17/10/21

Fernanda Malhão – escritiva 5

Foram muitas as viagens Porto-Lisboa, quatro anos a fazer o mesmo percurso todos os fins de semana. Nessas viagens conheci muitas pessoas, nenhuma em especial, mas ao mesmo tempo todas especiais, pessoas que me proporcionaram agradáveis conversas, que fizeram o tempo passar mais depressa. Pessoas que cruzaram comigo no trilho da vida e do comboio e que preferiram fazer a sua viagem a trocar experiências. Perdemos experiências fantásticas por não falar com quem está ao nosso lado!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Escritiva nº 5 – cruzar comboios

Fernanda Malhão – desafio 253

Na rua da Argélia, situa-se uma galeria de arte especial, O Sr. Machado, seu proprietário, é um homem extraordinário! Fundou sua galeria sem nenhuma regalia, começou com uns quadros antigos da casa do avô. No início era um espaço escuro, frio e até um pouco assustador, qualquer um que lá entrasse gelaria! Mas hoje é um espaço cheio de luz e alegria onde artistas de todas as idades e proveniências exibem suas obras acompanhados de boa música!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio nº 253 – anagramas de ALEGRIA

Fernanda Malhão – escritiva 4

As minhas primeiras sapatilhas Nike, cinzentas com o símbolo cor-de-rosa. Foi amor à primeira vista, ainda me lembro da primeira vez que as calcei, senti que poderia dominar o mundo! Foram minhas fiéis companheiras, comigo em todas as aulas de aeróbica e step, acompanharam o meu suor e as minhas lágrimas. Foram umas guerreiras! Confesso que tive um grande apego emocional para me despedir delas! Mas a sola partiu-se de maneira irremediável e teve mesmo de ser!  

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Escritiva nº 4 – homenagem às sapatilhas

Fernanda Malhão – escritiva 3

Saudades de brincar na rua, do amor que sentia pelos fins de tarde num país tropical, a mudança brusca do céu azul para negro, do vento quente trazia a chuva forte. Parecia que iria acabar o mundo num dilúvio! Nós nos refugiávamos debaixo do toldo vermelho do Bar do Senhor Nóbrega. Quando o céu começava a limpar, vinha o arco-íris e com ele íamos saltar nas poças de água e viver aqueles momentos incríveis da nossa infância.

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Escritiva nº 3 – texto com: chuva, vento, amor, azulvermelho e rua

15/10/21

Carla Silva – desafio 246

Voar... ou talvez não
– A quem sais tu? Que ideia!
– Não é boa?

– Boa?! Péssima! Na nossa família jamais alguém o fez!
– Isso não é motivo!
– Abandona essa ideia estapafúrdia, ouviste?

Sempre quisera visitar outros lugares, provar outros sabores, fazer novas amizades...
Não podia desistir quando existia todo um mundo para desvendar.
Voar podia não ser a maior das ideias e na sua família ninguém o fizera, mas isso apenas aumentava o desejo de ser a primeira naquela família de avestruzes.

Carla Silva, 47 anos, Barbacena Elvas

Desafio nº 246 – voar sem C nem H

14/10/21

Natalina Marques – desafio 253

ARGÉLIA, menina mimada,

vivia numa ALEGRIA

sempre despreocupada

era uma REGALIA.

 

Um dia, a visitou

o dono da GELARIA

uma galinha lhe levou

porque a gatos,

tinha ALERGIA.

 

Nutria um "fraquinho" por ela

e herdeiros não havia

tudo o que possuía

em ata lhe LEGARIA.

 

Tinha um galo por estimação

que era sua companhia

escreveu uma canção

do galo para a galinha.

 

Tenho quinta no monte

que um dia herdarei

se me deres teu coração

contigo a dividirei.

Natalina Marques, 62 anos, Palmela

Desafio nº 253 – anagramas de ALEGRIA

Theo De Bakkere – desafio 253

A legaria riquíssima

Alegro-me ao visitar Mértola, herança riquíssima que a cultura romana e árabe legaria, e principalmente uma alegria para arqueólogos.

Embora haja ali, no pino de verão, mais calor que num deserto de Argélia, será uma regalia para andarmos nessas ruelas históricas.

Ora, com tanto calor, vamos à geladaria agora. Embora minha alergia à lactose não mo recomendasse.

Quem não gelaria ao ver tantos gelados na vasta galeria das escolhas.

Tenho pouca sorte, meu ventre já começava a borbulhar nefastamente.

