Mostrar mensagens com a etiqueta desafio nº 167. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta desafio nº 167. Mostrar todas as mensagens

19/08/19

Maria João Cortês ― desafio 167

Cheguei ao nascer do sol ao alto da montanha. Eram sete da manhã.
Que espetáculo! Os cumes todos cobertos de neve em pleno Agosto, e a temperatura a rondar os cinco graus. Fazia mesmo frio ali.
As pessoas começaram a chegar. Estávamos ali reunidos para uma aula de Yoga. O professor queria mostrar-nos que o poder da respiração aqueceria de tal forma o nosso corpo que acabaríamos a aula em calção ou t-shirt ligeira.
E assim aconteceu.
Maria João Cortês, 75 anos, Lisboa
Desafio nº 167 ― «chego ao nascer do sol»

06/07/19

Elsa Alves ― desafio 167

"Chego amanhã ao nascer do sol. Vou para te arrancar a essa pasmaceira."
Que alegria quando viu esta mensagem no telemóvel! Estava tão farta daquela monotonia; daquela pasmaceira, como ele bem dizia. Era a palavra certa. Tanta calma até enervava. Não era para isso que queria viver. Queria delírios, paixão, correr pelos dias. Queria vertigens, rapidez... Mas o sol nasceu e... nada. As horas passaram e ele não apareceu.
Palerma da lesma. Ficar à espera do caracol...
Elsa Alves, 70 anos, Vila França de Xira
Desafio nº 167 ― «chego ao nascer do sol»

28/04/19

Rodrigo D ― desafio 159


Gustavo e os seus amigos foram fazer um passeio à floresta. O combinado era acamparem e na manhã seguinte voltarem a casa. E assim foi, procuraram um sítio plano para montarem a tenda e preparar uma fogueira pois iam comer marshmallows deliciosos.
De seguida Gustavo foi procurar lenha. No caminho ouviu o chiar de um rato e quando olhou para o lado viu uma cobra a tentar comê-lo. Agindo desesperadamente, saltou para cima dela, ajudando o ratinho.
Rodrigo D, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 159 – lutar por fazer a diferença

Clara T― desafio 167

22-11-2018
Querido Winnie Pooh!
Nunca mais chegam as férias... Sabes, nem são as prendas de Natal que quero, quero é estar com o meu pai... Tenho saudades dele. Agora vou dormir, tentar! Só são oito e meia, mas a avó mandou-me dormir.
Até amanhã! 
Clara

23-11-2018
Olá, Pooh!!!
O meu pai mandou-me uma carta. Sabes o que dizia?
"Chego amanhã ao nascer do sol. Vou para te arrancar dessa imensa saudade."
Não consigo acreditar que ele vem!
Clara T, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 167 ― «chego ao nascer do sol»

Ana F P ― desafio 167


“Férias!”, gritei depois do último dia de aulas. Teria o verão todo pela frente, descansaria e dormiria bastante.
Depois de acordar sentei-me a ler um livro de aventuras…
Triiiiiim!!! – Deu-me preguiça de levantar! 
Triiiiiiiiiim!!! – Agora tive de ir à porta. Estava um carteiro segurando um envelope. Peguei nele, pousei-o na mesa, continuei a ler.
Passadas horas abri-o. Estava assim escrito: “Vou para te arrancar dessa preguiça e dessa calmaria.” Assinado: com carinho, a tua prima Carolina.
Ana F P, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 167 ― «chego ao nascer do sol»

José M ― desafio 167


Caros ouvintes,
Eu sou um aluno da escola Dr. Costa Matos e, na aula, a minha professora disse-nos para fazermos o desafio em 77 palavras.
O texto tem de ter a frase “Chego amanhã ao nascer do sol. Vou para te arrancar …” e eu tive a ideia de escrever: “Chego amanhã ao nascer do sol. Vou para te arrancar dessa playstation, porque vamos ao parque aquático de Amarante.”
O que acham? Gostam da minha ideia?
José M, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 167 ― «chego ao nascer do sol»

22/04/19

Catarina S ― desafio 167


Acordei com o toque do telemóvel, recebi uma mensagem da minha prima a dizer assim: “Chego amanhã ao nascer do sol, vou para te arrancar dessa casa. Nós e os nossos cães, Sexta-Feira e Scooby, vamos dar uma volta pela cidade.”
Sexta-Feira é o meu cão: resgatei-o do lixo, quando estava maltratado e eu tratei dele.
No dia seguinte ouvi a campainha a tocar, levantei-me do sofá, abri a porta e era a Mariana, a minha prima.
Catarina S., 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 167 ― «chego ao nascer do sol»

