22/10/21

Maria Tiago – desafio 252

Estou presa num lugar que nem sei bem o que é. Tem quatro paredes, mas não tem teto, nem chão, parece que sinto a relva nos meus pés, será uma espécie de jardim interior? Mas não se vê nada, o que deve ser? Será que há algum interruptor? Encontrei! O que é isto?! Vou eu própria dar um nome! Parece-me um… Centro de relaxamento, mas também de estudo, sítio com café e bons livros, será um cafstudy.

Maria Tiago, 12 anos, 7º ano, Coimbra

Desafio nº 252 – entre 4 paredes

Sofia Sobral Ramos – desafio 252

Sozinha, entre quatro paredes, num lugar sem chão… Quer dizer, o chão era húmido, fresco e com um forte cheiro a terra. Onde estaria? Comecei a tentar fugir dali, soltar-me da escuridão e do frio viscoso que me envolvia. Lentamente, deslizei, pensando que assim conseguiria libertar-me. Não. Nada. Tudo na mesma, “como a lesma”. Respirei. Deslizei novamente, tentando sair daquela escuridão entre paredes. Que espaço escuro e acanhado… Comecei finalmente a ver luz, libertei-me, saí da casca!

Sofia Sobral Ramos, 43 anos, Coimbra

Desafio nº 252 – entre 4 paredes

Maria Tiago – desafio 251

Vamos então começar esta história, mas, desta vez, inicia-se de maneira diferente. No início era tudo às maravilhas, mas chegou ao ponto de as maravilhas se tornarem em peripécias, mais para o lado mau. Pois é, muita coisa aconteceu, mas, lá no meio, perceberam que vale a pena sacrificar a vida por uma pessoa que é muito, mesmo muito, importante para nós próprios. Finalmente, chegou ao fim, depois de tantas confusões, tornou-se numa história totalmente maravilhosa novamente.

Maria Tiago, 12 anos, 7º ano, Coimbra

Desafio nº 251 – palavras início, meio e fim

Sofia Sobral Ramos – desafio 251

No início existe ansiedade, desconhecimento, medo. Tudo é novidade, tudo é arrebatador. Uma fonte de sentimentos brota e é difícil controlar todas as sensações que nos abraçam. A meio do caminho adensa-se a dor e o receio. Mas depressa é refreado esse sofrimento, bem dito medicamento! Preciosa respiração! Tudo se encaixa e caminha-se para o fim anunciado. Momentos que duram, que marcam. Por mais momentos destes que vivam, cada nascimento é único. É dos inícios mais fortes...

Sofia Sobral Ramos, 43 anos, Coimbra

Desafio nº 251 – palavras início, meio e fim

Toninho – desafio 253

A liberdade não pretendia regalia, somente a alegria de cantar livremente. O medo morava numa galeria, onde o verde asfixiava com mãos esganadoras. Havia alergia à democracia, que gelaria os porões sombrios, onde tristeza não tinha razão.

Nas ruas cravos pisoteados, pareciam sangue. Era pesadelo ouvir sirene, que remetia à recente Argélia esmagada impiedosamente. Crianças com pais exilados giravam cata-ventos coloridos.  

Alegrai mães da praça de lamentações.  Regalai o coração para receber seu rebento cantando a canção.

Toninho, 65 anos, Salvador-Bahia, Brasil

Desafio nº 253 – anagramas de ALEGRIA

Publicado aqui: mineirinho-passaredo.blogspot

Natalina Marques – desafio 254

O BIZARRO MUNDO CONTINUA A GIRAR

onde uns gritam 

por falta de pão.

E outros esbanjam, 

sem ter preocupação.

Sem olhar 

o seu semelhante

E perguntar

se tem alguma 

necessidade.

Independente da idade,

velhos jovens ou crianças,

todos nas mesmas danças

cantando a mesma canção.

– Toda a vida trabalhei

com suor comi meu pão

os meus filhos eu criei

agora que deles preciso,

deles eu também não sei.

Outo país

escolheram para ter

melhor vida

para viver.

Natalina Marques, 62 anos, Palmela

Desafio nº 254 – frase de Paul Auster

Verena Niederberger – desafio 254

O bizarro mundo continua a girar e lá vai ela tendo que se acostumar com as bizarrices do mundo moderno.

Filhos alçaram voo e foram viver a própria vida.

E ela que pensava que poderia curtir encontros de domingo, em família, estava redondamente enganada.

Não há mais a algazarra de criança nem brinquedos espalhados pela casa.

Terá que admitir que a internet se tornou aliada.

