Solta os
cabelos longos, ondulados, cor de azeitona madura; calça os sapatos de salto e
sem ligar a opiniões tolas, sai para se encontrar com o homem
amado. Não conversam há demasiado tempo, embora ele ‘fabrique’ uns argumentos latos na
vã tentativa de justificar tal silêncio. Encontra-o a mordiscar uns talos de
rabanete, enquanto aguarda, debaixo dos altos holofotes, para
entrar na famosa discoteca. ‘Olá. Lotas o estacionamento com
os carros dos teus seguranças. Não achas demasiado?’
Rosa Maria Pocinho dos Santos Alves,
52 anos, Coimbra
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