15 janeiro 2019

Celeste Bexiga ― desafio 154


Ida ao Hospital
Maria pensou que tudo iria correr bem.
Entrou no hospital, foi DIRECTAMENTE para a TRIAGEM. O FERIMENTO não era profundo. Tinha sido um pouco IMPRUDENTE, cortando a abóbora sozinha, a faca resvalou cortando-lhe o pulso.
Maria, quando entrou na sala, para lhe coserem o golpe, abriu os olhos de medo, vendo tantos INSTRUMENTOS. Os enfermeiros TIVERAM de dar dez pontos. TRISTEMENTE, Maria queixou-se de dores. Os enfermeiros trabalharam com MÉRITO.
Maria CUMPRIMENTOU-OS aliviada. Eles COMENTARAM a simpatia.
Celeste Bexiga, 68 anos, Alhandra
Desafio nº 154 – palavras com M E T R

Ivo R ― desafio 160

Não quero fugir... Mas este fogo é demasiado intenso, sinceramente prefiro me afogar em vez de enfrentar cada figura que à minha frente já apareceu. Sou um fugitivo, que por medo fogefugindo de tudo o que me queima, não só por dentro como por fora... Porém lá no fundo do mar só a fogueira que acendi me aquece... afugento o que crio... refugio-me onde me afogo... Afugentando o que quero, e afagando a visão do mundo.
Ivo R,, 15 anos, Escola Secundária de Odivelas
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

Mireille Amaral ― desafio 8


No caderno derramo letras de desalento. Acontece. Lá tento não perder o norte.
Oro com todo o amor, certa de te poder recordar sem medo. Encontro-te, enroscado no coração. Presentemente, não se sente dor.
Deste lado do cosmos a calma coordena, então, o passar dos anos, das datas.
Restam as recordações dos momentos de prosa, de sendas no deserto. Penso sempre… Só posso. Atento aos Doors e, de repente, apareces como se a morte se tornasse lenda.
Mireille Amaral, 43 anos, Gondomar 
Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C

Graça Pinto ― desafio 160


Naquela tarde Efigénio tinha pensado dar uma fugida até ao casebre que tinha na serra. Precisava trazer o seu “Foguete” que ultimamente não andava nada bem. Precisava urgentemente levá-lo ao veterinário.
Ao chegar chamei por ele, afaguei-o, mas não reagiu, ultimamente andava muito fugidio.
De repente despertou em mim a atenção do som do crepitar de fagulhas. Apercebi-me do que estava para acontecer. O fogo já lavrava do outro lado da serra. Fugi…
Outra vez este Inferno!
Graça Pinto, 60 anos, Almada
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

Cláudio R e Tiago P ― desafio 160


Fagote estava num foguetão a tentar fugir de um fogão que queria afogá-lo em fagulhas. Durante a sua fuga deparou-se com uma figura que tentou afugentar. Percorrendo o seu caminho começou a sentir fome e decidiu ir comer alguma coisa. A seguir ao seu lanchinho continuou o seu caminho até que reparou num problema do seu foguete, com tanto entusiasmo decidiu comer um figo mas começou a engasgar-se porque ficou preso no esófago e acabou por morrer.
Cláudio R e Tiago P, 15 anos, Escola Secundária de Odivelas, Lisboa
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

14 janeiro 2019

Afonso G ― desafio 157


― Marte, ajuda-me! A raça humana está a destruir-me.
― Terra, nunca desistas! Tu és um planeta ímpar e valente. Há centenas de décadas que lutas pela tua existência.
A Terra decidiu, assim, salvar definitivamente terra, ar e água, as casas de tantas espécies animais. Reuniu as nuvens e pediu-lhes que se espalhassem pela sua superfície e que precipitassem alertas em diferentes línguas para que qualquer um entendesse.
Finalmente, a raça humana, assustada perante as lágrimas derramadas, redimiu-se, arrependida.
Afonso G, 12 anos, Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

Inês F e Beatriz H ― desafio 157

Naquela manhã, uma menina chamada Clara, que padece de uma deficiência cerebral, dirige-se à faculdade. Aí, é afastada pelas raparigas... Cada vez se sente mais insegura e triste.
Até que, um dia, decide seguir em frente e, sem "miúfas", surpreende-as através de uma atitude exemplar, mas elas reagem negativamente.
A Clara, de cara lavada em lágrimas, sai tristemente dali.
Durante a sua caminhada até casa, reflete e afirma que jamais se deixará martirizar pela rudeza daquelas atitudes.
Inês F, 11 anos e Beatriz H, 12 anos, Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

