Na sua antiga casa já
não havia nada. Na semana anterior,
viu os seus primos dar todos os
objectos a desconhecidos. Eles não queriam
nem sequer vender os pertences mais
valiosos da família. Era preciso esquecer o passado. Não podia morar mais tempo ali. Viveria numa outra cidade onde pudesse começar de novo.
Fez as malas, subiu ao
comboio e comeu um pedaço de
aletria. Assim que chegou, procurou
uma casa nova e naquela cidade foi
feliz.
Laura Herrero Román, 29 anos, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro
E assim comeu onde não lhe queriam dar nada. Frase final do conto
tradicional O caldo de pedra (Contos Tradicionais do Povo Português.
Teófilo Braga. 1883)
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