Não importa se ela sorrir ou chorar o mundo continuará a girar...

Verena Niederberger, 70 anos, Rio de Janeiro - Brasil

Desafio nº 254 – frase de Paul Auster

Luís Marrana – desafio 253

Ena!!

Que grande alegria reina nesta casa

A que se deve tamanha algazarra?

Ora, memórias!

Rimos do episódio da gelaria!!

Da gelaria...

Qual gelaria?

Aquela! que vimos na Argélia, na cidade de Argílea!, 

Numa espécie de galeria…

Exclamaste: Alergia!!!

Quando o dono ofereceu:

– Tomai, regalai-vos com esta regalia, oferecendo-nos gelo para o chá!!

Ora!! alegrai outro com esta patifaria!!

Estragar um chá com aquela gelaria...

De bom grado legaria esse episódio da gelaria ao baú do esquecimento!

Luís Marrana, 60 anos, Porto

Desafio nº 253 – anagramas de ALEGRIA

Mónica Marcos Celestino – desafio 236

UMA TOADA DESTRAMBELHADA

Ao luar da estrelada noite

aflorava nas estreitas ruas empedradas

a triste toada duma guitarra.

 

Destrambelhada, ressoava pelo ar

entre perfumes de morna tristeza,

almejando, qual sagaz estratega,

algum adormecido coração conquistar.

 

E voar queria, lastimando-se,

até janelas fechadas, trespassando,

pungente punhal, as fronteiras

dos sonhos insondáveis.

 

Rasgando as sombras soçobrantes

nos peitos em segredo refugiadas

espreitava os amores escondidos

estragando as pesarosas lembranças.

 

Misteriosamente surge, como uma estrela fugaz,

o difuso rosto duma loura menina sorridente.

Mónica Marcos Celestino, 48 anos, Salamanca, Espanha

Desafio nº 236 – RST com 3 palavras pelo meio

21/10/21

Fernanda Malhão – escritiva 6

Fim de semana para mim não é descanso, o trabalho é que é diferente. Sábado: roupa suja acumulada da semana toda, montanha de roupa para passar, casa com uma camada generosa de pó, frigorífico e armários vazios, loiça por lavar. Tomei o meu café ainda a dormir. Como que por magia fiquei com tal genica que em pouco tempo aviei todas as tarefas e ainda fiz mais umas quantas. O que será que tinha naquele café? Magia?

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Escritiva nº 6 – poderes mágicos no corpo

Fernanda Malhão – desafio 254

O bizarro mundo continua a girar, independentemente de pessoas egocêntricas que acham que o mundo deveria girar a sua volta, acham-se tão importantes que todos tem obrigação de se curvarem perante a sua sabedoria, vivem na ilusão de serem insubstituíveis. Ninguém é mais do que ninguém! O ensino superior, os mestrados e doutoramentos trazem conhecimento as pessoas. Mas de que vale se não for acompanhado de valores morais e de um contributo positivo para um bem maior?

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio nº 254 – frase de Paul Auster

João de Lagoa – desafio 254

“O bizarro mundo continua a girar.”

Nada mais normal… Escrevem direito por tortas linhas os Micromegas e Macromegas…”

“Traduz-me por miúdos e graúdos.”

“Mais ou menos bizarro amassado por Deus na Sua roda de oleiro, a girar dança o Espírito da forma, a forma do Espírito, o Verbo dos vasos, os vasos do Verbo… No principio é o Caos do Verbo. No fim, os Ca©os do Verbo…”

“Muito gira a Olaria do Bizarro… Prefiro a de Bisalhães”

João de Lagoa, 58 anos, Lagoa - Algarve

Desafio nº 254 – frase de Paul Auster

20/10/21

Maria Manuel Ribeiro – desafio 254

O bizarro mundo continua a girar, apesar da guerra, da fome, da pobreza, das perseguições, da violência extrema, apesar das espécies em risco de extinção ou da destruição do nosso ecossistema à escala planetária. Apesar do aquecimento global, apesar das pandemias cíclicas, a Vida transmuta-se, não se compadece com os males do mundo, devolve felicidade, alegria, amor, alguma paz, e não deixa que da caixa de Pandora saia aquela que é a última a morrer: a Esperança.

