22/12/12

Cheiros



Abri a porta do quintal e a velha oliveira lá estava, com os seus ramos onde, há muito, pendurara um baloiço; voltei a voar naquele instante.
Procurei o tanque, mais afastado; ainda que rachado e vazio, vi-o cheio de água cristalina, a mesma que me ensinou a nadar.
Mais um pouco e até consegui ouvir o Piruças a ladrar.
Fechei a porta. Não há melhor máquina do tempo do que os cheiros da cozinha, especialmente no Natal.

Bau Pires 

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