30/08/18

EXEMPLOS - desafio nº 148


Diálogos do quotidiano
Ups, a bisnaga da pasta dentífrica está vazia.
― Hoje, nesta casa, lavar os dentes só com sabonete.
― Andaste a arear as pratas e os metais com ela, não foi? Tu e as limpezas de verão…
― Pratas? Quem me dera que as tivéssemos. Já agora podias dar um jeito à cave.
― Logo, compra duas bisnagas na mercearia do Sr. Joaquim.
― Essa está fechada para férias. Vou ao boteco “Tem tudo” do Sr. Chun.
Maria Loureiro, 63 anos, Lisboa

Encontrou a BISNAGA ainda com ÁGUA, ficara esquecida perto da piscina, desde o verão passado.
Era UTILIZADA nas BRINCADEIRAS, com os primos. Como estava perto o CARNAVAL, lembrou-se de a LEVAR para a FOLIA.
No meio da DIVERSÃO, encontrou aquele por quem sentia alguma afeição, mas ninguém o sabia.
― Queres namorar comigo? ― perguntou ele esperançado pelo "sim".
Em vez disso, levou uma BISNAGADELA. O coitado, um pouco chateado, ficou sem saber o que a MOLHADELA queria dizer.
Natalina Marques, 59 anos, Palmela

No quinto aniversário do neto, a avó Teresa presenteou-o com a bisnaga que tanto pedira. Era uma bisnaga super especial. Bastava soprar e a magia acontecia… no ar flutuavam pequenas bolinhas de sabão.
Na festa, a criançada estava toda animada a ver o Miguel. Todos queriam acertar nas bolhas, corriam atrás delas e zás — rebentavam-nas. Até o Farrusco se divertia com a brincadeira. O pior foi o chão que ficou todo molhado e muitos deram um trambolhão.
Filomena Galvão, 57 anos, Corroios

Bisnaga francesa
Sei lá! Porquê o responsável do armazém tinha como alcunha “bisnaga francês". Talvez fosse seu pão favorito para matar a fome. Alias, um tal pão untado com manteiga e conduto agradará muitos bons garfos. Desde ontem trabalhava nesta livraria, mas nunca encontrara esse fiel, até agora.
-Olá!, Senhor Bisnaga, está cá? Preciso do livro "sinais mortais".
Um magro gigante de dois metros apareceu zangado, com, na lapela do seu casaco, o nome "Boulanger". Desde então, sei porquê.
Theo De Bakkere, 66anos, Antuérpia, Bélgica

João empunhava a bisnaga como uma pistola: no carnaval, as máscaras permitiam-lhe dar largas aos seus devaneios; circulava pelas festas, qual serpentina lançada na euforia dos bailes, onde a música ateia emoções. Foi nesse clima fantasioso que começou o namoro com Manuela, entre promessas e enleios. Porém, carnavais passados, o sedutor revelou a sua verdadeira índole e o choro substituiu o riso da então feliz Columbina. Vítima de bárbaras agressões, Manuela teve coragem para pedir ajuda – sobreviveu!
Helena Rosinha, 65 anos, Vila Franca de Xira

A mãe, apesar da dor, abriu a bolsa dos cremes, retirou uma bisnaga em tons laranja que derramou sobre a picada e um aroma de flor de laranjeira e de frutos dissolveu-se no ar.
No verão, há um elevado número de insectos a vaguear pela quinta, principalmente ao anoitecer, quando o calor tórrido sobe dos xistos. São abelhas, melgas, mosquitos a zumbir por ali em busca de um sangue doce, diz o avô.
Ficou um grande inchaço!
Alda Gonçalves, 50 anos, Porto

As bisnagas de água!
Havia-as de todas as cores e formas. Recordo, em especial, aquela que a avó me comprou na drogaria da Dª Augusta, um cavalo-marinho cor-de-rosa. Era linda e fez de mim a menina mais feliz lá da rua. Levantei a tampinha branca, enchi-a de água e corri para o quintal.
Bando de miúdos que riem e gritam excitados.
Mães que chamam à janela para a merenda.
Dias bons carinhosamente aconchegados, no livro da memória!
Paula Castanheira, 54 anos, Armona