13 janeiro 2019

Lina Novais ― desafio 160


Era o dia da festa e os fogueteiros não paravam desde manhã! Havia tantos foguetes no ar! No bar do Figueiredo vendia-se a fogaça, os bolos de figo e no fogo assava-se o porco. Afugentavam-se as crianças e fugiam os animais, não fossem queimar-se nos fogareiros. Ao longe já se viam as figuras da banda e ouviam-se os sons fogosos dos bombos e dos fagotes. Este ano o Presidente da Junta estava mesmo a fazer um figurão!
Lina Novais, 68 anos, Porto
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

Domingos Correia ― desafio 157


A Pequena Lúcia
Manhãzinha! A pequena Lúcia pensava a bicharada, acendia a lareira, dava a papa à irmãzita, fazia as tarefas académicas, tragava a cevada, seguia, descalça, veredas escarpadas, chegava à aula de pés a verem-se chagas e, ainda assim, tinha sempre uma risada para brindar a gente.
Uma vez, na festa natalícia, a mestra deu-lhe umas delícias de cacau. Chega a casa feliz:
― Mãe, um presente para ti!…
A mãe, tísica, abraça a filha e deixa escapar umas lagrimazitas…
Domingos Correia, 60 anos, Amarante
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

12 janeiro 2019

Ana Paula Oliveira ― desafio 160


Sentia-se figurante na sua própria vida. Farta de fogão e fogareiro, sem outros fogos ou fagulhas, apetecia-lhe metê-lo num foguetão, enviá-lo para outra galáxia.
Figurinha tão ridícula a dele! Sempre de pijama e chinelos, cigarro e garrafa de vinho, não haveria o fígado de aguentar muito mais!
Quando ele partiu, Elsa mandou estalejar foguetes. E ainda haveria de se apaixonar pelo fogueteiro Fagundes, exímio fagotista. Assim, teria sempre luz e música a iluminar-lhe os dias tão fugazes.
Ana Paula Oliveira, 58 anos, S. João da Madeira
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

Natalina Marques ― desafio 160

FAGUNDES, homem solitário, um FIGURÃO.
REFUGIOU-SE naquela aldeia, FUGINDO de um tal FIGUEIREDO, que tinha maus FÍGADOS.
Ambos interessados pela FOGOSA FIGURINISTA, com quem tiveram FUGAZ romance.
A ideia do regresso AFOGUEAVA-lhe o espírito, no entanto, ansiava revê-la.
AFAGOU o gato, enroscado junto do FOGÃO, pegou numa FOGAÇA, apanharia FIGOS para o almoço, fazendo FIGAS para vê-la nem que fosse de longe.
Não conseguira esquecê-la, ficou incrédulo, quando soube que o procurava.
Será que também o amava?
Natalina Marques, 59 anos, Palmela
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

Theo De Bakkere ― desafio 159

Face a face
No caminho para casa, gelou-se-me o sangue nas veias. Um homem desconhecido aproximava-se na minha direção. Realizei que me encontrava face a face com um fugitivo. A miséria estava cinzelada nos olhos e sua boca, ininteligivelmente disformada, era um grito de socorro. Dei-lhe dinheiro, embora soubesse bem que não o ajudaria com uma nota de cinco euros, apenas apaziguei minha consciência.
Há no mundo sessenta milhões fugitivos. Envergonhei-me, e levei-o ao asilo para um acolhimento mais caloroso.
Theo De Bakkere, 66 anos, Antuérpia, Bélgica
Desafio nº 159 – lutar por fazer a diferença

Andreia Santos ― desafio 137


Ofereceu-lhe uma rosa branca
Suave, delicada, bela
Pura, cândida e singela
Tal como ela
Mas ela é mais de cravos vermelhos.
Pediu-lhe lume no Largo do Carmo
Mas, nas algibeiras, nem tabaco
Nem isqueiro
Ai, que anseio!
Faísca, clique!
Será?
Não desistiu
Voltou à carga
Ela enfrenta a vida sempre de frente
Não desiste
Insiste
Persiste
Ainda que ele fosse casmurro
Talvez burro
Por não entender que nem sempre é fácil
No entanto, é possível e plausível.
Andreia Santos, 34 anos, Póvoa de Santa Iria
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

