11/06/14

1 de Junho

Acordei com um aroma, ainda primaveril!  Olhos colados na vidraça e esperei. Sabia que iriam passar; iriam rir a bandeiras despregadas;  as azedas iriam ser arrancadas, levadas em ramo apertado por uma erva capaz de as segurar; os pássaros iriam levantar voo; as cerejas tentariam esconder-se daquelas mãos pequeninas que se ergueriam em saltos.
Esperei!
Passava das sete horas. A algazarra chegou: um bando de cachopos. Iam num saltitar gritante: hoje – dia um de Junho – e  passaram...


Arménia Madail, 56 anos, Celorico de Basto
(história sem desafio)

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