Há alturas em que as mais pequenas coisas nos desconcertam. Até aquele teu irritante costume de agarrar na BISNAGA e ESPREMÊ-LA agora me faz falta. MAGOASTE-ME muito quando partiste. Fiquei para aqui a deixar CAIR MÁGOAS numa chuva de LÁGRIMAS... A TRISTEZA e a SAUDADE tomaram conta de mim. O AMOR tem destas coisas, volta não volta, parte-nos o CORAÇÃO. A sorte é aparecer alguém para o consertar. Era precisamente isso que te queria dizer: Já está!!!
Isabel Lopo, Lisboa

― Uma bisnaga de onagra??!! Que é isso? Vai-se a ver, está tão magra que ficou parva de todo! 
― Ó Clementina, deixe-se disso e traga a sopa. E desligue o aspirador!
― Antes de sair? Então não está cheia de dor de dentes, a precisar que vá à farmácia, antes que se lhe estrague o sorriso para a fotografia e fique sem cor? Sabe que mais? Pasta de açafrão e canela é que fazia maravilhas! Tenha fé nos emplastros!
Isabel Pardal, 54 anos, São João da Madeira

Marlene guardou a bisnaga e espalhou o creme tentando aliviar a dor que martirizava o corpo dorido após o abraço de Anatólio. 
Conhecendo-o, devia tê-lo afastado, mas naquele momento precisava dum amigo. Conheciam-se desde a adolescência e já nesse tempo depositava total confiança nele confidenciando-lhe os seus segredos. 
Segredos que provocavam gargalhadas mal contidas. Mas aquele originara um profundo silêncio. Silêncio apenas superado pela escuridão instalada no seu olhar perante a descoberta da doença da amiga. 
Carla Silva, 44 anos, Barbacena - Elvas 

Efeito placebo?...
Chegava do seu passatempo, ia buscar a bisnaga da pomada para dores, verdadeiro bálsamo para a coluna. Ficava livre de sofrimento… Sem ela, adeus pesca!
Fazia-a ele mesmo com ervas apanhadas no seu passeio diário.
Um dia, porém, não achou a caixa da pomada.
― Raios!...
― Calma… está aqui. Deita-te de costas, eu aplico-ta! – proferiu sua santa esposa.
― Estás melhor?
― Porreiro, sem dores…
― Agradece à Nívea…
― À Nívea!?...
Ficou indagando-se:
― Efeito placebo ou milagre da minha santa esposa?
Domingos Correia, 60 anos, Amarante

Ontem estava com a minha bisnaga de pasta dos dentes, olhei-me ao espelho e vi uma cárie. A minha boca estava estranha; então chamei a mãe. Ela disse que os doces dos meus avós tinham-me feito mal. Pensei: "quando for maior e tiver rugas, será da velhice." Mas eu tenho muita juventude, não me preocupei. Cheia de vida, ainda tenho muito por contar e viver. Tenho muito amor para dar e aceitar. Principalmente dos meus queridos pais!
Beatriz Mendonça, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

Uma bisnaga molhava os colegas com uma pistola de água.
abelha picou a bisnaga Vitória e a sua mãe meteu-lhe Fenistil.
A bisnaga deu uma palmada nos bichos.
Antes de se deitar, a Vitória lavou os dentes com a pasta dentífrica.
No dia seguinte durante o intervalo, ela tropeçou num pedregulho e fez umas grandes feridas. Lavou as feridas e desinfetou-as com Bepanthene Plus.
Depois da queda foi comer um cachorro quente com Ketchup, mostarda, maionese...
EB de Galveias, 3º/4º B, professora Carmo Silva

Uma bisnaga ecológica
Certa bisnaga, contento creme para aliviar dores, nasceu desejando melhorar o planeta. Desta forma, criou o movimento " Abaixo a bisnaga esvaziada, viva a bisnaga reciclada".
Todas as bisnagas fizeram greve deixando de bisnagar e as tampas de enroscar. A elas se juntaram os cremes e as pastas que se tornaram pastosas e malcheirosas. A notícia alastrou. Cientistas e ecologistas reuniram-se. Mais tarde, já velha, soube que a bisnaga recarregável aparecera nas farmácias e até esgotara. Morreu feliz.
Isabel Sousa, 66 anos, Lisboa

Presépio no cartão
Era ainda pequenino,
Com a bisnaga na mão,
Colava o seu pinheirinho
Num caixote de cartão!

