06 março 2016

Pássaros

Os poemas são pássaros que chegam. Chegou um agora de manhã no meu computador, que ficou rosado, depois dourado, depois lilás e depois violeta.
Superaqueceu-se, explodiu, o pássaro saiu voando em círculos e fez ninho em mim, no coração.
Nasceram passarinhos-palavras, que mandei voando, rápidos, leves, para o outro lado do mundo. Eles pousaram noutro vídeo e de lá vão aninhar-se e multiplicar-se, graciosos, em emplumados filhotinhos, que novamente vão voar. Tem sangue eterno a asa ritmada.

Os poemas são pássaros que chegam.  Mário Quintana, "Os poemas"
Tem sangue eterno a asa ritmada. Cecília Meireles, "Motivo"

Celina Silva Pereira, 65 anos, Brasília, Brasil.
Desafio nº 35 – partindo de dois versos de autor


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