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29/08/19

Helena Rosinha ― desafio 182

A fome a roer o bucho, nada para morder - “Espera, parece-me um borrego em sossego.” Raposo chega-se devagar; manso, propõe uma prova de corre-corre no bosque (o manjar será de arromba!). Borrego, na sua pureza, adere ao jogo. Raposo sabe que não há quem o derrube e, achando-se avançado no percurso, dorme uma boa hora de soneca. Quando acorda, surpresa! O pequeno borrego, vagaroso, mas sem parar, fez a proeza de vencer. Vexado, Raposo morde-se de vergonha.
Helena Rosinha, 66 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 182 ― 3 histórias sem i, t, l

Isabel Sousa ― desafio 182

Grande comemoração - cruzavam caras, sem parar, com bocas escancaradas e choro. Gozavam a bom som!
A fraude chegara a bom desfecho. Hermengarda pendera! Foram uns assombros!
Não pensaram, que na enorme confusão, Hermengarda perdera o adereço, acabado quando venerava, em segredo, o seu Jesus.
Era uma grandeza, que passava de reencarnação em reencarnação. Sempre que o nobre o apanhava, recordava-se, e o amor procurava.
O monarca não demorou uma semana a descansar no abraço da sua amada.  
Isabel Sousa, 38 anos, Lisboa    
Desafio nº 182 ― 3 histórias sem i, t, l

26/08/19

Filomena Galvão ― desafio 182

A narração começa: Era uma vez… uma megera soberana que morre de vergonha por não ser formosa como Branca de Neve. Manda a perversa que um servo arranque a Branca de Neve o seu coração. Porém, o homem não é capaz. A monarca descobre que a jovem não morreu e que mora no bosque com um grande número de gnomos. Pese embora, consegue envenenar a pequena e só o doce abraço de um jovem a poderá acordar.
Filomena Galvão, 58 anos, Corroios
Desafio nº 182 ― 3 histórias sem i, t, l

Graça Pinto ― desafio 182

Desesperada, meu Deus que fazer?
Após abandonar a área e correndo para o coche. Ups! Acabou por suceder.
Desnudada num dos pés, correu, correu muito, correu com pavor, apercebendo-se do que já esperava.
No chão como uma pobre abandonada perdera as chances de casar com o monarca, seu grande amor.
Quem sabe pudesse ser de novo fadada? Ou o jovem não se esquecesse da sua pessoa, procurando-a sem parar de modo a poder reaver seu nobre coração.
Graça Pinto, 61 anos, Almada
Desafio nº 182 ― 3 histórias sem i, t, l

24/08/19

Theo De Bakkere ― desafio 182

A Branca de Neve
Desde há um ano jaz a Branca de Neve numa cama de rosas encarnadas, achando-se em coma. Uma bruxa megera, que a execrava só por causa da sua formosura esmagadora, oferecera à moça uma maçã venenosa e desencadeara uma praga que porém provocou, em vez de aversão, uma fama enorme sobre sua formosura. Um monarca jovem com um abraço amoroso quebrou a praga. A verdade é que a repercussão da bruxa fendeu-se em cem cacos de peçonhas.
Theo De Bakkere, 67 anos, Antuérpia Bélgica
Desafio nº 182 ― 3 histórias sem i, t, l

Odília Baleiro ― desafio 182

Mancha enorme no mapa mundo abraçada por mares e oceanos. Poderosa fauna: araras, corvos, cangurus, possums, jacarés, cobras, aranhas, kookaburras... Frondosas árvores espessas de braços redondos, curvos e enrugados, por vezes, expressam caras humanas e servem de base às aves.
Ao amanhecer, cores e sons erguem-se no ar, coros agudos e graves em comunhão, que nos acordam e nos afagam.
É hora de andar e provar o famoso barbecue nos parques verdes, verdes...
É ver para crer!
Odília Baleiro, 64 anos, Gold Coast, QLD, Austrália
Desafio nº 182 ― 3 histórias sem i, t, l (em tema livre)

Natalina Marques ― desafio 182

― João, comes a sopa?
― Não quero, quero pão com doce de amora
― Já não há doce de amora, só de pêra. Queres de pêra?
― Não.
― Sabes que não podes acampar, não sabes?
― Não, porquê?
― Chove para a semana que vem.
― Não quero saber, vou na mesma, com a Ana. Vamos banhar-nos na água doce que corre por pedras e árvores frondosas, vamos namorar, passear e nadar. E não és nossa mãe para dar ordens.
― És mesmo casmurro.
Natalina Marques, 60 anos, Palmela
Desafio nº 182 ― 3 histórias sem i, t, l (em tema livre)

22/08/19

Maria Silvéria dos Mártires ― desafio 182

As peras são fadas
Uma árvore do meu pomar
Sacode as peras para o chão
E quando as vou apanhar
Choro de pena, de dor e emoção.

Por as ver deveras amachucadas.
Mas em menos de uma hora
Ergo aos céus braços e mãos
Deus manda-me peras às braçadas.

As machucadas renovo-as ponho-as novas.
Quero-as boas não mando nenhuma embora.
São agora como jovens fadas abraçadas.
De cor branca, verde maduras e rosadas.
São doces, ouro puro e não requerem provas.
Maria Silvéria dos Mártires, Lisboa
Desafio nº 182 ― 3 histórias sem i, t, l – versão em texto livre

Alda Gonçalves ― desafio 182


Febre e Varvarruga agora concorreram aos óscares da peugada. Para ganhar o esforço será enorme. No percurso apareceu o Pepe vagaroso. A Varvarruga na conversa com Pepe, esqueceu de chegar a horas ao concurso. Febre nas suas pegadas pesadas, andou, andou sempre sem parar. E para seu grande horror o medo varreu-se. Ganha quem é audaz, pensou ao chegar ao desfecho e ver no fecho a Varvarruga e o Pepe a beber cerveja na sombra da cabana. 
Alda Gonçalves, 51 anos, Porto
Desafio nº 182 ― 3 histórias sem i, t, l

20/08/19

Desafio nº 182

Agosto está a meio e eu vou acabar com a vossa paciência… Sim, uma ideia diabólica.

Que versão em 77 palavras conta uma destas histórias sem usar o I, o T e o L?

Pode ser: Branca de Neve ou Tartaruga e lebre (com outras personagens) ou Cinderela.
Preparados? Claro que sim!

Para não estarem sozinhos a dar voltas à cabeça, eu fiz assim:
Candereza chorava: não poder mover-se para o sarau do monarca pareceu, e bem, uma ofensa. As megeras abonecavam-se com esmero, achando-se com chances de ganhar o coração do jovem. Foram embora. Num sopro de anjo, apareceu a fada dos desejos. Fez de Candereza uma formosura capaz de convencer o jovem monarca. Mas a jovem pôs-se em fuga sem razão, desprendendo uma concha. O monarca procurou-a sem descanso. Recuperou-a, casou-se sem demora. As megeras nunca perdoaram a cena…
Margarida Fonseca Santos, 58 anos, Lisboa

Desafio nº 182 ― 3 histórias sem i, t, l