06/07/20

Raquel Guimarães – desafio 137

A Rosa vivia sozinha numa quinta com coelhos, porcos, vacas e burros.
Um dia, enquanto fazia o almoço, cheirou-lhe a queimado. Ela foi ver se era a comida. Quando olhou lá para fora, ela viu muita fumaça a sair do celeiro e correu para lá, mas os animais estavam mortos, menos um burro.
Ela começou a chorar muito e não entendia como o fogo começou. Pensou que fosse um isqueiro, mas ela lembrou-se que não tinha um.
Raquel Guimarães, Pretoria High School for Girls, Pretória, prof Margarida Sousa
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

Bouna Missie – desafio 137

Era uma vez uma menina que estava a regar as rosas cor de rosa e a alimentar os animais, a pedido do pai.
O pai estava a preparar as coisas para o jantar, mas lembrou-se que não tinha tudo o que precisava para fazer o jantar. Precisava de um isqueiro e de outras coisas.
Ele foi ao mercado comprar o que precisava e levou o seu burro.
Quando chegou lá, conseguiu comprar tudo e voltou para casa.
Bouna Missie, SA College, Pretória, prof Margarida Sousa
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

Fernanda Malhão – desafio 49

Estávamos de férias em Espanha. Eu estava sossegada na piscina, quando ouvi uma voz muito familiar, e era mesmo, encontrei um primo com a sua família. Grande alegria para os miúdos que já tinham companhia para brincar. No mesmo dia, qual foi o meu espanto quando ao jantar encontramos outro primo também a passar férias com a sua família. Coisas do destino, reunimos no mesmo hotel um grande ajuntamento de família sem combinação prévia! Foi uma diversão!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 49 – história louca de férias!

Elsa Alves – desafio 40

- À espera do avião para TORONTO? NOTO-te enervado. Estás sozinho? Como te chamas?
- TÓ. Só tenho dez anos. Sinto-me TONTO no meio desta gente. Não TORNO a vir a Portugal sem os meus pais. A minha avó não se calava com  saudades de me ver. Eles não podiam vir...
- Calma... Faço-te companhia. Não te preocupes.
- E tenho o blusão ROTO, aqui na manga, vê? 
- É uma bela recordação que levas. "Made in Portugal!!!”
Consegui tirar-lhe uma gargalhada.
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 40a partir de anagramas contendo as letras de Toronto

Fernanda Malhão – desafio 48

- Óh João diz-me lá como eu faço para chegar aí na tua chafarrica?
- Fácil, vais até a Via Norte, depois sais na saída para Matosinhos, estás a perceber?
- Sim
- Depois viras na segunda à esquerda, estás a perceber?
- Sim, sim
- Na bomba de gasolina cortas à direita, é mesmo fácil, estás a perceber?
- Siiiiiiiimmmm
- Vai sempre em frente até veres um letreiro grande verde, estás a perceber?
- Valha-me Deus eu estou a perceber! Não me faças burro!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 48 – diálogo em que uma personagem tem um tique de linguagem

Helena Rosinha – desafio 38

O amor corria como um arauto e tudo vencia: névOAs, abisMOs, ceRCas. Mas esse AmOR, que vivificava na urgência das caRIcias, nunca me procurou. Nunca o demandei.  Quem me ACeitaria, sendo eu olhada cOMo a bruxa agOUrenta, MAlvada e RAivosa, a neta do açougueiro, a coisa inÚTil, o Osso atirado ao lixo?
Ah, mas como me comprazo! No meu segredo, a minha força: quando contemplam o céu nas noites de lua cheia, é a mim que admiram.
Helena Rosinha, 67 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 38 – partindo de uma frase, utilizar os pares de letras desta para o texto

Fernanda Malhão – desafio 47

Antes trabalhar, tem um ritual matinal: prepara o seu café com detalhe de quem fabrica algo muito precioso, senta na varanda, passa a mão pelo pêlo do seu gato, numa caricia que o põe a ronronar. Mas os gatos são seres de vontade própria, e quando já não quer mais festas, levanta o pescoço e pata num gesto como a dizer: Pára! Hora de ir para o trabalho!  Mais um dia naquela fábrica a viver como máquinas!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 47 – 3 grupos de palavras com mesma grafia e significado diferente

