31/07/21

Boas férias!



É isso, vamos descansar para recuperar forças! 
Tudo o que nos enviarem será publicado assim que regressarmos.

Entretanto, se estão com crianças por perto ou se vos apetecer brincar mais um pouco com as palavras, podem aproveitar o trabalho do Re-Word-It na Rádio Zig Zag e deixar os textos no padlet: https://padlet.com/brincaraseriocomaspalavras/

28/07/21

Rita A – desafio 241

Num dia quente de verão, a gata Mia, de pelo amarelado, mais parecida com uma nata, corria velozmente pela mata atrás de uma rata cinzento-escura que lhe tinha roubado a sua deliciosa e única lata de atum.

Mia, com um dos seus golpes, tropeçou num ramo, magoou-se na pata traseira, ficou presa e envolvida numa estranha bata. Tentou esquivar-se.

Um jovem explorador ouviu os gemidos e socorreu Mia. Que dia! Esta data ficará lembrada para todo sempre.

Rita A., 13 anos, AE João da Silva Correia, São João da Madeira

Desafio nº 241 – palavras de 4 letras, mudando apenas 1 letra

Theo De Bakkere – desafio 248

Os inquilinos

Avó ficou mais contente com a caixa-ninho que foi feita pelo neto que do rutilante robot de cozinha, comprada pela filha.
Além disso, já não tinha necessidade de mais máquina engenhosa para trabalhar.
Ora, não durou muito tempo para ter um casal de chapins como inquilinos. Avó observava-os diariamente e com oitenta anos ainda gozava da diligência dessas criaturas coloridas. Principalmente como lidaram com sua prole.
São aquelas pequenas coisas da vida pela qual agradeça, não são?

Theo De Bakkere, 70 anos, Antuérpia, Bélgica

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

Mais textos aqui: Http://blog.seniorennet.be/lisboa

27/07/21

Rita A – desafio 232

Encontrava-me numa galeria subterrânea, quando um membro do clero me alertou, de algo que estava prestes a acontecer. 

Confidenciou-me que existia uma poção, que faria com que todos ficássemos com alergias e, como não sou lerda, reparei que tinha uma segunda intenção em mente. Tentei tolerar o que ele dissera para não dar nas vistas e mostrar que estava demasiado preocupada e alarmada. Acelerei o passo, para fazer valer a minha inteligência e assim resolver este enigma.  

Rita A, 12 anos, Arrifana, Santa Maria da Feira, AE João da Silva Correia

Desafio nº 232 – 8 vezes LER

26/07/21

Isabel Lopo – desafio 248

No comboio da nossa vida os olhares são todos diferentes.
Há quem se fixe num ponto ao longe, esperando o seu destino.
Há quem vá reparando na cor das árvores, do céu, da luz do dia.
Há quem esteja atento aos outros lendo, através dos olhares, as tristezas, alegrias ou aflições. Mesmo as palavras caladas desvendam num olhar atento o que vai no coração dos outros.

É no reparar das pequenas coisas que nos chega a inspiração!

Isabel Lopo, Lisboa

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

Helena Rosinha – desafio 244

Casas são como pessoas — altas, baixas, magras, assim-assim; há também as frágeis e as outras, à prova de abalo, as bonitas e as outras (o que conta é a beleza interior!). As casas respiram, transpiram, contam histórias. Como as pessoas. Têm olhos que pestanejam; abrem-se e fecham-se à claridade, resguardam a intimidade. Têm chapéus — boinas, panamás, fedoras, que embelezam e protegem. Mas, na verdade, nada disso interessa ao pardal-dos-telhados. Bastam-lhe os beirais para se sentir em casa.

Helena Rosinha, 68 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 244 – imagem de telhados

23/07/21

«Razões para Escrever» na Revista Somos Livros

Nas recomendações do PNL2027, na revista Somos Livros, Livraria Bertrand, o livro sobre todo este processo das 77 palavras.


