03/05/18

Natalina Marques ― desafio 140

O Mário cantor mais a Maria,
no salão dançando, dão as mãos.
No ramo das rosas cor-de-rosa
ia a proposta, do Dário para a Ção.
O pai do António, pastor,
tira partido do namoro,
conta para a Camila,
(caída na proposta do Mário).
Socada com a traição,
dita para o coração,
acalmar a tonta dor.
"Ai, como dói o amor".
Não iria mais amar,
trocaria o amor,
por nadar no rio,
andar na mota no alto mar.
Natalina Marques, 59 anos, Palmela
Desafio nº 140 ― 12 letras O L P C R D S T M N

Daniela Duarte ― desafio 129


E lá estava Anastasia, comendo o seu pastel de nata, no café, refletindo entediada sobre o seu trabalho. Ela era ambiciosa, queria chegar ao topo da sua carreira, mas sabia que a sua biologia não o permitia, só os homens podem atingir o topo.
Não queria parecer ingrata, mas a verdade é que ela trabalhava mais que qualquer um. Por vezes, a papelada era tanta que, contava a Renata, «só uma santa».
Anastasia fazia tudo sem recompensa.
Daniela Duarte, 12º CT3 da Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões
Desafio nº 129 – palavras que vêm de NATA

Maria Cristina Araújo ― desafio 140


Caio, o primo mais rico mas, nada limpo, todos os dias, comia, comia... mas não caia. Capitão, o cão, larápio mal-amado, corria, corria... mas não comia. Malandro do cão! Latia alto o apardalado do dono. Com a pança insípida, cai morto o capitão. Com a pança lotada, cai prostrado Caio. Roncam os dois, atordoados. Com o sol lá no alto, acordam. Alça Capitão, principiamos a nossa lida diária. Os pássaros cantam, aclamando por nós. Corramos para lá. 
Maria Cristina Araújo, 51 anos, Amora
Desafio nº 140 ― 12 letras O L P C R D S T M N

Catarina Franco ― desafio 129

As ondas cantam para mim cada vez que vou surfar. São como uma manta que me acalma a alma, que me deixa de coração cheio e, como tal, que me implanta um sorriso na cara.
Cada detalhe do mar encanta-me, principalmente a energia que transmite. Fico fascinada com tamanha beleza. Até que a lua contacta com o sol e este deixa-me, como se fosse um fantasma.
São estas as vantagens de ser amiga da nossa encantadora natureza.
Catarina Franco, 12º CT3 da Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões
Desafio nº 129 – palavras que vêm de NATA

Fátima Fradique ― desafio 87


Nevava e a noite gelava. A minha namorada aguardava-me para o jantar. Estava atrasado. Decidi seguir por um atalho. Ignorando a qualidade do piso, em excesso de velocidade, senti o carro bater, obrigando-me a travar bruscamente. Assustado, vi-me em cima duma ponte. Os faróis focavam uma cabra branca ensanguentada. Entrei em pânico. Matara um ser-vivo. A ponte era estreita. Para passar, atirei a cabra ao rio. Vi-a desaparecer com a corrente. Que nome teria o meu ato?
Fátima Fradique, Fundão
Desafio nº 87 – ponte, rio, cabra

Joana Ferreira ― desafio 129


Charles, rei das Antilhas, conhecido pelos seus fatos de tecido acetinado e por exclamar inúmeras vezes, “O tanas!”, encontra-se confortavelmente reclinado no seu trono cravado de diversas pedras preciosas, quando, de repente, é invadido por uma estranha nostalgia. Charles recordava uma história que o seu tutor lhe contava, sempre num tom paternal, sobre a terra dos seus ancestrais, que era cheia de riquezas e de antiguidadesinimagináveis, mas que, devido à natureza gananciosa do Homem foi destruída.
Joana Ferreira, 12º CT3 da Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões
Desafio nº 129 – palavras que vêm de NATA

