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30/05/18

Ana Beatriz ― desafio 118


Tímida Chuva
Num reino distante, a maioria dos habitantes detestava a luz. Nas trevas, perseguiam os radiosos. A princesa Maria, de carácter bondoso, era muito atingida. Apelidaram-na de Tímida Chuva. Preferiam chuva torrencial, vendavais, grandes incêndios.
Quando os fogos chegaram, a Tímida Chuva, compadeceu-se com o sofrimento daqueles que a ostracizavam. O seu apelido, alvo de tanta zombaria, foi pronunciado com respeito. As nuvens rosaram, doando água milagrosa, restabelecendo a harmonia. Dos rostos claros, orvalhados pelo amor, explodia gratidão.
Ana Beatriz, 39 anos, Lisboa
Desafio nº 118 – associação de palavras

07/03/18

Martim Mendes ― desafio 118

Caminhou pela floresta, mas uma tempestade tropical desabou, derrubando-o do cavalo. O António passou numa esplanada para saborear um gelado. A esplanada caía, porque houve uma tempestade e tinha deixado tudo partido e tinham havido muitos assaltos.
Os gelados tinham acabado de ser roubados. Ele fez gelados para todas as pessoas.
Ele andou pelas ruas a dar gelados grátis. Uma pessoa disse-lhe que ele deveria abrir uma loja de gelados. Ele ficou feliz e respeitou a pessoa.
Martim Mendes,14 anos, Lisboa
Desafio nº 118 – associação de palavras

04/03/18

Fernanda Costa ― desafio 118


Numa ilha longínqua, no mais belo jardim, aquela flor permanecia um enigma. Poucos conseguiam ver as suas cores ou sentir o seu aroma. Ninguém ousava colhê-la. De caule inviolável, todos desistiam de o quebrar. 
Quando entristecida, acomodava-se nas suas pétalas e, em dias cinzentos, usava um manto brilhante, tecido com gotas de orvalho
As madrugadas alaranjadas e manhãs luminosas anunciavam a chegada do amigo sol. Ele envolvia-a num véu de luz e afago, dissipando-lhe o nevoeiro, ressuscitando-a.
Fernanda Costa, 56 anos, Alcobaça
Desafio nº 118 – associação de palavras


28/01/18

Ana Pegado ― desafio 118

Estava tensoimpaciente e desorientado. Quando a vi, desatei a correr. Atravessei a estrada e fui atrás dela a miar. Ela tentou mandar-me embora. Fiquei desiludido. Mas mantive a esperança, pois sou otimista e não desisti. Olhei nos olhos dela e vi a sua alma. E ela viu a minha. Miei novamente, ela abriu a porta de casa e deixou-me entrar. Senti a tranquilidade daquele lar e decidi ficar. Deitei-me no sofá. Foi amor à primeira vista.
Ana Pegado, 31 anos, Lisboa
Desafio nº 118 – associação de palavras



06/10/17

Celina Silva Pereira - desafio nº 118

A aliança
Tinha superado a insegurança e conseguira a compreensão do casal real. Sentiram firmeza em minha intenção e permitiram que entabulasse uma ligação entre nossos corações. Vitória!
Princesa, nosso amor atingiu o crescimento, embora atravessando momentos de cuidado. Juntos percorremos caminhadas felizes pelas pradarias floridas do reino e entabulamos doces conversas nos recantos do palácio.
Tu me atingiste com a flecha do desengano quando devolveste a aliança. Não mais repetirei no gesto a mesma firmeza, garbo e paixão.
Celina Silva Pereira, 67 anos, Brasília, Brasil
Desafio nº 118 – associação de palavras


03/10/17

Susana Sofia Miranda Santos - desafio nº 118

Uma saúde frágil sempre me impediu de alcançar êxito profissional.
No passado, alguém gerou decepção e angústia profundas na minha alma... fiquei com verdadeiro terror ao amor! Até te conhecer!
Percebi que encontrara alguém diferente de mim: tu gostas de números, eu adoro letras; tu preferes ler, eu prefiro escrever.
Mas, no que concerne a sentimentos, temos compatibilidade total, permitindo a edificação de uma relação baseada no companheirismo e protecção mútuas.
És o meu anjo da guarda!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 118 – associação de palavras

30/09/17

Fernanda Costa - desafio nº 118

Aquieta-se a noite! Os vivos também!
Há uma coruja a piar ― sabe o que diz, mas ninguém a entende.
Na vizinhança, uma torre milenar ― alva, intocável na terra, apreciada do céu. Abençoa o conforto, com temperatura misteriosa.  
Há luzes amarelas, outras laranja, algumas escondidas na bruma. Luz rosada, em abóbada infinita, doa transparência à noite, parecendo um pedaço de dia!
Nesta oposição ― brisa da noite, nuvens do dia ―, há a escuridão doce, morna, tal como um longo abraço. 
Fernanda Costa, 56 anos, Alcobaça
Desafio nº 118 – associação de palavras

24/09/17

Fernanda Costa - desafio nº 118

O Sol dos amigos
Liana atravessava um momento de incerteza, aquele encontro com Alberto foi uma bênção. Em tempos idos, ele ignorou as imperfeições, demitiu-se do julgamento, calçou inúmeras vezes os seus sapatos, caminhou com ela.
Naquele dia, Alberto soprou as nuvens, o Sol apressou-se a chegar e Liana chorou ― lágrimas doces, tal como estrelas em noite de Natal. De tão genuínas, vivificaram a sua alma.
Liana esqueceu a negrura do tempo, vestiu-se de coragem, agradeceu e acendeu a sua Luz.
Fernanda Costa, 55 anos, Alcobaça

