24/06/13

Relação polígama

Foi amor ao primeiro encontro e a relação intensificou-se. Longe deles, sinto ansiedade, o desassossego é difícil de controlar.
Absorvo o cheiro das suas peles, tão macias, acaricio-as com entusiasmo e, após uns momentos de namoro, a quietude regressa. É uma relação polígama, bem sei, mas desejo-os para recuperar a serenidade. Sem eles, a imaginação atrofia, as ideias acorrentam-se e a solidão torna-se insuportável. Sem eles, tudo é escuridão. Eles trazem a luz. Tranquilamente provocadores. Os livros.

Ana Paula Oliveira, 52 anos, S. João da Madeira


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