08 novembro 2016

Sonhos, sim

Era um sonho recorrente. Que caía sem amparo mas que no fim tudo corria bem. Sentia-me Alice no tubo das árvores, ao contrário, pelo meio das suas raízes e eram vários os coelhos e os gatos que me acompanhavam. Uns diziam coisas engraçadas. Animavam-me. Outros, nem tanto. Recordo ainda hoje as suas expressões. Tantas, quantas as flores dum prado. Eram sonhos, sim. Mas não é também assim composta a realidade? E foi por isso que me escrevi.
Paula Coelho Pais, Lisboa, 55 anos

Desafio nº 100 – «e foi por isso que me escrevi»

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