20 abril 2016

Tempestade de vida

Fechou a velha agenda na qual registava momentos e pequenas emoções. Era o seu castelo de juras, um tributo às conquistas do tempo, furando os dias e as noites mais difíceis. Grande e feliz o sonho que a conduzia. Nada mais importava, nem os degraus do medo, nem os sustos da dor. Seguir em frente e construir a jangada sobre a tremenda tempestade da vida, olhando-a sorrindo por percebê-la enfim rendida no nada em que se transformara.

Paula Coelho Pais, 54 anos, Lisboa
Desafio nº 74 – nada em que se transformara


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