Desafio253

Theo De Bakkere, 70 anos, Antuérpia – Bélgica

Desafio nº 253 – anagramas de ALEGRIA

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Carla Silva – desafio 247

As cartas aguardavam resposta, as facturas acumulavam-se na secretária, os romances floreados continuavam por ler... 

Não a incomodava mais a caligrafia descuidada dos filhos, nem as listas com inúmeros afazeres. Não reconhecia a sua forma de estar. Voltava a sentir-se frágil, como se fosse quebrar com a mínima contrariedade. E detestava sentir-se assim. 

E tudo devido ao regresso do seu ex-marido, que não se limitava a regressar à vila. Queria também regressar à vida dela como outrora.

Carla Silva, 47 anos, Barbacena Elvas

Desafio nº 247 – palavra mágica

Toninho – desafio 252

Estou no terraço entre quatro muretas, debruçado sobre a cidade perdida entre carros e gente apressada sem máscara. Vacinadas sentem-se seguras. Comigo antenas parabólicas procuram satélite, observo pára-raios obsoletos num verão.

Isolado nas alturas, linda vista alcança o mar que toca o céu. Meu teto é azul, o chão cimentado e aço. Dói-me ver a devastação acolá da mata Atlântica desapropriando também animais, que invadem condomínios.

A sirene finaliza o expediente. Um elevador me leva ao real.

Toninho, 65 anos, Salvador, Bahia-Brasil.

Publicado aqui: https://toninhobira.blogspot.com/

Desafio nº 252 – entre 4 paredes

12/10/21

Fernanda Malhão – Escritiva 2

Pobre de mim, panelão da sopa, ando a anos, bota e vira, acaba sopa, faz sopa, desde que vieram crianças para esta casa nunca mais tive descanso, vão gostar assim de sopa lá longe! Estou mesmo farto!  Ainda por cima é sempre a seca de sopa passada! Que saudades que tenho de albergar em minhas asas uma boa sopa de pedra! A partir de hoje faço greve! Já ouviram falar da Bimby? Atualizem-se!  Eu estou de greve!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio Escritiva nº 2 – greve na cozinha

Fernanda Malhão – Escritiva 1

Formação de atuação em caso de incêndio, audiência espaçada por questões de pandemia, auditório a meia luz, ouço um barulho estranho, olho para trás era uma colega a ressonar a bom som, olho para o meu diretor: estava esparramado na cadeira num sono tão profundo que já estava até a babar-se. Passo o olhar por todo o auditório e vejo que o efeito sonífero se espalhou pelo ar. Bonito! Se houver um incêndio estão todos muito instruídos!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio Escritiva nº 1 – um momento de riso!

Rosário Oliveira – desafio 253

Entrou na igreja cheio de alegria e esperança. Sentou-se no banco da frente e olhou para a imagem do senhor crucificado. Estava triste, mas sabia que era uma regalia poder voltar a entrar na igreja depois das alergias.

– Alegrai-vos, porquanto os fiéis voltaram para nós – disse em voz alta. Regalai os olhos e não fiqueis tristes, eles vão encher esta galeria de vozes, gritos e fé, os meus bolsos de dinheiro e, assim, posso voltar à Argélia!

Rosário Oliveira, 55 anos, Leiria

Desafio nº 253 – anagramas de ALEGRIA

Verena Niederberger – desafio 253

Argélia, moça preparada, recém-chegada de viagem à Africa não podia supor que uma simples picada de inseto poderia acabar com a sua regalia. Literalmente gelaria quando

viagem teve que ser abreviada...

Ao chegar ao seu trabalho, na galeria de artes, colegas ficaram assustados.

Pobre moça sentia desconforto.

Coceira acima do olho que fora atingido por severa alergia.

Não sabia se coçava ou clientes atendia.

No dia seguinte Togo adentrou recinto.

Avistou namorado prurido sumiu e alegria ressurgiu.

Verena Niederberger, 70 anos, Rio de Janeiro, Brasil

Desafio nº 253 – anagramas de ALEGRIA

Maria Manuel Ribeiro – desafio 253

Se pensasse muito no assunto, gelaria de horror. A sua vinda da Argélia trazia-lhe recordações funestas. Contudo, a alegria e a paz deste local, superava em muito as inquietações, superava mesmo a alergia que sentia quando se sentava no banco a absorver o cheiro das flores. O parque parecia uma galeria, com a sua palete de cores variegadas, quadros que lhe entravam na alma e aí permaneciam. Que regalia, poder usufruir daquele local tão íntimo, que bênção.