Marli Soares Borges – desafio 248

Para mim, cada pequena coisa da vida sempre vai ter o valor que lhe
atribuo: ou pode tirar minha paz, ou pode fazer a minha alegria. Tudo
vai depender do meu olhar e percepção, bem como, da minha capacidade de
exercitar a gratidão, pois é nas pequenas coisas da vida que reside a
parte mais ditosa das nossas emoções. Infelizmente, essas pequenas
coisas se parecem com as estrelas, estão sempre brilhando, mas nós,
poucas vezes as apreciamos.
Marli Soares Borges, 72 anos, Viamão – RS – Brasil

Publicado aqui: https://marliborges.blogspot.com/2021/07/desafio-248-pequenas-coisas-da-vida.html

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

João de Lagoa – desafio 248

Nas pequenas coisas da vida, importa é a vida das pequenas coisas. As coisas são pormenores do pormaior que é a Vida. E as coisas que os nossos olhos veem, nem coisas são.

Não posso chamar pequena coisa da vida a uma partícula: ela revela-se tão "grandíluca", ínfima semente dum infinito Universo.

Um homem consegue contar os caroços que há numa maçã, mas só se torna sábio quando vislumbrar as infinitas maçãs que há num único caroço. 

João de Lagoa, 58 anos, Lagoa, Algarve

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

Constantino Mendes Alves – desafio 248

Pequenas coisas, instantes, lapsos de tempo, pequenos momentos da vida. Sempre gostei de olhar para janela, não para os automóveis que passam contínuos em massa, para a janela, para o olhar da janela, como se ela me visse e eu visse para além dela. Mas é só luz aquilo que medeia entre o “lá fora” e o cá “de dentro”, como é luz não se agarra, não se segura, não se consome, do que preciso afinal, eternidade.

Constantino Mendes Alves, 62 anos, Leiria

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

22/07/21

Toninho – desafio 248

Quando Luana plantou pequeno broto de bambu, desacreditou que sobreviveria à seca.

Regava sempre. Pensando coisas grandes, decidiu mudar para a capital. Foram anos sem poder voltar. Bem empregada venceu. Motorizada voltou ao vilarejo.

Na entrada da chácara entrou num lindo túnel de bambus. Do outro lado avistou o casebre branco. Estacionou para fotografar. Lembrou do pequeno broto plantado.

Em silêncio lembrou da máxima, que diz, que pequenas coisas da vida, se agigantam como lição de vida.

Toninho, 65 anos, Salvador, Bahia, Brasil

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

Publicado no mineirinho-passaredo.blogspot

Natalina Marques – desafio 248

É tão bom, ao acordar

ver as flores, que nos sorriem

e os passarinhos a cantar,

a formiga pequenina

passa o dia a trabalhar

e a cigarra convencida,

com a voz enrouquecida,

tem inveja do grilinho

entretido no seu grilar.

 

Como é bom, ver o sol-pôr

antes do anoitecer,

sonhamos com um amor

até que chega o luar

que afasta a escuridão,

continuamos a sonhar,

dizendo ao coração

que as PEQUENAS COISAS DA VIDA

amanhã, irão voltar.

Natalina Marques, 62 anos, Palmela

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

Sofia Pereira – desafio 241

gata e a rata eram grandes amigas. As duas viviam na mata.

Um belo dia de verão a rata encontrou uma lata cheia de nata no chão perto de uma árvore e numa data especial para as duas amigas ela partilhou-a com a gata.

A gata ao comer fez uma confusão tal que a amiga rata lhe ofereceu uma bata branquinha, mas mesmo assim ela ainda sujou a pata. As duas riram-se muito com a situação.

Sofia Pereira, 8 anos, Pnpse AE Alvaiázere

Desafio nº 241 – palavras de 4 letras, mudando apenas 1 letra

Isabel Sousa – desafio 248

Rosinha era pouco adulta, quando sentira grande terror – mãe com cancro de mama.

Cuidava da casa, personificando a dor das histórias infantis.

Ao fim de semana ia cedo ao rio, a água esgotava! Voltava com roupa mal torcida, alguidar à cabeça – frequência semanal. 

A alma gelava, oferecia-o a Deus pela cura da mãe.