Rosário Cordeiro ― desafio 140


Como pôr cada tio com a capa do dia para iniciar o passo da Rita, para sair do lado do tonto Alípio. Por cima da tia do Alípio o disco roda. Só pára lá para o rio Lima. A saltar de onda para onda. A Rita corria ainda com o passo inicial. O tonto do Alípio mordia as capas dos tios para amarrar a Rita. Tontos, impróprios para corridas. Toma lá, Rita, a capa, não corras mais.
Rosário Cordeiro, 61 anos, Cascais
Desafio nº 140 ― 12 letras O L P C R D S T M N

Arina Belaia ― desafio 129

O Urso Polar
Era uma vez o urso polar cuja terra natal era a AntártidaNatação era a sua melhor atividade aquática, pois desde a nascença tinha desenvolvido muita prática.
Vivia sozinho, no frio, sem uma manta e nem sequer uma planta para o acompanhar. Mas tal não espanta, pois a sua alma santa era a única que fazia parte da natalidade daquele lugar.
Um dia, chegou um explorador e montou um trampolim para o urso pular.
Arina Belaia, 12º CT3 da Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões
Desafio nº 129 – palavras que vêm de NATA

Fátima Fradique ― desafio 136


Gastão não aprendia! Ex-presidiário! Só conhecia presidiários! Sem dinheiro, precisava de se amanhar. Procurou antigos companheiros. Queria material contrafeito, feito em fibra e microfibra para vender ao pessoal fino sem dinheiro que gosta de vestir bem e pagar pouco. Entrou no armazém, cumprimentou os camaradas. Inspecionou a mercadoria. Escolhia casacos, sobretudos, de tudo um pouco e… ouviu as sirenes e tremeu. Já estava a prever o desenrolar da situação. Ver para crer não era solução! Fugiu!
Fátima Fradique, Fundão
Desafio nº 136 – 5 pares de palavras, sem e com prefixo

02/05/18

Theo De Bakkere ― desafio 140


Com disciplina militar
A partir do tirocino, oito anos passados, a dona Rosa toma conta, todos os dias, do miliciano idoso. Amada por todos, mas não por tal capitão, pois a tratara com disciplina militar.
― Rosa, a casota do cão. Rosa!, limpar a sanita.
À tardita, a Rosa ia cansada para casa, mas o militar, não parando, ia dando a Rosa mandatos incómodos. Ó Rosa, os impostos ainda por saldar? Insonoro, o coração da Rosa clamara: Sim, capitão tirano.
Theo De Bakkere, 66 anos, Antuérpia, Bélgica
Desafio nº 140 ― 12 letras O L P C R D S T M N

Diário 77 ― 38 ― Esta miúda!

É a quarta vez! Ou será a quinta…? Não me lembro, recordo-me apenas de já ter caído muitas vezes. Sou um urso de peluche remendado, que se arriscou a reviravoltas molhadas para ficar limpinho, sou um peluche valente! Defendi a minha menina de sonhos assustadores e barulhos estranhos. Não me lembro bem de quantos…! Muitos!
Agora, a miúda está a crescer, ficamos apertados na cama…
Agarrou-me de novo, boa. Adormeceu…
Cuidado, cuidado ao virar… Bolas!
Sexta? Sétima…?
Margarida Fonseca Santos

01/05/18

Diário 77 ― 37 ― Para ti, Alice

Como areia na mão do vento, atravessou as nossas vidas sem deixar que marcas tristes aprisionassem a nossa infância. Vestia-se de sombras, deslizava entre rotinas, quase sem existir, zelando, fazendo-nos crescer. E ali estávamos, despedindo-nos do corpo gasto, incapazes de imaginar vida na sua ausência. Gentes humildes choravam-lhe a partida; nós gritávamos, mudos, para que permanecesse em nós.
Assim fez. Afastou-se do corpo como o vento e, deslizando na infância guardada, desenhou pegadas firmes na nossa memória.
Desafio nº 26 – dedicatória para alguém
Margarida Fonseca Santos