03/07/20

Theo De Bakkere ― desafio 212

A ânsia
A Maria tinha um desejo na vida não cumprido e, cada ano, como se tivesse de seguir um ritual obrigatório, dirigir-se-ia para a igreja do santo António na intenção de pedido para arranjar por ela um marido, o enxoval já tinha conseguido completamente.
A cara do António foi brilhantemente iluminada pelas chamas da vela, tão intensa como a ânsia dela. Oxalá o santo a ouvisse, quem sabe, se desta vez não fosse um milagre guardado na esperança.
Theo De Bakkere, 68 anos, Antuérpia -Bélgica
Desafio nº 212 ― Frase de Valter Hugo Mãe

Fernanda Malhão ― desafio 46

A ratinha Rita realçava-se no meio daquela pandilha, sabia ser rápida e perspicaz. Magicar matreirices parecia ser o seu passatempo preferido. Pilhava frequentemente aquele restaurante sofisticado da marginal, com a sua perícia safava-se sempre. Roubava mantimentos. Depois sossegada, punha-se a roer, satisfazendo o seu paladar com aqueles petiscos, momentos de puro prazer! Assim, a Rita matinha a sua roliça silhueta!
― Raios me partam os ratos! ― praguejava o supervisor do restaurante quando percebia mais um roubo!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 46 – substantivos, adjetivos e verbos começando sempre por P, M, S ou R

Elsa Alves ― desafio 39


Havia ali qualquer coisa escondida... No meio das moitas de hortênsias. O cão farejava e voltava para ela. Tornava a correr para lá e esgaravatava. Ai, se estragasse as hortênsias... Bem podia ouvir a mãe... Quietinho, Rover! Mas... a curiosidade era tanta. Afastou as hastes e... AFINAL,ERA SÓ UM OVO DA PÁSCOA... Ficara ali esquecido, quando a tia os escondera. Ninguém tinha dado com ele. Ainda se comia... Em duas trincadelas despachou-o. Grande cão, o Rover!
Elsa Alves, 71anos, Vila Franca de Xira
Desafio n.º 39 história que contém a frase: “Afinal, era só um ovo de Páscoa”

Judite ― desafio RS 11


Sou a brisa verde que se amplia no corredor do pomar
Sou a brisa que te beija o rosto num percurso estival
Sou a brisa oceânica, num sonho velado, que a alma enaltece
Sou a brisa que te segreda as novidades mundanas no advir
Sou a brisa que te repousa em noites fustigadas pela invernia
Sou a brisa que te acalma docemente em longos tempos agitados
Sou a brisa aromática que caminha em rodopio, perfumando o coração
Judite, 27 anos, Santarém 
Desafio RS nº 11 – 7 frases de 11 palavras, sempre com uma palavra repetida

Fernanda Malhão ― desafio 45


Em plena pandemia, saía do hospital após uma consulta de rotina, a cada passo pensava: Quando vamos recuperar a confiança? Sentia uma desilusão imensa, achava que nesta altura tudo já estaria controlado, sua esperança diminuía de dia para dia. Pensava na injustiça que os profissionais de saúde têm vivido e como seria difícil conviver diariamente com o medo de ficarem infetados. Quão difícil manter o otimismo! Se antes já sentia simpatia por estes profissionais, agora ainda mais!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 45 – emoções por ordem alfabética

02/07/20

Elsa Alves ― desafio 37

Que tipo esquisitíssimo!!! Só um olho. Redondo como um relógio. Imenso pelo. Um único pé. Bigodes enormes. Um monstro. Olhou-se no espelho. Tombou, com medo dele próprio. Pobrezinho, pensei eu. Deve sentir-se triste com o seu "look". Decidi-me. Vou conseguir que os outros o invejem. Ericei-lhe o pelo comprido. Como um "punk". Usei imenso gel. Perfumei-o. Espetei-lhe os bigodes. Sentiu-se outro. Ficou lindo de morrer... Por uns breves momentos viu-se um herói de um filme de terror...
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Toninho ― desafio 212

Um milagre guardado na esperança, pensou Jota Carlos, quando abriu a porta na véspera de Natal. Viu várias caixas na varanda. Prometera presentear crianças pobres do orfanato da cidade. Porém com desemprego ficou desiludido, triste. Perambulou pelo emprego sem sucessos. Agora aquele saco cheio de presentes com uma fantasia de Papai Noel, veio calar fundo no seu coração. Chorou, dançou pela rua diante olhares curiosos. Olhou para o Céu, ajoelhou-se e deu graças ao Deus do impossível.
Toninho, 64 anos, Salvador-Bahia-Brasil
Desafio nº 212 ― Frase de Valter Hugo Mãe

Verena Niederberger ― desafio 212


Era um sábado.
A tarde estava chuvosa quando ela resolveu ir ao Shopping.
Precisava, urgentemente, sair de casa e se distrair um pouco.
Encontrou a filhota por lá.