As circunstâncias evoluíram. A mãe melhorou, a água canalizada veio, e o sonho de vida recomeçou.

Hoje, ao crepúsculo da madrugada, ainda se arrepia.

Isabel Sousa, 39 anos, Lisboa       

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

21/07/21

Sofia Pereira – desafio 241

Um belo dia no fundo mar, havia um polvo chamado Jota, mas ele sentia-se muito sozinho às vezes. Então ele tomou uma decisão, numa alga desenhou uma rota e depois saltou para cima da sua mota e foi até à lota para ver que animais lá havia.

Apenas com uma nota comprou uma pota e os dois foram viver para a sua bota velha e rota onde, de vez em quando, lá caia uma ou outra gota.

Sofia Pereira, 8 anos, Escola de Alvaiázere

Desafio nº 241 – palavras de 4 letras, mudando apenas 1 letra

Theo De Bakkere – desafio 244

O carrilhão

Estando nas águas furtadas e espreitando por entre as cortinas abanadas da lucarna. Notei não só os muitos telhados encarnados mas também pelos cheiros e cores um bairro vivaz.

Estamos por volta da hora de almoço e a badalada de carrilhão ultrapassava com suas cançonetas a algazarra municipal. Tão linda, dava-me arrepios de emoção. Pareceu-me que a inteira cidade parou para escutar.

Exceto os pardais barulhentos que aqui brigaram na goteira de zinco por algumas mesquinhas migalhas.

Theo De Bakkere, 70 anos, Antuérpia-Bélgica

Desafio nº 244 – imagem de telhados

Mais textos aqui: http://blog.seniorennet.be/lisboa

Verena Niederberger – desafio 248

Tantas pequenas coisas da vida para listar que dariam muito mais que setenta e sete palavras...

Mencionarei, então, somente algumas:

Tenho boa saúde. Isso é um motivo para agradecer.

Tenho uma casa confortável.

 Cama quentinha é coisa para valorizar.

Degustar bolinho acompanhado de café quentinho e

 Sair para respirar é bom lembrete de coisas pequenas que devo agradecer.

Ter amizades preciosas.

Reunir família em torno de mesa farta, com muitas delícias 

Existem pequenas coisas da vida melhores?

Verena Niederberger, 70 anos, Rio de Janeiro, Brasil

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

Rui Romão – desafio 247

No largo do museu todos falavam sobre o tema da exposição: "A queda de um império". Em tempos idos um super império se ergueu tendo conquistado muitos territórios e gentes, impondo pela força as suas ideias e preceitos. Mas a força da cultura e das tradições dos homens prevaleceram sobre o poder das armas. 

Naquele prestigioso museu todas as obras estavam estupendamente bem colocadas. O curador era de facto sensacional. Nada teria ficado ao acaso. Um sucesso!

Rui Romão, Lisboa

Desafio nº 247 – palavra mágica

20/07/21

Carla Silva Cardoso – desafio 248

A vida acontece no intervalo: quando deixamos de ouvir a voz de comando e passamos a comandar. A escolha, aí, é nossa. Sabem aquele rio que corre para o mar? Escolham ver a água a correr e guardem da sua transparência a força para o caminho. Escolham ouvir a água a correr e guardem desse movimento a paz que nos traz. Escolham sentir a sua frescura e guardem toda a esperança que espalha. Nada é apenas isso.

Carla Silva Cardoso, 47 anos, Maia

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

Andreia Ventura – desafio 160

Certa noite, fizemos uma fogueira na praia da Figueira da Foz. As chamas eram enormes, o fogo ganhava uma força imensa… mas, pelo menos, afugentava os mosquitos.

Figo sugeriu que fôssemos ao mar. O Fagundes, que estava a tocar fagote, concordou... mal sabia ele que acabaria por se afogar. E eu fugi, assustadíssimo. 

Corri para casa e pedi ajuda à minha mãe, que estava nua a cozinhar fígado de vaca no fogão.

– Que figura! – pensei eu.

Andreia Ventura, 25 anos, Coimbra

Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG