20 abril 2016

Um nada

Apareceu esgrouviado. Cabelo desfeito, roupa manchada. A mãe teve um sobressalto!
 – Meu filho, o que aconteceu?
E ele nada discorria. Atirou-se para o sofá e sentiu-se de novo criança mimada.
A mãe abanou-o, clamou pelo seu nome. Ele suspirou! – Permitira-lhe a bonança.
A longa noite gélida, tal o rosto do filho. Caíam lágrimas no papel de mãe.
O álcool gatuno! Chegou sem que ela denotasse. Seria tarde demais?
Escutou-se o gemido, do nada em que se transformara.

Andrea Ramos, 39 anos, Torres Vedras

Desafio nº 74 – nada em que se transformara

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