Mãe e filha eram muito unidas e a tarde prometia ser divertida.
Tinham combinado fazer um lanchinho na confeitaria favorita.

Após o lanche resolveram visitar uma loja, recém aberta, no piso inferior.
Ao descer, um descuido, ela tropeçou.
Rolou escada...
Não sofreu nenhum arranhão.
"Um Milagre guardado na esperança."
Verena Niederberger, 69 anos, Rio de Janeiro - Brasil
Desafio nº 212 ― Frase de Valter Hugo Mãe

01/07/20

Alex Santi ― desafio 212


Um milagre guardado na esperança, o que poderia ser senão isso. O céu era um espelho, onde todos os anseios concretizam-se no seu reflexo, enquanto cá na terra restavam apenas frustrações. O contrário às vezes ocorria, vitórias aqui eram derrotas lá. Essa vida invertida, de puras vontades e feitas de luz, diziam os povos primitivos da amazónia profunda, eram apenas visitadas no plano dos sonhos; chamavam de esperanças quando as visionavam, como estrelas no firmamento do espírito.
Alex Santi, 28anos, Ericeira
Desafio nº 212 ― Frase de Valter Hugo Mãe

Fernanda Malhão ― desafio 212


Não sabemos como é uma doença grave, se nós próprios ou alguém muito próximo passar por isso. E só aí damos valor à saúde, algo esquecido na inconsciência dos dias que passam a correr. Foi a sensação que tive ao ver uma grande amiga estendida na cama do hospital. Num dia era capaz de escalar um vulcão e no outro, sentar-se parecia ser um esforço demasiado grande! Ficamos ali à espera de um milagre guardado na esperança.
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 212 ― Frase de Valter Hugo Mãe

Fernanda Malhão ― desafio 44

― Oi, tudo bem? Estou aqui tão só, tão triste. Tu não queres vir até aqui para dar duas de letra? Tomar um chá ou café? Sei lá, só tentar tapar um pouco este vazio que sinto.
― Minha cara Elsa, que bom ouvir a tua voz! Que pena, não posso ir. Tenho a mamã de cama. Vou ficar a tomar conta dela. Queres tomar um chá on line?
― Na falta de melhor pode ser, hoje às 17.00?
― Certo!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 44 – palavras com apenas 1 ou 2 sílabas

Rosélia Bezerra ― desafio 212


Poliana foi infante contemplativa da natureza desde pequenina, perambulava pela rua de chão de terra, à casa de sua estimada avó, tocava na plantinha com seu dedo, ela "morria"... êxtase! Diante da quaresmeira rosada puxando para o lilás... Uau!
Cria a vida fosse assim bem florida, no verde alentador.
Cresceu, percebeu não ser, embora um milagre guardado na esperança mantivesse sempre em seu coração.
Como se comportar doravante?
Esperançar é seu lema de vida, avançar! Eia, menina.
Rosélia Bezerra, 65 anos, ES, Brasil
Desafio nº 212 ― Frase de Valter Hugo Mãe

Elsa Alves ― desafio 38

OUÇO MUITAS VEZES A PALAVRA RAIVA...
ContOU-me que, em miúdo, tinha o cabelo muito clarinho, quase branco. "RuÇO", chamavam-lhe as irmãs. Ele aMUava. MuITo... Não eram as suas melhores amigAS? Deviam VEr que ele ficava aZEdo com aquele nome. Não o SAbiam? Ficava PArado e não se raLAva nada em gritar muitas palaVRas feias. Ou então, desatava a cantAR rimas porcas... "Vem, não te chamamos ruço, nunca mAIs". Embora soubesse que era mentira ele lá se acalmaVA...
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 38 – partindo de uma frase, utilizar os pares de letras desta para o texto