Maria Manuel Ribeiro, 63 anos, Parede

Desafio nº 254 – frase de Paul Auster

Cristiana Rodrigues – desafio 254

O mundo bizarro continua a girar, pedante. Ignorando a escuridão que a todos abala. Pior para P., pois em tempos de bizarria todos têm tempo para ler e já ninguém lê os livros pelas críticas dos críticos. Passou então a criticar-se a si mesmo: “pena não ter sido escritor”. Segue agora insone, este homem literário, contando histórias sozinho, voltando ao início dos tempos, quando a voz e a boa memória eram bibliotecas à luz de uma fogueira.

Cristiana Rodrigues, 39 anos, Lisboa

Desafio nº 254 – frase de Paul Auster

Chica – desafio 254

O bizarro mundo continua a girar.

E nele nós giramos junto. 

Mal inicia o ano, já   estamos há poucas semanas do Natal, novo ano e mais um novo giro nos aprontamos a dar.

Precisamos muito controle, equilíbrio para não nos deixar envolver, simplesmente vendo dia após dia passar, apenas pensando nos problemas de cada um da família, esquecendo de em nós pensar. 

Precisamos nos colocar gentilmente dentro giro do mundo, senão, giramos nós.

Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil 

Desafio nº 254 – frase de Paul Auster

Publicado aqui: ♥ Chica brinca de poesia ?♥: ♥ Pensamentos... ♥

Maria Silvéria Mártires – desafio 254

O mundo gira 

O bizarro mundo continua a girar não nos deixa parar. Parece um carrocel sempre à espera que uma volta acabe para outra iniciar. 

Oh quem me dera ser pequenina! Tive sonhos e a vida era diversão e alegria. Ainda hoje recordo esses tempos, felizes momentos eu guardo com carinho junto ao meu peito, lembrá-los como estou a fazer agora me deixa imensamente satisfeito. Fui menina, dancei na roda, subi a colina e adorava ver romper a aurora. 

Maria Silvéria Mártires, Lisboa

Desafio nº 254 – frase de Paul Auster

Rosélia Bezerra – desafio 254

«O bizarro mundo continua a girar.» 

Eu com ele, numa reviravolta infindável, vida parece um redemoinho sem volta, é luta exaustiva, rodopio como numa máquina posta e exposta.

Numa volta de ângulo total, sonhos vão sendo triturados, desejos do bem, massacrados, anseios de Amor, pisoteados, esquecidos, abandonados, deixados numa onda gigantesca e malévola.

Quisera existir uma máquina de frear a maldade humana que aliena pessoas, que brecasse a pressa que engole sentimentos.

Oxalá fosse muito bem apessoado!

Rosélia Bezerra, 66 anos, ES, Brasil

Desafio nº 254 – frase de Paul Auster

Desafio nº 254

«O bizarro mundo continua a girar.» É assim que termina o livro Homem na escuridão, de Paul Auster. 


E vai ser da mesma forma que começaremos as nossas histórias. Preparados? Toca a escrever.

 

Eu escrevi assim: 

O bizarro mundo continua a girar, indiferente aos nossos protestos. Para os humanos, andar de mangueira em punho a regar, ou será afogar?, o jardim é normal. Para nós, formigas, significa ter de sair apressadamente do formigueiro, levando provisões, pequenos rebentos de formigas, a rainha, tudo. Será que não pensam? Encaminho o carreiro aterrado para um novo sítio, ali longe, perto das pedras. Só espero que não haja aqui perto nenhuma planta fiteira a chorar por água.

Margarida Fonseca Santos, 60 anos, Lisboa

Desafio nº 254 – frase de Paul Auster

17/10/21

Fernanda Malhão – escritiva 5

Foram muitas as viagens Porto-Lisboa, quatro anos a fazer o mesmo percurso todos os fins de semana. Nessas viagens conheci muitas pessoas, nenhuma em especial, mas ao mesmo tempo todas especiais, pessoas que me proporcionaram agradáveis conversas, que fizeram o tempo passar mais depressa. Pessoas que cruzaram comigo no trilho da vida e do comboio e que preferiram fazer a sua viagem a trocar experiências. Perdemos experiências fantásticas por não falar com quem está ao nosso lado!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Escritiva nº 5 – cruzar comboios

Fernanda Malhão – desafio 253

Na rua da Argélia, situa-se uma galeria de arte especial, O Sr. Machado, seu proprietário, é um homem extraordinário! Fundou sua galeria sem nenhuma regalia, começou com uns quadros antigos da casa do avô. No início era um espaço escuro, frio e até um pouco assustador, qualquer um que lá entrasse gelaria! Mas hoje é um espaço cheio de luz e alegria onde artistas de todas as idades e proveniências exibem suas obras acompanhados de boa música!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio nº 253 – anagramas de ALEGRIA