Maria Manuel Ribeiro, 63 anos, Parede

Desafio nº 253 – anagramas de ALEGRIA

João de Lagoa – desafio 253

– Francisco Argelino, filho de Francisco Cativo, dizem-te alguma coisa?

– São dois Chicos avoengos da minha galeria. O pai, moço poeta com alergia ao Santo Ofício, raspou-se numa chalupa de pesca. Uma aventura que gelaria hoje qualquer Rambo de sangue-frio. Pescado por piratas, acabou cativo na Argélia. Escravo loiro, letrado caiu em graça com mui regalia do Grã-Vizir e fez a alegria da filha, cativando-a com um filho: o Chico Argelino, ao qual legaria o dom da poesia.  

João de Lagoa, 58 anos, Lagoa, Algarve

Desafio nº 253 – anagramas de ALEGRIA

11/10/21

Margarida Freire - desafio 253

Pacholas era um gato pacato. Fazer corrida, trepar uma escada, não era com ele que já carregava catorze primaveras. ALERGIA ao movimento, talvez.

Anastácia trouxera-o da ARGÉLIA onde visitara uma GALERIA. Habituado ao calor, pensou que GELARIA na viagem.

Adorava a cuidadora, que o aninhava no colo – REGALIA que até então desconhecia. Os miminhos, a almofada onde tirava valentes sonecas, os petiscos que sempre apareciam…

De repente – diacho –, a quem LEGARIA tudo um dia?

Pensamento sinistro. FFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFF…

Margarida Freire, 79 anos, Águas Livres - Amadora

Desafio nº 253 – anagramas de ALEGRIA

Theo De Bakkere – Clube Desafia-te

Não podia resistir

Uma ruína restaurada na rua Ruanda, era na realidade a residência régia do rei dos ratos. Nesta ratada real, um ratinho rapace roubou, sem qualquer resistência, uns rubis da roupa da rainha. Rapidamente resolvera seu rastro e escondeu a rapina debaixo duma rocha e a ramagem do rododendro. Embora os ratos regularmente repassassem pelo rododendro, ninguém rastrearia os rubis.

Mesmo o ratoneiro nunca os recuperará, pois que não poderia resistir ao rubi posto como isco na ratoeira.

Theo De Bakkere, 70 anos, Antuérpia-Bélgica

Clube Desafia-te

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Luís Marrana – desafio 252

Vai!

Deitado no chão viscoso, olhos fechados pelo sol.

Arrepio-me de brisa e medo ao ser engolido pelo gargalo escuro: Chão paredes e teto num só.  

Volteio numa vertigem veloz, infinitamente descendente de espuma quente.

Inspiro vapor, expiro pavor. 

Zás sol nos olhos arregalados. Dor.

Foge teto, paredes mais veloz ainda foge o chão… ar... leve, levitar!

 

Mergulho no mar fundo! Frio de arrepiar!

O corpo comprimido. Falta d’ar! Emergir!!

Entre céu e mar… a serenar…

Luís Marrana, 60 anos, Porto

Desafio nº 252 – entre 4 paredes

Rosélia Bezerra – desafio 253

Imagino viver na África, sem mordomias, sem comida, sem teto, sem sorrisos, sem saúde, sem medidas de higiene. Viver num tristemente, uma Argélia, sem vida, sem nenhuma regalia.

Eu gelaria, por certo.

Tenho alergia às egoístas, sinto compaixão pela dor do semelhante.

Deus Regalai todo bem, ninguém diz amém, galeria desiludida, descrédito na vida bela que vivemos, seja em que circunstância for. Ele, nunca nos abandona, na saúde, na doença, na alegria e na tristeza.

Rosélia Bezerra, 66 anos, ES, Brasil

Desafio nº 253 – anagramas de ALEGRIA

Maria Silvéria dos Mártires – desafio 253

ALEGRIA

É um contentamento, uma alegria estar curada da alergia.

E saber que isso nunca mais me religa ao tempo nem o frio imenso me gelaria.

O corpo penetrando pelos ossos adentro. Quando assisto a uma peça de teatro quero dizer-vos: regalai os vossos olhos com o espetáculo que fala da Argélia onde uma variedade de pássaros, aves belas são uma atração em todo o país. E recordar isto é para mim uma satisfação e uma feliz regalia

Maria Silvéria dos Mártires, Lisboa

Desafio nº 253 – anagramas de ALEGRIA