Rodrigo Saraiva Gil ― desafio 33


Caí da estrada para um monte de silvas. Parecia um monte de pregos perfurando o meu corpo, perdi a consciência num segundo. Saí, estava cheio de sangue a escorrer pelo corpo, todo arranhado pelas silvas. Tentei subir o morro, três vezes, quatro, cinco e não consegui, e à sexta vez consegui subi-lo. Cheguei a casa, os meus pais vieram ver-me, tiraram os espinhos, puseram pensos. No fim apercebi-me que foi um teste para me tornar um homem.
Rodrigo Saraiva Gil, 11 anos
Desafio nº 133 ― cair nas silvas

Zelinda Baião― desafio 160

Era uma figura. Cada vez que passava naquela rua ouvia-os. O rosto em fogo, estugava o passo e, quase em fuga, lançava-lhes um olhar fugaz. Rapazolas. Pendurados na figueira, esticavam o pescoço, uniam os lábios e o assobio afigurava-se uma bela melodia. Afagava-lhe o ego, tinha que concordar.Com a fogosidade própria da idade, o mais jovem, fagueiro, atrevia-se, por vezes, a chamá-la. Tranfigurava-se aprumado, a mão melada dos figos que lhe oferecia. E ela, a fugitiva, sorria-lhe.
Zelinda Baião, 55 anos, Linda-a-Velha
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

Daniel C ― desafio 80

Uma aranha no Ártico é estranho! Como ela lá se consegue alimentar? Mas isso não importa! Chegou o Natal e os seus parentes aracnídeos num avião de papel vão chegar. Preparar o jantar com as mais diversas especiarias que vão ser deliciosas: algumas migalhas de um pão com bife que algum esquimó deixou cair do seu almoço. E agora está tudo preparado, a ceia, os presentes e até uma árvore de Natal feita de seda fina.
Daniel C, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 80 – o Natal da aranha

Rita V ― desafio 80


Era uma vez uma aranha. Essa aranha também celebra o Natal.
Mas como assim, celebra o Natal?...
Pois é, ela tem uma habitação enorme, e aproveita os pedaços de decorações que estão no lixo para decorar a sua casa. Mas esperem lá, ainda não vos disse o nome dessa aranha tão criativa; pois bem, o nome dela é...Mafalda. É um nome lindo mesmo!
A Mafalda celebra assim o Natal de uma maneira divertida, alegre e muito criativa!!!
Rita V, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 80 – o Natal da aranha

Mafalda S ― desafio 150

Era uma vez um dragão chamado Fidalgo.
Era adolescente e os seus amigos eram muito machos. Fidalgo era o único que não estava nem perto disso. Quando ia para a escola, sofria bullying por ser diferente.
Um dia estava a passear, parou num guindaste pois estava sem forças, mas não sabia porquê: é que estava a nascer-lhe um bigode!
Conseguiu ir até casa, muito devagar. Foi olhar-se ao espelho e viu que tinha bigode.
Como iriam reagir?
Mafalda S, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 150 ― 6 palavras com GD

Rafael M ― desafio 150


Era uma vez uma grande cidade, gigante demais para alguns. Era composta por muita gente, principalmente por jovens como este. O mais conhecido era o pequeno e gorducho, Gabriel!
Recentemente tem estado ansioso pelo torneio de canoagem. Como sabem o prémio é uma tonelada de gelado e gelatina. Isto promete agradar!
Quem vencer este torneio de canoagem recebe também uma grandiosa medalha dourada.
Que comece a partida!!!
E não é que ele é considerado campeão de canoagem?!
Rafael M, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 150 ― 6 palavras com GD

11 janeiro 2019

Roselia Bezerra ― desafio 160


Afago-me com ternura e aos que me são caros ao coração.
A Figura paterna do Pai faz com que eu solte Fogos coloridos de foguetório interior. Ele é meu Refúgio.
Vivo pedindo o Fogo do Espírito Santo de Deus para me dar o dom do perdão e
Afugentar toda dor que Afogueteia meu coração.
Fugir para meu eu real e criar Fagulhas atmosféricas de Amor é a solução.
Não seja Figueira estéril, Senhor!
Nem no sentido figurativo.
Roselia Bezerra, 64 anos, ES, Brasil
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG