesma matéria a toda a hora porque os alunos não estão interessados.
Todos os dias dele são assim: sem sentido, sem esperança no seu futuro.
Guilherme Marques, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

A noite começou quando a Maria acabou de fazer os TPC.
Ela já estava cansada e com sono; por isso foi jantar e vestir o pijama. A Maria foi dormir mais cedo por causa do cansaço que sentia.
No dia seguinte, quando se levantou, começaram a doer-lhe as costas; depois vestiu-se, tomou o pequeno-almoço e foi para a escola, com a mochila pesada. Chegou a casa com as costas mais doridas do que estavam de manhã.
Beatriz Ramalho, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

O dia começou quando o David acabou de acordar, com os pais a olhar para ele. Acordaram-no, deram-lhe os parabéns. Depois ele foi lavar os dentes e a mãe disse ao David para voltar para a cama e foram-lhe levar lá o pequeno-almoço. Ele comeu panquecas com bacon e um bom copo de sumo de laranja.
Depois do almoço, o David ficou à espera dos convidados. Quando eles chegaram, ele abriu as prendas: recebeu roupas e brinquedos.
Leonel Canha, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
(aluno da educação inclusiva)

O dia começou quando o Manuel acabou de acordar. Era um dia normal de escola. Na véspera, tinha feito muitas asneiras e até já tinha uma alcunha: era o “rebelde”.
Nesse dia o rapaz ia comer com o pai. Enquanto estava a almoçar, a mãe ligou-lhe a informar que a sua diretora de turma lhe tinha telefonado a dizer que ia haver reunião para decidir o castigo dele. Esse castigo foi ficar sem recreios durante uma semana!
Nuno Esteves, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Sonhadora
A noite começou quando Violeta terminou a arrumação da cozinha.
Transpirada, parecia uma bruxa.
Era habitual deitar-se sem incomodar ninguém.
Na sua mente sentiu-se nostálgica, sentimental, honesta.
Sorriu...
Lembrou-se da sua formatura universitária, com entusiasmo, sem mágoa.
Tinha comprado um lindo vestido, uma verdadeira pechincha para alguns, um obstáculo para ela.
Por precaução com medo da confusão ou vandalismo arranjara outro vestido de baile.
Aguardou, aguardou...
O "seu" namorado inconsciente não apareceu, deixou-a louca de vergonha.
Acorda... Cuidado...
Cristina Lameiras, 53 anos, Casal de Cambra

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