Telma F ― desafio 167

Estávamos nas férias da Páscoa e a Patrícia foi passar as férias com o pai. Então eu decidi mandar-lhe uma mensagem pelo Whats App.
“Chego amanhã ao nascer do sol, vou para te arrancar dessa aldeia que ninguém conhece nem aparece no mapa, por isso faz a tua mala, porque vamos fugir daí e eu já reservei um quarto numa pensão da cidade vizinha.
Eu e tu vamos divertir-nos ao máximo: vão ser umas férias espetaculares!
Beijinhos.”
Telma F., 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 167 ― «chego ao nascer do sol»

David C ― desafio 167


O meu nome André e tenho 12 anos. Os meus passatempos favoritos são jogar telemóvel, playstation, comer e dormir. Não sei porquê, mas o meu médico diz que serei obeso e precisarei de óculos… Não compreendo…
Estava a meio de um emocionante e perigoso jogo, quando chega a minha mãe com o correio. ”É do teu pai! Está numa volta ao mundo.”
“Chego amanhã, ao nascer do sol. Vou para te arrancar dessa vida sem cultura. Beijinhos!”
David C., 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 167 ― «chego ao nascer do sol»

11/04/19

Zelinda Baião ― desafio 167


“Paula,
Sabes que não sou de muitas palavras. Nesta curta missiva cabe o postal ilustrado do teu último ano. Um ano sem rumo. O teu mundo encolheu e reduziu-se à boémia. Sei que, em noites de breu, vagueias, ébria, na busca incessante do clarão que te ilumine. Recusaste o conforto do casulo que te ofereci e perdeste o norteTodavia, eu aqui estou. Chego amanhã, com o nascer do sol. Vou para te arrancar dessa vida desregrada.”
Zelinda Baião, 55 anos, Linda-a-Velha
Desafio nº 167 ― «chego ao nascer do sol»

07/04/19

Isabel Sousa ― desafio 167


Chego ao nascer do sol! ― mensagem sem remetente, Ângela conhecia bem o autor. Sentiu-se voar, enrolou-se naquele seixo, no meio do prado.
Gabriel queria despedir-se. Já anoitecera! Ângela não o ouvia, não o via, nem o sentia.
Havia um sepulcral sossego. Gabriel, imóvel, debruçou-se sobre ela, cruzando-se.
Talvez tivéssemos brilhado! ― pensou Gabriel. 
Talvez, feito do caos, uma flor.
Não foi assim, repousaram por momentos, no meio do prado.
Ela já não estava. Ele levantou-se para a Vida.
Isabel Sousa, 38 anos, Lisboa
Desafio nº 167 ― «chego ao nascer do sol»

04/04/19

Cristina Lameiras ― desafio 167

Desespero
Chego amanhã, ao nascer do Sol. Vou para te arrancar dessa depressão.
Sentes-te triste, sozinha, a vacilar.
Não vais morrer por uma paixão, fizeste asneiras, estás apavorada, confusa...
Vamos inverter a situação...
Os teus amigos são unânimes, querem ir em teu auxílio, têm receio de o demonstrar, de te aborrecer.
Tenho saudades dos teus conselhos, sussurros e gargalhadas.
És generosa, tens sucesso, foste incriminada misteriosamente...
Não sou intrometido mas guardo segredos de infância.
Não és culpada por amar...
Cristina Lameiras, 53 anos, Casal Cambra 
Desafio nº 167 ― «chego ao nascer do sol»

02/04/19

Carlos M ― desafio 167

Olá, primo, fiz-te esta carta porque soube o que aconteceu na semana passada, sobre teres sido expulso do Boavista.
Chego amanhã ao nascer do sol. Vou para te arrancar dessa confusão e tentar trazer-te para o Setúbal. Acorda para irmos treinar ao ar livre!
Nós precisamos de um ponta-de-lança e tu tens imenso jeito.
Mas antes, acho que deves ir pedir desculpa ao clube, ao treinador e aos teus colegas.
Até amanhã. Um abraço e cumprimentos,
Carlos
Carlos M, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 167 ― «chego ao nascer do sol»

Helena Rosinha ― desafio 167


A Carta
Era dele, sem dúvida! As palavras, até o cheiro que emanava da folha de papel, projetavam a sua figura; o desconforto (a repulsa?) invadiu-a.
“Chego amanhã, ao nascer do sol. Vou para te arrancar dessa…”
Recusou ler mais; há muito que o expulsara da sua vida, cansada de desvarios, de promessas. Na solidão, reencontrara a paz, a dignidade; também a certeza de que não mais se subjugaria, não mais decidiriam por ela.
Se ele chegava, ela partiria.
Helena Rosinha, 66 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 167 ― «chego ao nascer do sol»