Francisco Miranda ― desafio 27


Num certo dia, num pinhal da companhia militar, caminhava o capitão-mor, encarregado daquele espaço, pelo qual sentia certo amor pessoal, quando encontrou um arbusto majestoso, verde e brilhante, com espinhos respeitáveis e pontiagudos. Mas no arbusto estava um acepipe que o oficial adorava: a amora. Utilizou o seu chapéu como cesto, recolhendo uma boa quantidade de amoras maduras e pensou que a sua namorada, que também amava aquele fruto silvestre, iria preparar um bolo para o jantar.
Francisco Miranda, 18 anos, 12º CT4, Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

Diogo Cardoso ― desafio 135


Finalmente o meu quarto está decorado e arrumado e ficou muito bonito.
Vou para a aula fazer o ditado dito pela professora. Acabei, já está feito, mas de qualquer jeito vou ter que esperar pelos meus colegas para a aula acabar. A aula acabou e eu fui embora para casa. E eu vi um quadro perfeito para ir para o museu, eu deixei-o do lado do piriquito.
respeito do piriquito: era tão bonito como o quarto.
Diogo Cardoso, 5ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 135 – 7 palavras com ITO

Joana Beleza ― desafio 15


Das estrelas não sei nada
sei apenas que lá estão,
cá da terra as vejo
lá de cima vejo o chão.

Se eu lá acima vou
Tem de ser de foguetão.
Onde não há gravidade
Vejo Marte e Plutão.

Não tenho os pés no chão
Nem mesmo no foguetão
Sempre a flutuar
Parece que estou a voar

Quando estou a chegar
Nos ouvidos sinto pressão
Quem me dera estar a descolar,
Mas estou a chegar ao chão.
Joana Beleza, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
João Pedro Mésseder, Versos com reversos
Desafio nº 15 com frase retirada de um livro

Diogo Roussado ― desafio 27


Estava um dia lindo à beira-mar, mas não se via uma ave no ar, pois nessa tarde ia haver o lançamento de uma nave a partir da estação espacial.
A certa altura, durante a tarde, viu-se um barco que vinha a navegar em direção à costa, a toda a velocidade. Quando chegou ao porto, saiu o navegador, apressado, para amarrar as cordas ao cais e sair do barco rapidamente para ir testemunhar o grande acontecimento daquele dia.
Diogo Roussado, 18 anos, 12º CT4, Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

Chica ― desafio 140


Maio iria iniciar.
Como rápido, ano ia passando.
Para Rosa, Lírio, mais ainda. Rita, Maria, Clara, Marco, Márcio, Lia, Marina... A criançada toda ali mantida, tão lindo... Marido amado ali ao lado.
Tanto campo a plantar. Tanta roça a arar. Tanta lida a dar conta.
Dormir, acordar, criar, orar.
Ainda Paulo, a “tropa” somaria. Mais comida, mais plantação. Mas ao cair do dia, para o Alto sorriam. Todos dormiam.
Assim os dias passavam. Calmaria...
Maio logo iniciaria.
Chica, 69 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Desafio nº 140 ― 12 letras O L P C R D S T M N

Carla Abegão ― desafio 137


Era ainda manhã cedo quando o burro espreitou pelo curral e com espanto viu junto à porta de madeira um talo verde com duas folhas pontiagudas. Ainda com alguns pingos de orvalho a cair por entre o verde das folhas, o Burro baixou o seu dorso levemente e contemplou a planta. Pensou para si que gostaria que daquele verde brota-se uma rosa igual aquela que viu, junto à casa, perto de um isqueiro, na manhã solarenga anterior. 
Carla Abegão, 29 anos, Valado dos Frades, Nazaré
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

Amália da Mata e Silva ― escritiva 31


Não gosto muito de conduzir. Faço-o por necessidade, mas não por prazer.
Tenho, desde sempre um problema: É que me esqueço com muita frequência onde estaciono.
― Da idade? Qual quê! Sempre fui assim...
E se vou sozinha a um sítio não habitual, ainda é pior. Vou tão preocupada em encontrar lugar e estacionar bem que o sítio onde deixo o carro fica sem importância e esqueço-o facilmente.
Há um erro nos nossos carros: deviam ter um chip!
Amália da Mata e Silva, 63 anos, Vila Franca de Xira
Escritiva 31 ― erros nos transportes


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