Trabalhava pelo chão,
Sentado às escondidas,
Enfeitando um cartão
Com bolinhas coloridas!

Bolinhas bem recortadas,
Com tesoura apropriada,
Estrelas muito douradas,
E palhinha amarelada!

Queria tudo colorido,
Ia fazer a vaquinha,
Recortar tudo escondido,
Com o Jesus na palhinha!

Queria tornar-se importante
Como o mano Juvenal
Que diziam ser brilhante!...

E de surpresa, então,
Mostraria no Natal
Seu presépio no cartão!
Maria do Céu Ferreira, 63 anos, Amarante

da bisnaga cor-de-rosa,
Que não me serviu de nada.
Agora, os meus dentes
não estão nada contentes.
Estão com cáries.
Ontem à tarde,
fui ao dentista,
generalista.
Observou-me a boca, com muita calma,
com muito profissionalismo.
Disse que era dos doces e guloseimas.
Tenho comido muitos, em casa dos meus avós.
Eles estão cheios de rugas.
A velhice  já chegou.
A juventude já passou.
Devemos cuidar de nós,
para aproveitarmos melhor a vida.
Margarida Fernandes, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix 

Foi buscar uma bisnaga ou um tubo de pomada para a ferida?
Vamos começar a história do início.
Um dia, a Maria caiu a brincar com os amigos. Foi fazer o curativo a correr, pois estava uma autêntica diversão na festa e ela não queria perder um minuto. Quando terminou, voltou para junto dos convidados.
A Maria estava à espera desta festa há muito tempo.
Afinal, uma bisnaga e um tubo de pomada são a mesma coisa!
Mafalda Sousa, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Estava ela na loja de artes quando se depara com uma embalagem de bisnagas prateadas lindas. Pegou nelas.
Tirou o plástico à volta, viu cada tinta, todas as cores eram pigmentadas.
Pegou na cor rosa, perfeita para a bailarina que desenhara no quadro. O tutu tinha de ser daquela cor, para representar a paixão pela dança. Acoreografia  seria representada pela bailarina. 
Aqueles quadros relembravam-na os tempos na escola de dança e do seu professor, na altura.
 Ana Pereira, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Um dia à noite, antes de ir para a cama, lavei, com a minha nova bisnaga, os dentes. No dia seguinte, vi que tinha uma cárie na boca por causa dos doces que tinha comido.
Depois fui visitar os meus avós que têm muitas rugas na cara por causa da velhice. Eles falaram-me da sua juventude e das cáries que já tiveram. Disseram-me também como, apesar disso, naquele tempo a sua vida era boa, alegre e feliz.
Rodrigo Torres, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Quando acordou, João pegou na bisnaga, enviou o remédio pela goela abaixo; estava doente, e dentro daquele tubo tinha a sua cura que o médicolhe receitara para poder exercer a sua profissão, era polícia!
Mal saiu de casa foi informado que estava a ser efetuado um roubo no banco da cidade, por cinco ladrões.
Quando lá chegou tinham conseguido prender os ladrões e levá-los para tribunal, onde lhes aplicaram uma pena de 25 anos de prisão!
Rodrigo Dara, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