Desafio nº 118 – associação de palavras

29/08/17

Quita Miguel ― desafio nº 118

Sucesso ou fracasso?
O receio de falhar era um facto que acompanhava Félix desde criança. Cada projeto fracassado, marcava a sua vida com mais uma deceção, derrotando a sua estrutura mental.
Sentia-se um falhado, porém nada o fazia desistir.
Enquanto planeava a identificação de cada fase do trabalho, o anseio da sua execução aumentava, no entanto, cada resolução era sempre tomada com afeto e determinação, apesar do medo do resultado final.
Sucesso ou malogro? Só no final saberia a verdade.
Quita Miguel, 57 anos, Cascais
Faça aqui o download do conto «Sonho Esventrado» ― https://www.smashwords.com/books/view/595005

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12/06/17

Amélia Meireles ― desafio nº 118

A inquietação rendilhava-lhe a alma. A proximidade da noite tecia uma tristeza que quase acreditava premonitória. O cheiro a maresia sublinhava a certeza do sonho acalentado. Fugir era libertar-se do medo, do viver sem futuro. Um arrepio percorreu-lhe o corpo. Que olhar vazio era aquele, despido de afeto? Os gestos marcavam a ausência de afinidade para com o drama de todas aquelas pessoas. O mar bonançoso fazia crescer a esperança de reconstruir o futuro. Inundou-se de alegria.
Amélia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada
MEDO (arrepio) SUCESSO (alegria) DESILUSÃO (tristeza) CONSTRUÇÃO (crescer) EMPATIA (afinidade)
SEGURANÇA (certeza) AMIZADE (afeto) ANSIEDADE (inquietação)

Desafio nº 118 – associação de palavras

30/05/17

Vera Saraiva ― desafio nº 118

Amor, que palavra tão simples!
Quanto ao sentimento, esse, pode ser muito difícil de descrever. A força que nos dá para lutar, contra
tudo e contra todos. O pavor e a angústia que nos devasta, quando não correspondido! A indecisão, própria de quem ama, provoca insónias, destruindo a solidez de romances sólidos. O entusiasmo em momentos de alegria.
empatia que sentimos quando lemos sobre estes e outros sentimentos, só não é sentida por quem nunca amou!
Vera Saraiva, 37 anos, Redondo
Desafio nº 118 – associação de palavras

19/05/17

Rita Afonso Botelho ― desafio nº 118

Sinto uma grande frustração.  Nunca mais aprendo. Tudo na minha vida foi uma grande tranquilidade, sentia-me como se fosse famosa.  Era uma grande amizade, alegria todos os
dias, mas estragaste tudo. Porque? Tenho insónias todos os dias pelo que fizeste. Tornei-me antipática, porque deixei de confiar nas pessoas. De amiga passas-te para inimiga.  Sim, estou abatida!! Mas obrigado… Vão ficar belas recordações, mas deste-me uma grande lição de vida. Com amigos como tu não preciso de inimigos.
Rita Afonso Botelho, 35 anos, Moita
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10/05/17

Domingos Correia ― desafio nº 118

Indeciso
Sentir-se indeciso até ficar angustiado, com insónia, sempre foi seu medo. Com sucesso, explodia de alegria. Mas abominava fracassos. Chamava-lhes retrocessosEntusiasmado, só quando construía
algo.
Acabou na encruzilhada dos rios das decisões matrimoniais: rio “Caso e pronto!” e rio “Não caso já!…”
Empurrado pela firme namorada, mergulhou no primeiro. Confuso, acabou nadando… e acabou ao lado da companheira na esplanada do bar da vida…
Vivem ainda juntinhos numa casinha simpática ao lado do mar da Estabilidade.
Domingos Correia, 59 anos, Amarante
Desafio nº 118 – associação de palavras

António Garcia Matos ― desafio nº 118

Estava em paz.
Tentei transmitir este estado de alma com quem me é próximo.
colaboração transformou isto num acto de partilha de sentimentos e acções tendo como finalidade a realização do somatório de pequenos objectivos que pudessem encaixar na ideia inicial.
A dúvida na obtenção do resultado final aumentava dia a dia, provocando grande perturbação...
A hora da apresentação deste texto avançava silenciosamente ...
Foi uma guerra!...
Finalmente, assumi a realidade!
Milagrosamente havia uma palavra disponível:
Fracasso!
António Garcia Matos, Lisboa
Desafio nº 118 – associação de palavras

09/05/17

Isabel Lopo ― desafio nº 118

Estou lixada com mais este desafio. O PAVOR de me perder nas palavras tira-me a CONFIANÇA na escrita. Sinto-me TRISTE pela DESCONSTRUÇÃO das minhas frases, pois nada tem nexo... Se não
fosse a AMIZADE que sinto pela doida da minha professora que me dá FORÇA e me tira as ANGÚSTIAS, desistia já. Mas ela é tão serena, tão especial, que lhe devo GRATIDÂO ao escrever mais este rascunho sem tom nem som. Obrigada, Margarida, pelas suas maluqueiras!!!!!!
Isabel Lopo, 71 anos, Lisboa
Desafio nº 118 – associação de palavras

Emília Simões ― desafio nº 118

Com o nervosismo que lhe era habitual não conseguia disfarçar o susto que lhe haviam pregado. No seu semblante era notória a tristeza que queria iludir com um discreto e trémulo sorriso. O seu

03/05/17

Theo De Bakkere ― desafio nº 118

Injustamente o ansioso orador belga tinha medo que o auditório ficasse desiludido com sua locução sobre o Mirandês. Porém a síntese segura feita a partir da vistoria própria em Bruxelas

02/05/17

Carla Silva - desafio nº 118

Sem ti
Agora percebo que fui fútil e toda a alegria que me invadiu inicialmente foi abruptamente substituída pelo temor de te perder. Na ânsia de ter reconhecimento publico perdi o que mais prezava, a tua