31/03/19

Natércia Tomás ― desafio 167

Chego depois de amanhã, ao nascer do sol, Amílcar.  Vinte anos depois, apenas esta frase numa carta (a primeira) sem remetente, carimbo de França, datada de dois dias antes. Vinte anos sem uma notícia: se bem, se mal, se vivo, se morto. Nada, silêncio absoluto: uma vida consumida na saudade, incerteza, ignorância, desespero, revolta e, agora, "chego ao nascer do sol"? Meteu na mala roupa e alguns objetos pessoais. Saiu,
batendo a porta para nunca mais voltar. 
Natércia Tomás, 65 anos, Caldas da Rainha
Desafio nº 167 ― «chego ao nascer do sol»

29/03/19

Isabel Lopo ― desafio 167


Chego amanhã ao nascer do sol. Vou para te arrancar dessa ditadura....
Aquela carta trouxe-lhe um novo alento a alma. Falava-lhe de regressos e de alguém que a queria resgatar! Mas a fuga estava planeada para essa noite. Sabia-se de prisões aleatórias, pessoas desaparecidas. Quando disse aos companheiros que decidira ficar, eles chamaram-lhe louca. Determinada, acreditava na força do espírito e sobretudo no homem que amava. Então, sentou-se serenamente, esperando que as trevas se transformassem em luz...
Isabel Lopo, Lisboa
Desafio nº 167 ― «chego ao nascer do sol»

Paula Castanheira ― desafio 167


‘Chego amanhã, com o nascer do sol. Vou para te arrancar dessa maldita concha!’
Adelaide tremia agarrada à carta. Quem era, sabia da sua depressão.
A letra parecia desenhada a escantilhão, não era natural. Irreconhecível! Envelope branco, sem selo, sem remetente, completamente descaraterizado!
Ansiosa, continuou.
‘Não haverá mais desculpas’.
Voltou-se de novo para o envelope, lá dentro estava um bilhete de avião. Destino, Brasil, Fernando Noronha.
Ricardo!
Viagem de sonho de um amor que ela julgava perdido!
Paula Castanheira, 55 anos, Massamá
Desafio nº 167 ― «chego ao nascer do sol»

27/03/19

Theo De Bakkere ― desafio 167


O enxame
― Sim Senhora, chego amanhã, com o nascer do sol. Vou para te arrancar dessa praga.
Palavras tranquilizantes, mas ninguém se atrevia a visitar a latrina. Era um vaivém de insetos, pronto a picar. No dia seguinte a casa do banho ficou zona proibida. Porém o exterminador devia voltar com as mãos vazias. A empregada de limpeza, ignorando da algazarra no escritório, ao abrir a janela resolvera o problema. Um enxame de abelhas fugiu, farto do cheiro estranho.
Theo De Bakkere, 67 anos, Antuérpia, Bélgica
Desafio nº 167 ― «chego ao nascer do sol»

25/03/19

Celeste Gregório Lopes ― desafio 167


Sei que me esperas há muito.
Vigias. Aguardas. Contas o tempo.
Velas ― escolheste a melhor semente, cuidaste da minha cama de terra, bebi da tua água.
Viste com orgulho quando brotei, contaste todas as minhas folhas, sorriste ao botão que anuncia a flor.
A tudo tens sido atenta. Olhas, observas, tentas adivinhar a cor.
Chego ao nascer do sol. Acredita. Porque sou a força da Natureza, vim do teu querer, do teu amor.
Serei uma flor feliz.
Celeste Gregório Lopes, 57 anos, Santarém
Desafio nº 167 ― «chego ao nascer do sol»

23/03/19

Carla Silva ― desafio 167


Chego amanhã com o nascer do sol para te arrancar dessa vida.
O pequeno papel repousava amarrotado no bolso.
Sabia quem o enviara. Devia ter ido...
Tinha a certeza disso. Disso e que não devia ter dado segundas oportunidades ou aceitar pedidos de desculpa por muitas flores que os acompanhassem.
Mas o amor era... Amor... Não. Não era amor!
Era medo. Mais que nunca precisava ser forte, precisava sair daquela vivência doentia para voltar a ser feliz.
Carla Silva, 45 anos, Barbacena, Elvas
Desafio nº 167 ― «chego ao nascer do sol»