10/08/14

O muro – em homenagem às gentes, ainda, muradas na Palestina

Alto, feio, cinzento, quilómetros e quilómetros sem fim… O muro estava ali. A barrar a paisagem, a travar o sonho, a coarctar a liberdade. A ânsia de ver e ir além dele crescia a cada dia, cada momento. A vida em plenitude, em alegria, tem que ser vivida sem barreiras.
Então, as gentes juntaram-se e começaram a destruir os alicerces daquela barreira medonha e aparentemente eterna. Um bocadinho aqui, um pouquito mais à frente. Revezando-se, nunca desistindo.

Rosa Maria Pocinho dos Santos Alves, 51 anos, Coimbra

Desafio nº 16 – uma palavra que define todo o texto