25 fevereiro 2016

Cidade

Não esqueço
as nossas tardes em Nova Iorque,
cidade a que nunca fui, aliás.
Sentados num banco de jardim
em Central Park,
um lago igual aos de Lisboa,
gozávamos as palavras
entrelaçadas
num esgar quase cosmopolita.
O tráfego respirava
em centelhas, em remorsos,
talvez;
o respirar das pessoas
criava a cidade.
Não nos importávamos:
era num banco de jardim
em Central Park
que nos sentávamos,
nas nossas tardes em Nova Iorque,
cidade a que nunca fui, aliás.

Jaime A., 51 anos, Lisboa

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