28 abril 2016

Porque não?

Adorava fazer listas. De: livros a ler; prendas de Natal (mas ainda estamos no Verão, dizia a irmã), flores da rua do tio; supermercado (deixava sempre em casa); coisas a levar nas férias (nem sabes para onde vais, dizia a mãe); capitais de África; rios da Ásia…
“Falta a lista do que vais fazer depois de morrer” diz a avó a rir. “Olha! Boa ideia” – agarrou no caderninho, começou a escrever: “para não esquecer, quando morrer vou…”

Marina Delgado, 51 anos, Pucariça, Abrantes

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