O João diz ao Ivo:
― Eu ando a usar uma bisnaga de flúor.
― Eu também, mas os meus dentes andam mal, estou com cáries na boca. É que os doces que os meus avós me dão fazem-me mal. Eles já têm rugas mas eu sei que eles só têm rugas por causa da velhice. Eu ainda sou jovem, a minha juventude está sempre do meu lado: a vida é assim.
O João fica muito, mas muito espantado.
Francisco Mendes, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Hoje acordei de manhã, inspirei-me, e decidi pintar um lindo quadro. Peguei numas bisnagas de tinta, num tubo de cola e em papel. Estava a pintar um fantástico quadro: colei nele uns papéis verdes, azuis, laranja…
Entretanto deu-me a fome. Fui comer vegetais e carnes de muitos animais.
Voltei ao quadro e percebi que era uma selva com natureza variadíssima. Depois lembrei-me que estive de férias na Amazónia e que aquela era a vista de minha casa.
David Correia, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Hoje vi uma bisnaga de cola cor-de-rosa! Cola cor-de-rosa? Tinha de experimentar!
Pedi à minha mãe para irmos a correr para casa, queria ir, pois queria fazer um trabalho com a minha cola nova.
Quando cheguei a casa, apertei a bisnaga e a cola voou. Ficou tudo pegajoso e manchado. A minha mãe ficou chateada!
Naquela hora só pensei:
― Que pena! Acabei de sujar a minha secretária nova. Só de pensar que vou ter de limpar tudo...
Rita Vieira, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

bisnaga com Super Cola Três está a reparar os danos que tem esta folha de papel fina, que contém um glorioso e belíssimo desenho feito a lápis de um cão a encontrar uma mina tenebrosa e abandonada. O que será que o cão irá achar? Acho que talvez ouro, ametistas, esmeraldas, quartzo, rubis, safiras? São muitos metais preciosos para pensar nisso! Agora pensei numa coisa: quantas riquezas o desenho me trará? Claro que é muito dinheiro!
Daniel Cruz, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Vida
O velhote seguia distraído.
Quem olhava para ele, sorria, devido ao seu aspeto.
A roupa que vestia era curiosa, CAPOTE preto, colete de MISSANGA.
Quando chegou ao jardim, sentou-se, olhou em volta, viu uma lagartixa a TREPAR uma árvore, um jovem perto mudava a PÁGINA do livro que lia.
Olhou a montra do restaurante, o ESPARGO fez-lhe brilhar os olhos.
Um pássaro deu um GRITO.
Tirou o FUNIL do bolso e distraidamente acariciou-o à espera do génio.
Celeste Bexiga, 68 anos, Alhandra

Eu hoje fui a uma grande loja de bisnagas. Tinha muitas bisnagas, mas eu escolhi uma bisnaga de tinta. Aquela que eu escolhi foi a de cor azul e fazia lembrar o mar. Era uma linda cor, mas também fazia lembrar o oceano, grande e cheio de peixes, pois eram vários tons de azul.
Quando eu acabei de comprar a bisnaga, o meu pai ligou-me e disse que tinha comido rojões e bebido sumo de fruta saudável.
Rita Teixeira, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

O José não usava a bisnaga e era muito trapalhão a lavar os dentes.
À noite sonhou que uma enorme cárie lhe aparecera na boca. Acordou sobressaltado e pensou na quantidade de doces que andava a comer.
”Vou contar aos avós que decidi não comer tantas lambarices, que vou escovar bem os dentes: é a decisão certa! Embora com rugas e na velhice, os avós adoram-me. Eles são importantes na minha juventude e um exemplo de vida!”
Salomé Vasconcelos, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

O José não usava a bisnaga e era muito trapalhão a lavar os dentes.
À noite sonhou que uma enorme cárie lhe aparecera na boca. Acordou sobressaltado e pensou na quantidade de doces que andava a comer.
”Vou contar aos avós que decidi não comer tantas lambarices, que vou escovar bem os dentes: é a decisão certa! Embora com rugas e na velhice, os avós adoram-me. Eles são importantes na minha juventude e um exemplo de vida!”
Salomé Vasconcelos, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Tinha dezassete anos, e todos os sonhos do mundo.
Era tímido, mas não demais, inteligente, inventivo, a querer viver.
Meteu nos bolsos a BISNAGA, SERPENTINAS. A MÁSCARA de CARNAVAL que escolheu agradava-lhe.
Saiu de casa já de noite, os BAILES começavam tarde, adorava MÚSICA.
Tinha esperança de começar um NAMORO com Manuela.
Ela teve uma crise de CHORO quando ele a beijou de surpresa
Era jovem, queria ser FELIZ.
Agora, esperava-o, a festa, o riso a alegria.
Celeste Bexiga, 68 anos, Alhandra

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